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Código Tributário Nacional 1966

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Parágrafo único.

Os tributos cuja receita seja distribuída,


LEI Nº 5.172, DE 25 DE OUTUBRO DE no todo ou em parte, a outras pessoas jurídicas de direito
1966 (CTN) público pertencerá à competência legislativa daquela a que
tenham sido atribuídos.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo
atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas
em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de
Art. 1º Esta Lei regula, com fundamento na Emenda direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da
Constitucional n. 18, de 1º de dezembro de 1965, o sistema Constituição.
tributário nacional e estabelece, com fundamento no artigo
5º, inciso XV, alínea b, da Constituição Federal as normas § 1º A atribuição compreende as garantias e os
gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de
Distrito Federal e aos Municípios, sem prejuízo da respectiva direito público que a conferir.
legislação complementar, supletiva ou regulamentar.
§ 2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo,
LIVRO PRIMEIRO por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a
tenha conferido.
SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL
§ 3º Não constitui delegação de competência o
TÍTULO I cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da
função de arrecadar tributos.
Disposições Gerais
Art. 8º O não-exercício da competência tributária não a
Art. 2º O sistema tributário nacional é regido pelo defere a pessoa jurídica de direito público diversa daquela a
disposto na Emenda Constitucional n. 18, de 1º de dezembro que a Constituição a tenha atribuído.
de 1965, em leis complementares, em resoluções do Senado
Federal e, nos limites das respectivas competências, em leis CAPÍTULO II
federais, nas Constituições e em leis estaduais, e em leis
municipais. Limitações da Competência Tributária

Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, SEÇÃO I


em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada Disposições Gerais
mediante atividade administrativa plenamente vinculada.
Art. 9º É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal
Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é e aos Municípios:
determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação,
sendo irrelevantes para qualificá-la: I - instituir ou majorar tributos sem que a lei o
estabeleça, ressalvado, quanto à majoração, o disposto nos
I - a denominação e demais características formais artigos 21, 26 e 65;
adotadas pela lei;
II - cobrar imposto sobre o patrimônio e a renda com
II - a destinação legal do produto da sua arrecadação. base em lei posterior à data inicial do exercício financeiro a
que corresponda;
Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de
melhoria. III - estabelecer limitações ao tráfego, no território
nacional, de pessoas ou mercadorias, por meio de tributos
TÍTULO II interestaduais ou intermunicipais;

Competência Tributária IV - cobrar imposto sobre:

CAPÍTULO I a) o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros;

Disposições Gerais b) templos de qualquer culto;

Art. 6º A atribuição constitucional de competência c) o patrimônio, a renda ou serviços dos partidos


tributária compreende a competência legislativa plena, políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais
ressalvadas as limitações contidas na Constituição Federal, dos trabalhadores, das instituições de educação e de
nas Constituições dos Estados e nas Leis Orgânicas do Distrito assistência social, sem fins lucrativos, observados os
Federal e dos Municípios, e observado o disposto nesta Lei. requisitos fixados na Seção II deste Capítulo; (Redação dada
pela Lei Complementar nº 104, de 2001)
d) papel destinado exclusivamente à impressão de § 2º Os serviços a que se refere a alínea c do inciso IV do
jornais, periódicos e livros. artigo 9º são exclusivamente, os diretamente relacionados
com os objetivos institucionais das entidades de que trata
§ 1º O disposto no inciso IV não exclui a atribuição, por este artigo, previstos nos respectivos estatutos ou atos
lei, às entidades nele referidas, da condição de responsáveis constitutivos.
pelos tributos que lhes caiba reter na fonte, e não as dispensa
da prática de atos, previstos em lei, assecuratórios do Art. 15. Somente a União, nos seguintes casos
cumprimento de obrigações tributárias por terceiros. excepcionais, pode instituir empréstimos compulsórios:

§ 2º O disposto na alínea a do inciso IV aplica-se, I - guerra externa, ou sua iminência;


exclusivamente, aos serviços próprios das pessoas jurídicas
de direito público a que se refere este artigo, e inerentes aos II - calamidade pública que exija auxílio federal
seus objetivos. impossível de atender com os recursos orçamentários
disponíveis;
Art. 10. É vedado à União instituir tributo que não seja
uniforme em todo o território nacional, ou que importe III - conjuntura que exija a absorção temporária de poder
distinção ou preferência em favor de determinado Estado ou aquisitivo.
Município.
Parágrafo único. A lei fixará obrigatoriamente o prazo do
Art. 11. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos empréstimo e as condições de seu resgate, observando, no
Municípios estabelecer diferença tributária entre bens de que for aplicável, o disposto nesta Lei.
qualquer natureza, em razão da sua procedência ou do seu
destino. TÍTULO III

SEÇÃO II Impostos

Disposições Especiais CAPÍTULO I

Art. 12. O disposto na alínea a do inciso IV do artigo 9º, Disposições Gerais


observado o disposto nos seus §§ 1º e 2º, é extensivo às
autarquias criadas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato
Federal ou pelos Municípios, tão-somente no que se refere gerador uma situação independente de qualquer atividade
ao patrimônio, à renda ou aos serviços vinculados às suas estatal específica, relativa ao contribuinte.
finalidades essenciais, ou delas decorrentes.
Art. 17. Os impostos componentes do sistema tributário
Art. 13. O disposto na alínea a do inciso IV do artigo 9º nacional são exclusivamente os que constam deste Título,
não se aplica aos serviços públicos concedidos, cujo com as competências e limitações nele previstas.
tratamento tributário é estabelecido pelo poder concedente,
no que se refere aos tributos de sua competência, ressalvado Art. 18. Compete:
o que dispõe o parágrafo único.
I - à União, instituir, nos Territórios Federais, os impostos
Parágrafo único. Mediante lei especial e tendo em vista o atribuídos aos Estados e, se aqueles não forem divididos em
interesse comum, a União pode instituir isenção de tributos Municípios, cumulativamente, os atribuídos a estes;
federais, estaduais e municipais para os serviços públicos que
conceder, observado o disposto no § 1º do artigo 9º. II - ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em
Municípios, instituir, cumulativamente, os impostos
Art. 14. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é atribuídos aos Estados e aos Municípios.
subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas
entidades nele referidas: Art. 18-A. Para fins da incidência do imposto de que trata o
inciso II do caput do art. 155 da Constituição Federal, os
I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio combustíveis, o gás natural, a energia elétrica, as
ou de suas rendas, a qualquer título; (Redação dada pela Lcp comunicações e o transporte coletivo são considerados bens
nº 104, de 2001) e serviços essenciais e indispensáveis, que não podem ser
tratados como supérfluos. (Incluído pela Lei Complementar
II - aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na nº 194, de 2022)
manutenção dos seus objetivos institucionais;
Parágrafo único. Para efeito do disposto neste artigo:
III - manterem escrituração de suas receitas e despesas (Incluído pela Lei Complementar nº 194, de 2022)
em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar
sua exatidão. I - é vedada a fixação de alíquotas sobre as operações
referidas no caput deste artigo em patamar superior ao das
§ 1º Na falta de cumprimento do disposto neste artigo, operações em geral, considerada a essencialidade dos bens e
ou no § 1º do artigo 9º, a autoridade competente pode serviços; (Incluído pela Lei Complementar nº 194, de 2022)
suspender a aplicação do benefício.
II - é facultada ao ente federativo competente a aplicação de exportação, em uma venda em condições de livre
alíquotas reduzidas em relação aos bens referidos no caput concorrência.
deste artigo, como forma de beneficiar os consumidores em
geral; e (Incluído pela Lei Complementar nº 194, de 2022) Parágrafo único. Para os efeitos do inciso II, considera-se
a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do
III - é vedada a fixação de alíquotas reduzidas de que trata o produto, deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre
inciso II deste parágrafo, para os combustíveis, a energia a operação de exportação e, nas vendas efetuadas a prazo
elétrica e o gás natural, em percentual superior ao da superior aos correntes no mercado internacional o custo do
alíquota vigente por ocasião da publicação deste artigo. financiamento.
(Incluído pela Lei Complementar nº 194, de 2022)
Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela
CAPÍTULO II do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente
de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro
Impostos sobre o Comércio Exterior dos limites por ela estabelecidos.

SEÇÃO I Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos


limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases
Impostos sobre a Importação de cálculo do imposto, a fim de ajustá-los aos objetivos da
política cambial e do comércio exterior.
Art. 19. O imposto, de competência da União, sobre a
importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador Art. 27. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem
a entrada destes no território nacional. a lei a ele equiparar.

Art. 20. A base de cálculo do imposto é: Art. 28. A receita líquida do imposto destina-se à
formação de reservas monetárias, na forma da lei.
I - quando a alíquota seja específica, a unidade de
medida adotada pela lei tributária; CAPÍTULO III

II - quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal Impostos sobre o Patrimônio e a Renda
que o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da
importação, em uma venda em condições de livre SEÇÃO I
concorrência, para entrega no porto ou lugar de entrada do
produto no País; Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural

III - quando se trate de produto apreendido ou Art. 29. O imposto, de competência da União, sobre a
abandonado, levado a leilão, o preço da arrematação. propriedade territorial rural tem como fato gerador a
propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por
Art. 21. O Poder Executivo pode, nas condições e nos natureza, como definido na lei civil, localização fora da zona
limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases urbana do Município.
de cálculo do imposto, a fim de ajustá-lo aos objetivos da
política cambial e do comércio exterior. Art. 30. A base do cálculo do imposto é o valor fundiário.

Art. 22. Contribuinte do imposto é: Art. 31. Contribuinte do imposto é o proprietário do


imóvel, o titular de seu domínio útil, ou o seu possuidor a
I - o importador ou quem a lei a ele equiparar; qualquer título.

II - o arrematante de produtos apreendidos ou SEÇÃO II


abandonados.
Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
SEÇÃO II
Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios,
Imposto sobre a Exportação sobre a propriedade predial e territorial urbana tem como
fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem
Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na
exportação, para o estrangeiro, de produtos nacionais ou lei civil, localizado na zona urbana do Município.
nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do
território nacional. § 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como
zona urbana a definida em lei municipal; observado o
Art. 24. A base de cálculo do imposto é: requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados
em pelo menos 2 (dois) dos incisos seguintes, construídos ou
I - quando a alíquota seja específica, a unidade de mantidos pelo Poder Público:
medida adotada pela lei tributária;
I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas
II - quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal pluviais;
que o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da
II - abastecimento de água; da sua desincorporação do patrimônio da pessoa jurídica a
que foram conferidos.
III - sistema de esgotos sanitários;
Art. 37. O disposto no artigo anterior não se aplica
IV - rede de iluminação pública, com ou sem quando a pessoa jurídica adquirente tenha como atividade
posteamento para distribuição domiciliar; preponderante a venda ou locação de propriedade imobiliária
ou a cessão de direitos relativos à sua aquisição.
V - escola primária ou posto de saúde a uma distância
máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel considerado. § 1º Considera-se caracterizada a atividade
preponderante referida neste artigo quando mais de 50%
§ 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas (cinqüenta por cento) da receita operacional da pessoa
urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de jurídica adquirente, nos 2 (dois) anos anteriores e nos 2 (dois)
loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, anos subseqüentes à aquisição, decorrer de transações
destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo mencionadas neste artigo.
que localizados fora das zonas definidas nos termos do
parágrafo anterior. § 2º Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas
atividades após a aquisição, ou menos de 2 (dois) anos antes
Art. 33. A base do cálculo do imposto é o valor venal do dela, apurar-se-á a preponderância referida no parágrafo
imóvel. anterior levando em conta os 3 (três) primeiros anos
seguintes à data da aquisição.
Parágrafo único. Na determinação da base de cálculo,
não se considera o valor dos bens móveis mantidos, em § 3º Verificada a preponderância referida neste artigo,
caráter permanente ou temporário, no imóvel, para efeito de tornar-se-á devido o imposto, nos termos da lei vigente à
sua utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade. data da aquisição, sobre o valor do bem ou direito nessa data.

Art. 34. Contribuinte do imposto é o proprietário do § 4º O disposto neste artigo não se aplica à transmissão
imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a de bens ou direitos, quando realizada em conjunto com a da
qualquer título. totalidade do patrimônio da pessoa jurídica alienante.

SEÇÃO III Art. 38. A base de cálculo do imposto é o valor venal dos
bens ou direitos transmitidos.
Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a
eles Relativos Art. 39. A alíquota do imposto não excederá os limites
fixados em resolução do Senado Federal, que distinguirá, para
Art. 35. O imposto, de competência dos Estados, sobre a efeito de aplicação de alíquota mais baixa, as transmissões
transmissão de bens imóveis e de direitos a eles relativos tem que atendam à política nacional de habitação. (Vide Ato
como fato gerador: Complementar nº 27, de 1966)

I - a transmissão, a qualquer título, da propriedade ou do Art. 40. O montante do imposto é dedutível do devido à
domínio útil de bens imóveis por natureza ou por acessão União, a título do imposto de que trata o artigo 43, sobre o
física, como definidos na lei civil; provento decorrente da mesma transmissão.

II - a transmissão, a qualquer título, de direitos reais Art. 41. O imposto compete ao Estado da situação do
sobre imóveis, exceto os direitos reais de garantia; imóvel transmitido, ou sobre que versarem os direitos
cedidos, mesmo que a mutação patrimonial decorra de
III - a cessão de direitos relativos às transmissões sucessão aberta no estrangeiro.
referidas nos incisos I e II.
Art. 42. Contribuinte do imposto é qualquer das partes
Parágrafo único. Nas transmissões causa mortis, ocorrem na operação tributada, como dispuser a lei.
tantos fatos geradores distintos quantos sejam os herdeiros
ou legatários. SEÇÃO IV

Art. 36. Ressalvado o disposto no artigo seguinte, o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza
imposto não incide sobre a transmissão dos bens ou direitos
referidos no artigo anterior: Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a
renda e proventos de qualquer natureza tem como fato
I - quando efetuada para sua incorporação ao patrimônio gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica:
de pessoa jurídica em pagamento de capital nela subscrito;
I - de renda, assim entendido o produto do capital, do
II - quando decorrente da incorporação ou da fusão de trabalho ou da combinação de ambos;
uma pessoa jurídica por outra ou com outra.
II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos
Parágrafo único. O imposto não incide sobre a os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso
transmissão aos mesmos alienantes, dos bens e direitos anterior.
adquiridos na forma do inciso I deste artigo, em decorrência
§ 1o A incidência do imposto independe da denominação a) o valor da operação de que decorrer a saída da
da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica mercadoria;
ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de
percepção. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001) b) na falta do valor a que se refere a alínea anterior, o
preço corrente da mercadoria, ou sua similar, no mercado
§ 2o Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos atacadista da praça do remetente;
do exterior, a lei estabelecerá as condições e o momento em
que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do III - no caso do inciso III do artigo anterior, o preço da
imposto referido neste artigo. (Incluído pela Lcp nº 104, de arrematação.
2001)
Art. 48. O imposto é seletivo em função da
Art. 44. A base de cálculo do imposto é o montante, real, essencialidade dos produtos.
arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos
tributáveis. Art. 49. O imposto é não-cumulativo, dispondo a lei de
forma que o montante devido resulte da diferença a maior,
Art. 45. Contribuinte do imposto é o titular da em determinado período, entre o imposto referente aos
disponibilidade a que se refere o artigo 43, sem prejuízo de produtos saídos do estabelecimento e o pago relativamente
atribuir a lei essa condição ao possuidor, a qualquer título, aos produtos nele entrados.
dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis.
Parágrafo único. O saldo verificado, em determinado
Parágrafo único. A lei pode atribuir à fonte pagadora da período, em favor do contribuinte transfere-se para o período
renda ou dos proventos tributáveis a condição de responsável ou períodos seguintes.
pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam.
Art. 50. Os produtos sujeitos ao imposto, quando
CAPÍTULO IV remetidos de um para outro Estado, ou do ou para o Distrito
Federal, serão acompanhados de nota fiscal de modelo
Impostos sobre a Produção e a Circulação especial, emitida em séries próprias e contendo, além dos
elementos necessários ao controle fiscal, os dados
SEÇÃO I indispensáveis à elaboração da estatística do comércio por
cabotagem e demais vias internas.
Imposto sobre Produtos Industrializados
Art. 51. Contribuinte do imposto é:
Art. 46. O imposto, de competência da União, sobre
produtos industrializados tem como fato gerador: I - o importador ou quem a lei a ele equiparar;

I - o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência II - o industrial ou quem a lei a ele equiparar;
estrangeira;
III - o comerciante de produtos sujeitos ao imposto, que
II - a sua saída dos estabelecimentos a que se refere o os forneça aos contribuintes definidos no inciso anterior;
parágrafo único do artigo 51;
IV - o arrematante de produtos apreendidos ou
III - a sua arrematação, quando apreendido ou abandonados, levados a leilão.
abandonado e levado a leilão.
Parágrafo único. Para os efeitos deste imposto,
Parágrafo único. Para os efeitos deste imposto, considera-se contribuinte autônomo qualquer
considera-se industrializado o produto que tenha sido estabelecimento de importador, industrial, comerciante ou
submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza arrematante.
ou a finalidade, ou o aperfeiçoe para o consumo.
SEÇÃO II
Art. 47. A base de cálculo do imposto é:
Imposto Estadual sobre Operações Relativas à Circulação de
I - no caso do inciso I do artigo anterior, o preço normal, Mercadorias
como definido no inciso II do artigo 20, acrescido do
montante: Arts. 52 a 58 . (Revogados pelo Decreto-lei nº 406, de
1968
a) do imposto sobre a importação;
SEÇÃO III
b) das taxas exigidas para entrada do produto no País;
Imposto Municipal sobre Operações Relativas à Circulação de
c) dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo Mercadorias
importador ou dele exigíveis;
Arts. 59 a 62 (Revogados pelo Ato Complementar nº 31,
II - no caso do inciso II do artigo anterior: de 1966)

SEÇÃO IV
Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, e SEÇÃO V
sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários
Imposto sobre Serviços de Transportes e Comunicações
Art. 63. O imposto, de competência da União, sobre
operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações Art. 68. O imposto, de competência da União, sobre
relativas a títulos e valores mobiliários tem como fato serviços de transportes e comunicações tem como fato
gerador: gerador:

I - quanto às operações de crédito, a sua efetivação pela I - a prestação do serviço de transporte, por qualquer via,
entrega total ou parcial do montante ou do valor que de pessoas, bens, mercadorias ou valores, salvo quando o
constitua o objeto da obrigação, ou sua colocação à trajeto se contenha inteiramente no território de um mesmo
disposição do interessado; Município;

II - quanto às operações de câmbio, a sua efetivação pela II - a prestação do serviço de comunicações, assim se
entrega de moeda nacional ou estrangeira, ou de documento entendendo a transmissão e o recebimento, por qualquer
que a represente, ou sua colocação à disposição do processo, de mensagens escritas, faladas ou visuais, salvo
interessado em montante equivalente à moeda estrangeira quando os pontos de transmissão e de recebimento se situem
ou nacional entregue ou posta à disposição por este; no território de um mesmo Município e a mensagem em
curso não possa ser captada fora desse território.
III - quanto às operações de seguro, a sua efetivação pela
emissão da apólice ou do documento equivalente, ou Art. 69. A base de cálculo do imposto é o preço do
recebimento do prêmio, na forma da lei aplicável; serviço.

IV - quanto às operações relativas a títulos e valores Art. 70. Contribuinte do imposto é o prestador do
mobiliários, a emissão, transmissão, pagamento ou resgate serviço.
destes, na forma da lei aplicável.
SEÇÃO VI
Parágrafo único. A incidência definida no inciso I exclui a
definida no inciso IV, e reciprocamente, quanto à emissão, ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza
pagamento ou resgate do título representativo de uma
mesma operação de crédito. Arts. 71 a 73 (Revogados pelo Decreto-lei nº 406, de
1968
Art. 64. A base de cálculo do imposto é:
CAPÍTULO V
I - quanto às operações de crédito, o montante da
obrigação, compreendendo o principal e os juros; Impostos Especiais

II - quanto às operações de câmbio, o respectivo SEÇÃO I


montante em moeda nacional, recebido, entregue ou posto à
disposição; Imposto sobre Operações Relativas a Combustíveis,
Lubrificantes, Energia Elétrica e Minerais do País
III - quanto às operações de seguro, o montante do
prêmio; Art. 74. O imposto, de competência da União, sobre
operações relativas a combustíveis, lubrificantes, energia
IV - quanto às operações relativas a títulos e valores elétrica e minerais do País tem como fato gerador:
mobiliários:
I - a produção, como definida no artigo 46 e seu
a) na emissão, o valor nominal mais o ágio, se houver; parágrafo único;

b) na transmissão, o preço ou o valor nominal, ou o valor II - a importação, como definida no artigo 19;
da cotação em Bolsa, como determinar a lei;
III - a circulação, como definida no artigo 52;
c) no pagamento ou resgate, o preço.
IV - a distribuição, assim entendida a colocação do
Art. 65. O Poder Executivo pode, nas condições e nos produto no estabelecimento consumidor ou em local de
limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases venda ao público;
de cálculo do imposto, a fim de ajustá-lo aos objetivos da
política monetária. V - o consumo, assim entendida a venda do produto ao
público.
Art. 66. Contribuinte do imposto é qualquer das partes
na operação tributada, como dispuser a lei. § 1º Para os efeitos deste imposto a energia elétrica
considera-se produto industrializado.
Art. 67. A receita líquida do imposto destina-se a
formação de reservas monetárias, na forma da lei.
§ 2º O imposto incide, uma só vez sobre uma das
operações previstas em cada inciso deste artigo, como a) efetivamente, quando por ele usufruídos a qualquer
dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais título;
forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas
operações. b) potencialmente, quando, sendo de utilização
compulsória, sejam postos à sua disposição mediante
Art. 75. A lei observará o disposto neste Título atividade administrativa em efetivo funcionamento;
relativamente:
II - específicos, quando possam ser destacados em
I - ao imposto sobre produtos industrializados, quando a unidades autônomas de intervenção, de utilidade, ou de
incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; necessidades públicas;

II - ao imposto sobre a importação, quando a incidência III - divisíveis, quando suscetíveis de utilização,
seja sobre essa operação; separadamente, por parte de cada um dos seus usuários.

III - ao imposto sobre operações relativas à circulação de Art. 80. Para efeito de instituição e cobrança de taxas,
mercadorias, quando a incidência seja sobre a distribuição. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da
União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios,
SEÇÃO II aquelas que, segundo a Constituição Federal, as Constituições
dos Estados, as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos
Impostos Extraordinários Municípios e a legislação com elas compatível, competem a
cada uma dessas pessoas de direito público.
Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a
União pode instituir, temporariamente, impostos TÍTULO V
extraordinários compreendidos ou não entre os referidos
nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de Contribuição de Melhoria
cinco anos, contados da celebração da paz.
Art. 81. A contribuição de melhoria cobrada pela União,
TÍTULO IV pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no
âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer
Taxas face ao custo de obras públicas de que decorra valorização
imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e
Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo como limite individual o acréscimo de valor que da obra
Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas resultar para cada imóvel beneficiado.
respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício
regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou Art. 82. A lei relativa à contribuição de melhoria
potencial, de serviço público específico e divisível, prestado observará os seguintes requisitos mínimos:
ao contribuinte ou posto à sua disposição.
I - publicação prévia dos seguintes elementos:
Parágrafo único. A taxa não pode ter base de cálculo ou
fato gerador idênticos aos que correspondam a impôsto nem a) memorial descritivo do projeto;
ser calculada em função do capital das emprêsas. (Vide Ato
Complementar nº 34, de 1967) b) orçamento do custo da obra;

Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da c) determinação da parcela do custo da obra a ser
administração pública que, limitando ou disciplinando direito, financiada pela contribuição;
interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção
de fato, em razão de intêresse público concernente à d) delimitação da zona beneficiada;
segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da
produção e do mercado, ao exercício de atividades e) determinação do fator de absorção do benefício da
econômicas dependentes de concessão ou autorização do valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas
Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à diferenciadas, nela contidas;
propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação
dada pelo Ato Complementar nº 31, de 1966) II - fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias, para
impugnação pelos interessados, de qualquer dos elementos
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do referidos no inciso anterior;
poder de polícia quando desempenhado pelo órgão
competente nos limites da lei aplicável, com observância do III - regulamentação do processo administrativo de
processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha instrução e julgamento da impugnação a que se refere o
como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. inciso anterior, sem prejuízo da sua apreciação judicial.

Art. 79. Os serviços públicos a que se refere o artigo 77 § 1º A contribuição relativa a cada imóvel será
consideram-se: determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se
refere a alínea c, do inciso I, pelos imóveis situados na zona
I - utilizados pelo contribuinte:
beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de § 2º A lei poderá autorizar os Estados, o Distrito Federal e
valorização. os Municípios a incorporar definitivamente à sua receita o
produto da arrecadação do imposto a que se refere o inciso
§ 2º Por ocasião do respectivo lançamento, cada II, estipulando as obrigações acessórias a serem cumpridas
contribuinte deverá ser notificado do montante da por aqueles no interesse da arrecadação, pela União, do
contribuição, da forma e dos prazos de seu pagamento e dos imposto a ela devido pelos titulares da renda ou dos
elementos que integram o respectivo cálculo. proventos tributados.

TÍTULO VI § 3º A lei poderá dispor que uma parcela, não superior a


20% (vinte por cento), do imposto de que trata o inciso I seja
Distribuições de Receitas Tributárias destinada ao custeio do respectivo serviço de lançamento e
arrecadação. (Suspensa a execução pela RSF nº 337, de 1983)
CAPÍTULO I
CAPÍTULO III
Disposições Gerais
Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios
Art. 83. Sem prejuízo das demais disposições deste
Título, os Estados e Municípios que celebrem com a União SEÇÃO I
convênios destinados a assegurar ampla e eficiente Constituição dos Fundos
coordenação dos respectivos programas de investimentos e
serviços públicos, especialmente no campo da política Art. 86. (Revogado pela Lei Complementar nº 143, de
tributária, poderão participar de até 10% (dez por cento) da 2013) (Produção de efeito)
arrecadação efetuada, nos respectivos territórios, Art. 87. (Revogado pela Lei Complementar nº 143, de
proveniente do imposto referido no artigo 43, incidente 2013) (Produção de efeito)
sobre o rendimento das pessoas físicas, e no artigo 46,
excluído o incidente sobre o fumo e bebidas alcoólicas. SEÇÃO II
Critério de Distribuição do Fundo de Participação dos Estados
Parágrafo único. O processo das distribuições previstas
neste artigo será regulado nos convênios nele referidos. Art. 88. (Revogado pela Lei Complementar nº 143, de
2013) (Produção de efeito)
Art. 84. A lei federal pode cometer aos Estados, ao Art. 89. (Revogado pela Lei Complementar nº 143, de
Distrito Federal ou aos Municípios o encargo de arrecadar os 2013) (Produção de efeito)
impostos de competência da União cujo produto lhes seja
distribuído no todo ou em parte. Art. 90. O fator representativo do inverso da renda per
capita, a que se refere o inciso II do artigo 88, será
Parágrafo único. O disposto neste artigo, aplica-se à estabelecido da seguinte forma:
arrecadação dos impostos de competência dos Estados, cujo
produto estes venham a distribuir, no todo ou em parte, aos Inverso do índice relativo à renda per capita da entidade
respectivos Municípios. participante:

CAPÍTULO II
Fator
Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural e sobre a
Renda e Proventos de qualquer natureza Até 0,0045 ...............................................................

Art. 85. Serão distribuídos pela União:


0,4
I - aos Municípios da localização dos imóveis, o produto
da arrecadação do imposto a que se refere o artigo 29;
Acima de 0,0045 até 0,0055 .....................................

II - aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, o


produto da arrecadação, na fonte, do imposto a que se refere
0,5
o artigo 43, incidente sobre a renda das obrigações de sua
dívida pública e sobre os proventos dos seus servidores e dos
Acima de 0,0055 até 0,0065 .....................................
de suas autarquias.

§ 1º Independentemente de ordem das autoridades


superiores e sob pena de demissão, as autoridades 0,6
arrecadadoras dos impostos a que se refere este artigo farão
entrega, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, Acima de 0,0065 até 0,0075 .....................................
das importâncias recebidas, à medida que forem sendo
arrecadadas, em prazo não superior a 30 (trinta) dias, a
contar da data de cada recolhimento. 0,7

Acima de 0,0075 até 0,0085 .....................................


II - 90% (noventa por cento) aos demais Municípios do
País. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 35, de
0,8 1967)

Acima de 0,0085 até 0,0095 ..................................... § 1º A parcela de que trata o inciso I será distribuída
proporcionalmente a um coeficiente individual de
participação, resultante do produto dos seguintes fatôres:
(Redação dada pelo Ato Complementar nº 35, de 1967)
0,9

a) fator representativo da população, assim estabelecido:


Acima de 0,0095 até 0,0110 .....................................
(Redação dada pelo Ato Complementar nº 35, de 1967)

Percentual da População de cada Município em relação à do


1,0 conjunto das Capitais:

Acima de 0,0110 até 0,0130 ..................................... Fator:

Até
1,2 2% ................................................................................ .............
.................... 2
Acima de 0,0130 até 0,0150 .....................................
Mais de 2% até 5%:

1,4 Pelos primeiros


2%............................................................................... ..............
Acima de 0,0150 até 0,0170 ..................................... .... 2

Cada 0,5% ou fração excedente,


1,6 mais................................................................... 0,5

Acima de 0,0170 até 0,0190 ..................................... Mais de 5% ................................................................................


.......................... 5

b) Fator representativo do inverso da renda per capita do


1,8
respectivo Estado, de conformidade com o disposto no art.
90. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 35, de 1967)
Acima de 0,0190 até 0,0220 .....................................

§ 2º - A distribuição da parcela a que se refere o item II


deste artigo, deduzido o percentual referido no artigo 3º do
2,0 Decreto-lei que estabelece a redação deste parágrafo, far-se-
á atribuindo-se a cada Município um coeficiente individual de
Acima de 0,220 ............................................... ......... participação determinado na forma seguinte: (Redação dada
pelo Decreto Lei nº 1.881, de 1981) (Vide Lei Complementar
nº 91, de 1997)
2,5
Categoria do Município, segundo seu número de habitantes
Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo, determina-
se o índice relativo à renda per capita de cada entidade
participante, tomando-se como 100 (cem) a renda per capita Coeficiente
média do País.
a) Até 16.980
SEÇÃO III

Critério de Distribuição do Fundo de Participação dos


Pelos primeiros 10.188
Municípios

Art. 91. Do Fundo de Participação dos Municípios a que


se refere o art. 86, serão atribuídos: (Redação dada pelo Ato 0,6
Complementar nº 35, de 1967)
Para cada 3.396, ou fração excedente, mais
I - 10% (dez por cento) aos Municípios das Capitais dos
Estados; (Redação dada pelo Ato Complementar nº 35, de
1967) 0,2

b) Acima de 16.980 até 50.940


(Redação dada pela Lei Complementar nº 143, de 2013)
(Produção de efeito) (Vide Lei Complementar nº 143, de
Pelos primeiros 16.980 2013)

I - até o último dia útil do mês de março de cada exercício


financeiro, para cada Estado e para o Distrito Federal;
1,0
(Incluído pela Lei Complementar nº 143, de 2013) (Produção
de efeito)
Para cada 6.792 ou fração excedente, mais

II - até o último dia útil de cada exercício financeiro, para cada


Município. (Incluído pela Lei Complementar nº 143, de
0,2 2013) (Produção de efeito)

c) Acima de 50.940 até 101,880 Parágrafo único. Far-se-á nova comunicação sempre que
houver, transcorrido o prazo fixado no inciso I do caput, a
criação de novo Estado a ser implantado no exercício
Pelos primeiros 50.940 subsequente. (Incluído pela Lei Complementar nº 143, de
2013) (Produção de efeito)

2,0 Art. 93. (Revogado pela Lei Complementar nº 143, de


2013) (Produção de efeito)
Para cada 10.188 ou fração excedente, mais
SEÇÃO V
Comprovação da Aplicação das Quotas Estaduais e Municipais
0,2
Art. 94. (Revogado pela Lei Complementar nº 143, de
d) Acima de 101.880 até 156.216 2013) (Produção de efeito)

CAPÍTULO IV
Imposto sobre Operações Relativas a Combustíveis,
Pelos primeiros 101.880
Lubrificantes, Energia Elétrica e Minerais do País

Art. 95. (Revogado pela Lei Complementar nº 143, de


3,0 2013) (Produção de efeito)
Parágrafo único. (Revogado pelo Ato Complementar
Para cada 13.584 ou fração excedente, mais nº 35, de 1967)

LIVRO SEGUNDO
0,2
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
e) Acima de 156.216
TÍTULO I

4,0 Legislação Tributária

§ 3º Para os efeitos deste artigo, consideram-se os CAPÍTULO I


municípios regularmente instalados, fazendo-se a revisão das
quotas anualmente, a partir de 1989, com base em dados Disposições Gerais
oficiais de população produzidos pela Fundação Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. (Redação dada SEÇÃO I
pela Lei Complementar nº 59, de 1988)
Disposição Preliminar
§§ 4º e 5º (Revogados pela Lei Complementar nº 91, de
1997) Art. 96. A expressão "legislação tributária" compreende
as leis, os tratados e as convenções internacionais, os
SEÇÃO IV decretos e as normas complementares que versem, no todo
ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles
Cálculo e Pagamento das Quotas Estaduais e Municipais pertinentes.

Art. 92. O Tribunal de Contas da União comunicará ao Banco SEÇÃO II


do Brasil S.A., conforme os prazos a seguir especificados, os
coeficientes individuais de participação nos fundos previstos Leis, Tratados e Convenções Internacionais e Decretos
no art. 159, inciso I, alíneas “a”, “b” e “d”, da Constituição
Federal que prevalecerão no exercício subsequente: Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; Art. 101. A vigência, no espaço e no tempo, da legislação
tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às
II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o normas jurídicas em geral, ressalvado o previsto neste
disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; Capítulo.

III - a definição do fato gerador da obrigação tributária Art. 102. A legislação tributária dos Estados, do Distrito
principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo Federal e dos Municípios vigora, no País, fora dos respectivos
52, e do seu sujeito passivo; territórios, nos limites em que lhe reconheçam
extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de que disponham esta ou outras leis de normas gerais
cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; expedidas pela União.

V - a cominação de penalidades para as ações ou Art. 103. Salvo disposição em contrário, entram em vigor:
omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras
infrações nela definidas; I - os atos administrativos a que se refere o inciso I do
artigo 100, na data da sua publicação;
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de
créditos tributários, ou de dispensa ou redução de II - as decisões a que se refere o inciso II do artigo 100,
penalidades. quanto a seus efeitos normativos, 30 (trinta) dias após a data
da sua publicação;
§ 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da
sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso. III - os convênios a que se refere o inciso IV do artigo 100,
na data neles prevista.
§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do
disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor Art. 104. Entram em vigor no primeiro dia do exercício
monetário da respectiva base de cálculo. seguinte àquele em que ocorra a sua publicação os
dispositivos de lei, referentes a impostos sobre o patrimônio
Art. 98. Os tratados e as convenções internacionais ou a renda:
revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão
observados pela que lhes sobrevenha. I - que instituem ou majoram tais impostos;

Art. 99. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem- II - que definem novas hipóteses de incidência;
se aos das leis em função das quais sejam expedidos,
determinados com observância das regras de interpretação III - que extinguem ou reduzem isenções, salvo se a lei
estabelecidas nesta Lei. dispuser de maneira mais favorável ao contribuinte, e
observado o disposto no artigo 178.
SEÇÃO III
CAPÍTULO III
Normas Complementares
Aplicação da Legislação Tributária
Art. 100. São normas complementares das leis, dos
tratados e das convenções internacionais e dos decretos: Art. 105. A legislação tributária aplica-se imediatamente
aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim
I - os atos normativos expedidos pelas autoridades entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início mas não
administrativas; esteja completa nos termos do artigo 116.

II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:
jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia
normativa; I - em qualquer caso, quando seja expressamente
interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração
III - as práticas reiteradamente observadas pelas dos dispositivos interpretados;
autoridades administrativas;
II - tratando-se de ato não definitivamente julgado:
IV - os convênios que entre si celebrem a União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios. a) quando deixe de defini-lo como infração;

Parágrafo único. A observância das normas referidas b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer
neste artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido
juros de mora e a atualização do valor monetário da base de fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de
cálculo do tributo. tributo;

CAPÍTULO II c) quando lhe comine penalidade menos severa que a


prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Vigência da Legislação Tributária
CAPÍTULO IV
Interpretação e Integração da Legislação Tributária Disposições Gerais

Art. 107. A legislação tributária será interpretada Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
conforme o disposto neste Capítulo.
§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato
Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou
autoridade competente para aplicar a legislação tributária penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o
utilizará sucessivamente, na ordem indicada: crédito dela decorrente.

I - a analogia; § 2º A obrigação acessória decorre da legislação


tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou
II - os princípios gerais de direito tributário; negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da
fiscalização dos tributos.
III - os princípios gerais de direito público;
§ 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua
IV - a eqüidade. inobservância, converte-se em obrigação principal
relativamente à penalidade pecuniária.
§ 1º O emprego da analogia não poderá resultar na
exigência de tributo não previsto em lei. CAPÍTULO II

§ 2º O emprego da eqüidade não poderá resultar na Fato Gerador


dispensa do pagamento de tributo devido.
Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação
Art. 109. Os princípios gerais de direito privado utilizam- definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência.
se para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de
seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer
dos respectivos efeitos tributários. situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a
prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação
Art. 110. A lei tributária não pode alterar a definição, o principal.
conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de
direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Art. 116. Salvo disposição de lei em contrário, considera-
Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou se ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos:
pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios,
para definir ou limitar competências tributárias. I - tratando-se de situação de fato, desde o momento em
que o se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias a
Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios;
que disponha sobre:
II - tratando-se de situação jurídica, desde o momento
I - suspensão ou exclusão do crédito tributário; em que esteja definitivamente constituída, nos termos de
direito aplicável.
II - outorga de isenção;
Parágrafo único. A autoridade administrativa poderá
III - dispensa do cumprimento de obrigações tributárias desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a
acessórias. finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do
tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da
Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe obrigação tributária, observados os procedimentos a serem
comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável estabelecidos em lei ordinária. (Incluído pela Lcp nº 104, de
ao acusado, em caso de dúvida quanto: 2001)

I - à capitulação legal do fato; Art. 117. Para os efeitos do inciso II do artigo anterior e
salvo disposição de lei em contrário, os atos ou negócios
II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à jurídicos condicionais reputam-se perfeitos e acabados:
natureza ou extensão dos seus efeitos;
I - sendo suspensiva a condição, desde o momento de
III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; seu implemento;

IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua II - sendo resolutória a condição, desde o momento da


graduação. prática do ato ou da celebração do negócio.

TÍTULO II Art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada


abstraindo-se:
Obrigação Tributária

CAPÍTULO I
I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados Art. 125. Salvo disposição de lei em contrário, são os
pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da seguintes os efeitos da solidariedade:
natureza do seu objeto ou dos seus efeitos;
I - o pagamento efetuado por um dos obrigados
II - dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. aproveita aos demais;

CAPÍTULO III II - a isenção ou remissão de crédito exonera todos os


obrigados, salvo se outorgada pessoalmente a um deles,
Sujeito Ativo subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais
pelo saldo;
Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de
direito público, titular da competência para exigir o seu III - a interrupção da prescrição, em favor ou contra um
cumprimento. dos obrigados, favorece ou prejudica aos demais.

Art. 120. Salvo disposição de lei em contrário, a pessoa SEÇÃO III


jurídica de direito público, que se constituir pelo
desmembramento territorial de outra, subroga-se nos Capacidade Tributária
direitos desta, cuja legislação tributária aplicará até que entre
em vigor a sua própria. Art. 126. A capacidade tributária passiva independe:

CAPÍTULO IV I - da capacidade civil das pessoas naturais;

Sujeito Passivo II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que


importem privação ou limitação do exercício de atividades
SEÇÃO I civis, comerciais ou profissionais, ou da administração direta
de seus bens ou negócios;
Disposições Gerais
III - de estar a pessoa jurídica regularmente constituída,
Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a bastando que configure uma unidade econômica ou
pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade profissional.
pecuniária.
SEÇÃO IV
Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal
diz-se: Domicílio Tributário

I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta Art. 127. Na falta de eleição, pelo contribuinte ou
com a situação que constitua o respectivo fato gerador; responsável, de domicílio tributário, na forma da legislação
aplicável, considera-se como tal:
II - responsável, quando, sem revestir a condição de
contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa I - quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual,
de lei. ou, sendo esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de
sua atividade;
Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a
pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto. II - quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às
firmas individuais, o lugar da sua sede, ou, em relação aos
Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as atos ou fatos que derem origem à obrigação, o de cada
convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo estabelecimento;
pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda
Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo III - quanto às pessoas jurídicas de direito público,
das obrigações tributárias correspondentes. qualquer de suas repartições no território da entidade
tributante.
SEÇÃO II
§ 1º Quando não couber a aplicação das regras fixadas
Solidariedade em qualquer dos incisos deste artigo, considerar-se-á como
domicílio tributário do contribuinte ou responsável o lugar da
Art. 124. São solidariamente obrigadas: situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que
deram origem à obrigação.
I - as pessoas que tenham interesse comum na situação
que constitua o fato gerador da obrigação principal; § 2º A autoridade administrativa pode recusar o
domicílio eleito, quando impossibilite ou dificulte a
II - as pessoas expressamente designadas por lei. arrecadação ou a fiscalização do tributo, aplicando-se então a
regra do parágrafo anterior.
Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo
não comporta benefício de ordem. CAPÍTULO V
Responsabilidade Tributária tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido,
devidos até à data do ato:
SEÇÃO I
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do
Disposição Geral comércio, indústria ou atividade;

Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir
pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da
crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro
da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do ramo de comércio, indústria ou profissão.
contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do
cumprimento total ou parcial da referida obrigação. § 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica na
hipótese de alienação judicial: (Incluído pela Lcp nº 118, de
SEÇÃO II 2005)

Responsabilidade dos Sucessores I – em processo de falência; (Incluído pela Lcp nº 118, de


2005)
Art. 129. O disposto nesta Seção aplica-se por igual aos
créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de
de constituição à data dos atos nela referidos, e aos recuperação judicial.(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
constituídos posteriormente aos mesmos atos, desde que
relativos a obrigações tributárias surgidas até a referida data. § 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo
quando o adquirente for: (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
Art. 130. Os créditos tributários relativos a impostos cujo
fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial,
bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação ou sociedade controlada pelo devedor falido ou em
de serviços referentes a tais bens, ou a contribuições de recuperação judicial;(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
melhoria, subrogam-se na pessoa dos respectivos
adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto)
quitação. grau, consangüíneo ou afim, do devedor falido ou em
recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou
Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
pública, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço.
III – identificado como agente do falido ou do devedor
Art. 131. São pessoalmente responsáveis: em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão
tributária.(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos
bens adquiridos ou remidos; (Redação dada pelo Decreto § 3o Em processo da falência, o produto da alienação
Lei nº 28, de 1966) judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada
permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de
II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data de
tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento
adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao
quinhão do legado ou da meação; tributário. (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)

III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a SEÇÃO III
data da abertura da sucessão.
Responsabilidade de Terceiros
Art. 132. A pessoa jurídica de direito privado que resultar
de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do
outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte,
pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, respondem solidariamente com este nos atos em que
transformadas ou incorporadas. intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis:

Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos
casos de extinção de pessoas jurídicas de direito privado, menores;
quando a exploração da respectiva atividade seja continuada
por qualquer sócio remanescente, ou seu espólio, sob a II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por
mesma ou outra razão social, ou sob firma individual. seus tutelados ou curatelados;

Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado III - os administradores de bens de terceiros, pelos
que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio tributos devidos por estes;
ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e
continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio;
razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos
V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela Parágrafo único. Não se considera espontânea a
massa falida ou pelo concordatário; denúncia apresentada após o início de qualquer
procedimento administrativo ou medida de fiscalização,
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de relacionados com a infração.
ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados por
eles, ou perante eles, em razão do seu ofício; TÍTULO III

VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de Crédito Tributário


pessoas.
CAPÍTULO I
Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em
matéria de penalidades, às de caráter moratório. Disposições Gerais

Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos Art. 139. O crédito tributário decorre da obrigação
correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos principal e tem a mesma natureza desta.
praticados com excesso de poderes ou infração de lei,
contrato social ou estatutos: Art. 140. As circunstâncias que modificam o crédito
tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os
I - as pessoas referidas no artigo anterior; privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade
não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem.
II - os mandatários, prepostos e empregados;
Art. 141. O crédito tributário regularmente constituído
III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade
jurídicas de direito privado. suspensa ou excluída, nos casos previstos nesta Lei, fora dos
quais não podem ser dispensadas, sob pena de
SEÇÃO IV responsabilidade funcional na forma da lei, a sua efetivação
ou as respectivas garantias.
Responsabilidade por Infrações
CAPÍTULO II
Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a
responsabilidade por infrações da legislação tributária Constituição de Crédito Tributário
independe da intenção do agente ou do responsável e da
efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. SEÇÃO I

Art. 137. A responsabilidade é pessoal ao agente: Lançamento

I - quanto às infrações conceituadas por lei como crimes Art. 142. Compete privativamente à autoridade
ou contravenções, salvo quando praticadas no exercício administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento,
regular de administração, mandato, função, cargo ou assim entendido o procedimento administrativo tendente a
emprego, ou no cumprimento de ordem expressa emitida por verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação
quem de direito; correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o
montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e,
II - quanto às infrações em cuja definição o dolo sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
específico do agente seja elementar;
Parágrafo único. A atividade administrativa de
III - quanto às infrações que decorram direta e lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de
exclusivamente de dolo específico: responsabilidade funcional.

a) das pessoas referidas no artigo 134, contra aquelas Art. 143. Salvo disposição de lei em contrário, quando o
por quem respondem; valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no
lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao
b) dos mandatários, prepostos ou empregados, contra câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação.
seus mandantes, preponentes ou empregadores;
Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência
c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente,
jurídicas de direito privado, contra estas. ainda que posteriormente modificada ou revogada.

Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia § 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que,
espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação,
pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de
depósito da importância arbitrada pela autoridade fiscalização, ampliado os poderes de investigação das
administrativa, quando o montante do tributo dependa de autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores
apuração. garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o
efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros.
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos
lançados por períodos certos de tempo, desde que a IV - quando se comprove falsidade, erro ou omissão
respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária
gerador se considera ocorrido. como sendo de declaração obrigatória;

Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por
sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da
atividade a que se refere o artigo seguinte;
I - impugnação do sujeito passivo;
VI - quando se comprove ação ou omissão do sujeito
II - recurso de ofício; passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à
aplicação de penalidade pecuniária;
III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos
casos previstos no artigo 149. VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou
terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou
Art. 146. A modificação introduzida, de ofício ou em simulação;
conseqüência de decisão administrativa ou judicial, nos
critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no VIII - quando deva ser apreciado fato não conhecido ou
exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em não provado por ocasião do lançamento anterior;
relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador
ocorrido posteriormente à sua introdução. IX - quando se comprove que, no lançamento anterior,
ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o
SEÇÃO II efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou
formalidade especial.
Modalidades de Lançamento
Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser
Art. 147. O lançamento é efetuado com base na iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública.
declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou
outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre
administrativa informações sobre matéria de fato, quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo
indispensáveis à sua efetivação. o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da
autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a
§ 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio referida autoridade, tomando conhecimento da atividade
declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.
admissível mediante comprovação do erro em que se funde,
e antes de notificado o lançamento. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos
deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da
§ 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu ulterior homologação ao lançamento.
exame serão retificados de ofício pela autoridade
administrativa a que competir a revisão daquela. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer
atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito
Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do
tome em consideração, o valor ou o preço de bens, direitos, crédito.
serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante
processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão,
sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os porém, considerados na apuração do saldo porventura
esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua
sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, graduação.
ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória,
administrativa ou judicial. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de
cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado
Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado,
pela autoridade administrativa nos seguintes casos: considera-se homologado o lançamento e definitivamente
extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo,
I - quando a lei assim o determine; fraude ou simulação.

II - quando a declaração não seja prestada, por quem de CAPÍTULO III


direito, no prazo e na forma da legislação tributária;
Suspensão do Crédito Tributário
III - quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha
prestado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de SEÇÃO I
atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a
pedido de esclarecimento formulado pela autoridade Disposições Gerais
administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste
satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade; Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:
I - moratória; c) as garantias que devem ser fornecidas pelo
beneficiado no caso de concessão em caráter individual.
II - o depósito do seu montante integral;
Art. 154. Salvo disposição de lei em contrário, a
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis moratória somente abrange os créditos definitivamente
reguladoras do processo tributário administrativo; constituídos à data da lei ou do despacho que a conceder, ou
cujo lançamento já tenha sido iniciado àquela data por ato
IV - a concessão de medida liminar em mandado de regularmente notificado ao sujeito passivo.
segurança.
Parágrafo único. A moratória não aproveita aos casos de
V – a concessão de medida liminar ou de tutela dolo, fraude ou simulação do sujeito passivo ou do terceiro
antecipada, em outras espécies de ação judicial; (Incluído em benefício daquele.
pela Lcp nº 104, de 2001)
Art. 155. A concessão da moratória em caráter individual
VI – o parcelamento. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001) não gera direito adquirido e será revogado de ofício, sempre
que se apure que o beneficiado não satisfazia ou deixou de
Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o satisfazer as condições ou não cumprira ou deixou de cumprir
cumprimento das obrigações assessórios dependentes da os requisitos para a concessão do favor, cobrando-se o
obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela crédito acrescido de juros de mora:
conseqüentes.
I - com imposição da penalidade cabível, nos casos de
SEÇÃO II dolo ou simulação do beneficiado, ou de terceiro em
benefício daquele;
Moratória
II - sem imposição de penalidade, nos demais casos.
Art. 152. A moratória somente pode ser concedida:
Parágrafo único. No caso do inciso I deste artigo, o
I - em caráter geral: tempo decorrido entre a concessão da moratória e sua
revogação não se computa para efeito da prescrição do
a) pela pessoa jurídica de direito público competente direito à cobrança do crédito; no caso do inciso II deste
para instituir o tributo a que se refira; artigo, a revogação só pode ocorrer antes de prescrito o
referido direito.
b) pela União, quanto a tributos de competência dos
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, quando Art. 155-A. O parcelamento será concedido na forma e
simultaneamente concedida quanto aos tributos de condição estabelecidas em lei específica. (Incluído pela Lcp nº
competência federal e às obrigações de direito privado; 104, de 2001)

II - em caráter individual, por despacho da autoridade § 1o Salvo disposição de lei em contrário, o


administrativa, desde que autorizada por lei nas condições do parcelamento do crédito tributário não exclui a incidência de
inciso anterior. juros e multas. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001)

Parágrafo único. A lei concessiva de moratória pode § 2o Aplicam-se, subsidiariamente, ao parcelamento as


circunscrever expressamente a sua aplicabilidade à disposições desta Lei, relativas à moratória. (Incluído pela Lcp
determinada região do território da pessoa jurídica de direito nº 104, de 2001)
público que a expedir, ou a determinada classe ou categoria
de sujeitos passivos. § 3o Lei específica disporá sobre as condições de
parcelamento dos créditos tributários do devedor em
Art. 153. A lei que conceda moratória em caráter geral ou recuperação judicial. (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
autorize sua concessão em caráter individual especificará,
sem prejuízo de outros requisitos: § 4o A inexistência da lei específica a que se refere o § 3o
deste artigo importa na aplicação das leis gerais de
I - o prazo de duração do favor; parcelamento do ente da Federação ao devedor em
recuperação judicial, não podendo, neste caso, ser o prazo de
II - as condições da concessão do favor em caráter parcelamento inferior ao concedido pela lei federal
individual; específica. (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)

III - sendo caso: CAPÍTULO IV

a) os tributos a que se aplica; Extinção do Crédito Tributário

b) o número de prestações e seus vencimentos, dentro SEÇÃO I


do prazo a que se refere o inciso I, podendo atribuir a fixação
de uns e de outros à autoridade administrativa, para cada Modalidades de Extinção
caso de concessão em caráter individual;
Art. 156. Extinguem o crédito tributário: Art. 161. O crédito não integralmente pago no
vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o
I - o pagamento; motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das
penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de
II - a compensação; garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária.

III - a transação; § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de


mora são calculados à taxa de um por cento ao mês.
IV - remissão;
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência
V - a prescrição e a decadência; de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal
para pagamento do crédito.
VI - a conversão de depósito em renda;
Art. 162. O pagamento é efetuado:
VII - o pagamento antecipado e a homologação do
lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ I - em moeda corrente, cheque ou vale postal;
1º e 4º;
II - nos casos previstos em lei, em estampilha, em papel
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do selado, ou por processo mecânico.
disposto no § 2º do artigo 164;
§ 1º A legislação tributária pode determinar as garantias
IX - a decisão administrativa irreformável, assim exigidas para o pagamento por cheque ou vale postal, desde
entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais que não o torne impossível ou mais oneroso que o
possa ser objeto de ação anulatória; pagamento em moeda corrente.

X - a decisão judicial passada em julgado. § 2º O crédito pago por cheque somente se considera
extinto com o resgate deste pelo sacado.
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e
condições estabelecidas em lei. (Incluído pela Lcp nº 104, de § 3º O crédito pagável em estampilha considera-se
2001) (Vide Lei nº 13.259, de 2016) extinto com a inutilização regular daquela, ressalvado o
disposto no artigo 150.
Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da
extinção total ou parcial do crédito sobre a ulterior § 4º A perda ou destruição da estampilha, ou o erro no
verificação da irregularidade da sua constituição, observado o pagamento por esta modalidade, não dão direito a
disposto nos artigos 144 e 149. restituição, salvo nos casos expressamente previstos na
legislação tributária, ou naquelas em que o erro seja
SEÇÃO II imputável à autoridade administrativa.

Pagamento § 5º O pagamento em papel selado ou por processo


mecânico equipara-se ao pagamento em estampilha.
Art. 157. A imposição de penalidade não ilide o
pagamento integral do crédito tributário. Art. 163. Existindo simultaneamente dois ou mais débitos
vencidos do mesmo sujeito passivo para com a mesma
Art. 158. O pagamento de um crédito não importa em pessoa jurídica de direito público, relativos ao mesmo ou a
presunção de pagamento: diferentes tributos ou provenientes de penalidade pecuniária
ou juros de mora, a autoridade administrativa competente
I - quando parcial, das prestações em que se para receber o pagamento determinará a respectiva
decomponha; imputação, obedecidas as seguintes regras, na ordem em que
enumeradas:
II - quando total, de outros créditos referentes ao mesmo
ou a outros tributos. I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria,
e em segundo lugar aos decorrentes de responsabilidade
Art. 159. Quando a legislação tributária não dispuser a tributária;
respeito, o pagamento é efetuado na repartição competente
do domicílio do sujeito passivo. II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois
às taxas e por fim aos impostos;
Art. 160. Quando a legislação tributária não fixar o tempo
do pagamento, o vencimento do crédito ocorre trinta dias III - na ordem crescente dos prazos de prescrição;
depois da data em que se considera o sujeito passivo
notificado do lançamento. IV - na ordem decrescente dos montantes.

Parágrafo único. A legislação tributária pode conceder Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser
desconto pela antecipação do pagamento, nas condições que consignada judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos:
estabeleça.
I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que
pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em
cumprimento de obrigação acessória; julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado,
revogado ou rescindido a decisão condenatória.
II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de
exigências administrativas sem fundamento legal; Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da
decisão administrativa que denegar a restituição.
III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de
direito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido
gerador. pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por
metade, a partir da data da intimação validamente feita ao
§ 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o representante judicial da Fazenda Pública interessada.
consignante se propõe pagar.
SEÇÃO IV
§ 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se
reputa efetuado e a importância consignada é convertida em Demais Modalidades de Extinção
renda; julgada improcedente a consignação no todo ou em
parte, cobra-se o crédito acrescido de juros de mora, sem Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que
prejuízo das penalidades cabíveis. estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à
autoridade administrativa, autorizar a compensação de
SEÇÃO III créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos
ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública.
Pagamento Indevido (Vide Decreto nº 7.212, de 2010)

Art. 165. O sujeito passivo tem direito, Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito
independentemente de prévio protesto, à restituição total ou passivo, a lei determinará, para os efeitos deste artigo, a
parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar
pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por
seguintes casos: cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da
compensação e a do vencimento.
I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo
indevido ou maior que o devido em face da legislação Art. 170-A. É vedada a compensação mediante o
tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial
materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da
respectiva decisão judicial. (Artigo incluído pela Lcp nº 104,
II - erro na edificação do sujeito passivo, na de 2001)
determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante
do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer Art. 171. A lei pode facultar, nas condições que
documento relativo ao pagamento; estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da obrigação
tributária celebrar transação que, mediante concessões
III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão mútuas, importe em determinação de litígio e conseqüente
condenatória. extinção de crédito tributário.

Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por Parágrafo único. A lei indicará a autoridade competente
sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro para autorizar a transação em cada caso.
somente será feita a quem prove haver assumido o referido
encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa
este expressamente autorizado a recebê-la. a conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou
parcial do crédito tributário, atendendo:
Art. 167. A restituição total ou parcial do tributo dá lugar
à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora e das I - à situação econômica do sujeito passivo;
penalidades pecuniárias, salvo as referentes a infrações de
caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição. II - ao erro ou ignorância excusáveis do sujeito passivo,
quanto a matéria de fato;
Parágrafo único. A restituição vence juros não
capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da decisão III - à diminuta importância do crédito tributário;
definitiva que a determinar.
IV - a considerações de eqüidade, em relação com as
Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se características pessoais ou materiais do caso;
com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados:
V - a condições peculiares a determinada região do
I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da território da entidade tributante.
extinção do crédito tributário; (Vide art 3 da LCp nº 118, de
2005)
Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não
gera direito adquirido, aplicando-se, quando cabível, o Parágrafo único. A isenção pode ser restrita a
disposto no artigo 155. determinada região do território da entidade tributante, em
função de condições a ela peculiares.
Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o
crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: Art. 177. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção
não é extensiva:
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o
lançamento poderia ter sido efetuado; I - às taxas e às contribuições de melhoria;

II - da data em que se tornar definitiva a decisão que II - aos tributos instituídos posteriormente à sua
houver anulado, por vício formal, o lançamento concessão.
anteriormente efetuado.
Art. 178 - A isenção, salvo se concedida por prazo certo e
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo em função de determinadas condições, pode ser revogada ou
extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele modificada por lei, a qualquer tempo, observado o disposto
previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a no inciso III do art. 104. (Redação dada pela Lei
constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito Complementar nº 24, de 1975)
passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao
lançamento. Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter
geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário administrativa, em requerimento com o qual o interessado
prescreve em cinco anos, contados da data da sua faça prova do preenchimento das condições e do
constituição definitiva. cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para
sua concessão.
Parágrafo único. A prescrição se interrompe:
§ 1º Tratando-se de tributo lançado por período certo de
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em tempo, o despacho referido neste artigo será renovado antes
execução fiscal; (Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005) da expiração de cada período, cessando automaticamente os
seus efeitos a partir do primeiro dia do período para o qual o
II - pelo protesto judicial; interessado deixar de promover a continuidade do
reconhecimento da isenção.
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o
devedor; § 2º O despacho referido neste artigo não gera direito
adquirido, aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, 155.
que importe em reconhecimento do débito pelo devedor.
SEÇÃO III
CAPÍTULO V
Anistia
Exclusão de Crédito Tributário
Art. 180. A anistia abrange exclusivamente as infrações
SEÇÃO I cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede, não
se aplicando:
Disposições Gerais
I - aos atos qualificados em lei como crimes ou
Art. 175. Excluem o crédito tributário: contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação,
sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito
I - a isenção; passivo ou por terceiro em benefício daquele;

II - a anistia. II - salvo disposição em contrário, às infrações resultantes


de conluio entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas.
Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não
dispensa o cumprimento das obrigações acessórias Art. 181. A anistia pode ser concedida:
dependentes da obrigação principal cujo crédito seja
excluído, ou dela conseqüente. I - em caráter geral;

SEÇÃO II II - limitadamente:

Isenção a) às infrações da legislação relativa a determinado


tributo;
Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é
sempre decorrente de lei que especifique as condições e b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até
requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se determinado montante, conjugadas ou não com penalidades
aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. de outra natureza;
bancário e do mercado de capitais, a fim de que, no âmbito
c) a determinada região do território da entidade de suas atribuições, façam cumprir a ordem judicial. (Incluído
tributante, em função de condições a ela peculiares; pela Lcp nº 118, de 2005)

d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado § 1o A indisponibilidade de que trata o caput deste artigo
pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela limitar-se-á ao valor total exigível, devendo o juiz determinar
mesma lei à autoridade administrativa. o imediato levantamento da indisponibilidade dos bens ou
valores que excederem esse limite. (Incluído pela Lcp nº 118,
Art. 182. A anistia, quando não concedida em caráter de 2005)
geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade
administrativa, em requerimento com a qual o interessado § 2o Os órgãos e entidades aos quais se fizer a
faça prova do preenchimento das condições e do comunicação de que trata o caput deste artigo enviarão
cumprimento dos requisitos previstos em lei para sua imediatamente ao juízo a relação discriminada dos bens e
concessão. direitos cuja indisponibilidade houverem promovido.
(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não
gera direito adquirido, aplicando-se, quando cabível, o SEÇÃO II
disposto no artigo 155.
Preferências
CAPÍTULO VI
Art. 186. O crédito tributário prefere a qualquer outro,
Garantias e Privilégios do Crédito Tributário seja qual for sua natureza ou o tempo de sua constituição,
ressalvados os créditos decorrentes da legislação do trabalho
SEÇÃO I ou do acidente de trabalho. (Redação dada pela Lcp nº 118,
de 2005)
Disposições Gerais
Parágrafo único. Na falência: (Incluído pela Lcp nº 118,
Art. 183. A enumeração das garantias atribuídas neste de 2005)
Capítulo ao crédito tributário não exclui outras que sejam
expressamente previstas em lei, em função da natureza ou I – o crédito tributário não prefere aos créditos
das características do tributo a que se refiram. extraconcursais ou às importâncias passíveis de restituição,
nos termos da lei falimentar, nem aos créditos com
Parágrafo único. A natureza das garantias atribuídas ao garantia real, no limite do valor do bem gravado; (Incluído
crédito tributário não altera a natureza deste nem a da pela Lcp nº 118, de 2005)
obrigação tributária a que corresponda.
II – a lei poderá estabelecer limites e condições para a
Art. 184. Sem prejuízo dos privilégios especiais sobre preferência dos créditos decorrentes da legislação do
determinados bens, que sejam previstos em lei, responde trabalho; e (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
pelo pagamento do crédito tributário a totalidade dos bens e
das rendas, de qualquer origem ou natureza, do sujeito III – a multa tributária prefere apenas aos créditos
passivo, seu espólio ou sua massa falida, inclusive os gravados subordinados. (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
por ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou
impenhorabilidade, seja qual for a data da constituição do Art. 187. A cobrança judicial do crédito tributário não é
ônus ou da cláusula, excetuados unicamente os bens e rendas sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência,
que a lei declare absolutamente impenhoráveis. recuperação judicial, concordata, inventário ou arrolamento.
(Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005) (Vide ADPF 357)
Art. 185. Presume-se fraudulenta a alienação ou
oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito Parágrafo único. O concurso de preferência somente se
passivo em débito para com a Fazenda Pública, por crédito verifica entre pessoas jurídicas de direito público, na seguinte
tributário regularmente inscrito como dívida ativa.(Redação ordem: (Vide ADPF 357)
dada pela Lcp nº 118, de 2005)
I - União; (Vide ADPF 357)
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica na
hipótese de terem sido reservados, pelo devedor, bens ou II - Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente
rendas suficientes ao total pagamento da dívida inscrita. e pró rata; (Vide ADPF 357)
(Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005)
III - Municípios, conjuntamente e pró rata. (Vide ADPF
Art. 185-A. Na hipótese de o devedor tributário, 357)
devidamente citado, não pagar nem apresentar bens à
penhora no prazo legal e não forem encontrados bens Art. 188. São extraconcursais os créditos tributários
penhoráveis, o juiz determinará a indisponibilidade de seus decorrentes de fatos geradores ocorridos no curso do
bens e direitos, comunicando a decisão, preferencialmente processo de falência. (Redação dada pela Lcp nº 118, de
por meio eletrônico, aos órgãos e entidades que promovem 2005)
registros de transferência de bens, especialmente ao registro
público de imóveis e às autoridades supervisoras do mercado
§ 1º Contestado o crédito tributário, o juiz remeterá as não, inclusive às que gozem de imunidade tributária ou de
partes ao processo competente, mandando reservar bens isenção de caráter pessoal.
suficientes à extinção total do crédito e seus acrescidos, se a
massa não puder efetuar a garantia da instância por outra Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm
forma, ouvido, quanto à natureza e valor dos bens aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou
reservados, o representante da Fazenda Pública interessada. limitativas do direito de examinar mercadorias, livros,
arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais,
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se aos processos de dos comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação
concordata. destes de exibi-los.

Art. 189. São pagos preferencialmente a quaisquer Parágrafo único. Os livros obrigatórios de escrituração
créditos habilitados em inventário ou arrolamento, ou a comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles
outros encargos do monte, os créditos tributários vencidos efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição dos
ou vincendos, a cargo do de cujus ou de seu espólio, exigíveis créditos tributários decorrentes das operações a que se
no decurso do processo de inventário ou arrolamento. refiram.

Parágrafo único. Contestado o crédito tributário, Art. 196. A autoridade administrativa que proceder ou
proceder-se-á na forma do disposto no § 1º do artigo presidir a quaisquer diligências de fiscalização lavrará os
anterior. termos necessários para que se documente o início do
procedimento, na forma da legislação aplicável, que fixará
Art. 190. São pagos preferencialmente a quaisquer prazo máximo para a conclusão daquelas.
outros os créditos tributários vencidos ou vincendos, a cargo
de pessoas jurídicas de direito privado em liquidação judicial Parágrafo único. Os termos a que se refere este artigo
ou voluntária, exigíveis no decurso da liquidação. serão lavrados, sempre que possível, em um dos livros fiscais
exibidos; quando lavrados em separado deles se entregará, à
Art. 191. A extinção das obrigações do falido requer pessoa sujeita à fiscalização, cópia autenticada pela
prova de quitação de todos os tributos. (Redação dada pela autoridade a que se refere este artigo.
Lcp nº 118, de 2005)
Art. 197. Mediante intimação escrita, são obrigados a
Art. 191-A. A concessão de recuperação judicial depende prestar à autoridade administrativa todas as informações de
da apresentação da prova de quitação de todos os tributos, que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades
observado o disposto nos arts. 151, 205 e 206 desta Lei. de terceiros:
(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
I - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de
Art. 192. Nenhuma sentença de julgamento de partilha ofício;
ou adjudicação será proferida sem prova da quitação de
todos os tributos relativos aos bens do espólio, ou às suas II - os bancos, casas bancárias, Caixas Econômicas e
rendas. demais instituições financeiras;

Art. 193. Salvo quando expressamente autorizado por lei, III - as empresas de administração de bens;
nenhum departamento da administração pública da União,
dos Estados, do Distrito Federal, ou dos Municípios, ou sua IV - os corretores, leiloeiros e despachantes oficiais;
autarquia, celebrará contrato ou aceitará proposta em
concorrência pública sem que o contratante ou proponente V - os inventariantes;
faça prova da quitação de todos os tributos devidos à
Fazenda Pública interessada, relativos à atividade em cujo VI - os síndicos, comissários e liquidatários;
exercício contrata ou concorre.
VII - quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei
TÍTULO IV designe, em razão de seu cargo, ofício, função, ministério,
atividade ou profissão.
Administração Tributária
Parágrafo único. A obrigação prevista neste artigo não
CAPÍTULO I abrange a prestação de informações quanto a fatos sobre os
quais o informante esteja legalmente obrigado a observar
Fiscalização segredo em razão de cargo, ofício, função, ministério,
atividade ou profissão.
Art. 194. A legislação tributária, observado o disposto
nesta Lei, regulará, em caráter geral, ou especificamente em Art. 198. Sem prejuízo do disposto na legislação criminal,
função da natureza do tributo de que se tratar, a é vedada a divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de
competência e os poderes das autoridades administrativas seus servidores, de informação obtida em razão do ofício
em matéria de fiscalização da sua aplicação. sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo
ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus
Parágrafo único. A legislação a que se refere este artigo negócios ou atividades. (Redação dada pela Lcp nº 104, de
aplica-se às pessoas naturais ou jurídicas, contribuintes ou 2001)
§ 1o Excetuam-se do disposto neste artigo, além dos prazo fixado, para pagamento, pela lei ou por decisão final
casos previstos no art. 199, os seguintes: (Redação dada pela proferida em processo regular.
Lcp nº 104, de 2001)
Parágrafo único. A fluência de juros de mora não exclui,
I – requisição de autoridade judiciária no interesse da para os efeitos deste artigo, a liquidez do crédito.
justiça; (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001)
Art. 202. O termo de inscrição da dívida ativa,
II – solicitações de autoridade administrativa no interesse autenticado pela autoridade competente, indicará
da Administração Pública, desde que seja comprovada a obrigatoriamente:
instauração regular de processo administrativo, no órgão ou
na entidade respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito I - o nome do devedor e, sendo caso, o dos co-
passivo a que se refere a informação, por prática de infração responsáveis, bem como, sempre que possível, o domicílio ou
administrativa. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001) a residência de um e de outros;

§ 2o O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da II - a quantia devida e a maneira de calcular os juros de


Administração Pública, será realizado mediante processo mora acrescidos;
regularmente instaurado, e a entrega será feita pessoalmente
à autoridade solicitante, mediante recibo, que formalize a III - a origem e natureza do crédito, mencionada
transferência e assegure a preservação do sigilo. (Incluído especificamente a disposição da lei em que seja fundado;
pela Lcp nº 104, de 2001)
IV - a data em que foi inscrita;
§ 3o Não é vedada a divulgação de informações relativas
a: (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001) V - sendo caso, o número do processo administrativo de
que se originar o crédito.
I – representações fiscais para fins penais; (Incluído pela
Lcp nº 104, de 2001) Parágrafo único. A certidão conterá, além dos requisitos
deste artigo, a indicação do livro e da folha da inscrição.
II – inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública;
(Incluído pela Lcp nº 104, de 2001) Art. 203. A omissão de quaisquer dos requisitos previstos
no artigo anterior, ou o erro a eles relativo, são causas de
III - parcelamento ou moratória; e (Redação dada pela nulidade da inscrição e do processo de cobrança dela
Lei Complementar nº 187, de 2021) decorrente, mas a nulidade poderá ser sanada até a decisão
de primeira instância, mediante substituição da certidão nula,
IV - incentivo, renúncia, benefício ou imunidade de natureza devolvido ao sujeito passivo, acusado ou interessado o prazo
tributária cujo beneficiário seja pessoa jurídica. (Incluído para defesa, que somente poderá versar sobre a parte
pela Lei Complementar nº 187, de 2021) modificada.

Art. 199. A Fazenda Pública da União e as dos Estados, do Art. 204. A dívida regularmente inscrita goza da
Distrito Federal e dos Municípios prestar-se-ão mutuamente presunção de certeza e liquidez e tem o efeito de prova pré-
assistência para a fiscalização dos tributos respectivos e constituída.
permuta de informações, na forma estabelecida, em caráter
geral ou específico, por lei ou convênio. Parágrafo único. A presunção a que se refere este artigo
é relativa e pode ser ilidida por prova inequívoca, a cargo do
Parágrafo único. A Fazenda Pública da União, na forma sujeito passivo ou do terceiro a que aproveite.
estabelecida em tratados, acordos ou convênios, poderá
permutar informações com Estados estrangeiros no interesse CAPÍTULO III
da arrecadação e da fiscalização de tributos. (Incluído pela
Lcp nº 104, de 2001) Certidões Negativas

Art. 200. As autoridades administrativas federais Art. 205. A lei poderá exigir que a prova da quitação de
poderão requisitar o auxílio da força pública federal, estadual determinado tributo, quando exigível, seja feita por certidão
ou municipal, e reciprocamente, quando vítimas de embaraço negativa, expedida à vista de requerimento do interessado,
ou desacato no exercício de suas funções, ou quando que contenha todas as informações necessárias à
necessário à efetivação dê medida prevista na legislação identificação de sua pessoa, domicílio fiscal e ramo de
tributária, ainda que não se configure fato definido em lei negócio ou atividade e indique o período a que se refere o
como crime ou contravenção. pedido.

CAPÍTULO II Parágrafo único. A certidão negativa será sempre


expedida nos termos em que tenha sido requerida e será
Dívida Ativa fornecida dentro de 10 (dez) dias da data da entrada do
requerimento na repartição.
Art. 201. Constitui dívida ativa tributária a proveniente
de crédito dessa natureza, regularmente inscrita na Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo
repartição administrativa competente, depois de esgotado o anterior a certidão de que conste a existência de créditos não
vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido
efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa. Art. 216. O Poder Executivo proporá as medidas
legislativas adequadas a possibilitar, sem compressão dos
Art. 207. Independentemente de disposição legal investimentos previstos na proposta orçamentária de 1967, o
permissiva, será dispensada a prova de quitação de tributos, cumprimento do disposto no artigo 21 da Emenda
ou o seu suprimento, quando se tratar de prática de ato Constitucional nº 18, de 1965.
indispensável para evitar a caducidade de direito,
respondendo, porém, todos os participantes no ato pelo Art. 217. As disposições desta Lei, notadamente as dos
tributo porventura devido, juros de mora e penalidades arts 17, 74, § 2º e 77, parágrafo único, bem como a do art. 54
cabíveis, exceto as relativas a infrações cuja responsabilidade da Lei 5.025, de 10 de junho de 1966, não excluem a
seja pessoal ao infrator. incidência e a exigibilidade: (Incluído pelo Decreto-lei nº 27,
de 1966)
Art. 208. A certidão negativa expedida com dolo ou
fraude, que contenha erro contra a Fazenda Pública, I - da "contribuição sindical", denominação que passa a
responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir, ter o imposto sindical de que tratam os arts 578 e seguintes,
pelo crédito tributário e juros de mora acrescidos. da Consolidação das Leis do Trabalho, sem prejuízo do
disposto no art. 16 da Lei 4.589, de 11 de dezembro de 1964;
Parágrafo único. O disposto neste artigo não exclui a (Incluído pelo Decreto-lei nº 27, de 1966)
responsabilidade criminal e funcional que no caso couber.
II - das denominadas "quotas de previdência" a que
Disposições Finais e Transitórias aludem os arts 71 e 74 da Lei 3.807, de 26 de agosto de 1960
com as alterações determinadas pelo art. 34 da Lei 4.863, de
Art. 209. A expressão "Fazenda Pública", quando 29 de novembro de 1965, que integram a contribuição da
empregada nesta Lei sem qualificação, abrange a Fazenda União para a previdência social, de que trata o art. 157, item
Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos XVI, da Constituição Federal; (Incluído pelo Decreto-lei nº 27,
Municípios. de 1966) (Vide Ato Complementar nº 27, de 1966)

Art. 210. Os prazos fixados nesta Lei ou legislação III - da contribuição destinada a constituir o "Fundo de
tributária serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o Assistência" e "Previdência do Trabalhador Rural", de que
dia de início e incluindo-se o de vencimento. trata o art. 158 da Lei 4.214, de 2 de março de 1963; (Incluído
pelo Decreto-lei nº 27, de 1966)
Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem em
dia de expediente normal na repartição em que corra o IV - da contribuição destinada ao Fundo de Garantia do
processo ou deva ser praticado o ato. Tempo de Serviço, criada pelo art. 2º da Lei 5.107, de 13 de
setembro de 1966; (Incluído pelo Decreto-lei nº 27, de 1966)
Art. 211. Incumbe ao Conselho Técnico de Economia e
Finanças, do Ministério da Fazenda, prestar assistência V - das contribuições enumeradas no § 2º do art. 34 da
técnica aos governos estaduais e municipais, com o objetivo Lei 4.863, de 29 de novembro de 1965, com as alterações
de assegurar a uniforme aplicação da presente Lei. decorrentes do disposto nos arts 22 e 23 da Lei 5.107, de 13
de setembro de 1966, e outras de fins sociais criadas por lei.
Art. 212. Os Poderes Executivos federal, estaduais e (Incluído pelo Decreto-lei nº 27, de 1966)
municipais expedirão, por decreto, dentro de 90 (noventa)
dias da entrada em vigor desta Lei, a consolidação, em texto Art. 218. Esta Lei entrará em vigor, em todo o território
único, da legislação vigente, relativa a cada um dos tributos, nacional, no dia 1º de janeiro de 1967, revogadas as
repetindo-se esta providência até o dia 31 de janeiro de cada disposições em contrário, especialmente a Lei n. 854, de 10
ano. de outubro de 1949. (Renumerado do art. 217 pelo Decreto-
lei nº 27, de 1966)
Art. 213. Os Estados pertencentes a uma mesma região
geo-econômica celebrarão entre si convênios para o Brasília, 25 de outubro de 1966; 145º da Independência e
estabelecimento de alíquota uniforme para o imposto a que 78º da República.
se refere o artigo 52.
H. CASTELLO BRANCO
Parágrafo único. Os Municípios de um mesmo Estado Octavio Bulhões
procederão igualmente, no que se refere à fixação da Carlos Medeiros Silva
alíquota de que trata o artigo 60.

Art. 214. O Poder Executivo promoverá a realização de


convênios com os Estados, para excluir ou limitar a incidência
do imposto sobre operações relativas à circulação de
mercadorias, no caso de exportação para o exterior.

Art. 215. A lei estadual pode autorizar o Poder Executivo


a reajustar, no exercício de 1967, a alíquota de imposto a que
se refere o artigo 52, dentro de limites e segundo critérios
por ela estabelecidos.

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