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Introdução TB

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COLÉGIO SÃO JOÃO PAULO II

ENSINO MÉDIO TECNICO DE SAÚDE

TUBERCULOSE

Sala: 11
Classe: 10ª
Turma: G
Curso: Enfermagem

LUANDA, 2022
COLÉGIO SÃO JOÃO PAULO II
ENSINO MÉDIO TECNICO DE SAÚDE

TUBERCULOSE

INTEGRANTES DO GRUPO

Nome Nº Nota
1 Dirceu Luís
2 Mariana Bernardo
3 Ana Carolina
4 Armando Pascoal
5 João Fernandes
6 Avelina Correia
7 Germano Andrê
8 Rolanda Dimelo

Docente
_____________________________

LUANDA, 2022
Índice

INTRODUÇÃO.............................................................................................................1
1. TUBERCULOSE.......................................................................................................2
1.1. Etiologia da Tuberculose.........................................................................................2
2. EPIDEMIOLOGIA DA TUBERCULOSE................................................................4
3. FISIOPATOLOGIA DA TUBERCULOSE...............................................................6
3.1. Infecção primária.....................................................................................................6
3.2. Infecção latente........................................................................................................7
3.3. Infecção ativa..........................................................................................................8
4. SINAIS E SINTOMAS DA TUBERCULOSE..........................................................9
5. TRATAMENTO DA TUBERCULOSE....................................................................9
6. PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE.....................................................................10
CONCLUSÃO.............................................................................................................12
BIBLIOGRAFIA..........................................................................................................13
INTRODUÇÃO

Tuberculose é uma doença infeciosa geralmente causada pela bactéria


Mycobacterium tuberculosis (MTB). A tuberculose afeta geralmente os pulmões,
embora possa também afetar outras partes do corpo. A maioria das infeções não
manifesta sintomas, sendo nesses casos denominada tuberculose latente. Cerca de
10% das infeções latentes evoluem para tuberculose ativa. Se não for tratada, a
tuberculose ativa causa a morte a metade das pessoas infetadas. Os sintomas clássicos
da tuberculose ativa são tosse crónica com expulsão de sangue, escarro, febre, suores
noturnos e perda de peso. A infeção de outros órgãos pode causar vários outros
sintomas.

A tuberculose é transmitida por via aérea quando as pessoas com tuberculose


ativa nos pulmões tossem, cospem, falam ou espirram. As pessoas com tuberculose
latente não transmitem a doença. A infeção ativa é mais comum entre fumadores e
pessoas com VIH/SIDA. O diagnóstico de tuberculose ativa é apoiado por
radiografias ao peito, exames microscópicos e culturas de fluidos corporais. O
diagnóstico de tuberculose latente baseia-se na prova da tuberculina ou análises ao
sangue.

Estima-se que cerca de um terço da população mundial esteja infetada com


tuberculose latente. Todos os anos ocorrem novos casos de infeção em cerca de 1% da
população. Em 2016 ocorreram em todo o mundo mais de 10 milhões de casos de
tuberculose ativa, tendo sido a causa de cerca de 1,3 milhão de mortes. Isto faz com
que a tuberculose seja a principal causa de morte por doenças infeciosas. Mais de
95% destas mortes ocorreram em países em vias de desenvolvimento, principalmente
na Índia, China, Indonésia, Paquistão e Filipinas. Desde o ano 2000 que o número de
novos casos em cada ano tem vindo a diminuir. Em muitos países africanos e asiáticos
cerca de 80% da população apresenta prova de tuberculina positiva, enquanto nos
Estados Unidos este valor é de apenas 5–10% da população. A doença está presente nos
seres humanos desde a Antiguidade.

1
1. TUBERCULOSE

Tuberculose (TB) é infecção crônica e progressiva, frequentemente com um


período de latência seguindo a infecção inicial. A tuberculose afeta mais comumente
os pulmões. Os sintomas incluem tosse produtiva, febre, perda ponderal e mal-estar.
O diagnóstico é na maioria das vezes por baciloscopia e cultura e, cada vez mais, por
testes rápidos de diagnóstico molecular. O tratamento é feito com múltiplos agentes
antimicrobianos, administrados por pelo menos 6 meses.

Micobactérias são pequenos bacilos aeróbios de crescimento lento. Elas se


distinguem por uma complexa célula envelopada rica em lipídio, responsável por sua
característica “álcool-ácido resistente” (resistente à pigmentação por ácido após ser
corada com carbofucsina) e sua resistência relativa à coloração de Gram. A infecção
por micobactéria mais comum é a tuberculose; outras são a hanseníase e várias
infecções micobacterianas que lembram tuberculose, como aquelas causadas pelo
complexo Mycobacterium avium.

Tuberculose é a principal causa infecciosa de morbidade e mortalidade


mundial em adultos, matando aproximadamente 1,7 milhão de pessoas em 2016, a
maioria nos países com renda média e baixa. Infecção por HIV/aids é um fator
importante de predisposição para tuberculose e mortalidade em regiões do mundo
onde ambas as infecções predominam.

1.1. Etiologia da Tuberculose

Tuberculose refere-se propriamente apenas a doenças causadas pelo


Mycobacterium tuberculosis (do qual os seres humanos são o principal reservatório).
Doença semelhante às vezes resulta de M. bovis, M. africanum e M. microti—que
juntas com M. tuberculosis são conhecidas como o complexo Mycobacterium
tuberculosis.

Tuberculose ocorre quase exclusivamente por inalação de partículas em


suspensão (núcleos de gotículas) que contêm o M. tuberculosis. A disseminação
ocorre principalmente durante tosse, canto e em outras manobras respiratórias

2
forçadas que a pessoa com TB pulmonar ou laríngea ativa e cujo escarro contém
microrganismos significativos (tipicamente o suficiente para tornar a amostra
positiva). Pessoas com lesões cavitárias pulmonares são especialmente infectantes por
causa do alto número de bactérias contidas na lesão.

Núcleos de gotículas (partículas com diâmetro < 5 micron) contendo bacilos


de tuberculose podem flutuar em correntes de ar em cômodos durante várias horas,
aumentando a chance de disseminação. No entanto, quando essas gotículas caem em
uma superfície, é difícil suspendê-las novamente (p. ex., varrendo o chão, sacudindo
roupas de cama) como partículas respiráveis. Embora tais ações possam ressuspender
as partículas de pó contendo bacilos de tuberculose, estas partículas são demasiado
grandes para alcançar as superfícies alveolares necessárias para iniciar a infecção.
Contato com fômites (p. ex., superfícies, alimentos e respiradores pessoais
contaminados) não parecem facilitar a disseminação.

O grau de contágio dos pacientes com tuberculose pulmonar ativa não tratada
é muito variável. Certas cepas de M. tuberculosis são mais contagiosas e os pacientes
com baciloscopia positiva são mais contagiosos do que aqueles com resultados
positivos apenas na cultura. Pacientes com doença cavitária (que está intimamente
associada à quantidade de micobactérias no escarro) são mais contagiosos do que os
outros.

Fatores ambientais também são importantes. A transmissão aumenta pela


exposição frequente ou prolongada a pacientes não tratados que dispersam grande
volume de bacilos da tuberculose em espaços superlotados, fechados e pouco
ventilados; assim, pessoas que vivem em condições precárias ou em instituições têm
mais risco. Aproximadamente um quarto dos contatos domésticos adquirem a
infecção.

Portanto, as estimativas de contágio variam muito; alguns estudos sugerem


que apenas 1 em cada 3 pacientes com TB pulmonar não tratada infecta algum contato
próximo; a OMS estima que cada paciente não tratado pode infectar 10 a 15 pessoas
por ano. Mas a maioria das pessoas infectadas não desenvolve a doença ativa.

3
O contágio diminui rapidamente quando o tratamento eficaz começa;
organismos são menos infecciosos, mesmo se persistirem no escarro, e a tosse
diminui. Estudos de contatos domiciliares indicam que a transmissibilidade termina 2
semanas depois de os pacientes iniciarem o tratamento eficaz.

O contágio de microrganismos por aerossol, após irrigação de feridas


infectadas, é menos comum em laboratórios de micobacteriologia ou em salas de
autópsia.

A tuberculose das tonsilas, dos linfonodos, de órgãos abdominais, ossos e


articulações era geralmente provocada por ingestão de leite infectado ou produtos
derivados do leite (p. ex., queijo) infectados com M. bovis, mas esta via de infecção
foi largamente erradicada em países desenvolvidos por meio do abate de vacas com
testes tuberculínicos positivos e pela pasteurização do leite. A tuberculose por M.
bovis ainda ocorre nos países em desenvolvimento e entre os imigrantes desses países
onde a tuberculose bovina é endêmica (p. ex., em alguns países da América Latina). A
popularidade crescente do queijo feito de leite não pasteurizado levanta novas
preocupações se os queijos vêm de países com problema de tuberculose bovina (p.
ex., México, Reino Unido).

2. EPIDEMIOLOGIA DA TUBERCULOSE

Aproximadamente um quarto da população mundial está infectado (com base


em pesquisas feitas com testes cutâneos tuberculínicos). Daqueles infectados, talvez
15 milhões tenham doença ativa em um dado momento.

Em 2016, cerca de 10,4 milhões (140.5/100.000) de novos casos de


tuberculose ocorreram em todo o mundo. A maioria dos novos casos ocorreu no
Sudeste Asiático (45%), na África (25%) e no Pacífico Ocidental (17%).

Os índices de casos variam amplamente por país, idade, raça, sexo e status
socioeconômico. Em 2016, 64% dos novos casos ocorreram em 7 países; a maioria
ocorreu na Índia, mas também na Indonésia, China, Filipinas, Paquistão, Nigéria e

4
África do Sul. Alguns países, incluindo a Coreia do Norte, Lesoto, Moçambique,
Filipinas e África do Sul, tiveram taxas de incidência acima de 500/100.000 .
A taxa de infecção (para TB sensível aos tuberculostáticos) e mortalidade está caindo.
Novos casos diminuíram 1,5% em 2014 e 2015, ampliando uma tendência que vem
ocorrendo há vários anos. Essas tendências provavelmente são em parte por causa dos
esforços globais de controle da TB que forneceram a mais pessoas acesso a fármacos
contra infecções por TB e HIV.

Nos EUA, a taxa caiu de 1994 a 2014. Em 2016, 9.287 novos casos foram
notificados ao CDC que representaram uma taxa de 2,9/100.000, o que foi um ligeiro
decréscimo em relação a 2015. Mais da metade desses casos ocorreu em pacientes
nascidos fora dos EUA em áreas de alta prevalência. [A taxa de TB entre pessoas
nascidas fora dos EUA (14,6/100.000) foi muito mais alta que a taxa entre os nascidos
no país (1,1/100.000). O risco de infecção para pessoas que moram em instalações
comunitárias, como abrigos, instituições de longa permanência ou estabelecimentos
correcionais, bem como para os sem-teto, aumentou no último ano. Em tais
populações de alto risco, a incidência de casos pode ficar próxima à de regiões do
mundo de alto risco.

Houve um ressurgimento da tuberculose em regiões dos EUA e em outros


países desenvolvidos entre 1985 e 1992; isso estava associado a vários fatores,
incluindo HIV pessoas sem-teto, deterioração da infraestrutura da saúde pública e o
surgimento da tuberculose mutlirresistente (TB-RMF). Embora substancialmente
controlada nos EUA pela saúde pública e por medidas institucionais de controle de
infecção eficazes, o problema da TB-RMF, incluindo a tuberculose extensivamente
fármaco-resistente (XDR-TB, extensively drug-resistant tuberculosis), parece estar
aumentando no mundo, alimentado por recursos inadequados, incluindo sistemas de
fornecimento de tratamento e diagnóstico.

Em muitas partes do mundo, a tuberculose resistente a fármacos não pode ser


diagnosticada de modo rápido e tratada precocemente com esquemas eficazes,
incluindo o tratamento eficaz dos efeitos adversos dos fármacos de 2ª linha. Essa
situação resulta em transmissão contínua, baixas taxas de cura e aumento da
resistência. O tratamento da XDR-TB apresenta resultados menos favoráveis; a taxa
5
de mortalidade é extremamente alta nos pacientes coinfectados pelo HIV mesmo
quando são tratados com fármacos antirretrovirais. Tratamento eficaz e controle dos
efeitos adversos, envolvimento com a comunidade e apoio social resultaram em
tendências epidemiológicas decrescentes mais favoráveis de tuberculose resistente a
fármacos em algumas regiões (p. ex., no Peru e na região de Tomsk na Rússia). Índia
e China só estão começando a implementar programas contra TB multirresistente nos
respectivos países, e o futuro da TB multirresistente pode ser significativamente
influenciado pelo sucesso ou fracasso desses programas.

3. FISIOPATOLOGIA DA TUBERCULOSE

A tuberculose pode ocorrer em 3 estágios:


 Infecção primária
 Infecção latente
 Infecção ativa

Bacilos M. tuberculosis causam inicialmente uma infecção primária, que


raramente resulta em doença aguda. A maioria das infecções primárias (95%) é
assintomática e seguida por uma fase latente (dormente). Um percentual variável de
infecções latentes posteriormente é reativado, com sinais e sintomas de doença, e, em
alguns casos, por uma doença ativa.

Normalmente a infecção não é transmissível na fase primária e nunca é


contagiosa na fase latente.

3.1. Infecção primária

A infecção requer inalação de partículas suficientemente pequenas para


atravessar as defesas respiratórias superiores e se depositar profundamente no pulmão,
geralmente nos espaços aéreos subpleurais dos lobos medianos ou inferiores.
Gotículas maiores tendem a se alojar nas vias respiratórias proximais e normalmente
não resultam em infecção. A infecção geralmente começa a partir de um único núcleo
da gotícula, que tipicamente contém poucos organismos. Talvez um único organismo
possa ser suficiente para causar infecção em pessoas suscetíveis, mas pessoas menos
suscetíveis podem exigir uma exposição reiterada para que a infecção se desenvolva.
6
Para dar início à infecção, bacilos M. tuberculosis devem ser ingeridos pelos
macrófagos alveolares. Os bacilos que não são mortos pelos macrófagos na verdade
se replicam dentro dos macrófagos, matando-os no final (com a ajuda de linfócitos
CD8); células inflamatórias são atraídas para a área, causando pneumonite focal que
coalesce e evolui para os característicos tubérculos observados na histologia.

Nas semanas iniciais da infecção, alguns macrófagos infectados são


transportados para linfonodos regionais (p. ex., hilar, mediastinal), onde acessam a
corrente sanguínea. A disseminação hematogênica para qualquer parte do corpo, em
particular para a porção apical-posterior dos pulmões, epífises dos ossos longos, rins,
corpos vertebrais e meninges pode ocorrer. A disseminação hematogênica é menos
provável nos pacientes com imunidade parcial decorrente da vacinação ou à infecção
natural prévia por M. tuberculosis ou micobactérias ambientais.

3.2. Infecção latente

ocorre após a maioria das infecções primárias. Em cerca de 95% dos casos,
após aproximadamente 3 semanas de intensa multiplicação, o sistema imunitário
suprime a replicação bacilar, geralmente antes que sintomas ou sinais apareçam.
Focos dos bacilos no pulmão ou em outros locais se transformam em granulomas de
célula epitelioide, que podem ter centros caseosos e necróticos. Bacilos da tuberculose
podem sobreviver nesse material durante anos; o equilíbrio entre a resistência do
hospedeiro e a virulência microbiana determina se a infecção essencialmente
desaparece sem tratamento, se permanece dormente ou torna-se ativa. Focos
infecciosos podem deixar fibronodulares cicatriciais nos ápices de um ou ambos os
pulmões (focos de Simon, que costumam resultar de disseminação hematogênica a
partir de outro local da infecção) ou pequenas áreas de consolidação (focos de Ghon).
Um foco de Ghon com envolvimento de linfonodos é um complexo de Ghon que, se
calcificado, é chamado complexo de Ranke. O teste cutáneo e os ensaios de liberação
de gama-interferon (IGRA) tornam-se positivos durante a fase latente da infecção.
Locais de infecção latente são processos dinâmicos, não totalmente dormentes como
se acreditava.

7
Raramente, o foco primário progride de modo imediato, causando doença
aguda com pneumonia (às vezes cavitária), derrame pleural e alargamento de
mediastino ou de linfonodo hilar (que pode comprimir os brônquios em crianças).
Derrames pleurais discretos são predominantemente linfocíticos, contendo
tipicamente poucos microrganismos e desaparecendo em algumas semanas. Essa
sequência talvez seja mais comum entre crianças pequenas recém-infectadas ou
pacientes imunossuprimidos reinfectados.

3.3. Infecção ativa

Pessoas saudáveis infectadas pela tuberculose têm aproximadamente 5% a


10% de risco durante a vida de desenvolver doença ativa, embora a porcentagem varie
significativamente de acordo com a idade e outros fatores de risco.

Em 50 a 80% dos que desenvolvem doença ativa, a tuberculose reaparece


dentro dos 2 primeiros anos, mas também pode ocorrer décadas depois.

Qualquer órgão inicialmente infectado pode tornar-se um local de reativação,


mas esta ocorre com frequência nos ápices pulmonares, presumivelmente por causa
das condições locais favoráveis como alta tensão de oxigênio. Focos de Ghon e
linfonodos hilares afetados têm muito menos probabilidade de serem locais de
reativação.

Doenças que comprometem a imunidade celular (essencial para a defesa


contra a TB) facilitam significativamente a reativação. Assim, pacientes coinfectados
pelo HIV e que não estão recebendo TARV apropriado têm risco anual aproximado
de 10% de desenvolverdoença ativa.

Outras doenças que facilitam a reativação, mas em menor grau do que a


infecção pelo HIV são:

 Diabetes
 Câncer cefálico e ervical
 Gastrectomia
 Perda ponderal significativa
8
4. SINAIS E SINTOMAS DA TUBERCULOSE

Na tuberculose pulmonar ativa, mesmo na doença moderada ou grave, o


paciente pode não ter nenhuma sintoma, exceto “não se sentir bem” junto com
anorexia, fadiga e perda ponderal, que se desenvolvem gradualmente ao longo de
várias semanas, ou ter sintomas mais específicos. Tosse é muito comum. A princípio,
ela pode ser minimamente produtiva de escarro amarelo ou verde, frequentemente ao
levantar de manhã, mas a tosse pode ficar mais produtiva com a evolução da doença.
Hemoptise só ocorre com tuberculose cavitária (devido a danos granulomatosos nos
vasos, mas às vezes por causa de crescimento fúngico na cavidade).

A febre baixa é comum, mas não invariável. Suores noturnos são sintomas
clássicos, mas não são tão comuns e nem tão específicos para tuberculose. Dispneia
pode ser o resultado de envolvimento de parênquima pulmonar, pneumotórax
espontâneo, ou tuberculose pleural com derrame.

Na coinfecção pelo HIV muitas vezes a apresentação clínica é atípica por


causa da deficiência de DTH; é mais provável que os pacientes tenham sintomas
extrapulmonares ou disseminação da doença.

5. TRATAMENTO DA TUBERCULOSE

 Medidas para prevenir a transmissão, às vezes incluindo isolamento


respiratório
 Antibióticos

A maioria dos pacientes com tuberculose não complicada e todos aqueles com
doenças complicadoras (p. ex., aids, hepatite, diabetes), reações adversas aos
fármacos e resistência adevem ser encaminhados para um especialista em TB. Ver
também Official American Thoracic Society, Centers for Disease Control and
Prevention, and the Infectious Diseases Society of America: Clinical Practice
Guidelines: Treatment of Drug-Susceptible Tuberculosis.

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A maioria dos pacientes com TB pode ser tratada ambulatorialmente, com
instruções sobre como prevenir a transmissão geralmente incluindo

 Ficar em casa
 Evitar visitantes (exceto para membros da família previamente expostos)
 Ao tossir, cobrir a boca com lenço ou mão

Máscaras cirúrgicas para pacientes com tuberculose são estigmatizantes e


tipicamente não são recomendadas para pacientes que cooperam. Precauções são
necessárias até o tratamento medicamentoso tornar os pacientes suficientemente não
contagiosos. Para pacientes com sensibilidade comprovada aos tuberculostáticos ou
com TB multirresistente, as precauções são mantidas até que haja resposta clínica à
terapia (tipicamente por 1 a 2 semanas). Mas para os pacientes com MDR-TB e XDR-
TB, a resposta ao tratamento pode ser mais lenta e as consequências da transmissão
ainda mais significativas; assim, uma resposta mais convincente à terapia (p. ex.,
conversão de esfregaço ou cultura) é exigida para interromper as precauções.

6. PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE

Seguem-se medidas preventivas gerais (p. ex., ficar em casa, evitar visitantes,
durante tosses cobrir a boca com lenço ou mão).

Vacinação

A vacina do bacilo Calmette-Guérin (BCG), feita de uma cepa atenuada de


M. bovis , é administrada a > 80% das crianças do mundo, especialmente em países de
alto risco. A eficácia média global é provavelmente de apenas 50%. BCG reduz
claramente a taxa de TB extratorácica em crianças, especialmente meningites por
tuberculose, e pode prevenir a infecção por TB. Assim, ela é considerada vantajosa
em regiões de alto risco. A imunização com BCG tem poucas indicações nos EUA,
exceto em exposição possivelmente inevitável a um caso de tuberculose infecciosa
que não possa ser tratado de maneira efetiva (pré-XDR ou XDR-TB) e possivelmente
profissionais de saúde não infectados previamente expostos a TB-RMF ou XDR-TB
de forma regular.
10
Embora a vacina BCG com frequência converta o TST, a reação é geralmente
menor que a resposta à infecção natural por tuberculose e, na maioria das vezes,
diminui mais cedo. A reação ao TST decorrente de BCG raramente é > 15 mm e
depois de 15 anos da administração do BCG, ela raramente é > 10 mm. Os CDC
recomendam que todas as reações de TST em crianças que receberam BCG sejam
atribuídas à infecção por tuberculose (e tratadas adequadamente) em razão do risco de
complicações graves da infecção latente não tratada. IGRA não são influenciados pela
vacinação BCG e idealmente devem ser usados nos pacientes que receberam BCG a
fim de certificar-se de que a resposta ao PPD é decorrente da infecção por M.
tuberculosis.

11
CONCLUSÃO

Concluí-se que a tuberculose é definida como uma doença


bacteriana, ou seja, causada por uma bactéria, a Mycobacterium
tuberculosis, também chamada de bacilo de Koch.

Ela afeta tradicionalmente o pulmão, mas pode atingir outros


órgãos do corpo humano, a depender de sua gravidade. Até mesmo
os ossos podem ser atingidos pela tuberculose. Muitas pessoas
podem servir como incubadoras do bacilo de Koch, ainda que nunca
apresentem os sintomas causados pela tuberculose. De acordo com
o Ministério da Saúde, por ano, 70 mil angolanos são diagnosticados
com tuberculose.

O risco de adquirir a tuberculose é maior em pessoas com idade muito


jovem ou muito avançada (idosos). Apesar do risco ser semelhante nos homens e nas
mulheres, os homens possuem uma maior incidência devido aos fatores de risco
serem mais predominantes no sexo masculino. Nomeadamente a infecção pelo HIV,
alcoolismo, tabagismo, toxicodependência. Veja mais informação em causas e fatores
de risco.

12
BIBLIOGRAFIA

Organização Mundial de Saúde - Tuberculose (http://www.who.int/gtb/) página da


OMS, apresentando estratégias e ações, monitoramento e avaliação da doença no
mundo

The Stop Tuberculose Partnership (http://www.stoptb.org/) Organização


Internacional. (em inglês)

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