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Entendendo a Esofagite: Sintomas e Tratamentos

Enviado por

Lucas Cezar
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Tópicos abordados

  • tratamento de HIV,
  • história clínica,
  • sintomas de disfagia orofaríng…,
  • sintomas esofágicos,
  • tratamento de CMV,
  • sintomas de esofagite eosinofí…,
  • HIV,
  • sintomas de dor torácica,
  • tratamento de espasmos,
  • sintomas de esofagite infeccio…
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Entendendo a Esofagite: Sintomas e Tratamentos

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  • tratamento de HIV,
  • história clínica,
  • sintomas de disfagia orofaríng…,
  • sintomas esofágicos,
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  • sintomas de esofagite eosinofí…,
  • HIV,
  • sintomas de dor torácica,
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ESOFAGITE

associada, porém por vezes consiste em uma


Trata-se de uma inflamação do esôfago que cursa com
doença funcional.
alterações motoras em sua contratilidade.
- Dor torácica retroesternal: várias patologias do
ANATOMIA E CONTRATILIDADE esôfago realizam diagnóstico com cardiopatia
isquêmica (angina e IAM).
Localizado no mediastino médio, o esôfago inicia-se no
- Disfagia: dificuldade de realizar a deglutição no
esfíncter esofagiano superior (também conhecido como
sentido de haver problemas com a passagem de
músculo cricofaríngeo, apresenta uma parte posterior
alimento ou líquido da boca, hipofaringe ou
constituída por tecido conectivo) e divide-se em terços
através do esôfago. Como a deglutição se divide
superior, médio e inferior; seu fim é marcado pelo
em fases orofaríngea, barra mecânica e esofágica,
esfíncter esofagiano inferior, cujo fechamento impede o
também separamos o quadro em disfagia
retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Em relação à
orofaríngea ou de transferência barra transmissão
histologia, observamos um epitélio escamoso estratificado
(o problema encontra-se na mastigação, salivação
com uma submucosa, sem camada serosa; diferente do
ou no processo de engolir; suas etiologias incluem
estômago, não observamos glândulas produtoras em
doenças neurológicas, AVC, TCE, encefalopatias,
quantidade relevante.
miastenias e Guillan-Barré) e disfagia esofágica
Com a deglutição, o esfíncter esofagiano superior (EES) (há um problema na condução do alimento,
relaxa para permitir a passagem do alimento, o qual é podendo ser causada por colagenoses, desordens
impulsionado pela peristalse durante seu trajeto no esôfago. primárias da motilidade (acalasia, esôfago de
Existem 3 tipos de peristalse no esôfago, sendo a primária quebra-nozes, EEI), esofagites, alterações
(continuação da onda peristáltica que se inicia na faringe e anatômicas congênitas ou adquiridas (tumor,
progride para baixo) e a secundária (resultante da divertículos, estenoses) e DRGE).
distensão do esôfago, é responsável por impulsionar os
OBS: De forma simplificada, na disfagia orofaríngea o
retardatários que permaneceram no órgão após as ondas
paciente irá engasgar devido a um distúrbio neurocognitiva
primárias) essencialmente fisiológicas enquanto a terciária
enquanto na esofágica o paciente irá, por diversas possíveis
(caracterizada por não haver ordenação ou contração
etiologias, entalar.
contínua, ou seja, observamos movimentos isoladas) em
geral é patológica, sugerindo doenças esofágicas. OBS: Quando a disfagia é causada por um câncer de
esôfago, observamos um quadro rapidamente
progressivo, que evolui no período de 3 a 6 meses.

ESOFAGITE EOSINOFÍLICA

Acomete mais frequentemente crianças e jovens, sendo


mais comum em homens brancos jovens. Clinicamente
observamos impactação alimentar e pirose não DRGE
(não resolve com o tratamento, por exemplo), além de
náuseas e vômitos em crianças; é comum que haja história
pessoal ou familiar de atopias (asma, dermatites)
associadas.

DIAGNÓSTICO
ACHADOS CLÍNICOS
Associamos a história clínica (impactação alimentar, pirose
SINTOMAS ESOFÁGICOS não DRGE, história de atopia) a exames complementares:
na EDA podemos observar uma mucosa normal, porém
- Pirose: sensação de queimação retroesternal, também é possível identificarmos um esôfago com halos
típica de DRGE. (contrações anelares), apresentando aspecto de
- Regurgitação: sensação súbita de retorno do “traqueia”; já em fases mais avançadas, passamos a
conteúdo ácido e salgado para a porção proximal encontrar aglomerados de fibrina linear.
do esôfago e boca.
- Odinofagia: deglutição dolorosa que ocorre
devido à ulceração da mucosa da orofaringe ou do
esôfago. É um sintoma predominante de
esofagites.
- Globo faríngeo: sensação de corpo estranho
localizada no pescoço que não interfere com a
deglutição, às vezes sendo aliviada por esta; pode Anéis esofágicos fixos X anéis transitórios
haver alguma condição anatômica ou fisiológica

Gabriella Berto - XXI


constituindo um achado na EDA, na qual identificamos um
aspecto em “queijo cottage” tão típico que por vezes
dispensa biópsia.

Estrias lineares

Para fechar o diagnóstico é necessário realizar uma


Esofagite por Candida em diferentes graus
biópsia, na qual identificamos presença de > 15 eosinófilos
por campo em grande aumento e eventual fibrose na O diagnóstico é realizado por anamnese e HPP e o
lâmina própria. tratamento consiste em fluconazol VO (iniciar com dose de
ataque e depois realizar dose de manutenção; no caso de
Candida não albicans devemos evitar o fluconazol pela
questão de resistência) ou anfotericina B (casos graves),
além do tratamento da doença de base.

HERPÉTICA

A esofagite herpética, causada pelos vírus HSV-1 (mais


comum) e HSV-2, também cursa com odinofagia e disfagia,
porém na EDA observamos um aspecto visual de úlcera em
boca de vulcão, ou seja, com borda elevada (Herpes →
Halo), sendo interessante a realização de biópsia.

Infiltração densa do epitélio escamoso por eosinófilos

TRATAMENTO
Úlceras com aspecto de borda em vulcão
- Corticóide tópico (como budesonida e
fluticasona deglutidos): evidências de efetividade;
- Dilatação de balão para tratar as estenoses por
fibrose da lâmina própria;
- Retirada de urgência de impactações por EDA;
- IBPs e procinéticos: apoio ao tratamento;
- Alimentos hipoalergênicos: apesar de sabermos
que a alimentação desempenha importante papel, O tratamento é similar ao da herpes dermatológica
ainda há muitas dúvidas sobre; (aciclovir), além de tratar a doença de base.
ESOFAGITES INFECCIOSAS
POR CMV

Não são tão comuns em pacientes imunocompetentes, pois Além de observarmos úlceras superficiais extensas na
a mucosa pavimentosa fornece uma boa barreira; assim, as EDA, é comum que haja lesões em outros órgãos,
esofagites infecciosas ocorrem, em geral, em pacientes podendo causar sintomas GI mais evidentes, como náuseas,
imunossuprimidos por doenças terminais, HIV, caquexia, vômitos e diarréias; é importante realizar biópsia, porém
quimioterapia, etc, sendo fundamental afastar essas também podemos solicitar sorologia.
possibilidades em pacientes com esofagite por Candida
(mais comum), Herpes, CMV e HIV.
O quadro clínico cursa com odinofagia, disfagia e eventual
sangramento.

POR CANDIDA

É causada principalmente por 2 espécies, a C. albicans


(mais comum) e a C. glabrata (observada em pacientes com
DM). Em relação aos achados clínicos, além da odinofagia e
da disfagia, é comum que haja associação com candidíase
oral; também pode ocorrer de forma assintomática,
Gabriella Berto - XXI
Úlceras extensas Saculações do esôfago formadas pela protrusão da
parede que podem ser verdadeiras (quando há
envolvimento da mucosa, submucosa e camada
muscular) ou falsas (pseudodivertículos; há envolvimento
apenas da mucosa e submucosa); os divertículos
esofágicos estão relacionados a quadro de dor torácica,
disfagia e odinofagia, halitose e regurgitação,
broncoaspiração (gerando tosse e causando pneumonias
Histopatológico com destaque para células citomegálicas (setas)
de repetição) e perda ponderal.

O tratamento consiste em ganciclovir IV ou valganciclovir ● Patogenia


VO e tratar a doença de base. Os divertículos esofágicos podem se desenvolver por
POR HIV
pulsão (divertículo de Zenker: único e localizado em região
proximal, é mais comum em idosos, do sexo masculino e
Quadro de odinofagia e disfagia causado por uma úlcera brancos; divertículo epifrênico: único e localizado em
gigante, distal, solitária e profunda. esôfago distal) ou por tração (divertículo mesoesofágico:
múltiplos divertículos, geralmente assintomáticos e
DISTÚRBIOS MOTORES DO ESÔFAGO
associados a processo infeccioso na carina ou traqueia,
ACALASIA nos quais a linfonodomegalia gera uma tração na parede do
esôfago).
Ausência de relaxamento adequado do EEI (cárdia),
gerando disfagia progressiva crônica e desnutrição. ESPASMOS

Enquanto é classificada como idiopática em diversos países A etiologia pode ser degenerativa ou por senilidade e
– ocorrendo em função da idade, por exemplo –, a doença apresenta forte associação com ansiedade.
de Chagas consiste na principal etiologia para a acalasia
(a partir da desmielinização do plexo mioentérico de O diagnóstico é realizado através da história clínica
Auerbach) no Brasil, sobretudo nos estados de BA e MG, associada à exames complementares (esofagograma e
sendo necessária a realização de sorologia. manometria) e o tratamento consiste em ansiolíticos e
nitratos.
● Diagnóstico
O diagnóstico é realizado pela história clínica,
esofagograma baritado (no qual observamos um
estreitamento regular em “bico de pássaro” ou em “chama
de vela” associado a um megaesôfago, o qual ocorre
devido à dilatação crônica do esôfago anterior ao EEI com
consequente deformação) e EDA.
OBS: A visualização de um estreitamento irregular ao
esofagograma é sugestiva de CA de esôfago.
● Tratamento
Irá depender do estágio de megaesôfago segundo a
classificação de Rezende:

Características Conduta

Não há dilatação (calibre


normal), porém o trânsito é Dilatação pneumática (de
I
lento e há pequena retenção balão)
do contraste

Leve a moderado aumento de


Dilatação pneumática (de
II calibre e retenção de bário no
balão)
terço médio

Grande aumento do calibre e Dilatação ou cirurgia de


III retenção, hipotonia da porção Heller (miotomia
inferior longitudinal da cárdia)

Perda do eixo; fator


IV predisponente para CA de Esofagectomia
esôfago distal

DIVERTÍCULOS ESOFÁGICOS

Gabriella Berto - XXI

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