de Arquitetura apresentada na Loja Maçônica Deus e Fraternidade N° 51 Oriente de Cruz das Almas, BA, como requisito para a Elevação
de Companheiro Maçom.
OSSIVAL LOLATO RIBEIRO Apr:. M:.
esentação do seu primeiro trabalho, para os iniciados na Augusta e Respeitável Ordem Maçônica, representa um marco indescritível,
uecível e importantíssimo para o Aprendiz Maçom.
omento é ímpar, pois nele apresentamos nossa primeira pesquisa, primeiros estudos propriamente dito, além de compartilhar com os
s nossas interpretações e conclusões próprias, bem como nossos aprendizados e progressos iniciais, obtidos pelas obras de outros auto
s ensinamentos transmitidos pelos irmãos em Loja.
so, nada mais significativo e simbólico do que escolher como tema para nossa primeira peça de arquitetura a “A Pedra Bruta”, e fazer, n
a do possível e dos poucos conhecimentos que adquirimos até a presente data, as analogias e comparações com alguns dos significado
ereço representa para esta sublime Ordem (haja vista a extensa bibliografia e interpretações ou significados já descritos em outras obra
ordo com Oliveira (2023), podemos inferir que a pedra é a matéria prima do mundo, uma vez que dela surgem os solos que sustentam
ção alimentar da humanidade, os relevos que embelezam as paisagens, cercam os oceanos e controlam as forças de suas águas e
ntam, como uma base fortificada, as mais diversas construções da humanidade.
ndo o objeto/material “Pedra” para a instituição Maçonaria, esta têm um valor simbólico e histórico imensurável, haja vista que sua pró
m tem muito a ver com tal material, uma vez que esta Ordem é herdeira dos conhecimentos e filosofias de associações de construtores
Pedra”, por sua vez, simboliza a vida do Maçom, tendo significados simbólicos desde sua iniciação (sendo a mais nova Pedra Bruta da Lo
zes relacionada ao seu primeiro trabalho (como é caso da presente peça), até chegar ao fim de sua vida material, momento no qual
mos minimamente sugerir ao menos dois significados simplórios:
Maçom finalmente atingiu a condição de “pedra cúbica” (significado que iremos, posteriormente, citar resumidamente), e
e uma pedra, após anos servindo de base para uma edificação (a Maçonaria), se desfez, tornando-se pó (fragmentos), parafraseando um
ditado: do pó viemos, ao pó retornaremos.
ia, aprofundando um pouco mais no tema, cabe destacar que frequentemente ouvimos a analogia de que “todos os maçons devem ap
restas”, aqui sendo as arestas representadas por nossos erros, vícios, imperfeições, intolerâncias, ignorância, preconceitos, etc, de form
empre busquemos a evolução e a perfeição, ou seja, passando da condição de “Pedra Bruta” para a condição de “Pedra Cúbica”.
forma, podemos ariscar a dizer que todos os maçons têm conhecimentos básicos do significado da “Pedra bruta”. Mas se a bibliografia
como citado anteriormente e supomos que todos os maçons possuem algum conhecimento sobre tal tema, por quê trabalha-lo novam
em, com a presente peça de arquitetura, objetivamos apresentar algumas das definições simbólicas que conseguimos absorver em nos
os iniciais sobre o tema “Pedra Bruta”, bem como suas possíveis aplicações na formação dos maçons e, sobretudo, relembrar a importâ
símbolo maçônico importante tanto parar o aprendiz como para o verdadeiro maçom.
FICADO DA PEDRA BRUTA E O TRABALHO DO APRENDIZ MAÇOM:
ra bruta é a síntese do Aprendiz Maçom, um ícone importante da simbologia maçônica que pode ser notada pela imagem que represen
de Aprendiz (um pedreiro/construtor com o maço na mão direita, o cinzel na mão esquerda e a pedra bruta para ser
hada/desbastada).
forma, podemos inferir que a Pedra Bruta representa o ponto de partida para a grande transformação que será realizada na vida e no
o do recém iniciado Maçom. Aprender a trabalhar/desbastar a Pedra Bruta significa simbolicamente que o Maçom deve se dedicar aos
hos, estudos, acumular conhecimentos e experiências para que se torne o “Obreiro” que conhece e domina a Real Arte.
melhor entendermos, faço a analogia com a explicação de Camargos (2021), que diz: “A pedra bruta é a pedra cantaria, que é uma pedr
a para esquadrejar e ser utilizada nas construções, já que só a pedra esquadrejada cúbica ou no formato de paralelepípedo, é que se
a perfeitamente nas construções, sem deixar vãos”.
a: ao iniciarmos na Maçonaria, entramos como pedra cantaria, pedra bruta, porém, devido às nossas características primárias, percebi
guns mestre Maçons, foi ercebido em nós virtudes que nos qualificariam a sermos, um dia, uma pedra cúbica, portanto, merecíamos a
unidade de sermos trabalhados para, futuramente e efetivamente, fazermos parte da edificação primordial que é a instituição Maçônic
ia, vale destacar que, segundo algumas bibliografias (à ex. Raposo, 2023), e com certeza nós Aprendizes Maçons já percebemos, o
cado bilateral da Pedra Bruta X Aprendiz/trabalhador é um pouco mais profundo e maior do que o relatado até aqui. Na realização do
ante trabalho de aprendizado, o Iniciado é ao mesmo tempo a matéria prima (a pedra bruta), o obreiro e os instrumentos (maço e cinze
rme interpretação abaixo:
ra Bruta: Ao entrar na sublime Ordem, oa Aprendiz ainda não tem conhecimentos e experiências, assim, a pedra bruta representa seu
o atual de imperfeito e com muitas arestas a serem aparadas e trabalhadas;
Obreiro: Ao mesmo tempo, o próprio Aprendiz necessita se dedicar aos estudos, aos trabalhos dentro e fora da Loja e buscar sua evoluç
ual, moral, social, profissional, etc, sendo ele mesmo o trabalhador a esquadrejar a si mesmo;
nstrumentos, representados pelo maço (força, intelecto, vontade, dedicação, etc) e o cinzel (orientação, discernimento, objetividade, f
eriam os instrumento virtuosos necessários ao Aprendiz Maçom, tanto para trabalhar internamente a sua Pedra Bruta, como para evol
nar um construtor habilidoso para o meio em que vive.
nsequência, podemos então entender que “desbastar a pedra bruta” tem um sentido muito mais amplo e profundo do que se pode
reender em um primeiro estudo, sendo esta abrangência justamente a luz que os trabalhos maçônicos nos trazem como tempo de atua
, pode-se notar que a Maçonaria não irá acrescentar nada à matéria-prima (à pedra bruta/Aprendiz), pois a essência e as virtudes (qua
dra/material) já devem estar contidas em cada maçom, sendo que a Maçonaria apenas irá nos fornece as ferramentas /conhecimentos
olizadas pelo maço e cinzel), necessárias para que possamos expor nossa real natureza e essência.
nto, quando somos iniciados e nos tornamos Aprendizes Maçons, devemos nos propor e dedicarmos a desbastar a nossa pedra bruta in
rna (espiritual/social), esculpindo-nos como seres humanos, até que possamos, um dia, descobrir e expor a perfeição escondida em no
primitiva, trabalhando incansavelmente para um dia nos tornarmos uma coluna forte, bela e sábia (ou a pedra cúbica).
or quanto tempo teremos que trabalhar nesta atividade de “desbastar a pedra bruta”? Fazendo uma analogia com o Manual de do Ritu
prendiz Maçom, onde o Venerável Mestre pergunta ao Primeiro Vigilante: “Por quanto tempo devemos trabalhar com Aprendizes Maç
sposta é: “Do meio dia a meia noite”; podemos dizer que tal labuta será exercida pela vida inteira do Maçom. Conforme afirma Oliveira
), “o maçom nunca deixa de desbastar a pedra bruta interior, estando em constante aperfeiçoamento como ser humano.
omplementar nossa resposta e linha de raciocínio, também citamos Egens (2009), que diz: “uma vez que a perfeição é infinita, em seu
o absoluto inacessível, somente podemos esperar conseguirmos aproximarmo-nos da perfeição” ... “Nosso progresso desenvolve-se, po
s de graus sucessivos de perfeição relativa (aqui em entendo como sendo os graus maçônicos), e o próprio reconhecimento de nossa
feição por um lado (a pedra bruta), e o de um ideal que desejamos, pelo outro, são as primeiras condições indispensáveis para que pos
um tal esforço ou trabalho”.
s os sinais que podem (talvez inicialmente, talvez permanentemente...) indicar que o “Obreiro” está conseguindo desbastar a sua “ped
”? Possivelmente seriam comportamentos como:
rendiz souber relevar quando algum irmão ou profano lhe aborrecer, uma aresta será retirada;
rendiz praticar o exercício da tolerância contra agressões ou ataque, com serenidade e consciência, outra aresta cairá;
rendiz se dedicar aos estudos e conhecimentos maçônicos, elevando sua capacidade intelectual e filosófica, certamente mais arestas se
rendiz contribuir com a melhoria das condições de sua família, do seu bairro, do seu município, etc, novamente as arestas seriam apara
mida e simplificadamente, me parece que a melhor forma de desbastar a pedra bruta, portanto, é assimilar a convivência fraternal, o am
nidade, o respeito ás crenças e raças, o aperfeiçoamento dos costumes e do intelecto, assim abrindo portas aos irmãos e a sociedade e
o mostras de que realmente estamos caminhando constantemente para a condição de “pedra cúbica”.
m, este árduo e constante trabalho não pode e não deve ser realizado sozinho. É salutar e necessário que o Aprendiz (e sequencialment
anheiro e o Mestre), sempre tenha a companhia e a ajuda de Maçons mais experientes, para que possamos suportar e tornar mais leve
da escalada da escada de Jacó, colaborando com nosso progresso e, sempre que necessário, nos mostrando o caminho do bem e da vir
rme é bem pontuado e definido pelo Irmão Ricardo S. Mizugay, “o desbaste da pedra bruta” é a base filosófica da maçonaria, sendo a r
otivo da iniciação, por isso, quando tomamos o maço e o cinzel e simbolicamente batemos três vezes na pedra bruta, iniciamos nesse g
a lapidação espiritual e pessoal, com o objetivo de chegarmos ao estágio de pedra cúbica (perfeição).
nto, meus irmão Aprendizes, Companheiros e Mestre mais jovens na vida maçônica, somos sim senhores pedras brutas, mas que conte
sso interior uma coluna que está sendo constantemente trabalhada, para que possamos junto a Maçonaria sustenta-la com nossas for
á-la com nossa beleza (interior) e, futuramente, transmitir aos nossos sucessores a sabedoria adquirida nesta sublime Ordem.
essário que cada um de nós Aprendizes, sendo pedras brutas, busquemos conhecer nossa natureza, nossa constituição ou composição,
damos e reconhecemos de qual “material” somos feito, qual resistência temos, como poderemos compor, da melhor forma, a edificaçã
ma que é a Maçonaria;
se perceber a importância do estudo e da obtenção dos conhecimentos maçônicos, aqui simbolizado pelos ensinamentos que podemo
rir com a analogia e simbologia da “pedra bruta” e do trabalho de “desbastar das arestas”, onde o Aprendiz deve constantemente evolu
elo aprimoramento pessoal, intelectual ou espiritual;
ca pelo aprimoramento deve fazer parte da natureza do maçom, de forma que possamos quebrar paradigmas, alcançar verdadeiros
essos, contribuir com a edificação da Maçonaria e da Sociedade, sempre a serviço da humanidade e construindo uma sociedade balizad
sformação contínua e real do Aprendi-Pedra Bruta, em Pedra Cúbica, só é executada de forma verdadeira quando o indivíduo consegue
hecer sua natureza e assim consegue aparar suas arestas de forma mais eficiente e virtuosa, independentemente de sua posição em Lo
u tempo de maçonaria;
esbastar nossas arestas e progressivamente nos tornarmos pedra cúbica, é preciso amar o bem, fazer o bem, ter o hábito de transmitir
o bem onde quer que estejamos e em qualquer que seja a atividade que estejamos realizando, respeitando o próximo e as opiniões
s; Destaco aos queridos Companheiros e Mestre Maçons, que nós Aprendizes nos espelhamos e temos muito a aprender com vocês, o
sábios”, nossas “pedras cúbicas” ou que já estão com boa parte de suas arestas aparadas. Vocês serão nosso apoio, fonte de inspiração
cimento, para que um dia cheguemos também a perfeição relativa;
m, peço aos meus Irmãos Aprendizes que olhemos por alguns segundos para a pedra bruta e, posteriormente, para a pedra cúbica, e
mos sobre nossos trabalhos, estudos, atitudes e objetivos, e busquemos nesses símbolos a inspiração para continuarmos nossa jornad
Augusta e Respeitável Instituição;
ro-me que em determinado momento da minha iniciação, me foi questionado sobre o porquê eu deveria entrar na Maçonaria, o que e
ava e o que eu queria da Maçonaria? Hoje posso responder com certeza absoluta: vim buscar a evolução e o autoconhecimento, aparar
s arestas por meio de estudos e obtenção de conhecimentos, e me tornar uma pedra cúbica para compor com força, beleza e sabedori
ação de nossa Loja e da Maçonaria Universal.
ÊNCIAS CONSULTADAS OU CITADAS:
CAMARGOS, G.B.. A pedra bruta e suas aplicações filosóficas. Peça de Arquitetura, 2021. Disponível em: [Link]
EGENS, M.. Maçonaria Revelada. Capítulo IV. Editora Pensamento-Cultrix Ltda. 340 p., 2009.
Manual: Ritual de Aprendiz (REAA) 1º Grau – Aprendiz, Salvador-BA, 2019
MIZUGAY, R.S.. A paciência no desbaste da pedra bruta. Disponível em: [Link] Acesso em: 17 de agosto
OLIVEIRA, W.L. de.. O aprendiz ou a pedra bruta. Peça de Arquitetura – Loja Maçônica Luz, Amor e Vida, 2079. Goiás-GO. Disponível e
[Link] Acesso em: 17 de agosto de 2023.
RAPOSO, C.. O bem, o mal e a lição da pedra bruta. Revista Sexto Sentido nº 48 – pág. 38. Disponível em: [Link]
Acesso em: 17 de agosto de 2023.
VIANA, A.R.. A pedra bruta. Peça de Arquitetura. Loja Fraternidade Brasileira – Viçosa-MG, 2015. Disponível em:
[Link] Acesso em: 17 de agosto de 2023
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