Curso: Medicina
Período: 1º Turma: 75 - 2024 I
Unidade Curricular: Célula e início da vida
Biologia Celular
Retículo Endoplasmático Liso
Profª Irlena Wisniewska Moura
Sistema de endomembranas
Retículo endoplasmático
liso
Retículo endoplasmático
rugoso
Aparelho de Golgi
Endossomos
Lisossomos
Peroxissomos
Retículo endoplasmático
Rede citoplasmática tridimensional
de membranas que delimitam
cavidades intercomunicantes
Apresentam membrana (1), cisternas 1
(2) e lúmem -luz (3)
Suporte mecânico para o citoplasma
Vistos em MO – corantes básicos
2
Vistos em ME 3
Parte do envoltório nuclear e se
espalha pelo citoplasma em direção a
membrana plasmática, sem se ligar a
ela.
Setores do retículo endoplasmático
Retículo endoplasmático Retículo endoplasmático
rugoso RER liso REL
Granular Agranular
Com polirribossomos Sem polirribossomos
(ribossomos +RNAm)
aderidos ao RER pelas Membranas = vesículas
riboforinas globulares/ túbulos
contorcidos
Membranas = lâminas
achatadas paralelas Proteína de identificação:
glicose-6-fosfatase
Enzimas de identificação:
Chaperonas Função: síntese,
modificação e transporte
Função: síntese, de lipídeos e outras
modificação e transporte de funções.
proteínas
Funções atribuídas ao REL
1 – Síntese de lipídios
2 – Elongação e dessaturação de
ácidos graxos
3 – Detoxificação
4 – Solubilização da bilirrubina
5 – Glicogenólise
6 – Acúmulo e liberação de Ca++
1a. Síntese de fosfolipídios
a. Acil transferase (1) citoplasmática, c. Enzimas catalisam a adição de
transfere os 2 ácidos graxos (2) da Acetil grupamentos polares - colina ou serina
CoA para o glicerol -3-fosfato (3) produz no ácido fosfatídico assentado na
ácido fosfatídico (4). hemicamada externa (6) da membrana do
b. O ácido fosfatídico se insere na REL , originando respectivamente,
membrana do retículo endoplasmático fosfatidilcolina (7) e fosfatidilserina (8).
liso (5).
1
2 3
6 8
7
5
1a.Síntese de fosfolipídeos
d. Nas membrana s do REL, e nas e. Flipases (9) transferem os fosfolipídios
membranas das mitocôndrias, também recém sintetizados para a outra
são sintetizadas a fosfatidiletanolamina o hemicamada.
e fosfatidilinositol. f. Os fosfolipídios produzidos no REL , ficam
nas membranas do REL, formam vesículas
que brotam do REL e se fundem à
membrana plasmática, ao Golgi ou serão
transportados via proteínas para as
mitocôndrias e peroxissomos.
f. A distribuição dos fosfolipídios na
membrana é assimétrica
9
1b. Síntese de triglicerídeos
a. Acil transferase citoplasmática, transfere os
2 ácidos graxos da Acetil CoA para o glicerol -
3-fosfato produz ácido fosfatídico .
b. O ácido fosfatídico se insere na membrana
do REL.
c. Sob a ação da fosfatase, o ácido fosfatídico é
convertido a 1,2 diacilgricerol.
d. Aciltransferase converte o 1,2 diacilglicerol
em triacilglicerol .
Obs. Nas células do epitélio intestinal, a
síntese dos triglicerídeos no REL ocorre a
partir dos monoacil e diacilglicerois
diretamente obtidos da digestão.
A partir da sua produção, os triglicerídeos
passam para o sangue ou linfa e são
distribuídos para as células.
= TRIGLICERÍDEO,MOLÉCULA DE RESERVA
ENERGÉTICA
1c. Síntese de colesterol
O substrato inicial para
síntese de colesterol é a
Acetil CoA.
Cadeias de transporte
de elétrons do
citocromo p 450 e do
citocromo b5, presentes
nas membranas do REL,
estão envolvidas na
conversão do colesterol.
Colesterol – importância biológica
• Componente das membranas plasmáticas
• Precursor de sais biliares
progesterona
testosterona
estradiol
desoxicorticosterona
vitamina D
Células que sintetizam esteroides (Leydig,
foliculares, adrenal) e hepatócitos têm REL e
mitocôndrias abundantes.
1d. Síntese de ceramidas
• Ceramidas são sintetizadas no REL em
processo catalizado por citocromos p450 e b5.
• Do REL, as ceramidas vão para o Golgi e são
convertidas em glicolipídios ou em
esfingomielina.
2 - Elongação e dessaturação de ácidos
graxos
Também é função dos citocromos p450 e b5 das
membranas do REL.
Ác graxos com dupla ligação são fundamentais
para a fluidez das membranas plasmáticas.
3. Detoxificação
É a conversão de substância tóxicas em substâncias
excretáveis (hisdrossolúveis)
REL contém enzimas de detoxificação – citocromo p450
catalisa as hidroxilações.
Células que fazem detoxificação e que têm REL abundante:
hepatócitos, células pulmonares, da pele, dos rins,
enterócitos.
Substância tóxicas
Desfolhantes
Inseticidas (DDT)
Herbicidas
Conservantes
Corantes alimentares
Medicamentos
(fenobarbital)
Fármacos
Compostos
carcinogênicos
hidrofóbicos
Plasticidade do REL
Exemplo:
Aumentando níveis de fenobarbital, aumenta a
expressão de isoformas do citocromo p450 em até
70 X!!
Aumenta a biossíntese de lipídios e a área do REL.
RER perde ribossomos e vira REL
Aumenta área de degradação
Diminui efeito de medicamentos!
4 – Solubilização da bilirrubina
1. Através da hemocaterese, baço e o fígado degradam as hemáceas.
2. Do grupamento heme, resultam Fe+ e porfirina, que é convertida a bilirrubina.
3. A bilirrubina (livre) é liberada no plasma e se liga à albumina.
4. A bilirrubina é endocitada pelo hepatócito.
5. No REL do hepatócito há glicorunil transferase (enzima) que transforma a bilirrubina
conjugada, hidrossolúvel.
6. A bilirrubina então, é eliminada via fezes ou urina.
Síndrome de Crigler-Najjar e Síndrome
de Gilbert
Icterícia
Anormalidade no metabolismo da bilirrubina
Deficiência (completa ou produção dimunuida) na
enzima glicorunil transferase do REL
Acúmulo de bilirrubina livre (desconjugada, não
conjugada, indireta)– pelo, olhos.
5 – REL e glicogenólise
Em hepatócitos e em células renais
2 1
5
3 6
1 . Nas membranas no REL há a proteína glicose-6-fosfatase (1)
2 . A glicose-6-fosfato penetra a membrana do REL via T1 – transportador (2)
3. Na membranas do REL, sofre a ação da glicose-6-fosfatase, que retira um Pi e libera a
glicose (3)
4. O Pi sai do REL via T3 – transportador (4)
5. A glicose livre sai do REL via T2 – transportador (5)
6. A glicose livre passa do citoplasma para fora da célula via GLUT2 (6) e entra na
corrente sanguínea .
6 – REL e Ca++
*O retículo sarcoplasmático e o
REL de células não musculares
armazenam Ca++.
*Nas membranas desse retículo
há canais de Ca++ (1), por onde
o Ca++ é liberado no
citoplasma, após algum
estímulo e bombas e Ca++ (2);
por onde o Ca++ retorna ao
1
retículo, contra seu gradiente. 2
*No lúmem do retículo há
calsequestrina (tecido
muscular) e calreticulina e
dissulfeto isomerase (tecido
não muscular), moléculas que
ligam o Ca++.
*** Ca++regula grande parte
dos processos metabólicos das
células.
Exportação de lipídeos do REL
• Lipídios produzidos nas membranas do REL são
distribuídos assim:
• 1 – Podem ficar na membrana do retículo fazendo
parte da sua constituição ou se difundir para o
envoltório nuclear.
• 2 – Podem fazer parte de vesículas que brotam do
retículo – essas vesículas podem se fundir em outro
compartimento (Golgi, membrana plasmática)
transferindo os lipídeos para essas estruturas.
• 3 – Podem ser transportados por proteínas, chamadas
LTP – lipid transfer protein para os peroxissomos ou
mitocôndrias
StAR = Proteína reguladora aguda da
esteroidogênese
* Controla a transferência de colesterol da
membrana mitocondrial externa (mme)
para a interna (mmi)
* Hiperplasia adrenal congênita:
I. Colesterol provém de: síntese pelo REL
(1) e de vesículas lipídicas citoplasmáticas
(2).
II. Colesterol é inserido na mme e
4 transferido para a mmi pela proteína StAR
2 3 (3).
III. Nas cristas mitocondriais, o colesterol é
5
usado como matéria prima para síntese de
esteroides,(4) que são lançados no
sangue.
1 IV. Ausência da proteína StAR, diminui
quantidade de colesterol transferido para
mmi e diminui produção de esteroides!
V. Colesterol se acumula em vesículas no
citoplasma das células da adrenal (5).
Bom estudo!