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Nefrologia e Insuficiência Renal: UTI

Trabalho de enfermagem

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Silvia Rosa
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COLÉGIO ESTADUAL CAMPOS SALES

CURSO DE TÉCNICO DE ENFERMAGEM

TRABALHO DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA – UTI

CAMPINA GRANDE DO SUL - PR


2024
2

SÍLVIA REGINA ROSA PALIVODA

NEFROLOGIA

Trabalho de Avaliativo do Quarto semestre


apresentado à disciplina de UTI do Curso de
Técnico em Enfermagem do Colégio Estadual
Campo Sales.

Profº. Alan Jorge

CAMPINA GRANDE DO SUL – PR


2024
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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 4

INSUFICIÊNCIA RENAL ........................................................................................................... 5

4 CONCLUSÃO ............................................................................................................ 17
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1 INTRODUÇÃO

Nefrologia é a especialidade médica dedicada ao estudo, diagnóstico, tratamento e


prevenção de doenças que afetam os rins e o sistema urinário. Os nefrologistas tratam
condições como insuficiência renal, infecções urinárias, glomerulonefrites, cálculos renais,
hipertensão arterial de origem renal e doenças renais crônicas, entre outras.

Além do tratamento de doenças específicas, os nefrologistas orientam pacientes que


precisam de diálise (um procedimento que substitui parcialmente a função renal) ou que
estão em processo de avaliação para transplante renal.
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2 INSUFICIÊNCIA RENAL

A Insuficiência renal está definida em todos tipos: a Aguda e a Cronica.

INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA (IRA)

É uma perda súbita e temporária da função renal, que ocorre em poucos dias
ou semanas. Geralmente, é reversível com tratamento adequado e rápido.

Classificação da IRA
Pré-renal:
Causada pela redução do fluxo sanguíneo para os rins, o que diminui a
filtração.
Causas: desidratação, choque (septicêmico, hipovolêmico, cardiogênico),
insuficiência cardíaca congestiva, hemorragias, queimaduras extensas.

Renal (intrínseca)

Decorrente de lesões diretas nos rins.


Causas: infecções (como pielonefrite), toxinas (metais pesados, drogas
nefrotóxicas), medicamentos (antibióticos como aminoglicosídeos), doenças
autoimunes (como lúpus), glomerulonefrite.

Pós-renal
Causada por obstruções que impedem a saída da urina, resultando em
pressão retrógrada nos rins.
Causas: cálculos renais, tumores, hiperplasia prostática benigna,
estenose uretral, doenças ginecológicas que comprimem o trato urinário.

Sintomas Comuns:
- Redução do volume urinário (oligúria ou anúria), edema, náuseas,
cansaço, dor abdominal, alterações nos níveis de eletrólitos, confusão mental em
casos graves.
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INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA (IRC)

É uma perda progressiva e irreversível da função renal, que ocorre ao longo


de meses ou anos. Evolui gradualmente para doença renal terminal, que requer
tratamentos de substituição, como diálise ou transplante.

Principais Causas:
• Diabetes Mellitus: Principal causa de IRC, o diabetes descontrolado
danifica os vasos sanguíneos nos rins.
• Hipertensão Arterial: Pressão alta persistente pode danificar os vasos
renais.
• Doenças Renais Hereditárias: Exemplo: doença renal policística.
• Glomerulonefrite Crônica: Inflamação dos glomérulos renais, estruturas
responsáveis pela filtração.
• Outras Causas: Doenças autoimunes (como lúpus), infecções renais
recorrentes, obstruções crônicas.

Classificação da IRC – Estágios

• Estágio 1: Taxa de filtração glomerular (TFG) normal (>90 mL/min), com


sinais de dano renal (ex.: presença de proteínas ou sangue na urina).
• Estágio 2: TFG levemente reduzida (60-89 mL/min), com dano renal visível.
• Estágio 3: TFG moderadamente reduzida (30-59 mL/min), com sintomas
leves a moderados (cansaço, perda de apetite).
• Estágio 4: TFG severamente reduzida (15-29 mL/min), com sintomas mais
graves e aumento dos níveis de ureia e creatinina.
• Estágio 5: TFG muito baixa (<15 mL/min) – doença renal em estágio terminal,
que geralmente exige diálise ou transplante.
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SINTOMAS COMUNS (PODEM VARIAR CONFORME O ESTÁGIO):

- Fadiga, perda de apetite, náuseas, vômitos, coceira, câimbras, inchaço


(edema), hipertensão, anemia, dificuldade de concentração.

**Comparação Entre Insuficiência Renal Aguda e Crônica**

Essas classificações ajudam no diagnóstico, prognóstico e na definição de


estratégias de tratamento para cada tipo de insuficiência renal.
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HEMODIÁLISE

A hemodiálise é um procedimento médico usado para tratar pacientes com


insuficiência renal avançada, especialmente aqueles cujos rins perderam a
capacidade de filtrar o sangue de maneira eficaz. Esse tratamento substitui
parcialmente a função dos rins, removendo resíduos, toxinas e excesso de líquidos
do sangue e ajudando a equilibrar os níveis de eletrólitos.

Como Funciona a Hemodiálise

1. Acesso Vascular:
É necessário um acesso vascular para que o sangue seja retirado do corpo e
transportado até a máquina de hemodiálise. Esse acesso pode ser feito por:
• Fístula Arteriovenosa (FAV): Conexão entre uma artéria e uma veia,
geralmente no braço, considerada o acesso mais durável.
• Cateter Venoso Central**: Inserido em uma grande veia do pescoço ou peito,
usado temporariamente, geralmente em situações de emergência.
• Enxerto: Um tubo sintético que conecta uma artéria a uma veia, usado
quando a fístula não é viável.

2. Processo de Filtragem:
O sangue sai do corpo e é levado até a máquina de hemodiálise, chamada
dialisador ou “rim artificial”.
O dialisador contém uma membrana semipermeável que permite a passagem
de toxinas, líquidos e eletrólitos indesejados, mas retém células sanguíneas e
proteínas essenciais.
Através da difusão (movimento de substâncias de alta para baixa
concentração) e osmose (equilíbrio de líquidos), o dialisador remove resíduos e
excesso de eletrólitos do sangue. O sangue filtrado é, então, devolvido ao corpo

3. Sessões de Hemodiálise:

Geralmente, cada sessão de hemodiálise dura entre 3 a 5 horas e é realizada


2 a 3 vezes por semana**.
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As sessões ocorrem em clínicas especializadas, hospitais ou centros de


diálise, onde há supervisão de profissionais de saúde.

Indicações da Hemodiálise

A hemodiálise é indicada para pacientes com:


• Insuficiência Renal Crônica em Estágio Avançado: Quando os rins não
conseguem mais desempenhar suas funções adequadamente.
• Insuficiência Renal Aguda: Em casos graves e temporários, como em
situações de intoxicação ou desequilíbrios eletrolíticos, onde é esperada uma
recuperação parcial dos rins.
• Sintomas de Uremia: Como edema grave, pressão alta descontrolada,
náuseas, vômitos e fadiga intensa devido ao acúmulo de toxinas.

Vantagens e Desvantagens da Hemodiálise

Vantagens:
- Eficiência na remoção de toxinas: Controla eficazmente os níveis de
toxinas e eletrólitos no sangue.
-Supervisão Médica: A hemodiálise é realizada com acompanhamento de
profissionais de saúde, o que permite monitoramento e ajustes durante a sessão.
-Controle do volume de líquidos: Ajuda a evitar o acúmulo excessivo de
líquidos no corpo, aliviando sintomas como inchaço e hipertensão.

Desvantagens:
- Compromisso Regular: Exige sessões frequentes, o que pode limitar a
rotina do paciente e sua liberdade de mobilidade.
- Efeitos Colaterais: Como cãibras musculares, pressão arterial baixa,
náuseas, dor de cabeça e cansaço após as sessões.
- Cuidados com o Acesso Vascular: O acesso, como a fístula ou o cateter,
requer atenção constante para evitar infecções e complicações.
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Cuidados para Pacientes em Hemodiálise

- Cuidado com o Acesso Vascular: Manter a área da fístula ou do cateter


sempre limpa para evitar infecções.
- Dieta Específica: Controlar a ingestão de líquidos, potássio, fósforo e sódio,
pois os rins comprometidos têm dificuldade em processar esses elementos.
- Acompanhamento Médico: Realizar exames regulares para monitorar a
função renal residual, níveis de eletrólitos e outros parâmetros de saúde.

A hemodiálise é um tratamento que prolonga a vida de pacientes com


insuficiência renal avançada, proporcionando alívio dos sintomas e melhorando a
qualidade de vida enquanto aguardam um transplante renal ou como uma solução
contínua para o manejo da condição.
ACESSO CENTRAL
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3 TRANPLANTE RENAL E PANCREAS

O transplante renal e pancreático é uma cirurgia realizada em pacientes com


insuficiência renal e diabetes tipo 1, cuja função renal e capacidade de produção de
insulina estão gravemente comprometidas. Esse procedimento visa não apenas
restaurar a função renal, mas também fornecer controle da glicose, eliminando a
necessidade de insulina exógena e hemodiálise, melhorando significativamente a
qualidade de vida do paciente.

Transplante Renal
O transplante renal é a substituição de um rim que não está funcionando
adequadamente por um rim saudável, proveniente de um doador vivo ou falecido.
Indicado principalmente para pacientes com insuficiência renal crônica em
estágio avançado, o transplante de rim pode ser realizado isoladamente ou em
combinação com o transplante de pâncreas, especialmente em pacientes com
diabetes tipo 1.

Processo:
- O paciente é avaliado para garantir que é um candidato adequado,
passando por exames para verificar a saúde cardiovascular e outros órgãos.
- O órgão doado é inserido na região inferior do abdômen, e o rim doente
geralmente não é removido, a menos que esteja causando problemas.
- Veias e artérias são conectadas para garantir o fluxo sanguíneo no rim
transplantado, e o ureter é ligado à bexiga para permitir o fluxo de urina.

Vantagens:
- Melhoria na qualidade de vida, pois o paciente deixa de precisar de
diálise.
- Maior longevidade em comparação com a diálise.
- Melhor controle de funções metabólicas e redução de complicações
associadas à insuficiência renal.
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Riscos:
- Rejeição do órgão, infecções, complicações cirúrgicas e efeitos colaterais
dos medicamentos imunossupressores, que são necessários para evitar a rejeição.

Transplante de Pâncreas

- O transplante de pâncreas é realizado principalmente para pacientes com


diabetes tipo 1, quando o pâncreas não consegue mais produzir insulina, o
hormônio responsável pelo controle da glicose no sangue.

- O objetivo é restaurar a produção de insulina, proporcionando controle


mais efetivo da glicemia e evitando complicações a longo prazo do diabetes.

Processo:

- O novo pâncreas é geralmente colocado na região inferior do abdômen,


semelhante ao transplante de rim.

- As artérias e veias do pâncreas doado são ligadas às do receptor para


garantir o suprimento de sangue.

- Em alguns casos, o pâncreas doente é mantido no corpo do paciente, e o


órgão transplantado é posicionado para fornecer insulina sem remover o pâncreas
original.

Vantagens:

- Eliminação da necessidade de injeções de insulina.

- Melhoria significativa no controle da glicose, reduzindo as complicações


de longo prazo do diabetes, como neuropatia, retinopatia e doenças
cardiovasculares.
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Riscos:

- Rejeição do órgão transplantado, infecções, complicações cirúrgicas e


riscos associados aos imunossupressores.

Transplante Combinado de Rim e Pâncreas

- O transplante combinado é recomendado para pacientes com insuficiência


renal associada ao diabetes tipo 1, especialmente aqueles com complicações
graves do diabetes e da insuficiência renal.

- Em muitos casos, a combinação dos transplantes é indicada para evitar o


desenvolvimento de complicações graves do diabetes em órgãos-alvo.

Benefícios do Transplante Combinado:

• Controle da Glicemia: O novo pâncreas possibilita o controle de


glicose, eliminando a necessidade de insulina exógena.

• Melhora da Função Renal O novo rim substitui a função renal perdida,


evitando a necessidade de diálise.

• Qualidade de Vida: Reduz as complicações de longo prazo do diabetes


e da insuficiência renal, proporcionando maior autonomia e qualidade
de vida.

Considerações sobre o Transplante Combinado:

• Riscos e Efeitos Colaterais: Como em qualquer transplante, há o risco


de rejeição dos órgãos e infecções. O paciente precisará tomar
medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição, o que pode
ter efeitos colaterais.

• Expectativa de Vida dos Órgãos: Órgãos transplantados têm uma vida


útil limitada. Um rim transplantado dura, em média, de 10 a 15 anos, e
o pâncreas pode ter uma durabilidade um pouco menor.
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Candidatura: Nem todos os pacientes são candidatos ao transplante. É


necessário um rigoroso processo de avaliação que considera o estado geral de
saúde, idade e a presença de outras condições.

O transplante combinado de rim e pâncreas pode transformar a vida de


pacientes com insuficiência renal e diabetes tipo 1, trazendo uma melhora
significativa na qualidade de vida, controle metabólico e longevidade, embora
envolva compromissos e cuidados contínuos para prevenir complicações.
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4 CONCLUSÃO

Com o trabalho realizado e a visita técnica no setor de Nefrologia entendemos


que esta especialidade essencial para o tratamento e manejo das doenças renais,
que vão desde condições leves até insuficiências renais graves. O estudo dos
mecanismos das doenças renais, bem como dos tratamentos disponíveis, como
diálise, hemodiálise e transplantes, é fundamental para melhorar a qualidade de
vida dos pacientes e possibilitar sua sobrevida em condições crônicas. O avanço
contínuo em pesquisas, novas tecnologias de tratamento e técnicas de transplante é
vital para enfrentar os desafios impostos pelas doenças renais, promovendo
diagnósticos mais precoces, intervenções eficazes e melhor acompanhamento. Por
fim, é importante lembrar o papel dos cuidados preventivos, como controle da
pressão arterial e diabetes, que são determinantes para evitar ou minimizar o risco
de desenvolvimento de doenças renais crônicas.

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