GEOGRAFIA
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SUMÁRIO
1.0 INTRODUÇÃO SOBRE A CIÊNCIA CARTOGRÁFICA................................ 2
1.1 Noções de Orientação .................................................................................. 3
2.0 REPRESENTAÇÕES DA REALIDADE ........................................................ 0
2.1 Quanto à natureza da representação: .......................................................... 0
3.2 Projeção de Peters ....................................................................................... 2
3.3 Projeção de Mollweide ................................................................................. 2
3.4 Projeção de Goode ...................................................................................... 2
4.0 A LEITURA DOS MAPAS............................................................................. 2
5.0 GRANDES DOMÍNIOS CLIMÁTICOS NO BRASIL ...................................... 3
6.0 DIVIDE O BRASIL EM CINCO CLIMAS BÁSICOS: ..................................... 4
7.0 RELEVO BRASILEIRO ................................................................................ 5
8.0 VEGETAÇÕES NO BRASIL......................................................................... 7
9.0 CERRADO ................................................................................................... 7
10.0. MATA ATLÂNTICA .................................................................................... 8
11.0. CAATINGA ................................................................................................ 8
12.0. HIDROGRAFIA BRASILEIRA ................................................................ 10
13.0. BACIA DO RIO AMAZONAS .................................................................. 10
14. 0. BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA ..................................................... 11
14.1 Bacia do Atlântico trechos Norte/Nordeste ............................................... 11
14.2 Bacia do São Francisco............................................................................ 12
14.3 Bacia dos Rios da Região do Atlântico Sul trecho ................................... 12
14.4 Bacia do Rio Paraná ................................................................................ 12
14.5 Bacia dos Rios do Atlântico Sul - trecho................................................... 13
15.0. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ............................................................. 13
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1.0 INTRODUÇÃO SOBRE A CIÊNCIA CARTOGRÁFICA
Quando o objeto de estudo é a Cartografia percebe-se, desde os
primórdios da humanidade, que o Homem busca meios de se orientar no espaço
terrestre. À medida que o mesmo foi ampliando sua capacidade técnica, a busca
por se localizar e se movimentar amparado por referências foi se tornando uma
necessidade ainda mais evidente. Isso porque, muitas vezes, conhecer
caminhos era questão de sobrevivência, seja para buscar áreas férteis para a
produção de alimentos, seja para se proteger de invasões de outros povos.
Ainda nesse processo de evolução, outras ações exigiam conhecimentos
cartográficos, como para estabelecer rotas de navegação e de atividades
comerciais, definir estratégias de guerra, delimitar espacialmente a ocorrência
de recursos etc. Enfim, a sociedade, historicamente e com seus recursos
disponíveis, procurou fazer uso da cartografia. Esta pode ser entendida como a
ciência da representação gráfica da superfície terrestre, tendo como produtos
finais mapas, maquetes, cartas etc. Ou seja, é a ciência que trata da concepção,
produção, difusão, utilização e estudo desses materiais, principalmente de
mapas (amplamente utilizados). Para isso, as representações do espaço podem
ser acompanhadas de um amplo conjunto de informações, como figuras
geométricas figuras geométricas, símbolos, uso de cores, linhas e diversos
outros elementos.
E, conforme já foi mencionado, nota-se uma evolução muito grande
dessas técnicas ao longo da história. As práticas da cartografia remontam à Pré-
História, quando rústicos desenhos eram usados para delimitar territórios de
caça e de pesca; na Babilônia (Antiguidade), os mapas do mundo já eram
impressos em madeira (mapas, obviamente, a partir das técnicas limitadas da
época, muito diferentes das projeções atuais). A evolução ainda passa pelas
ideias de Ptolomeu, na Idade Média e dos mapas relativamente complexos da
época das Grandes Navegações. Foi aproximadamente nesse período que
algumas projeções de superfícies curvas passaram a ser impressas em
superfícies planas. A mais conhecida foi a de Mercator.
Hoje, com os amplos avanços da ciência cartográfica, os instrumentos
para a obtenção de informações e elaboração de materiais são mais
modernos e precisos. O uso de fotografias aéreas, imagens de satélites,
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digitalização de imagens, cruzamento de informações, realização de mapas
temáticos, sempre com maior precisão e menor distorção, garantem maior
eficiência e confiabilidade aos produtos apresentados.
1.1 Noções de Orientação
Existem diferentes maneiras de se localizar no espaço terrestre. Entre
elas, uma das mais utilizadas é a rosa dos ventos. Antes, a rosa dos ventos não
estava associada aos pontos cardeais, mas à direção dos ventos.
Posteriormente, foi utilizada para delimitar a direção de pontos. São eles (o ponto
e os graus dentro dos 360º):
► Cardeais: ► Sub colaterais:
N - Norte (0º) NNE - No-nordeste (22,5º)
S - Sul (180º) ENE - Leste-nordeste (67,5º)
L - Leste – ou Este (90º) ESE - Leste-sudeste (112,5º)
O - Oeste (270º) SSE - Sul-sudeste (157,5º)
SSO - Sul-sudoeste (202,5º)
► Colaterais:
OSO-Oeste-sudoeste (247,5º)
NE - Nordeste (45º)
ONO Oeste-noroeste (292,5º)
SE - Sudeste (135º)
NNO Norte-noroeste (337,5)
NO - Noroeste (315º)
SO - Sudoeste (225º)
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2.0 REPRESENTAÇÕES DA REALIDADE
Existem diferentes maneiras de se representar a realidade. Entre elas, uma
das mais utilizadas é o mapa. Os mapas vão muito além de simples ilustrações,
meros desenhos, pois são carregados de informações, e, por meio de uma boa
leitura, transmitem vários aspectos sobre a realidade mapeada.
Fica evidente que, por mais técnicas que se usem, mesmo extremamente
modernas, os mapas representam as realidades, mas não são elas. Por isso,
algumas informações são suprimidas e/ou distorcidas, dependendo das técnicas e
ideologias utilizadas.
O mapa representa a realidade com o uso de uma escala, que nada mais é do
que uma relação de proporção entre o mapa e a realidade mapeada (dimensões
reais). As escalas podem ser numéricas ou gráficas.
A escala numérica pode ser representada por uma fração ordinária (1 /
200.000), ou por uma razão (1: 200.000, onde se lê “um para duzentos mil”). Na
escala de 1: 200.000, a área representada foi diminuída 200 mil vezes; isso quer dizer
que 1 cm no mapa equivale a 200.000 cm no terreno; ou que uns metros no mapa
equivalem a 200.000 Km na realidade. Nota-se que a escala é uma relação de
proporção, independente da unidade utilizada.
Já a escala gráfica é representada por uma linha reta dividida em partes
iguais; essa escala conta com a vantagem de possibilitar que as distâncias sejam
percebidas diretamente no mapa, sem a necessidade de fazer cálculos, como na
escala numérica. Ela permite a visualização dessa distância. Veja a seguir um
exemplo dessa forma de representação da escala.
Independente da escala utilizada percebe-se que a Cartografia trabalha com
escalas de redução, fazendo com que a realidade possa ser representada em
projeções menores do que ela.
As escalas não são proporções definidas aleatoriamente. Escalas diferentes
estão associadas a funções diferentes dos mapas. Observe:
2.1 Quanto à natureza da representação:
CADASTRAL - Até 1:25.000: As cadastrais são representações em escala
grande, geralmente planimétrica e com maior nível de detalhamento, apresentando
grande precisão geométrica. Normalmente é utilizada para representar cidades e
regiões metropolitanas, nas quais a densidade de edificações e arruamento é
grande.
GERAL TOPOGRÁFICA - De 1:25.000 até 1:250.000: Carta elaborada a partir
de levantamentos aerofotogramétrico e geodésico original ou compilada de outras
cartas topográficas em escalas maiores. Inclui os acidentes naturais e artificiais, em
que os elementos planimétricos (sistema viário, obras, etc.) e altímetros (relevo
através de curvas de nível, pontos colados, etc.) são geometricamente bem
representados.
GEOGRÁFICA - [Link].000 e menores: Carta em que os detalhes
planimétricos e altímetros são generalizados, os quais oferecem uma precisão de
acordo com a escala de publicação. A representação planimétrica é feita através de
símbolos que ampliam muito os objetos correspondentes, alguns dos quais muitas
vezes têm que ser bastante deslocados. A representação altimétrica é feita através
de curvas de nível, cuja equidistância apenas dá uma ideia geral do relevo e, em
geral, são empregadas cores hipsométricas.
3.0 Projeções Cartográficas
Uma das tarefas mais árduas da Cartografia é projetar a superfície da Terra,
que é arredondada, nos mapas, que são planos. Por conta disso, acabam sendo
utilizadas diferentes técnicas de projeções, cada uma proporcionando distorções
diferentes. Nota-se que as projeções também possuem uma função ideológica, pois
algumas áreas são valorizadas em detrimento de outras, conforme a técnica
adotada. Nota-se que os sistemas de projeções constituem- se de uma fórmula
matemática que transforma as coordenadas geográficas, a partir de uma superfície
esférica (elipsoidal), em coordenadas planas, mantendo correspondência entre elas.
O uso deste artifício geométrico das projeções consegue reduzir as deformações,
mas nunca eliminá-las. Vejam as principais projeções a seguir:
3.1 Projeção de Mercator
Os meridianos e paralelos que se cortam em ângulos retos. É uma projeção
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cilíndrica conforme, que acaba exagerando as regiões polares e o hemisfério Norte
em geral.
3.2 Projeção de Peters
Arno Peters, em 1973, propôs uma Projeção também cilíndrica, mas
equivalente, que determina uma distribuição dos paralelos com intervalos
decrescentes desde o Equador até os pólos. Ela compromete a forma dos
continentes, mas permite proporções mais adequadas em relação à Mercator
3.3 Projeção de Mollweide
No caso de Mollweide, os paralelos são linhas retas e os meridianos, linhas
curvas. Sua área é proporcional à da esfera terrestre, tendo a forma elíptica. As
zonas centrais apresentam grande exatidão, tanto em área como em configuração,
no entanto, as extremidades apresentam grandes distorções
3.4 Projeção de Goode
É uma projeção descontínua, e usa essa descontinuidade para eliminar várias
áreas oceânicas, e, com isso, reduzir as distorções. Também existem projeções
cônicas, nas quais os meridianos convergem para os polos e os paralelos, são arcos
concêntricos situados a igual distância uns dos outros. Elas apresentam pouca
distorção para as chamadas latitudes médias. Também existem as projeções
azimutais que consiste na tomada de um determinado ponto e a delimitação de áreas
tangentes a partir deste (muito usada para mapear as áreas polares, por exemplo.
Destaca-se que, no caso da Terra, a maneira mais adequada (mas nem
sempre possível) de representá-la é a partir do Globo, pois este, a partir de uma
escala, procura fazer uma representação próxima ao formato original da área
mapeada.
4.0 A LEITURA DOS MAPAS
Um dos primeiros a ser observado em um mapa é o seu título. Seguramente
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ele trará duas informações importantes, de imediato: o que foi mapeado e em que
lugar (e em alguns casos a data/período em questão). Não observar o título de um
mapa pode comprometer toda a sua análise. Ademais, para que possa ser realizada
uma boa leitura das informações presentes nos mapas, a legenda acaba sendo uma
ferramenta fundamental, pois esta vai expressar valores e aspectos diversos
presentes dentro do mapa, como linhas, cores, figuras geométricas etc.
No mapa, estas informações não seriam apresentadas, pois seria gerada uma
poluição visual desnecessária, o que comprometeria sua leitura. Diante disso, alguns
aspectos sem significado explícito no mapa acabam sendo identificados por meio da
legenda. Em resumo, a legenda decodifica símbolos usados no mapa. Veja um
exemplo a seguir, no qual a legenda auxilia no entendimento das áreas delimitadas
no mapa.
Algumas informações abordadas no mapa e suas respectivas representações
ficam a critério do organizador do mapa. Por outro lado, outras acabam respeitando
convenções cartográficas regionais, nacionais e internacionais, pois estas buscam
universalizar alguns significados e facilitar a interpretação dos mapas. É o caso de
símbolos específicos para ferrovias, aeroportos, hospitais, usinas nucleares etc.
5.0 GRANDES DOMÍNIOS CLIMÁTICOS NO BRASIL
Quando se fala em classificação climática, é importante ressaltar que existem
diversas metodologias para tal, e os resultados acabam sendo igualmente diferentes.
Entre elas, podem ser citadas as classificações de Köppen, de Lysia Bernardes e de
Strahler.
A seguir, algumas características de cada tipo climático identificado:
Equatorial Úmido: É o clima da maior parte da Amazônia. É controlado pela
massa Equatorial continental e caracterizado pela combinação de temperaturas
sempre elevadas, chuvas abundantes e pequena amplitude térmica.
Clima Litorâneo Úmido – Ocorre no litoral leste (regiões Nordeste e Sudeste)
e é controlado principalmente pela massa tropical atlântica. No litoral da Região
Sudeste, principalmente nos trechos em que a Serra do mar avança sobre o mar, as
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chuvas são muito intensas. A localidade de Itapanhaú, no litoral de Bertioga (SP),
detém o recorde de chuvas no país, com o índice de 4.514 mm em um ano.
Clima Tropical com duas Estações – É o mais característico do Brasil.
Abrange uma vasta porção do país que inclui a maior parte das Regiões Centro-
Oeste e Sudeste, grande parte do Nordeste e o Estado do Tocantins. A principal
característica desse clima é a existência de duas estações bem diferenciadas:
verões quentes e chuvosos e invernos secos.
Clima Tropical Semi Árido – Abrange o sertão nordestino e o norte de Minas
Gerais. Caracteriza-se por apresentar temperaturas muito elevadas e chuvas
escassas e mal distribuídas durante o ano. Apresenta os menores índices
pluviométricos do país.
Clima Subtropical Úmido – Ocorre na Região Sul do país. É controlado pela
Massa Polar Atlântica. Esse clima apresenta chuvas bem distribuídas no decorrer do
ano, possui as estações do ano bem diferenciadas e apresenta invernos
relativamente rigorosos. A forte penetração do ar frio no inverno acarreta quedas de
temperatura acompanhada por geadas e, às vezes, por queda de neve nas áreas
mais elevadas, como por exemplo, São Joaquim, em Santa Catarina. Outra
classificação bastante abordada em concursos é a da Geógrafa Lysia Bernardes,
que adapta a classificação de Köppen à realidade brasileira.
6.0 DIVIDE O BRASIL EM CINCO CLIMAS BÁSICOS:
Clima equatorial: Com médias térmicas e pluviométricas elevadas, chuvas
bem distribuídas ao longo do ano, como na Amazônia;
Clima Tropical: Com chuvas de verão e estiagem no inverno.
E o clima da região Centro-Oeste, parte do Nordeste e Norte Ocidental. Clima
Semiárido: Caracterizado por chuvas escassas e mal distribuídas ao longo do ano; é
o clima do Polígono das Secas ou sertão do Nordeste.
Clima Tropical de altitude: Semelhante ao clima tropical, mas com
acentuadas quedas de temperatura no inverno. Ocorre nos trechos mais elevados
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do Sudeste e no sul do Mato Grosso do Sul, influenciado pelo fator altitude.
Clima Subtropical: É o clima do sul do país; apresenta médias térmicas
menores de 20º C, devido à influência da massa polar atlântica. A chuva é bem
distribuída ao longo do ano, sem uma grande seca definida. Muito se comenta, no
Mundo em geral, sobre as chamadas mudanças climáticas.
A sociedade, de modo geral, promove uma intensa exploração de recursos
naturais, incorrendo em mudanças drásticas na paisagem e na emissão de gases
potencializadores do Efeito Estuda natural da Terra, podendo levar, entre outros
aspectos, ao aumento nas temperaturas médias do Planeta. O Brasil, nesse sentido,
não está dissociado das causas, tampouco imune às consequências.
7.0 RELEVO BRASILEIRO
O relevo brasileiro foi classificado por diferentes autores, sendo que os
critérios adotados acabam sendo distintos. Além disso, as classificações foram
realizadas em momentos diferentes, com recursos e tecnologias igualmente
distintas. Portanto, é importante compreender qual é a classificação solicitada, para
evitar a utilização errônea de conceitos. Seguem, a seguir, as principais
classificações. Um dos pioneiros na classificação do relevo brasileiro foi Aroldo de
Azevedo, ainda nos anos 1940.
Baseava-se na altimetria, dividindo que dividia o Brasil em planícies, áreas de
até 200 metros de altitude, e planaltos, áreas superiores a 200 metros de altitude. O
autor dividiu o Brasil em quatro planaltos (das Guianas, Atlântico, Central e
Meridional) e quatro planícies (Amazônica, do Pantanal, Costeira e Gaúcha).
O mapa a seguir apresenta a classificação de Azevedo: Já no final dos anos
1950, outra importante classificação ganha destaque, ou seja, a do geógrafo Aziz
Nacib Ab’Sáber. O autor baseou-se na abordagem morfoclimática, considerando os
efeitos do clima sobre o relevo.
A classificação engloba sete planaltos (Planalto das Guianas, Planalto
Central, Planalto Meridional, Planalto Nordestino, Planalto do Maranhão-Piauí,
Planalto Uruguaio Sul Rio grandense, Serras e Planaltos do Leste e Sudeste) e três
planícies (Planície Amazônica, Planície do Pantanal e Planície Costeira)
Mais recentemente, no final da década de 1980 (89), surge uma nova
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classificação, elaborada por Jurandyr Sanches Ross, da USP. Com base em dados
do Projeto Radam Brasil, o autor dividiu o Brasil em 28 unidades de relevo,
considerando características morfoestruturais (estruturas geológicas),
morfoclimáticas e as características morfoesculturais do relevo (ação dos agentes
externos).
A grande diferença dessa classificação fica por conta da introdução do
conceito de depressão, que não estava presente nas classificações anteriores.
Portanto, no relevo do Brasil, segundo Ross, existem Planaltos, Planícies e
Depressões. Os planaltos, segundo a classificação de Jurandyr Ross, correspondem
às estruturas que cobrem a maior parte do território e são consideradas formas
residuais, ou seja, constituídas por rochas que resistiram ao trabalho de erosão.
São onze planaltos, divididos em quatro grupos:
- Planaltos em Bacias Sedimentares: constituídos por rochas
sedimentares e circundados por depressões periféricas ou marginais.
- Planaltos dos Cinturões Orogênicos: originados pela erosão sobre os
antigos dobramentos sofridos na Era Pré-Cambriana pelo território brasileiro.
- Planaltos em Núcleos Cristalinos Arqueados: estruturas que, embora
isoladas e distantes umas das outras, possuem a mesma forma, ligeiramente
arredondada.
- Planaltos em intrusões e coberturas residuais da plataforma
(escudos): formações antigas da era Pré-Cambriana que possuem grande parte de
sua extensão recoberta por terrenos sedimentares.
Nas planícies, espaços onde a sedimentação é predominante, as
constituições das rochas se diferenciam dos planaltos e das depressões por serem
formadas por sedimentação recente, com origem no Quaternário. São seis no Brasil:
Planície do Rio Amazonas, Planície do Rio Araguaia, Planície e Pantanal do Rio
Guaporé, Planície e Pantanal Mato-grossense, Planície da Lagoa dos Patos e Mirim,
Planície e Tabuleiros Litorâneos.
As depressões áreas rebaixadas por erosão que circundam as bordas das
bacias sedimentares, interpondo-se entre estas e os maciços cristalinos. São
subdivididas em:
- Depressão Periférica: estabelecidas nas regiões de contato entre
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estruturas sedimentares e cristalinas.
- Depressão Inter planáltica: estabelecidas em áreas mais baixas em
relação aos planaltos que as circundam.
- Depressão Marginal: margeiam as bordas de bacias sedimentares,
esculpidas em estruturas cristalinas.
8.0 VEGETAÇÕES NO BRASIL
Ainda com relação à caracterização física do território brasileiro, outro tema
amplamente abordado em concursos são as características dos biomas que cobrem
o território. Segundo o próprio IBGE, um Bioma é um conjunto de tipos de vegetação
que abrange grandes áreas contínuas, em escala regional, com flora e fauna
similares, definida pelas condições físicas predominantes nas regiões.
Esses aspectos climáticos, geográficos e litológicos (das rochas), por
exemplo, fazem com que um bioma seja dotado de uma diversidade biológica
singular, própria. No Brasil, os biomas existentes são (da maior extensão para a
menor): a Amazônia, o cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga, o Pampa e o Pantanal.
Amazônia Trata-se da a maior reserva de biodiversidade do mundo e o maior
bioma do Brasil – ocupando quase metade (49,29%) do território nacional. Cobre
totalmente cinco Estados (Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima), quase
totalmente Rondônia (98,8%) e parcialmente Mato Grosso (54%), Maranhão (34%)
e Tocantins (9%). É dominado pelo clima quente e úmido (com temperatura média
de 25 °C) e por florestas.
As chuvas são torrenciais e bem distribuídas durante o ano e rios com fluxo
intenso. É marcado pela bacia amazônica, que escoa 20% do volume de água doce
do mundo. A vegetação característica é de árvores altas. Nas planícies que
acompanham o Rio Amazonas e seus afluentes, encontram-se as matas de várzeas
(periodicamente inundadas) e as matas de igapó (permanentemente inundadas).
Estima-se que esse bioma abrigue mais da metade de todas as espécies vivas do
Brasil.
9.0 CERRADO
O segundo maior bioma da América do Sul e cobre 22% do território brasileiro.
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Ocupa totalmente o Distrito Federal e boa parte de Goiás (97%), de Tocantins (91%),
do Maranhão (65%), do Mato Grosso do Sul (61%) e de Minas Gerais (57%), além
de cobrir áreas menores de outros seis Estados. É no Cerrado que está a nascente
das três maiores bacias da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e
Prata), o que resulta em elevado potencial aquífero e grande biodiversidade.
Esse bioma abriga mais de 6,5 mil espécies de plantas já catalogadas.
Predominam formações da savana e clima tropical quente sub úmido, com uma
estação seca e uma chuvosa e temperatura média anual entre 22 °C e 27 °C. Além
dos planaltos, com extensas chapadas, existem nessas regiões florestas de galeria,
conhecidas como mata ciliar e mata ribeirinha, ao longo do curso d’água e com
folhagem persistente durante todo o ano; e a vereda, em vales encharcados e que é
composta de agrupamentos da palmeira buriti sobre uma camada de gramíneas
(estas são constituídas por plantas de diversas espécies, como gramas e bambus).
10.0. MATA ATLÂNTICA
É um complexo ambiental que engloba cadeias de maciços antigos, vales,
planaltos e planícies de toda a faixa continental atlântica leste brasileira, além de
avançar sobre o Planalto Meridional até o Rio Grande do Sul. Ocupa totalmente o
Espírito Santo, o Rio de Janeiro e Santa Catarina, 98% do Paraná e áreas de mais
11 Unidades da Federação. Tem como principal tipo de vegetação a floresta
ombrófila densa, basicamente composta por árvores altas e relacionada a um clima
quente e úmido.
A Mata Atlântica já foi um dos mais ricos e variados conjuntos florestais
pluviais da América do Sul, mas atualmente é reconhecida como o bioma brasileiro
mais descaracterizado, fruto dos intensos desmatamentos relacionados aos
episódios de colonização no Brasil e os ciclos de desenvolvimento do país levaram
o homem a ocupar e destruir parte desse espaço (cana de açúcar, café, pecuária,
urbanização, industrialização etc.).
11.0. CAATINGA
O nome é de origem indígena e significa “mata clara e aberta”. É
exclusivamente brasileira e ocupa cerca de 11% do país. É o principal bioma da
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Região Nordeste, ocupando totalmente o Ceará e parte do Rio Grande do Norte
(95%), da Paraíba (92%), de Pernambuco (83%), do Piauí (63%), da Bahia
(54%), de Sergipe (49%), do Alagoas (48%) e do Maranhão (1%). A caatinga
também cobre 2% de Minas Gerais. Apresenta uma grande riqueza de ambientes e
espécies, que não é encontrada em nenhum outro bioma.
A seca, a luminosidade e o calor característicos de áreas tropicais resultam
numa vegetação de savana estépica, espinhosa e decidual (quando as folhas caem
em determinada época). Há também áreas serranas, brejos e outros tipos de bolsão
climático mais ameno. Esse bioma está sujeito a dois períodos secos anuais: um de
longo período de estiagem, seguido de chuvas intermitentes e um de seca curta
seguido de chuvas torrenciais (que podem faltar durante anos). Dos ecossistemas
originais da caatinga, 80% foram alterados, em especial por causa de
desmatamentos e queimadas.
Pampa Está presente somente no Rio Grande do Sul, ocupando 63% do
território do Estado. Ele constitui os pampas sul-americanos, que se estendem pelo
Uruguai e pela Argentina e, internacionalmente, são classificados de Estepe. O
pampa é marcado por clima chuvoso, sem período seco regular e com frentes polares
e temperaturas negativas no inverno. Predomina uma vegetação constituída de ervas
e arbustos, recobrindo um relevo nivelado levemente ondulado. Formações florestais
não são comuns nesse bioma e, quando ocorrem, são do tipo floresta ombrófila
densa (árvores altas) e floresta estacional decidual (com árvores que perdem as
folhas no período de seca).
Pantanal Cobre 25% de Mato Grosso do Sul e 7% de Mato Grosso e seus
limites coincidem com os da Planície do Pantanal, mais conhecida como Pantanal
mato-grossense. O Pantanal é um bioma praticamente exclusivo do Brasil, pois
apenas uma pequena faixa dele adentra outros países (o Paraguai e a Bolívia).
Caracterizado por inundações de longa duração (devido ao solo pouco permeável)
que ocorrem anualmente na planície, e provocam alterações no ambiente, na vida
silvestre e no cotidiano das populações locais.
A vegetação predominante é a savana. A cobertura vegetal original de áreas
que circundam o Pantanal foi em grande parte substituída por lavouras e pastagens,
num processo que já repercute na Planície do Pantanal. Uma outra forma de abordar
o conceito vegetação refere-se à delimitação exclusivamente das coberturas
vegetais.
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12.0. HIDROGRAFIA BRASILEIRA
O Brasil é um país de grande extensão territorial (mais de 8,5 milhões de
Km2), tendo uma extensa rede hidrográfica. Algumas características dessa rede se
destacam: - Genericamente, os rios brasileiros são de planalto, o que potencializa a
produção de energia por hidrelétricas, mas por outro lado, dificulta a navegação fluvial
(carece de eclusas para a ligação desses desníveis); - Existe um predomínio de rios
com regime pluvial, ou seja, abastecidos basicamente por águas das chuvas.
Existem exceções, como o Rio Amazonas, que é de regime misto (também
recebe água do derretimento de neve oriunda dos Andes, no seu alto curso); - No
geral, os rios brasileiros são exorreicos, ou seja, a drenagem das águas tem como
destino os oceanos. Ressalta-se que, mesmo que a água de um rio deságue em um
rio no interior (exemplo, o Rio Tietê desaguando no Rio Paraná), esse volume hídrico
irá posteriormente ao oceano, mantendo o caráter exorreico.
Com exceção do rio Amazonas, que apresenta uma foz mista, de delta e
estuário, e do rio Parnaíba, que apresenta foz em delta, os rios brasileiros – que
deságuam livremente no oceano formam estuários.
No geral, os rios brasileiros são perenes, ou seja, possuem água corrente o ano
todo. No semiárido nordestino alguns rios são intermitentes, ou seja, secam e parte
do ano, na estação seca. A seguir, seguem as principais características das grandes
bacias hidrográficas brasileiras. Destaca-se que são vários os critérios para as
definições das bacias. A classificação adotada foi a da ANEEL (Agência Nacional de
Energia Elétrica):
13.0. BACIA DO RIO AMAZONAS
A Bacia Amazônica abrange uma área de drenagem da ordem de 6.112
.000 Km², ocupando cerca de 42 % da superfície do território nacional. É a
maior rede hidrográfica mundial, estendendo-se dos Andes até o Oceano Atlântico.
Engloba cerca de 42% da superfície brasileira, ocupando também áreas da
Venezuela e Bolívia. O principal rio é o Amazonas (6.570 km). Com nascente há cerca
de 5.000m acima do nível do mar. Entra no Brasil na confluência com o rio Javari,
somente a partir da confluência com o rio Javari, próximo a Tabatinga, sendo, então,
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chamado de Solimões e, somente a partir da confluência com o rio Negro, passa a
ser denominado de Amazonas. Próximo a Manaus, bifurca- se com o Paraná do
Careiro, estimando-se aí uma largura da ordem de 1.500m e profundidade em torno
de 35 m.
Entre a confluência do rio Negro e a região das ilhas, próximo a
desembocadura, é conhecido por Baixo Amazonas. Em virtude de sua posição
geográfica, praticamente paralela ao Equador, o regime do Amazonas é influenciado
pelos dois máximos de pluviosidade dos equinócios, sendo, por isso conhecido como
regime fluvial de duas cheias. A bacia Amazônica está sujeita ao regime de
interferência, portanto tem contribuintes dos hemisférios Norte e Sul, coincidindo a
cheia de um hemisfério com a vazante do outro.
14. 0. BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA
Trata-se de uma importante bacia brasileira, com uma vazão média anual de
10.900m3/s e uma área de drenagem de 767.000Km2 (7,5% do território nacional).
Majoritariamente no Centro Oeste, engloba áreas dos estados do Tocantins e Goiás
(58%), Mato Grosso (24%), Pará (13%) e Maranhão (4%), além do DF (1%).
14.1 Bacia do Atlântico trechos Norte/Nordeste
A Bacia do Atlântico - Trecho Norte/Nordeste banha extensas áreas dos
Estados do Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, e parte do Estado
da Paraíba, Pernambuco, Pará e Alagoas. Inclui-se nesta região o ponto mais oriental
do País, Ponta do Seixas na Paraíba. A Bacia do Atlântico - Trecho Norte/Nordeste,
possui uma vazão média anual de 6.800 m3/s e uma área de drenagem de 996.000
Km² composta por dois trechos: Norte e Nordeste.
O Trecho Norte corresponde a área de drenagem dos rios que deságuam ao
norte da Bacia Amazônica, incluindo a bacia do rio Oiapoque. A drenagem da bacia
é representada por rios principais caudalosos e perenes, que permanecem durante
o ano com razoável vazão, se comparados aos da região semiárida nordestina. O
segundo trecho - Nordeste, corresponde a área de drenagem dos rios que deságuam
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no Atlântico, entre a foz do rio Tocantins e a do rio São Francisco.
14.2 Bacia do São Francisco
Possui uma vazão média anual de 3.360m3/s, volume médio anual de106Km3
e uma área de drenagem de 631.000Km2, que representa 7,5% do território nacional;
onde 83% da área da bacia distribuem-se nos Estados de Minas Gerais e Bahia,
16% nos Estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe, e o restante 1% no Estado de
Goiás e Distrito Federal. O rio que dá o nome à Bacia, O São Francisco, tem uma
extensão de 2.700 Km, nascendo na Serra da Canastra, em Minas Gerais,
percorrendo a longa depressão encravada entre o Planalto Atlântico e as Chapadas
do Brasil Central, segue a orientação sul norte até aproximadamente a cidade de
Barra, dirigindo-se então para Nordeste até atingir a cidade de Cabrobó, quando
inflete para Sudeste para desembocar no Oceano Atlântico.
É importância não só pelo volume de água transportado numa região
semiárida mas, principalmente, pela sua contribuição histórica e econômica na
fixação das populações ribeirinhas e na criação das cidades hoje plantadas ao longo
do vale, bem como pelo potencial hídrico passível de aproveitamento em futuros
planos de irrigação dos excelentes solos situados à sua margem.
14.3 Bacia dos Rios da Região do Atlântico Sul trecho
Leste Engloba parte dos territórios dos estados de São Paulo, Minas Gerais,
Bahia, Sergipe, além dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Esta bacia
compreende a área de drenagem dos rios que deságuam no Atlântico, entre a fóz do
rio São Francisco, ao norte, e a divisa entre os estados do Rio de Janeiro e São
Paulo, ao sul. Possui uma vazão média anual de 3.690m3/s, volume médio anual
de117 Km3 em uma área de drenagem calculada em 569.000Km2.
14.4 Bacia do Rio Paraná
Importante bacia brasileira, possui uma vazão média anual de 15.620 m3/s,
volume médio anual de 495 Km3 e uma área de drenagem de1.237.000 Km2. Possui
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importantes rios em sua composição, como o Paraná (nome da Bacia), Grande,
Paranapanema, Tietê etc. É fortemente utilizada para a produção de energia e para
a navegação. - Bacia do Rio Uruguai Abrange uma área de aproximadamente
384.000 km2, dos quais 176.000 km2 situam-se em território nacional,
compreendendo 46.000Km2 do Estado de Santa Catarina e 130.000Km2 no Estado
do rio Grande do Sul. Possui uma vazão média anual de 3.600m3/s, volume médio
anual de 114 Km3. Em sua porção nacional, encontra-se totalmente na região sul,
possuindo as sub-bacias Canoas, Pelotas, Forquilha, Ligeiro, Peixe, Irani, Passo
Fundo, Chapecó, da Várzea, Antas, Guarita, Itajaí, Piratini, Ibicuí, alto Uruguai e
Médio Uruguai.
14.5 Bacia dos Rios do Atlântico Sul - trecho
Sudeste Com uma área de 224.000 Km2, banha extensas áreas do Estado
do Rio Grande do Sul e parte dos Estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
Abarca os rios Ribeira do Iguape, Itajaí, Mampituba, Jacuí, Taquari, Jaguarão (e seus
respectivos afluentes), lagoa dos Patos e lagoa Mirim.
15.0. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
IBG – Geografia –
[Link]
[Link]/media/wysiwyg/Retificacoes/[Link]&ved=2ahUKEwjzaH
1uKTbAhXLEpAKHf7uAUEQFjAFegQIBBAB&usg=AOvVaw29Hl01h88EsN
hw5PNzZxOw - Acesso em 30/05/2019 Às 16:30
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