REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO POLITÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO (IPAG) 2012 -
KILAMBA
TRABALHO DE EMPREENDEDORISMO
TEMA:
O QUE É NECESSÁRIO PARA SE TORNAR UM
EMPREENDEDOR DE SUCESSO
Docente
____________________
Helena Correia
2024/2025
REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO POLITÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO (IPAG) 2012 -
KILAMBA
O QUE É NECESSÁRIO PARA SE TORNAR UM
EMPREENDEDOR DE SUCESSO
Disciplina: Empreendedorismo
Curso: Gestão Comercial
Classe: 12ª
Sala: 18
Período: Manhã
Turma: CCM
Grupo: nº 5
Trabalho apresentado para o grau de
Defesa por:
Nº Nome dos Integrantes Participação (%) Classificação Individual Classificação do Grupo
26 Marlene António 100%
3 Conceição Eduardo 100%
5 Cristina Raimundo 100%
6 Dária Dala 100%
14 Idalina Eduardo 100%
36 Teresa Malungo 100%
ÍNDICE
INTRODUÇÃO..........................................................................................................................4
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..............................................................................................5
Conceito..................................................................................................................................5
COMO SER EMPREENDEDOR DE SUCESSO......................................................................5
Conheça sua área de actuação.................................................................................................5
Elabore um plano de negócios................................................................................................6
Avalie seus desejos e suas habilidades....................................................................................6
Regularize o seu negócio.........................................................................................................6
Tenha um orçamento inicial....................................................................................................6
Crie boas parcerias comerciais................................................................................................6
Faça networking......................................................................................................................7
Tenha paciência.......................................................................................................................7
Saiba vender o seu negócio.....................................................................................................7
CONCLUSÃO............................................................................................................................8
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................................9
INTRODUÇÃO
A taxa de câmbio desempenha um papel central na economia mundial, sendo um dos
principais mecanismos através dos quais as economias interagem no comércio internacional e
nas finanças globais. Ela reflecte o valor de uma moeda em termos de outro e está em
constante mudança devido a uma série de factores económicos, políticos e sociais. Entender
como as taxas de câmbio funcionam e os factores que influenciam. A análise da taxa de
câmbio vai além de um simples indicador financeiro; ela impacta directamente nas condições
de vida, na competitividade das nações e no equilíbrio de poder económico global. Neste
trabalho, abordaremos os diferentes tipos de regimes cambiais, os principais factores que
influenciam as variações nas taxas de câmbio, e como essas flutuações afectam o comércio
internacional, a inflação, os investimentos e a política económica. Ao final, discutiremos
também as diferentes políticas que os governos utilizam para tentar controlar ou mitigar os
efeitos das variações cambiais. Esse entendimento é crucial, visto que as oscilações da taxa de
câmbio podem trazer tantas oportunidades quanto aos desafios para uma economia,
dependendo
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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A taxa de câmbio é um dos conceitos mais importantes no campo da economia
internacional e desempenha um papel central nas transações entre países. De forma
simplificada, a taxa de câmbio é o preço de uma moeda em relação a outra. Por exemplo, se a
taxa de câmbio entre o dólar americano e o euro for 1,20, isso significa que para cada dólar,
você obterá 1,20 euros. Este valor flutua constantemente e é influenciado por uma variedade
de fatores econômicos, políticos e sociais. A determinação e a flutuação das taxas de câmbio
têm efeitos profundos sobre o comércio internacional, a inflação, os investimentos e até o
nível de vida de uma população.
Ao longo deste ensaio, discutiremos o conceito de taxa de câmbio, os diferentes
sistemas de câmbio, os fatores que influenciam a taxa de câmbio, as suas implicações na
economia de um país, e as políticas monetárias que os governos utilizam para controlar ou
influenciar estas taxas. Além disso, abordaremos as implicações do câmbio para empresas e
consumidores, explorando como as flutuações nas taxas de câmbio podem impactar as
operações diárias e as decisões de investimento. Ao final, reflectiremos sobre os desafios e as
oportunidades que surgem em um ambiente globalizado onde as taxas de câmbio
desempenham um papel fundamental.
O CONCEITO DE TAXA DE CÂMBIO
A taxa de câmbio é a relação entre o valor de duas moedas. Em termos práticos, ela
determina quanto de uma moeda é necessária para adquirir outra. Este conceito é vital para o
comércio internacional, uma vez que, em transações entre países com moedas diferentes, a
taxa de câmbio define a quantidade de uma moeda que um importador ou exportador
precisará pagar ou receber.
Existem diferentes formas de expressar uma taxa de câmbio. O mais comum é a taxa de
câmbio nominal , que se refere ao valor de uma moeda em termos de outra moeda, como o
valor de 1 dólar americano em relação ao euro ou ao iene japonês. Outra forma de analisar a
taxa de câmbio é através da taxa de câmbio real , que ajusta a taxa nominal levando em
conta os níveis de preços entre os países. A taxa de câmbio real é um indicador importante de
competitividade, pois reflecte o poder de compra de uma moeda em termos de bens e serviços
de outro país.
Tipos de Taxas de Câmbio
As taxas de câmbio podem ser variadas, dependendo do regime cambial adotado pelo país.
Existem essencialmente três tipos principais de regimes de câmbio:
1. Taxa de Câmbio Fixa: Neste sistema, o valor de uma moeda é fixo em relação a
outra moeda ou a um conjunto de moedas, sendo cancelado por meio de intervenções
do governo no mercado cambial. Por exemplo, em um regime de câmbio fixo, o
governo se compromete a manter a taxa de câmbio dentro de um intervalo pré-
determinado, comprando ou vendendo moeda estrangeira conforme necessário. Um
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exemplo clássico deste sistema é o padrão ouro, onde as moedas eram conversíveis em
ouro a uma taxa fixa.
2. Taxa de Câmbio Flutuante: Neste regime, o valor de uma moeda é determinado pelo
mercado de câmbio, ou seja, pela oferta e demanda de moeda estrangeira. Quando há
uma maior demanda por uma determinada moeda, seu valor sobe; e quando há menos
demanda, seu valor cai. O mercado cambial funciona como qualquer outro mercado:
as forças de oferta e demanda determinam o preço (neste caso, o preço da moeda). A
maioria dos países com economias desenvolvidas adota este regime.
3. Taxa de Câmbio Mista ou Suja: Neste sistema, o mercado cambial é
predominantemente determinado pela oferta e demanda, mas o governo intervém
ocasionalmente para evitar flutuações excessivas. Este é um sistema híbrido em que as
autoridades monetárias permitem que a taxa de câmbio flutue, mas não de forma
totalmente livre. Muitas economias emergentes adotaram este regime para evitar
oscilações bruscas que poderiam desestabilizar a economia.
DETERMINANTES DAS TAXAS DE CÂMBIO
As taxas de câmbio são influenciadas por uma série de fatores que podem ser
classificados em variáveis macroeconômicas e eventos políticos. Alguns dos principais
determinantes incluem:
Oferta e Demanda por Moeda
A taxa de câmbio é, essencialmente, determinada pela oferta e procura de moeda estrangeira.
Quando há um aumento na demanda por uma moeda específica, o valor dessa moeda tende a
aumentar em relação a outras. Por exemplo, se há uma demanda elevada por dólares
americanos para importar produtos dos EUA, o valor do dólar aumenta em relação a outras
moedas. A oferta de moeda também desempenha um papel crucial; quanto mais uma moeda
for emitida, menor tenderá a ser seu valor em relação a outras moedas, assumindo que a
demanda permaneça constante.
Inflação
A taxa de inflação de um país tem um impacto significativo na taxa de câmbio de sua moeda.
Países com taxas de inflação mais baixas em comparação com seus parceiros comerciais
geralmente terão uma moeda mais forte. Isso ocorre porque uma inflação baixa indica que os
preços são resultados, o que aumenta a demanda por bens e serviços do país, e, portanto, por
sua moeda. Em contrapartida, países com alta inflação experimentam uma depreciação de sua
moeda, pois a inflação reduz o poder de compra da moeda.
Taxas de Juros
As taxas de juros também influenciam a taxa de câmbio. Um país com taxas de juros mais
altas atrai mais investimentos estrangeiros, pois os investidores podem obter retornos mais
elevados. Isso aumenta a demanda pela moeda do país, resultando em uma avaliação da taxa
de câmbio. Por outro lado, uma redução nas taxas de juros pode levar à fuga de capitais,
fazendo com que a moeda do país perca valor.
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Expectativas dos Investidores
As expectativas dos investidores em relação à economia de um país também influenciam a
taxa de câmbio. Se os investidores acreditarem que a economia de um país está em expansão,
eles serão mais propensos a comprar ativos nesse país, o que aumentará a demanda por sua
moeda. Pelo contrário, se houver incerteza política ou econômica, os investidores podem
retirar seus capitais, o que leva a uma desvalorização da moeda.
Políticas Governamentais
Os governos podem influenciar as taxas de câmbio por meio de políticas monetárias e fiscais.
Políticas financeiras que envolvem o controle da oferta de moeda, como a redução ou
aumento das taxas de juros, têm impacto direto na taxa de câmbio. Além disso, os governos
podem usar reservas internacionais para influenciar o valor de suas moedas no mercado
cambial. As políticas fiscais, como as alterações nos impostos e nos gastos públicos, também
podem influenciar o nível de atividade econômica e, consequentemente, a taxa de câmbio.
IMPACTOS ECONÔMICOS DAS FLUTUAÇÕES CAMBIAIS
As flutuações nas taxas de câmbio têm amplas implicações para a economia de um país. Eles
afetam os preços de importação e exportação, a competitividade das empresas nacionais no
mercado global e até o nível de inflação e desemprego dentro de uma nação.
Comércio Internacional
A taxa de câmbio afeta diretamente o comércio internacional. Quando a moeda de um país se
valoriza, suas exportações se tornam mais caras para os estrangeiros, o que pode reduzir a
demanda por produtos desse país. Por outro lado, uma depreciação da moeda torna as
exportações mais baratas e, portanto, mais interessantes para o mercado internacional,
incentivando o crescimento das exportações. No entanto, uma moeda mais fraca também
torna as importações mais caras, o que pode aumentar a inflação.
Inflação
As flutuações cambiais podem ter um impacto significativo sobre a inflação. Uma moeda
mais fraca aumenta o custo das importações, o que pode levar a uma alta nos preços
domésticos. Isso é conhecido como inflação importada. Em países que dependem fortemente
de importações, como aqueles que importam grande parte de sua energia ou alimentos, uma
depreciação cambial pode ter efeitos significativos sobre os preços ao consumidor.
Investimentos
As flutuações cambiais também afetaram os investimentos estrangeiros externos (IED) e os
fluxos de capital. Uma moeda estável e previsível é geralmente mais atraente para
investidores estrangeiros, enquanto flutuações acentuadas podem gerar incerteza e risco.
Além disso, a valorização de uma moeda pode reduzir a rentabilidade dos investimentos em
outros países, levando à retirada de capitais e a uma desaceleração económica.
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POLÍTICAS CAMBIAIS E SUAS IMPLICAÇÕES
Os governos adoptam frequentemente políticas cambiais para influenciar o valor de suas
moedas, seja para evitar crises económicas ou para aumentar a competitividade internacional.
Intervenções no Mercado Cambial
Uma maneira comum de os governos influenciarem a taxa de câmbio é por meio de
intervenções diretas no mercado cambial, comprando ou vendendo suas moedas para afetar a
oferta e a demanda. Isso é particularmente comum em regimes de câmbio fixo ou misto. Essas
intervenções podem ser eficazes no curto prazo, mas são frequentemente difíceis de sustentar
a longo prazo.
Política Monetária e Fiscal
Além das intervenções cambiais, as políticas monetárias e fiscais de um país também
desempenham um papel importante no controle das taxas de câmbio. Os bancos centrais
podem alterar as taxas de juros para influência no valor da moeda, enquanto
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CONCLUSÃO
A taxa de câmbio é um fenómeno dinâmico e multifacetado que tem influência significativa
sobre a economia de qualquer país. Seja em um sistema de taxa de câmbio fixa, flutuante ou
administrada, as flutuações da moeda impactam directamente as exportações, importações,
inflação e investimentos. Governos e bancos centrais estão constantemente buscando políticas
que possam mitigar os efeitos negativos das flutuações da taxa de câmbio, garantindo um
ambiente económico mais estável e previsível. Políticas monetárias, medidas fiscais e
intervenções no mercado de câmbio são as principais ferramentas usadas para influenciar as
taxas de câmbio e os resultados económicos associados.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BERLE, G., KIRSCHNER. Plano de Negócios Instantâneo. Rio de Janeiro: Axcel
Books, 1995.
2. GUIA ERNEST & YOUNG PARA DESENVOLVER SEU PLANO DE NEGÓCIOS.
3. ed. Rio de Janeiro: Record, 1996.
3. ABELL. Derek F. Administrando com dupla estratégia. São Paulo: Pioneira, 1995.
Como abrir seu próprio negócio. In: AZEVEDO, João Humberto de (Coord.). Brasília:
SEBRAE, 1997.
4. ABRAMS, R. M. Business plan: segredos e estratégias para o sucesso. São Paulo:
Érica, 1994.
5. BACK, N. Metodologia de projetos industriais. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1983.
6. BERLE, G., KIRSCHNER. Plano de Negócios Instantâneo. Rio de Janeiro: Axcel
Books, 1995.
7. GUIA ERNEST & YOUNG PARA DESENVOLVER SEU PLANO DE NEGÓCIOS.
3. ed. Rio de Janeiro: Record, 1996.
8. KISHEL, Gregory F., KISHEL, Patricia. Como iniciar, dirigir e manter um negócio: o
guia para tornar realidade seu sonho. Rio de Janeiro: Infobook, 1994.
9. LONGENECKER et al. Administração de pequenas empresas. São Paulo: Makron
Books, 1997.
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