CENTRO DE ENSINO TÉCINICO SÃO CARLOS
CURSO TÉCNICO EM MINERAÇÃO
IZABEL AGANETE
LETICIA SOARES
NATANAEL
VIVIANE SARA
TRABALHO
FLOTAÇÃO
ITABIRITO- MG
FLOTAÇÃO
É um método de concentração de minerais por via úmida,- polpa com relação água/sólido média
em torno de 3:1 (em peso), - mediante o qual umas partículas minerais são separadas de outras, fazendo
algumas flotarem e deixando outras sem flotar no meio aquoso, baseando-se na diferença de propriedades
de superfície das espécies minerais a serem separadas, utilizando se para isso reagentes especiais.
A separação das espécies minerais se efetua na água e o veículo que serve para conduzir as
partículas são as bolhas de ar que, adequadamente, se fazem surgir no meio aquoso. As partículas que
queremos flotar se adere às bolhas de ar e são suspensas à superfície da máquina de flotação (flotado);
o(s) mineral(is) que não queremos flotar não se adere às bolhas, ficando no fundo da máquina (não
flotado) e sai por aberturas especiais.
Considera-se como flotação direta a obtenção de um produto flotado denominado concentrado e de
um não flotado denominado rejeito (Ex.: flotação de minério de cobre, chumbo, zinco, ouro, molibdênio,
aptita, etc.). Considera-se como flotação reversa a obtenção de um produto flotado denominado rejeito e
de um não flotado denominado concentrado (Ex.: flotação de minério de ferro).
A escolha entre flotação direta ou reversa se baseia no princípio de se flotar a menor massa.
Observação: A palavra “flotação” é um anglicismo (palavra inglesa introduzida na nossa língua) que já
está consagrado pela falta de um termo melhor em português. A palavra “flutuação”, que seria um termo
mais preciso, não deve ser usada, aparentemente por induzir uma possível confusão com os processos de
meio denso, onde a espécie mineral leve “flutua”.
Hidrofobicidade: A propriedade diferenciadora na flotação se baseia no fato de que a superfície de
diferentes espécies minerais pode apresentar diferentes graus de hidrofobicidade. O conceito de
hidrofobicidade de uma partícula está associado.
Coleta: A propriedade de um determinado reagente tornar seletivamente hidrofóbicos
determinados minerais é devida à concentração desse reagente na superfície desses minerais. Isto é, o
reagente se deposita seletivamente na superfície mineral, recobrindoa, de modo que fique um filme da
substância sobre a superfície da partícula. Para que isso ocorra, é necessário que a molécula da substância
migre do seio da solução para a superfície da partícula e aí se deposite. Assim, quando aparecerem as
bolhas de ar, a superfície que a partícula mineral apresenta a essas não é mais a sua superfície própria,
mas sim uma nova superfície, revestida dessa substância hidrofóbica.
A causa dessa migração da substância da solução para a superfície da partícula reside em alguma
espécie de atração da partícula por essa substância. Frequentemente, podemos admitir que se tratem de
ações elétricas ou eletrostáticas. E, em outros casos, temos a ação de forças moleculares tipo Van der
Waals, ou outras. Finalmente, podemos imaginar um mecanismo mais complexo em que as moléculas na
solução sejam: atraídas para as vizinhanças da partícula; adsorvidas na sua superfície, para,
finalmente, reagir com as moléculas ou íons da sua superfície (penetrar na sua estrutura). Este mecanismo
pode ocorrer completo ou parcialmente. Ocorrendo apenas a atração das moléculas para o entorno da
partícula, chamamos o fenômeno de adsorção de primeira espécie ou do tipo nuvem, ou ainda, do tipo
elétrico. O fenômeno é de natureza eminentemente eletrostática.
O processo de flotação atua, geralmente, nas interfaces água/ar e água/óleo (pouco utilizado) com o
objetivo de realizar a separação entre os minerais de interesse. Diversas outras interfaces têm sido estudadas,
como a interface
água+álcool/ar e água/plástico na tentativa da descoberta de outras aplicações. Sendo assim, o sistema
de interfaces origina o nome do processo de flotação. Os principais processos de flotação utilizados pela
indústria mineral estão descritos a seguir (LEAL FILHO, 1995). Flotação por Espumas (froth flotation): é
o processo mais comum e o mais importante. Neste processo, os minerais hidrofobizados dispersos, no meio
aquoso, são coletados por bolhas de ar e arrastados à superfície, sendo removidos na camada de espumas
por transbordo ou mecanicamente. Os minerais hidrofílicos permanecem na fase aquosa acompanhando o
fluxo de água.
Flotação em Película (skin flotation): é o processo de separação de minerais utilizando as
propriedades da interface água/ar. Neste processo, os minerais são despejados lentamente na superfície da
água, as partículas hidrofílicas se molham e afundam e as partículas hidrofóbicas permanecem na superfície
sem se molhar, sendo removidas por transbordamento. Flotação em Óleo (bulk oil flotation): é o processo
de separação de minerais utilizando as propriedades da interface água/óleo. Neste processo, as partículas
minerais são agitadas em uma suspensão água/óleo. Após repouso do sistema binário (água/óleo), as
partículas hidrofílicas molhadas afundam e as partículas hidrofóbicas se concentram na interface água/óleo.
Flotação Carreadora (carrier flotation): é o processo de flotação usado para recuperar partículas ultrafinas,
utilizando-se minerais com granulometria grosseira previamente hidrofobizado.
As partículas ultrafinas hidrofóbicas aderem às partículas grosseiras, que são carreadas pelas bolhas
de ar e então flotadas. Eletroflotação: é o processo de flotação onde as bolhas de gás são geradas pela
decomposição eletroquímica da água. Flotação em floco (floc flotation): é um processo de flotação utilizado
para recuperação de partículas finas, após a agregação seletiva das mesmas. Após a agregação seletiva, os
flocos formados são flotados de modo tradicional. O processo de flotação por espumas é a modalidade mais
utilizada na tecnologia mineral para concentração de minerais e apresenta termos técnicos específicos para
definir a maneira ou modus operandi de como a flotação está sendo conduzida. A seguir, algumas definições
dos processos mais usuais de flotação (BERALDO, 1983).
Flotação direta: é quando os minerais de interesse são flotados e separados nas espumas. Os minerais
de ganga acompanham o fluxo da polpa mineral. Flotação reversa: é quando os minerais de ganga são
flotados e os minerais de interesse permanecem na polpa mineral. Flotação coletiva (bulk flotation): é
quando um grupo de minerais com características semelhantes são flotados em conjunto. Flotação seletiva:
é quando uma única espécie mineral é flotada. Flotação instantânea (flash flotation): é quando a flotação
é realizada em intervalos de tempo curto, logo após a moagem. As partículas mistas (não liberadas) retornam
ao moinho para uma nova etapa de moagem e, a seguir, são novamente flotadas.
As operações unitárias diretamente envolvidas na flotação de minérios são: condicionamento;
dosagem e adição de reagentes; flotação propriamente dita. Algumas outras operações se fazem
necessárias, com muita frequência, tais como: adensamento das polpas para permitir o condicionamento;
atrição (scrubbing) da superfície das partículas para remover coberturas de lama ou de óxidos; transporte
de polpas e espumas; instrumentação e controle do processo. Máquinas de Flotação Trata-se de tanques
projetados para receber a polpa mineral alimentada, continuamente, por uma de suas faces laterais e
descarregá-la pelo lado oposto. Cada unidade desses tanques é chamada célula, que pode ser usada
individualmente, mas a regra geral é agrupar conjuntos de duas ou mais células. Numa extremidade do
conjunto é instalado um compartimento de alimentação e, na extremidade oposta, um compartimento de
descarga. Este inclui um dispositivo para a regulagem do nível de polpa dentro das células. Embora existam
modelos de células fechadas, a tendência moderna é não usar divisões entre uma célula e outra. A espuma
sobe e é descarregada pela frente (e em alguns modelos, como os mostrados nas Figuras 1, 2 e 3, também
por trás), transbordando sobre calhas dispostas ao longo da extensão do conjunto de células. O material
deprimido (não flotado) é arrastado pela corrente aquosa e sai pelo fundo da célula, passando para a célula
seguinte e, finalmente, sendo descarregado pela caixa de descarga. Desta forma, há dois fluxos: um de
deprimido, no sentido da caixa de alimentação para a caixa de descarga e outro de espuma, ascendente
dentro das células e no sentido oposto ao do deprimido, através das calhas coletoras.
A máquina de flotação (Figura 2) é instalada dentro da célula e consiste de um rotor, no fundo da
célula, suspenso por um eixo conectado a um acionamento (fora da célula e acima), girando dentro de um
tubo e/ou estator. O rotor tem uma função inicial que é a de manter a polpa agitada e, portanto, em suspensão.
O movimento rotacional do rotor gera uma região de pressão negativa dentro da célula. Em muitos modelos
de células, esta depressão é suficiente para aspirar o ar necessário para a flotação, daí a conveniência do
tubo coaxial com o eixo do rotor. Em outros modelos, o ar é injetado para dentro da máquina. Para que o ar
seja efetivo no carreamento ascendente do maior número possível de partículas coletadas, deve-se dispor de
um grande número de bolhas de pequeno diâmetro. Isto é, instalando, em torno do rotor, uma peça chamada
estator, que fragmenta as bolhas de ar. A Figura 3 mostra uma máquina de flotação modelo Galigher onde
o rotor e o estator têm diferentes configurações do modelo Wemco mostrado na Figura 2.
Desta forma, o rotor, ao girar, agita a polpa e a mantém em suspensão. Como o seu movimento
rotativo no meio da polpa cria uma pressão negativa, esse pode aspirar o ar necessário para a flotação. Esse
movimento também aspira a espuma contida na calha das células a jusante (o rotor da célula rougher aspira
a espuma das células cleaner ou scavenger) e faz a espuma movimentar. O impacto do ar aspirado contra o
estator (Figura 4) permite a quebra das bolhas de ar maiores num grande número de pequenas bolhas.
As máquinas do modelo descrito são ditas mecânicas e existem vários projetos, diferentes quanto ao
formato da célula, do projeto do conjunto rotor-estator e a outros aspectos mecânicos (YOUNG, 1982). A
Figura 5 mostra diferentes desenhos de rotores e estatores utilizados pelos principais fabricantes de células
de flotação.
Dosagem e Alimentação de Reagentes
Os vários tipos reagentes devem ser alimentados em pontos diferentes dentro do circuito de flotação.
Dependendo do seu mecanismo de coleta, podem demandar maiores ou menores tempos de
condicionamento. Por exemplo, ácidos graxos e seus sabões demandam tempos de residência na etapa de
condicionamento que podem ser atendidos por condicionadores com volumes adequados. Já os xantatos
têm um mecanismo de coleta tão demorado que o usual é fazer a sua adição na entrada do circuito de
moagem, de forma a aumentar o tempo de contato. O caso oposto ocorre com as aminas, cuja coleta é tão
rápida que a sua adição pode ser feita diretamente na entrada da célula de flotação. Moduladores de coleta
como ativadores ou depressores são adicionados antes da adição do coletor, pois a sua função é modificar a
ação deste. Os reguladores têm um papel tão importante que, quanto antes esses forem adicionados, melhor
para o processo de flotação. Por isso, ajusta-se o pH tão logo a água é adicionada. Finalmente, os espumantes
são adicionados na entrada da célula.
Diferentes problemas de dosagem de reagentes podem ser relacionados a: dosar ou alimentar pó
grosso; dosar ou alimentar pó fino; dosar ou alimentar líquidos puros ou soluções; dosar ou alimentar
suspensões. Para alimentação de um reagente sólido (pó grosso ou fino), usam-se alimentadores vibratórios,
de correia ou de mesa rotativa. A diferença entre os dois casos reside na escoabilidade que, via de regra, é
menor para os sólidos finos, exigindo maior atenção para este caso. Para a alimentação de reagentes líquidos
puros ou de soluções homogêneas são usadas bombas dosadoras - de pistão ou de diafragma, quando a
vazão é pequena. Para vazões mais elevadas usam-se bombas de engrenagem, de parafuso ou peristálticas.
O alimentador mais simples possível é um reservatório mantido a nível constante, ligado a um tubo de
descarga de diâmetro adequado à vazão ou regulado por válvula. Curiosamente, este dispositivo é muito
pouco utilizado.
Operações Auxiliares Bombeamento
O sistema constituído por sólidos particulados numa suspensão em água é denominado de polpa, e
se constitui na forma usual de transporte de massa em tratamento de minérios. A opção alternativa é o uso
de transportadores de correia para sólidos granulados secos. Estes dois modos constituem a grande maioria
da prática do transporte na indústria mineral. A diluição da polpa é expressa em porcentagem do peso de
sólidos em relação ao peso total da polpa (peso de sólidos + peso de líquido).
As diferentes operações unitárias utilizam diferentes diluições: a moagem é feita em torno de 60% de
sólidos; o condicionamento, entre 40 e 50%, a alimentação de ciclones e classificadores, em torno de 20%
de sólidos. A flotação dos minérios comuns é praticada entre 25 a 35%, e, a de carvão, entre 4 e 8%. As
polpas podem ser bombeadas por bombas de projeto especial - as bombas de polpa. São bombas centrífugas
de construção robusta e com rotor aberto diferente do das bombas d'água que usam rotor fechado.
Destruição da Espuma Frequentemente é necessário quebrar a espuma. Isto é feito pela adição de
antiespumantes na calha do concentrado ou por jatos de água de alta pressão. Cinética de Flotação As
velocidades com que as espécies minerais são removidas da célula obedecem a leis semelhantes às da
cinética química. Assim, pode-se falar em cinéticas de flotação de ordem zero, de primeira ordem e de
segunda ordem. Na realidade, ao se flotar um minério composto de dois minerais, A e B, haverá remoção
de ambos pela espuma, uma vez que a seletividade não é perfeita. Ocorre que a velocidade de flotação do
mineral A (que se quer flotar) é muito maior que a do mineral B. Entretanto, este será também removido,
em menor proporção. Se a operação se estender por tempo demasiadamente longo, a quantidade de B flotado
pode vir a prejudicar o teor de A no produto flotado. O ensaio para se medir a cinética de flotação é o
seguinte: numa célula de laboratório, inicia-se a flotação e aciona-se o cronômetro. Recolhe-se o flotado em
uma vasilha durante os primeiros 30 segundos. Decorrido este período, a vasilha é substituída e passa-se a
recolher a espuma noutra vasilha, por mais 30 segundos. Isto é repetido até que a flotação cesse.
CIRCUITOS DE BENEFICIAMENTO
Como em toda operação de concentração, no processo de flotação também é difícil obter o teor e a
recuperação desejados em uma única etapa. Genericamente, executa-se uma primeira flotação, chamada
rougher, onde se obtém um concentrado pobre e um rejeito que ainda contém teores dos minerais úteis. O
concentrado é limpo numa segunda etapa de flotação, denominada cleaner, onde é produzido um
concentrado final e um rejeito de teor elevado. O rejeito rougher é reprocessado numa outra etapa de
flotação, chamada scavenger, onde se obtém um rejeito final de baixo teor e um concentrado que reúne os
minerais úteis que estavam no rejeito rougher, mas que é pobre para ser considerado produto final. Tanto o
rejeito cleaner como o concentrado scavenger ainda contêm minerais úteis e por isso são retornados à etapa
rougher. O circuito de flotação fica como mostrado na Figura 14. Eventualmente, pode ser necessário usar
vários estágios de limpeza (recleaner). É o caso da fluorita grau ácido, que tem teores de contaminantes
(SiO2 e CaCO3) admissíveis muito baixos e, por isso, exige de 4 a 6 estágios de limpeza sucessivos.
A flotação é um processo de separação usado amplamente na mineração para a concentração de
minerais a partir de minérios. O método baseia-se nas diferentes propriedades de superfície dos minerais,
em que se aproveita a capacidade de um mineral aderir a bolhas de ar, separando-o dos outros componentes
do minério.
Principais Aspectos da Flotação
Hidrofobicidade vs. Hidrofilia: O processo de flotação se baseia na tendência dos minerais em serem
hidrofóbicos (repelem a água) ou hidrofílicos (absorvem a água). Minerais hidrofóbicos ligam-se às bolhas
de ar e flutuam na superfície da polpa, sendo recolhidos como espuma. Minerais hidrofílicos permanecem
no líquido e são descartados.
Reagentes Utilizados:
Coletores: São substâncias que tornam os minerais hidrofóbicos, permitindo que se prendam
às bolhas de ar. Um exemplo comum é o óleo de pinho.
Espumantes: Ajudam a estabilizar a espuma, permitindo que as partículas minerais sejam
transportadas para a superfície.
Depressores: Inibem certos minerais de flutuar, permitindo a separação seletiva.
Ativadores e Inibidores: Facilitam ou dificultam a aderência de minerais específicos às bolhas
de ar.
Etapas do Processo de Flotação:
Moagem: O minério é moído em uma forma fina para liberar as partículas minerais.
Condicionamento: A polpa de minério é misturada com reagentes em tanques chamados
células de flotação.
Aeração: O ar é injetado na mistura, formando bolhas que aderem aos minerais hidrofóbicos.
Separação e Colheita da Espuma: Os minerais flutuantes são removidos como espuma,
enquanto os minerais restantes permanecem no líquido.
Tipos de Flotação:
Flotação direta: O mineral de interesse flutua, e os gangues (minerais inúteis) são deixados
na polpa.
Flotação reversa: O gangue flutua e o mineral de interesse permanece na polpa.
Equipamentos de Flotação:
Células de Flotação: Tanques onde o processo ocorre. A polpa de minério é misturada com
bolhas de ar.
Colunas de Flotação: Versão mais eficiente, utilizada para minérios de granulometria fina,
com um contato mais prolongado entre o ar e o minério.
Vantagens da Flotação:
Eficiência em separar minerais de baixo teor.
Processo seletivo, permitindo separações precisas.
Aplicável a uma grande variedade de minerais, como sulfetos de cobre, zinco, chumbo, e
fosfatos.
Desafios e Limitações:
O controle dos reagentes químicos é crítico para o sucesso do [Link] não ser eficaz para
minérios muito grossos ou muito [Link] elevado de água e energia, e necessidade de
manejo de rejeitos.
Aplicações
A flotação é usada para concentrar uma variedade de minerais metálicos e não metálicos. Um
exemplo comum é a flotação de cobre, onde os minerais de cobre são concentrados e separados da ganga,
que é composta de outros minerais sem valor econômico. Outros exemplos incluem a flotação de minerais
de ferro, fosfato, ouro, e até mesmo carvão.
Desenvolvimento Tecnológico
Novos métodos de flotação estão sendo constantemente desenvolvidos para aumentar a recuperação
de minerais e reduzir o impacto ambiental, como o uso de reagentes biodegradáveis e a reciclagem de água
no processo.
Essa técnica tem papel central na viabilidade econômica da mineração e na produção de matérias-
primas essenciais.
A flotação é um processo fundamental na indústria de mineração, desempenhando um papel crucial
na separação e concentração de minerais de interesse econômico. Ela permite o aproveitamento eficiente de
minérios de baixo teor, otimizando o uso dos recursos naturais e melhorando a rentabilidade das operações
mineiras. Além disso, sua seletividade e flexibilidade a tornam uma técnica aplicável a uma ampla variedade
de minerais, desde metais preciosos como o ouro até minerais industriais, como o fosfato.
Entretanto, o sucesso da flotação depende do controle rigoroso das condições operacionais e da gestão
dos reagentes químicos utilizados. Apesar de suas vantagens, o processo também apresenta desafios
relacionados ao consumo elevado de água, energia, e à geração de rejeitos, o que exige soluções tecnológicas
e ambientais inovadoras.
Assim, a flotação continuará sendo uma ferramenta indispensável na mineração moderna,
especialmente com o desenvolvimento de novos reagentes e tecnologias mais sustentáveis, contribuindo
para a eficiência produtiva e a preservação ambiental.
Referências:
[Link]
06a%20edi%C3%A7%C3%A3o%20%28CAP.10%[Link]
Apostila de Beeficiamento II
[Link]