PROJETO PEDAGÓGICO DO
CURSO DE
DESIGN DE MODA
São Paulo, 2022
1. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO
A Universidade Anhembi Morumbi, com sede na cidade de São Paulo, iniciou suas
atividades no ensino superior com o nome de Faculdade de Comunicação Social
Anhembi, sendo naquela ocasião autorizado o funcionamento pelo Decreto n. 70.157,
de 17 /02/1972, com publicação no Diário Oficial da União - Seção l - 18/2/1972, 2
Página 1364.
Em 1982, a partir da união da Faculdade de Comunicação Social Anhembi com a
Faculdade de Turismo Monumbi, surgiu a Faculdade Anhembi Morumbi, oferecendo
os cursos de Comunicação Social, Turismo, Secretariado Executivo Bilíngue e
Administração.
Em 1997, a Instituição credenciou-se como Universidade, pelo Decreto s/n., de
12/11/1997, DOU 13/11/1997. No ano seguinte, fundou o Campus Mooca, no prédio
que abrigava a fábrica da São Paulo Alpargatas no bairro da Mooca, um marco da
industrialização do Estado.
Em 2001 a Universidade instalou o programa de mestrado em Hospitalidade, inédito
no País e recomendado pela Capes, cuja implantação se deu no ano seguinte.
Em 2005 com um portfólio de cursos bastante ampliado, a UAM passou a integra
a Rede Internacional de Universidades Laureate. No mesmo ano, a Universidade
Anhembi Morumbi obtém o credenciamento para oferta de cursos na modalidade
EAD, pela Portaria 4.594, de 29 de dezembro de 2005, DOU 30/12/2005, com
autorização de oferta para três cursos superiores de tecnologia na área de negócios.
No ano de 2006, a Universidade obteve o reconhecimento, pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior – CAPES, de mais dois cursos de
Mestrado. Em maio daquele ano foram oferecidas vagas para a turma inicial de
Mestrado em Design, o primeiro na cidade de São Paulo, na época. Em agosto do
mesmo ano foi a vez da primeira turma de Mestrado em Comunicação. A
recomendação destes dois cursos de pós-graduação stricto sensu e a aprovação do
doutorado em Design (2012), pela Capes, foi mais um passo em direção da cultura de
pesquisa na Instituição, ratificando seu status de Universidade.
Em 2007, a instituição deu mais um grande passo em seu desenvolvimento, com a
autorizado o curso de Medicina, por meio da Portaria MEC n. 152, de 02/02/2007
publicada no DOU de 05/02/2007.
Em 2012 ocorre o Recredenciamento da Universidade Anhembi Morumbi, com a
Portaria MEC Nº 595 de 16/05/2012, publicada no DOU de 17/05/2012, pelo prazo 3
máximo de 5 (cinco) anos, com Conceito Institucional (CI) 3 (três).
A Educação a Distância iniciou a oferta em polos de apoio presencial a partir do
segundo semestre de 2012, implantando dois polos: Campinas e São Bernardo do
Campo, ao final de 2013 contava com 39 polos credenciados, tendo solicitado
aditamento de 34 polos em 2014 e 18 em 2015, evidenciando planos de expansão
arrojados neste segmento.
No mês de dezembro de 2015 a Universidade Anhembi Morumbi teve o curso de
Mestrado Profissional em Alimentos e Bebidas recomendado pela Capes, totalizando
sete cursos stricto sensu: 4 mestrados e 3 doutorados. Ainda no mês de dezembro
obtém a primeira acreditação internacional da Universidade, por meio da obtenção
desse status ao curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela
International Advertising Association – IAA.
Em 2018 a Universidade Anhembi Morumbi obteve o recredenciamento para oferta de
Educação Superior na modalidade de Educação à Distância (EaD), com a Portaria n°
754, publicada no D.O.U. de 9/8/2018, Seção 1, Pág. 25, pelo prazo de 8 (oito) anos.
A Universidade Anhembi Morumbi, com sede e limite territorial de atuação circunscrito
ao município de São Paulo, Estado de São Paulo, é mantida pela mantenedora ISCP
- Sociedade Educacional Ltda., conta com cinco campi na cidade de São Paulo,
localizados nas regiões da Avenida Paulista I e II, Vila Olímpia, Mooca, Morumbi e
mais dois campi nos municípios de São José dos Campos e Piracicaba.
Neste contexto se destaca a Universidade Anhembi Morumbi (UAM) como instituição
tradicional no município de São Paulo, com mais de 50 anos de existência com a
intenção de propiciar o direcionamento dos rumos de uma organização, de forma
desafiadora, abrangente e detalhada.
2. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO
Curso: Design de Moda
Grau: Bacharelado
Modalidade: Presencial
4
Duração do curso: 08 semestres
Prazo máximo para integralização do currículo: 13 semestres
Carga horária: 2.900 horas
Endereço De Oferta Do
Tipo Ato Descrição Ato Vagas
Curso
Campus Vila Olimpia - Rua Portaria De Renovação
Ato De
Casa Do Ator,294, 275 E 294 De Reconhecimento N.º 400
Renovação
Vila Olímpia- São Paulo 705 De 18/12/2013
Campus Mooca - Rua Dr.
Resolução N° 116, De
Almeida Lima, 1124 E 1134 Ato Autorização 50
1º De Agosto De 2022
Centro, Brás- São Paulo
Campus Paulista - Av. Resolução Nº 071, De
Ato De
Paulista,2000, Bela Vista- 19 De Novembro De 160
Autorização
São Paulo 2021
3. PERFIL DO CURSO
3.1. JUSTIFICATIVA DE OFERTA DO CURSO
É nesse contexto descrito anteriormente que o curso de Design de Moda da
Universidade Anhembi Morumbi estará inserido. O fim do século XX foi marcado por 5
grandes transformações e evoluções em muitas áreas do conhecimento: mudanças
políticas, culturais, econômicas, sociais e tecnológicas. E justamente por meio dos
avanços da tecnologia é que se percebe uma grande mudança de hábitos. A obtenção
de informação de forma rápida e indiscriminada é, cada vez mais, uma realidade. Um
imenso número de novas ferramentas de trabalho e lazer invadiu os meios digitais e
fez com que os diversos mercados tivessem que se adaptar a essa situação. E com
as áreas do design não foi diferente. Dessa forma, esses mesmos avanços passaram
a exigir a formação de um profissional mais bem preparado e qualificado, capaz de
acompanhar a grande velocidade das inovações e das transformações ocorridas na
sociedade.
Tendo em vista diversos tipos de influências, como a pressão das mídias, a evolução
nas indústrias, o poder das marcas, os novos formatos de divulgação, os
consumidores mais conscientes e os produtos criados com mais agilidade, o campo
da moda está tendo que se adaptar a essa nova era. Assim, a moda tem se tornado
nos últimos tempos um campo de trabalho dos mais especializados e em grande
crescimento.
Não há nada mais eficaz do que a moda para dar expressão teatral à
experiência alucinatória do mundo contemporâneo. É a moda que exibe, por
meio de signos mutantes, a corporificação, a externalização performática de
subjetividades fragmentadas, sem contornos fixos, movediças,
escorregadias, mutáveis, flutuantes, voláteis. Em razão disso, a moda se
constitui em laboratório privilegiado para o exame das subjetividades em
trânsito. (SANTAELLA, 2008).
Sabe-se hoje que o conceito de moda é um fenômeno cíclico e efêmero, mas é
também um movimento de adesão de símbolos que salientam a essência do indivíduo
e consequentemente sinalizam hábitos de consumo e aspectos sociais. Sendo assim
o estudo de moda vai além do desenvolvimento de produtos do vestuário, pois
pesquisa tendências, analisa comportamento e linguagem.
De acordo com a reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil,
Confecção e Vestuário da Fiesp, de 2018 até o ano de 2021, a perspectiva de
crescimento da Industria da Moda está em torno de 3,1% ao ano.
Embora o Brasil tenha pouca participação no comércio internacional de têxteis e
vestuário, sendo o 41º exportador e o 30º importador, apresenta-se com 27.000 6
indústrias na cadeia têxtil brasileira.
As manufaturas têxteis têm movimentado milhões de reais e um aumento,
relativamente grande, em termos nominais. As vendas no varejo de vestuário também
têm aumentado, ainda mais com a possibilidade de vendas para a internet, que tem
sido uma alternativa desde o início do isolamento social provocado pela pandemia do
COVID-19. No e-commerce, o primeiro lugar no número de pedidos está relacionado
a Moda e Acessórios.
Com as recentes medidas de distanciamento social, mudaram-se os hábitos de
consumo e a percepção de fronteiras entre a vida social e profissional, bem como as
várias atividades do dia a dia que estão sendo adaptadas e compartilhadas de algum
modo. Os momentos de encontros e eventos são raros ou inexistem e o traje de
trabalho à lazer passaram a ser de roupas mais confortáveis à pijama.
Frente a nova realidade, a perspectiva de sustentabilidade, uma maior transparência
em relação ao impacto da indústria da moda tem gerado pontos de atenção sobre
tipos de materiais e novos modelos de negócio alinhados à economia circular, o que
tem impulsionado ainda mais a Industria têxtil a se reenvientar e criar tendências.
Nesse novo mercado, abre-se o campo para o bacharel de Design de Moda, capaz
de estabelecer a relação entre a moda, a criatividade e a eficiência de produção,
fundamentada em uma sólida formação acadêmica. A moda tem se constituído nos
últimos tempos em um campo de trabalho dos mais especializados e em grande
crescimento. Nesse novo mercado, que sempre está em alta e dita tendências, abre-
se o campo para o profissional do design de moda, capaz de estabelecer a relação
entre a moda, a criatividade e a eficiência de produção, fundamentada em uma sólida
formação acadêmica.
No Brasil, a indústria da moda carece de um profissional que faça com que esse setor
tenha capacidade de atender aos mercados interno e externo com alto fator de
competitividade.
Assim, o curso foi concebido por meio da observação e da análise de dados sobre o
desenvolvimento dos negócios que envolvem a moda no Brasil. A abertura e a
permanência do curso contribuem para o desenvolvimento e a profissionalização do
setor, uma vez que busca o encontro da capacitação teórica aliada à prática, seja na
aplicação, no desenvolvimento e na difusão de tecnologias, seja na formação em
7
gestão de processos de bens e serviços ou por meio do incremento da capacidade
empreendedora. Enxergar a moda como o comportamento de uma sociedade,
associar questões ambientais e inclusão, além dos aspectos históricos, ergonômicos,
artístico e culturais em projetos inovadores, refletiram em como se consome hoje e
que mundo queremos amanhã.
Nesse contexto, o curso de Design de Moda oferecerá aos alunos uma formação
sólida em áreas essenciais do mercado da moda. O estudante será preparado para
desenvolver um repertório que vá além das demandas tradicionais em sua área de
atuação, baseado principalmente no desenvolvimento da sensibilidade, por meio do
estímulo ao pensamento reflexivo, da sensibilidade artística e do domínio técnico para
compreender as interfaces existentes e necessárias para a materialização do produto
de moda.
A abertura e a permanência do curso contribuem para o desenvolvimento e a
profissionalização do setor, uma vez que este busca o encontro da capacitação teórica
da Moda aliada a aplicação, no desenvolvimento ou na difusão de tecnologias, seja
na formação em gestão de processos de bens e serviços, seja por meio do incremento
da capacidade empreendedora. Enxergar a moda como o comportamento de uma
sociedade, associar questões ambientais e inclusão, além dos aspectos históricos,
ergonômicos, artístico e culturais em projetos inovadores, refletiram em como se
consome hoje e que mundo queremos amanhã.
A criação e o desenvolvimento do curso de bacharelado em Design de Moda
possibilitam a qualidade na formação de competências e habilidades, viabilizando o
aporte de recursos humanos necessários à competitividade do setor, ao mesmo
tempo em que ampliará as oportunidades de novos empreendimentos e de novas
formas de capacitação profissional.
4. FORMAS DE ACESSO
O acesso aos cursos superiores poderá ocorrer das seguintes formas: alunos calouros
aprovados no vestibular, na seleção do Prouni ou usando a nota do Enem. Os cursos
superiores são destinados aos alunos portadores de diploma de, no mínimo, ensino
médio. A IES publicará o Edital do Vestibular, regulamentando o número de vagas 8
ofertadas para cada um dos cursos, a data e o local das provas, o valor da taxa de
inscrição, o período e o local de divulgação dos aprovados, além dos requisitos
necessários para efetivação da matrícula. O edital contemplará também outras
informações relevantes sobre os cursos e sobre a própria Instituição. Haverá, ainda,
a possibilidade de Vestibular Agendado, processo seletivo em que o candidato poderá
concorrer às vagas escolhendo a melhor data entre as várias oferecidas pela
instituição.
O processo seletivo será constituído de uma prova de redação e de uma prova objetiva
de conhecimentos gerais, composta por questões de múltipla escolha, nas áreas de
Ciências da Natureza e Suas Tecnologias; Ciências Humanas e Suas Tecnologias;
Matemática e Suas Tecnologias; e Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias.
A prova de redação irá propor um tema atual a partir do qual serão verificadas as
habilidades de produção de texto, raciocínio lógico, coerência textual, objetividade,
adequação ao tema e aos objetivos da proposta, coerência, coesão, pertinência
argumentativa, paragrafação, estruturação de frases, morfossintaxe, adequação do
vocabulário, acentuação, ortografia e pontuação.
4.1. OBTENÇÃO DE NOVO TÍTULO
Na hipótese de vagas não preenchidas pelos processos seletivos, a Instituição
poderá, mediante processo seletivo específico, aceitar a matrícula de portadores de
diploma de curso de graduação, para a obtenção de novo título em curso de
graduação preferencialmente de área compatível, nos termos da legislação em vigor.
4.2. MATRÍCULA POR TRANSFERÊNCIA
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9394/96), no artigo 49, prevê
as transferências de alunos regulares, de uma para outra instituição de ensino, para
cursos afins, na hipótese de existência de vagas e mediante processo seletivo. De
acordo com as normas internas, a Instituição, no limite das vagas existentes e 9
mediante processo seletivo, pode aceitar transferência de alunos, para
prosseguimento dos estudos no mesmo curso ou em curso afim, ou seja, da mesma
área do conhecimento, proveniente de cursos autorizados ou reconhecidos, mantidos
por instituições de ensino superior, nacionais ou estrangeiras, com as necessárias
adaptações curriculares, em cada caso.
Todas essas diretrizes valem para o curso e serão objeto de comunicação com o
ingressante, pelo site institucional ou por comunicação direta.
5. OBJETIVOS DO CURSO
5.1. OBJETIVO GERAL
O objetivo geral do curso de Design de Moda da Universidade Anhembi Morumbi é
formar profissionais críticos, criadores e éticos, transformadores e autônomos,
10
capazes de desenvolver projetos e interpretar os conceitos ergonômicos e estilísticos
relacionados à pesquisa criação e desenvolvimento de produtos de moda, adaptando
os aspectos técnicos, comerciais e de promoção do produto, com embasamento,
cultural, histórico, artístico, científico e de valores sociais, regionais e ambientais.
5.2. OBJETIVO ESPECÍFICO
Além do objetivo geral acima descrito, o curso conta ainda com os seguintes objetivos
específicos que compreendem competências e especializações definidas pelo Núcleo
Docente Estruturante do curso para cada uma das unidades curriculares que
compõem a matriz do curso, em alinhamento as normativas do curso. Esse conjunto
de objetivos envolve:
• Formar profissionais na área de moda que estejam aptos a exercer a função
de estilista junto ao setor têxtil e de confecção;
• Desenvolver as competências e habilidades no campo da pesquisa, criação,
desenvolvimento e comunicação do produto de moda;
• Desenvolver habilidade de representação gráfica como forma de
materialização da criação;
• Proporcionar a reflexão sobre conhecimentos histórico-sociais relativos ao
comportamento e consumo de moda;
• Desenvolver competências profissionais, para a gestão de processos e a
produção de produtos e serviços;
• Desenvolver capacidade para criar, conceber, elaborar, implementar e
consolidar projetos de moda;
• Compreender e avaliar os impactos sociais, econômicos e ambientais
resultantes da produção, gestão e incorporação de novas tecnologias;
• Desenvolver e aplicar conhecimento com ética, qualidade, coerência e em
conformidade com os princípios da sustentabilidade,
• Desenvolver potencial criativo com bases metodológicas para o estímulo a
economia criativa e geração de renda.
11
6. PERFIL DO EGRESSO
Por perfil e competência profissional do egresso, entende-se:
Uma competência caracteriza-se por selecionar, organizar e mobilizar, na
ação, diferentes recursos (como conhecimentos, saberes, processos
cognitivos, afetos, habilidades, posturas) para o enfrentamento de uma 12
situação-problema específica. Uma competência se desenvolverá na
possibilidade de ampliação, integração e complementação desses recursos,
considerando sua transversalidade em diferentes situações (BRASIL Inep,
2011, p. 22).
O curso de Design de Moda foi desenvolvido com a intenção de formar um profissional
com conhecimento para criar e desenvolver produtos de moda conceituais, autorais,
funcionais e de mercado, voltado à formação artística e histórica que influenciam a
moda e sociedade. A compreensão da importância e do impacto de seu trabalho com
valores ergonômico, tecnológico e estéticos aplicando métodos de projeto. Com a
habilidade de gestão em negócios e comunicação, para coordenar ou atuar em equipe
de trabalhos interdisciplinares na elaboração de pesquisas de tendências e de
mercado e no desenvolvimento de projetos de moda.
Para atingir tal perfil, o egresso deverá apresentar competências e habilidades para:
• Estabelecer relações entre sociedade história arte design e moda.
• Atuar na pesquisa, criação e desenvolvimento e comunicação do produto
de moda;
• Elaborar projetos de coleção que estejam em sintonia com a empresa e o
mercado em que atua, compreendendo o processo de concepção,
planejamento e execução de uma coleção de moda;
• Utilizar ferramentas e materiais de produto têxtil;
• Utilizar o desenho técnico e artístico como a principal ferramenta da criação
e demonstração de seus projetos;
• Aplicar ferramentas digitais para o desenvolvimento de modelagem e
desenho de moda;
• Identificar características, possibilidades e limites na área de atuação
profissional;
• Interpretar tendências de comportamento para o desenvolvimento de
produtos e serviços em sua área de atuação;
• Aplicar conhecimentos relacionados a imagem do produto de moda;
• Atuar na produção e organização de projetos que estejam relacionados à
economia criativa.
13
7. METODOLOGIAS DO ENSINO/APRENDIZAGEM
O currículo do Curso contempla novas ambientações e formas pedagógicas no
processo de ensino-aprendizagem. Em termos didático-metodológicos de abordagem
do conhecimento, isso significa a adoção de metodologias que permitem aos
estudantes o exercício interdisciplinar permanente do pensamento crítico, da 14
resolução de problemas, da criatividade e da inovação, articulado a um itinerário de
formação flexível e personalizado.
No contexto da matriz curricular estão também previstos projetos ou trabalhos
interdisciplinares, que abrangem atividades de diagnóstico e de propostas de
intervenção que extrapole os limites da escola. As atividades pedagógicas
proporcionam inclusive o alinhamento às necessidades e aos desejos dos estudantes,
auxiliando-os na definição dos objetivos profissionais e pessoais que buscam
alcançar, valorizando suas experiências e conhecimentos através de uma
reformulação do seu papel como sujeitos da aprendizagem, com foco no
desenvolvimento de sua autonomia.
A metodologia de ensino coloca ênfase nas metodologias ativas de aprendizagem1
estimulando a participação do estudante nas atividades em grupo ou individuais,
considerando-o como sujeito social, não sendo possível o trabalho sem a análise das
questões históricas, sociais e culturais de sua formação. Nesse contexto, em uma
abordagem interacionista, o estudante é visto como um ser ativo para conhecer,
analisar, aprender e, por fim, desenvolver-se como autor de sua aprendizagem.
Didaticamente, com a adoção das metodologias ativas o curso conquista uma maior
eficiência na atividade educativa, deslocando-se o papel do educador como um
mediador que favorece, de forma ativa e motivadora, o aprendizado do estudante
crítico-reflexivo.
As metodologias ativas contribuem para o desenvolvimento das competências e das
habilidades necessárias ao egresso do curso, estimulando o pensamento crítico-
reflexivo, o autoconhecimento e a autoaprendizagem. Para isso, estão no escopo o
uso de diversas metodologias ativas, como a sala de aula invertida (flipped
1O papel positivo que exercem nas formas de desenvolver o processo de aprender tem sido o maior impulsionador
de sua proliferação nos ambientes educacionais e o motivo central que levou a IES à sua incorporação.
classroom), a instrução por pares (peer instruction), o PBL (project based learning e
problem based learning), o storytelling, dentre outras de acordo com as
especificidades do curso e das Unidades Curriculares, havendo inclusive
capacitações e programas de treinamento para os educadores.
Em suma, a abordagem didático-metodológica, no conjunto das atividades 15
acadêmicas do curso, favorece o aprimoramento da capacidade crítica dos
estudantes, do pensar e do agir com autonomia, além de estimular o
desenvolvimento de competências e habilidades profissionais em um processo
permanente e dinâmico, estabelecendo a necessária conexão reflexiva sobre si e
sobre a realidade circundante, em específico com temas contemporâneos, como
ética, sustentabilidade e diversidade cultural, étnico-racial e de gênero.
Estão inclusas dentro dessas metodologias, o ensino híbrido (blended learning),
abordagem metodológica na qual estudantes e educadores desenvolvem interações
tanto no ambiente presencial como no ambiente online. Assim, as atividades
presenciais são complementadas pelas atividades online e vice-versa, e os objetivos
são alcançados com a interação efetiva entre as duas formas de ensino. Essa
modalidade permite maior flexibilidade, interação e colaboração entre os estudantes,
maior acessibilidade e interatividade na disponibilização de conteúdos. Com a
constante evolução das tecnologias digitais, as atividades online envolvem tanto
momentos síncronos - que são gravados para que o aluno se aproprie das discussões
quantas vezes quiser e no momento que lhe for mais apropriado - quanto assíncronos,
além de utilizarem recursos tecnológicos que dão dinamismo às aulas e atividades.
A instituição tem a inovação como um de seus pilares e a entende como um processo
contínuo e de construção coletiva que se concretiza em um currículo vivo e em
movimento que, com o apoio das tecnologias, busca integrar as experiências da
formação profissional àquelas oriundas da relação com o mundo fora da escola.
Sendo assim, no currículo do curso, a hibridez é entendida como uma forma de
traduzir um importante princípio do seu currículo que é a integração. Nos currículos
integrados às Unidades Curriculares, provocam um movimento de cooperação
profissional e de integração de pessoas e saberes, que refletem nas diferentes
comunidades de aprendizagem, frequentadas pelos estudantes durante o seu
percurso formativo, aproximando a experiência acadêmica da realidade social e
profissional.
Como recursos de ensino-aprendizagem são utilizadas as salas de aula virtual do
Ulife, um dos muitos ambientes do ciberespaço e pode ser utilizada como ferramenta
para aulas síncronas e assíncronas das Unidades Curriculares Digitais, cursos e 16
projetos de extensão, realização e eventos, workshops, dentre outras. Nela, os objetos
físicos dão lugar aos recursos educacionais digitais. Temos, ainda, a sala de aula
invertida, ou flipped classroom, onde os alunos estudam previamente o material
organizado e indicado pelo educador no ambiente digital virtual para dar continuidade
a aprendizagem em ambiente físico, onde nesse momento o educador orienta,
esclarece dúvidas e propõe atividades e debates acerca do tema estudado.
Como ferramenta de desenvolvimento da metodologia de ensino híbrido, o Ulife é o
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), ou Learning Manegement System (LMS),
desenvolvido pelo grupo Ânima Educação, que propicia ao aluno acessibilidade aos
materiais didáticos por todos e a qualquer momento, bem como mobilidade através
de smartphones, computadores, dentre outras formas, possibilitando interações e
trocas entre estudantes e educadores, permitindo retorno por meio de ferramentas
textuais e audiovisuais, além do incentivo a pesquisa e produção de conhecimento.
É premissa do Ulife ser uma ferramenta em constante evolução, que já conta com
vários e importantes recursos para a vida estudantil, como o Portal de Vagas, em que
o estudante encontra oportunidades de estágio e emprego em diversas áreas. O portal
disponibiliza trilhas de conteúdo, artigos e atividades elaboradas especificamente para
o desenvolvimento profissional. Consultores online de carreira auxiliam na preparação
dos estudantes para o mundo do trabalho, ao passo que uma área para a gestão de
estágios acelera os processos necessários para a formalização dos contratos.
O Ulife é uma plataforma de ensino-aprendizagem, de acompanhamento da vida
acadêmica e de planejamento da carreira profissional, que auxilia o estudante no
decorrer de todo o seu percurso formativo, bem como na sua preparação para o
mundo do trabalho.
8. ESTRUTURA CURRICULAR
Para a elaboração dos conteúdos curriculares foram analisados diversos fundamentos
teóricos, em que se considerou a preparação curricular e a análise da realidade
operada com referenciais específicos. Os currículos integrados têm a Unidade
Curricular (UC) como componente fundamental, organizadas em 4 eixos: Formação 17
Geral, Formação na Área, Formação Profissional e Formação Específica, que se
integram e se complementam, criando ambientes de aprendizagem que reúnem os
estudantes sob variadas formas, conforme detalhado no percurso formativo do
estudante. A partir da estruturação das Unidades Curriculares, são formadas
“comunidades de aprendizagens”, cujos agrupamentos de estudantes se
diversificam.
A flexibilidade do Currículo Integrado por Competências permite ao estudante transitar
por diferentes comunidades de aprendizagem alinhadas aos seus respectivos eixos
de formação. O percurso formativo é flexível, fluído, e ao final de cada unidade
curricular o aluno atinge as competências de acordo com as metas de compreensão
estudadas e vivenciadas ao longo do semestre.
Figura 1 – Comunidades de aprendizagem e diversidade de ambientes
Assim, durante o seu percurso formativo, o estudante desenvolve, de forma flexível e
personalizada, conforme perfil do egresso, as competências, conhecimentos,
habilidades e atitudes de trabalho em equipe, resolução de problemas, busca de
informação, visão integrada e humanizada.
O itinerário é flexível, visto que as atividades extensionistas e as complementares de 18
graduação possibilitam diferentes escolhas, assim como as outras atividades
promovidas pela instituição. A organização do currículo, contempla os conteúdos
previstos nas Diretrizes Curriculares Nacionais, e inclui, a articulação entre
competências técnicas e socioemocionais, sendo este um dos grandes diferenciais do
curso.
8.1. MATRIZ CURRICULAR
Curso: Bacharelado em Design de Moda
Carga Horária Total: 2.900
Minimo 8
Tempo de Integralização (em semestres) Semestres Máximo 13
Tipo Denominação Total CH 19
Unidade Curricular Metodologia de projeto 160 h
Unidade Curricular Expressão visual 160 h
Vida & Carreira Vida & Carreira 60 h
Tipo Denominação Total CH
Unidade Curricular Têxteis e superfícies 160 h
Unidade Curricular Estudos críticos: história, arte e cultura 160 h
Tipo Denominação Total CH
Unidade Curricular Ateliê de produtos de moda 160 h
Unidade Curricular Estudos aplicados de moda 160 h
Tipo Denominação Total CH
Unidade Curricular Imagem de moda 160 h
Unidade Curricular Planejamento de coleção 160 h
Tipo Denominação Total CH
Unidade Curricular Unidade Curricular Digital Personalizável 160 h
Unidade Curricular Projeto Experimental em Design 160 h
Tipo Denominação Total CH
Unidade Curricular Mercado de moda e empreendedorismo 160 h
Unidade Curricular Projeto de coleção autoral 160 h
Tipo Denominação Total CH
Unidade Curricular Estudos avançados por meio do design: gestão, teoria e tendência 160 h
Unidade Curricular Core curriculum 160 h
Tipo Denominação Total CH
TCC Projeto de graduação 160 h
RESUMO DOS COMPONENTES CURRICULARES CH EAD CH PRES Total CH
UNIDADES CURRICULARES 480 1.600 2.080
VIDA & CARREIRA 60 0 60
EXTENSÃO 150 150 300
ATIVIDADES COMPLEMENTARES 0 40 40
UCD PERSONALIZÁVEL 160 0 160
ESTÁGIO 0 100 100
TCC 160 0 160
CH TOTAL 2.900 h
CH TOTAL PRESENCIAL 1.890 h
CH TOTAL EAD 1.010 h
8.2. COMPATIBILIDADE DA CARGA HORÁRIA TOTAL (EM HORAS-RELÓGIO)
A Resolução nº 3, de 2 de julho de 2007, dispõe sobre procedimentos a serem
adotados, pelas instituições, quanto ao conceito de hora-aula e as respectivas normas
de carga horária mínima para todas as modalidades de cursos – bacharelados,
licenciaturas, tecnologia e sequenciais. Estabelece que a hora-aula decorre de 20
necessidades de organização acadêmica das Instituições de Ensino Superior, sendo
sua organização uma atribuição das Instituições, desde que feitas sem prejuízo ao
cumprimento das respectivas cargas horárias totais dos cursos. Enfatiza, ainda, que
cabe a instituição a definição da duração das atividades acadêmicas ou do trabalho
discente efetivo que compreendem aulas expositivas, atividades práticas
supervisionadas e pesquisa ativa pelo estudante, respeitando o mínimo dos duzentos
dias letivos de trabalho acadêmico efetivo.
Além de regulamentar a necessidade de a carga horária mínima dos cursos ser
mesurada em horas (60min) de atividade acadêmica e de trabalho discente
efetivo, cabendo as instituições a realização dos ajustes necessários e efetivação de
tais definições em seus projetos pedagógicos, seguindo com a Convenção Coletiva
de Trabalho- CLT local para o cálculo do pagamento da hora-aula docente.
Art. 1º A hora-aula decorre de necessidades de organização acadêmica das
Instituições de Educação Superior.
§ 1º Além do que determina o caput, a hora-aula está referenciada às
questões de natureza trabalhista.
§ 2º A definição quantitativa em minutos do que consiste em hora-aula é uma
atribuição das Instituições de Educação Superior, desde que feita sem
prejuízo ao cumprimento das respectivas cargas horárias totais dos cursos.
Art. 2º Cabe às Instituições de Educação Superior, respeitado o mínimo dos
duzentos dias letivos de trabalho acadêmico efetivo, a definição da duração
da atividade acadêmica ou do trabalho discente efetivo que compreenderá:
I – preleções e aulas expositivas;
II – atividades práticas supervisionadas, tais como laboratórios, atividades em
biblioteca, iniciação científica, trabalhos individuais e em grupo, práticas de
ensino e outras atividades no caso das licenciaturas.
Art. 3º A carga horária mínima dos cursos superiores é mensurada em horas
(60 minutos), de atividades acadêmicas e de trabalho discente efetivo.
(Resolução nº3, de 2 de julho de 2007)
Assim, amparada legalmente pela Resolução nº 3, de 2 de julho de 2007 as
Unidades Curriculares incentivam a pesquisa por meio da busca ativa como forma
de garantir o trabalho discente efetivo, por meio de atividades de pesquisas
supervisionadas.
Para isso, conforme resolução institucional, a hora-aula dos cursos presenciais 21
compreende o total de 60 minutos, assim entendida:
I. 50 Minutos: para exposição de conteúdos e atividades que envolvem o
processo de ensino aprendizagem;
II. 10 Minutos: para o exercício das atividades acadêmicas discente,
denominadas como busca ativa. Sempre orientadas, acompanhadas e
avaliadas pelos docentes das Unidades Curriculares, em consonância com as
normativas de cada curso e com apoio das tecnologias digitais, principalmente
para hospedar os materiais elaborados e curados pelos professores e que
devem ser previamente estudados pelos alunos seguindo o conceito de sala
de aula invertida.
Tendo em vista a premissa de que a pesquisa é imprescindível para o ensino, todas
Unidades Curriculares são complementadas com carga horária de busca ativa,
correspondendo à diferença entre 50min e 60min. Excluindo-se desta prática a carga
horária de Atividades Complementares, das UCs ministradas na modalidade a
distância, caso haja, e de Estágio Supervisionado, quando ofertado pelo curso, pois
já são contabilizadas como horas relógio.
8.3. BUSCA ATIVA
A prática pedagógica denominada “busca ativa” consiste em uma metodologia ativa
de ensino-aprendizagem na qual se busca o desenvolvimento de competências,
conhecimentos, habilidades e atitudes por meio de ações dos estudantes, orientadas
e supervisionadas pelos educadores das respectivas Unidades Curriculares,
com a finalidade de ampliar e problematizar a abordagem dos temas ministrados nos
diversos ambientes de aprendizagem, trazendo à discussão novos elementos,
promovendo uma reflexão crítica, ética e responsável sobre o tema e sobre o seu
impacto na realidade de cada estudante e as possíveis respostas aos problemas da
atualidade.
O estudante não é visto como um sujeito passivo, que apenas recebe informações e
conhecimentos, mas sim como um sujeito ativo, incentivado a buscar outros pontos
de vista e gerar suas significações, contribuindo para a ampliação e aprofundamento 22
dos conhecimentos construídos nas aulas.
Na prática, a busca ativa se concretiza por meio da pesquisa orientada em diversos
tipos de formatos e linguagens, considerando a personalização do ensino, as
individualidades dos estudantes e seus interesses, além da promoção da
compreensão e da apropriação de linguagens, signos e códigos da área.
Com a busca ativa pretende-se despertar o interesse do estudante em relação aos
temas propostos pelos educadores nas Unidades Curriculares, tornando-os mais
independentes na busca do conhecimento, o que contribui inclusive com seu
desenvolvimento profissional. Ao se tornar um hábito, a busca ativa perpetua o
aprimoramento das competências, através da capacidade de seleção e identificação
da relevância de um certo conteúdo a ser trabalhado.
Cabe aos educadores de cada Unidade Curricular propor as atividades acadêmicas
relacionadas à busca ativa nos seus planos de aula, informando as diferentes
possibilidades para o cumprimento da carga horária estabelecida para o curso e para
a Unidade Curricular, com acompanhamento efetivo para fins de acompanhamento e
avaliação.
Em consonância com a legislação supra, os projetos dos cursos fomentam a pesquisa
como metodologia de ensino- aprendizagem, por meio da Busca Ativa que engaja os
estudantes na construção de suas aprendizagens, pelo trabalho de curadoria
educacional, orientada por projetos cujos princípios norteadores são a pesquisa e a
investigação ativa, além de fomentar a utilização dos recursos da plataforma Ulife (o
ambiente virtual de aprendizagem da IES) em todas as suas funcionalidades.
Para a curadoria da Busca Ativa, o educador é o especialista na área de conhecimento
da unidade curricular e conhece o planejamento em todos os seus pontos de
articulação. Dessa forma, no desenvolvimento das aulas, realiza as conexões entre
os tópicos e os recursos educacionais, provocando os estudantes a avançarem. Ao
criar uma nova aula, o docente define os conceitos centrais, os objetivos de
aprendizagem, as metodologias adotadas e o plano de avaliação ou sequência
didática. Sendo possível, inclusive, definir e cadastrar as tarefas que os estudantes
terão que desenvolver para acompanhar as aulas.
23
Os conteúdos da Busca Ativa são inseridos no Ulife, o Ambiente Virtual de
Aprendizagem (AVA) institucional que visa à mediação tecnológica do processo de
ensino-aprendizagem nos cursos.
8.4. ESTÁGIO SUPERVISIONADO
O estágio é um ato educativo que oportuniza a preparação profissional por meio da
vivência na área do curso em consonância com os conhecimentos adquiridos. É nele
que o estudante poderá explorar seu potencial, desenvolver capacidades e
competências importantes para sua formação profissional e aplicar seus 24
conhecimentos na prática.
O estágio supervisionado foi instituído pela Lei Nº 6.494/1977, atualmente é
regulamentado pela Lei Nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, respeitadas as normas
editadas pelo Conselho Nacional de Educação e Conselhos de Profissão e, ainda,
atendendo as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso.
Conforme legislação supra, o estágio poderá ocorrer em duas modalidades:
obrigatório ou não-obrigatório, conforme determinação dos documentos normativos
que regem o curso, cuja distinção é apresentada a seguir:
• Estágio supervisionado obrigatório é aquele presente como componente
curricular obrigatório na matriz curricular do curso e cuja carga horária é
requisito para aprovação e obtenção do diploma; e
• Estágio supervisionado não-obrigatório é aquele desenvolvido como
atividade opcional e, por isso, não está presente na matriz curricular, não sendo
um requisito para aprovação e obtenção do diploma. Deve, obrigatoriamente,
compatibilizar-se com o horário escolar, não prejudicando as atividades
acadêmicas do estudante conforme determina a Lei de Estágio.
As atividades do estágio supervisionado – obrigatório e não-obrigatório – devem estar
necessariamente ligadas às competências do perfil do egresso do curso.
A matriz curricular do curso contempla o estágio supervisionado como
atividade obrigatória a ser cumprida, em função das exigências decorrentes da
própria natureza da habilitação ou qualificação profissional O deferimento da matrícula
na UC de Estágio Supervisionado será formalizado por meio da assinatura do Termo
de Compromisso de Estágio e do Termo de Convênio pelos representantes legais da
Instituição de Ensino.
O Estágio é um componente acadêmico determinante da formação profissional, uma
vez que representa a principal oportunidade para o discente ampliar, na prática, o que
foi estudado, permitindo a integração das unidades curriculares que compõem o
currículo acadêmico, dando-lhes unidade estrutural e testando-lhes o nível de
consistência e grau de entrosamento. Propicia o desenvolvimento da postura
25
profissional e preparar os futuros egressos para novos desafios, facilitando a
compreensão da profissão e aprimorando habilidades atitudinais relativas aos valores
morais e éticos.
Compete ao professor supervisor de estágio acompanhar o cumprimento mínimo das
horas de atividades relacionadas ao currículo, bem como avaliar todo o seu
desenvolvimento, realizando a supervisão da produção de registros reflexivos e de
outras avaliações periódicas das etapas, que culminam na apresentação de um
relatório final de estágio.
O acompanhamento às unidades concedentes será organizado pelo responsável
pelos estágios da IES. A unidade concedente será responsável em indicar um
supervisor de estágio, sendo ele um funcionário de seu quadro de pessoal, com
formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso
do estagiário. O aluno deverá realizar a apresentação periódica de relatório de
atividades, em prazo não superior a seis meses. O relatório deverá ser entregue na
instituição de ensino ao responsável pelo estágio, assinado pelo supervisor da
unidade concedente e pelo aluno.
A avaliação do estágio será realizada pelo orientador, levando em consideração:
avaliação do Supervisor de Estágio; orientações realizadas; nota do Relatório Final.
8.5. TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO
O Trabalho de Conclusão de Curso, na forma definida nas Diretrizes Nacionais
Curriculares e no Projeto Pedagógico do Curso, é um momento de síntese e
expressão da totalidade da formação profissional. É o trabalho no qual o aluno
sistematiza o conhecimento resultante de um processo investigativo, originário de uma
indagação teórica, gerada a partir da prática do estágio ou dos trabalhos de
investigação elaborados no decorrer do curso. Este processo de sistematização deve
apresentar os elementos do trabalho profissional em seus aspectos teóricos,
metodológicos e operativos, dentro dos padrões acadêmicos exigidos. O trabalho de
conclusão de curso é regulamentado por resolução aprovada pelo Conselho Superior
desta Instituição de ensino.
26
O TCC é uma atividade obrigatória do curso com uma carga horária de 160 horas e
visa fortalecer as áreas de referência do curso, consistindo em uma atividade
pertencente a um projeto relacionado às áreas de concentração do curso, previamente
definido pelo NDE e aprovado pelo Colegiado de Curso.
O aluno terá um prazo de, no máximo, 15 dias para a entrega da versão corrigida do
TCC, juntamente com cópia eletrônica, já com as alterações sugeridas pela banca
examinadora, deverão ser entregues aos respectivos orientadores para conferência e
aval de validação da nota.
8.6. ATIVIDADES COMPLEMENTARES DA GRADUAÇÃO (ACGS)
As atividades complementares são práticas acadêmicas obrigatórias de múltiplos
formatos, com o objetivo de complementar a formação do aluno, ampliar o seu
conhecimento teórico-prático com atividades extraclasse, fomentar a prática de
trabalho entre grupos e a interdisciplinaridade, estimular as atividades de caráter
solidário e incentivar a tomada de iniciativa e o espírito empreendedor dos alunos.
Essas atividades poderão ser realizadas dentro ou fora da Instituição, desde que
reconhecidas e aprovadas pela IES como úteis à formação do aluno. Essas práticas
se distinguem das unidades curriculares que compõem o currículo pleno de cada
curso.
O aluno do curso de Design de Moda deverá contabilizar 40 horas de atividades
complementares. O modelo pedagógico Institucional prevê a categorização das
atividades complementares, levando-se em consideração agrupamentos de ações
similares que promovam a experiência a ser reconhecida, a título norteador, quais
sejam: experiências de ensino e aprendizagem; experiências de pesquisa e produção
científica; experiências culturais e desportivas; experiências administrativas e de
representação estudantil; experiências de inovação tecnológica; experiências
internacionais e experiências no mundo do trabalho.
As atividades complementares serão ofertadas de acordo com as diretrizes para esse
curso, e algumas atividades serão oferecidas pela instituição para a formação
complementar do aluno, com o objetivo de ampliar seu conhecimento teórico-prático, 27
relacionadas ao desenvolvimento de determinadas competências aliadas ao currículo
do curso.
8.7. EMENTÁRIO
BIBLIOGRAFIA - CORE CURRICULUM
ÉTICA E LÓGICA
Tipos e possibilidades do conhecimento; Produção de respostas a partir das dúvidas
- do mito ao logos; Conhecimento e Ética; Noções de lógica matemática; Uso do
raciocínio matemático na organização social; Quantificadores e conectivos;
Implicações, negações e equivalências; Tabelas tautológicas; Modelos éticos e
lógicos em uma perspectiva histórica; Contribuição da lógica para o debate ético e
para a análise de problemas; Solução de problemas contemporâneos em situações
complexas e em momentos de crise.
CULTURA E ARTES
Conceitos de cultura e arte; Inter-relações entre sociedade, cultura e arte;
Identidades culturais; Cultura e relações interpessoais; Cultura e arte sob a
perspectiva da ideologia; Cultura, arte, política e direitos humanos; Cidadania
cultural; Paradigma da diversidade cultural; Inclusão pela cultura e para a cultura;
Cultura e arte no tempo histórico; Cultura e território; Dimensões sustentáveis da
cultura; Culturas brasileiras; Cultura e arte sob a perspectiva das relações étnico-
raciais; Expressões e manifestações culturais e artísticas; Indústria cultural; Ética e
estética; Relações entre gosto e saber; Feio versus bonito; beleza; Radicalidade e
transgressão; As linguagens da arte na realização cotidiana; O ser artístico e o ser
artista; Criação, produção, circulação e fruição das artes; Arte e sustentabilidade;
Inclusão pela arte; Cultura, arte e pensamento complexo; Cultura e arte na
construção do ethos profissional; Vivências culturais; Vivências artísticas.
MEIO AMBIENTE, SUSTENTABILIDADE E ANÁLISE SOCIAL
Construção de uma visão macro de questões sociais, políticas, econômicas,
culturais, e sua relação com o desenvolvimento humano e o equilíbrio ambiental.
Tecnologia, inovação, educação ambiental, ética socioambiental, novas formas de
consolidação dos direitos humanos, diversidade étnico racial,
questões de gênero, processos de exclusão e inclusão social, pactos para o
desenvolvimento sustentável. Criação de uma nova perspectiva destas relações e
para a adoção de novas posturas individuais e coletivas voltadas à construção de
uma sociedade mais justa e sustentável.
INGLÊS INSTRUMENTAL E PENSAMENTO DIGITAL
Vivemos diversas revoluções simultâneas: Cognitiva, Científica, Industrial e
Tecnológica. Nesse cenário, a língua inglesa se mostra como uma importante
ferramenta de apoio e meio de acesso a esses múltiplos saberes que envolvem o
pensamento digital. O Core Curriculum de Inglês Instrumental e Pensamento
Digital abordará estratégias e técnicas de leitura e interpretação de textos em
inglês para analisar e discutir sistemas digitais de informação e comunicação.
Serão abordados temas como: Inteligência Artificial, Pensamento digital e Análise
28
de Dados; Sociedade digital; A revolução tecnológica; Indústria 4.0; Internet das
Coisas, com vistas ao desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita na
língua inglesa.
LÍNGUA PORTUGUESA E LIBRAS
Língua Portuguesa e Língua Brasileira de Sinais: fundamentos, metodologias e
tecnologias para comunicação. Diversidade dos gêneros textuais e literários.
Concepções e estratégias de leitura e escrita. História dos direitos humanos;
cidadania e democracia. Inclusão social e escolar; multiculturalismo,
multiculturalidade, diversidades: étnico-racial, sexualidade e gênero. Políticas
públicas de inclusão e suas bases legais específicas: PNE e BNCC. A
argumentação nos textos orais e escritos. Libras como facilitador da inclusão.
Libras: módulo básico, particularidades e práticas.
SAÚDE INTEGRAL E AMPLIAÇÃO DA CONSCIÊNCIA
Concepções de saúde e de saúde integral: práticas integrativas e complementares,
alimentação saudável, saúde do sono, saúde mental e atividade física. Relação
entre doenças crônicas não transmissíveis e estilo de vida. Políticas de promoção à
saúde. Determinantes sociais em saúde. Anatomia e fisiologia básica do sistema
nervoso central e conexões com o comportamento humano e as emoções.
Abordagem multissistêmica, fisiológica e o gerenciamento do estresse: Modelagem
do comportamento humano. Mindfulness. Emoção, assinaturas emocionais,
sentimentos e razão. Bem-estar e qualidade de vida: estratégias individuais e
coletivas. Consciência e atenção plena: autoconsciência e competências
autorregulatórias. Neurociência e neuropsicologia das emoções. Competências
socioemocionais, relacionamentos interpessoais e comunicação não violenta.
Transcendência humana: atitude mental positiva e fluida. Hierarquia e
competências socioemocionais e suas relações com tomada de decisões.
Consciência de sujeitos, profissionais e cidadãos. Responsabilidade social e
ambiental. Direitos humanos, diversidade, igualdade e justiça social. Paz positiva e
cultura de paz.
BIBLIOGRAFIA – DESIGN DE MODA
Metodologia de projeto
Partido de projeto na economia criativa, criatividade e processo criativo; etapas do
processo, métodos, técnicas, ferramentas e documentação de projetos; gestão de
projeto, escopo e mínimo produto viável (mvp); fotografia aplicada ao projeto;
propriedade intelectual, direito autoral e ética profissional; materialidade,
prototipação e testagem; ergonomia, acessibilidade, usabilidade e experiência do
usuário; sistema de produto-serviço (PSS), ecodesign e conceituação do ciclo de
vida dos produtos. Diálogo com diferentes áreas de conhecimento e atividades
humanas em situações de projeto; realização de leitura, análise de contexto e de
todo o espectro de necessidades, aspirações e expectativas individuais e/ou
coletivas quanto a objeto a ser desenvolvido; diagnostico, conceito, geração de
alternativas, estudo de viabilidade, desenvolvimento, implementação e avaliação de
projetos com reflexão crítica, na pesquisa e na prática projetual, sobre
conhecimentos teóricos e históricos considerando o contexto social, cultural, político
e econômico; síntese e configuração de projeto com as informações obtidas em 29
análise sistêmica e na atuação multidisciplinar; concepção, análise, representação e
expressão do projeto por meio de várias linguagens; identificação e seleção, entre
as diferentes metodologias projetuais, a mais adequada para distintas situações e
contextos
Expressão visual
Capacidade criativa e expressiva em meios bidimensionais e tridimensionais.
Linguagens e técnicas de construção imagética em meios manuais/digitais. Projetos
expressivos bidimensionais e/ou tridimensionais. Aspectos técnicos das linguagens
artísticas. Imagem. Campo visual. Estrutura Visual. Abordagem gestáltica.
Alfabetismo visual. Sintaxe visual e seus elementos. Contrastes, cores, meios
(desenho, pintura, fotografia, colagem, técnicas digitais, hibridismo, instalação, site-
specific e performance) e técnicas (esboço, volumetria, proporção, ocupação do
plano, equilíbrio, textura) de temas (retrato, natureza-morta, paisagem e espaço
tridimensional e arquitetônico). Corpo Humano (estudo da imagem, proporções e
linguagem corporal). Espaço Tridimensional, modelos e maquetes.
Vida & Carreira
Identidade e autoconhecimento. Competências socioemocionais. Equilíbrio e
dimensões da vida. Valores e talentos. Projeto de Vida e Carreira. Autogestão da
carreira. Resolução de problemas. Responsabilidade Social Global. Ética.
Cidadania. Diversidade Cultural. Tendências do mundo do trabalho. Auto avaliação.
Metacognição. Projeto de Engajamento Social.
Têxteis e superfícies
Tecnologia e Processos Têxteis aplicados ao design de superfície. Materiais têxteis:
a relação entre fibras, fios e tecidos e a avaliação de produtos finais e seu
desempenho técnico, estético e de conforto. Processos e materiais sustentáveis.
Processo de filamentos têxteis naturais, artificiais e sintéticos; beneficiamento e
design de superfície. Diferentes áreas do setor têxtil: fibras têxteis, fiação, tecelagem,
malharia, beneficiamento. Técnicas de padronagem e estamparia. Titulagem;
Manipulação Têxtil; Representação gráfica de produto de moda, planejamento.
Cartela materiais.
Estudos críticos: história, arte e cultura
Análise e desenvolvimento de repertório sobre conhecimentos da história das artes
e da estética na produção de projetos na área de arquitetura e urbanismo, design e
moda; promoção de conexões entre os conhecimentos históricos, estéticos e/ou
culturais e artístico no percurso do projeto; compreensão das relações entre
visualidade, design, sociedade, educação e cultura; interpretação da Arquitetura e
Urbanismo, da arte e das diversas formas do design, em suas transformações
tecnológicas, midiáticas e sociais, considerando os períodos históricos e a
diversidade dos contextos culturais; estudos sobre as artes europeia, americana,
africana, asiática e da Oceania; promoção das conexões sobre as relações
interculturais afro-brasileiras em processos identitários que caracterizam a
diversidade da cultura brasileira; análise da produção e influências da cultura
ameríndia na sociedade brasileira.
Ateliê de produtos de moda
Criação e Desenvolvimento de Produto de Moda. Projeto e modelagem, utilizando
diferentes técnicas e métodos; análise de contexto e de todo o espectro de
necessidades, aspirações e expectativas individuais e/ou coletivas quanto ao objeto
a ser desenvolvido; método projetual aplicado ao produto de moda. Aplicação de
30
tecnologia da confecção: máquinas e equipamentos de costura, encaixe, risco e
corte. Conhecer e saber a aplicabilidade de materiais e aviamentos. Conhecer e
compreender a espacialidade do corpo, proporções, medidas, construção de
estruturas e ergonomia aplicada ao vestuário. Desenvolvimento de Protótipo com
aplicação de técnica de crepagem. Modelagem zero desperdício. Croqui e
representação gráfica do vestuário e produtos de moda. Implementação e avaliação
da modelagem; análise de tipos físicos e ergonomia aplicada ao vestuário,
construção de bases, modelagem bidimensional e tridimensional graduação de
moldes. Proporção das peças de roupas: variações, volumes e formas. Ficha e
Desenho Técnico de Moda. Prototipagem.
Estudos aplicados de moda
Conceitos, definições e terminologias básicas da Moda. O desenvolvimento histórico
do vestuário, da indumentária e da moda. Moda contemporânea: grifes, marcas e
criadores. Alta costura e prêt-à-porter. Implicações sócio culturais e reflexos na
moda. Análise e Interpretação semântica histórica. Estudo de tendências.
Imagem de moda
Análise e Interpretação semântica, aplicada a moda. Conceito de estilo, o uso de
acessórios, a escolha de trajes para cada ocasião, tipos físicos e a suas proporções,
colorimetria pessoal, tecidos, formas e texturas. Relacionamento com o cliente,
projetos e orçamentos. Funções e responsabilidades do produtor de moda e do
stylist, Identificação dos tipos de catálogos de moda, editoriais de moda: produção
de fotografia. Montagem de Casting para desfiles e produções fotográficas. e
produção de fotografia de moda. Organização de loja considerando o
comportamento do consumidor, as teorias de marketing e os movimentos vigentes
na moda para ampliar as possibilidades de venda. Expositores. Iluminação e
classificação, utilização e construção de vitrines, feiras e eventos de Moda.
Planejamento de coleção
Desenvolvimento de Coleção de Moda. Contextualização social, ambiental, político,
econômico e cultural. Reflexão crítica. Síntese e configuração de coleções de
produtos de moda com as informações obtidas em análise sistêmica e na atuação
multidisciplinar; concepção, análise, representação e expressão do projeto para a
indústria da moda por meio de várias linguagens; pesquisas de tendências, mercado,
materiais, processos e tecnologias nos diversos segmentos da moda; vocação
regional; aplicação de princípios ergonômicos e sustentabilidade. Pesquisa de
materiais, aviamentos, acessórios, estilo de vida do consumidor. Pesquisa de
referências e de identidade de marca. Aplicação de práticas projetuais; Aplicação de
ferramentas criativas, mapa mental, painel semântico, geração de alternativas,
release, prancha de desfile, combinação cromática, desenho e ficha técnica, croqui,
representação gráfica e ilustração; planejamento, gerenciamento e articulação de
coleções de moda com processos de fabricação, matérias-primas e viabilidade
técnica e sustentável; MIX de produtos. Portfólios com uso de técnicas diferenciadas
de expressão gráfica; análise e aplicação fatores estéticos, simbólicos, ergonômicos,
socioculturais e produtivos. Técnicas de prototipagem avançada. Laboratório de
costura e modelagem como suporte para desenvolvimento de protótipos.
Projeto Experimental em Design
Promover o design e o projeto experimental por meio da experimentação formal e da
construção de protótipos ensaiados empiricamente, explorando os materiais,
processos construtivos, harmonia e contraste entre outros conceitos aplicáveis a
determinado objeto/tema proposto para a experimentação. Desenvolver o
31
pensamento criativo e crítico na resolução de problemas e contextos complexos.
Mercado de moda e empreendedorismo
Empreendedorismo e gerenciamento de negócios de moda; gerenciamento de fluxo
de processo produtivo do vestuário; avaliação de processos de beneficiamento
pertinentes a cada produto de moda ; gestão de produtos e marcas; sustentabilidade;
marketing de moda: comportamento do consumidor, elementos constitutivos do
sistema mercadológico (produto, preço, praça/canais de distribuição e
promoção/composto promocional), pesquisa de mercado e segmentação de
mercado; empreendedorismo na moda; plano de negócios.
Projeto de coleção autoral
Desenvolvimento de Projeto de Coleção com criação autoral. Contextualização
social, ambiental, artístico, político, econômico e cultural. Reflexão crítica. Síntese e
configuração coleções de produtos de moda com as informações obtidas em análise
sistêmica e na atuação multidisciplinar; concepção, análise, representação e
expressão do projeto para a indústria da moda por meio de várias linguagens;
pesquisas de tendências, mercado, materiais, processos e tecnologias nos diversos
segmentos da moda; aplicação de princípios ergonômicos e sustentabilidade.
Pesquisa de materiais, aviamentos, acessórios, estilo de vida do consumidor.
Pesquisa de Inspiração e de Identidade Autoral ou de marca. Aplicação de práticas
projetuais; Aplicação de ferramentas criativas, mapa mental, painel semântico,
geração de alternativas, release, prancha de desfile, combinação cromática,
desenho e ficha técnica, representação gráfica e ilustração e ambientação. Mix de
Produtos. Desenvolvimento de Dossiê de Coleção, digital ou impresso. Técnicas de
Crepagem. Moulagem e Técnicas de Alfaiataria.
Estudos avançados por meio do design: gestão, teoria e tendência
História do design. Teoria e crítica do design: produção de profissionais, empresas
e escritórios do campo. Relações entre referenciais clássicos do design e tendências
contemporâneas. Empreendedorismo e inovação e suas relações com design de
sistema produto-serviço, metaprojeto, branding e design thinking. Gestão do design
nos níveis estratégico, tático e operacional. Design e meio ambiente: ecodesign,
biomimética, economia circular e tripé da sustentabilidade. Design social e suas
relações com o território e comunidades criativas. Análise antropológica,
comunicacional, socioambiental, cultural, política e tecnológica de produtos e
processos em design. Metodologia científica aplicada à escrita e pesquisa em
design.
Projeto de graduação
Desenvolvimento de trabalho orientado a ser desenvolvido a partir da definição do
objeto e delimitação do tema que se insere nas áreas de concentração e linhas de
pesquisa do curso. Execução de projeto: teoria – articulação entre autores e temática
proposta, com ênfase em produções recentes e atualizadas – e prática – como
resultados propostos que confirmem ou problematizem o projeto proposto e pontuem
a realidade da área de formação.
9. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DISCENTE
A proposta de avaliação está organizada considerando o conceito de avaliação
contínua, ou seja, avaliações e feedbacks mais frequentes, para que seja possível
acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e intervir com mais assertividade.
Além disso, as avaliações propostas têm diferentes objetivos, todos alinhados com as 32
competências que os estudantes devem desenvolver neste nível de ensino. Desta
forma, as avaliações estão planejadas da seguinte forma:
Avaliação 1 (A1) – Dissertativa | 30 pontos
Avalia a expressão da linguagem específica de determinada área. O aluno precisa
saber se expressar, sobretudo, na área em que ele irá atuar – com os códigos,
símbolos, linguajar e dialeto inerentes a determinada área do conhecimento, levando-
se em conta a realidade profissional ali compreendida. Pretende-se, nessa etapa
avaliativa, verificar a capacidade de síntese e de interpretação, analisando-se a
capacidade do aluno de não apenas memorizar, mas expressar-se criativamente
diante de situações semelhantes aos reais.
Avaliação 2 (A2) – Múltipla escolha | 30 pontos
Avalia a leitura, a interpretação, a análise e o estabelecimento de relações
considerando, portanto, essas competências.
Avaliação 3 (A3) – Avaliação dos desempenhos | 40 pontos
Avalia a compreensão efetiva do aluno em relação à integração dos conhecimentos
propostos na unidade curricular. Consistirá no desenvolvimento de um projeto em que
demonstre, por meio de um produto que pode ser texto, artigo, vídeo, entre outros, a
mobilização dos conteúdos para resolver uma situação problema do mundo
contemporâneo. É analisada, especialmente, a capacidade e a tendência de usar o
que se sabe para operar o mundo e, também, a criatividade na proposta de soluções.
Durante todo o processo da A3, também são desenvolvidas e avaliadas as soft skills
– competências socioemocionais dos estudantes.
Ressalta-se que o feedback dos professores constituirá elemento imprescindível para
construção do conhecimento, portanto, será essencial que o docente realize as
devolutivas necessárias, ao longo do semestre letivo. Para a A1 e A2 a devolutiva
deverá ocorrer, necessariamente, após a divulgação das notas e, no caso da A3,
durante o processo.
33
Na unidade curricular presencial, estará aprovado – naquela unidade curricular – o
aluno que obtiver, na soma das três avaliações (A1+A2+A3), a nota mínima de 70
pontos e atingir, no mínimo, 75% de frequência nas aulas presenciais. Nas unidades
curriculares digitais (UCD), estará aprovado o aluno que obtiver, na soma das três
avaliações (A1+A2+A3), a nota mínima de 70 pontos.
Para os alunos que não obtiveram a soma de 70 pontos será oferecida a Avaliação
Integrada, conforme esclarecido a seguir, com o valor de 30 pontos.
O aluno que tenha obtido nota final inferior a 70 pontos e, no mínimo 75% de presença
nas aulas da unidade curricular presencial, poderá realizar avaliação integrada (AI) no
início do semestre seguinte, que valerá de 0 (zero) a 30 (trinta) pontos.
9.1. AVALIAÇÃO INTEGRADA
A avaliação integrada consiste em uma prova, a ser realizada em data prevista no
calendário acadêmico, abrangendo o conteúdo integral da unidade curricular e
substituirá, entre A1 e A2, a menor nota. Após o lançamento da nota da avaliação
integrada (AI), o aluno que obtiver 70 pontos, como resultado da soma das avaliações
(A1, A2 e A3), será considerado aprovado. O aluno que, porventura, vier a ser
reprovado na unidade curricular, deverá refazê-la, na modalidade presencial ou digital,
respeitada a oferta. A reprovação em componente curricular não interromperá a
progressão do aluno no curso.
9.2. AVALIAÇÃO DO COMPONENTE CURRICULAR VIDA & CARREIRA
O componente curricular Vida & Carreira será avaliado por meio de atribuição de
conceito e, por presença, quando o componente for presencial. O aluno que cursa o
Vida & Carreira presencial será aprovado quando comparecer ao menos em 75% das
aulas presenciais e receber o conceito aprovado (A), resultante da avaliação das
atividades propostas ao longo do semestre. O aluno que cursar o Vida & Carreira
digital será aprovado se obtiver o conceito aprovado (A), resultante da avaliação das
atividades propostas ao longo do semestre.
34
9.3. AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO
Na hipótese do estágio se constituir como competente curricular previsto no projeto
pedagógico do curso de graduação, em conformidade com a legislação e as diretrizes
curriculares pertinentes àquele curso, será ofertado e avaliado com os conceitos
aprovado (A) ou reprovado (R). A carga horária correspondente ao estágio, designada
na matriz curricular do curso, será cumprida nos termos do projeto pedagógico do
curso e do regulamento de estágio, quando existente. Referidas atividades serão
supervisionadas por um professor orientador a quem cumprirá propor, acompanhar e
avaliar o desempenho dos alunos. Na hipótese de reprovação o aluno deverá,
observada a oferta e disponibilidade de horário, efetuar nova matrícula nesse
componente.
9.4. AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Caso o trabalho de conclusão de curso se constitua como componente curricular
previsto no projeto pedagógico do curso de graduação, será orientado e avaliado com
os conceitos aprovado (A) ou reprovado (R), observados os critérios, regras e
regulamento específicos emanados do Núcleo Docente Estruturante do curso de
graduação. Na hipótese de reprovação o aluno deverá, observada a oferta e
disponibilidade de horário, efetuar nova matrícula neste componente.
9.5. CUMPRIMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES E EXTENSÃO
Nas atividades complementares e nas atividades de extensão o aluno que comprovar,
durante a integralização, o cumprimento integral da carga horária definida na matriz
curricular, observado no Projeto Pedagógico do Curso, obterá o conceito “cumpriu”.
35
10. AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL E DO CURSO
Em atendimento as diretrizes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior (SINAES) e às Orientações da Comissão Nacional da Avaliação da
Educação Superior (CONAES), a instituição conta uma Comissão Própria de
Avaliação (CPA) que atua junto aos setores da Instituição promovendo medidas de 36
avaliação interna e de acompanhamento e análise das avaliações externas.
O processo de avaliação institucional compreenderá dois momentos: o da avaliação
interna e o da avaliação externa. No primeiro, ou seja, na autoavaliação, a instituição
reunirá percepções e indicadores sobre si mesma, para então construir um plano de
ação que defina os aspectos que poderão ser melhorados a fim de aumentar o grau
de realização da sua missão, objetivos e diretrizes institucionais, e/ou o aumento de
sua eficiência organizacional.
Essa autoavaliação, realizada em todos os cursos da IES, a cada semestre, de forma
quantitativa e qualitativa, atenderá à Lei do Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior (SINAES), nº 10.8601, de 14 de abril de 2004. A legislação irá
prever a avaliação de dez dimensões, agrupadas em 5 eixos, conforme ilustra a figura
a seguir.
Figura 2 – Eixos e dimensões do SINAES
Fonte: SINAES / elaborado pela CPA.
O processo de autoavaliação da IES será composto por seis etapas que, de forma
encadeada, promoverão o contínuo pensar sobre a qualidade da instituição.
Figura 3 – Etapas do processo avaliativo
37
Fonte: elaborado pela CPA.
Os objetivos traçados para a avaliação institucional são atingidos com a participação
efetiva da comunidade acadêmica, em data definida no calendário escolar para
aplicação dos instrumentos e envolve, primeiramente, os diretores e coordenadores
de cursos, em seguida os docentes e funcionários técnico-administrativos e, por fim,
a comunidade discente. A versão dos modelos específicos é amplamente divulgada e
apresentada aos respectivos coordenadores para deliberação.
As iniciativas descritas compõem recursos de avaliação interna. Contudo, destaque
deve ser feito para a avaliação externa, que consideram: Avaliação do curso por
comissões de verificação in loco designadas pelo INEP/MEC; Exame Nacional de
Avaliação de Desempenho do Estudante (ENADE); Conceito Preliminar do Curso
(CPC) que é gerado a partir da nota do ENADE combinado com outros insumos, como
o delta de conhecimento agregado ao estudante (IDD), corpo docente, infraestrutura
e organização didático-pedagógica
O ENADE fornece informações que podem auxiliar a IES e o curso na análise do perfil
de seus estudantes e, consequentemente, da própria instituição e o curso. Após a
divulgação dos resultados do ENADE, realiza-se uma análise do relatório de avaliação
do curso, a fim de verificar se todas as competências abordadas no Exame estão
sendo contempladas pelos componentes curriculares do curso. Após a análise,
elabora-se um relatório com as ações previstas para a melhoria do desempenho do
curso. Ao integrar os resultados do ENADE aos da autoavaliação, a IES inicia um
38
processo de reflexão sobre seus compromissos e práticas, a fim de desenvolver uma
gestão institucional preocupada com a formação de profissionais competentes
tecnicamente e, ao mesmo tempo, éticos, críticos, responsáveis socialmente e
participantes das mudanças necessárias à sociedade.
Dessa forma, a gestão do curso é realizada considerando a autoavaliação e os
resultados das avaliações externas, por meio de estudos e planos de ação que
embasam as decisões institucionais com foco no aprimoramento contínuo.
11. DOCENTES
O corpo docente do curso é composto por educadores com sólida formação
acadêmica e relevante qualificação profissional, além da experiência na docência
superior (presencial e a distância), aptos a atuarem nos diversos ambientes de
aprendizagem utilizados pelo curso. Em sua maioria, são docentes com título de 39
mestre ou doutor, oriundos de reconhecidos programas de pós-graduação stricto
sensu.
Os educadores são selecionados de acordo com as Unidades Curriculares a serem
ofertadas, considerando as demandas formativas do curso, os objetivos de
aprendizagem esperados e o fomento ao raciocínio crítico e reflexivo dos estudantes.
Os docentes do curso que conduzem os encontros presenciais e a tutoria das
atividades realizadas no AVA. Para isso, são incentivados e orientados a participarem
da capacitação docente, visando ao constante aperfeiçoamento na sua atuação como
profissionais, assim como na preparação de atividades, objetivando a verticalização
dos conhecimentos nas diversas áreas de atuação do profissional a ser formado. Os
docentes do curso participam também de programas e projetos de extensão mediante
editais internos e externos.
Todos os educadores/tutores que atuam nas unidades curriculares do curso possuem
ampla experiência na docência do ensino superior. Para o atendimento relativo às
demandas do ambiente virtual de aprendizagem, a IES conta com professores do seu
corpo docente já capacitados a realizar tal demanda. São professores que recebem
semestralmente orientação e capacitação da equipe de Gestão Docente da IES para
atuar e conduzir com excelência o ensino híbrido, identificar possíveis dificuldades de
aprendizagem dos alunos e propor estratégias para saná-las.
12. INFRAESTRUTURA
A Instituição possui uma infraestrutura moderna, que combina tecnologia, conforto e
funcionalidade para atender as necessidades dos seus estudantes e educadores. Os
múltiplos espaços possibilitam a realização de diversos formatos de atividades e
eventos como atividades extensionistas, seminários, congressos, cursos, reuniões, 40
palestras, entre outros.
Todos os espaços da Instituição contam com cobertura wi-fi. As dependências estão
dentro do padrão de qualidade exigido pela Lei de Acessibilidade n. 13.146/2015, e o
acesso às salas de aula e a circulação pelo campus são sinalizados por pisos táteis e
orientação em braile. Contamos, também, rampas ou elevadores em espaços que
necessitam de deslocamento vertical.
12.1. ESPAÇO FÍSICO DO CURSO
Os espaços físicos utilizados pelo curso serão constituídos por infraestrutura
adequada que atenderá às necessidades exigidas pelas normas institucionais, pelas
diretrizes do curso e pelos órgãos oficiais de fiscalização pública.
12.1.1. Salas de aula
As salas de aula do curso estarão equipadas segundo a finalidade e atenderão
plenamente aos requisitos de dimensão, limpeza, iluminação, acústica, ventilação,
acessibilidade, conservação e comodidade necessários à atividade proposta. As salas
possuirão computador com projetor multimídia e, sempre que necessário, os espaços
contarão com manutenção periódica.
Ademais, serão acessíveis, não somente em relação à questão arquitetônica, mas
também, quando necessário, a outros âmbitos da acessibilidade, como o instrumental,
por exemplo, que se materializará na existência de recursos necessários à plena
participação e aprendizagem de todos os estudantes.
Outro recurso importante será a presença do intérprete de Libras na sala de aula caso
também seja necessário e solicitado. A presença do intérprete contribuirá para superar
a barreira linguística e, consequentemente, as dificuldades dos estudantes surdos no
processo de aprendizagem.
12.1.2. Instalações administrativas
As instalações administrativas serão adequadas para os usuários e para as atividades 41
exercidas, com o material indicado para cada função. Além disso, irão possuir
iluminação e ventilação artificial e natural. Todos os mobiliários serão adequados para
as atividades, e as salas serão limpas diariamente, além de dispor de lixeiras em seu
interior e nos corredores.
12.2. INSTALAÇÕES PARA OS DOCENTES
12.2.1. Sala dos professores
A instituição terá à disposição dos docentes uma sala coletiva, equipada com recursos
de informática e comunicação. O espaço contará com iluminação, acústica,
ventilação, acessibilidade, conservação, comodidade e limpeza apropriados ao
número de professores, além de espaço destinado para guardar materiais e
equipamentos didáticos. O local será dimensionado de modo a considerar tanto o
descanso, quanto a integração dos educadores.
12.2.2. Espaço para professores em tempo integral
O curso irá oferecer gabinete de trabalho plenamente adequado e equipado para os
professores de tempo integral, atendendo de forma excelente aos aspectos de
disponibilidade de equipamentos de informática em função do número de professores,
dimensão, limpeza, iluminação, acústica, ventilação, acessibilidade, conservação e
comodidade apropriados para a realização dos trabalhos acadêmicos.
Com relação aos equipamentos e aos recursos de informática, a facilitação do acesso
por parte de professores com deficiência ou mobilidade reduzida poderá se dar por
meio da adequação dos programas e da adaptação dos equipamentos para as
necessidades advindas da situação de deficiência (deficiências físicas, auditivas,
visuais e cognitivas) a partir do uso de softwares especiais, ponteiras, adaptações em
teclados e mouses, etc. A tecnologia assistiva adequada será aquela que irá
considerar as necessidades advindas da especificidade de cada pessoa e contexto e
favorecerá a autonomia na execução das atividades inerentes à docência.
12.2.3. Instalações para a coordenação do curso 42
A coordenação do curso irá dispor de gabinete de trabalho que atenderá plenamente
aos requisitos de dimensão, limpeza, iluminação, acústica, ventilação, conservação e
comodidade necessários à atividade proposta, além de equipamentos adequados,
conforme poderá ser visto na visita in loco. A coordenação do curso contará com uma
equipe de apoio, uma central de atendimento ao aluno a fim de auxiliar e orientar os
discentes em questões financeiras e em relação à secretaria, a estágio e à ouvidoria.
12.3. LABORATÓRIOS DO CURSO
12.3.1. Laboratórios de informática
A instituição providenciará recursos de informática aos seus discentes (recursos de
hardware e software), a serem implantados de acordo com as necessidades do curso.
Serão disponibilizados laboratórios específicos e compartilhados de informática entre
os vários cursos, todos atendendo às aulas e às monitorias. Os alunos terão acesso
aos laboratórios também fora dos horários de aulas, com acompanhamento de
monitores e uso de diferentes softwares e internet.
Os laboratórios de informática irão auxiliar tecnicamente no apoio às atividades de
ensino e pesquisa, da administração e da prestação de serviços à comunidade. Os
laboratórios de informática, a serem amplamente utilizados pelos docentes e
discentes, irão garantir as condições necessárias para atender às demandas de
trabalhos e pesquisas acadêmicas, promovendo, também, o desenvolvimento de
habilidades referentes ao levantamento bibliográfico e à utilização de bases de dados.
O espaço irá dispor de equipamentos para propiciar conforto e agilidade aos seus
usuários, que poderão contar com auxílio da equipe de Tecnologia da Informação (TI),
nos horários de aulas e em momentos extraclasse, para esclarecer dúvidas e resolver
problemas.
Existirão serviços de manutenção preventiva e corretiva na área de informática. O
mecanismo helpdesk permitirá pronto atendimento pelos técnicos da própria IES, que
também irá firmar contratos com empresas de manutenção técnica. A instituição irá
dispor de plano de expansão, proporcional ao crescimento anual do corpo social. Será
atribuição da área de TI a definição das características necessárias para os
43
equipamentos, servidores da rede de computadores, base de dados,
telecomunicações, internet e intranet.
12.4. BIBLIOTECA
A biblioteca é gerenciada em suas rotinas pelo software Pergamum, programa
desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná em conjunto com a
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Em seu acervo, constam não
apenas livros da bibliografia básica das UCs ofertadas, mas também da bibliografia
complementar, além de livros para consulta interna, dicionários, e-books,
enciclopédias, periódicos, jornais e materiais audiovisuais especializados nas áreas
de atuação das unidades, e está totalmente inserido no Sistema Pergamum, com
possibilidade de acesso ao catálogo on-line para consulta (autor, título, assunto e
booleana), reserva e renovação.
A composição do acervo está diretamente relacionada aos novos meios de publicação
de materiais bibliográficos, constituindo uma variedade de recursos que atende às
indicações bibliográficas dos cursos e da comunidade em geral.
A instituição mantém assinaturas das bases de dados multidisciplinares da EBSCO e
Vlex, conforme quadro abaixo:
Quadro 1 – Bases de Dados disponíveis
Bases de Dados Conteúdo
Revistas especializadas e atualizadas, coleções de doutrinas
Vlex
essenciais, legislação comentada e pareceres da área jurídica.
Ciências biológicas, sociais, humanas e aplicadas; educação,
engenharias, idiomas e linguística, arte e literatura; tecnologia da
Academic Search Premier
informação, negócios, medicina, direito, arquitetura, design,
comunicação.
Odontologia geral e estética, anestesia dental, saúde pública,
Dentistry & Oral Sciences
ortodontia, odontologia forense, odontologia geriátrica e pediátrica,
Source
cirurgia.
Negócios, incluindo contabilidade e impostos, finanças e seguros,
marketing e vendas, ciências da computação, economia, recursos
Business Source Premier
humanos, indústria e manufatura, direito, psicologia para negócios,
administração pública, transporte e distribuição.
SPORTDiscus With Full Medicina esportiva, fisiologia do esporte e psicologia do esporte à
Text educação física e recreação.
World Politics Review Análise das tendências globais.
Conteúdo sobre nutrição, desde dietas específicas a condições até 44
Nutrition Reference Center habilidades e práticas dietéticas, elaboradas por uma equipe de
nutricionistas e nutricionistas de classe mundial.
MEDLINE Complete Revistas biomédicas e de saúde.
Agricultura, ciências biológicas, ciências econômicas, história,
Fonte Acadêmica direito, literatura, medicina, filosofia, psicologia, administração
pública, religião e sociologia
Engineering Source Engenharia Civil, Elétrica, Computação, Mecânica, entre outras.
Esta base de dados fornece cobertura abrangente de texto
completo de publicações regionais da área de negócios. O
Regional Business News Regional Business News incorpora mais de 80 publicações de
negócios regionais cobrindo todas as áreas urbanas e rurais nos
EUA.
O AgeLine é a fonte premier da literatura de gerontologia social e
inclui conteúdo relacionado a envelhecimento das ciências
Ageline
biológicas, psicologia, sociologia, assistência social, economia e
políticas públicas.
Essa base de dados contém o texto completo de mais de 250 das
mais respeitadas revistas acadêmicas de direito do mundo.
Legal Collection O Legal Collection é uma fonte reconhecida de informações sobre
atualidades, estudos atuais, pensamentos e tendências do mundo
jurídico.
O acesso ao acervo é aberto ao público interno da IES e à comunidade externa. Além
disso, é destinado espaço específico para leitura, estudo individual e em grupos. O
empréstimo é facultado a alunos, professores e colaboradores administrativos e
poderá ser prorrogado desde que a obra não esteja reservada ou em atraso.
Além do acervo físico, a IES oferece também a toda comunidade acadêmica o acesso
a milhares de títulos em todas as áreas do conhecimento por meio de cinco
plataformas digitais. A Biblioteca Virtual Pearson, a Minha Biblioteca, Biblioteca Digital
Senac e Biblioteca Digital ProView, que irão contribuir para o aprimoramento e
aprendizado do aluno. Elas possuem diversos recursos interativos e dinâmicos que
contribuirão para a disponibilização e o acesso a informação de forma prática,
acessível e eficaz. A plataforma da Biblioteca Virtual Pearson é disponibilizada pela
editora Pearson e seus selos editoriais. O aluno terá à sua disponibilidade o acesso a
aproximadamente 10.000 títulos. Na plataforma Minha Biblioteca, uma parceria dos
Grupos A e Gen e seus selos editoriais. Com estas editoras o aluno terá acesso a
aproximadamente 11.000 títulos, além de poder interagir em grupo e propor
discussões no ambiente virtual da plataforma. Na plataforma Biblioteca Digital Senac
nossa comunidade acadêmica terá acesso a aproximadamente 1200 títulos
publicados pela Editora Senac São Paulo. Na plataforma Biblioteca Digital ProView
são disponibilizados aproximadamente 1.200 títulos específicos para a área jurídica.
É disponibilizado ainda, o acesso a plataforma de Coleção da ABNT, serviço de
45
gerenciamento que proporciona a visualização das Normas Técnicas Brasileiras
(NBR). As plataformas estarão disponíveis gratuitamente com acesso ilimitado para
todos alunos e professores. O acesso será disponibilizado pelo sistema Ulife.
As bibliotecas virtuais têm como missão disponibilizar ao aluno mais uma opção de
acesso aos conteúdos necessários para uma formação acadêmica de excelência com
um meio eficiente, acompanhando as novas tendências tecnológicas. A IES, dessa
forma, estará comprometida com a formação e o desenvolvimento de um cidadão
mais crítico e consciente.