Disciplina: Doenças Hematológicas Benignas
Identificação da tarefa: Tarefa 2.6. Envio de arquivo
Pontuação: 5 pontos
Tarefa 2.6
Distúrbio adquirido da coagulação
Deficiência de vitamina K
Quadro clínico: Várias causas da deficiência dessa vitamina, podendo causar
morbidade e mortalidade infantil. É lipossolúvel e sua absorção pode
desenvolver doenças inflamatórias intestinais, doença celíaca, falência
hepática, absorção de gordura e distúrbios das vias biliares, importante pontuar
que alguns antibióticos também podem causar déficit dessa vitamina ao reduzir
a flora intestinal. A suspeita do déficit de vitamina K, geralmente ocorre quando
o paciente passa a apresentar equimoses, epistaxe, hematúria, hematêmese,
melena, hemoptise, ou, a mais temida, hemorragia intracraniana, sendo a
anamnese e o exame físico essenciais para descartar outros distúrbios
hematológicos. Em recém-nascidos afetados, traumas ao nascer podem
causar hemorragia intracraniana. A forma tardia da doença pode ocorrer em
crianças de 2 a 12 semanas de idade, tipicamente em bebês que são
amamentados e não recebem suplementos de vitamina K. Se a mãe tiver
ingerido anticonvulsivantes à base de fenitoína, anticoagulantes cumarínicos
ou antibióticos à base de cefalosporina, o risco de doença hemorrágica é alto.
Laboratorial: Deve-se suspeitar de deficiência ou antagonismo de vitamina K
(decorrente de anticoagulantes cumarínicos) quando ocorrer sangramento
anormal em um paciente em risco. Estudos de coagulação sanguínea podem,
preliminarmente, confirmar o diagnóstico. O tempo de protrombina é
prolongado e o quociente internacional normatizado (INR) é alargada, mas o
tempo da tromboplastina parcial (TTP), o tempo da trombina, a contagem
plaquetária, o tempo de sangramento e os níveis de fibrinogênio, produtos da
degradação da fibrina e dímero D são normais. Os exames laboratoriais
apresentam TP alargado, pois o fator VII tem a meia vida curta e o PTTa em
menor escala.
Tratamento: O tratamento é baseado na reposição dessa vitamina (K)
parenteral ou de plasma fresco congelado em casos de urgência
hemorrágica, Sempre que possível, deve-se administrar fitomenadiona por via
oral ou por via subcutânea. A dose adulta habitual é 1 a 20 mg. (Raramente,
mesmo quando a fitomenadiona é corretamente diluída e administrada
lentamente, a substituição IV pode resultar em anafilaxia ou reações
anafiláticas.) A International normalized ratio (INR) geralmente diminui em 6 a
12 horas. A dose pode ser repetida em 6 a 8 horas se a INR não diminuir
satisfatoriamente. Fitomenadiona, 1 a 10 mg por via oral é indicada para
correção não emergencial da INR prolongada em pacientes que tomam
anticoagulantes. A correção costuma ocorrer em 6 a 8 horas. Quando se
deseja apenas a correção parcial da INR (p. ex., quando a INR deve
permanecer ligeiramente elevada por causa de uma prótese valvar cardíaca),
doses baixas (p. ex., 1 a 2,5 mg) de fitomenadiona podem ser
administradas.Em lactentes, pode-se corrigir o sangramento decorrente da
deficiência de vitamina K por meio da administração de 1 mg de
fitomenadiona, por via subcutânea ou IM em dose única. A dose é repetida se
a INR permanecer elevada. Altas doses podem ser necessárias se a mãe tiver
tomado anticoagulantes orais.