MANEJO DE FLORESTAS NATIVAS
MÓDULO III – Práticas Florestais Integradas
Professor: Dr. Thiago Floriani Stepka
Acadêmicos: Fabrício Pereira da Costa, José Guilherme R. L. Ransoni,
Leonardo Lenoir e Vitória R. Vinciguera
Introdução
Objetivo e Área de Estudo
Tópicos Metologia
Coleta de dados
Estimativa Altura e Volume
Resultados
Análise Estatística
Curva espécie-área
Análise Fitossociológica e Estrutura
Horizontal
Índices de Diversidade Ecológica
Incremento Médio e Análise de Número de
Árvores Ingressas e Mortas
Distribuição Diamétrica
Avaliação Qualitativa
Redução de Área Basal
Conclusão
Introdução
Relevância Ecológica da Floresta Ombrófila Mista (FOM)
Conservação da biodiversidade e equilíbrio ambiental no
Sul do Brasil (Inoue, 1979; Gama et al., 2003; Narvaes, 2004).
Presença da Araucaria angustifolia como espécie-chave.
Desafios do Manejo e Fragmentação da FOM
Redução de área e fragmentação crítica (82% com menos de
50 ha) devido à expansão antrópica (Sevegnani et al., 2013).
Impactos na conservação e regeneração ecológica.
Funções Ambientais Vitais em Regiões de Altitude
Regulação climática, estabilidade do solo e proteção hídrica
(Higuchi et al., 2013; Joly et al., 2014).
Bacias dos rios Uruguai e Paraguai acima de 780m.
Objetivo
Este estudo visou a realização de um inventário
florestal de um fragmento da Floresta Ombrófila
Mista, caracterizando sua estrutura, avaliando
índices florísticos e fitossociológicos, a
quantificação do estoque de madeira, além de
realizar uma análise qualitativa e a simulação de
um desbaste de 30% da área basal.
Área de Estudo
Fazenda Experimental do Centro de Ciências
Agroveterinárias (FECAV) da UDESC, em Lages,
SC
Possui área de 190 hectares
O fragmento avaliado possui 6,03 ha
Clima cfb( koppen), verões suaves, invernos
severos e ausência de estação seca (Alvares et
al., 2013)
Metologia - coleta de dados
Coleta de dados em cinco parcelas permanentes, com
mensurações anteriores disponíveis pelo Professor Dr.
Thiago Floriani Stepka.
Em 2024, as equipes foram divididas, cada uma responsável
por uma parcela, otimizando o tempo de coleta.
As parcelas foram localizadas através de demarcações por
piquetes, foi utilizada uma trena para medir o centro da área
de 500 m² (10 x 50 m).
As árvores estavam identificadas por meio de suas placas e
numeração.
Coleta de dados de indivíduos com CAP (cm) superior a 31,42
cm.
Análise qualitativa dos fustes, copas, fitossanidade e posição
no estrato.
Metologia - Estimativa Altura e Volume
Resultados ANÁLISE ESTATÍSTICA
N° de U.A.
suficiente = 9
Resultados Curva espécie-área
Não houve estabilação
Dessa forma, torna-se essencial
ampliar a área de amostragem
para abranger uma gama maior
de espécies, de modo a
assegurar uma caracterização
mais completa e fidedigna da
composição florística
Resultados ANÁLISE FITOSSOCIOLÓGICA E ESTRUTURA HORIZONTAL
37 espécies distribuídas
20 famílias botânicas
Sendo a família Myrtaceae com maior número de
indivíduos, contabilizando 6
Resultados ANÁLISE FITOSSOCIOLÓGICA E ESTRUTURA HORIZONTAL
37 espécies distribuídas
20 famílias botânicas
Sendo a família Myrtaceae com maior número de
indivíduos, contabilizando 6
Resultados ÍNDICES DE DIVERSIDADE E SIMILARIDADE
Índice de Shannon (H'): Mede a diversidade de espécies em uma comunidade; quanto maior o valor, maior
a diversidade. Em 2023, foi de 3,09 e subiu para 3,15 em 2024, indicando um leve aumento na diversidade.
Índice de Equitabilidade de Pielou (J): Avalia a uniformidade na distribuição das espécies (varia de 0 a 1,
sendo 1 uma distribuição totalmente uniforme). Em 2023, foi 0,86, subindo para 0,87 em 2024, sugerindo
uma distribuição ligeiramente mais equilibrada.
Índice de Simpson (D): Mede a dominância das espécies, onde valores menores indicam menor dominância
de uma única espécie e maior diversidade. Em 2023, o valor era 0,07 e caiu para 0,06 em 2024, apontando
para uma leve redução na dominância e maior diversidade.
Resultados ÍNDICE DE DISTRIBUIÇÃO DE MACGUINNES
Resultados ANÁLISE DO INCREMENTO MÉDIO ANUAL E DO NÚMERO DE ÁRVORES INGRESSAS E MORTAS
Resultados MORTALIDADE e INGRESSO 2024
Resultados DISTRIBUIÇÃO DIAMÉTRICA
CAP de ingresso = 31,42 cm (DAP = 10 cm)
Intervalo de classe de 10 cm
Dados corroborando a análise estatística
Resultados DISTRIBUIÇÃO DIAMÉTRICA -2024
Comportamento de “J”
invertido
Resultados DISTRIBUIÇÃO DIAMÉTRICA
Resultados AVALIAÇÃO QUALITATIVA
Resultados REDUÇÃO DE ÁREA BASAL
Cenário de redução
de 30% de Área basal
IMA /-0,76/ G/ha
G/ha Retirado 10,7
m²/ha
Ciclo de corte 14 anos
Resultados REDUÇÃO DE ÁREA BASAL
Resultados CONCLUSÃO
Redução na Área Basal e Volume: Em 2024, houve uma leve queda na área basal
(de 36,38 para 35,62 m²/ha) e no volume (de 355,87 para 348,47 m³/ha) em
comparação a 2023, possivelmente devido à mortalidade de indivíduos de grande
porte e baixa taxa de ingressos.
Erro Amostral e Suficiência Amostral: O erro amostral superou o Erro Relativo
Satisfatório de 20%, indicando a necessidade de mais quatro unidades amostrais
para uma representação mais precisa da população, totalizando nove parcelas.
Destaque Fitossociológico e Estrutural: A família Myrtaceae manteve-se como a
mais abundante em ambos os anos, e a espécie Araucaria angustifolia apresentou o
maior Valor de Importância.
Cenário Proposto Redução de 30% na Área Basal: Recomenda-se priorizar a
retirada de indivíduos de menor qualidade no primeiro corte para melhorar a
floresta e promover troca gênica dos melhores individuos, visando melhores
produtos no próximo ciclo, estimado para 14 anos com o incremento médio anual
atual.
M U I T O O B R I G A D O P E L A A T E N Ç Ã O ! !
D Ú V I D A S ?