AULAS 3-4 DE HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO
Ambiente de Trabalho
Tipos de Riscos
Mapa de risco
Hierarquia de Niveis de Riscos
Hierarquia de controle de riscos
Ambiente de trabalho e tudo o que nos rodeia durante o nosso período de trabalho.
Toda a condição ambiental pode oferecer risco ao trabalhador.
Risco é a probabilidade de ocorrência de um determinado evento perigoso.
Perigo é a fonte ou situação com potencial para provocar danos em termos de lesão, doença, dano
a meio ambiente, local de trabalho ou combinação destes.
Em suma: Perigo é a fonte, situação ou Ato, enquanto que o Risco é a probabilidade X Gravidade.
Tipos Riscos
Riscos físicos são diversas formas de energia a que os trabalhadores possam estar expostos.
São agentes de risco físico os que provem da exposição de:
• Radiação ionizante (raios x nos hospitais e nas industrias)
• Radiação não ionizante (solda elétrica)
• Ruido (caldeiras, prensagem, rebitagem, martelos pneumáticos, tecelagem, construção,
aeroportos)
• Vibrações (utilização de martelos pneumáticos e maquinas pesadas)
• Calor (fundições, fabrica de vidro, fornalhas, trabalhos sob exposição direta ao sol)
• Poeiras mineiras (mineração de asbesto- manufatura de produtos a base de amianto,
fabricação e uso de cimento de amianto; carvão mineral; sílica- pedreiras, jateamento de
areia, fundições e construção civil)
• Poeiras vegetal (carvão vegetal, preparação e fiação de algodão e sisal, poeira de madeira,
poeiras de grãos de cereais-silos).
• Riscos químicos
São substâncias, compostos ou produtos químicos que possam penetrar no organismo do
trabalhador pela via respiratória como gases, poeiras, fumos ou vapores, além de outros que
possam ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.
É o nível de toxicidade do agente químico que determina o período máximo que o colaborador
pode ter exposição.
• Riscos biológicos
São riscos oferecidos por diversos tipos de micro-organismos que possam infetar o indivíduo no
ambiente de trabalho. por exemplo, fungos e seus esporos, bactérias-tétano, parasitas-plasmódio,
vírus-Hiv, hepatites etc.
• Riscos ergonômicos
São as condições que afetam o bem-estar do trabalhador. Podem ser de ordem físicas, mentais ou
organizacionais. Interferem com fatores e características psicofisiológicas do profissional,
provocando desconfortos e problemas de saúde.
Por exemplo: Ma disposição da iluminação, ma posição das cadeiras, manuseio de cargas estática
ou dinâmica de forma inadequada, posições e posturas incorretas, velocidade excessiva do
trabalho, trabalho sob pressão. Postura inadequada de trabalho, levantamento e transporte de peso,
jornadas prolongadas de turno e quaisquer outras situações que exijam esforço físico demasiado
ou que haja estresse físico. A avaliação desses riscos é feita por meio de um laudo ergonômico.
• Riscos de acidentes/mecânicos
são todos riscos que podem causar acidentes de trabalho, como por exemplo, arranjo físico
inadequado, maquinas e equipamento sem proteção, ferramentas inadequadas ou defeituosas,
iluminação inadequada, e situações como trabalho em altura, risco iminente de choque elétrico,
incêndio, atmosferas explosivas e manuseio de máquinas pesadas.
Classificação Dos Riscos Por Cor
Para facilitar a prevenção de acidentes e mitigação dos riscos ocupacionais, as normas
regulamentadoras definiram uma classificação dos riscos por cor, pensada para facilitar a
elaboração do chamado Mapa de riscos ocupacionais.
Riscos físicos - verde
Riscos químicos - vermelho
Riscos biológicos - marrom
Riscos ergonômicos - amarelo
Risco de acidentes – azul
• Tabela de Classificação de Riscos Ambientais
Mapa de Riscos Ocupacionais
É uma representação gráfica dos riscos ambientais existentes em um local de trabalho.
Sua representação é feita sobre a planta baixa do local de trabalho e os riscos são representados
por círculos de tamanhos e cores diferentes.
• Tem como objetivo conscientizar os trabalhadores e visitantes quanto aos riscos que
podem estar expostos ao entrarem nos locais de trabalho /
• Este instrumento é participativo, isto é, elaborado pelos próprios trabalhadores em
conformidade com as suas sensibilidades. O mapa de risco esta baseado no conceito de
que, quem faz o trabalho e quem conhece o trabalho. Ninguém conhece melhor a maquina
do que o seu operador.
• Informar e conscientizar os colaboradores dos riscos presentes no dia a dia. Serve como
um instrumento preliminar dos riscos, excelente para o planejamento de ações preventivas,
por exemplo.
• É essencial para informar a todos, tanto colaboradores como visitantes, de todo e qualquer
possível risco encontrado no ambiente. Uma excelente ferramenta para ser comparada com
o que consta nas demais análises de riscos feitas por profissionais do SESMT, por exemplo.
Exemplo de um mapa de riscos de uma empresa:
NOTA:
O Mapa de Riscos deve ficar em local visível para alertar as pessoas que ali trabalham bem como
aos visitantes sobre os riscos de acidentes em cada ponto marcado com os círculos."
Depois que o mapa estiver hem compreendido, deverão ser discutidas as medidas de controle
recomendadas e elaborar um programa de higiene ocupacional para cada local.
Como elaborar o Mapa de Risco:
1. Conhecer o processo de trabalho do local avaliado: conhecer como são realizadas as
atividades no local que está sendo analisado pois, cada atividade oferece riscos diferentes,
2. Identificar os agentes de riscos existentes no local de trabalho em analise.
3. Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia referente a proteção individual
e coletiva, organização do trabalho, além da higienização e conforto no ambiente.
4. Identificar os indicadores de saúde: aqui entram as queixas, doenças profissionais,
acidentes de trabalho que já tenham acontecido, entre outros. A ideia é utilizar como base
os erros passados para corrigi-los no futuro.
5. E por último, elaborar o Mapa de Riscos
Lembre-se que ele deve ser feito sobre uma planta ou desenho do local de trabalho, utilizando os
círculos e cores.
Hierarquia de Níveis de Riscos
O risco ele pode ser:
Aceitável – Quando o nível de risco é muito baixo ou baixo e não há maiores consequências de
continuar na operação.
Tolerável – Quando o nível de risco é moderado e permite que ações sejam tomadas para mantê-
lo nesse nível ou reduzi-lo ainda mais
Intolerável – Quando o nível de risco é alto ou muito alto e ações tem que ser tomadas
imediatamente para reduzi-lo ou elimina-lo.
Tabela de Classificação de níveis de riscos
Hierarquia de Controles de Risco
• Há três "zonas" onde as medidas de controle podem ser aplicadas:
• Na origem do contaminante - Fonte
• Ao longo do percurso entre a origem e o trabalhador - Ambiente
• No receptor - Trabalhador
Controle na Fonte
As medidas que podem ser aplicadas na fonte da contaminação incluem:
• Eliminar a fonte;
• Substituir, utilizando processos e/ou materiais menos perigosos;
• Isolar / conter / enclausurar – cercando as fontes ou os trabalhadores, ou a fonte e alguns
funcionários juntos em vez de todos os trabalhadores;
• Modificar o processo de produção;
• Incluir métodos automatizados - uso de robótica, produtos auxiliados com controle
remoto ou computador;
• Separação - colocar a fonte em um local diferente dos trabalhadores;
• Ventilação local - uso de ventilação para capturar o contaminante na fonte, para evitar a
dispersão;
Controle na trajetória - Ambiente
• Controle ao longo do percurso, quando o contaminante é de dispersão, é mais difícil e
menos opções estão disponíveis. Incluem:
• Ventilação geral - o que dilui a concentração de contaminantes;
• O aumento da distância entre a fonte e os trabalhadores, ou seja, o aumento do
comprimento do percurso de modo que haja mais dispersão e diluição;
• Uso de telas e barreiras parciais.
Controle no receptor - Trabalhador
Controles baseados no trabalhador incluem:
• Controles administrativos – rotatividade de trabalhadores, limitando o tempo que eles
trabalham em um local insalubre e/ou perigoso; sinalização do ambiente;
• Equipamento de proteção individual (EPI) - utilizando algo que impeça o contaminante
de afetar a segurança/saúde do trabalhador, mesmo que ele já tenha sido atingido pelo
agente de risco.
• NB: EPI, muitas vezes ser uma opção aplicável, não deve ser a primeira escolha no
controle da exposição a um agente de risco.