ESEnfC, Ano Letivo 2021-2022
PATOLOGIA
DO
ESÓFAGO
E
ESTÔMAGO
Isabel Simões
GASTROINTESTINAL - SUMÁRIO
4. FÍGADO E VIAS BILIARES
1. ESÓFAGO
Hepatopatia Aguda e Crónica
Tumor maligno
Tumores
2. ESTÔMAGO
Litíase biliar e Colecistite
Dça inflamatória (gastrite e úlcera)
5. PÂNCREAS
Tumores
Dça Inflamatória
3. INTESTINO
Tumores
Dça Inflamatória (úlcera duodenal,
Chorn e colite ulcerosa)
Síndrome de malabsorção
Apendicite
Volvo e oclusão intestinal
Peritonite/Abdómen Agudo
Pólipos e Tumores
1ª AULA - SUMÁRIO
1. ESÓFAGO
Tumor maligno
2. ESTÔMAGO
Dça inflamatória (gastrite e úlcera)
Tumores
Estudo Individual
Patologia da cavidade oral: tumores e inflamatória
Dça do refluxo esofágico
Úlcera duodenal
PATOLOGIA DO ESÓFAGO E ESTÔMAGO
Exames Complementares de Diagnóstico
Endoscopia e Ecoendoscopia
Citologia e biopsia
TAC e Ecografia
Cintigrafia
Rx Tórax
PET-CT
Fonte: http://www.cccastelo.com.br/eda.htm
https://www.youtube.com/watch?v=5QOlYIIBVJ8
PATOLOGIA DO
ESÓFAGO
SEMIOLOGIA
Disfagia
Odinofagia
Pirose
Dor torácica
Erutações
Sialorreia
Regurgitação
Náuseas e vómitos
Hematemeses
Melenas
TUMORES
Benigno - Pouco frequentes
MALIGNO
75% adenocarcimona
♂ 55 anos
Rápida metastização
Etiologia
Álcool + tabaco
Epitélio de Barrett
Genética
Bebidas quentes (> 600 C)
TUMORES
Etiologia
Álcool + tabaco
Epitélio de Barrett
Genética
Bebidas quentes (> 600 C)
Microbiótica bucal
Porphyromonas gingivalis
TUMOR MALIGNO
Semiologia
Disfagia
Odinofagia
Perda de peso
Diagnóstico
TUMOR MALIGNO
Tratamento – depende estadiamento
Cirurgia
Esofagectomia parcial ou total (reconst.
estômago ou intestino)
Se infiltração brônquica, inoperável
Radioterapia e Quimioterapia
Paliativo:
Laserterapia
Gastrostomia (PEG)
Estadio I 80% sobrevida aos 5 anos,
outros estádios 85% mortalidade aos 5 anos
PATOLOGIA DO
ESTÔMAGO
GASTRITE
Inflamação aguda ou crónica da mucosa
Incidência ↑ idade
Etiologia
Infeciosa: bactérias (Helicobacter pylori), vírus
Erosiva: AINE’s, álcool, tabaco, radiação, stresse, refluxo
biliar, queimadura química
Dças autoimunes (dça de Crohn, Anemia Perniciosa)
60-70% da população portuguesa está infetada com Helicobacter
pylori
GASTRITE
Semiologia – pode ser assintomática
Dispepsia (dor epigástrica, enfartamento, pirose, saciedade
precoce), náuseas, vómitos
Complicações: ulceração, hemorragia, pólipos, tumores
Gastrite crónica
Atrofia da mucosa e metaplasia intestinal
R de malignizar
GASTRITE
Diagnóstico
Endoscopia: biopsia
Pesquisa de Helicobacter-pylori
Citologia/biopsia e teste respiratório
Pesquisa Ag (fezes) e Ac (sangue)
Tratamento
Se infeciosa - erradicação da H. Pylori
Evitar alimentos ácidos e produtos (AINEs, bebidas
carbonadas, café, álcool)
IBN, antag. H2, antiácidos
Dieta
ÚLCERA GÁSTRICA
Ferida provocada pelo desequilíbrio entre os fatores
protetores e agressores da mucosa
60 anos
Localização: cárdia, pequena curvatura, junção corpo-antro e
zona pilórica
Aguda – lesões mais superficiais
Crónica– recidivante, lesões mais profundas,
frequente na junção corpo/piloro
Etiologia: AINEs, 20% Helicobacter, tabaco, álcool, gastrite,
stresse?
ÚLCERA GÁSTRICA
Semiologia– Pode ser assintomática
Dispepsia, náuseas e vómitos
dor epigástrica 2 a 3 horas após alimentação
Anorexia e perda de peso
Erutação e flatulência
Complicações: Hemorragia, perfuração, obstrução
Diagnóstico - EDA c/ citologia e biopsia
Tratamento
Idêntico à gastrite
Se perfuração, obstrução Cirurgia
TUMORES
Leiomiomas
BENIGNOS
Adenomas (R malignizar)
Lipomas
MALIGNOS
≥ 50 anos
Incidência e mortalidade (Portugal 3x>Europa)
˃diagnostico dça avançada
Bom prognóstico se limitado à mucosa e submucosa
ADENOCARCINOMA
Tipos
Adenocarcinomas (90%)
Linfomas gástricos
Tumores do estroma gastrointestinal
Tumores neuroendócrinos
Etiologia
Dieta (nitratos/nitritos, álcool), deficit de vegetais e frutas)
Tabaco, álcool
Lesões pré-malignas: metaplasia intestinal, gastrite crónica,
adenomas
1% Infeção crónica por Helicob.
História familiar (1,5-3 R)
ADENOCARCINOMA
Semiologia –inicial 80% inespecífica:
Desconforto gástrico
Náusea Fonte:
http://www.portalesmedicos.com/publicaciones/
Enfartamento pós-prandial/saciedade
precoce/anorexia
Perda de peso
Dor epigástrica/Dispepsia??
Disfagia (cárdia), vómitos (piloro)
Hemorragia (melenas) → anemia
Astenia
Icterícia, hepatomegalia, ascite
Massa epigástrica
ADENOCARCINOMA
Diagnóstico
EDA c citologia e biopsia
Laboratoriais: pesquisa de sangue oculto, marcadores
tumorais (CA 72-4, CEA e CA 19-9), enzimas hepáticas
Ecografia e Ecoendoscopia
TAC e PET-CT
Tratamento (depende do estadiamento)
Cirúrgico: gastrectomia parcial, subtotal ou radical total c/ ou
s/ linfadenectomia e omentectomia
Quimioterapia e quimiorradioterapia neo e adjuvante
Dça avançada– quimioterapia
60-70% mortalidade
aos 5 anos
Gastrectomia Parcial/subtotal Gastrectomia Total
Billroth I Esophagoduo
Gastroduoden denostomy
ostomy
Billroth I
Consequências e complicações da gastrectomia
total e subtotal
Alterações nutricionais
Perda de peso
< HCl e fator intrínseco (deficit de fe + Vit. B12)
Diarreia
“Dumping”
Gastrite alcalina
Recidiva ou novo tumor
ESTUDO INDIVIDUAL
HÉRNIA DO HIATO
incidência ≥60 anos
Tipos:
95% Deslizamento
Paraesofágica
Etiologia
Anatómica, genética obesidade
Encurtamento do esófago
P intra-abdominal
Semiologia: regurgitação, pirose, dor
Tratamento
Medidas higieno-dietéticas+inibidores da bomba de protões
(IBP)+antag.H2+antiácidos
Se refratária → cirúrgico
Doença de refluxo gastroesofágico/DRGE
ETILOGIA
Hérnia do hiato
Inoperância dos mecanismos antirrefluxo/Enfraquecimento do EEI
↑ pressão abdominal
Obesidade
Alimentação (álcool, café, gorduras, chocolate), Tabagismo,
Fármacos (atropina, anti-histamínicos, bloqueadores Ca,
antidepressivos tricíclicos)
Doença de refluxo gastroesofágico/DRGE
SEMIOLOGIA
Assintomático, se erosivo:
Pirose, regurgitação ácida
Disfagia, odinofagia
Hemorragia
TRATAMENTO
Mudanças de estilos de vida
Evitar alimentos ácidos e produção de ácido
Inibidor da bomba de protões (IBN), antag. H2, antiácidos
Úlcera duodenal
> jovens
95% bulbo duodenal
Etiologia
Helicobacter pilory (> 80%)
AIENs, antiagregantes plaquetários
Tabagismo
Genética, stresse
Semiologia 50% assintomática
Dor epigástrica que alivia c/ ingesta
Náuseas, regurgitação ácida
Complicações: hemorragia, perfuração e estenose pilórica
Úlcera duodenal
Diagnóstico
Esofagogastroduodenoscopia c/ citologia e biopsia
Tratamento
Erradicação da H.pylori
Inibidores da bomba de protões (IBP), bloqueadores H2,
antiácidos
Rara/ cirurgia
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Pereira, C.A. (1999). Cirurgia: Patologia e Clínica. Lisboa,
Portugal: McGraw-Hill de Portugal. Cap. 27, 28, 29, 30, 31 e
32 45, 46, 47 e 48. p. 446-527.
Stevens, A. Lowe, J. (2002). Patologia (2ª ed). São Paulo,
Brasil: Editora Manole Ltda. p. 247-254.
Underwood, J. C. E.(1995). Patologia: Geral e Especial. Rio
de Janeiro, Brasil: Guanabara Koogan SA. p. 316-327.
Textos/artigos científicos colocados na pasta académica.