Cirurgia - Resumo
Cirurgia - Resumo
BUCAL: Cânulas
Instrumentos para irrigação
Porta agulha
Manobras cirúrgicas fundamentais: Pinça de dissecção
Tesouras
Diérese: É o primeiro tempo cirúrgico e consiste na
blocos de mordida
separação dos tecidos para permitir o acesso à
Pinça de Allis
região alvo da cirurgia. manobra que permite
alcançar o lugar da operação (incisão/
descolamento/ afastamento tecidual) Antes de iniciar a exérese, deve fazer a antissepsia da
face do paciente com solução de clorexidina 2% e
Exérese: objetivo principal da cirurgia
bochecho com clorexidina 0,12%
(exodontia/remoção do siso/ amputação do ápice
radicular). é o tempo cirúrgico que consiste na
remoção de tecidos, órgãos ou estruturas Pinça de campo: mantém os campos cirúrgicos
patológicas do corpo do paciente. em posição
Incisão do tecido:
→ Cabo de bisturi nº 03 ou 07
→ Lâmina de bisturi nº15 ou 15c, 11/12
Remoção óssea:
→ Raspador ósseo: alisar o osso antes da sutura do
retalho muco periósteo. Em posição (movimento de
“puxar”)
→ Brocas: retalhar o tecido ósseo ou dente (cirúrgicas
Sutura:
→ Porta agulha: serve para fixar a agulha curva para
que seja feita a sutura
→ Agulha curva: serve para perfurar o tecido e passar
o fio de sutura
PRINCÍPIOS DA SUTURA:
Localizada na quarta manobra cirúrgica (síntese), por
estar relacionada a conclusão da cirurgia.
→ Pinça standard: usada em tecido que se deseja pinças de dissecção (Adson e standard)
preservar as bordas Porta agulha (mayo – hegar)
Tesoura (metzembaum) → 4-0 e 3-0: cirurgia oral (cavidade oral)
Pinça hemostática
Agulhas (feita de aço inoxidável)
Normas para execução da sutura:
→ Antissepsia e assepsia correta da região
Agulhas: → Respeito aos planos anatômicos. A sutura deve ser
→ Atraumática: diretamente presa ao fio feita com seus respectivos tecidos (mucosa com
→ Traumático: isolada (>dano tecidual/<custo) mucosa, músculo com músculo, ..)
→ Garantir a hemostasia (controle do sangue)
→ Ferida limpa
Tipos de agulhas:
→ Usar técnicas e fios adequados
→ Reta
→ Semi-curva
→ Curva (ideal para suturação) Cuidados importantes:
→ A agulha deverá ser apreendida pela porta agulha
Relativa dificuldade de realização de nó Ideais para feridas extensas e com bordos regulares
Movimentos;
→ Cunhas
→ Roda e eixo Não se faz direto porque pode perder muito osso e
→ Alavanca deixando os molares e caninos, fica os dois pilares.
Inicia pelos superiores e depois os inferiores
Fórceps:
Princípios da exodontia:
Projetada para se adaptar a raiz dentária
Quanto mais fechada a ponta ativa do fórceps:
Sequência de atividades, cuidados e
Melhor sua adaptação a raiz dos dentes
procedimentos que devem ser tomados em todos
> sua eficiência
os casos para que se consiga estabelecer o
< complicações
tratamento
Movimentos: Planejamento:
→ Apical: 1º movimento Possíveis complicações
Nervo maxilar:
Indicações: anestesia: osso, polpa, mucosa vestibular e periósteo
Avaliar comprometimento endodôntico;
Doença periodontal com dente não inserido em osso;
Nervo alveolar superior anterior (NASA)
Presença de cisto ou tumores odontogênicos;
anestesia: incisivos anteriores, laterais e caninos sup.
Dentes mal posicionados e supranumerários;
dosagem min: 0,9ml (metade de 1 tubete)
Evitar fratura de mandíbula, indicação de ortodontia;
agulha: curta calibre 30
V1: oftálmico
V2: maxilar
V3: mandibular
Nervo palatino maior
anestesia: osso palatino, mucosa palatina e periosteo Nervo lingual:
palatino anestesia: mucosa lingual de todos os dentes, ⅔
dosagem min: 0,4 a 0,6ml anteriores da língua e soalho da língua (parte inferior
agulha: curta calibre 30 da língua)
dosagem mín: 1,5ml
forame palatino localizado entre 1º e 2º molar ( a 1 cm agulha: longa calibre 27
da face lingual do 1º e 2º molar)
Nervo mentoniano:
Nervo infraorbitário anestesia: nao anestesia dental, anestesia tecidos
anestesia: asa do nariz, pálpebra inferior, lábio superior moles (lábio inferior e mucosa vestibular de incisivo
e NASM E NASA central até —-------
dosagem min: 0,9ml dosagem mín: 0,6 ml
agulha: longa calibre 27 agulha: curta calibre 30
vantagens: pacientes cardiopatas devido às nervo alveolar inferior vem do canal mandibular e
possibilidades de erro emerge até o nervo incisivo que vai do pré molar até os
centrais, entretanto não há vantagem em anestesiar o
nervo incisivo pois o alveolar inferior já bloqueia o n.
ao anestesiar qualquer uma das ramificações do incisivo. sempre será melhor anestesiar o NAI
nervo maxilar, deve se obrigatoriamente anestesiar
também o nervo nasopalatino (quando for de incisivo em mandíbula é mais seguro anestesiar com agulha
central ao canino superior) e nervo palatino maior longa e deixar 2mm para margem de segurança
(quando for de 1 pre ao 3 molar sup), para que
anestesie o osso, mucosa e periósteo do palato
Complicações em anestesiologia:
O nervo infraorbitário serve também como uma
segunda forma de extrair um dente visando a
economia de tubetes e quantidades de furos no Quebra de agulha:
paciente. Extremamente raro
como o nervo infraorbitário liga se diretamente ao Passíveis de prevenção
NASM e NASA, ao anestesiar o infraorbitário, você
estará anestesiando respectivamente os dois nervos
Possíveis causas:
alveolares sup fazendo apenas 1 furo ao invés de 2
Movimento inesperado do paciente
furos
Agulhas mais finas
Agulhas curvas anteriormente
Nervo mandibular: Defeitos de fabricação
Nervo bucal
Prevenção:
anestesia: mucosa vestibular de molares inferiores
Utilizar agulha de > calibre em penetrações profundas
dosagem min: 0,3 ml
Utilizar agulhas longas (penetração > 18mm)
agulha: curta calibre 30 ou longa calibre 27
Não introduzir a agulha até o canhão (2mm)
Não mudar a direção após a introdução nos tecidos
Nervo alveolar inferior (NAI) moles
anestesia: osso, polpa de todos os dentes da
hemiarcada, periósteo, mucosa vestibular de pré
Problemas
molares e incisivos centrais
Não há grandes problemas
dosagem mín: 1,5ml
Não migram mais que alguns mm
agulha: longa calibre 27
Infecção extremamente rara Autolesão
Lesão térmica ou química
Parestesia
Tratamento:
Disestesia
Remoção com pinça (caso visível)
Preservação
Remoção cirúrgica da agulha Prevenção:
Rigoroso protocolo de injeção
Dor a injeção
Tratamento:
Possíveis causas e prevenção:
aguardar tempo médio de 1 semana a 6 meses
Não utilização do anestésico tópico previamente
Agulha romba (várias perfurações)
Injeção rápida Trismo:
Soluções contaminadas
Possíveis causas:
Traumatismo
Problemas: Infecções
> ansiedade ---> movimento inesperado (fratura de Múltiplas perfurações
agulha/lesão do tecido mole)
Possíveis problemas:
Tratamento: Limitação de abertura bucal cerca de 2cm
tomar as precauções
Prevenção:
Evitar múltiplas perfurações
Tratamento:
Possíveis problemas:
imediato: compressão por 2min
Subsequente: gelo até 24h após calor Possíveis problemas:
Advertir sobre sensibilidade trismo e alteração de cor Transitório
Prevenção:
Necrose dos tecidos
Agulha em contato com osso (NAI)
Possíveis causas:
Irrigação prolongada aos tecidos
Descamação Tratamento:
Abscesso estéril Acalmar o paciente
Curativo oclusivo
Possíveis problemas: Aguardar
Dor
Prevenção:
Aplicar anestésico tópico de 1 a 2 min
Complicações em cirurgia:
Evitar a utilização de norepinefrina
Evitar epinefrina na proporção 1:50.000 Prevenção:
Sempre que possível prever alguma situação em
complicação, o paciente deve ser avisado
Tratamento:
Não é necessário tratamento
Descamação epitelial resolverá em poucos dias Principais cuidados:
Se houver dor: anestésico Realizar cirurgias que o profissional esteja habilitado e
preparado
Rigorosa avaliação pré operatória
Lesão dos tecidos moles: Cuidadoso plano de tratamento
Possíveis causas: Respeitar a cadeia asséptica
Comum em crianças e pacientes especiais após Dispor de todo material adequado para o
bloqueio anestésico procedimento
Campo operatório adequado
Evitar a força excessiva
Possíveis problemas: Verificar hemostasia
Automutilação
Edema e dor
Lesão de tecido mole
Possíveis causas:
Prevenção:
Laceração do retalho
Consultas curtas= anestésico de < duração
Perfuração do tecido mole
Advertir o paciente ou responsável
Ferida causada por abrasão
Tratamento: Prevenção:
Analgésico Usando o instrumental correto
Vaselina para os lábios Domínio de técnica
Bochechos com solução salina Delicadeza no tracionamento
Caso necessária: suturar Força controlada
Apoio ou suporte do instrumental
Prevenção:
Controlar a força
Lesões de dentes adjacentes:
Cuidado do manuseio do instrumental Possíveis causas:
Técnica de extração aberta Uso inadequada de fórceps ou alavanca
Realização de ostectomia e/ou odontossecção Fratura/luxação
Prevenção:
Tratamento: Controlar força
Alavanca -> técnica correta
depende da anatomia e extensão -> osteoplastia Fórceps -> ponta ativa no dente
Dano ao NAI:
Lesão de atm.:
Possíveis causas:
Odontosec. Prevenção:
Descolamento mucoperios. controle da força
Alavancas Estabilidade mandibular
Avaliar raiz e posicionamento do dente Uso de bloco de mordida
Tratamento
Infecções Calor úmido
Possíveis causas: Analgésico/ anti-inflamatório + dieta pastosa
Quebra de cadeia asséptica
Tempo cirúrgico
Exodontia de dente errado:
Condição Sistêmica
cuidado com a ferida cirúrgica Possíveis causas:
Falta de atenção
Hemorragia:
Possíveis causas: Prevenção:
Dificuldade de tamponamento
Descolamento de coagulação Tratamento: reimplante dentário
Etiologias desconhecida
6. O retalho deve ser afastado sem tensão 2. enucleação + tratamento do osso adjacente
Cistectomia
Tratamento de escolha para cistos < de 30 cm
CONTRAINDICAÇÕES PARA INCISÕES "RELAXANTES" Realizada por curetagem ou dissecção
Palato Vantagens:
Superfície lingual da mandíbula; - avaliação da lesão inteira
Eminência canina; - 1 tempo cirúrgico
Através das inserções musculares;
Região do forame mentoniano. Desvantagens:
- lesões próximas a estruturas nobres
INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS
→ AULA SEPARADA (FINAL DO PDF)
IMPORTANTE: as incisões devem ser realizadas longe da 1. enucleação + curetagem:
cavidade cística para se evitar deiscência da sutura (6 remoção total da lesão (margem de segurança de 1 a
a 8mm) 2 mm)
lesões com expectativa de recidiva
marsupialização:
tem como objetivo tornar a cavidade cística parte 2. enucleação + ostectomia periférica
integrante da cavidade oral remoção total da lesão (margem de segurança 1 a 2
mm)
fenestração/ exteriorização lesões com expectativa de recidiva
indicada para cistos > que 3 cm
Indicada para evitar: 3. enucleação + crioterapia
- fraturas remoção total da lesão (2 a 3mm)
- hemorragias lesões com expectativa de recidiva
- comunicações nitrogênio líquido
- lesão pulpar dos dentes
vantagens:
Marsupialização só se faz em cistos, nunca se deve ausência de sangramento
fazer em tumores odontogênicos baixa incidência de infecção secundária
relativa ausência de dor
vantagens: margem de 2 a 3mm além da lesão
- procedimentos simples
- evita danos às estruturas nobres
4. enucleação + eletrocauterização:
desvantagens: remoção total da lesão (margem de segurança de 1 a
- tecido é deixado sem uma avaliação completa 2 mm)
- incômodo ao paciente, devido a cavidade lesões com expectativa de recidiva
aberta e entrada de alimentos
tratamento conservador: