0% acharam este documento útil (0 voto)
42 visualizações11 páginas

DEUS

Enviado por

winnerfidel244
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
42 visualizações11 páginas

DEUS

Enviado por

winnerfidel244
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Introdução

A Conferência de Berlim, também conhecida como Conferência da África Ocidental ou


Conferência do Congo, realizada em Berlim, (capital da Alemanha), de 15 de novembro
de 1884 a 26 de fevereiro de1885, marcando a colaboração europeia na participação e
divisão territorial da África.
Organizado pelo chanceler Alemão, Otto Von Bismarck, o evento contou com a
participação de países europeus, mas também do Império Otomano e do Estados
Unidos.
A conferência de Berlim viria a institucionalizar o peso específico e a capacidade de
penetração das grandes potências europeias, inviabilizado definitivamente, a tese dos
direitos históricos de posse e ocupação.

O principal objetivo da Conferência de Berlim foi estabelecer um acordo entre os


diversos países que tinham interesses na região da Bacia do Congo e do Niger. A
exploração dessa região era, nesse momento, o principal foco de atrito entre as
potências europeias, o que poderia levar a uma guerra.

A própria Ata Geral da conferência buscava ʺevitar as mãos entendimento e as disputas


que poderão o futuro resultar de novos actos de ocupaçãoʺ.

Outros objetivos da conferência foram definir como seriam fundadas as novas colônias
na Àfrica e estabelecer áreas de livres comércio no continente.

4
• Contexto Histórico

A era do imperialismo

A era do imperialismo: O imperialismo consiste em uma prática de expansão


política, econômica e territorial que parte de uma nação buscando dominar outras.
Assim, estando com muito poder, principalmente bélico e econômico, exercem suas
forças para conquistar territórios e aumentar sua influência sobre outras regiões do
globo.

O período clássico do imperialismo (1875-1914) foi caracterizado pelo militarismo


pela formação das grandes empresas que se confrontam pela partilha do mundo na
busca de novos espaços para acumulação de capital.
Estes elementos apresentaram de uma nova forma histórico, na era do Oro do
capitalismo, (1945-1971).

O período foi baseado na corrida armamentista dos EUA e da URSS durante a guerra
fria, cominando na consolidação de um complexo industrial-militar de ambos os lados;
o confronto de grandes empresas por novos espaços de acumulação em uma espécie de
segunda partilha do mundo; e a reforma do capitalismo.
O imperialismo foi fundamental no crescimento econômico da era do Ouro e em todas
as suas transformações, promovendo a expansão e não o amortecimento deste modo de
vida.

5
• Rivalidades entre potências

Na segunda metade do sec. XIX, a Europa exerceu o seu imperialismo sobre os outros
continentes, através do colonialismo, de protetorados ou concessões. À Inglaterra,
França e Portugal juntaram-se a Bélgica, Alemanha, Itália e Rússia a, surgindo
rivalidade entre os Estados da Europeus, que disputavam as matérias primas, os
mercados de consumo e de investimentos dos restantes continentes, para onde
exportavam os seus excedentes populacionais e os seus valores culturais.

Na segunda metade do sec. XIX, os Europeus dominavam grandes partes do mundo.


Neste segundo período de expansão europeia, países com a Inglaterra, a França e
Portugal renovaram o seu poder sobre diversas regiões dos restantes regiões
continentes.
E outros se juntaram, como a Bélgica, Alemanha, Itália, e Rússia, que nessa época
procuraram estender as suas áreas de influência.

Assim se acentuou o imperialismo europeu, que assumiu diversas formas: O


Colonialismo, associado a conquista territorial; o protetorado, que implicava o
controlo político indireto sobre uma região, uma vez que o governo era local, mas
selecionados e controlados pelos europeus, as concessões, conseguidas como
contrapartida da proteção de serviço público, como a construção de caminho de ferro,
e que implicava condições especiais de residência e comercio para os estrangeiros, que
controlavam grande parte dos negócios, influenciado a governação e difundindo a sua
cultura livremente entre os habitantes locais.

De toda as formas, o colonialismo foi a principal forma de dominação europeia,


exercida sobre a Àfrica e sobre a Asia e associados todas as facetas do imperialismo:
domínio político, militar, e cultural dos europeus sobre as populações locais.

• Situações na Àfrica

Antes da chegada dos europeus, a Àfrica teve reinos ricos e fabulosos.

Na Antiguidade, temos o império de Cartago e do Egito; e na idade média, a construção


do império do Mali e da Etiópia.

O interesse dos europeus no continente africano

Desde o séc. XV, os principais interesses dos europeus na Àfrica eram a acesso a mão
de obra escreva e a compra de alguns, produtos, como o Ouro e o Marfim. Dessa forma,
até ao séc. XIX poucas regiões africanas tinham sido Efectivamente colonizadas por
europeus (principalmente e feitorias no litoral, de onde negociavam com a população
local.

6
• A Conferência

Até a década de 1870, países europeus possuíam acordos econômicos com alguns reinos
africanos e controle parcial sobre algumas religiões. No entanto; a presença europeia na
Àfrica tornou-se, mas evidente a partir de três ações, que foram:
O interesse demonstrado pelo rei belga Leopoldo I (sucedido por seu filho Leopoldo II)
no Congo (atual República Democrática do Congo) levou ao estabelecimento de uma
associação para explorar esse território
Expedições portuguesas promoviam a ocupação de territórios no interior de
Moçambique;
Crescente presença francesa no Egito, Tunísia e Madagáscar.
A sucessão desses eventos desencadeou um grande interesse por territórios no
continente africano por parte dos países europeus. A ocupação da África e as disputas
por terras levaram os países europeus a organizarem a chamada Conferência de Berlim.
Essa conferência, sugerida por Portugal, foi organizada pelo primeiro-ministro alemão
Otto von Bismarck (entre 1884-1885) na Alemanha,o evento durou três meses e todas
as negociações eram segretas, como era habitual na Aqueles tempos.
A conferência debateu questões relativas ao domínio belga sobre o Congo e à navegação
dos rios Congo e Níger. Além disso, principalmente por ação do Reino Unido, foi
estipulado que Portugal deveria abrir mão de suas demandas territoriais em relação a
Angola e Moçambique. Por fim, o encontro dos países europeus organizou a ocupação
de outros territórios. A Conferência de Berlim praticamente consolidou o domínio
europeu sobre o continente africano.

7
• Países participantes da Conferência de Berlim

Participaram da Conferência de Berlim e foram signatários da ata final do evento os


seguintes países:
Reino Unido; Dinamarca

Espanha; Portugal

Estados Unidos da América; Rúsia

Itália; Suécia-Noruenga

Países Baixos; Impérior Turco-Otomana


França; Alemanha

Áustria; Bélgica

Mapa de África pré e pós-conferência

8
Principais decisões

Três pontos principais constituíram a agenda da Conferência: (1) a liberdade de


comércio em toda a bacia do Zaire e sua foz; (2) a aplicação dos princípios do
Congresso de Viena quanto à navegação nos rios internacionais (entre outros, do Níger);
(3) a definição de “regras uniformes nas relações internacionais relativamente às
ocupações que poderão realizar-se no futuro nas costas do continente africano”; (4) a
abolição do tráfico de escravos,estas e varios outros temas foram debatidos na
conferência de Berlim.
Esta Conferência foi uma das mais importantes realizadas na segunda metade do século
XIX, visando, entre outras questões, regular o Direito Internacional Colonial.

O que decidido na conferência de Berlim?


A primeira decisão na conferência foi a de tornar o Rio Congo e seus afluentes uma área
de livre navegação e comercialização para as nações europeias. Toda a região costeira
do Congo também foi declarada área de livre comércio.
A conferência estabeleceu que as terras a leste do Congo, que iam até o Oceano índico,
só poderiam ser colonizadas pelos europeus quando as populações locais, por meio de
seus governos, autorizassem.
O sétimo artigo da Conferência de Berlim estabeleceu que a escravidão deveria ser
reprimida por todas as nações europeias, assim como estas deveriam permitir que os
povos nativos mantivessem suas tradições culturais, inclusive suas crenças religiosas.
A conferência, ainda, decidiu que a posse de futuras colônias ocorreria pelo princípio
"uti possidetis", pelo qual a posse pertenceria ao país que, de fato, colonizasse a região.
A decisão desagradou a Portugal, que defendia o princípio da posse histórica do
território.
Assim se formou a Nação Africana.
As fronteiras nacionais nasceram da imposição da Conferência de Berlim, um estado
orgânico colonial imposto pelas potências colonizadoras partilhando a África sem
muitas preocupações quanto ao que já existia. Várias nações, no sentido das formações
sociais antigas africanas, passaram a estar reunidas dentro de novas fronteiras. Tribos
amigas e inimigas passaram a pertencer ao mesmo espaço colonial.
Assim, nos gabinetes da capital alemã, foram traçadas as fronteiras dos domínios
coloniais. No início do século XX, a África estaria completamente retalhada pelos
ocupantes imperialistas.

Grã-Bretanha França Portugal Espanha


Alemanha Itália Bélgica Abissínia
capítulo 3:consequências da conferência de Berlim

9
Divisão da África
Como consequência, o território africano foi dividido entre os países integrantes da
Conferência de Berlim:

● Grã-Bretanha: suas colônias atravessavam todo o continente e ocupou terras desde o


norte com o Egito até o sul, com a África do Sul;
● França: ocupou basicamente o norte da África, a costa ocidental e ilhas no Oceano
Índico;
● Portugal: manteve suas colônias como Cabo Verde, são Tomé e Príncipe, Guiné, e as
regiões de Angola e Moçambique;
● Espanha: continuou com suas colônias no norte da África e na costa ocidental
africana;
● Alemanha: conseguiu território na costa Atlântica, atuais Camarões e Namíbia e na
costa Índica, a Tanzânia;
● Itália: invadiu a Somália e Eriteia. Tentou se estabelecer na Etiópia, mas foi
derrotada;
● Bélgica: ocupou o centro do continente, na área correspondente ao Congo e Ruanda.
Por sua vez, a liberdade comercial na bacia do Congo e no rio Níger foi garantida; assim
como a proibição da escravidão e do tráfico de seres humanos
A Conferência de Berlim foi uma vitória diplomática do chanceler Bismarck. Com a
reunião, ele demonstrava que o Império Alemão não podia ser mais ignorado e era tão
importante quanto o Reino Unido e a França
Igualmente, não solucionou os litígios de fronteiras disputados pelas potências
imperialistas na África e levariam à Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Como a África era considerada uma extensão desses países europeus, o continente
também se viu envolvido na Grande Guerra Mundial, com os nativos integrando os
exércitos nacionais.
Essa nova configuração do continente africano, feito pelas potências mundiais,
permaneceu até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Após esta data
eclodiram vários movimentos de independência em diversos países africanos.
Quais foram as consequências da partilha da África?
A partilha da África teve uma série de consequências que moldaram o destino do
continente e deixaram um impacto duradouro:
● Tensões e conflitos: as fronteiras estabelecidas durante a partilha da África
frequentemente cortaram grupos étnicos, dividindo comunidades e causando tensões

10
que persistem até hoje. Muitos dos conflitos atuais na África têm suas raízes nessas
divisões artificiais
● Exploração econômica: as potências europeias exploraram os recursos naturais da
África para sustentar suas economias em rápido crescimento. Isso resultou na
exploração desenfreada e na extração de recursos sem benefícios significativos para as
populações locais
● Impacto social e cultural: a colonização europeia teve um impacto profundo nas
sociedades africanas, resultando na supressão de culturas locais, na imposição de
línguas estrangeiras e na disseminação de práticas culturais europeias. Muitas
comunidades africanas perderam suas tradições e identidades originais.
●Instabilidade política: as fronteiras arbitrárias estabelecidas durante a partilha da
África levaram a conflitos territoriais e étnicos. Muitos países africanos enfrentaram
desafios na formação de identidades nacionais coesas devido à diversidade étnica e
cultural forçada por essas fronteiras.
● Desenvolvimento desigual: a exploração econômica desigual resultou em
disparidades significativas de desenvolvimento entre as diferentes regiões da África.
Algumas áreas foram mais beneficiadas pela exploração de recursos, enquanto outras
foram deixadas em condições de pobreza e subdesenvolvimento.
● Influência duradoura das potências colonizadoras: mesmo após a independência,
muitas nações africanas continuaram a enfrentar a influência política e econômica das
antigas potências colonizadoras. Acordos desfavoráveis, dívidas e relações desiguais
persistiram, impactando o desenvolvimento sustentável dessas nações.
A conferência de Berlim e o mundo moderno

11
legado do imperialismo; O imperialismo foi muito forte no mundo durante o período
citado (entre 1884 e 1914).
Mas a presença de europeus como colonizadores na África e na Ásia ocorreu até a
segunda metade do século XX. O imperialismo deixou graves consequências nesses
locais, expostas a seguir.
A demarcação de fronteiras artificiais gerou impactos negativos até hoje na África e
causou inúmeras tensões entre as nações africanas.
Durante o neocolonialismo, surgiu uma série de disputas étnicas influenciadas por ação
europeia. Um dos casos mais notáveis aconteceu em Ruanda, região que havia feito
parte do Congo Belga. Em 1994, um massacre de grandes proporções aconteceu no país,
e hutus foram responsáveis pela morte de aproximadamente 1 milhão de tutsis.
A exploração econômica deixou marcas profundas, e até hoje a maioria dos países
africanos sofre com economias instáveis.
Os nativos foram sujeitos a uma violência escabrosa. Um caso notável foi no Congo
Belga, quando 10 milhões de pessoas morreram fruto da violência colonial dos belgas.

Movimentos de descolonização
A descolonização da África ocorreu durante no século XX quando as populações dos
territórios africanos ocupados conseguiram expulsar o invasor europeu e assim,
conquistar a independência.
O primeiro país africano a ser independente foi a
Libéria, em 1847; e o último, a Eritreia, em 1993.Os processos de independência na
África se iniciaram no início do século XX, com a independência do Egito. No entanto,
somente após Segunda Guerra Mundial, com as potências europeiaenfraquecidas, os
países africanos alcançaram a independência.
Nesse sentido, podemos falar de imperialismo moderno a partir da Segunda Revolução
Industrial, entre os anos de 1850 e 1950. Antes disso, a prática do colonialismo era
muito mais frequente, principalmente com as influências europeias nas Américas, África
e Ásia.
Enquanto o colonialismo sugere um controle político direto, com incorporação
territorial e perda de autonomia por meio da força militar, o Imperialismo exerce o
mesmo domínio de maneira indireta, formal ou informalmente, sem o uso explícito de
intervenções militares, na maioria dos casos.

12
Conclusão
Em suma, a conferência de Berlim moldou a África moderna na divisão e repartição
dos países africanos como um pedaço de bolo.
A conferência de Berlim não consegui atingir os objectivos que levaram a sua criação-
estabelecer critérios para a colonização de África e promover a paz entre as nações
europeias.
muito pelo contrário , o principio da posse de futuras colónias pelo uti possidetis levou
a uma verdadeira corridas dos países europeios em busca de novos territórios da África.

13
14

Você também pode gostar