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OSCE GO/PED GRUPO 6 1/2022

Osce Ginecologia
Anamnese ginecológica
1. Identificação: nome, idade, cor, profissão, religião, estado civil, naturalidade (avaliar
condições em zonas endêmicas), procedência.
2. Queixa principal: as queixas mais comuns são leucorreia, irregularidade menstrual com
atraso menstrual ou aumento do sangramento.
3. História da moléstia atual:
a. Sangramento:
 Duração do ciclo
 Intervalo das datas
 Tratamentos prévios
 Correlação do sangramento com uso de anticoncepcionais
b. Dor:
 Tipo
 Duração
 Relação com o ciclo e com hábito intestinal e urinário
 Tratamento prévios
 Correlação com processos infecciosos
c. Leucorreia:
 Aspecto
 Cor
 Odor
 Queixa de ardência
 Prurido
 Dor na relação
 Queixas do parceiro
4. Interrogatório dos diferentes aparelhos:
 Cabeça e pescoço: investigar cefaleia com relação a menstruação ou com uso de
contraceptivos, cefaleias com aura, que pioram com uso de contraceptivo podem se tornar
uma contraindicação para o método.
 Aparelho respiratório: queixas de falta de ar, falta de ar ao deitar, dor ao respirar, presença
de tosse que leva a perda de urina
 Aparelho cardiovascular: falta de ar, dispneia aos esforços.
 Aparelho digestivo: azia, epigastralgia, refluxo, hábito intestinal, náuseas e vômitos
 Aparelho urinário: hábito urinário, número de micções, disúria, queixas ao urinar, correlação
das queixas urinarias com queixas de corrimento, urgência urinaria, hematúria, polaquiúria,
nictúria, incontinência urinária
 Mamas: investigar queixas de dor (mastalgia ou mastodinia?), aumento de volume,
deformidades, aparecimento de caroços, inchados, secreções mamilares (cor, aspecto, se
espontânea ou não, unilateral ou uniductal ou multiductal)
 Aparelho locomotor: problemas de quadril, cirurgias previas, cirurgias em coluna, doenças
musculares e desmielinizantes que podem interferir tanto na anestesia como em cirurgias
em que é necessário o posicionamento em posição ginecológica, dores osteoarticulares
fazem parte do diagnóstico diferencial em ginecologias. As doenças neuromusculares
podem interferir na incontinência urinária.
5. Antecedentes familiares - indicar o familiar

T.M.
OSCE GO/PED GRUPO 6 1/2022
 Câncer: pesquisa de tumores que podem ter aumento de incidência familiar como CA de
mama, ovário e intestino.
 Tuberculose
 Hipertensão
 Trombose
 AVC
 Infarto
 Osteoporose
6. Antecedentes pessoais - Mesmos dos familiares +
 Asma
 Sífilis
 Transfusões
 Tabagismo
 Consanguinidade
 Uso de drogas
 ALERGIAS
 Cirurgias prévias
 Anestesias (problemas prévios? Cefaleia pós raqui?)
7. Antecedentes ginecológicos
 Menarca
 DUM
 Telarca
 Pubarca
 Ciclos menstruais:
 Intervalo de quantos em quantos dias
 Dias de duração
 Quantidade
 Coágulos
 Dismenorreia? Dispareunia?
Mamas
Exame físico das mamas:
 Inspeção estática.
 Inspeção dinâmica.
 Palpação de LFN: axilar, supraclavicular e infraclavicular.
 Palpação da mama.

DERRAME PAPILAR
 Anamnese: investigar uso de fármacos, identificar fatores de risco para CA de mama.
 Característica:
 Lácteo: Hiperprolactinemia (fisiológico, gestação, prolactinoma, medicamentosa).
 Multicolor (verde/amarelo/marrom): alteração funcional benigna da mama ou ectasia
ductal.
 Sanguíneo/Serosanguíneo: A principal causa de derrame papilar sanguinolento é o
papiloma intraductal que é benigno. Pode ser também carcinoma papilífero.
 QUANDO INVESTIGAR: unilateral; uniductal; descarga espontânea; água de rocha;
sanguinolento
 Investigação através da biopsia/ressecção ductal

MASTALGIA
 Queixas: dor mamária, ingurgitamento, aumento da sensibilidade.

T.M.
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 Fatores de risco: estresse, tabagismo, uso de antidepressivos e ansiolíticos.
 Tipos:
a. Cíclica
 Dor na fase lútea tardia, bilateral, difusa, em QSE, corresponde ao ciclo
menstrual, dor em peso, hipersensível.
 Exemplo: AFBM – alteração funcional benigna da mama.
b. Acíclica
 Não tem associação com o ciclo menstrual, ocorre na 4ª década de vida,
unilateral e localizada, mas pode ser bilateral em atletas. É uma dor em
queimação e pontada.
 Exemplo: mastite, abscesso, adenose esclerosante e ectasia.
 Classificação da dor
 Dor leve - não interfere na qualidade de vida
 Moderada - interfere na qualidade de vida, mas interfere nas atividades diárias
 Grave - interfere na qualidade de vida
 Exames de imagem: Raio-X; Mamografia; USG em jovens.
 Tratamento
 Conduta expectante.
 Avaliar uso de medicamentos se sintomas > 6 meses e dor grave.
 Tamoxifeno (só para alívio da dor).

NÓDULO PALPÁVEL
 Investigação:
1. Exame clínico
 Sugere benignidade: nódulo bem delimitado, móvel, sem retração de pele,
fibroelástico.
2. PAAF
 Sugere benignidade: nódulo cístico, líquido amarelo-esverdeado (não é CA) -> USG
ou MMG.
 Sugere malignidade: líquido sanguinolento, > 2 recidivas, massa residual ou nódulo
sólido -> BIÓPSIA.
OBS: Fibroadenoma é sólido, mas é benigno.
3. Exame de imagem
 USG ou MMG de acordo com a idade.
 Indicações USG: MMG inconclusiva (BR 0), sólido x cístico, avaliação de nódulo em
jovem e gestante.
 Sugere benignidade: nódulo anecóico, homogêneo, bem delimitado, com reforço
acústico posterior.
 Sugere malignidade: nódulo misto (sólido e cístico), heterogêneo, mal delimitado,
com sombra acústica posterior -> BIÓPSIA.
4. BIRADS
0: MMG inconclusiva (mamas densas) -> fazer outro exame como USG/ RNM ou maior
compressão na MMG.
1: ausência de lesões, só mama -> repetir de acordo com a idade.
2: alterações benignas, regular, homogêneo, calcificação grosseira -> repetir de acordo
com a idade.
3: duvidosa (provável benigna) -> repetir em 6 meses. Acompanhar por 3 anos, se
continuar estável vira BIRADS 2.
4/5: suspeita e fortemente suspeita - nódulo espiculado, microcalcificação pleomórfica
agrupada -> BIÓPSIA.
T.M.
OSCE GO/PED GRUPO 6 1/2022
6: confirmado, em tratamento
5. Biopsia: ambulatorial e biópsia cirúrgica.

PATOLOGIAS BENIGNAS DA MAMA


1. Fibroadenoma
 Lesão sólida mais comum da mama, típica de mulher jovem (20 e 35 anos), tamanho
de 20 a 35mm, características de benignidade. Se aparecer em mulher > 35 anos ou
maior que 35mm, vamos retirar porque pode ser tumor filoides.
 Mamografia: calcificação em pipoca (BIRADS 2).
2. Tumor Filoides
 Parece fibroadenoma, mas tem crescimento rápido, mulher mais velha e é maior.
Apesar de benigno, esse tumor tem comportamento agressivo. Nesse caso, sempre
faz ressecção com margem cirúrgica para não recidivar.
3. Esteatonecrose: paciente jovem, que sofreu trauma e apareceu lesão.
4. Alteração Funcional Benigna da mama: adensamento + cisto mamário + mastalgia
(cíclica).
Câncer de mama
Fatores de risco:
 Idade> 40 anos.
 Sexo feminino.
 História familiar.
 Mutação BRCA.
 Nuliparidade: amamentação é proteção.
 Menacme prolongado: maior exposição a hormônios.
 Dieta rica em gordura.
 CA in situ.
 Primiparidade idosa.
 Hiperplasias atípicas.
Tipos Histológicos:
 Precursores: ductal e lobular in situ.
 Ductal infiltrante: tipo invasor mais comum.
 Lobular infiltrante: bilateral e tendência a multicentricidade.
 CA inflamatório: é localmente avançado (invade pele = avançado).
 Doença de Paget mamária: descamação na mama, unilateral, destrói complexo aréolo-
papilar e pouco pruriginoso. Diferencial com eczema benigno, que é pruriginoso, bilateral e
responde a CTC tópico.
Rastreamento
 Mamografia bienal de 50 a 69 anos (INCA), a partir dos 40 a 69 anos (Sociedade médica).
 Mulheres de alto risco (iniciar com 35 anos): Parente 1º grau com CA mama < 50 anos ou
com CA bilateral; parente com CA mama masculino.
Tratamento cirúrgico – tipos de cirurgias
 Conservadoras: avaliar a relação tumor/mama (até 3,5 cm que corresponda 20% da mama).
 Segmentectomia: retira a parte glandular.
 Quadrantectomia: retira o quadrante, retira mais pele e dá mais segurança.
 CI: doença multicêntrica mesmo que sejam lesões pequenas e impossibilidade de Rt
pós-operatória.
 Radical: mastectomia.

T.M.
OSCE GO/PED GRUPO 6 1/2022
 Linfonodo sentinela: o primeiro LFN que drena a área do tumor, se for negativo não precisa
continuar a dissecção axilar radical, se for positivo, faz o esvaziamento completo.
Terapia adjuvante/neoadjuvante
 Quimioterapia adjuvante.
 Quimioterapia neoadjuvante: antes da cirurgia para reduzir o tumor. Se faz a neoadjuvante,
não precisa da adjuvante.
 Radioterapia adjuvante: sempre que fizer cirurgia conservadora. Usada também em tumores
> 4cm.
 Hormonioterapia: Receptor de estrogênio +: Tamoxifeno (antagonista para mama, mas
agonista para endométrio) ou inibidores da aromatase (exclusivo para menopausadas) por
5 anos.
 Tamoxifeno = SERM (modulador do receptor seletivo de estrogênio).
 Terapia alvo dirigida: Trastuzumabe -> usar em pacientes com HER2 positivo.
Estadiamento

Fatores de mau prognóstico: não ter receptor hormonal; CA em mulheres jovens; expressão
HER2; acometimento linfonodal
Câncer de colo de útero
Tipos oncogênicos do HPV: 16 e 18
Fatores de risco: HPV, fatores para DST, tabagismo, baixa imunidade
Investigação: anamnese ginecológica + obstétrica + pesquisa de fatores de risco + exame físico
evidenciando dor, corrimento e/ou sangramento (indicadores de gravidade)
Rastreio: COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA
 1 vez ao ano. Após 2 coletas anuais negativa, colher a cada 3 anos.
 Entre 25 a 64 anos, após a sexarca.
 Parar com 64 anos se tiver dois exames normais nos últimos 5 anos.
 Mesma conduta para gestantes
 Portadores de HIV: início logo após a sexarca e de 6/6m no 1º ano e anualmente para o
resto da vida. Se cd4 < 200 volta a ser semestral até recuperar.
Conduta:

T.M.
OSCE GO/PED GRUPO 6 1/2022

Diagnóstico: colpocitologia + biópsia


Resultados da biópsia
 Lesões intraepiteliais (NIC): lesão precursora.
 Nem toda NIC evolui.
 NIC I: não vira CA de colo, acompanhar por 2 anos, se não sumir faz tratamento destrutivo
com crioterapia ou cauterização.
 > NIC II: exérese ou conização.

Câncer de cervical

T.M.
OSCE GO/PED GRUPO 6 1/2022

Amenorreia
AMENORREIA PRIMÁRIA
Definição: ausência de menstruação aos 14 anos associada à falha no desenvolvimento sexual
(ausência de características sexuais secundárias) ou ausência de menstruação aos 16 anos,
mesmo com desenvolvimento sexual normal.
Investigação:
 USG, FSH, LH, Prolactina, TSH, T4L, Cortisol, Testosterona livre, 17-OH-progesterona.
 Exame físico: estigmas de Turner (hipertelorismo mamário, infantilismo sexual, baixa
estatura, pescoço alado, tórax em escudo), hímen imperfurado (criptomenorreia)

AMENORREIA SECUNDÁRIA
Definição: ausência de menstruação por 6 meses ou pelo período equivalente a três ciclos
consecutivos.

T.M.
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Dor pélvica crônica


Definição: dor não cíclica (cíclica é menstrual), superior a 6 meses, que interfere nas atividades
habituais e que necessita de tratamento clínico ou cirúrgico.
Etiologia:
 Resulta de uma complexa interação dos sistemas gastrointestinais, urinários, ginecológicos
e é influenciado ainda por fatores socioculturais (lembrar de abuso sexual).
 Prevalência em mulheres de 15-73 anos.
 OBS: A causa mais comum de dor pélvica crônica é gastrointestinal (colite, doença
divertículo, constipação, CA de cólon). Porém se consideras somente no período do
menacma -> endometriose.
Diagnóstico:
 Anamnese ginecológica e obstétrica + exame físico + exame complementar
 História clínica: dor (visceral ou somática, localização, duração, relação com menstruação)
 Hábitos intestinais e urinários
 História prévia de tratamento psiquiátrico (são poliqueixosas).
Exame físico:
 Inspeção e palpação do abdome, ver se tem cicatrizes, massas e hérnias
 Exame ginecológico
 Exames subsidiários: HMG, VHS, CA-125, USG transvaginal, USG abdome total,
parasitológico de fezes, sangue oculto nas fezes (se +, faz colonoscopia), beta HCG (mais
em dores agudas e subagudas 20/40 dias de dor), estudo urodinâmico/ cistoscopia,
colonoscopia.
Tratamento: depende da etiologia
 Maioria dos casos: não adianta dar Dipirona, Buscopam.
 Consulta multidisciplinar.
 AINE, ACO, DIU, Tricíclicos
 OBS: Vaginismo entra como dor pélvica crônica, é uma contração involuntária da vagina.

T.M.
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Endometriose
Investigação: anamnese ginecológica + obstétrica + pesquisa de fatores de risco
Fatores de risco: menarca precoce e menopausa tardia (maior janela estrogênica), nuliparidade
(maior janela estrogênica)
Quadro clínico:
 Assintomático
 Dor (dismenorreia secundária)
 Dispareunia (quando há implante endometrial no fundo de saco de Douglas)
 Infertilidade ***
Diagnóstico:
 USTV com preparo intestinal para pesquisa de endometriose
 TC e RM da pelve
 Padrão ouro: videolaparoscopia (vê diretamente os focos de endometriose e pode ser feito
diagnóstico e tratamento no mesmo procedimento, porém por ser invasivo não é primeira
escolha)
CA-125 positivo sugere, porem negativo não exclui
Tratamento:
 Pacientes com desejo de engravidar: videolaparoscopia com ressecção/cauterização dos
focos visíveis
 NÃO deseja engravidar: ACO contínuo, DIU levonogestrel, análogo de GnRH (*)
*usado por pouco tempo, causa sintomas de menopausa
Osteoporose

T.M.
OSCE GO/PED GRUPO 6 1/2022

Indicar uso de citrato de Cálcio ao invés do Carbonato de cálcio se: história de cirurgia
bariátrica, gastrite atrófica, câncer gástrica, acloridria e litíase renal
Candidíase
Investigação: anamnese ginecológica + obstétrica + pesquisa de fatores de risco
Fatores de risco: DM, HIV, umidade local, estresse, gestação, obesidade, uso de corticosteroides,
uso de anticoncepcional combinado, desequilíbrio da microbiota (após uso de ATB para outros tipos
de infecções)
Quadro clínico:
 Leucorreia branca grumosa (aspecto de ricota)
 Hiperemia
 Prurido intenso
Exame físico:
 Hiperemia de vulva e canal vaginal devido reação inflamatória local
Diagnóstico:
 Exame a fresco: coloca secreção em lâmina e analisa no microscópio, nesse caso veremos
hifas (estruturas fúngicas)
Tratamento:
 Miconazol a 2% creme vaginal – usar por 7 dias a noite
 Nistatina creme vaginal 1000.000 UI – aplicar por 14 noites
 Fluconazol VO é segunda opção
 Outros: cetoconazol, clotrimazol, anfoericina, isoconazol
 GESTANTES: o mesmo, porém SEMPRE tópico, nunca usamos flucanozol VO
 NÃO precisa tratar parceiro, não é IST
 NÃO precisa tratar assintomáticas, nem mesmo gestantes
 Em casos de repetição (>4 episódios/ano) tratar com fluconazol 150mg D1, D4 e D7, depois
uma vez por semana durante 6 meses
Vaginose bacteriana
Agente etiológico: Gardnerella vaginalis
 Bactéria presente na microbiota normal em quantidade muito pequena que em situações em
que o pH da vagina sobe ela consegue se proliferar e aumentar sua quantidade.
Fatores predisponentes: situações em que ocorre alcalinização do pH vaginal como relações
sexuais muito frequentes principalmente com ejaculação dentro da vagina, mulheres que recebem
sexo oral com muita frequência e ducha vaginal.

T.M.
OSCE GO/PED GRUPO 6 1/2022
Quadro clinico: leucorreia fluida branco acinzentada de odor fétido que piora após o coito e durante
a menstruação
Exame especular: leucorreia fluida branco acinzentada de odor fétido com bolhas
Testes diagnósticos:
 Teste de Whiff/das aminas: passa o espéculo, pega uma Cheron com algodão e limpa a
secreção, pinga uma gota de hidróxido de potássio (KOH) no algodão com secreção e se for
bactéria anaeróbia (como a Gardnerella) irá subir um odor de peixe podre, é a volatilização
das aminas.
 Exame a fresco: coloca a secreção em uma lamina e olha no microscópio, nesse caso
iremos ver as clue cells ou células alvo
 Teste de pH da secreção: vai estar mais alcalina do que o normal (porém ainda ácido, por
volta de 4,5)
Critérios de Amsel: > 3
 Leucorreia branco acinzentada
 pH > 4,5
 Teste das aminas positivo
 Células alvo no exame microscópico
Tratamento
1. Primeira escolha: metronidazol 500mg de 12/12h por 7 dias
 No SUS temos apenas comprimidos de 250 mg então prescrever 2cp a cada 12h
 Creme não é mais utilizado
 NÃO precisa tratar parceiro
 NÃO tratar pacientes assintomáticas, a não ser gestantes e pacientes pré-procedimento com
manipulação
 Orientar paciente a não ingerir bebidas alcóolicas durante o tratamento
 Tratamento da GESTANTE: o potencial risco do uso de metronidazol na gestação (primeiro
trimestre) é inferior ao risco do paciente continuar com a vaginose (possível aborto, infecção
ovular, parto pré-termo)
2. Secunda opção: clindamicina 300 mg 1cp VO 12/12h por 7 dias
 Boa opção para gestantes no primeiro trimestre de gestação
Tricomoníase
Investigação: anamnese ginecológica + obstétrica + pesquisa de fatores de risco
Fatores de risco: perguntar sobre parcerias sexuais, uso de preservativos e contraceptivos, se já
teve quadro antes e se já fez algum tratamento
Quadro clínico:
 Leucorreia verde, abundante e bolhosa
 Prurido
 Colpite tigroide – colo em morango (reação inflamatória do colo)
 Odor ruim
Exame especular: corrimento verde, abundamente e bolhoso, colo em morango, odor ruim
Testes diagnósticos:
 Teste do pH: vai estar mais “alcalino” do que o normal, > 4,5
 Exame a fresco: coloca secreção na lamina e analisa no microscópio: veremos protozoário
com flagelo se movendo
Tratamento: metronidazol 500mg 12/12h por 7 dias OU 2g VO em dose única (gestante)
 Sempre tratar o parceiro pois é IST e pacientes assintomáticas devido risco de transmissão
 Orientar não fazer uso de álcool durante o tratamento

T.M.
OSCE GO/PED GRUPO 6 1/2022

Osce Obstetrícia
Anamnese obstétrica
1. Identificação: nome, idade, cor, profissão, religião, estado civil, naturalidade, procedência
2. Queixa principal: todas as queixas devem ser investigadas quanto ao tempo, intensidade,
características, tratamentos prévios.
3. História da moléstia atual ginecológica: focar em dor, sangramento, corrimentos vaginais,
perda de liquido, falta de percepção de movimentos fetais.
4. História da gestação atual:
 DUM: primeiro dia da última menstruação
 DPP: somamos 7 dias ao primeiro dia da DUM e caso ultrapasse o número de dias
do mês, jogamos o resto para o mês seguinte. Para o cálculo do mês somamos 9,
caso a DUM seja até março ou descontamos 3 caso seja de abril a dezembro.
 Cálculo de amenorreia: tempo da gravidez. Soma-se o número de dias mês a mês,
desde a data da última menstruação até a data que queremos calcular. Divide-se o
resultado final por 7
Obs:
• Feto: até 10 semanas
• Embrião: 11ª semana para frente
• Paridade (nuligesta, primigesta, secundigesta, tercigesta)
• GxPyAw
5. Interrogatório sobre diversos aparelhos: IGUAL DA GINECO
6. Antecedentes familiares: IGUAL DA GINECO
7. Antecedentes pessoais: da gineco +
8. Vacinas:
• H1N1: recomendado pelo MS para gestantes
• Hepatite
• Anti-tetânica: a partir do 7º mês
9. Cirurgias prévias: cirurgias perineais, prévias de intestino ou bexiga, colina, bacia,
cesáreas prévias com cicatrizes não usuais, miomectomias, cirurgias em processos
inflamatórios pélvicos.
10. Antecedentes ginecológicos: menarca, DUM, telarca, pubarca, ciclos menstruais,
dismenorreia
11. Antecedentes obstétricos:
 Partos, cesáreas, abortos: Gesta/Para/Aborto
 Puerpérios: investigar problemas que teve anteriormente, como infecções,
dificuldade na amamentação, sangramentos excessivos
 Lactações: quantas e por quanto tempo
 Antecedentes de mastite: se teve precisou de tratamento? Drenagem? De qual
lado? Foi de repetição?

T.M.
OSCE GO/PED GRUPO 6 1/2022
Pré Natal

T.M.
OSCE GO/PED GRUPO 6 1/2022
Sífilis na mulher e na gestante
Agente Etiológico: Trepponema pallidum.
Formas Clínicas:
 1ª “cancro duro” – úlcera única, indolor e que desaparece espontaneamente.
 Exame padrão ouro: microscopia em campo escuro.
 2ª “condiloma plano” e lesão cutaneomucosa não ulcerada.
 3ª tabes dorsalis, gomas sifilíticas, pseudoaneurisma de Charcot/aneurisma aórtico.
Diagnóstico e Seguimento na Gestante:
 Ideal pedir FTA-Abs se VDRL menor 1:8.
 Controle de cura mensal com VDRL na gestante e trimestral na não gestante.
 Se um teste positivar, iniciar o tratamento e depois confirmar com um segundo teste.
 Se o primeiro teste for VDRL, o segundo deve ser o FTA-Abs e vice-versa.
Tratamento
1. Primeira escolha: Penicilina Benzatina
 1ª, 2ª e latente recente: dose única de 2.400.000 UI IM
 3ª, latente tardia ou duração indeterminada: 3 doses de 2.400.000 UI IM, com intervalo
de 7 dias.
2. Gestantes alérgicas: tentar primeiro a dessenssibilização, e se não for possível, utilizar
Ceftriaxone 1g IM ou EV por 8 a 10 dias.
3. Não gestantes alérgicas utilizar Doxaciclina 100mg VO 2x ao dia por 14 dias.
4. Tratamento inadequado
 Não Penicilínico.
 Sem esquema completo ou sem comprovação
 Concluído < 30 dias antes do nascimento.
 Antigamente parceiro não tratado era considerado tratamento inadequado, agora é
considerado inadequado apenas se não foi tratado um parceiro cuja sorologia fosse
positiva. Se a sorologia dele for negativa, está adequado.

ITU na gestação
Definição: crescimento de microorganismo(s), com ou sem danos para o trato urinário, Na
prática clínica, é o número de bactérias igual ou superior a 100mil UFC/ml em urina coletada em
jato médio, na primeira micção do dia.
Formas Clínicas: bacteriúria assintomática; infecção urinária baixa (cistites e uretrites);
pielonefrite aguda
Quadro Clínico:
1. Infecção baixa: disúria; urgência urinária; anictúria; aspecto turvo na urina; dor
suprapúbica
2. Infecção alta: mal-estar geral; anorexia; náuseas e vômitos; febre > 40 graus; calafrios;
sudorese; taquicardia; disúria; polaciúria; urgência miccional; Giordano +
Diagnóstico laboratorial:
 Hemograma completo
 Urina 1
 Urocultura com antibiograma (sempre pedir antes de começar atb)
Para os casos graves:
 Hemocultura 2 amostras
 Eletrólitos
 Ureia/creatinina
 Perfil ácido básico
 USG de vias urinárias superiores
T.M.
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Alterações possíveis: leucocitúria – piúria ( > 10mil) , nitrito positivo (fala a favor de gram -),
hematúria, bacteriúria, urocultura com mais de 100 mil colônias
Antibiótico terapia:
1. Bacteriúria assintomática:
 Ampicilina 2g (dose única)
 Ampicilina 500 mg VO (6/6h) por 3 dias
2. Recorrência:
 Nitrofurantoína 100mg VO a noite até o fim da gravidez
3. Cistite:
 Ampicilina 500 mg VO (6/6h) por 7 – 14 dias
 Cefalexina 500mg VO (6/6h) por 7 – 14 dias
4. Pielonefrite:
 Ampicilina 1 – 2g EV (6/6h) por 10 – 14 dias
 Cefalotina 1-2 g EV (6/6h) por 10 – 14 dias
Conduta na Pielonefrite
 Hospitalização
 Exames para casos mais severos
 Monitorização dos sinais vitais (incluindo a diurese)
 Solução cristaloide EV para manter diurese > 30 ml/h
 Antibiticoterapia EV
 Raio X de tórax em caso de dispneia ou taquipneia
 Repetir HMG e eletrólitos em 48 h
 Alta quando afebril por 48 horas (considerar atb por 14 dias)
 Urocultura em 1 semana a 2 semanas após completar a terapia e controle mensal na
gravidez
DHEG e suas complicações
Investigação: anamnese ginecológica + obstétrica + pesquisa de fatores de risco
Fatores de risco:
 Idade materna avançada
 História familiar de DHEG
 Obesidade
 Gestação múltipla
 Doença trofoblástica gestacional
 DHEG em gestação pregressa
 DM
 Doença renal
 Colagenoses
 Trombofilias
Quadro Clínico
1. DHEG leve
 PA >/= 140x90 após 20 semanas de gestação
 Proteinúria >/= 300mg/24h ou 1+ em fita reagente ou 0,3 na relação
proteína/creatinina
2. DHEG grave:
 PA >/= 160x110 após 20 semanas de gestação
 Proteinúria >/= 2g/24h OU 3/4 + em fita reagente
 Apresenta uma ou mais das seguintes características: edema generalizado, insuficiência
respiratória, insuficiência renal (oligúria/anúria/aumento de creatinina), insuficiência

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cardíaca, HELLP síndrome, eminencia de eclampsia (fotofobia, escotomas, amaurose,
náuseas e vômitos), eclampsia (convulsão tônico-clônica generalizadas).
Consequências da DHEG:
1. Na mãe
 Maior risco de eclampsia
 Maior risco de HELLP
 DPP
 CIVD
 Insuficiência renal aguda
 Hemorragia cerebral
 Edema pulmonar
2. No feto
 Prematuridade
 RCIU
 Oligodrâmnio
 Sofrimento fetal
 Morte perinatal
Diagnóstico clínico
Exames complementares
1. Hemograma
2. Urina I
3. DHL
4. TGO
5. TGP
6. Ácido úrico
7. Ureia
8. Creatinina
9. Bilirrubinas
Tratamento
O tratamento definitivo consiste na interrupção da gestação, porém quando não for possível devido
prematuridade é feito:
1. DEHG grave
a. Controle de pressão:
 Metildopa 250mg de 8/8h até 500mg de 6/6h
 BCC: nifedipina ou anlodipina
 Beta-bloqueador: propranolol
 Se emergência hipertensiva utilizar hidralazina 5mg EV diluído em 19ml de agua
destilada a cada 15min
b. Repouso
c. Controle de peso e dieta hipossódica (evitar o sal a mesa)
d. Sedação em formas graves
2. Eminência de eclampsia
a. Sulfato de magnésio
 Dose de ataque de 4g em 100ml de SF em bomba de infusão correndo em 30
minutos + manutenção de 1-2g por hora em 100ml de SF até 24h depois da
última convulsão ou 24h após o parto
 Durante a infusão avaliar: diurese (mínimo 25ml/h); Reflexo patelar presente;
frequência respiratória > 16 ipm
 Intoxicação: gluconato de cálcio

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Gestação ectópica rota
Investigação: anamnese ginecológica + obstétrica + pesquisa de fatores de risco
Fatores de risco:
 DIP prévia
 Tabagismo
 Procedimento tubário prévio
 DIU/laqueadura
 Falha na anticoncepção de emergência
 Reprodução assistida
 Gestação ectópica prévia
Quadro Clínico
 Dor em fossa ilíaca
 Atraso menstrual
 Sangramento vaginal
Exame Físico
 Abdome: dor em fossa ilíaca, pode ter sinais de irritação peritoneal (presente quando rota)
 Especular: colo arroxeado
 Toque bimanual: pode conseguir palpar abaulação em um dos lados e ao toque do fundo de
saco de Douglas paciente grita, sinal conhecido como grito de douglas.
Diagnóstico: USG TV e Beta-HCG
Tratamento
1. Paciente estável
a. Medicamentoso/ conservador – Metrotrexate, indicações:
 Massa anexial <3,5 cm
 Beta-HCG <5.000 UI/L
 Embrião sem BCF
 Gestação ectópica íntegra
 Provas de função hepática e renal normais
b. Cirúrgica via laparoscopica
 Se rota: salpingectomia
 Se intacta: salpingostomia (tira apenas saco gestacional)
2. Paciente instável
 Estabiliza e faz laparotomia + salpingecomia na tuba afetada
Obs.: em mães Rh negativas devemos lembrar de fazer a imunoglobulina!!
Rotura prematura membranas ovulares
Investigação: anamnese ginecológica + obstétrica + pesquisa de fatores de risco
Buscar ativamente: infecções, corrimentos, procedimentos, tabagismo, história prévia e familiar de
amniorrexe prematura, traumatismo e contrações.
Quadro clínico: perda de líquido
Exame especular
 Líquido amniótico represado no fundo de saco
 Saída de líquido pelo orifício externo do colo uterino com manobra de Valsalva
Testes diagnósticos
 Teste de cristalização: coletamos pequena quantidade de muco cervical, colocamos em
uma lâmina, esperamos secar e analisamos no microscópio. Se for líquido amniótico,
veremos a cristalização ou arborização.
 Fitas de pH: pH alcalino (> 6)
Exame complementar: US para avaliação de oligoâmnio
CONDUTA geral
 INTERNAÇÃO
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 Repouso
 Controle de sinais vitais
 Avaliação de maturidade e vitalidade fetal diariamente
 Hemograma e leucograma
 Proteína C reativa
 Evitar toque vaginal
Conduta segundo idade gestacional
a. Gestação a termo (> 37 semanas)
 Espera entrar em TP e se demorar muito (> 12 horas), induzir com misoprostol e
ocitocina (se não houver contraindicações como cesárea prévia ou cicatriz uterina)
b. IG de 34 a 36 semanas
 Se maturidade fetal: interrupção da gestação (preferência para parto vaginal)
 Se ausência de maturidade: conduta expectante, aguardamos 24-72h após o
momento da ruptura para induzir parto (intuito de aumentar corticoide endógeno fetal
diminuindo o risco de stress respiratório)
 Se infecção materna interrupção da gestação
c. IG de 24 a 34 semanas
 Corticoterapia com betametasona 12mg IM de 24/24h (2 a 3 doses), aguardar 24
horas da última dose para realização do parto
 Antibioticoterapia como profilaxia estreptocócica (para sepse neonatal) com Penicilina
G cristalina dose de ataque de 5 milhões UI e + manutenção 2,5 milhões UI de 4/4h
até o parto. Alternativa: ampicilina 2g EV de ataque + 1g de manutenção de 4/4h até
o parto.
 Proteção neurológica fetal com sulfato de magnésio: dose de ataque de 4g +
manutenção de 1g de 1/1h até o parto. Até 32 semanas.
 Avaliar tocólise por 48h para ação do corticoide na maturação pulmonar fetal
 Interrupção da gestação em caso de sofrimento fetal ou de infecção materna
d. IG < 24 semanas
 Orientar a família quanto a inviabilidade do feto
 Não está indicada tocólise, corticoterapia e antibioticoprofilaxia
 Se infecção materna ou fetal: INTERRUPÇÃO da gestação de preferência por via
vaginal
Complicações:
 Prematuridade
 Hemorragia intraventricular
 Enterocolite necrotizante
 Hipoplasia pulmonar
 Síndrome da angustia respiratória ou doença da membrana hialina
 Deformidades ortopédicas
 Corioamnioite
 Prolapso de cordão

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Diabetes Gestacional

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Toxoplasmose

Sangramentos na primeira metade da gravidez


USG-TV achados na gravidez
 4 semanas: saco gestacional
 5 semanas: vesícula vitelínica
 6/7 semanas: embrião (saco gestacional > 25mm) + BCF presente
 Obs.: no USG via abdominal demora cerca de uma semana a mais a visualização de cada
estrutura
Beta-HCG > 1500 = saco gestacional
 Causas mais comuns de sangramento < 20 semanas: abortamento, doença trofoblástica
gestacional e gravidez ectópica
Abortamento
 Causa mais comum: trissomias (do 16 – aborto precoce, até 12 semanas)
 Apresentação clínica
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
COLO ABERTO COLO FECHADO
INCOMPLETO COMPLETO
INEVITÁVEL AMEAÇA
INFECTADO RETIDO
 Classificação e conduta

COLO COLO
CLÍNICA CONDUTA CLÍNICA CONDUTA
ABERTO FECHADO
Útero menor e
Útero menor Esvaziamento vazio
Incompleto Completo Orientação
com restos uterino (Endométrio <
Útero 15)
Esvaziamento Embrião vivo
Inevitável compatível Repouso
uterino Ameaça com útero
com embrião Analgésico
Febre, odor ATB* compatível
Infectado fétido, Esvaziamento Embrião morto Esvaziamento
Retido
leucocitose... uterino e útero menor uterino
 ATB: Clindamicina + gentamicina
 Colo fechado: para diferenciar entre ameaça e aborto retido → USG
 Colo aberto: para diferenciar entre incompleto e inevitável → esvaziamento

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ESVAZIAMENTO
O limite é 12 semanas → formação óssea da criança (risco de perfuração do útero)
≤ 12 semanas AMIU (padrão-ouro) ou curetagem

> 12 semanas Sem feto (incompleto): curetagem


Avaliar presença
de feto Com feto (retido / inevitável): Misoprostol ± curetagem
- Avaliar necessidade de curetagem após misoprostol

OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
PRECOCE x TARDIO
≤ 12 semanas > 12 semanas
ESPONTÂNEO x PROVOCADO
Legal: risco de vida, estupro e anencefalia
ESPORÁDICO x HABITUAL
Causa + comum: trissomia (16)
 Aborto provocado legal
 Casos de anencefalia (USG comprovando)
 Risco de vida materno (2 medicos assinam o laudo);
 Estupro;
 Outras malformações (só com autorização judicial)

 Abortamento habitual > 3 perdas – inicia-se investigação:


INCOMPETÊNCIA ISTMO-CERVICAL Aborto tardio
CIRCLAGEM → 12 - 16 sem Colo fica curto
+ usada: Mc Donald Dilatação indolor
Feto vivo
SÍNDROME DO ANTICORPO Colo normal
ANTIFOSFOLIPÍDIO Lúpus
 Anticardiolipina Anticorpos (+)
 Anticoagulante lúpico Tromboses
 Anti-beta2 glicoproteína Feto morto
* Necessário 2 titulações positivas de Diagnóstico: 1
anticorpos critério clínico + 1
laboratorial
Tratamento: AAS e HEPARINA
INSUFICIÊNCIA DO CORPO LÚTEO Precoce
 Progesterona
Tratamento: Progesterona Colo normal
(Até o final do 1º Trimestre)
Sangramentos na segunda metade da gravidez
Causas mais comuns de sangramento > 20 semanas: descolamento prematuro de placenta e
placenta prévia
1. DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA
 Fatores de risco: HAS, trauma, idade > 35 anos, polidramnia, gemelaridade e drogas
(tabaco/cocaína)
o OBS.: na polidramnia e na gemelaridade o útero fica muito destendido e
durante o rompimento da bolsa pode ocorrer uma retração uterina súbita,
descolando a placenta.
 Quadro clínico
 Dor abdominal, taquissistolia, hipertonia (útero lenhoso), sofrimento fetal
agudo, hemoâmnio e sangramento (escuro) → o hematoma retroplacentário
irrita o útero, causando dor abdominal e contrações exacerbadas!
 20% cursa com sangramento oculto
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 Diagnóstico clinico, não precisa ser feito USG
 Conduta
Via + rápida (cesariana) REALIZAR ANTES: AMNIOTOMIA
FETO VIVO - Parto iminente: 
vaginal Diminui a pressão no
hematoma
Via vaginal Diminui a infiltração miometrial
FETO
- Se demorar: Diminui tromboplastina para a
MORTO
cesariana mãe
 Complicações
a. Útero de Couvalaire (apoplexia uteroplacentária)
 Massagem FU + ocitócito (se não der certo: misoprostol via retal)
 Sutura de B-Lynch (diminui a chance de histerectomia)
 Ligadura hipogástrica / uterina
 Histerectomia (subtotal)
b. Síndrome de Sheehan: Necrose hipofisária com amenorreia
c. CIVD
 Tromboplastina para a circulação materna
 Avaliação prática de coagulopatia: colher 8mL de sangue da paciente,
colocar em tubo de ensaio a 37°C (segurar o tubo na mão fechada – não
balançar o tubo); sangue que coagula em até 10 min e permanece firme por
mais 15 min afasta coagulopatia
2. PLACENTA PREVIA
 Classificação: marginal; parcial e total (indicação absoluta de cesárea)
 Fatores de risco: CIMET – cesárea/curetagem, idade > 35 anos, multiparidade,
edometrite, tabagismo, gemelar
 Quadro clínico
 P – Progressivo
 R – Repetição
 E – Espontâneo
 V – Vermelho vivo
 I – Indolor
 A – Ausência de hipertonia e sofrimento fetal
 Não realizar toque vaginal
 Fazer primeiro o exame especular
 USG: confirma diagnóstico e classifica
 Conduta:

CONDUTA NO SANGRAMENTO
A TERMO Interrupção
Depende do sangramento
PREMATURO  Intenso → interrupção
 Escasso → expectante
VIA DE PARTO
Sempre cesariana (indicação
TOTAL
absoluta
PARCIAL A maioria cesariana
MARGINAL Avaliar parto vaginal
 Complicações: apresentação não cefálica, acretismo, puerpério anormal
(hemorragias, infecção)

T.M.

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