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Tipos de Estudos em Epidemiologia

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DELINEAMENTOS EPIDEMIOLÓGICOS

Determinam o andamento da pesquisa, ou seja, a coleta e análise de dados, metodologia, e até


mesmo a conclusão.

Estudos Observacionais

Investigador mede mas não intervém.

● Estudo descritivo: Limita-se a descrever a ocorrência de uma doença em uma


população e sua distribuição. Pode ser incidência ou prevalência, não se forma grupo
controle e nem se compara resultados.

● Estudo analítico: Aborda as relações entre o estado de saúde e outras variáveis.


Realizados após os estudos descritivos. Tenta-se relacionar a exposição a uma doença
ou vice-versa. Presença de um grupo controle

Alguns estudos observacionais são: Estudo descritivo, ecológico, estudos analítico:


[Transversal (Prevalência), coorte (Longitudinal), casos e controles (caso-referência)]

Estudos experimentais

Envolvem a tentativa de mudar os determinantes de uma doença, como uma uma exposição
ou comportamento. Normalmente podem ser de 3 tipos:

● Ensaio clínico randomizado: Pacientes doentes

● Ensaio de campo: pacientes saudáveis

● Ensaio comunitário: Comunidade

Delineamento por delineamento

1. Estudos descritivos: Descrição do estado de saúde de uma comunidade. Não visam


analisar associações entre exposição e efeito. Baseados em estatísticas de mortalidade

2. Estudo Ecológico: São úteis para gerar hipóteses, uma vez que análise se faz do
grupo de pessoas e não dos indivíduos. Podem ser feitas comparando populações em
diferentes lugares ao mesmo tempo ou em outra série temporal.

3. Estudo Transversal: Mede a prevalência da doença. As medidas de exposição e


efeito são realizadas ao mesmo tempo, portanto é difícil avaliar associações nesses
estudos, uma vez que não se sabe se a exposição precede ou é consequência do efeito.

Características: Baratos, rápidos e fáceis de conduzir

Utilidade: Avaliar as necessidades em saúde da população.

4. Estudo caso controle: Usado para investigar as causas de doenças, principalmente as


raras. Inclui pessoas com doença e um grupo controle sem doença. A ocorrência de
uma exposição/causa é avaliada em ambos os grupos. São estudos longitudinais
retrospectivos, uma vez que o investigador busca no passado uma exposição que
levou à doença. (parte do efeito as causas)

Os casos são selecionados de acordo com a doença e não na exposição. Normalmente


usa-se a incidência com ODDS RATIO, mas já foi usado prevalência.

5. Estudo de coorte: São estudos longitudinais e de incidência, uma vez que começam
com pessoas sem doenças e divide-se no grupo exposto e não exposto que leva a uma
doença ou não. O estudos de coorte podem ser tanto retrospectivos quanto
prospectivos. Parte da causa para o efeito. Não há alocação aleatória (Risco relativo)
São caros e demorados (útil para situações crónicas)
6. Ensaio clínico randomizado: Estudar os efeitos de uma intervenção em particular.
Indivíduos passam por uma exclusão e randomização em grupos com a intervenção e
outro para o grupo controle (placebo). Se parte da causa em direção ao efeito.
Utiliza-se incidência e risco relativo

7. Ensaio de campo: Pessoas com a doença mas que estão sob o risco de
desenvolvê-las. O propósito é prevenir a ocorrência de doenças mesmo entre aquelas
de baixa frequência.
8. Ensaios comunitários: O grupo tratamento é a comunidade. Útil para doenças que
tenham as suas origens nas condições sociais e que possam ser facilmente
influenciadas por intervenções de comportamento
MEDIDAS DE OCORRÊNCIA e EFEITO e IMPACTO
População em risco: Pessoas que podem vir a ter a doença

Medidas de ocorrência

Incidência (risco absoluto)


Número de casos novos em um certo período de tempo em uma população específica. (n de
pessoas que adoeceram no periodo/ pessoa tempo em risco)

Prevalência:
Número de casos (novos, velhos) em um determinado momento do tempo em uma população
(n de pessoas com a doença/pop em risco).
Fatores que aumentam a prevalência (maior duração da doença, aumento da incidência,
imigração de casos, emigração de pessoas saudáveis)
Fatores que diminuem a prevalência (menor duração da doença, alta letalidade, diminuição da
incidência, imigração de pessoas sadias, emigração de pessoas doentes)
Medidas de efeito
Risco absoluto (incidência): mede o risco absoluto de ocorrência de um evento, ou seja, diz a
probabilidade de um indivíduo ser acometido por esse evento em saúde.
70/100 mil //// 7/100 mil

Risco relativo: É a razão entre dois coeficientes de incidência (dos expostos e não expostos)
medindo quantas vezes um risco é maior que o outro

Odds Ratios: Em alguns estudos (caso controle) o risco relativo não pode ser diretamente
computado, portanto ele é estimado indiretamente pelo Odds Ratio (razão de chances ou
razão de probabilidades). A/C / B/D ou ad/bc

Risco atribuível: A parte da incidência atribuível a uma dada exposição (fração atribuível). É
a subtração entre os dois coeficientes (incidência) de expostos e não expostos. Pode-se
interpretar que fornece a estimativa da proporção de casos que poderia ser evitada se a
exposição fosse afastada

Risco Atribuível Populacional: No risco atribuível não leva em conta o fato de que a
frequência do fator de risco varia entre populações. Então se calcula o risco atribuível ao fator
de risco em toda a população.

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