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Regulamento do Transporte Coletivo em Belém

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REGULAMENTO DO SERVIÇO DE

TRANSPORTE COLETIVO POR ÔNIBUS DO


MUNICÍPIO DE BELÉM – R.S.T.C.O.M.B
CAPÍTULO I
DA COMPETÊNCIA

Art. 1.° - Compete à Companhia de Transportes do Município de Belém - SeMOB, criada


pela Lei Municipal n.° 7.475, de 28 de dezembro de 1989, o planejamento, a operação, o
ordenamento, o controle e a fiscalização do Serviço Regular de Transporte Coletivo por
Ônibus do Município de Belém, nos termos do Art. 147 da Lei Orgânica do Município de
Belém.

Art. 2.° - A prestação dos serviços de transportes coletivos por ônibus reger-se-á por este
Regulamento e outros atos administrativos emanados da SeMOB.

Parágrafo Único - O presente Regulamento e demais atos administrativos emanados da


SeMOB terão vigor no Município de Belém e, caso haja convênio neste sentido, nos
Municípios da Região Metropolitana.

CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES GERAIS

Art. 3.° - Serão consideradas dentre outras, para efeito deste Regulamento, as seguintes
definições:

ÁREA DE ATUAÇÃO
A divisão físico-operacional da área cujo sistema estiver sob a gerência da SeMOB.

TRANSPORTE COLETIVO
Transporte de passageiros que é realizado sistematicamente, com horário e itinerários
previamente definidos, mediante pagamento individual de passagens.

LOTAÇÃO DE VEÍCULOS
Oferta de lugares disponíveis em veículo, subdividida em lotação sentada e em pé.

PONTO DE PARADA
Local pré-estabelecido para embarque e desembarque, ao longo do itinerário da linha.

TARIFA
Preço de passagem definido pelo Órgão Gestor do Sistema, mediante aplicação de
metodologia específica adotada para cálculo tarifário e homologada pelo titular do Poder
Executivo Municipal.

CICLO
Tempo de duração total da viagem, computando-se os tempos de percurso de ida, volta,
embarque, desembarque e parada no terminal.

TERMINAL
Local onde se inicia e/ou termina a viagem de uma determinada linha.

TERMINAL DE INTEGRAÇÃO
Espaço físico onde os usuários são transferidos de uma linha para outra.

VIAGEM
Cumprimento de um itinerário previamente definido.

SISTEMA
Conjunto de linhas, equipamentos e mobiliário urbano que viabilizam o transporte
coletivo.

CUSTO DE CAPITAL
Amortização e remuneração do capital relativo aos veículos.

REMUNERACÃO
Valor pago a Empresa Operadora pela prestação de serviço de transporte coletivo por
ônibus.

CUSTO OPERACIONAL
Somatório das despesas necessárias à operação do sistema.

DEMANDA
Número de pessoas transportadas em um determinado período.

FROTA
Número de veículos necessários para operação do serviço de transporte.

FREQÜÊNCIA
Número de viagens ordinárias realizadas em um período horário.

HORÁRIO
Momento da partida, trânsito e chegada da viagem dos transportes coletivos.

INTERVALO
Espaço regular de tempo entre veículos consecutivos da mesma linha.

ITINERÁRIO
Percurso a ser cumprido na realização de uma viagem, compreendendo o ponto inicial, as
vias percorridas, os pontos intermediários de parada, terminais de integração e o ponto
final.

LINHA
Serviço regular entre pontos inicial e final de um itinerário previamente estabelecido,
contendo pontos intermediários de parada.
FROTA CIRCULANTE
Número de veículos em operação, menos a frota de reserva.

FROTA DE RESERVA
Número de veículos prontos a operar em substituição a outros eventualmente impedidos.

EMPRESA OPERADORA
Agente que, de conformidade com a legislação vigente, está habilitado a operar o serviço,
nos modos de transporte que compõe o sistema.

TAXA DE ADMINISTRAÇÃO
Taxa cobrada pela SeMOB, às Empresas Operadoras, pelo Gerenciamento do Sistema.

QUILOMETRAGEM MORTA
Quilometragem consumida pelos veículos da frota circulante, no trajeto de ida e volta
entre a garagem e o terminal de linha.

VIAGEM ESPECIAL
É aquela realizada em condições e situações específicas, mediante emissão de Ordem de
Serviço pela SeMOB.

LINHA EXPRESSA
Linha onde o embarque e o desembarque de passageiros se dá nos extremos do itinerário.

LINHA SEMI-EXPRESSA
Linha que contém no seu itinerário trecho onde é proibido o embarque e desembarque de
passageiros.

LINHA ALIMENTADORA
Linha coletora e distribuidora da demanda integrada a um ou mais terminais de
integração.

LINHA TRONCAL
Linha estruturadora de corredor de tráfego, com uso de veículos de média ou alta
capacidade ligando terminais e destinada ao transporte de parcela ponderável da
demanda, nos seus deslocamentos de médio e longo percurso.

ORDEM DE SERVIÇO
Documento que contém as determinações da SeMOB, à Empresa Operadora, para a
execução do serviço nele especificado, contendo todos os dados necessários para tanto.

CAPÍTULO III
DA DELEGAÇÃO E TRANSFERÊNCIA
DOS SERVIÇOS
Art. 4.° - A SeMOB poderá delegar às empresas privadas a execução da operação dos
serviços de transporte coletivo mediante permissão, após regular processo licitatório e
aprovação da Câmara Municipal, nos termos do Art. 147 da L.O.M.B..

Art. 5.° - As permissões para exploração dos serviços regulares de transporte coletivo por
ônibus serão formalizadas mediante Termo de Permissão, firmado pelo Diretor-Presidente
da SeMOB.

Art. 6.° - Os Termos de Permissão poderão ser:

I - renovados;
II - modificados, unilateralmente, pela SeMOB;
III - suspensos parcialmente; e
IV - revogados.

§ 1.° - As permissões poderão ser renovadas por igual período, desde que atendam ao
interesse público e às condições especificadas pela SeMOB para prestação do serviço.

§ 2.° - A SeMOB poderá por razões de mérito, ou exigência das condições de exploração
do serviço, alterar as condições estabelecidas no Termo de Permissão.

§ 3.° - A suspensão parcial, que não excederá de 90 (noventa) dias, ocorrerá quando a
Permissionária comprovadamente, por motivos considerados justos pela SeMOB e sem
prejuízo do interesse público, não puder dar integral cumprimento às condições do Termo
de Permissão.

§ 4.° - A revogação ocorre por:

a) extinção da linha;
b) denúncia da Permissão.

Art. 7.° - Só poderão operar os serviços de transporte coletivo por ônibus as pessoas
jurídicas sediadas no Município de Belém.

Art. 8.° - Para ser Permissionária do Sistema a Empresa Operadora deverá possuir:

I - registro na Junta Comercial do Estado do Pará;


II - capital realizado e suficiente para plena execução dos serviços das linhas a serem
operadas;
III - frota de ônibus correspondente às necessidades da linha, com obrigações de atualizar
os veículos em número, capacidade de transporte e condições de tráfego, sempre que
determinado pela SeMOB, de acordo com as necessidades de serviço;
IV - condições de idoneidade moral, técnica e financeira que forem exigidas;
V - garagens e oficinas, próprias ou locadas, com o equipamento e pessoal adequados à
guarda e manutenção da frota, no limite da área de atuação.
Art. 9.° - Não será conferida Permissão à Empresa:

I - cuja sede se localize fora dos limites do Município de Belém;


II - cujos sócios, diretores, seus cônjuges, ascendentes, descendentes e colaterais até o 2.°
grau sejam empregados da SeMOB;
III - que, há menos de 5 (cinco) anos, tenha sido punida com cassação de permissão, ou
que tenha cedido linha a terceiros sem prévia e expressa anuência da SeMOB;
IV - cuja frota apresente idade superior ao exigido no Parágrafo único do Art. 42, deste
Regulamento;
V - que não satisfaça as condições mínimas administrativas, financeiras e operacionais,
fixadas pela SeMOB.

Art. 10 - A Permissão terá vigência de 4 (quatro) anos e, verificada a capacidade de a


Permissionária executar satisfatoriamente os serviços, poderá ser renovada uma única vez,
mediante a apresentação de requerimento do interessado, até 120 (cento e vinte) dias antes
de sua caducidade, acompanhado dos seguintes documentos:

I - certidão negativa de débitos para com as Fazendas Federal, Estadual e Municipal;


II - certificado de quitação ou de regularidade de situação para com o INSS;
III - comprovação de quitação para com as obrigações eleitorais dos diretores, sócios-
gerentes ou titular;
IV - comprovante do recolhimento de caução à Tesouraria da SeMOB.

Art. 11 - Caberá à SeMOB decidir o pedido de renovação da Permissão em única e última


instância.
Art. 12 - A SeMOB, a qualquer época, poderá modificar as condições de operação da linha,
mediante emissão de Ordem de Serviço que conterá as modificações determinadas.

Art. 13 - O cancelamento da Permissão poderá ocorrer por um dos seguintes casos:

I - resgate da Permissão;
II - cassação da Permissão;
III - falência do Permissionário;
IV - superveniência da lei ou decisão judicial que caracterize a inexequibilidade do Termo
de Permissão;
V - extinção da Empresa Permissionária, quando se tratar de pessoa jurídica, ou morte do
titular, quando tratar de firma individual.

§ 1.° - O resgate é a retomada dos serviços pela SeMOB durante a vigência do Termo de
Permissão por conveniência ou interesse público, devidamente comprovados.

§ 2.° - A cassação é aplicável por inadimplência de normas deste Regulamento e cláusulas


do Termo de Permissão, falta grave ou perda dos requisitos de idoneidade moral ou
capacidade financeira, técnica-operacional ou administrativa do Permissionário.

§ 3.° - Não constituirá causa de indenização, o cancelamento da Permissão pelos motivos


constantes deste Artigo.
§ 4.°- A transformação de natureza jurídica da sociedade e as alterações de sua razão social
não se equiparam à extinção da Permissionária, para efeito do cancelamento do Termo de
Permissão.

Art. 14 - Os serviços com caráter especial, experimental e extraordinário serão


formalizados mediante Termos de Autorização firmados pelo Diretor-Presidente da
SeMOB.

§ 1.° - O Termo de Autorização deverá conter:

a) objeto da Autorização;
b) características do serviço;
c) condições de prestação do serviço;
d) obrigação da empresa;
e) remuneração a que se refere o Artigo 65 deste Regulamento;
f) prazo e validade.

§ 2.° - As autorizações para serviços experimentais e extraordinários poderão reverter-se


na forma de Ordem de Serviço, desde que contenham os dados essenciais quanto ao
objetivo da Autorização, características do serviço, prazo de validade, obrigações do
autorizado e tarifas a serem cobradas quando for o caso.

§ 3.° - As delegações por Autorização não poderão ser objeto de transferência.

Art. 15 - Não será autorizado o desmembramento, cessão ou fusão de Empresas


Operadoras, com o conseqüente aparecimento de novas Empresas Operadoras, sem a
cessão, em todo ou em parte, dos serviços permitidos.
Parágrafo único - Somente serão admitidas novas Empresas Operadoras na operação do
serviço regular de transporte coletivo por ônibus, mediante processo licitatório, obedecido
o disposto na Lei Orgânica do Município de Belém.

Art. 16 - A Permissão está sujeita ao depósito prévio de uma caução correspondente a 50


(cinqüenta) Unidades Fiscais do Município - UFM, por veículo, no ato da assinatura do
Termo de Permissão, para garantia da fiel execução dos serviços permitidos e cobertura
das multas nas quais incorrer a Permissionária.

§ 1.° - O Permissionário terá o prazo máximo de 15 (quinze) dias a contar da data de


cobertura de multas devidas e não recolhidas, para efetuar a recomposição do valor da
caução estabelecida no caput deste Artigo.

§ 2.° - A caução deverá ser prestada em moeda em vigor no país.

Art. 17 - Ocorrendo a cassação da Permissão, ou findo seu prazo, o valor da caução será
devolvido à Permissionária, deduzido o valor das multas que forem devidas e ainda não
tenham sido pagas.
CAPÍTULO IV
DA OPERAÇÃO DO SISTEMA

Art. 18 - Cabe a SeMOB determinar, mediante expedição de Ordem de Serviço, as


características operacionais de cada linha, especialmente:

I - os pontos inicial e terminal;


II - os itinerários detalhados de ida e volta;
III - os pontos seletivos de parada de ônibus integrante dos itinerários;
IV - as freqüências de viagens, por faixa horária, diferenciadas para dias úteis, sábado,
domingo, feriados e outros;
V - o número de veículos exigidos para operação diferenciado para dias úteis, sábado,
domingo, feriados e outros;
VI - o tempo de permanência nos terminais; e
VII - o tipo de equipamento exigido na operação.

Parágrafo único - Poderão ser alteradas as Ordens de Serviço em função do melhor


atendimento ao público usuário, de modo a adequá-los as necessidades da demanda, nível
de serviço, segurança de tráfego e velocidade operacional.

Art. 19 - Fica terminantemente proibido o acesso de passageiros pela porta dianteira do


veículo, exceto nos casos definidos pela legislação em vigor.

§ 1.° - Os fiscais do transporte coletivo da SeMOB, terão livre acesso por qualquer porta,
desde que portando, na forma de crachá, o cartão de identificação da SeMOB.

§ 2.° - Os Empregados das Empresas de Transporte Coletivo Urbano, embarcarão e


desembarcarão pela porta da frente com a autorização do motorista, desde que portando,
na forma de crachá a carteira funcional contendo o selo de validade semestral, expedido
pela SeMOB.

Art. 20 - Não será permitido ao motorista na condução do veículo:

I - trafegar com portas abertas;


II - trafegar fora da faixa de rolamento própria, quando houver demarcação nas vias
públicas, salvo situações que impeçam o procedimento correto;
III - o embarque e desembarque de passageiros, contrariando as determinações fixadas
pela SeMOB; e
IV - desrespeitar a legislação vigente.

Art. 21 - Fica proibida a interrupção de viagens, salvo em casos fortuitos ou de força


maior, como avaria e acidente.

Parágrafo único - Ocorrida qualquer dessas hipóteses, a Empresa Operadora fica obrigada
a comunicar à SeMOB o fato, na data em que tiver ciência, informando também as
providências adotadas, e a assistência que for devida aos usuários e prepostos, somente
podendo o veículo envolvido retornar à operação após a devida vistoria da SeMOB.
Art. 22 - A Permissionária deverá:

I - preservar a inviolabilidade dos instrumentos de controle de passageiros e outros


dispositivos determinados pela SeMOB.;
II - permitir a instalação de equipamentos de comunicação, pela SeMOB, nos veículos de
transportes coletivos;
III - manter os veículos com equipamentos dentro dos padrões estabelecidos em lei, de
forma a não provocar poluição atmosférica e sonora;
IV - trafegar à noite com iluminação interna e externa ligadas e em perfeito estado de
funcionamento; e
V - cumprir o disposto nos Artigos 146 a 156 da L.O.M.B. bem como as demais normas
legais em vigor ou atos administrativos editados pela SeMOB.

Art. 23 - A SeMOB avaliará o desempenho dos serviços, determinando às Empresas


Operadoras as medidas necessárias à sua normalização.

Art. 24 - A SeMOB poderá determinar a utilização de parte da frota de cada Empresa


Operadora a fim de atender a situações de emergência em linhas distintas daquelas em
que operar.

Art. 25 - A SeMOB poderá requisitar veículos e pessoal de tráfego para atendimento de


serviços de emergência e de interesse público.

Art. 26 - A Permissionária deverá preencher com exatidão e apresentar à SeMOB, nas


condições por ela estabelecidas, todos os documentos e as informações que se fizerem
necessárias ao acompanhamento do serviço permitido.

Art. 27 - O motorista fica autorizado a recusar o passageiro:

I - em estado de embriaguez, drogado ou que possa de alguma forma comprometer a


segurança, a tranqüilidade e o conforto dos demais;
II - acompanhado de animais e transportando produtos tóxicos, inflamáveis e radioativos
ou de volumes que venham a dificultar a circulação dos usuários no interior do veículo;
III - quando a lotação do veículo estiver completa; e
IV - quando estiver fora dos pontos de paradas estabelecidos pela SeMOB.

Art. 28 - O motorista deverá preencher de forma exata e fielmente os relatórios e


documentos estabelecidos pela SeMOB, e sob sua responsabilidade.
CAPÍTULO V
DAS EMPRESAS OPERADORAS E SUAS
OBRIGAÇÕES

Art. 29 - As disposições deste Regulamento, as Resoluções, as Normas e Termos


Complementares, e as Ordens de Serviços emanadas da SeMOB, nortearão as ações e
políticas das Empresas Operadoras.

Parágrafo único - As dúvidas, pendências ou omissões, no que respeita ao entendimento


das questões da operacionalidade do Sistema serão dirimidas pela SeMOB.
Art. 30 - São obrigações das Empresas Operadoras:

I - cumprir os preceitos constitucionais e legais, bem como este Regulamento e outros atos
administrativos expedidos pela SeMOB;
II - manter seguro de responsabilidade civil para passageiros e terceiros;
III - manter em ordem os seus registros na SeMOB;
IV - informar à SeMOB as alterações de localização das instalações da empresa;
V - permitir o acesso dos fiscais credenciados da SeMOB aos veículos e instalações, bem
como daqueles formalmente designados para examinar a respectiva escrituração e
proceder a tomada de suas contas;
VI - possuir veículos de reserva em número não inferior a 10% (dez por cento) do total de
veículos de sua frota;
VII - estruturar seus planos de contas de acordo com as instruções da SeMOB;
VIII - informar a SeMOB dentro das condições e dos prazos estabelecidos tudo que lhes for
solicitado;
IX - cumprir as especificações e características de operação do serviço permitido;
X - manter sempre atualizados e em perfeitas condições, os sistemas de controle de
passageiros transportados, de quilometragem percorrida e de viagens realizadas, segundo
as normas da SeMOB;
XI - preservar a inviolabilidade das roletas, comunicando a SeMOB quaisquer acidentes
ocorridos com as mesmas e providenciando, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, nova
selagem junto à vistoria;
XII - dar condições dignas e seguras de trabalho ao seu pessoal de operação;
XIII - garantir a segurança e o conforto dos passageiros;
XIV - cobrar o preço exato da tarifa em vigor;
XV - submeter seus veículos à vistoria, colocando-os em operação em perfeito estado de
funcionamento e em plenas condições de segurança;
XVI - não permitir a circulação dos ônibus sem a documentaçao obrigatória do veículo, do
motorista e do cobrador;
XVII - apresentar seus veículos para início de operação em adequado estado de
conservação e limpeza;
XVIII - não utilizar na limpeza dos veículos substâncias que coloquem em risco a
segurança dos passageiros;
XIX - recolher à SeMOB, nas condições e prazos fixados, todos os valores que a ela forem
devidos;
XX - permitir, facilitar e auxiliar a SeMOB em levantamento de informações necessárias ao
funcionamento do sistema;
XXI - não alterar as características da prestação do serviço;
XXII - providenciar meios de transportes aos passageiros, com vistas a complementação da
viagem, no caso da sua interrupção;
XXIII - manter programas permanentes de treinamento para o seu pessoal,
particularmente para os que desempenham funções relacionadas com a segurança do
transporte e o trato com o público.

CAPÍTULO VI
DO PESSOAL DE OPERAÇÕES E SUAS
OBRIGAÇÕES

Art. 31 - O pessoal de operação das empresas compõe-se de motorista, cobrador,


despachante, fiscal intermediário e outros autorizados pela SeMOB.

§ 1.° - A Empresa Operadora deverá manter em serviço apenas empregados registrados na


SeMOB, nas categorias especificadas neste Artigo.

§ 2.° - A admissão e a dispensa do pessoal de operação deverá ser comunicada


imediatamente à SeMOB pelas Empresas Operadoras, para a atualização do registro e
outras providências.

Art. 32 - O cadastramento dos operadores obedecerá requisitos definidos pela SeMOB.

§ 1.° - A SeMOB poderá exigir o afastamento de qualquer funcionário da Empresa


Operadora que violar reiteradamente o estabelecido neste Regulamento ou em outras
normas.

§ 2.° - A SeMOB poderá:

I - solicitar exames de sanidade física e mental dos funcionários da Empresa Operadora,


especialmente daqueles envolvidos em acidentes ou ocorrências policiais;
II - exigir o afastamento de qualquer funcionário da Empresa Operadora, culpado de
infrações de natureza grave, assegurado o direito de defesa.

Art. 33 - Constitui obrigação do pessoal de operação das Empresas Operadoras:

I - cumprir os preceitos constitucionais e deste Regulamento, bem como as Resoluções,


Normas e Ordens de Serviços da SeMOB;
II - não se apresentar alcoolizado ou sob efeito de substâncias tóxicas de qualquer
natureza, quando em serviço ou estiver próximo de assumi-lo;
III - não fumar no interior do veículo;
IV - conduzir-se com atenção e urbanidade;
V - apresentar-se em serviço corretamente uniformizado, e identificado, portando
Certificado de Matrícula expedido pela SeMOB;
VI - prestar aos fiscais da SeMOB, no exercício de suas atividades, todas as informações e
auxilio quando solicitados;
VII - entregar à fiscalização, mediante comprovante, qualquer documento exigido, para
averiguação de autenticidade;
VIII - prestar aos usuários, quando solicitados, as informações necessárias, principalmente
sobre itinerário, tempo, ponto de parada, extensão e tarifa;
IX - não discutir com o usuário nem estimular atos que comprometam a tranqüilidade da
operação;
X - não abandonar o posto de trabalho, sem causa justificada;
XI - não abandonar o veículo no curso do trajeto e nem parar para tratar de assuntos
particulares;
XII - colaborar com as autoridades encarregadas da segurança pública;
XIII - participar do programa de treinamento, sempre que convocado pela SeMOB;
XIV - não portar ou manter no veículo armas de qualquer espécie;
XV - não permitir o transporte de passageiros nas situações previstas no Artigo 27 deste
Regulamento.

Art. 34 - Sem prejuízo do cumprimento dos deveres previstos na Legislação de Trânsito e


demais obrigações legais inerentes à sua profissão, o motorista é obrigado a:

I - efetuar revisão no veículo, testando o funcionamento do equipamento, antes do início


de cada viagem;
II - dirigir o veículo de modo a não prejudicar a segurança e conforto dos usuários;
III - não movimentar o veículo, sem que as portas estejam totalmente fechadas;
IV - manter velocidade coerente, respeitando os limites fixados pela legislação;
V - diligenciar para o fiel cumprimento dos horários e freqüência estabelecidos pela
SeMOB;
VI - não recusar o livre acesso às pessoas que tenham o direito de viajar gratuitamente;
VII - trafegar com o veículo dentro do limite de sua lotação;
VIII - evitar freadas e partidas bruscas e outras situações que possam resultar em
acidentes;
IX - observar rigorosamente o esquema de operação dos corredores e faixas exclusivas;
X - diligenciar a obtenção de transportes para os usuários em caso de avaria e interrupção
da viagem;
XI - aproximar o veículo da guia da calçada (meio-fio), para embarque ou desembarque de
passageiros;
XII - desviar o veículo para o acostamento nas vias para embarque ou desembarque de
passageiros;
XIII - recolher o veículo à respectiva garagem quando ocorrerem indícios de defeito
mecânico que possam pôr em risco a segurança dos usuários;
XIV - prestar socorro aos usuários feridos em caso de sinistro;
XV - não conversar, enquanto o veículo estiver em movimento;
XVI - não abastecer o veículo em viagem de serviço de transporte;
XVII - não reter o veículo para aguardar passageiros;
XVIII - não utilizar aparelhos sonoros no interior dos veículos, exceto nos casos
autorizados pela SeMOB; e
XIX - em caso de acidente de trânsito envolvendo o veículo, comunicar-se imediatamente
com a Empresa Operadora.

Art. 35 - Sem prejuízo do cumprimento das obrigações legais inerentes a sua profissão, o
cobrador é obrigado a:

I - auxiliar o motorista na revisão do veículo antes de sua saída e orientá-lo nas manobras
durante a viagem;
II - suprir-se da quantidade de troco suficiente para a viagem;
III - não recusar troco dentro do limite estipulado pela SeMOB;
IV - efetuar a cobrança da tarifa estabelecida pelo Poder Concedente;
V - observar os pontos de parada demarcados, auxiliando o motorista nas operações de
embarque e desembarque de passageiros, principalmente em se tratando de crianças,
pessoas idosas, gestantes e deficientes físicos;
VI - diligenciar para a manutenção da ordem e para a limpeza do veículo, sempre antes do
início de cada viagem;
VII - auxiliar o motorista, em caso de acidente de trânsito envolvendo o veículo,
providenciando atendimento e remoção das vítimas, quando for o caso;
VIII - colaborar com o motorista em tudo que diga respeito à regularidade da viagem,
especialmente à comodidade e segurança do passageiro;

IX - não conversar com o motorista, quando em viagem, exceto para prestar informações
relativas ao serviço; e
X - respeitar o direito dos estudantes à meia-passagem, nos termos da lei.

Art. 36 - Os Despachantes e Fiscais intermediários são obrigados a:

I - preencher corretamente os documentos exigidos pela SeMOB referentes à operação da


linha;
II - não omitir informações sobre irregularidades do serviço de que tenha conhecimento;
III - auxiliar na realização de levantamento de informações; e
IV - zelar pelo fiel cumprimento dos quadros de horário aprovados pela SeMOB.

CAPÍTULO VII
DO CADASTRO DAS EMPRESAS OPERADORAS

Art. 37 - Para cumprimento das normas estabelecidas no presente Regulamento, a SeMOB


manterá um cadastro atualizado das Empresas Operadoras.

Art. 38 - Para o cadastramento, as Empresas deverão apresentar e manter atualizados os


seguintes documentos:

I - comprovante do arquivamento na Junta Comercial do Estado, o inteiro teor dos


seguintes documentos:
a) para as Sociedades Anônimas: Estatutos Sociais de constituição com as alterações
posteriores ou consolidadas, atas de eleição dos integrantes da Diretoria e do Conselho
Fiscal em exercício; atas de eleição dos membros do Conselho de Administração, quando
for o caso;
b) para as Sociedades Limitadas: Contrato Social primitivo e alterações posteriores;
c) para as Firmas Individuais: Declaração para Registro de Firma.
II - atestado de idoneidade financeira, fornecido por 3 (três) estabelecimentos bancários;
III - certificado de regularidade de situação com o INSS;
IV - certidões negativas de débito para com as Fazendas Federal, Estadual e Municipal;
V - comprovantes de quitação das obrigações eleitorais dos diretores, sócios ou titular;
VI - prova de idoneidade e CPF dos sócios ou diretores da Empresa;
VII - balanço contábil e demonstrativo de forma padronizada estabelecida pela SeMOB.

CAPÍTULO VIII
DO REGISTRO E MANUTENÇÃO DOS VEÍCULOS

Art. 39 - Os veículos da frota das Empresas Operadoras deverão estar devidamente


registrados na SeMOB.

Parágrafo único - Do registro constarão, no mínimo, os seguintes dados:

I - número da placa;
II - número de ordem;
Ill - marca;
IV - potência do motor;
V - número e ano de fabricação do chassis;
VI - modelo e ano de fabricação da carroceria, conforme orientação da SeMOB;
VII - capacidade de passageiros sentados e em pé;
VIII - vigência do Seguro Obrigatório e outras informações afins.

Art. 40 - As características, padronização e identificação que forem aprovadas para cada


veículo somente poderão ser modificadas mediante prévia e expressa autorização da
SeMOB.

Art. 41 - Os veículos que, a critério da SeMOB, não mais tiverem condições de atender aos
serviços, terão seus Registros cancelados e deverão ser imediatamente retirados de
operação.

Parágrafo único - Os veículos que tiverem seus Registros cancelados, deverão ser
substituídos, no máximo dentro de 90 (noventa) dias, caso haja necessidade de completar
o número mínimo estipulado para a Empresa Operadora.

Art. 42 - Serão cancelados os Registros dos veículos que, tendo sido reprovados em
vistoria, não sejam reapresentados dentro de 60 (sessenta) dias para a nova vistoria, ou
daqueles que sejam nesta novamente reprovados.

Paágrafo único - Não será efetuado o registro de veículos com idade superior a 10 (dez)
anos.

Art. 43 - Para guarda e manutenção da frota da Empresa Operadora, esta deverá ter
garagens localizadas na região sob a gerência da SeMOB:

I - a garagem deverá dispor de instalações, suficientes e de todos os equipamentos que


forem necessários para a operação do serviço de manutenção, guarda e reparos dos
veículos e outros equipamentos;
II - a Empresa Operadora se obriga a registrar na SeMOB, planta baixa de sua garagem
juntamente com relação de todos os equipamentos exigidos.

Art. 44 - A manutenção e o abastecimento dos veículos devem ser feitos na garagem da


Empresa, não admitida, sob qualquer pretexto, a presença de passageiros a bordo.

Art. 45 - Os veículos somente poderão iniciar a operação do serviço em condições normais


de tráfego.
CAPÍTULO IX
DA FISCALIZAÇÃO, AUDITORIA E VISTORIA

Art. 46 - A SeMOB exercerá fiscalização sobre todas as Empresas de Transporte Coletivo


por ônibus, visando o cumprimento da legislação em vigor e atos administrativos
complementares.

Parágrafo único - A SeMOB exercerá a fiscalização através de pessoal próprio, fiscais e


supervisores, ou através de terceiros por ela credenciados.

Art. 47 - A SeMOB promoverá a seu critério e em especial no caso de manifesta deficiência


do serviço, a realização de auditoria técnico-operacional e econômico-financeira na
Empresa Operadora que será acompanhada por seus representantes através de equipe
própria ou de terceiros por ela credenciados.

§ 1.° - A Empresa Operadora deverá fornecer todas as informações solicitadas pela


auditoria, bem como permitir o livre acesso às suas dependências, instalações, livros e
documentos,

§ 2.° - O resultado deverá ser encaminhado à Empresa Operadora no prazo de 10 (dez)


dias úteis, contados da conclusão da auditoria, acompanhado de relatório contendo as
recomendações, determinações, advertências ou observações da SeMOB.

Art. 48 - Verificada a incapacidade administrativa, econômico-financeira ou técnico-


operacional da Empresa Operadora, poderão ser concedidos 60 (sessenta) dias para que
esta possa suprir as deficiências apontadas.

Parágrafo único - Mantida, após o prazo previsto neste Artigo, a situação a Empresa
Operadora terá a Permissão cassada.

Art. 49 - A Empresa Operadora deverá apresentar seus veículos para serem vistoriados em
dia, hora e local previamente determinados pela SeMOB.

§ 1.° - Independentemente da vistoria de que trata este Artigo, poderá a SeMOB, em


qualquer época, realizar inspeção ou vistoria nos veículos e, se for o caso, determinar a
retirada de circulação daqueles que não ofereçam condições de tráfego, até que sejam
reparados e aprovados em nova vistoria.

§ 2.° - Aprovada a vistoria do veículo, será expedido Certificado de Autorização de


Tráfego, sem o qual não poderá circular.

Art. 50 - O Certificado de Autorização de Tráfego (CAT) deverá ser fixado internamente


nos veículos, em lugar visível ao público usuário e à fiscalização.

Parágrafo único - No interior do veículo, em local visível ao público, haverá registro do


número do telefone da SeMOB, designado para atender as reclamações dos usuários.
CAPÍTULO X
DAS INFRAÇÕES, PENALIDADES E RECURSOS

SEÇÃO I
DAS INFRAÇÕES

Art. 51 Verificada a infringência deste Regulamento será lavrado, no ato, o Auto de


Infração, do qual constarão:
I - nome e código da Empresa Operadora;
I - nome e código da Empresa Operadora;
II - identificação da linha e do veículo;
III - local, dia e hora da infração;
IV-dispositivo regulamentar infringido com a descrição da infração, que sirva para
caracterização da mesma;
V - assinatura e número da matrícula do emitente;
VI - assinatura do infrator ou 2 (duas) testemunhas identificadas, sempre que possível.

§ 1.° - Será entregue cópia do auto ao infrator, sempre que possível ou remetida por via
postal. (ALTERADO A REDAÇÃO PELA RESOLUÇÃO Nº 052/2021-CONDEL/SeMOB)

§ 1.° - Será entregue cópia do auto ao infrator, sempre que possível (ALTERADO PELA
RESOLUÇÃO Nº 052/2021-CONDEL/SeMOB / DOM. Nº 14.306/2021)

§ 2.° - A assinatura do autuado não significa reconhecimento da infração, assim como a


sua ausência não invalida o ato fiscal.

§ 3.° - Em nenhum caso, poderá o auto de infração ser inutilizado, após lavrado, nem
sustado seu processo, até decisão final, ainda que tenha ocorrido erro em sua lavratura,
salvo ordem de cancelamento expressa e motivada da Diretoria da SeMOB.

§ 4.° - No caso de infração atribuída a Empresa Operadora, não será obrigatório o


preenchimento no Auto de infração o dispositivo II.

Art. 52 – A AMUB entregará, através de remessa postal no prazo de 30 (trinta) dias, a


contar da autuação, A Empresa Operadora, o auto de infração lavrado. (REVOGADO –
RESOLUÇÃO Nº009/2013-CONDEL/AMUB DOM Nº 12.368/2013)

Art. 52 – A SeMOB entregará, mediante ofício, a notificação e o auto de infração lavrado


à Empresa Operadora, no prazo de 30 (tinta ) dias, a contar da autuação. (ALTERADO
PELA RESOLUÇÃO Nº 052/2021-CONDEL/SeMOB / DOM. Nº 14.306/2021)

§ 1º No caso de recusa ou impossibilidade de recebimento, o fato deve ser registrado


pelo servidor responsável no próprio oficio, e a comunicação do auto de infração será
feita mediante publicação no Diário Oficial do Município.
Art. 4º - Revoga-se a resolução nº 009/2013-CONDEL/AMUB

SEÇÃO II
DAS PENALIDADES

Art. 53 - As infrações aos preceitos deste Regulamento e do Código Disciplinar, parte


integrante deste, sujeitarão a Empresa Operadora, conforme a gravidade da falta, às
seguintes penalidades:

I - advertência verbal e escrita de preposto;


II - afastamento de preposto, temporária ou definitivamente;
III - interdição do veículo;
IV - multa;
V - suspensão da execução dos serviços; e
VI - cassação da Permissão.

§ 1.° - Cometidas simultaneamente duas ou mais infrações, aplicar-se-ão cumulativamente


as penalidades previstas para cada uma delas.

§ 2.° - As multas serão aplicadas em dobro, quando houver reincidência específica, por
infração, por linha e por Empresa, no período de 12 (doze) meses subseqüentes.

Art. 54 - As Empresas responderão pelas infrações cometidas por seus prepostos, bem
como por atos de terceiros praticados por culpa direta ou indireta sua ou de seus
empregados.

Art. 55 - A Permissionária pode repassar aos agentes de operação responsáveis, as multas


decorrentes de infrações consignadas como de responsabilidade destes.

Art. 56 - A competência para aplicação das penalidades é da SeMOB.

§ 1.° - A SeMOB poderá agravar ou atenuar a penalidade prevista, considerando os


antecedentes do infrator e as circunstâncias da infração.

§ 2.° - o valor das multas por infração a este Regulamento será fixado no Código
Disciplinar.

Art. 57 - A interdição do veículo ocorrerá quando, a juízo da fiscalização da SeMOB, for


considerado em condições impróprias para o serviço.

Parágrafo único - O veículo interditado somente será liberado após a correção das
irregularidades apontadas pela fiscalização da SeMOB.

Art. 58 - A pena de suspensão referida no Art. 53, inciso V, será aplicada em caso de falta
grave, entendida como tal a reincidência específica, no prazo de 120 (cento e vinte) dias,
em qualquer das infrações do Grupo I do Código Disciplinar.
Parágrafo único - Aplicada a pena de suspensão, que não poderá ultrapassar o prazo de 90
(noventa) dias, a SeMOB determinará que outra Empresa Operadora ou um grupo de
Empresas Operadoras, para garantia da continuidade dos serviços, execute o transporte
em substituição à Empresa suspensa.

Art. 59 - A pena de cassação será aplicada à Empresa que:

I - tenha perdido a idoneidade, a capacidade financeira, operacional ou administrativa;


II - tiver decretada a sua falência;
III - tenha, reiteradamente, incidido em infração capitulada no Grupo I do Código
Disciplinar;
IV - apresentar número de acidentes igual ou superior a 10% (dez por cento) por mês da
frota em operação, por problemas de manutenção, ou por culpa de seus operadores;
V - tenha incorrido em deficiências graves na prestação dos serviços;
VI - tenha provocado paralisação de atividades, com fins reivindicatórios ou não; e
VII - transferência de exploração do serviço, sem o prévio e expresso consentimento da
SeMOB.

Parágrafo único - Para fins previstos no inciso V deste Artigo, são consideradas
deficiências graves na prestação de serviços:

I - redução do número de veículos estipulados para operação da linha, num período


superior a 7 (sete) dias consecutivos, sem autorização da SeMOB;
II - reiterada inobservância de itinerários ou freqüências, fixados pela SeMOB;
III - má qualidade na execução do serviço, por negligência;
IV - cobrança de tarifa diferente daquela fixada pelo Poder Concedente; e
V - inveracidade de informações.

SEÇÃO III
DOS RECURSOS

Art. 60 - Dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data em que receber a Notificação
de Irregularidade, poderá a Empresa autuada apresentar defesa, por escrito, encaminhada
ao Diretor-Presidente da SeMOB.

§ 1.° - só será admitida a defesa contra um único Auto de Infração, sendo liminarmente
desconhecida a defesa múltipla.

§ 2.° - Julgado improcedente o Auto de Infração, arquivar-se-á o processo.

Art. 61 - Da decisão, caberá novo recurso em última instância ao Conselho Administrativo


da SeMOB no prazo de 10 (dez) dias, a contar da data em que tomou ciência da decisão
recorrida, desde que seja recolhida a multa estipulada aos cofres da SeMOB.

§ 1.° - Quando a Empresa autuada não recorrer, a multa deverá ser recolhida aos cofres da
SeMOB até 3 (três) dias úteis após o vencimento do prazo para recurso.
§ 2.° - A falta de pagamento da multa dentro do prazo previsto no parágrafo anterior,
implicará em acréscimo de 10% (dez por cento) sobre o respectivo valor, além do reajuste
com base na Unidade Fiscal do Município (UFM), ou qualquer outro índice que vier a
substitui-lo, aplicável até a data do efetivo pagamento.

§ 3.° - No caso do parágrafo anterior, decorridos 30 (trinta) dias sem que a multa seja paga,
será o valor deduzido da caução existente em nome da Empresa Operadora.

§ 4.° - A Empresa Operadora terá o prazo máximo de 15 (quinze) dias para a recomposição
da caução, sob pena de cassação da Permissão.

§ 5.° - Julgado procedente do recurso, o valor depositado será restituído ao peticionário no


prazo de até 15 (quinze) dias após a respectiva decisão.

CAPÍTULO XI
DA INTERVENÇÃO NOS SERVIÇOS

Art. 62 - A SeMOB poderá intervir no serviço, em caso de guerra, perturbação da ordem


pública, interrupção do serviço, e nos casos previstos no Artigo 59 deste Regulamento, e
na legislação em vigor.

§ 1.° - Ao intervir no serviço, a SeMOB assumirá total ou parcialmente, por meio de


pessoal e veículos, seus ou de terceiros, o controle total ou parcial das garagens, oficinas,
veículos, material e pessoal da Empresa.

§ 2.° - A intervenção no serviço não exclui a aplicação e o cumprimento das sanções para
infrações a que a Empresa estiver sujeita nos termos deste Regulamento.

CAPÍTULO XII
DO SISTEMA DE REMUNERAÇÃO

SEÇÃO I
DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS

Art. 63 - As Empresas Operadoras serão remuneradas com base na aferição dos custos
operacionais do sistema, seguindo metodologia adotada pela SeMOB, de domínio público,
e constante em anexo ao presente Regulamento.

Art. 64 - A tarifa será do tipo:

I - comum, unificada ou não, que é o padrão do Serviço Regular de Transporte Coletivo


por Ônibus do Município de Belém;
II - especial, que constitui exceção do padrão e poderá ser aplicada:
a) para os serviços com veículos de especificações diferenciadas;
b) para os serviços regulares com função social; e
c) para operações extraordinárias.
Art. 65 - A remuneração de que trata o Artigo 63, poderá ser consignada pela SeMOB em
uma das formas seguintes:

I - remuneração coberta integralmente pelo usuário do sistema, mediante cobrança de


tarifa definida segundo metodologia de cálculo tarifário, de domínio público, homologada
pelo Poder Público Municipal;
II - remuneração mista, mediante cobrança parcial de tarifa complementada com recursos
de fontes diversas, legalmente instituídas e regulamentadas para tal finalidade.

SEÇÃO II
DA GERÊNCIA DOS SERVIÇOS

Art. 66 - A SeMOB constituirá e regulamentará um Fundo de Transportes, na forma da lei.

Art. 67 - A Câmara de Compensação Tarifária será objeto de Regulamentação própria, na


forma da lei.

Art. 68 - A tarifa será apurada com base nos custos operacionais, considerando-se o IPK
médio do Sistema e/ou individual por Empresa Operadora.

§ 1.° - Na tarifa apurada na forma deste Artigo será acrescido 1% (um por cento) do seu
respectivo valor, que reverterá em favor da SeMOB, para ressarcir as despesas com o
planejamento, o gerenciamento e a fiscalização do Sistema de Transporte Coletivo, bem
como a construção e a manutenção de abrigos e terminais.

§ 2.° - Os valores recebidos pelas Empresas Operadoras, em decorrência do disposto no


parágrafo anterior, serão recolhidos na SeMOB, sob pena de cassação da Permissão ou da
Autorização, impreterivelmente nos seguintes prazos:

I - até o dia 20 (vinte) de cada mês, o total referente à primeira quinzena;


II - até o dia 5 (cinco) do mês subseqüente, o total referente à segunda quinzena.

Art. 69 - A SeMOB manterá controle atualizado da evolução dos coeficientes e


rendimentos técnicos por itens componentes da planilha tarifária, e dos preços dos
insumos básicos.

CAPÍTULO XIII
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Art. 70 - A SeMOB disciplinará no prazo de 90 (noventa) dias o processo de Licitação


Pública, relativa a prestação dos Serviços de Transporte Público de Passageiros do
Município de Belém.

Art. 71 - No prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da aprovação e vigência do presente


Regulamento, a SeMOB iniciará o processo de controle operacional, tornando obrigatório
o preenchimento, pelas Empresas Operadoras, de formulários e outros documentos que
retrate o perfil operacional do Sistema.

CAPÍTULO XIV
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 72 - Em caso de força maior, atendendo à determinação da SeMOB, a Empresa poderá


operar outros itinerários dentro da abrangência da área sob jurisdição deste órgão de
Gerência, e sempre em caráter temporário.

Art. 73 - Nenhum requerimento será apreciado enquanto a Empresa Operadora estiver em


débito com a SeMOB ou com a Fazenda Municipal.

Art. 74 - Os gráficos e registros destinados à contagem de passageiros, registro de


velocidade, distância e tempo de percurso constituirão meios de prova, em caráter
especial, para a apuração de infrações a este Regulamento.

Art. 75 - Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da SeMOB.

Art. 76 - Este Regulamento entra em vigor 30 (trinta) dias a partir da data da sua
publicação, revogadas as disposições em contrário.

ANEXO I

CÓDIGO DISCIPLINAR DO SERVIÇO DE TRANSPORTE


COLETIVO POR ÔNIBUS DO MUNICÍPIO DE BELÉM

Art. 1.° - Fica instituído o Código Disciplinar do Serviço de Transporte Coletivo por
Ônibus do Município de Belém, constituído de 04 (quatro) Grupos de Infrações.

Art. 2.° - Para efeito de aplicação dos preceitos estabelecidos no Regulamento do Serviço
de Transporte Coletivo por Ônibus do Município de Belém, as infrações ao presente
Código são classificadas de acordo com o seu grau de gravidade.

Art. 3.° - Na reincidência às infrações previstas no presente Código, as multas serão


aplicadas conforme disposto no Regulamento de Transporte Coletivo por Ônibus do
Município de Belém.

Art. 4.° - As multas quando aplicadas, serão baseadas em Unidade Fiscal do Município -
UFM, ou qualquer outro indicador que venha a ser estabelecido pelo poder público
municipal.

GRUPO I - Multa equivalente a 100 Unidades Fiscais do Município - UFM.

1.1 - Da Empresa Operadora.

1.1.1 - Executar serviços de transporte de passageiros, sem o consentimento expresso da


SEMOB; cada viagem realizada corresponderá a um Auto de Infração.

1.1.2 - Deixar de cumprir Edital, Ordem de Serviço, Aviso, Ofício, Memorando ou


determinação expressa da SEMOB.

1.1.3 - Manter veículo em serviço sem licenciamento da SEMOB, ou deixar de retirá-lo de


circulação quando exigido.

1.1.4 - Manter Pessoal de Operação em atividade, sem o devido cadastramento na SEMOB.

1.1.5 - Manter em serviço preposto cujo afastamento tenha sido exigido pela SEMOB.

1.1.6 - Colocar em operação veículo que não apresente condições de segurança.

1.1.7 - Manter em serviço preposto com moléstias infecto-contagiosas ou mentais, ou


ainda, em estado de embriaguez alcoólica ou drogados por outras substâncias.

1.1.8 - Colocar em tráfego veículo sem cobrador para atender ao serviço, salvo em caso
determinado pela SEMOB.

1.1.9 - Operar veículo sem o dispositivo de controle de dados operacionais ou com seus
lacres violados.

1.1.10 - Fraudar o preenchimento de formulários ou documentos de controle operacional,


ou reincidir em incorreções no seu preenchimento.

1.1.11 - Autorizar ou permitir que preposto não credenciado atue no preenchimento dos
formulários ou documentos, emanados da SEMOB.

1.1.12 - Cobrar tarifa diferente daquela homologada.

1.1.13 - Deixar de recolher nos prazos e condições prefixados pela SEMOB, quantias
relativas à Receita Pública.

1.1.14 - Adulterar ou falsear dados a informações de natureza diversa a fim de obter


ganhos ilícitos.
1.1.15 - Restringir deliberadamente a oferta de transporte em proporções que prejudique o
bom desempenho do serviço.

1.1.16 - Manter fora de cobertura o seguro obrigatório contra acidentes, inclusive de


terceiros.

1.1.17 - Deixar de cumprir com a programação de renovação, ampliação ou redução da


frota circulante da Empresa Operadora, quando estabelecida pela SEMOB.

1.1.18 - Deixar de prestar informações e os resultados contábeis, relatórios e outros dados e


documentos solicitados pela SEMOB.

GRUPO I - Multa equivalente a 30 Unidades Fiscais do Município - UFM

1.2 - Do Pessoal da Operação

1.2.1 - Portar, em serviço, arma de qualquer natureza.

1.2.2 - Deixar de prestar socorro a usuário ferido, em caso de sinistro.

1.2.3 - Desrespeitar ou desacatar durante a realização de viagem regular, usuário do


sistema, em especial os que detém direito constitucional do passe gratuito e meia-
passagem.

1.2.4 - Alterar por decisão própria em consentimento da SeMOB, o itinerário da linha e os


pontos de parada.

1.2.5 - Abastecer ou efetuar manutenção do veículo com passageiros a bordo.

GRUPO II - Multa equivalente a 50 Unidades Fiscais do Município - UFM.

2.1 - Da Empresa Operadora

2.1.1 - Operar com veículo sem limpeza interna ou externa, no início da jornada.

2.1.2 - Estacionar veículo em número superior ao permitido nos pontos iniciais, ou nos
terminais, prejudicando a operação do sistema.

2.1.3 - Iniciar o serviço diário com falta de iluminação interna ou externa, campainha, extintor de
incêndio, iluminação do letreiro indicativo, ou de qualquer dos equipamentos obrigatórios.

2.1.4 - Usar durante a operação, descarga livre, bem como, silenciadores insuficientes ou
deficientes.

2.1.5 - Operar com veículos produzindo fumaça em níveis superiores aos legalmente
admitidos.
2.1.6 - Veicular propaganda não autorizada.

2.1.7 - Utilizar veículo de uma linha a serviço da outra, sem a permissão expressa da
SEMOB.

2.1.8 - Deixar de comunicar à SEMOB, dentro de vinte e quatro horas, os acidentes


ocorridos com a participação de seus veículos.

2.1.9 - Não providenciar a retirada de veículo avariado, da via pública.

2.1.10 - Não manter em dia seu registro na SEMOB e demais órgãos competentes.

2.1.11 - Deixar de recolher as importâncias devidas à SEMOB, de acordo com os prazos e


condições por esta definidos.

GRUPO II - Multa Equivalente a 25 Unidades Fiscais do Município - UFM

2.2 - Do Pessoal da Operação

2.2.1 - Interromper viagens antes do ponto final, sem motivo justificado.

2.2.2 - Desacatar ou se opor à fiscalização da SEMOB, ou de autoridades competentes


definidas em Lei.

2.2.3 - Recusar passageiros sem motivo justificado.

2.2.4 - Permitir o acesso de passageiros conduzindo mercadorias e objetos que possam


colocar em perigo a segurança e o conforto dos demais.

2.2.5 - Deixar de recolher o veículo, quando ocorrerem indícios de problemas mecânicos,


que possam causar descontinuidade do serviço, ou pôr em risco a segurança de
passageiros e terceiros.

2.2.6 - Desrespeitar o esquema de operação dos corredores e faixas exclusivas, ou outros


mecanismos operacionais adotados no sistema.

2.2.7 - Transportar passageiros sem cobrança de passagens, ou permitir ingresso por porta
indevida, salvo os casos permitidos por Lei, e no Regulamento.

2.2.8 - Cobrar a qualquer título, importância indevida ou não consentida pela SEMOB.

2.2.9 - Alterar, rasurar ou falsificar os documentos exigidos pela SEMOB.

2.2.10 - Dar partida com passageiro embarcando ou desembarcando.

2.2.11 - Não providenciar a obtenção de transporte para usuários em caso de avaria ou


interrupção de viagem,
2.2.12 - Dirigir inadequadamente, desobedecendo as regras de sinalização do trânsito,
incluindo o excesso de velocidade, com risco de produzir acidentes.

2.2.13 - Operar sem condições satisfatórias de saúde física e mental, inclusive quando
portador de intoxicação etílica (estado de embriaguez alcoólica) ou drogado por outras
substâncias.

GRUPO III - Multa equivalente a 25 Unidades Fiscais do Município - UFM

3.1 - Da Empresa Operadora

3.1.1 - Deixar de inscrever as legendas internas ou externas obrigatórias ou inserir


inscrições não autorizadas nos veículos.

3.1.2 - Transitar com o veículo derramando combustível ou lubrificantes na via pública.

3.1.3 - Deixar de afixar, adequadamente, as comunicações determinadas pela SEMOB, nos


veículos.

3.1.4 - Utilizar equipamentos danificados nos sistemas de controle de passageiros e


quilometragem.

3.1.5 - Deixar de fornecer o uniforme aos que exercem atividades no quadro da Empresa
Operadora.

GRUPO III - Multa equivalente a 15 Unidades Fiscais do Município - UFM

3.2 - Do Pessoal da Operação

3.2.1 - Utilizar aparelhos sonoros no interior dos veículos, sem permissão da SEMOB.

3.2.2 - Utilizar aparelhos sonoros no interior dos veículos em volume incompatível com
Resoluções e Leis vigentes e/ou programas que atentem contra a moral e os bons
costumes.

3.2.3 - Estacionar o veículo fora do ponto inicial, intermediário ou final de linha, sem
motivo justificado.

3,2.4 - Atrasar ou adiantar o horário de viagens sem motivo justificado.

3.2.5 - Fumar no interior do veículo.

3.2.6 - Ocupar, sentado, o lugar de passageiro no veículo.

3.2.7 - Permanecer na entrada ou salda de veículo dificultando embarque ou desembarque


dos passageiros.

3.2.8 - Permitir o transporte de animais de qualquer espécie nos veículos de passageiros.


3.2.9 - Não se apresentar corretamente uniformizado.

3.2.10 - Provocar discussão com passageiro ou integrante do quadro de pessoal.

3.2.11 - Deixar de atender ao sinal de parada para embarque ou desembarque.

3.2.12 - Estacionar o veículo afastado do meio-fio para embarque e desembarque de


passageiros, sem motivo justificado.

3.2.13 - Colocar o veículo em movimento com porta aberta.

3.2.14 - Abrir a porta de desembarque com o veículo em movimento.

3.2.15 - Cobrar tarifa diferente da aprovada ou recusar-se a fornecer troco integralmente.

3.2.16 - Permitir a atividade de vendedores ambulantes no interior do veículo.

3.2.17 - Deixar de cumprir os horários e freqüências de viagens determinadas pela SEMOB.

3.2.18 - Trafegar com excesso de lotação e/ou não sinalizar com a indicação "LOTADO",
conforme lotação definida pela SEMOB.

3.2.19 - Transportar passageiros visivelmente embriagados, drogados, ou que de alguma


forma comprometam a segurança e o bem estar dos usuários.

3.2.20 - Deixar permanecer no interior do veículo passageiro de comportamento incivil.

3.2.21 - Manter conversação com passageiros com o veículo em movimento.

GRUPO IV - Multa equivalente a 10 Unidades Fiscais do Município - UFM

4.1 - Da Empresa Operadora

4.1.1 - Pela inobservância do que dispõe o parágrafo 1.° do Art. 60 do Regulamento de


Transporte Coletivo por Ônibus do Município de Belém, no que concerne aos prazos
estabelecidos na advertência, a SEMOB converterá em multa diária.

4.1.2 - Reincidência de infrações não capituladas neste grupo, que dispensam a emissão de
advertência por escrito.

ANEXO II

ESTRUTURA TARIFÁRIA DO SERVIÇO DE TRANSPORTE


COLETIVO POR ÔNIBUS DO MUNICÍPIO DE BELÉM
ESTRUTURA TARIFÁRIA DO SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO POR
ÔNIBUS DO MUNICÍPIO DE BELÉM

1 - ESTRUTURA DE CUSTOS OPERACIONAIS:

a) Custos Dependentes (Despesas Variáveis)


- Combustível
- Óleos Lubrificantes
- Rodagem

b) Custos Independentes (Despesas Fixas)


- Capital
- Despesas com Peças e Acessórios
- Despesas com Pessoal de Operação e Manutenção
- Despesas Administrativas

2 - CÁLCULO DA TARIFA:

TARIFA: Custos Operacionais Totais (CT)


Índice de Passageiros por Quilômetro (IPK)

TARIFA: CT
IPK
OBS: Na determinação do IPK (Índice de Passageiros por Quilômetro), o dado operacional
relativo ao número de passageiros transportados por período, a ser utilizado no cálculo,
considerará o efeito do Passe Estudantil.

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