Cardoso Alfredo
Celso Raimundo Manuel
Mónica Augusto Mumareia
Moniz Gilberto Nhabanga
Nelson Félix Anselmo
Soura Luís Nampatua
Exigências e Desafios do ensino superior
(Licenciatura em Ensino Matemática)
Universidade Rovuma
Lichinga
2024
Cardoso Alfredo
Celso Raimundo Manuel
Mónica Augusto Mumareia
Moniz Gilberto Nhabanga
Nelson Félix Anselmo
Soura Luís Nampatua
Exigências e Desafios do ensino superior
(Licenciatura em Ensino Matemática)
Trabalho científico, a ser entregue ao
Departamento de Ciências, Tecnologias,
Engenharia e Matemática, na cadeira de
Métodos de Investigação Científica para fins
avaliativo sob orientação:
Docente: Msc. Adelino Pinto
Universidade Rovuma
Lichinga
2024
Índice
1. Introdução........................................................................................................................4
1.1. Objectivos.....................................................................................................................4
1.1.1. Geral......................................................................................................................4
1.1.2. Específicos............................................................................................................4
1.2. Metodologias................................................................................................................4
2. Exigências e Desafios do ensino superior...........................................................................5
2.1. Exigências do Ensino Superior....................................................................................5
2.1.1. Variáveis de análise da qualidade do ensino superior..........................................5
2.2. Desafios do ensino superior.........................................................................................7
2.2.1. Acerca da abertura e encerramento de instituições e cursos.................................8
2.2.2. Qualidade do ensino superior................................................................................8
2.2.3. Avaliações e inspecções........................................................................................9
2.2.4. Formação do corpo docente................................................................................10
2.2.5. Acessibilidade ao ensino superior.......................................................................11
2.2.6. Financiamento do ensino superior......................................................................12
2.2.7. Investigação e extensão.......................................................................................12
3. Conclusão..........................................................................................................................14
4. Referências bibliográficas.................................................................................................15
4
1. Introdução
O presente trabalho científico aborda sobre as Exigências e Desafios do ensino superior,
que vai proporcionar uma abordagem muito significativa para o processo de ensino e
aprendizagem para o ensino superior.
O ensino superior traz consigo novas demandas, como a adaptação a novos saberes, a
responsabilização no processo de construção do conhecimento, e as expectativas quanto à
inserção no mercado de trabalho nos últimos anos da universidade. Além disso, a entrada no
ensino superior é um acontecimento significativo na vida de muitos jovens, marcado por
mudanças e por ser um processo de transição complexo de passagem da adolescência para a
vida adulta para grande parcela dos académicos.
1.1. Objectivos
1.1.1. Geral
Conhecer os desafios e as exigências do ensino superior
1.1.2. Específicos
Identificar as oportunidades e privilégios que o ensino universitário oferece;
Expressar as variáveis de análise de qualidade pedagógica do nível superior;
Explicar a responsabilidade do estudante no ensino superior.
1.2. Metodologias
Para a materialização deste trabalho, usou-se o método bibliográfico, em que segundo Gil
(2002), na pesquisa bibliográfica são utilizados livros, artigos científicos de onde serão
subtraídos os conceitos para ilustração do trabalho, isso porque a pesquisa bibliográfica tem o
objectivo conhecer as diferentes contribuições científicas sobre um determinado tema. A
Pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado.
5
2. Exigências e Desafios do ensino superior
2.1. Exigências do Ensino Superior
Para Matos & Mosca (2010), afirmam que o ensino superior,
ʽʽEnsino superior responde, a longo prazo, aos desafios da construção da nação, de uma
sociedade aberta e democrática com exercício activo da cidadania e do desenvolvimento
económico num ambiente não protegido e competitivo a escala global. Se assim, é, a
educação e o ensino superior terão de se pautar por parâmetros de qualidade internacional, o
que significa, normalmente, que os técnicos formados terão competências equivalentes e
especialidades competitivas individuais para actuar com qualquer mercado de trabalho, ou
concorrer no teu país com técnicos engenheiros. Isso só é possível com instituições de ensino
superior de elevada qualidadeˮ (p.33).
2.1.1. Variáveis de análise da qualidade do ensino superior
Corpo docente formado, com currículo e investigação nas áreas de ensino e integrado
em redes de conhecimento internacional;
Instituições preenchidas com recursos e meios pedagógicos que facilitam o ensino,
aprendizagem, o acesso ao conhecimento e que atribua aos estudantes competências
no saber e no saber fazer, com eficácia e eficiência.
Estratégias pedagógicas assentes na exigência e no trabalho, qualificam e na formação
ampla no Homem que quer valorizar com base no mérito, para melhor desempenho de
funções e benéficos pessoal e da sociedade.
Os aos autores acima citados ainda afirmam que, estes objectivos não compatíveis com
massificação sem qualidade, com fins demagógicos e populista. Mau ensino representa,
no futuro, a configuração de sociedades fechadas, que reproduzem protegidas em critérios
de grupos e seus interesses, que dificultam a meritocracia e a organização da sociedade
democrática com crescente igualde de oportunidades.
Mau ensino alimenta organizações e economias inicialmente que apenas poderá
sobreviver com mecanismos contrários as actuais tendências e internacionalização
económica e política. O mau ensino gera desemprego ou emprego desajustado de técnicos
com suposta qualificação superior e pode provocar i estabilidade sócia.
6
Sugere-se que, em ambiente de competição e condições semelhantes, o ensino publico e o
privado sejam analistas e exigidos com mês os critérios.
\Os proteccionistas e privilégios da natureza pública ou os facilitismos por influências e
looby político em defesa de interesse privado devem ser eliminados, competindo aos
estudantes a selecção das escolas onde desejam formar-se em função sobretudo da
qualidade real e apercebida pela sociedade e as oportunidades de emprego e
empregabilidade pós formação.
Nesse sentido, compete ao estudo criar contextos e ambientes que coloquem as
instituições de ensino superior, publica e privadas, em condições de partida que permitam
que a compectividade não diferente por condições diversas de financiamento, subsídios e
outros proteccionistas e sim pela qualidade do ensino, investigação, capacidade de
intervenção e influência na sociedade possui das diferentes universidades.
A especialização não implica monopólios institucionais por áreas de conhecimento. A
concorrência no ensino é saudável quando regulada de forma a evitar a queda de
parâmetros de qualidade, das condições de ensino e d ética. É ainda importante não haver
monopólios para que existam opções de escolha de estudantes e alternativas em casos de
crise pedagógica e administrativa das instituições.
A magnificação apenas com preservação de standrds elevados de qualidade, implica
que muitos estudantes que terminaram o ensino secundário terão de seguir cursos médios
ou profissionais, formando uma pirâmide técnica dos recursos humanos qualificados dos
pais. Esta via não significa, necessariamente, que a opção ensino superior versus ensino
médio seja, a partida e definitivamente. Uma segmentação ou hierarquização a que se
condena os estudantes que por qualquer motivo não tiveram acesso ao ensino superior.
A academia, como centro privilegiado de produção. Intercâmbio e transmissão de
conhecimento e da ciência, não pode possuir limitações de qualquer tipo nas opções de
estudo e investigação, pensamento, debate e escrita. A investigação e o ensino possuem
como base a honestidade intelectual do investigador e do docente e o estudante, mediante
a adopção dos metodólogos aprovadas e reconhecidas de análise e desenvolvimento de
pesquisa, a utilização criteriosa das fontes e a interpretação não condicionada dos
resultados.
7
Qualquer impedimento destes princípios deforma a investigação e a formação e gera falta
credibilidade adas instituições. Isso acontece quando existe a intensão não desejada de
manipular ideologicamente os conhecimentos pedagógicos, podendo acontecer a
paternidade ou rejeição das escolas de pensamento diverso. Por isso, instituições
universitárias, publicas e privadas, devem gozar de plena autonomia científica, pedagógica
e administrativa.
A comunidade académica tem de resistir contra intromissões que visam a formatação
de ensino como transmissor direccionado de ideologias ou pensamento que reduzem
poderes de grupos ou interesses que não sejam os da nação, da democracia, da justiça, da
transparência e da plena liberdade dos cidadãos optam escolhas que entenderem. Para o
efeito, é as pessoas que compõem a academia que, em primeiro lugar compete a
compreender que existem incompatibilidades éticas e deontológicas entre o exercício de
determinadas profissões ou funções, principalmente quando exercidas em simultâneo.
A democraticidade dentro das instituições. Dos seus órgãos e as eleições entre os pares,
só também uma forma de reconhecimento do mérito e prestígio entre colegas, obedece as
regras escrita e não escrita próprias da academia, e são contrárias as nomeações pela via
do poder político ou administrativo.
2.2. Desafios do ensino superior
Na concepção de Coelho, et al asseveram que,
ʽʽO Estado tem como funções principais, no que concerne à educação superior, entre
outras, definir e assegurar a implementação de estratégias para o ensino superior e
investigação científica, no quadro dos objectivos do desenvolvimento global e regionalmente
integrado, da evolução económica e conforme os mecanismos de mercado. A preservação da
qualidade, o incentivo à investigação, o bom funcionamento do ensino superior e das suas
instituições e a ampliação do acesso ao ensino superior, são objectivos que integram o papel
regulador e fiscalizador do Estado. O alinhamento do sistema de ensino no quadro das
reformas a nível regional e internacional e os incentivos e afectação de recursos que garantam
a internacionalização das instituições na formação, investigação e em redes de conhecimento.
Indicam-se a seguir algumas acções necessárias à realização das funções descritasˮ. (2006)
8
2.2.1. Acerca da abertura e encerramento de instituições e cursos
É discutível se a exigência de condições e requisitos para o funcionamento de uma
instituição de ensino superior deva ser assegurada inicialmente ou ao fim de um determinado
período após o início das actividades. Uma solução intermédia que os autores sugerem é o da
apresentação de documentos de compromisso de cumprimento por fases das condições e
requisitos pré-estabelecidos. A abertura de novas instituições e cursos, assim como o seu
posterior funcionamento, deveria sujeitar-se à aprovação, pelo órgão estatal de tutela, ou à
verificação através de missões de avaliação e inspecção, de condições e requisitos como os
seguintes:
Um projecto científico e pedagógico que se enquadre na estratégia do ensino superior
e assegure os parâmetros de qualidade e estabilidade institucional definidos;
Compromisso ou existência de um corpo docente em qualidade (graus), quantidade e
tipo de contratação (tempo parcial, integral e exclusividade), com parâmetros para
cada nível de formação (bacharelatos, licenciaturas, mestrados e doutoramentos). No
caso das novas instituições e cursos, são definidas fases de cumprimento parcial para
cada condição e requisito, sendo que, na última fase, o corpo docente possui a
estrutura definida;
Para a aprovação de novas instituições, apresentação do projecto de construção ou
reabilitação de instalações;
Para novos cursos, verificação das características técnicas e demonstração de
condições pedagógicas à partida (infra-estruturas – salas de aulas, laboratórios de
acordo com os cursos, biblioteca, etc.);
Garantias de idoneidade da instituição investidora e estabilidade financeira ou
demonstração de acesso aos recursos necessários. (Coelho, et al. 2006)
2.2.2. Qualidade do ensino superior
O órgão de tutela do ensino superior deve possuir uma definição de indicadores ou de
critérios de verificação do conceito de qualidade que permitam a avaliação e classificação das
instituições e dos cursos. Os indicadores e as suas ponderações na nota final das instituições
podem mudar em função do objectivo de qualidade a alcançar em cada fase. Em qualquer
circunstância, destacam-se, entre outras, as seguintes:
Qualidade do corpo docente (graus, formação adequada aos cursos, avaliação
curricular e regime de contrato);
9
Condições pedagógicas de ensino, principalmente: salas de aula, acervo bibliotecário,
acesso a meios informáticos, Internet, bibliotecas online e pacotes software conforme
os cursos, laboratórios e sua utilização;
Investigação, medida por projectos aprovados e em curso, obras publicadas
(diferenciadas por tipo de publicação) e grau de internacionalização (veja mais
adiante); • Funcionamento regular, autónomo e conforme os estatutos, dos órgãos de
gestão científica, sobretudo o conselho científico e o conselho pedagógico;
Outros serviços acessíveis aos estudantes (acesso a computadores, reprografia,
livraria, bar, etc.);
Actividades de extensão universitária medida por acções junto da comunidade
(estudos, consultorias, observatórios e seminários, conferências, debates realizados em
eventos organizados por terceiros, etc.);
Actividades extracurriculares realizadas pela universidade, como conferências,
seminários, eventos da associação de estudantes, desporto universitário, etc.;
Percepção dos estudantes sobre diferentes aspectos da universidade e do ensino,
informação a ser obtida por questionário normalizado.
Qualidades de Ensino superior que tem sido definidos por Severino (2008, citado em Tavares,
José & Santiago, Rui 2000)
2.2.3. Avaliações e inspecções
Compete ao Estado monitorar o bom funcionamento das instituições e dos cursos,
através de missões de avaliação externa e por meio de inspecções transparentes e
competentes. É desejável que as avaliações científicas e pedagógicas possuam uma
periodicidade regular, no mínimo trienal. A transparência é assegurada com a constituição
aleatória das equipas a partir de uma bolsa de avaliadores do ensino superior, sendo que
nenhum membro da equipa pode possuir relações laborais ou de outro tipo com a entidade a
avaliar. É importante envolver elementos de organizações da sociedade civil nas equipas de
avaliação de forma a incluir padrões de valoração apercebidos e necessários no contexto da
evolução do mercado.
As avaliações têm por objectivo essencial o contributo para a melhoria da qualidade e do
funcionamento das instituições e dos cursos. As recomendações das avaliações possuem
prazos de correcção, findos os quais se procede à verificação pela mesma equipa de
avaliadores. A não consideração das recomendações implica penalizações que podem, em
10
caso extremo, significar o encerramento da instituição ou do curso e, em casos justificados,
determinar o levantamento de processos-crime dos responsáveis. É importante possuir
legislação que regule as condições de encerramento de instituições e cursos assim como a
defesa e sem prejuízo dos interesses dos estudantes através de transferência para outras
instituições, bolsas de estudos excepcionais, etc. O bom funcionamento das equipas de
avaliação sugere a existência de lei onde, por exemplo, sejam definidos os assuntos a avaliar,
os métodos de recolha de informação, as classificações a atribuir, o funcionamento e modo de
intervenção na instituição avaliada e o tipo de relatório a elaborar, os mecanismos de
reclamação da instituição avaliada, entre outros aspectos.
2.2.4. Formação do corpo docente
Compete ao Estado acompanhar e incentivar a formação do corpo docente, cuja execução é da
responsabilidade das instituições de ensino superior. Esta acção compreende:
Definição de critérios e ritmos de selecção de futuros docentes, privilegiando os
melhores estudantes de cada curso;
Estabelecimento de programas individuais de formação (leccionação com tutor,
frequência de mestrados, doutoramentos, participação em trabalhos de investigação,
elaboração de trabalhos de pesquisa, etc.);
Cada docente em formação e com contrato em tempo integral terá um tutor que o
orienta no processo de formação e o integra em diversas actividades formativas, de
investigação e de aquisição de experiência;
Existência de contratos de trabalho de pelo menos cinco anos e que preservem o
investimento realizado pelas instituições patronais ou pelas instituições que
financiaram a formação;
Estabelecimento de formas de acompanhamento do docente em formação.
A formação do docente apenas se considera completa com a obtenção do grau de
Doutor. As carreiras de docência, de investigação e do pessoal técnico, devem ser iguais para
todas as universidades, públicas e privadas, sendo as categorias atribuídas mediante critérios
definidos para todas as universidades que permitem o reconhecimento automático ou por
procedimentos estritamente administrativos por todas as instituições. Não obstante, as tabelas
salariais poderão variar conforme as instituições, sugerindo-se, no entanto, que para cada
categoria profissional, sejam pactuados valores máximos e mínimos a praticar pelas
universidades. Esta sugestão pretende que no futuro as possíveis mobilidades do corpo
11
docente entre instituições não seja essencialmente motivada por razões salariais. Sugere-se
que a legislação acerca da actividade docente seja completada ou revista (carreira profissional,
estatuto docente, código de ética e conduta).
2.2.5. Acessibilidade ao ensino superior
O alargamento da acessibilidade ao ensino superior é um objectivo permanente. É
importante que o Estado possua orçamentado um valor para bolsas de estudo, a serem
atribuídas aos estudantes com melhores médias de acesso à universidade. O acesso às bolsas
está condicionado a que o rendimento da família directa (pais ou lar acolhedor) não seja
superior a um montante a definir. Igualmente é necessário definir critérios acerca dos
documentos de prova dos rendimentos.
Compete ao órgão estatal que tutela o ensino superior definir o número de bolsas por áreas de
formação (de acordo com a estratégia do ensino superior) e por província (por exemplo,
proporcional ao número de finalistas do ensino secundário, com um ou dois factores de
ponderação pelos desequilíbrios económicos, sociais e educacionais de cada zona, com o
objectivo de reduzir no tempo essas disparidades). O valor mensal da bolsa pode reunir três
parcelas que são aplicadas conforme os casos:
Um montante base igual por nível de formação para custear propinas, material de
estudos e outros gastos cobrados pelas universidades. O valor da bolsa anual pode ser
estimado com base na média dos custos pedagógicos acima referidos das
universidades do país e por tipo de curso.
Caso o estudante opte por uma universidade mais barata, o valor é ajustado no
momento da atribuição da bolsa ou quando é conhecida a universidade. Em caso
contrário, o diferencial da propina é da responsabilidade do estudante; • Quando
implicar estudos fora da província em que conclui o ensino secundário ou do local de
residência dos pais ou do lar acolhedor, um montante extra variável em função do
valor da passagem de autocarro (excepto se apenas for possível por via aérea), por
ano, de e para local de residência; • Outra parcela extra de alojamento e alimentação
para os que estudam fora do local de residência. Neste caso, existem duas opções: um
valor idêntico para todo o país ou ponderado conforme o custo de vida do local em
que se encontra a universidade a frequentar.
12
2.2.6. Financiamento do ensino superior
Na ideia de de Rodrigues (1994) afirma que ʽʽo objectivo de criar um ambiente e
contextos semelhantes de competitividade entre as instituições públicas e privadas,
sugere-se que as formas de financiamento das instituições de ensino superior sejam
semelhantes entre si, apenas ponderadas pelo número de estudantes e critérios de
valorização da qualidade das instituições e dos cursos. Propõe-se uma alteração
fundamental em relação à situação actual. Em lugar de o Estado financiar as universidades
públicas, passa a financiar bolsas de estudo. Esta possibilidade colocaria todas as
instituições de ensino superior em condições semelhantes de competitividade pelo factor
preço dos estudos. Os factores de competitividade seriam os já referidosˮ. (p.123)
As fontes de receitas das instituições de ensino superior seriam as seguintes:
Matrículas, propinas e outras receitas pedagógicas dos estudantes, incluindo dos
bolseiros;
Investimento e ajudas públicas em casos extraordinários, conforme o descrito mais
abaixo;
Financiamentos aprovados param projectos de investigação; • Receitas provenientes
da actividade de extensão universitária;
Financiamento comercial, interno ou externo, para investimento ou funcionamento.
Neste aspecto, sugere-se que sejam negociadas condições especiais junto do sistema
financeiro ou existam linhas de crédito dirigidas para este efeito.
2.2.7. Investigação e extensão
O sentido original do termo Investigação é definido por Aurélio (2008) ʽʽinvestigação é uma
componente essencial das instituições de ensino superior e a sua valoração ponderará de
forma significativa na classificação das instituições e seu consequente posicionamento no
ranking das universidadesˮ (p.86).
O conceito de investigação é concebido num sentido mais restrito. Investigação de assuntos
novos, de adaptação de resultados e de conhecimentos, estudos sobre a realidade
moçambicana realizada por equipas com pelo menos dois investigadores doutorados e vários
mestres e pessoal docente e de investigação em formação, sendo factores de valoração o
envolvimento de investigadores de mais de um país e de objectos de estudos comparados de
mais de uma realidade. Projectos financiados por instituições especializadas de um ou mais
países ou por patrocinadores da sociedade civil interessadas nos resultados. A investigação
13
deve ter resultados dados a conhecer em reuniões científicas, congressos e através da
publicação em revistas e livros. Para ganhar sinergias, é vantajoso que a investigação esteja
integrada no projecto científico pedagógico de cada instituição. Investigação, formação nos
diferentes níveis, formação dos corpos docentes, publicação e intervenção na sociedade,
reforçam-se mutuamente, aumenta a qualidade do ensino e o conhecimento da realidade,
contribuindo deste modo para estreitar a ligação entre as componentes teóricas e práticas da
formação (Aurélio, 2018 & Aurélio, 2011).
14
3. Conclusão
Em propensão de conclusão do trabalho científico, é importante frisar que, o ensino superior é
todo sistema educativo moçambicano, este carecido de qualidade e de instituições
prestigiadas. A função docente necessita de apoio social e incentivos mateias e profissionais.
Reactivamente ao ensino superior, no seu todo, e a universidade, em particular, podem julgar
no desenvolvimento da educação em África. Há educação no sentido restrito, e que se prende
fundamentalmente com a obtenção de um diploma, isto é, com a educação formal, mas a
educação no sentido lato do termo que, incluindo a instrução, significa, sobretudo,
transmissão e aquisição de princípios, valores, conhecimentos, competências que concorram
para uma formação integral que assegure saber, saber ser, saber estar e saber fazer. Numa era
onde são indiscutíveis os saltos tecnológicos, científicos, infra-estruturais e outros, são
também indisfarçáveis os défices a nível de competências humanas fundamentais (sentir,
pensar, acreditar) e que comprometem seriamente a ideia de desenvolvimento, muito
particularmente em sociedades como a nossa, onde as transformações acontecem de forma
acelerada, incontrolável e desestruturante. Os desafios aqui arrolados só farão sentido se, por
um lado, forem entendidos numa perspectiva integral e, por outro, poderem articular-se com
as múltiplas e diversificadas visões e dimensões que participam do desenvolvimento de um
país como Moçambique, aspirante a fazer parte, um dia, do concerto das nações mais
evoluídas do globo. E o ensino superior, indiscutivelmente, tem e terá uma palavra decisiva
em todo esse processo.
15
4. Referências bibliográficas
1. Gil, A. C. (2002). Como elaborar projecto de pesquisa. 4ªed. São Paulo.
2. Rodrigues, Seywan, (1994). Exigências do ensino superior. 3ª ed. São Paulo: Makron
Books. 4ª Ed. Editora Lisboa. Lisboa. P.123.
3. Aurélio, Mazdane (2008), Investigação e manejo de eventos entressorres entre
estudantes de Psicologia, 3ª ed. Porto editora. Portugal;
4. Aurélio, Mazdane (2011), Educação, 3ª ed. Porto editora. Portugal.
5. Coêlho, Ildeu. (2006) Universidade e formação de professores: Papirus,. p. 43-63.
6. Tavares, José & Santiago, Rui. (2000). Ensino superior: sucesso académico. Porto:
Porto Editora, 2000. (Coleção CIDInE, vol. 13)