UNIVERSIDADE ESTACIO DE SÁ
EDUCAÇÃO FISICA BACHARELADO
BRENO DE ANDRADE SANTIAGO SILVA/202109017373/9021
EDILENE SANTIAGO RAMOS DA CONCEIÇÃO/202108107336/9003
FAUSTO SANCHES SANTOS SOBRAL/202108764647/9022
JACINALDO PIRES DA SILVA/202101109597/9022
EDUCAÇÃO FISICA, CONDIÇÕES DE VIDA E SAUDE.
ARACAJU/SE
SETEMBRO 2024
BRENO DE ANDRADE SANTIAGO SILVA/202109017373/9021
EDILENE SANTIAGO RAMOS DA CONCEIÇÃO/202108107336/9003
FAUSTO SANCHES SANTOS SOBRAL/202108764647/9022
JACINALDO PIRES DA SILVA/202101109597/9022
EDUCAÇÃO FISICA, CONDIÇOES DE VIDA E SAÚDE.
Trabalho de conclusão de curso apresentado à
Universidade Estácio de Sá, para obtenção da
graduação do curso de Educação física
Bacharelado.
Tutor: André Fernandes
Alunos: Breno de Andrade Santiago Silva
(turma 9021)
Tutor: Geovana Cantuaria
Alunos: Edilene Santiago Ramos da conceição
(Turma 9003)
Tutor: Diego Linhares
Alunos: Fausto Sanches Santos Sobral (Turma
9022)
Alunos: Jacinaldo Pires da Silva (Turma 9022)
ARACAJU/SE
SETEMBRO 2024
0
1
Sumário
RESUMO ………………………………………………………………………...… 2
Introdução ........................................................................................................... 3
Justificativa.............. …………………………………………………....…….……4
Objetivo............................................................................................................5
Objetivos específicos....................................................................................... 6
Metodologia……………..……………………………………………..…………… 6
Referências……………………………………………………………………….. 7
1
RESUMO
A atividade física, entendida como uma característica inerente ao ser humano, com dimensões
biológica e cultural, representa um tema interdisciplinar e complexo que tem atraído a atenção
de pesquisadores, da mídia e da saúde pública em todo o mundo nas últimas décadas. Ainda
assim, o sedentarismo tem sido bastante presente na população brasileira, sendo que a adesão
e a manutenção de uma prática de atividade física regular pode ser determinada por fatores
intrínsecos e extrínsecos. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é desenvolver um estudo
acerca dos fatores que interferem na adesão e manutenção de atividade física regular a fim de
que a atividade física seja componente do estilo de vida da população, aprimorando a
qualidade de vida dos indivíduos. Para tanto, será desenvolvida uma revisão bibliográfica
sobre os temas saúde, qualidade de vida, condições de vida, a fim de situar a atividade física
no campo da promoção à saúde. O processo de promoção da saúde envolve, necessariamente,
políticas públicas que apoiem seus pressupostos. A partir daí, contribuem a educação, a
criação de oportunidades, além de redução de barreiras (ambientais ou regulatórias) na vida
das pessoas e comunidades.
Palavras chaves: Educação física, saúde, qualidade de vida
2
1. INTRODUÇÃO:
Desde que vem se tentando introduzir, na Educação Física brasileira, os referenciais das
ciências humanas e sociais para a apreensão crítica da realidade na qual está inserida, tem-se
avançado muito (KUNZ, 2006). A relação entre saúde e sociedade encontra campo fértil para
debates já há algum tempo na área da Educação Física, contudo, acreditamos que tais debates
acabam por ficarem restritos às suas cercanias e a um nicho restrito de profissionais.
A atividade física como atividade de lazer e cultural mostra-se como importante dimensão
do cuidado à saúde, em sua forma ampliada que considera os aspectos socioculturais,
políticos, econômicos, extrapolando apenas o aspecto biológico. Reiteramos que o termo
atividade física foi apropriado com o objetivo de denominar um campo geral que englobe,
além desta com cunho desportivo, lazer, aptidão física, práticas corporais e exercícios físicos.
Para Carvalho (2007), este termo homogeneizaria o coletivo e padronizaria o corpo. A opção
por tal utilização é baseada na crença de que há a necessidade de desconstrução do
entendimento da atividade física meramente como indicativo de gasto calórico. Logo,
acreditamos que o termo pode abarcar um sentido amplo, extrapolando a simples
quantificação energética.
A atividade física vem sendo cada vez mais incentivada devido aos possíveis benefícios
que traz à saúde e à qualidade de vida, contudo esse incentivo é feito numa perspectiva
individualista que considera, na maioria das vezes, os sujeitos e seus corpos como produtos de
consumo e comercialização. O contexto no qual este sujeito está inserido é desconsiderado e a
divulgação de informações sobre os possíveis benefícios da atividade física é a estratégia mais
utilizada.
Outro aspecto importante da qualidade de vida é a saúde mental. Estudos têm mostrado
que a atividade física regular pode ajudar a reduzir o estresse, a ansiedade e a depressão. Isso
ocorre porque a prática de exercícios físicos libera endorfina e outras substâncias químicas no
cérebro que têm efeitos positivos no humor e na sensação de bem-estar geral. Além disso, o
exercício físico também pode melhorar a autoestima e a autoimagem, o que pode levar a uma
maior satisfação com a vida.
A relação entre qualidade de vida e exercício físico também pode ser vista na forma como
o exercício físico pode promover a socialização e o convívio social. A prática de atividades
físicas em grupo como esportes coletivos ou aulas de ginástica pode ser uma forma de
conhecer novas pessoas e estabelecer novas amizades. Isso pode ter um efeito positivo na
qualidade de vida, especialmente em pessoas que têm uma vida social limitada.
3
2 JUSTIFICATIVA:
Ao longo deste trabalho, foi possível explorar como a prática de atividade física se
relaciona diretamente com o estilo de vida e o impacto que essa relação pode ter na saúde e no
bem-estar das pessoas. Desde tempos antigos, o movimento fazia parte das atividades
cotidianas, mas com a evolução da sociedade, essa prática passou a depender mais de uma
escolha consciente. Atualmente, a rotina das pessoas está mais sedentária, o que acarreta
diversos problemas de saúde física e mental, como doenças cardíacas, obesidade e aumento
do estresse.
Diante disso, a atividade física se torna uma ferramenta essencial para equilibrar o estilo
de vida moderno, que muitas vezes prioriza o conforto e a tecnologia em detrimento do
movimento. No entanto, praticar exercícios regularmente não é apenas uma questão de saúde
física, mas também de cuidar do próprio bem-estar mental e emocional. O ato de se
movimentar, além de promover a sensação de bem-estar, estimula a autoestima, reduz a
ansiedade e ajuda a enfrentar os desafios do dia a dia com mais disposição.
Entretanto, apesar de todos esses benefícios, muitas pessoas ainda encontram
dificuldades em inserir a atividade física em suas rotinas. A falta de tempo, o cansaço após
um dia de trabalho e a pouca acessibilidade a locais adequados para se exercitar são barreiras
comuns. No entanto, o que este estudo deixa claro é que pequenos ajustes no dia a dia podem
fazer uma grande diferença, como optar por caminhar mais, usar escadas em vez de
elevadores, ou reservar alguns minutos para um alongamento.
Outro ponto discutido foi como o estilo de vida moderno influencia diretamente a
prática de atividade física. Pessoas com rotinas mais organizadas, que priorizam sua saúde,
tendem a encontrar mais espaço para se exercitar, enquanto aqueles que têm hábitos mais
desordenados ou estressantes podem deixar os exercícios de lado. Por isso, é fundamental que
se busque um equilíbrio e que cada um avalie seu próprio estilo de vida para encontrar formas
de ser mais ativo, respeitando suas próprias limitações e realidades.
Também foi discutido como a sociedade e as políticas públicas podem desempenhar um
papel crucial nesse cenário. A criação de ambientes que incentivem o movimento, como
praças, ciclovias e academias ao ar livre, são importantes para facilitar o acesso à atividade
física.
Além disso, campanhas educativas que incentivem a prática de exercícios, aliadas a
políticas que combatam o sedentarismo, podem ter um impacto positivo em toda a população,
ajudando a promover uma cultura de saúde e bem-estar.
Portanto, a conclusão que se pode tirar deste estudo é que a atividade física deve ser
vista como uma parte essencial do estilo de vida saudável. Apesar dos desafios que o ritmo da
vida moderna impõe, é possível incorporar o movimento na rotina de maneira prática e
acessível. Cada pessoa pode encontrar a forma que melhor se adapta às suas necessidades e
preferências, seja através de esportes, caminhadas ou exercícios simples em casa.
4
Em resumo, ao entender a importância da atividade física e sua relação com o estilo de
vida, fica claro que o movimento não deve ser encarado apenas como uma obrigação, mas
como uma oportunidade de cuidar da saúde de forma integral. O exercício é um aliado
poderoso para viver de maneira mais equilibrada, plena e feliz, contribuindo não apenas para
o bem-estar físico, mas também para a saúde mental e emocional de todos nós.
3 OBJETIVO:
A prática da atividade física é um elemento fundamental desde os primórdios da
humanidade, seja para sobrevivência ou para saúde. Segundo Dumith (2008), no passado, a
prática de atividade física era mais integrada às rotinas diárias das pessoas, principalmente
devido às exigências físicas do trabalho e da vida cotidiana. Em sociedades
predominantemente agrícolas, por exemplo, tarefas como arar campos, carregar água, caçar e
cuidar de animais garantiam que os indivíduos se mantivessem fisicamente ativos de maneira
natural.
Além disso, em muitas culturas, atividades como danças e rituais tinham um papel
importante tanto no exercício do corpo quanto na manutenção das tradições sociais e
culturais. Porém, com o avanço da industrialização e a urbanização, o trabalho manual e
fisicamente exigente foi substituído por atividades mais sedentárias, como o trabalho em
escritórios e a utilização de máquinas.
Consequentemente, Salve (2003), relata uma análise de que a prática de exercícios
passou a ser vista de maneira mais recreativa e organizada, com o surgimento de esportes e
ginástica como forma de compensar a falta de movimento no cotidiano. Esse processo
marcou a transição para um estilo de vida em que a atividade física deixou de ser uma
necessidade do dia a dia e passou a ser praticada de forma consciente e programada.
Esta prática regular de atividades físicas pode tanto refletir quanto moldar o estilo de
vida de um indivíduo, favorecendo uma abordagem mais equilibrada e ativa do cotidiano,
afirma Guedes (1995), sobre tal assunto. Além disso, o estilo de vida moderno, caracterizado
pelo uso excessivo de tecnologia e pelas longas jornadas de trabalho, impõe barreiras à prática
de atividades físicas. Muitos indivíduos argumentam que a falta de tempo e o cansaço após
um dia exaustivo de trabalho são obstáculos para se manterem ativos.
Entretanto, Silva (2010), afirma que é preciso destacar que a priorização da saúde e do
bem-estar requer uma mudança de mentalidade, em que a atividade física seja vista como uma
parte essencial da rotina e não apenas uma atividade opcional. Assim, ao fazer pequenos
ajustes na rotina, como caminhar ou praticar exercícios leves, é possível contornar as
limitações impostas pelo cotidiano.
Para Assumpção (2002), outro aspecto relevante é a relação entre a prática de atividade
física e os valores de um estilo de vida saudável. Muitas vezes, a regularidade com que uma
pessoa se exercita está diretamente ligada a outros hábitos saudáveis, como uma alimentação
balanceada, a prática de meditação ou o sono adequado. Isso reforça a ideia de que o estilo de
5
vida influencia a prática de exercícios, e, ao mesmo tempo, os benefícios da atividade física
podem incentivar outras práticas saudáveis.
4 OJETIVO ESPECIFICO:
Identificar as principais motivações para a prática da atividade física;
Entender quais são os obstáculos existentes até o alcance da prática da atividade física;
Analisar como o estilo de vida interfere na regularidade da prática da atividade física;
5 METODOLOGIA:
Esta pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, fundamentada na análise de fontes secundárias. O
objetivo é investigar a interseção entre Educação Física, condições de vida e saúde, por meio de uma
revisão de literatura que compreende livros, artigos científicos e relatórios relevantes sobre o tema. A
pesquisa busca explorar as abordagens metodológicas utilizadas nesses estudos, suas contribuições
para a área e o impacto da Educação Física na promoção da saúde e na qualidade de vida. As fontes
para a pesquisa foram selecionadas com base em critérios de relevância, qualidade e
adequação ao tema proposto. Foram priorizados estudos que tratam da relação entre Educação
Física condições de vida e saúde , bem como aqueles que discutem os benefícios da atividade
física para a saúde mental e física. A pesquisa foi realizada em bases de dados acadêmicas
como Scielo, PubMed, e Google Scholar, utilizando os seguintes Os critérios de inclusão das
fontes foram:
Publicações acadêmicas revisadas por pares, publicadas nos últimos 20 anos.
Estudos que tratam de intervenções em Educação Física no contexto da saúde pública.
Livros e relatórios que fornecem bases teóricas e discussões sobre políticas de
Educação Física e saúde coletiva.
Os critérios de exclusão foram:
Estudos que não abordam diretamente o impacto da Educação Física na saúde.
Fontes de literatura cinzenta (teses, dissertações, e documentos sem revisão
acadêmica).
Estudos publicados em línguas que não fossem acessíveis ao pesquisador (idioma
diferente de português ou inglês).
6
6 REFERENCIAS:
ASSUMPÇÃO, Luís OT; MORAIS, Pedro Paulo de; FONTOURA, Humberto. Relação
entre atividade física, saúde e qualidade de vida. Notas Introdutórias. Revista Digital, v. 8,
n. 52, p. 1-3, 2002.
DUMITH, Samuel C. Proposta de um modelo teórico para a adoção da prática de
atividade física. Revista brasileira de atividade física & saúde, v. 13, n. 2, p. 110-120, 2008.
GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, Joana Elisabete Ribeiro Pinto. Atividade física,
aptidão física e saúde. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, v. 1, n. 1, p. 18-35,
1995.
SALVE, Mariângela Gagliardi Caro; BANKOFF, Antonia Dalla Pria. Análise da
intervenção de um programa de atividade física nos hábitos de lazer. Revista Brasileira
de Saúde Ocupacional, v. 28, p. 73-82, 2003.
SILVA, Rodrigo Sinnott et al. Atividade física e qualidade de vida. Ciência & saúde
coletiva, v. 15, p. 115-120, 2010.
BRASIL. Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a
promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1990.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Global recommendations on physical
activity for health. Geneva: World Health Organization, 2010. Disponível em:
<https://www.who.int/dietphysicalactivity/factsheet_recommendations/en/>.
PENEDO, F. J.; DAHN, J. R. Exercise and well-being: a review of mental and physical health
benefits associated with physical activity. Psychology & Health, v. 20, n. 2, p. 189-209,
2005.
CARVALHO, F. F. B. Atividade física na perspectiva crítica de promoção da saúde: por outra
compreensão da Educação Física. 64 f. Trabalho de conclusão do curso (Especialização) –
Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro,
2008.
https://guairaca.com.br/a-relacao-entre-qualidade-de-vida-e-exercicio-fisico-por-luiz-augusto-
da-
https://viverbem.unimedbh.com.br/qualidade-de-vida/atividade-fisica.
7
8