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PAPEL DO FISIOTERAPEUTA NO PRÉ E PÓS

OPERATÓRIO DE CIRURGIA CARDÍACA:


UMA VISÃO ATUALIZADA
Drª Cristie Araújo
DEFINIÇÃO DE CIRURGIA CARDÍACA

A cirurgia cardíaca é um tipo de tratamento para o


coração que é realizada para reparar danos:
 no próprio coração
 nas artérias ligadas à ele
para substituição deste órgão
LIMA, 2013; LAIZO et al, 2010.
TIPOS DE CIRURGIA CARDÍACA
Corretoras: defeitos do canal arterial, incluindo a do septo
atrial e ventricular;

Reconstrutoras: revascularização do miocárdio, plastia de


valva aórtica, pulmonar, mitral ou tricúspide;

Substitutivas: que correspondem as trocas valvares e os


transplantes.

ROCHA et al, 2006


TÉCNICA MINIMAMENTE INVASIVA
A cirurgia minimamente invasiva(CMI) possui a capacidade de eliminar as
três maiores causas de morbimortalidade decorrentes do método clássico:

1. Manipulação da aorta;
2. Utilização de circulação extracorpórea;
3. Incisão esternal mediana.

Em determinadas circunstâncias a tecnica convencional poderá ser


necessária.

REGENGA, 2000
Incisões cirúrgicas

Fonte: [Link]
MUSCULATURA AFETADA
A musculatura torácica é a mais exposta nas cirurgias cardíacas,
sendo os músculos respiratórios os mais acometidos.

UMEDA et al., 2004


COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS
Principais fatores envolvidos na fisiopatologia das
complicações respiratórias no pós-operatório são:

Dor pós-operatória
Anestesia geral e os analgésicos
Incisões cirúrgicas
Imobilismo
Demanda aumentada de oxigênio
Síndrome da Resposta inflamatória sistêmica
COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS
Entre as mais frequentes estão:

Atelectasia
Pneumonia
Tromboembolismo pulmonar
Falência respiratória

RODRIGUES et al., 2008


PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES EM CIRURGIA CARDÍACA

As complicações pulmonares pós-operatórias são uma fonte


significativa de mortalidade e morbidade

Identifica os pacientes em risco


O t Otimiza a terapêutica
Fisioterapia Reduz a taxa de mortalidade

(VERRI, et al. 2001)


FATORES DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES PO DE CC

PRÉ OPERATÓRIOS PERIOPERATÓRIOS PÓS OPERATÓRIOS

• Sedentarismo • Tecnica cirurgica • Instabilidade


• Tabagismo • Tempo da cirurgia hemodinâmica
• Idade avançada • CEC • Disfunção
• Obesidade • Anestesia geral diafragmática
• Comorbidades • Tempo prolongado
previas, em especial de suporte ventilatório
doenças pulmonares invasivo
• Imobilização

AKDUR, 2007; DOYLE,1999; PASQUINA, 2003; RAJENDRAN, 1998; NERI, 2007; HULZEBOS, 2006.
FASES DA REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR
(RCV)

Fase I – Fase aguda

Fase II – Convalescença

Fase III – Fase Crônica

Fase IV – Resto da vida


CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A fase inicial (Fase I) da Reabilitação Cardiovascular dos


pacientes de cirurgia cardíaca em geral dura de 5 a 7 dias,
com o programa direcionado principalmente para
prevenção e tratamento de complicações pulmonares.

REGENGA, 2000
FISIOTERAPIA NO PRÉ-OPERATÓRIO

A fisioterapia no pré-operatório tem como objetivo

Melhor recuperação no pós-operatório

 orientações sobre a cirurgia

PÓS-CIRÚRGICO
IMPORTÂNCIA DOS EXERCÍCIOS RESPIRATÓRIOS
DEAMBULAÇÃO PRECOCE

ARCÊNCIO et. al 2008


CONDUTAS NO PRÉ OPERATÓRIO

Orientação de exercícios ventilatórios

. Leguisamo et al.
CONDUTAS NO PRÉ OPERATÓRIO

Incentivadores respiratórios: A utilização do aparelho fornece


um feedback visual aos pacientes, gera melhor fluidez de gases
para os alvéolos e maior expansão pulmonar.

Respiron
Voldyne
CONDUTAS NO PRÉ OPERATÓRIO
TREINAMENTO MUSCULAR INSPIRATÓRIO (TMI) de carga
linear baseada em 30% da PI-max - evita complicações
pulmonares e Melhora a força e endurance dos músculos
respiratórios.(TOMAUCH,2016)

Threshold
CONDUTAS NO PRÉ OPERATÓRIO
P1-TMI 30% da PImax durante 20 minutos, espirometria de
incentivo, educaçao do ciclo ativo e tecnica de expiração forcada.
Orientações dos exercicios e informações sobre cirurgia.- Hulzebos
et al., 2006 Holanda (Utrecht)

P2-Treinamento com esteira, bicicleta ergometrica e cicloergometro


para membros superiores e inferiores. Arthur et al., 2000 Canada
(Ontario)

P3-Manobras de expansão pulmonar e/ou exercicios com MMSS -


Brage et al., 2009 Espanha (Coruna)
CONDUTAS NO PÓS-OPERATÓRIO DE
CIRURGIA CARDÍACA
ADMISSÃO E EVOLUÇÃO DO PACIENTE
NO PÓS-OPERATÓRIO DE
CIRURGIA CARDÍACA

Arcêncio, L et al. RBCCV, 2008.


O DESMAME DA VENTILAÇÃO MECÂNICA
O desmame da VM pode ser realizado utilizando-se:
Pressão de suporte (PSV)
Ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV).
A triagem sistemática de pacientes aptos para a realização do teste de
respiração espontânea deve ser realizada diariamente pelo fisioterapeuta da
UTI, seguindo protocolo multidisciplinar da respectiva unidade.
ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA APÓS A EXTUBAÇÃO
FASE IMPORTANTE DO ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO

OBJETIVO PRIMORDIAL:

manutenção de ventilação espontânea


MOBILIZAÇÃO PRECOCE
evitar o retorno à prótese ventilatória

Müller, 2006
ABORDAGEM DO PACIENTE APÓS ALTA DA UTI

Nesta fase, o programa é direcionado para a prevenção de


complicações pulmonares da cirurgia, tendo como objetivos
específicos:

◦ PROMOVER HIGIENE PULMONAR;


◦ PROPORCIONAR EDUCAÇÃO RESPIRATÓRIA DO PACIENTE;
◦ ATENUAR A DOR;
◦ MELHORAR A FUNÇÃO PULMONAR
◦ RESTAURAR A AMPLITUDE ARTICULAR E FORÇA MUSCULAR;
◦ DIMINUIR A ANSIEDADE
◦ MOBILIZAÇÃO PRECOCE
EXEMPLOS DE PROTOCOLO DE
REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR
FASE I
OBJETIVO FASE I

ALTA HOSPITALAR

COM AS MELHORES CONDIÇÕES


FÍSICAS E PSICOLÓGICAS POSSÍVEIS,
MUNICIADO DE INFORMAÇÕES
REFERENTES AO ESTILO SAUDÁVEL DE
VIDA, EM ESPECIAL NO QUE DIZ
RESPEITO AO PROCESSO DE
REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR.
Orientação do paciente para a alta hospitalar
Essa abordagem deve ser feita de forma individualizada,
podendo ser utilizados mecanismos de ajuda, tais como
folhetos e diagramas. A orientação é feita por uma equipe
multidisciplinar.

Para o Fisioterapeuta: O paciente que é capaz de andar sem


ajuda durante 20 min. E subir escadas tem força e resistência
suficientes para maior parte das atividades da vida diária.
Sendo assim p paciente deve caminhar no mínimo 2 vezes por
dia durante 20 min., com uma FC de 20bpm.

REGENGA, 2000
CONSIDERAÇÕES FINAIS

HIGIENE BRÔNQUICA REEXPANSÃO PULMONAR CINESIOTERAPIA

MELHORA DA MECÂNICA E VENTILAÇÃO PULMONAR

REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES MELHORA DO REDUÇÃO DO TEMPO


PULMONARES QUADRO CLÍNICO DE INTERNAÇÃO
Obrigada!
Resultados
positivos
CONSIDERAÇÕES FINAIS
EQUIPE
MULTIDISCIPLINAR

FISIOTERAPIA PACIENTES
PROGNÓSTICO PRÉ e PÓS-OP SUBMETIDOS À
CIRURGIA CARDÍACA

*Menor tempo de
internação
*Menos complicações
A PRESENÇA DE FISIOTERAPEUTA NA EQUIPE DE
REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR É IMPORTANTE
EM TODAS AS ETAPAS DO PROCESSO DE
RECUPERAÇÃO DO PACIENTE.
ELE PARTICIPA DAS ATIVIDADES REALIZADAS
COM O PACIENTE NA UTI OU NA UCO,
ACOMPANHA -O NA ENFERMARIA, VAI ATÉ A SUA
CASA DURANTE A FASE DE RECUPERAÇÃO PÓS -
HOSPITALAR E, POSTERIORMENTE, ATUA EM
CENTROS OU CLÍNICAS DE REABILITAÇÃO,
FINALIZANDO O PROCESSO FISIOTERAPÊUTICO.
(PASCHOAL, 2010).

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