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Biotecnologia e Reprodução Assistida

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AULA-2

BIOTECNOLOGIA
REPRODUÇÃO HUMANA ASSISTIDA
INTRODUÇÃO

• Inicialmente, é importante esclarecer que não há qualquer pretensão,


neste artigo, de esgotar o assunto em pauta, que é vastíssimo,
comportando posições doutrinárias divergentes com relação às situações
que poderão surgir.

• Assim é que o tema a ser desenvolvido, repleto de pontos polêmicos e


questões controvertidas, vem despertando o interesse de juristas e
doutrinadores, que tentam encontrar respostas para as mais variadas
situações que podem surgir a partir da utilização das técnicas de
reprodução assistida.
• O tema a ser desenvolvido, repleto de pontos polêmicos e questões controvertidas, vem
despertando o interesse de juristas e doutrinadores, que tentam encontrar respostas para as
mais variadas situações que podem surgir a partir da utilização das técnicas de reprodução
assistida.
• Atualmente, não existem leis nacionais específicas voltadas para a Reprodução Assistida.
Assim, a Resolução 29/2021 de 09 de novembro, que estabelece que as tecnicas devem
respeitar a dignidade da pessoa humana. A lei também estabelece que o uso das tecnicas
esta sujeito a consentimento prévio, informado e fundamentado do beneficiario. É a norma
que determina as regras dos procedimentos em questão. Os princípios expostos na
resolução sobre Reprodução Assistida têm a função de balizar estes procedimentos.
• A evolução da biotecnologia, juntamente com a modificação do conceito de família, a
cujas transformações sociais, permitirá que casais homoafetivos tenham filhos com a
utilização do gameta de um deles, assim como pessoas sós poderão se valer das tais
técnicas. São, pois, numerosas as possibilidades de procriação artificial com a utilização
das técnicas, hoje conhecidas, de reprodução assistida humana.

• Assim é que se afigura urgente e apropriado que a utilização das técnicas de reprodução
medicamente assistida e suas consequências na formação das famílias se tornem objeto
de análise pelos estudiosos e operadores do Direito.
• Considerando que as técnicas de Reprodução Assistida (RA) são complexas e diversas, vamos primeiro conhecer alguns termos:
• 1.REPRODUÇÃO ASSISTIDA: Todo processo reprodutivo assistido (ajudado) pela medicina.
• 2. GAMETAS: Óvulos (gametas femininos) e espermatozoides (gametas masculinos) são as células precursoras para o surgimento de um novo ser
humano.
• 3. EMBRIÃO: Óvulo fecundado pelo espermatozoide.
• 4. CONGELAMENTO OU CRIOPRESERVAÇÃO (GAMETAS): Manter os gametas congelados é uma forma de mantê-los “parados no tempo”, sem que
eles sofram a ação do avançar da idade. Por isso o nome, crio = congelar e preservação = manter preservado. Os gametas podem ficar congelados por
período indeterminado.
• 5. CONGELAMENTO OU CRIOPRESERVAÇÃO (EMBRIÃO): Manter os embriões congelados é uma forma de mantê-los “parados no tempo”, sem que
eles sofram a ação do avançar da idade da mãe e do pai. Os embriões podem ficar congelados por período indeterminado.
• 6. COITO PROGRAMADO: Técnica simples da Reprodução Assistida que acompanha o ciclo menstrual da mulher a fim de se definir o melhor momento
para ocorrência da relação sexual visando gestação.
• 7. INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL: Técnica simples de Reprodução Assistida que processa os espermatozoides (sêmen) em laboratório previamente à
introdução no trato genital feminino. O depósito do sêmen pode ocorrer na vagina, no canal cervical ou no útero.
• 8. FERTILIZAÇÃO IN VITRO: Técnica mais complexa da Reprodução Assistida que promove a união, em ambiente laboratorial, do óvulo ao
espermatozoide. Os embriões formados são cultivados e selecionados.
• 9. BIÓPSIA EMBRIONÁRIA: Retirada de uma ou mais células do embrião visando estudo de viabilidade genética do embrião.
• 10. ANÁLISE GENÉTICA EMBRIONÁRIA: Estudo da viabilidade genética/ cromossômica dos embriões previamente à transferência deles para o útero.
• 11.TRANSFERENCIA EMBRIONÁRIA: Ato médico de depositar os embriões selecionados no útero.
• 12.IMPLANTAÇÃO EMBRIONÁRIA: Mecanismo do embrião em “germinar” “enraizar” “grudar” no útero.
A Reprodução Assistida
• O que é, então, a reprodução assistida? É um conjunto de técnicas, utilizadas por
médicos especializados, que tem por finalidade facilitar ou viabilizar a procriação por
homens e mulheres estéreis ou inférteis.
• Quando se fala em reprodução assistida, logo nos vem ao pensamento a inseminação
artificial e a fertilização in vitro, como se a reprodução assistida se limitasse à utilização
dessas técnicas e suas variações, nas quais não há o intercurso sexual.
• Por essa razão, os que entendem dessa forma afirmam que tais técnicas dissociaram a
reprodução do sexo. Contudo, o termo abrange, também, aqueles casos em que não há
manuseio de gametas, como, por ex., a administração de medicamentos sob orientação
médica para estimular a ovulação.
• Entende-se, assim, que haverá reprodução assistida sempre que houver qualquer tipo de
interferência médica para viabilizar ou facilitar a procriação.
• Cabe, aqui, chamar a atenção para a diferença entre as técnicas de reprodução
medicamente assistida e a clonagem (que ficou muito conhecida com a ovelha Dolly).

• As TRAs são sexuadas, e a clonagem não (nas primeiras, utilizam-se gametas de um


homem e de uma mulher e o ser que será concebido terá metade do material genético de
cada um; na segunda, o ser gerado é uma cópia daquele que o gerou, com constituição
genética idêntica – trata-se da reprodução, replicação de uma célula).
Reprodução Assistida e Oncologia

Importante! As Técnicas de RA Também Podem ser Utilizadas Para Selecionar Embriões


‘Hla’ - Compatíveis Com Algum Irmão Já Afetado Por Alguma Doença e Cujo Tratamento
Efetivo Seja O Transplante De Células-tronco.

• É interessante perceber que as técnicas de RA também são indicadas para pacientes


oncológicos. Nestes casos, a finalidade é manutenção da fertilidade, que pode ser
afetada pelo tratamento de combate ao câncer.

• Aqui, a Reprodução Assistida demonstra-se como uma possibilidade futura que deve ser
oportunizada para a paciente.
Reprodução Assistida e Idade
• Um ponto extremamente debatido na esfera da Reprodução Assistida é o limite
etário para se fazer uso das técnicas. A resolução do CFM aponta diversas
idades para questões específicas, contudo, de modo geral as mulheres são as
mais atingidas por essas determinações.

• É determinado que a idade máxima das candidatas à gestação por técnicas de


RA é de 50 anos. Entretanto, este limite pode ser excepcionado caso o médico
responsável fundamente com critérios técnicos e científicos quanto à ausência
de comorbidades da mulher e após esclarecimento ao(s) candidato(s) quanto
aos riscos envolvidos para a paciente e para os descendentes eventualmente
gerados a partir desta intervenção, respeitando-se a autonomia da paciente.
• Ou seja, a princípio, o limite para gestação por técnicas de Reprodução Assistida é 50 anos
para as mulheres. No entanto, a resolução permite que as técnicas sejam aplicadas em
mulheres acima desta idade, desde que haja posicionamento médico nesse sentido.

• IDADE E TRANSFERÊNCIA EMBRIONÁRIA

• O limite etário na área da RA está presente ainda na definição do número de embriões que
será transferido para o útero: - Mulheres com até 35 anos: até 2 embriões; - Mulheres entre
36 e 39 anos: até 3 embriões; - Mulheres com 40 anos ou mais: até 4 embriões. Importante!
O número de embriões a serem transferidos nunca será maior do que quatro, de modo a
evitar gravidezes múltiplas com graves riscos para a mulher e para os embriões
Escolha de sexo

Um dos pontos mais debatidos na Reprodução Assistida é a questão envolvendo escolha


do sexo dos embriões. A Resolução CFM nº 2.168/2017 proíbe que as técnicas de
Reprodução Assistida sejam aplicadas com o intuito de selecionar o sexo dos embriões.
Assim, não se trata de uma possibilidade ética no Brasil. Contudo, tal prescrição não se
trata de uma proibição absoluta, uma vez que em situações específicas, por motivos
relacionados à saúde, a norma admite a escolha de sexo do embrião.
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
• Os pacientes que buscam se submeter aos procedimentos de Reprodução
Assistida devem ser informados sobre os riscos e benefícios das técnicas que
lhe serão aplicadas. Bem como receber orientações pré e pós procedimento,
direitos que lhe são garantidos, e demais informações.

• Considerando que se tratam de procedimentos complexos, os pacientes


deverão ser muito bem informados para que possam dar o seu consentimento
para aplicação das técnicas em questão. Para tanto, deve ser disponibilizado o
devido Termo de Consentimento Livre e Esclarecido: documento hábil, cabível
e indispensável (trata-se de uma obrigação do profissional de saúde).

Quem pode fazer uso das técnicas de RA
Em casos de gravidezes múltiplas decorrentes da aplicação das técnicas de Reprodução
Assistida, é proibido que se proceda à redução embrionária (retirada de algum dos embriões do
útero com o intuito de reduzir o número de gêmeos).
A princípio todas as pessoas consideradas capazes podem fazer uso das técnicas de
Reprodução Humana, independente do estado civil ou orientação sexual. Ou seja, pessoas
solteiras podem se utilizar de RA a partir da adoção de gametas ou embriões, por exemplo, ou
ainda pela criopreservação dos seus próprios gametas.
Da mesma forma, casais hétero e homoafetivos também são habilitados para buscar a
Reprodução Assistida, não havendo qualquer óbice (embaraço). Gestação compartilhada em
união homoafetiva feminina Em relação aos casais homossexuais femininos é importante
registrar que é permitida a chamada “gestação compartilhada”. Tal procedimento ocorre quando
não há infertilidade diagnosticada e o embrião é obtido a partir da fecundação do(s) óvulos(s) de
uma mulher é transferido para o útero de sua parceira.
Doação de Gametas e Embriões
• A doação de gametas e embriões também é prevista na resolução do Conselho Federal de
Medicina, contudo, não se trata de um procedimento muito divulgado no Brasil. Veja
como deve ser a doação de gametas e embriões:
• O paciente que desejar doar seus gametas ou embriões não pode receber valores por isso.
A doação no Brasil não pode ter caráter lucrativo/comercial.
• A doação de embriões e gametas é anônima: as pessoas que se utilizarem de gametas
doados, assim como aquelas que adotarem embriões, não terão acesso aos dados do(s)
doador(es) – e estes não conhecerão a identidade dos receptores. Há, no entanto, a exceção
em casos específicos em que, por motivação médica, poderão ser fornecidas informações
sobre os doadores. Nesses casos as informações somente poderão ser passadas para
médicos e a identidade civil dos doadores será resguardada.
• Os pacientes que se dispuserem a doar gametas devem atender à

limitação etária: podem ser doadores os homens com até 50 anos e as


mulheres com até 35 anos. OBS: Sobre a idade limite dos doadores para
o caso de doação de embriões, não há informação na Resolução nº
29/2021. Trata-se de uma questão que as clínicas de fertilização têm
que lidar e buscar formas práticas para lidar.

• Será mantido registro dos nascimentos provenientes de material


genético doado. Este registro tem a função de evitar que um(a)
mesmo(a) doador(a) tenha oportunizado mais de duas gestações de
crianças de sexos diferentes em uma área de um milhão de habitantes.
• É permitido que um(a) mesmo(a) doador(a) contribua com diversas gestações, desde
que para uma mesma família receptora. É possível a doação compartilhada de oócitos
em RA. Trata-se da situação em que duas mulheres – doadora e receptora – ambas
portadoras de problemas de reprodução, compartilham tanto do material biológico
quanto os custos financeiros que envolvem o procedimento de RA. Nestes casos a
doadora terá preferência sobre o material biológico que será produzido.

• Uma das novidades da Resolução é a possibilidade de doação voluntária de gametas:


não é mais necessário que a pessoa que queira doar seus gametas esteja em tratamento
de reprodução, como era determinado pela resolução anterior.

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