EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS
As partes internas dos utensílios e equipamentos que terão contato com a água mineral
ou potável de mesa deverão ser construídas em aço inoxidável polido de grau alimentício, a fim
de garantir as suas características originais e as suas qualidades microbiológicas.
Deverão ser instalados medidores de vazão (hidrômetros), de aço inoxidável de grau
alimentício ou outro material inerte aprovado pelo DNPM, na tubulação de condução de água da
captação, na saída do poço ou após a bomba de recalque no caso de fonte e também antes de
cada linha de enchimento, em locais de fácil acesso à leitura e sempre fora da cabine de envase.
Deverão ser efetuadas leituras diárias do volume de água nos hidrômetros instalados,
mantendo-se as planilhas de registro à disposição da fiscalização do DNPM.
No processo de recepção, inspeção, pré-lavagem e lavagem dos vasilhames retornáveis,
inicialmente, deverá ser feita a triagem qualitativa dos garrafões com uma inspeção visual e
olfativa, verificando prazo de validade e certificação dos vasilhames. Os vasilhames aprovados
nessa seleção, se necessário, serão higienizados externamente, podendo ser de forma manual
ou automática, em local apropriado, para a retirada de todas as impurezas externas, incluindo
rótulos, tampas e cola. Posteriormente, os garrafões serão escovados internamente e a seguir,
com jateamento de água de alta pressão e produto desinfetante, utilizando equipamento
apropriado, com no mínimo 04 (quatro) estágios assim descritos:
1º estágio – primeiro tanque: lavagem a 60º C, com uma solução de soda cáustica ou
com outros produtos similares aprovados pela ANVISA/MS;
2º estágio – segundo tanque: deverá ser utilizada água proveniente da recirculação do
37inerar final;
3º estágio – terceiro tanque: desinfecção com solução clorada, ou outros produtos
desinfetantes similares aprovados pela ANVISA/MS;
4º estágio – quarto tanque: enxágue final realizado exclusivamente com a água mineral
ou potável de mesa proveniente da captação a ser envasada.
As embalagens retornáveis, com prazo de validade vencido e sem certificação, devem
ser rejeitadas e destruídas, observado o disposto na Portaria N° 387/2008, alterada pela Portaria
N° 358/2009, aplicáveis as sanções previstas na legislação.
As embalagens retornáveis, com amassamentos, rachaduras, ranhuras, remendos,
deformação de gargalos, alterações de odor, de cor, e outras imperfeições constantes das
normas vigentes da ABNT, devem ser rejeitados e destruídos, aplicáveis as sanções previstas
na legislação.
Não será permitida a utilização de desinfetantes no enxágue final, bem como na água a
ser envasada.
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Deverão ser realizados testes periódicos nas embalagens, por meio de amostragens, no
mínimo a cada turno, para que se confirme a eficiência dos processos de
lavagem/higienização/enxágue. Os resultados desses testes deverão ser registrados em planilha
à disposição da fiscalização do DNPM.
O envasamento e o fechamento das embalagens deverão ser efetuados por máquinas
automáticas.
As tampas utilizadas nos vasilhames deverão ser previamente desinfetadas, com
substância de comprovada eficiência e que não deixe residual, dispensado o enxágue. Caso o
desinfetante deixe residual, as tampas devem ser enxaguadas com água proveniente da fonte
de água mineral.
As concentrações dos produtos empregados nas máquinas de lavar e desinfetar
utilizados nas fases de retirada das sujidades e desinfecção devem ser monitorados
preferencialmente a cada turno ou em intervalos máximos diários.
As máquinas e equipamentos deverão ficar dispostos de modo que haja um
processamento contínuo, desde a lavagem, higienização até o fechamento dos vasilhames.
A distância entre a máquina lavadora e a envasadora deverá ser a menor possível, a fim
de minimizar os riscos de contaminação da água.
Todas as máquinas e os equipamentos utilizados no envase de água mineral e potável
de mesa, suas tubulações, deverão ser submetidos a processos de higienização e manutenção
periódica.
Todas as máquinas de enchimento de vasilhames retornáveis e descartáveis devem ser
isentas de perda de água.
REUSO DE ÁGUA
A empresa deve demonstrar preocupação com o uso racional das águas disponíveis
dentro da área correspondente a portaria de lavra.
Toda água proveniente do enxágue final, utilizada na máquina de lavar/rinser, deverá ser
reaproveitada para lavagens intermediárias ou outras utilizações no complexo industrial.
Nos casos em que o teste de bombeamento seja realizado em área de concessão de
lavra já em atividade, deverão ser utilizados procedimentos que facultem o máximo
reaproveitamento da água bombeada na pré-lavagem de garrafões ou outras utilizações
(banheiros, pisos. Jardins, limpezas em geral, etc.)
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RINSAGEM
A rinsagem destinada à desinfecção de vasilhames descartáveis deverá ser feita com
substância de comprovada eficiência e que não deixe residual, dispensado o enxágue. Caso o
desinfetante deixe residual, os vasilhames devem ser enxaguados com água proveniente da
fonte de água mineral.
Em operações contínuas que envolvam a desinfecção, será permitida a execução da
rinsagem dentro da sala de envase com a utilização de equipamentos que assegurem a
completa assepsia dos vasilhames descartáveis.
Em operações descontínuas, a desinfecção deverá ocorrer sempre fora da sala de
envase. O enxágue final poderá ser realizado em operação contínua com o enchimento e o
tamponamento.
A vedação da máquina de lavar/rinser ou dos túneis com a parede da sala de envase
deverá ser feita com a colocação de manta de borracha destinada a absorver as vibrações, com
recortes correspondentes ao perfil do equipamento metálico, para impedir a entrada de insetos.
EMBALAGENS
As embalagens utilizadas no envasamento das águas minerais e potáveis de mesa
deverão garantir a integridade do produto final, sem alteração das suas características físicas,
físico-químicas, químicas, microbiológicas e organolépticas. Os garrafões, garrafas e copinhos
deverão ser fabricados com resinas virgens, tipo Policarbonato, PET ou similar, que assegurem
a manutenção das propriedades originais da água.
No caso de estocagem de embalagens plásticas, produzidas no complexo industrial, o
transporte deverá ser realizado diretamente aos silos de armazenagem, por meio de esteiras
automáticas ou rede de dutos pneumáticos.
A fim de garantir a isenção de efeitos organolépticos, as embalagens plásticas
produzidas no complexo industrial só poderão ser envasadas após a sua completa
desgaseificação.
Os silos deverão ser revestidos internamente de chapas de aço inoxidável, galvanizadas,
de polietileno, fórmica estrutural, ou outro material aprovado pelo DNPM, e construídos o mais
próximo possível da sala de envase.
Os silos deverão ser periodicamente desinfetados e mantidos em boas condições de
conservação, devendo possuir meios, dispositivos e condições adequadas de segurança, que
possibilitem a fácil inspeção.
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FONTANÁRIO: a água destinada ao fontanário deverá ser proveniente diretamente da
captação, conduzida através de sistema de tubulação aérea, ou em calhas ao nível do solo,
independentemente do sistema de enchimento A água mineral ou potável de mesa destinada ao
fontanário deverá ser armazenada em reservatório exclusivamente para este fim e conduzida
através de sistema de tubulação independente, aérea, ou em calhas ao nível do solo. No caso
de vazão espontânea a água mineral ou potável de mesa destinada ao fontanário, poderá ser
proveniente diretamente da captação.
O fontanário deverá ser instalado em local de fácil acesso ao público, totalmente isolado
da área de influência da captação e das instalações industriais devendo atender as normas de
Boas Práticas de Fabricação – BPF.
O fontanário deverá ter uma parede construída e azulejada, devidamente coberta com
telhado para proteção do usuário, de onde sairá uma ou mais torneiras de aço inoxidável. Abaixo
das torneiras, deverá ser construída uma canaleta azulejada ou revestida de aço inoxidável, para
escoamento da água.
A área ao redor do fontanário deverá ser calçada, e mantida limpa, sem a presença de
água estagnada.
O concessionário da lavra deverá dispor ao público consumidor, no fontanário, cópias dos
boletins de análises química, físico-química e microbiológica da água da fonte, atualizadas com
a frequência determinada pela legislação vigente.
O usuário do fontanário é obrigado a efetuar a devida limpeza necessária a garantir a
higiene dos vasilhames utilizados.
EDIFICAÇÕES E INSTALAÇÕES
As edificações e instalações deverão ser construídas em função de suas especificidades
obedecendo às seguintes condições:
Sujeitas a isolamento total: as edificações que deverão ser construídas em local
separado da unidade industrial, de modo a ser estabelecido um isolamento total das
instalações de envase e não oferecer nenhum risco de contaminação à água mineral são:
oficinas de manutenção de veículos que atendem a unidade industrial, sala de motoristas,
almoxarifado de peças pesadas, depósito para guarda de materiais de limpeza e
desinfecção geral do pavilhão industrial, restaurante ou refeitório dos funcionários;
Sujeitas a isolamento parcial: as edificações que poderão fazer parte ou estarem
dispostas junto ao prédio da própria unidade industrial, afastadas suficientemente e, de
modo a ser estabelecido um isolamento físico da sala de envase, por paredes com portas e
não oferecer nenhum risco de contaminação à água mineral são: sala de triagem e
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escovação interna/externa dos garrafões retornáveis para um novo ciclo de uso, depósitos
de recipientes vazios, recipientes cheios e engradados, almoxarifado de insumos de uso
exclusivo nas instalações de envase (rótulos, tampas, lacres, materiais de limpeza e
desinfecção etc.), dependências sanitárias e vestiários, sopradora de embalagens plásticas
e silos, laboratório de análises microbiológicas, sala de recepção de clientes e escritórios.
As tubulações das instalações sanitárias, bem como as fossas sépticas e sumidouros,
caso não exista rede pública de esgotos sanitários, deverão ser instaladas numa cota inferior
àquelas destinadas à captação da água mineral ou potável de mesa.
O refeitório para os funcionários, quando houver, deverá ter pisos e paredes revestidos
de materiais impermeáveis que facilitem a higienização e ser construído em local adequado,
afastado e totalmente isolado das instalações industriais.
A área do complexo industrial, no entorno da sala de envase, não poderá ser utilizada
como depósito de vasilhames cheios ou vazios e outros materiais.
Para assegurar completa higienização, ventilação e impedir contato direto com o piso e
eventual contaminação, o produto envasado deverá ficar estocado sobre estrados de plástico
rígido, paletes, prateleiras ou outros padrões de estocagem aprovados pelo DNPM e adequados
para esse fim.
O concessionário da lavra é responsável pela coleta, armazenamento seletivo e
transporte de todos os resíduos gerados, devendo, o armazenamento, ser diferenciado para
cada categoria de produto, em local apropriado, fora da unidade industrial, segundo a classe
definida pela(s) norma(s) vigente(s) da ABNT.
LABORATÓRIO
Todas as indústrias que envasam águas minerais e potáveis de mesa deverão efetuar
análises microbiológicas, em laboratórios próprios, segundo os lotes de produção bem como a
análise físico-química diária, contemplando a medição de Condutividade Elétrica, pH e a
Temperatura da água na captação e na Linha de Produção, para controle de qualidade do
produto final, de conformidade com a legislação em vigor da Agência Nacional da Vigilância
Sanitária – ANVISA/MS. Serão aceitos métodos de análise rápida, segundo a tecnologia
disponível e os laudos das análises deverão ser assinados por profissional legalmente habilitado.
As dependências laboratoriais deverão ter pisos e paredes revestidos de materiais
impermeáveis que facilitem a higienização e inibam a ação dos contaminantes e os funcionários
que trabalhem nessa área deverão estar equipados com vestuário de barreira.
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Na indústria, deverá permanecer um arquivo de todas as análises realizadas nas
instalações, nas embalagens e no produto final.
SAÚDE E HIGIENE DO PESSOAL
Todos os funcionários deverão ser submetidos a exames médicos admissionais,
periódicos, demissionais e em mudança de função, de acordo com as normas do Ministério do
Trabalho para verificar as condições do seu estado de saúde.
Nos exames de admissão e nos periódicos semestrais, os funcionários envolvidos no
processo produtivo deverão fazer exames laboratoriais completos (hemograma completo, urina
tipo I, glicemia de jejum, parasitológico de fezes e Rx de Tórax), além da emissão do ASO
(Atestado de Saúde Ocupacional), para garantia do seu estado de saúde. Os resultados destes
exames deverão ser mantidos nas pastas funcionais da empresa, disponíveis para a fiscalização
e o ASO emitido em 02 (duas) vias (empresa e funcionário).
Os empregados deverão ser advertidos no sentido de comunicar toda e qualquer
alteração no seu estado de saúde ou aparecimento de feridas, dores ou qualquer tipo de
sintoma, inclusive de seus familiares. Para tanto deverá ser mantido um Sistema de Atendimento
Ambulatorial para dirimir queixas, direcionar atendimento médico e efetuar o armazenamento de
dados estatísticos.
Estará impedida de trabalhar qualquer pessoa com potencial de transmissão de doenças
infectocontagiosas de qualquer natureza ou quaisquer patologias que impliquem em cuidados
intensivos, de acordo à prévia avaliação médica.
Os empregados responsáveis pelas operações dentro da sala de envase deverão usar
(EPIs) uniformes, máscaras, gorros, botas de borracha e luvas esterilizadas, na cor branca, e
serão obrigados a atender, no mínimo as seguintes recomendações:
a) manter rigoroso asseio individual, tais como: banho antes de cada entrada na sala
de envase, unhas cortadas limpas e sem esmalte, cabelos cortados, dentes em bom estado de
conservação, barba feita diariamente, etc;
b) não fumar, mastigar, manusear ou ingerir alimentos no exercício de suas funções;
c) usar vestuário adequado à natureza de seu trabalho, não portando joias, relógios,
cordões, pulseiras e não usar perfumes e usar desodorante inodoro.
Todos os funcionários que trabalham nas linhas de produção deverão receber
treinamento e capacitação periódica sobre normas de higiene pessoal e Boas Práticas de
Fabricação – BPF.
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ROTULAGEM E LACRE
O processo de rotulagem e colocação dos lacres independentemente, se for automático
ou manual, não poderá ser executado dentro da sala de envase.
Os insumos como rótulos, tampas, lacres e ingredientes de cada produto deverá ser
armazenado em salas distintas, devendo ser em todas as etapas do processo obedecido o
Norma Técnico de Boas Práticas de Fabricação – BPF e ao Sistema de Análises de Perigos e
Pontos Críticos de Controle – APPCC e demais normas pertinentes à matéria.
UTILIZAÇÃO DE ÁGUAS MINERAIS E POTÁVEIS DE MESA COMO INGREDIENTE
NO PREPARO DE BEBIDAS EM GERAL
Dentro do prédio industrial destinado ao envase de água mineral e/ou potável de mesa,
com ou sem a adição de gás carbônico, será permitido apenas o envase de bebidas que tenha
como ingrediente água mineral.
Para se engarrafar diferentes produtos em uma mesma linha de produção, sem deixar
resíduos de sabor, odor, cor e isentos de possíveis contaminações, utilizando a água mineral
como ingrediente no preparo de bebidas em geral, é imprescindível a incorporação e a utilização
do sistema de limpeza no local, conhecido como sistema CIP (Cleaning in Place) nas linhas de
envase de água mineral e potável de mesa, com objetivo de garantir e assegurar uma eficiente
desinfecção das enchedoras e seus equipamentos periféricos, disponibilizando-os de forma
higienizada após cada processo de envase, devendo o sistema ser descrito detalhadamente e
composto no mínimo por:
a) um tanque de aço inoxidável com acabamento polido sanitário e grau alimentício
para diluição de solução de limpeza (detergente);
b) um tanque de aço inoxidável com acabamento polido sanitário e grau alimentício
para pré-aquecimento e armazenamento de água quente (85° C);
c) um tanque de aço inoxidável com acabamento polido sanitário grau alimentício
utilizado para recuperação de água do enxágue que será utilizada para a etapa de pré-enxágue
do processo posterior;
d) Uma bomba centrífuga sanitária com rotor e carcaça em aço inoxidável para
recircular as diferentes soluções desde os tanques CIP, tubulação, equipamentos periféricos,
enchedoras e retorno para os tanques CIP (Cleaning in Place).
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O funcionamento do equipamento de CIP (Cleaning in Place) deve acontecer segundo 05
(cinco) etapas, efetuando pré-enxague, limpeza, enxague intermediário, esterilização e enxague
final.
a) 1ª etapa – pré-enxague. O pré-enxague deverá ser feito com água recuperada à
temperatura de 50°C. Esta operação visa remover dos equipamentos e também das tubulações,
todo material sólido ou líquido que por ventura fique como residuais após o engarrafamento. A
água efluente do pré-enxague deverá ser descartada;
b) 2ª etapa – limpeza. Esta etapa consiste nas operações de limpeza e esterilização
propriamente dita dos equipamentos com solução detergente aquecida a 85°C, temperatura esta
que assegurará a eliminação de qualquer bactéria ou resíduo contaminante. Este processo
deverá ser executado em circuito fechado e em corrente contrária ao fluxo do enchimento,
garantindo a remoção de possíveis resíduos sólidos, líquidos e de pontos contaminantes;
c) 3ª etapa – enxague intermediário. O enxague intermediário deve ser feito com
água pré-aquecida a 50°C, em circuito fechado e após o processo a água deverá ser
descartada;
d) 4ª etapa – esterilização. Esta etapa consiste na utilização de água quente
proveniente do tanque, aquecida a 90°C, e deverá circular em circuito fechado em corrente
contrária ao fluxo de enchimento por pelo menos 15 minutos, sendo que após este processo a
água deverá ser descartada;
e) 5° etapa – enxague final. O enxague final deverá se dar com água mineral a
temperatura ambiente. A água deste processo deverá ser direcionada para o tanque de
recuperação para utilizar no próximo pré-enxágue ou ser descartada.
Para garantir a eficiência do sistema CIP (Cleaning inPlace), todas as partes dos
equipamentos que se tenham contato com o produto a engarrafar devem ser construídas em aço
inoxidável AISI 304 e para garantir acabamento de todas as superfícies com polimento sanitário
– grau alimentício. As juntas de vedação ou materiais que não sejam de aço inoxidável, que
possam estar em contato com o produto, deverão ser de material certificado para trabalhar com
produtos alimentícios, isentos de odores e sabores, de conformidade com as normas da
ANVISA/MS. Também deverá haver a garantia de resistência dos equipamentos à temperatura
de 95°C. O sistema para aquecimento da solução e da água dos tanques deve ser direto por
meio de serpentina ou externo dos tanques por meio de trocador de calor.
A previsão da utilização do sistema CIP (Cleaning inPlace) deve sempre constar do Plano
de Aproveitamento Econômico–PAE, a ser submetida à aprovação do DNPM e fiscalizada após
sua instalação, para verificação de sua real eficiência em termos de higienização das máquinas
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e equipamentos utilizados para envase de água mineral e como ingrediente no preparo de
bebidas em geral.
As empresas concessionárias ao utilizarem a água mineral como ingrediente no preparo
de bebidas em geral não poderão efetuar a desmineralização da água por filtração, precipitação
ou por outro processo que descaracterize o produto mineral, ou qualquer tratamento como
cloração, diluição ou adição química que venha caracterizar interferência com alteração das
características químicas, físico-químicas e microbiológicas, que se configure como tratamento
prévio.
Na hipótese da não utilização do sistema CIP, o envase de produtos distintos deverá
ocorrer necessariamente em salas separadas.
ESTÂNCIAS DESTINADAS A FINS BALNEÁRIOS
A utilização de águas minerais e potáveis de mesa de fontes frias e termais, destinadas a
fins balneários, deverão ser feitas em estâncias hidrominerais ou hidrotermais, respectivamente,
classificadas pela Comissão Permanente de Crenologia, segundo a qualidade de suas
instalações e os serviços prestados, de acordo com o Art. 22 e § único do artigo 41 do Código de
Águas Minerais, devendo constar das mesmas os seguintes requisitos mínimos em matéria de
organização e funcionamento.
PARA FINS DE TERMALISMO RECREATIVO
Os complexos hidrominerais ou hidrotermais deverão ter no mínimo as seguintes
instalações: piscinas (quentes ou frias), com indicação de profundidade, temperatura da água e
tempo de permanência nas mesmas, de acordo à avaliação médica prévia e proposta de
atividades recreativas; duchas de superfície (circular, escocesa, Vichy etc.) com indicação de
tempo de permanência; vestiários masculino e feminino; sanitários masculino e feminino; sala
destinada à avaliação médica e primeiros atendimentos; sala de repouso pós-banhos e/ou
duchas.
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PARA FINS CRENOTERÁPICOS
Deverão ser atendidas as especificações contidas no Art. 19 incisos I a VI do Código de
Águas Minerais.
Os hotéis ou estabelecimentos termais (termas ou balneários) destinados ao tratamento
crenoterápico deverão prestar os serviços nas seguintes áreas:
- piscinas de água fria ou piscinas de água quente (água de origem mineral) - Setor
de balneoterapia com banheiras para banhos totais ou parciais;
- saunas secas e úmidas;
- banhos de imersão, pérola, turbilhão, hidromassagem, ofurô etc.;
- banhos em duchas circular, escocesa e peloidoterapia;
- sala para tratamentos fisioterápicos equipada com eletroterapia, diatermia,
massoterapia etc.;
- salas de repouso;
- enfermaria para atendimento dos primeiros socorros e posto médico.
Sendo assim:
as piscinas e salas de banho, duchas etc. terão as paredes azulejadas e o piso de
cerâmica antiderrapante. Deverão ter à mostra e para consulta pública o sistema de
higienização aplicado nas suas dependências termais segundo normas do Ministério da
Saúde.
as piscinas deverão dispor de escadas com corrimão cromado e as banheiras
com sistema de barras de segurança;
o posto meteorológico deverá conter no mínimo os seguintes instrumentos de
medição: pluviômetro, barômetro, termômetro de máxima e mínima, anemômetro,
higrômetro ou termômetro de bulbo seco e molhado;
previsão de médico, fisioterapeuta e equipe de enfermagem, sejam para
atendimento de urgência ou para cumprir protocolos de tratamentos crenoterápico.
As análises das águas minerais com propriedades terapêuticas utilizadas por hotéis ou
estabelecimentos termais (termas ou balneários) deverão estar à mostra ao público consumidor
(usuário) assim como, de maneira sucinta e genérica, as suas indicações, contraindicações e
metodologia de uso, seja para uso como bebida ou em balneoterapia.
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HIDRÔMETRO
O hidrômetro será instalado apenas no início da tubulação de adução em cada fonte
autorizada pelo DNPM.
ESTABELECIMENTOS TERMAIS
Os estabelecimentos que utilizam água mineral com propriedades terapêuticas
dependerão de aprovação da Comissão Permanente de Crenologia do DNPM, ficando sujeitos à
fiscalização desta Autarquia.
Os estabelecimentos termais deverão conter no seu quadro de funcionários um Médico
preferencialmente com qualificação em Crenologia e Crenoterapia que deverá responder
legalmente pelo uso do recurso mineral na profilaxia ou tratamentos de saúde.
O Setor Médico dos estabelecimentos termais deverá efetuar à análise estatística do seu
atendimento e enviar semestralmente à Comissão Permanente de Crenologia, para avaliação e
compilação em bancos de dados.
A Comissão Permanente de Crenologia e o DNPM serão responsáveis por vistorias
periódicas a estes estabelecimentos com a finalidade de averiguar o uso sustentável e racional
do recurso mineral.
Todo estabelecimento termal que se proponha a usar água mineral com potencial
terapêutico deverá apresentar à Comissão Permanente de Crenologia um Projeto de
Caracterização Crenoterápica do seu recurso mineral, constando elementos minerais com
potencialidade de benefícios à saúde humana, suas técnicas de administração, indicações,
contraindicações, dentre outros aspectos.
A Comissão Permanente de Crenologia efetuará o controle rigoroso e o atendimento às
normas de higienização dos balneários e termas, sejam elas privadas ou sob domínio de
Estados ou Municípios.
Todo estabelecimento termal que vier a utilizar água mineral com potencial terapêutico e
aplicá-lo na preservação ou recuperação da saúde, deverá conter no seu corpo de funcionários
um Diretor Médico, legalmente habilitado, que responda tecnicamente e perante os órgãos de
classe (Conselho Federal e Regional de Medicina) pelos atos praticados no exercício da sua
função.
Todo estabelecimento termal que praticar atos técnicos para tratamentos de saúde
deverá comunicar as suas atividades no Conselho Regional de Medicina do seu Estado, Sistema
Único de Saúde (se enquadrar na Portaria n°971 do MS).
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