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História e Impacto da Inteligência Artificial

Slides de Aula Material Complememtar

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MATERIAL COMPLEMENTAR

Teorias do Texto

Prof. Me. Bruno César


Esse texto é meu? Ou nosso? Ou do robô?

 ChatGPT é um bot (robô) desenvolvido e disseminado pela OpenAI. Ele utiliza Inteligência
Artificial (IA) para dialogar e interagir com os usuários, por meio de textos escritos e orais.
Seu funcionamento é parecido ao da Alexa (Amazon).

 Criado em meados de 2015, o chatbot da OpenAI ganhou força (e causou dores de cabeça
para muitos) no final do segundo semestre de 2022. Há um volume de matérias jornalísticas
que descrevem o seu funcionamento, artigos que mostram suas limitações e, é claro,
páginas que produziram memes e chacotas.

 Em resumo, a proposta do ChatGPT consiste em dialogar


sobre diversos temas, produzindo textos relativamente coesos,
tentativas de resolução de problemas matemáticos, além de
oferecer conselhos amorosos, dicas de saúde e qualidade de
vida etc. Os “produtores de conteúdo” estão de olho...
Rir para não chorar (ou faço chorando o que você me pede sorrindo?)

 De programadores de
informática aos advogados,
dos redatores publicitários
aos professores universitários,
a diversão e o medo estão
com os olhos voltados para
o ChatGPT.

Fonte: [Link]
Vamos por partes – Inteligência Artificial (IA)

 Técnica: Inteligência Artificial é o conjunto de técnicas para a construção de máquinas


inteligentes, capazes de resolver problemas que requerem inteligência humana. O marco
zero da IA foi o ano de 1956. Nesse ano, ocorreu a Conferência do Dartmout College, em
New Hampshire (USA), onde o termo “Inteligência Artificial” foi registrado pela primeira vez,
referindo-se a um novo campo do conhecimento (BARBOSA; BEZERRA, 2020).

 Histórica: Há diversos pesquisadores realizando estudos, em meados de 1940-50, que


envolvem estímulos elétricos e maquinário automatizado, recebendo dados e construindo
pequenos cálculos matemáticos. E, assim, nascem pequenas memórias pensantes.

 Ou simplesmente conhecidas como estruturas de raciocínio


artificiais em forma de modelo matemático que imitam o
nosso sistema nervoso. Alan Turing (1912-1954) desenvolveu
uma forma de avaliar se uma máquina consegue se passar
por um humano em uma conversa por escrito.
Vamos por partes – Inteligência Artificial (IA)

 1958: Linguagem de programação Lisp (padrão em sistemas de Inteligência Artificial e


inspira uma família inteira de linguagens). O termo machine learning foi usado, pela primeira
vez, referindo-se a um sistema que dá aos computadores a habilidade de aprender alguma
função sem serem programados diretamente para isso (BARBOSA; BEZERRA, 2020).

 1964: Eliza é o primeiro chatbot da história, que usa estrutura sintática e palavras-chave,
conversando de forma automática, imitando uma psicanalista. Desenvolvido por Joseph
Weizenbaum (Laboratório de Inteligência Artificial do MIT), o robô trazia aconselhamentos
psicológicos e frases sugestivas de empatia, a ponto de muitos o considerarem um possível
complemento nos tratamentos psicoterápicos.

 Em meados de 1980 e 1990, as redes de computadores se


serviram da IA para desenvolver sistemas de navegação e
também de indexação. Programas que vasculhavam a rede
automaticamente e classificavam resultados, como o protótipo
do Google, nasceram nesse período.
Vamos por partes – Inteligência Artificial (IA)

 As redes de computadores se serviram da IA para desenvolver sistemas de navegação e


também de indexação. Programas que vasculhavam a rede automaticamente e
classificavam resultados, como o protótipo do Google, nasceram nesse período
(BARBOSA; BEZERRA, 2020).

 2000: Aplicação da IA em carros autônomos intensificou o debate sobre as implicações


éticas da IA e a questão da segurança. Sindicatos se manifestaram contra à nova tecnologia
por ser uma ameaça à empregabilidade. Se IA tende progressivamente a realizar funções
tradicionalmente desenvolvidas por nós, humanos, qual será o futuro do trabalho?

 2008: O processamento de linguagem natural, anteriormente


explorado por meio do robô Eliza, voltou a ser enfatizado nas
pesquisas em torno da IA, resultando em novos assistentes
virtuais, como a Siri (Apple), a Alexa (Amazon), a Cortana
(Microsoft) e o próprio Google Assistente.
Vamos por partes – Inteligência Artificial (IA)

 2012: A Google consolidou tecnologias em desenvolvimento desde 2006 em deep learning,


treinando algoritmos para reconhecer gatinhos em vídeos do YouTube. Esse aprendizado
profundo usa redes neurais com uma maior quantidade de camadas do que os pioneiros que
vimos anteriormente, processando mais informações e deixando a máquina mais livre para
fazer assimilações e classificar elementos (BARBOSA; BEZERRA, 2020).

 Reflexão: Ned Block ponderou sobre o risco da aprendizagem das máquinas, argumentando
que, se as máquinas aprendem com o comportamento humano, e esse nem sempre está
alinhado com valores éticos, elas poderão apresentar respostas insatisfatórias e
inadequadas quanto a esse aspecto (THORP, 2023).

 Ou seja, respostas capazes de ofender e agredir moralmente,


sem falar no risco imposto em relação ao trabalho. Assim é a
ameaça, que foi apresentada no meme do desemprego em
massa (THORP, 2023).
INTERVALO
Mais uma parte – História da internet

ARIÑO (2018) apresenta um conjunto de dados que merece atenção, em especial a nossa
relação com a internet e suas multiplicidades de informações e conteúdos interativos. Assim:

 1.0 (1990): Só havia a transposição de conteúdos impressos ou em CDs e DVDs, com sites
que só era possível acessar e consumir o conteúdo disponibilizado. Não havia diagramação
nas páginas, com cores e fontes desarmônicas. Não havia possibilidade de interação.

 2.0 (2004): Surgimento de caixas de interação, além de fóruns, blogs e início das redes
sociais. Inicia-se o compartilhamento da informação, mas sem possibilidade de recorte.

 3.0 (2010): Surgimento da relação prosumer (produtor e


consumidor) que está associada à web semântica, um
conceito que se refere ao uso de uma linguagem na rede.
Por exemplo, a pesquisa de conteúdo usando palavras-chave.
Além disso, o surgimento dos memes e vídeos pessoais.
Mais uma parte – História da internet

 4.0. (2016): tem como foco oferecer comportamento mais inteligente e mais preditivo. Ou
seja, basta digitar algo nos search engines (o bendito Google) e ferramentas de interação (dá
uma olhada no teclado do teu celular...), há uma antecipação dos dados desejados (ou
impostos?) (ARIÑO, 2018).

 Aqui, a Inteligência Artificial (IA) começa a ganhar força e torna-se como expressão massiva
pública, com o Algoritmo, Internet das Coisas, Avatar, Flopar e Viralizar, Bio, Block, Hashtag,
Clickbait, Trending Topics, DM (Ah, você não sabe o que é? Vem comigo, que eu te explico).

 5.0 (2020?): A Web 5.0 permitirá que seus computadores


(sim, os computadores em sua torradeira, despertador,
telefone, geladeira, casa e carro) se comuniquem, pensem,
raciocinem, respondam e se comportem em resposta ao seu
estado emocional ou neurológico – assim como outro ser
humano – ou próximo disso.
Mais uma parte – História da internet

 E agora? Do uso positivo de interatividade, disponibilização de dados, temos a possibilidade


em produzir diversas narrativas, fontes de conhecimento (e financiamento), além de conflitos
e surgimento (e apagamento) de culturas e práticas sociais, que são estudados pela
cibercultura (RUDOLPH et al., 2023).

 Um exemplo de algo relativamente novo (mas também velho) seria a onipresença memorial
que a Inteligência Artificial permite, fazendo com que seja praticamente impossível apagar
“erros” (basta olhar a quantidade de pessoas que são julgadas pelos seus antigos posts), ou
ainda saber de tudo, sem sequer se aprofundar em nada. Basta ver os produtores de
conteúdo (qual tipo de material?).

 Cito a empresa espanhola Eliminalia, que ganhou milhões de


euros na última década para limpar a reputação de pessoas,
na internet. Ela usa formas de massificação de dados (falsos,
na maioria das vezes, enganando o algoritmo de mecanismos
de busca (FERRARI, 2023).
Depois do rolê, podemos falar sobre o GPTChat?

 O ChatGPT (Generative Pretrained Transformer) foi desenvolvido a partir de uma técnica


chamada “Aprendizado por Reforço de Feedback Humano”, destinado para treinar o modelo
de linguagem. Por ser uma ferramenta nova, a escrita pode ser considerada plausível, mas
com respostas incorretas ou ainda sem sentido (THORP, 2023).

 Diversos veículos jornalísticos, produtores de conteúdos multimidiáticos têm explorado o


GPTChat, seja para verificar a viabilidade e uso da ferramenta, seja para fazer brincadeiras –
nem sempre sadias – como forma de indicar as imperfeições e medos que o bot tem trazido
aos programadores e desenvolvedores, professores, advogados, redatores etc.

 Muitas preocupações estão relacionadas a como o ChatGPT


mudará os rumos da avaliação, no ambiente educacional. Um
exemplo disso seria a própria produção de artigos, relatórios,
pareceres, minutas etc. (RUDOLPH et al., 2023).
Hora de contextualizar a ferramenta (e a empresa)

 OpenAI é um laboratório de pesquisa de Inteligência Artificial (AI/IA), criado em 2015, que


realiza pesquisas com o objetivo declarado de promover e desenvolver uma “IA amigável” de
maneira que beneficie a humanidade, como um todo. E, claro, é uma entidade sem fins
lucrativos (RUDOLPH et al., 2023).

 Localizada em San Francisco (Vale do Silício – EUA), ela tem e teve diversos financiadores,
como Elon Musk (Tesla), Reid Hoffman (Linkedin), Peter Thiel (PayPal), Sam Altman (Airbnb
e Dropbox). A OpenAI rapidamente se tornou uma das principais pesquisas de IA, ao lado do
DeepMind do Alphabet (Google).

 O intuito central reside em melhorar o mundo, com


aplicativos e soluções, seja em carros autônomos, seja em
máquinas personalizadas para intervenções médicas. E tudo
isso fornecendo código aberto das ferramentas
desenvolvidas, sendo compartilhado publicamente, sem
propriedade intelectual (RUDOLPH et al., 2023).
Quanto é que vale o show?

 Em 2019, a OpenAI se transformou numa corporação com fins lucrativos, recebendo um


aporte de US$ 1 bi da Microsoft. Tal valor fez com que a GPT-3, principal ferramenta da
OpenAI, fosse exclusivamente licenciada para a empresa fundada por Bill Gates.

 Nos anos seguintes, a Microsoft investiu mais US$ 2 bi, buscando inserir a ferramenta no
ecossistema digital de editores de textos, geradores de imagens e processamento de dados
em diversos segmentos de negócios da empresa estadunidense. Atualmente, o GPT-3 é
considerado a ferramenta mais poderosa na construção de modelos de linguagem,
arquitetando e combinando estruturas sintáticas e semânticas como ensaios, histórias,
poemas e código de programação etc. (RUDOLPH et al., 2023).

 Em 2020, a OpenAI anunciou uma aplicação associada ao


GPT-3, conhecida como Interface de programação (API) que
visa à localização natural de perguntas. Nela, é possível,
além de produzir textos, traduzir idiomas previamente
selecionados. E, obviamente, gerar textos.
INTERVALO
Vale... sem palavras!

 Em 30 de novembro de 2022, o OpenAI lançou uma prévia gratuita do ChatGPT, uma


ferramenta semelhante ao GPT-3. No dia seguinte, a empresa foi avaliada em US$ 29 bi.
O restante da história, todos nós conhecemos.

 Em suma, o ChatGPT é um aplicativo de software baseado em Inteligência Artificial que pode


se envolver, dialogando com seres humanos. Seus usuários podem fazer perguntas ou
solicitações, que são respondidas pelo sistema em questão de segundos. Em apenas cinco
dias de lançamento, a ferramenta alcançou um milhão de usuários, buscando experimentar
suas potencialidades.

 Obviamente, muitas pessoas não conseguiam fazer o


download e cadastro para acessar o ChatGPT, por conta da
curiosidade, ou mesmo desejar utilizar – e contribuir, com
dados e reações – cada um dos diversos textos que podem
nascer rapidamente (RUDOLPH et al., 2023).
Braziuuuuu (Huehuehue)

Fonte: [Link]
Para acessar...

Fonte: [Link]
Para cair de costas...
Gostaria de produzir um texto que verse sobre cibercultura

Cibercultura é um termo que se refere ao conjunto de valores, práticas e


hábitos que emergem da interação entre as tecnologias digitais e a
sociedade contemporânea. É uma cultura que se desenvolveu a partir da
expansão da internet e da popularização das tecnologias digitais e que tem
transformado profundamente a maneira como vivemos, trabalhamos, nos
comunicamos e nos relacionamos.

Uma das características mais marcantes da cibercultura é a sua capacidade


de transformar as fronteiras físicas e geográficas em algo irrelevante. Por
meio da internet e das redes sociais, podemos nos conectar com pessoas
de diferentes partes do mundo, compartilhar informações e conhecimentos e
participar de comunidades virtuais que transcenderam as barreiras físicas
do mundo real.

Além disso, a cibercultura também tem mudado a forma como nos


relacionamos com a informação e o conhecimento. Com a facilidade de
acesso à internet, podemos pesquisar e encontrar informações sobre
praticamente qualquer assunto, em tempo real. Isso tem levado a uma
mudança na forma como consumimos informações e conhecimento, com
uma maior ênfase na rapidez e na facilidade de acesso, em detrimento da
profundidade e da qualidade da informação.

Fonte: adaptado de: [Link]


Algumas reflexões

 Há uma sofisticação no plágio de conteúdos, deixando textos legíveis e bem organizados,


tanto do ponto de vista sintático como semântico, respeitando elementos básicos de escrita,
como pontuação, argumentação, coesão e coerência. Algumas instituições estão propondo
mudanças na avaliação dos estudantes, como também revistas cientificas solicitam artigos
que sejam escritos, de forma original e sem contribuição do ChatGPT (THORP, 2023).

 Contudo, alguns pesquisadores consideram tal ferramenta como oportunidade em


personalizar práticas educacionais, seja do ponto de vista do aluno, como do professor. No
primeiro caso, poder ampliar a prática leitora, uma vez que o texto, em si, não trabalha com
citações diretas e indiretas, fazendo com que a pesquisa ocorra (RUDOLPH et al., 2023).

 Por sua vez, o docente pode criar diferentes devolutivas, com


comentários mais direcionados, a partir dos textos
apresentados pelos alunos. Uma coisa é certa: cada pergunta
feita é a inserção de uma base de dados crescente.
Algumas reflexões

 A ideia – na teoria – seria criar uma curva de aprendizagem, semelhante à utilizada na


aviação e indústria, aprimorando os recursos, deixando-os mais baratos e aprimorados, ao
mesmo tempo. Contudo, observa-se, por parte das Big Techs, a apropriação do saber
intelectual de pessoas, em diferentes demandas, sem qualquer remuneração ou valoração
da atividade junto à ferramenta digital (RUDOLPH et al., 2023).

 Um bom exemplo disso seria a forma que nosso celular “vomita” informações comerciais,
transformadas em conteúdos exibidos por marcas e influenciadores (não seriam os famosos
garotos-propaganda?), de forma palatável, contínua e sofisticada. Nosso uso de aplicativos,
postagem de fotos, mensagens anexadas é exemplo dessa interação cooptada.

 Muitas vezes, os textos criados pelo ChatGPT podem ser


apenas um alívio àqueles que precisam, com certa urgência,
elaborar informações sistematizadas, sem preocupação com
as informações ali presentes. É um campo novo a ser
explorado e observado.
Algumas recomendações (professores)

RUDOLPH et al. (2023) tecem algumas dicas, para aqueles que vão utilizar o ChatGPT.
Adaptamos e sugerimos alguns pontos, que podem ser empregados pelos docentes:

 Executar certas avaliações durante a aula, como forma de aproximação e reconhecimento


das dificuldades que os alunos possam ter, diariamente. A avaliação contínua, em pequenas
parcelas, serve para montar a moldura de um quebra-cabeça.

 Crie avaliações nas quais os alunos entreguem apresentações, performances (seminários) e


outros conteúdos digitais, como formulários, vídeos e animações.

 Permita que os alunos escrevam sobre tópicos que


genuinamente interessam a eles, como narrativas de vida,
ou relatos de experiência, testando seus conhecimentos
e saberes.
INTERVALO
Algumas recomendações (estudantes)

Para os estudantes, RUDOLPH et al. (2023) recomendam:

 Esteja ciente das políticas de integridade acadêmica e entenda as consequências da má


conduta acadêmica. Para isso, tenha letramento digital;

 Use a IA como um conjunto de ferramentas que sirvam para melhorar suas habilidades de
escrita e gerar novas ideias, em vez de copiar e colar texto. E, claro, sempre consulte e
empregue fontes de alta qualidade, evitando a mediocridade da desinformação de certos
produtores de conteúdo;

 Leia diferentes suportes textuais, para ampliar o pensamento


criativo, até mesmo para aprender novos idiomas. E use as
ferramentas de IA (como o ChatGPT) para resolver problemas
do mundo real.
Algumas recomendações (instituições)

Para as instituições de ensino, RUDOLPH et al. (2023) recomendam:

 Notar que o Letramento Digital é relevante atualmente e precisa incluir ferramentas de IA.
É algo que precisa fazer parte do currículo e do cotidiano acadêmico da instituição. Isso pode
auxiliar em atividades que envolvam conhecimentos em aspectos gramaticais, por exemplo.

 Evitar a criação de um ambiente onde os professores se sobrecarreguem com mais tarefas,


fazendo com que a IA seja usada para otimizar o tempo e a qualidade das avaliações e
devolutiva aos estudantes.

 Não oferecer currículos e cursos que não façam sentido para


os alunos. Para finalizar os cursos, muitos deles utilizarão as
ferramentas digitais para diminuir o tempo de esforço e o
trabalho.
Algumas provocações

 Jieun Kiaer, professora de linguística na Universidade de Oxford (Reino Unido) e especialista


em línguas asiáticas, adverte que ferramentas como o ChatGPT podem reforçar o domínio
global do inglês e de alguns outros idiomas europeus. Também poderia reduzir a riqueza da
linguagem, com utilização de termos simplificados e padronizados (SHARMA, 2023).

 Kiaer ainda argumenta que, por causa das mídias sociais, o inglês está absorvendo novas
palavras de outros idiomas mais rápido do que nunca. O conjunto de dados do ChatGPT é
limitado. Então não saberia quais palavras que surgiram e/ou foram adicionadas ao
dicionário de sua memória de dados (SHARMA, 2023).

 Em idiomas com menor quantidade de falantes ou que não


fazem parte do tronco indo-europeu, o ChatGPT poderá
apenas utilizar expressões-padrão, criando um preconceito
linguístico. Os modelos de IA exigem uma quantidade maior
de dados e recursos; portanto, pode demorar um pouco até
que todos os idiomas sejam cobertos.
Algumas provocações

 Jieun Kiaer defende a necessidade de se elaborar um modelo híbrido saudável de ensino,


pois, se a IA se desenvolver, a ponto de interagirmos com humanos, será possível praticar a
fala e a escrita. Isso poderá ajudar a aliviar a ansiedade, em relação ao idioma estrangeiro,
além de melhorar o bem-estar psicológico dos alunos. Segundo ela, “podemos aprender com
mais facilidade e eficiência do que nunca” (SHARMA, 2023).

 Uma provocação: “Se a IA pode assumir o básico de qualquer área de estudo, talvez os
alunos não precisem gastar tanto tempo memorizando, pois a tecnologia coloca todas as
respostas ao nosso alcance. Em vez disso, eles precisarão aprender habilidades de
pensamento crítico, análise e aplicação no mundo real desde cedo” (SHARMA, 2023).

 Afinal, a reformulação do currículo escolar foi necessária


desde a invenção do Google. E isso impacta nas avaliações
acadêmicas, como já comentado. Aliás, é uma alteração
radical, em larga escala.
Algumas provocações

 Eventualmente, a IA será capaz de desenvolver exames personalizados sob medida para


indivíduos e que medirão com mais precisão seus níveis de aprendizado, principalmente no
aprendizado de idiomas.

 Também pode ajudar a reduzir a carga financeira de pais e alunos, tornando o aprendizado
de idiomas mais acessível e reduzindo a necessidade de programas caros de imersão ou
programas de um ano no exterior, diz Jieun Kaer.

 Ela acredita que as escolas devem adotar o aprendizado de


idiomas usando IA: “Com o ensino da língua inglesa na Ásia e
em muitas partes do mundo, a IA parecerá mais uma
felicidade do que um desastre”.

(SHARMA, 2023).
Para fechar (essa aula e slides “é verdade”)

“O ChatGPT é preparado
para escrever e-mail. Para
questões que nem nós
sabemos lidar, não.
Se bem que as últimas
linhas dos conselhos
artificiais era ‘procure
alguém em quem confia
e converse sobre isso’”
(SIMÕES, 2023).

Fonte: adaptado de: [Link]


Referências

 ARIÑO, Marino. Historia de la web, 1.0, 2.0, 3.0 y 4.0. 2018. Disponível em: [Link]/3mcG1So.
Acesso em: 27 fev. 2023.
 BARBOSA, Xênia de Castro; BEZERRA, Ruth Ferreira. Breve introdução à História da
Inteligência Artificial. 2020. Jamaxi Revista de História, UFAC, v. 4, N. 2, 2020. Disponível
em: [Link] Acesso em: 28 fev. 2023.
 FERRARI, Leon. Perguntamos ao ChatGPT: como a Inteligência Artificial muda o ensino e
como lidar com o plágio? O Estado de São Paulo, 31 jan., 2023. Disponível em:
[Link] Acesso em: 28 fev. 2023.
 GONSALVES, Júlio César. 8 coisas úteis para você fazer
agora no ChatGPT pelo celular. 2023. TechTudo, 25 fev. 2023.
Disponível em: [Link] Acesso em: 27 fev.
2023.
Referências

 RUDOLPH, Jürgen; TAN, Samson; TAN, Shannon. ChatGPT: Bullshit spewer or the end of
traditional assessments in higher education? Journal of Applied Learning & Teaching. Vol. 6,
n. 1, 2023. Disponível em: [Link] Acesso em: 28 fev. 2023.
 SHARMA, Yojana. What ChatGPT means for linguistic diversity and language learning.
University World News, 24 fev. 2023. Disponível em: [Link] Acesso em: 28
fev. 2023.
 SIMÕES, Renata. Colapso Anunciado. O Estado de São Paulo, ano 147, n. 47239, 18 fev.
2023.
 THORP, Herbert Holden. ChatGPT is fun, but not an author.
Science, 27 jan. 2023, vol. 379, n. 6630. Disponível em:
[Link] Acesso em: 28 fev. 2023.
ATÉ A PRÓXIMA!

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