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EDUCAÇÃO INCLUSIVA, UM DESAFIO DE TODOS

Article · November 2009

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2 authors, including:

Paulo Cesar Paulino


Federal University of Technology - Paraná/Brazil (UTFPR)
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III CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
INTEGRADA À EDUCAÇÃO BÁSICA NA MODALIDADE
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

EDUCAÇÃO INCLUSIVA, UM DESAFIO DE TODOS

RODRIGUES, Silmara Ribeiro1


[email protected]
PAULINO, Paulo Cesar2
[email protected]
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Campus Cornélio Procópio
III Curso de Especialização em Educação Profissional Integrada a Educação Básica na
Modalidade Educação de Jovens e Adultos – PROEJA
Disciplina: Educação Inclusiva

RESUMO

A palavra incluir está cada vez mais na mídia. O termo inclusão já traz implícito a idéia de
exclusão, pois só é possível incluir alguém que já foi excluído. Se excluir passou a ser
politicamente incorreto, o adjetivo inclusivo é usado quando se busca qualidade e direitos
para todas as pessoas com ou sem deficiência, pois neste contexto já formado, incluir é inserir
algo ou alguém que estava fora, ou seja, excluído deste contexto. Apesar da Constituição de
1988 que determina a inserção das pessoas deficientes na educação regular, é comum até nos
dias de hoje se deparar com algumas instituições que relutam, defendendo que o melhor para
os deficientes é uma educação específica e diferenciada. Apesar das resistências, a inclusão
dos deficientes nas escolas regulares está cada vez mais comum. Pelo menos no que se diz em
termos de matrículas. Mas os nossos deficientes estão realmente sendo incluídos? A educação
inclusiva está acontecendo de fato? Ou os nossos deficientes estão sendo transformados em
números estaticamente positivos, no intuito de demonstrar que o Brasil é um país que
teoricamente se preocupa com todos os seus cidadãos e capacita seus educadores para uma
Escola Inclusiva.

PALAVRAS-CHAVE: Inclusão; Deficiências; Educação.

INTRODUÇÃO

Segundo a professora Rosana Rodrigues Dias – Nova Escola, outubro, 2007, p.41.
“não basta matricular para dizer que somos uma escola inclusiva, é preciso garantir as
condições de aprendizagem” O movimento do país pela educação inclusiva é uma ação
política, cultural, social e pedagógica, desprendendo-se em defesa do direito de todos os
alunos estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação.

1
Autora: Graduada em Pedagogia pela FAFICOP com habilitação em Orientação e Supervisão Escolar,
graduanda do III Curso de Especialização em Educação Profissional Integrada a Educação Básica na Modalidade
Educação de Jovens e Adultos- EJA, pela UTFPR.
2
Orientador: Professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Cornélio Procópio, Especialista
em Metodologia do Ensino Tecnológico pela UTFPR e Mestrando em Ensino de Ciências e Tecnologia na
UTFPR-PG.
III CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
INTEGRADA À EDUCAÇÃO BÁSICA NA MODALIDADE
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Segundo os dados ainda da Nova Escola, outubro, 2007, p.39, o Brasil caminha a
passos lentos, no que diz a educação inclusiva, mas continuamente está em busca dessa
direção de uma Escola Inclusiva de fato! Pois de acordo com as estatística em 1997, quase
90% das pessoas com deficiência matriculadas, freqüentavam instituições ou classes
especiais. Nos dias de hoje 53% estão nessa situação, ou seja, quase que a metade já se
encontra em salas regulares.

A extremidade dos dados têm relevância, pois demonstra um elevado crescimento


no cumprimento da nossa constituição que no seu art. 206 prevê, que o ensino será ministrado
com base no princípio de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.
Constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção dos direitos humanos, que
conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis ao contextualizar a exclusão dentro
e fora da escola.

Ainda no art. 208 diz que é dever do Estado fazer com que a Educação seja efetiva
na garantia de que o atendimento especializado aos deficientes, seja realizado
preferencialmente na rede regular de ensino, mas será que nossas Escolas, que apresentam
estatísticas tão otimistas, estão realmente cumprindo seu papel de escola inclusiva? Os alunos
matriculados estão realmente sendo incluídos? Ou estão simplesmente sendo colocados em
salas de aulas desutilizadas anteriormente para serem agora denominadas salas de TOs
(Terapia Ocupacional) ou similares.

Nesse caso, incluir não é simplesmente colocá-los na Escola, incluir vai além
disso. É oportunizar condições para que ocorra a aprendizagem.

CONCEITUANDO PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Segundo o site Wikiducação (2009), o ponto de partida pode ser o próprio


conceito de deficiência, que tem mudado ao longo do tempo, como consta do Preâmbulo da
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência:

"A deficiência é um conceito em evolução e resulta da interação


entre pessoas com deficiência e as barreiras atitudinais e
ambientais que impedem sua plena e efetiva participação na
sociedade em igualdade de oportunidades com as demais
pessoas".
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No que diz respeito à biologia da pessoa, a Organização Mundial de Saúde


definiu que “a Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma
estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica”. (OMS)

Segundo Neotti (2008) em seu artigo “Incluindo uma Igualdade Diferente”,


considerar alguém com síndrome de Down que “trabalha em novela”, ou que consegue tocar
uma Sinfonia de Beethoven, ou alguém como Dorina Nowill uma cega preocupada em
distribuir livros em Braille – que ocupou importante cargos em organizações internacionais de
cegos e que recebeu de Érico Veríssimo uma importante carta que dizia: “Dorina, sua vida é
um romance que eu gostaria de ter escrito. Criaturas como você – com seu espírito e sua
coragem - constituem um enorme crédito para a raça humana” , ou ainda olhar para alguém
como Daniel Dias - maior destaque brasileiro - atleta paraolímpico, que ganhou nove
medalhas na natação (4 delas sendo de ouro) na última paraolimpíadas de Pequin, e chamá-
los de “deficientes”, não é um termo apropriado.

AS DEFICIÊNCIAS

Podem ser denominadas: Física, Auditiva, Visual ou Intelectual (mental).


Apresentam diferentes níveis de comprometimento, bem como suas conseqüências podem ser
de diversas causas.

Apresentam-se em períodos de pré-natal, perinatal e pós-natal. Existem também


as deficiências congênitas, ou seja, de ordem biológica ou as adquiridas. Elas podem ser
consideradas reversíveis ou irreversíveis.

DEFICIÊNCIA MENTAL (INTELECTUAL)

Deficiência mental corresponde a expressões como insuficiência, falta, falha,


carência, imperfeição associadas ao significado de deficiência (do latim deficientia) que por si
só não definem nem caracterizam um conjunto de problemas que ocorrem no cérebro
humano, e leva seus portadores a um baixo rendimento cognitivo, mas que não afeta outras
regiões ou funções cerebrais e ocorre antes dos 18 anos de idade.

A principal característica da deficiência mental é a redução da capacidade


intelectual (QI), situadas abaixo dos padrões considerados normais para idade, se criança ou
inferiores à média da população, quando adultas. O deficiente mental na maioria das vezes
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apresenta dificuldades ou nítido atraso em seu desenvolvimento neuropsicomotor, aquisição


da fala e outras habilidades (comportamento adaptativo).

“É a limitação em pelo menos duas das seguintes habilidades: comunicação,


autocuidado, vida no lar, adpatação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade,
determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho. O termo substituiu “deficiência mental”
em 2004, por recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), para evitar confusões
com “doença mental”, que é um estado patológico de pessoas que têm o intelecto igual da
média, mas que, por algum problema, acabam temporariamente sem usá-lo em sua capacidade
plena.

As causas variam e são complexas, englobando fatores genéticos, como a


síndrome de Down, e ambientais, como os decorrentes de infecções e uso de drogas na
gravidez, dificuldades no parto, prematuridade, meningite e traumas cranianos. Os
Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGDs), como o autismo, também costumam causar
limitações.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 5% da


população mundial tem alguma deficiência intelectual” – Revista Nova Escola, junho/julho,
2009, p.93. Definem como um conjunto de problemas que ocorrem no cérebro humano, e que
leva seus portadores a um baixo rendimento cognitivo, contudo não afeta outras regiões ou
funções cerebrais. Muitas são as causas da deficiência intelectual como:

 condições genéticas – é causada por genes anormais herdados dos pais, por erros ou
acidentes produzidos na altura em que os genes se combinam uns com os outros, ou ainda
por outras razões de natureza genética. Exemplos: Síndrome de Down ou a fenilcetonúria;
 problemas durante a gravidez – pode resultar de um desenvolvimento inapropriado do
embrião ou do feto durante a gravidez. Exemplo: pode acontecer que na divisão das
células, surjam problemas que afetem o desenvolvimento da criança. Uma mulher
alcoólica ou que contraia uma infecção durante a gravidez, como rubéola, por exemplo,
podem também ter uma criança com problemas de desenvolvimento intelectual (mental);
 problemas ao nascer – se o bebê tem problemas durante o parto, como, por exemplo, se
não recebe oxigênio suficiente, pode também acontecer que venha a ter problemas de
desenvolvimento intelectual (mental);
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 problemas de saúde – algumas doenças, como o sarampo ou a meningite podem estar na


origem de uma deficiência intelectual (mental), sobretudo se não forem tomados todos os
cuidados de saúde necessários. A mal nutrição extrema ou a exposição a venenos como o
mercúrio ou o chumbo podem também originar problemas graves para o desenvolvimento
intelectual das crianças.

Não sendo considerada uma doença, não é contraída a partir do contágio com
outras pessoas, nem o convívio com um deficiente intelectual provoca qualquer prejuízo em
pessoas que não o sejam. Contudo, não tem cura. Mas a grande maioria das crianças com
deficiência intelectual conseguem aprender e fazer muitas coisas úteis para a comunidade.

O atraso intelectual diagnostica-se, observando duas coisas: a capacidade do


cérebro da pessoa para pensar, aprender, encontrar um sentido do mundo, resolver problemas,
uma inteligência do mundo que as rodeia (a esta capacidade chama-se funcionamento mental
ou funcionamento intelectual). Ela se apresenta em diferentes graus de comprometimento
intelectual, diferenciando suas potencialidades, tornando seus portadores diferentes entre si,
na maioria das vezes, as dificuldades se manifestam como: nítido atraso em seu
desenvolvimento neuropsicomotor.

A outra é a competência necessária para viver com independência e autonomia na


comunidade em que se insere ( a esta competência também se chama comportamento
adpatativo ou funcionamento adpatativo), aquisição da fala e outras habilidades
(comportamento adaptativo).O processo de aprendizagem é comprometido, mas não é nulo,
portanto as pessoas portadoras de deficiência intelectual, não podem ser excluídas do processo
de aprendizagem.

DEFICIÊNCIA FÍSICA

Deficiência física é o nome dado as conseqüências de problemas que ocorrem no


cérebro ou sistema locomotor, e levam a um mal funcionamento ou paralisia dos membros
inferiores e/ou superiores. Pode ter várias etiologias, entre as principais estão os: fatores
genéticos, fatores virais ou bacteriano, fatores neonatal, fatores traumáticos (especialmente os
medulares).
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As pessoas com deficiência de ordem física ou motora necessitam de atendimento


fisioterápico, psicológico a fim de lidar com os limites e dificuldades decorrentes da
deficiência e simultaneamente desenvolver todas as possibilidades e potencialidades.

Aparentemente pode parecer que a inclusão de pessoas com deficiências físicas é


fácil, pois sua cognição é menos comprometida. Ao contrário do que se pensa as deficiências
físicas também se apresentam em diferentes níveis, e algumas afetam profundamente o
processo cognitivo.

A inclusão de pessoas com deficiências físicas, exigem além de profissionais


capacitados, uma profunda adequação e estruturação das instituições de Ensino, tais como:
rampas, apoiadores, pranchas, pisos com texturas diferentes, etc.

Uma outra grande dificuldade na inclusão de pessoas com deficiência física, são
as reações causadas em virtude de sua aparência. Por mais conscientizados e informatizados
que possamos parecer, “o diferente”, nos causa estranheza e medo. Talvez por nossa
insensibilidade ou ainda por causa de reflexos de uma Sociedade que escondia suas
deficiências, em detrimento de seus portadores.

Foi sugerida por WYLLIE (1951), dependendo do número e da forma como os


membros são afetados pela paralisia, a seguinte classificação: Monoplegia – condição rara em
que apenas um membro é afetado. Diplegia – quando são afetados os membros superiores.
Hemiplegia – quando são afetados os membros do mesmo lado. Triplegia – condição rara em
que três membros são afetados. Tetraplegia/Quadriplegia – quando a paralisia atinge todos os
membros, sendo que a maioria dos pacientes com este quadro apresentam lesões na sexta ou
sétima vértebra. Paraplegia – quando a paralisia afeta apenas os membros inferiores; podendo
ter como causa resultante uma lesão medular torácica ou lombar. Este trauma ou doença altera
a função medular, produz como conseqüências, além de déficits sensitivos e motores,
alterações viscerais e sexuais.

Segundo Souza (1994) em seu livro “O esporte na Paraplegia e Tetraplegia”,


aponta que diversas são as causas ou desconhecidas da deficiência física como a paralisia
cerebral – por prematuridade, anóxia perinatal, desnutrição materna, rubéola, toxoplasmose,
trauma de parto, subnutrição e outras; hemiplegias – por acidente vascular cerebral, aneurisma
cerebral, tumor cerebral e outras; lesão medular – por ferimento por arma de fogo, ferimento
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por arma branca, acidentes de trânsito, mergulho em águas rasas. Traumatismos diretos,
quedas, processos infecciosos, processos degenerativos e outros; amputações – causas
vasculares, traumas, malformações congênitas, causas metabólicas e outras; febre reumática –
doença grave que pode afetar o coração; miastenias graves – consistem num grave
enfraquecimento muscular sem atrofia.

DEFICIÊNCIA VISUAL

O termo deficiência visual abrange conceitos que incluem desde a cegueira total,
onde não há percepção de luz, até baixa visão. Trata-se de uma situação irreversível de
diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após
tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais.

A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que
compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual
(cegueira).

Segundo Bazon (2005 p.11), A CIF tem primordial importância no que se refere
às pesquisas em saúde, pois ao se integrar com a CID - 10, que tem por objetivo o
“diagnóstico” para as doenças e condições de saúde, fornecem um conjunto de informações
acerca da condição e vida do indivíduo (...). A partir da resolução adotada pelo Conselho
Internacional de Oftalmologia, em Sidney, Austrália, em 20 de abril de 2002, que se passaram
a utilizar os seguintes termos e definições para a deficiência visual:

 Cegueira – somente em caso de perda total de visão e para condições nas quais os
indivíduos precisam contar predominantemente com habilidades de substituição da visão.
 Baixa Visão – para graus menores de perda total de visão nos quais os indivíduos podem
receber auxílio significativo por meio de aparelhos e dispositivos de reforço da visão
(outro termo ainda utilizado é visão subnormal).
 Visão Diminuída – quando a condição de perda de visão é caracterizada por perda de
funções visuais (como acuidade visual, campo visual, etc). muitas dessas funções podem
ser medidas quantitativamente.
 Visão Funcional – descreve a capacidade de uso da visão pelas pessoas para as Atividades
Diárias da Vida (ADV), sendo que, muitas dessas atividades podem ser descritas apenas
qualitativamente.
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 Perda de Visão – termo geral que compreende perda total (cegueira) e perda parcial (baixa
visão), caracterizada por visão diminuída ou perda de visão funcional.

As principais causas da cegueira e das outras deficiências visuais têm se


relacionado a amplas categorias: Doenças Infecciosas; Acidentes; Ferimentos;
Envenenamento; Tumores; Doenças gerais e influências pré-natais e hereditariedade.

Este mesmo Conselho também definiu os índices de perda da visão.

 Visão normal: ≥ 0,8


 Perda leve de visão: < 0,8 e ≥ 0,3
 Perda moderada de visão: < 0,3 e ≥ 0,125
 Perda grave da visão: < 0,125 e ≥ 0,05
 Perda profunda de visão: < 0,05 e ≥0,02
 Perda quase total de visão (próxima à cegueira): < 0,02 e ≥SPL (Sem Percepção de Luz)
 Perda total de visão (cegueira): SPL

O Braille é um sistema de leitura com o tato para cegos inventado pelo francês
Louis Braille. L.Braille perdeu a visão aos três anos. Quatro anos depois, ele ingressou no
Instituto de Cegos de Paris. Em 1827, então com dezoito anos, tornou-se professor desse
instituto. Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler
mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, L. Braille fez
algumas adaptações no sistema de pontos em relevo.

Em 1829, publicou o seu método. O sistema Braille é um alfabeto convencional


cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, o deficiente visual distingue por meio do
tato. A partir dos seis pontos salientes, é possível fazer 63 combinações que podem
representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas
musicais. Um cego experiente pode ler duzentas palavras por minuto.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA

Deficiência auditiva (também conhecida como hipoacusia) é a incapacidade


parcial ou total de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente por doenças. No
passado, costumava-se achar que a surdez era acompanhada por algum tipo de déficit de
intelig~encia. Entretanto, com a inclusão dos surdos no processo educativo, compreendeu-se
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que eles, em sua maioria, não tinham a possibilidade de desenvolver a inteligência em virtude
dos poucos estímulos que recebiam e que isto era devido à dificuldade de comunicação entre
surdos e ouvintes. Porém, o desenvolvimento das diversas línguas de sinais e o trabalho de
ensino das línguas orais permitiram aos surdos os meios de desenvolvimento de sua
inteligência.

Segundo Wikipédia (2009) o deficiente auditivo é classificado como surdo,


quando sua audição não é funcional na vida comum e hipoacústico aquele cuja audição, ainda
que deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva. A deficiência auditiva pode ser de
origem congênita, causada por viroses materna doenças tóxicas desenvolvidas durante a
gravidez ou adquirida, causada por ingestão de remédios que lesam o nervo auditivo,
exposição a sons impactantes, viroses, predisposição genética, meningite, etc.

Nem sempre o conceito de perda auditiva é suficiente claro para a pessoa que se
depara pela primeira vez com o problema de surdez. O grau de perda auditiva é calculado em
função da intensidade necessária para ampliar um som de modo a que seja percebido pela
pessoa surda. Esta amplificação mede-se habitualmente em decibéis, como já descrito
anteriormente.

Para um diagnóstico correto de uma surdez Casanova (1988), é preciso fazer uma
exploração audiométrica do grau de perda por relação com um espectro de freqüência que vá
pelo menos de 125 Hz a 4000 Hz, já que são estas as freqüências mais utilizadas na fala
humana.

O professor pode suspeitar de casos de deficiência auditiva entre seus alunos


quando observar os seguintes sintomas: excessiva distração; freqüentes dores de ouvido ou
ouvido purgante; dificuldade de compreensão; intensidade da voz, inadequada para a situação,
muito alta ou baixa ou quando a pronúncia dos sons é incorreta.

A deficiência auditiva pode ser classificada como:

 Deficiência de transmissão – quando o problema se localiza no ouvido externo ou no


ouvido médio;
 Deficiência mista – quando o problema se localiza no ouvido médio;
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 Deficiência interna ou sensorioneural – quando se origina no ouvido interno e no nervo


auditivo.

As causas da surdez podem ser divididas em: pré-natais, perinatais e pós-natais.

 Pré-natais – são hereditárias (a deficiência auditiva pode ser transmitida geneticamente de


geração em geração, particularmente quando existem casos de surdez na família); doenças
adquiridas pela mãe durante a gravidez, como: rubéola, sífilis, toxoplasmose,
citomegalovirus, herpes; intoxicações intra-uterinas; agentes físicos (como, por exemplo,
os raio-X); alterações endócrinas (diabetes ou tireóide); carências alimentares.
 Perinatais – podem ter origem em traumatismos obstétricos; anóxia.
 Pós-natais - as causas pós-natais podem ser doenças infecciosas; bacterianas (ex.:
meningites, otites, inflamações agudas ou crônicas das fossas nasais e da naso-faringe;
virais; intoxicações; trauma acústico.

INCLUSÃO DE FATO, COMPROMETIMENTO DE TODOS

Segundo Masini (2000), a palavra Inclusão, do verbo incluir (do latim


includere), etimologicamente, significa conter, compreender, fazer parte de, ou participar de.
O princípio fundamental da inclusão pauta-se na valorização da diversidade humana.

Para Neotti (2008), a escola inclusiva parte do pressuposto que todas as


pessoas podem aprender e fazer parte da vida escolar e social. Sua função é reconhecer e
respeitar a diversidade dos alunos, respondendo a cada um de acordo com suas
potencialidades e necessidades, garantindo-lhes uma qualidade de ensino educacional.

Masini (2000) duas correntes apresenta o movimento de inclusão no Brasil:


uma que defende a inclusão como forma de oposição à exclusão das pessoas com deficiência
no ensino comum; e outra, dos que discordam da inclusão indiscriminada, em que não se
consideram as necessidades requeridas para o atendimento das pessoas com deficiência, sejam
esses recursos humanos ou materiais.

Todavia a inclusão não pode ser encarada como assistencialismo. A inclusão


escolar de deficientes não é caridade, é o resgate de um direito constitucional, garantido por
lei a todos os cidadãos, independente de sua condição física ou intelectual.
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De acordo com Masini (2000) “para que haja um delineamento da situação


escolar, alguns aspectos devem ser investigados e analisados no que diz respeito à inclusão da
pessoa com deficiência no ensino comum: como fazer a inclusão , no que diz respeito aos
recursos humanos e materiais; com quem, ou seja, quais os alunos a serem integrados e
incluídos; onde serão incluídos, tanto do ponto de vista educacional como social; o que se
objetiva da inclusão; condições oferecidas para que ocorra”. (MASINI, 2000)

As escolas que não buscam adaptar seu espaço físico e disponibilizar


recursos para a capacitação de sua docência, estão descumprindo a lei e negando a estes
cidadãos o direito à Educação.

Através de seus responsáveis, as instituições de Ensino têm a incubência de


exigir do Estado , os recursos necessários para dispor a todos portadores de deficiência,
oportunidades e os meios de alcançarem à aprendizagem, independentemente do tempo de
resposta desta aprendizagem.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Qual seria a reação de um Espartano do século X a.C., ao visitar nossas


escolas inclusivas e observar um aluno com Síndrome de Down participando das atividades
em grupo na sala de aula, ou se de repente ele observasse um jovem com movimentos
involuntários provocados por uma deficiência neuromotora, escrevendo uma frase toda
rabiscada ou ainda um cego tateando um livro todo perfurado, extraindo dali um mundo de
informações? Creio que podemos imaginar.

No relato de Neotti (2008) em seu artigo “Incluindo uma Igualdade


diferente”, relata que talvez por todo seu espanto o Espartano nos dissesse: O que eles fazem
aqui? Por que não os lançaram no abismo com os outros? Por que os deixaram viver? Esta
indagação para nós nos dias de hoje pode parecer absurda, mas ainda existem em nossa
sociedade muitos Espartanos, que acreditam que pessoas portadoras de deficiências, nada
podem agregar. Não são capazes de os arremessarem nos precipícios, como faziam no
passado, mas os colocam do outro lado, impossibilitando uma convivência harmoniosa e
interativa, jogando fora oportunidades ímpar de aprendizagem.

Segundo Neotti (2008) - há ainda os Espartanos Institucionais, docentes que


dizem não estar capacitados para receberem em suas salas de aula os deficientes. Profissionais
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que além de incluírem os portadores de deficiências do outro lado do precipício, retiram-lhes


toda a esperança de um dia terem a possibilidade de atravessá-lo. Justo estes que tem o dever
de servirem como ponte de ligação entre os dois lados deste abismo social, não o fazem.

O processo de transformação do Ser Humano é compromisso do Educador.


É ele quem tem o dever de proporcionar recursos para que possam através de suas
potencialidades, desenvolver a aprendizagem. Embora a velocidade desta aprendizagem em
algumas pessoas, não corresponda aos padrões sociais, elas não deixarão de ser humanas e o
compromisso do Educador continuará sendo o mesmo.

REFERÊNCIAS

BAZON, F. V. M. ; MASINI, E. F. S. . Desvendando a cegueira. Editora Cortez, 2005.

GOOGLE. Pesquisa na Internet. Disponível em:http://www.google.com.br/fundacaodorina.


Acesso em: 12/08/2009.

GURGEL, Thais. Inclusão, só com aprendizagem. Revista Nova Escola, São Paulo, ed. 2006,
p.39 e 41, out.2007.

LODI, Ana Cláudia. Leitura e Escrita no Contexto da Diversidade. Revista Nova Escola, São
Paulo, ed.junho/julho2009, p.93.

NASCIMENTO, Luciana Monteiro. Educação Especial. Indaial: Ed. ASSELVI, 2007

NEOTTI, Marcos. Artigo Incluindo uma Igualdade Diferente. Centro Universitário


Leonardo da Vinci. UNIASSELVI, 2008.

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rasil.org.br/conhecaonu.php. Acesso em 06/08/2009.

SOUZA, P. A. – O Esporte na Paraplegia e Tetraplegia . Rio de Janeiro: Guanabara


Koogan, 1994.

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Acesso em: 10/08/2009.

WIKIPÉDIA. A enciclopédia livre. Disponível em:http://pt.wikipédia.org/.../organização


mundial da saúde. Acesso em: 13/08/2009

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