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Exercícios Enem Barroco 2024

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LISTA DE EXERCÍCIOS PARA O ENEM LITERATURA

Barroco

Questão 01 - (FGV)
Foi um movimento literário do século XVII, nascido da crise de valores renascentistas. Caracteriza-
se na literatura pelo culto dos contrastes, a preocupação com o pormenor e a sobrecarga de figuras
como a metáfora, as antíteses, hipérboles e alegorias. Essa linguagem conflituosa reflete a
consciência dos estados contraditórios da condição humana.
Trata-se do:

a. Romantismo.
b. Trovadorismo.
c. Humanismo.
d. Realismo.
e. Barroco.

Questão 02 - (UNESP)
A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana, e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro. (...)
Estupendas usuras nos mercados,
Todos, os que não furtam, muito pobres,
E eis aqui a Cidade da Bahia.
(Gregório de Matos. 'Descreve o que era realmente naquelle tempo a cidade da Bahia de mais
enredada por menos confusa'. In: Obra poética (org. James Amado). 1990.)
O poema. escrito por Gregório de Matos no século XVII,

a. representa, de maneira satírica, os governantes e a desonestidade na Bahia colonial.


b. critica a colonização portuguesa e defende, de forma nativista, a independência brasileira.
c. tem inspiração neoclássica e denuncia os problemas de moradia na capital baiana.
d. revela a identidade brasileira, preocupação constante do modernismo literário.
e. valoriza os aspectos formais da construção poética parnasiana e aproveita para criticar o governo.
Questão 03 - (UFSM)
Leia o trecho a seguir.
Por isto são maus ouvintes os de entendimentos agudos. Mas os de vontades endurecidas ainda são
piores, porque um entendimento agudo pode-se ferir pelos mesmos fios e vencer-se uma agudeza
com outra maior; mas contra vontades endurecidas nenhuma coisa aproveita a agudeza, antes dana
mais, porque quando as setas são mais agudas, tanto mais facilmente se despontam na pedra. Oh!
Deus nos livre de vontades endurecidas, que ainda são piores que as pedras. (Sermão da
Sexagésima, de Pe. Antônio Vieira.) (UFSM - 2007)
Pelo trecho reproduzido, pode-se concluir que o Sermão da Sexagésima trata da

a. problemática da pregação religiosa, considerando as figuras dos pregadores e dos fiéis.


b. necessidade do engajamento dos fiéis nas batalhas contra os holandeses.
c. perseguição sofrida pelo pregador em função de apoio que emprestava a índios e negros.
d. exortação que o pregador fazia em favor de seu projeto de criar a Campanha das Índias
Ocidentais.
e. condenação aos governantes locais que desobedeciam os princípios do mercantilismo
seiscentista.

Questão 04 - (ENEM)
Quando Deus redimiu da tirania
Da mão do Faraó endurecido
O Povo Hebreu amado, e esclarecido,
Páscoa ficou da redenção o dia.

Páscoa de flores, dia de alegria


Àquele Povo foi tão afligido
O dia, em que por Deus foi redimido;
Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia.

Pois mandado pela alta Majestade


Nos remiu de tão triste cativeiro,
Nos livrou de tão vil calamidade.

Quem pode ser senão um verdadeiro


Deus, que veio estirpar desta cidade
O Faraó do povo brasileiro.

DAMASCENO, D. (Org.). Melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo: Globo, 2006.
Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo que apresentam princípios barrocos, o
soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa por

a. visão cética sobre as relações sociais.


b. preocupação com a identidade brasileira.
c. crítica velada à forma de governo vigente.
d. reflexão sobre os dogmas do cristianismo.
e. questionamento das práticas pagãs na Bahia.

Questão 05 - (ENEM)
Com contornos assimétricos, riqueza de detalhes nas vestes e nas feições, a escultura barroca no
Brasil tem forte influência do rococó europeu e está representada aqui por um dos profetas do pátio
do Santuário do Bom Jesus de Matosinho, em Congonhas, (MG), esculpido em pedra-sabão por
Aleijadinho. Profundamente religiosa, sua obra revela

a. liberdade, representando a vida de mineiros a procura da salvação.


b. credibilidade, atendendo a encomendas dos nobres de Minas Gerais.
c. simplicidade, demonstrando compromisso com a contemplação do divino.
d. personalidade, modelando uma imagem sacra com feições populares.
e. singularidade, esculpindo personalidade do reinado nas obras divinas.

Questão 06 - (UFRGS)
Quanto ao período Barroco e seus representantes na literatura colonial brasileira, é correto afirmar
que

a. os sermões de Antônio Vieira apresentam uma retórica complexa pela exuberância de Imagens e
pelos postulados morais e religiosos.
b. a obra de Gregório de Matos se distingue pela sua unidade temática, expressa por um tom
satírico.
c. a poesia Irreverente de Gregório de Matos satiriza diferentes tipos sociais, exceção feita aos
representantes da Igreja.
d. o predomínio dos valores transcendentais. motivados pela Reforma, marca o estilo barroco da
obra de Vieira.
e. Gregório de Matos se ateve ao uso da língua culta da Metrópole, ao contrário de Vieira, que
utilizou termos indígenas, africanos e populares.

Questão 07 - (UNESP)
Leia o excerto do “Sermão do bom ladrão”, de Antônio Vieira (1608-1697), para responder à(s)
questão(ões) a seguir.

Navegava Alexandre [Magno] em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia; e
como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores,
repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício; porém ele, que não era medroso nem
lerdo, respondeu assim: “Basta, Senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós,
porque roubais em uma armada, sois imperador?”. Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito
é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. Mas
Sêneca, que sabia bem distinguir as qualidades, e interpretar as significações, a uns e outros, definiu
com o mesmo nome: [...] Se o rei de Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o
pirata; o ladrão, o pirata e o rei, todos têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome. Quando li
isto em Sêneca, não me admirei tanto de que um filósofo estoico se atrevesse a escrever uma tal
sentença em Roma, reinando nela Nero; o que mais me admirou, e quase envergonhou, foi que os
nossos oradores evangélicos em tempo de príncipes católicos, ou para a emenda, ou para a cautela,
não preguem a mesma doutrina. Saibam estes eloquentes mudos que mais ofendem os reis com o
que calam que com o que disserem; porque a confiança com que isto se diz é sinal que lhes não
toca, e que se não podem ofender; e a cautela com que se cala é argumento de que se ofenderão,
porque lhes pode tocar. [...] Suponho, finalmente, que os ladrões de que falo não são aqueles
miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a este gênero de vida, porque a
mesma sua miséria ou escusa ou alivia o seu pecado [...]. O ladrão que furta para comer não vai
nem leva ao Inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de maior calibre
e de mais alta esfera [...]. Não são só ladrões, diz o santo [São Basílio Magno], os que cortam
bolsas, ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e
dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou
o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força,
roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos:
os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor, nem perigo: os outros, se furtam, são
enforcados: estes furtam e enforcam. (Essencial, 2011.) Assinale a alternativa cuja citação se
aproxima tematicamente do “Sermão do bom ladrão” de Antônio Vieira.

a. “Rouba um prego, e serás enforcado como um malfeitor; rouba um reino, e tornar-te-ás duque.”
(Chuang-Tzu, filósofo chinês, 369-286 a.C.)
b. “Para quem vive segundo os verdadeiros princípios, a grande riqueza seria viver serenamente
com pouco: o que é pouco nunca é escasso.” (Lucrécio, poeta latino, 98-55 a.C.)
c.“O dinheiro que se possui é o instrumento da liberdade; aquele que se persegue é o instrumento da
escravidão.” (Rousseau, filósofo francês, 1712-1778)
d.“Que o ladrão e a ladra tenham a mão cortada; esta será a recompensa pelo que fizeram e a
punição da parte de Deus; pois Deus é poderoso e sábio.” (Alcorão, livro sagrado islâmico, século
VII)
e.“Dizem que tudo o que é roubado tem mais valor.” (Tirso de Molina, dramaturgo espanhol, 1584-
1648)

Questão 08 - (ESPM)
Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos? Um estilo tão empeçado¹, um estilo tão
dificultoso, um estilo tão afetado, um estilo tão encontrado toda a arte e a toda a natureza? Boa
razão é também essa. O estilo há de ser muito fácil e muito natural. Por isso Cristo comparou o
pregar ao semear, porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte (...) Não fez
Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se
uma parte está branco, da outra há de estar negro (...) Como hão de ser as palavras? Como as
estrelas. As estrelas são muito distintas e muito claras. Assim há de ser o estilo da pregação, muito
distinto e muito claro. (Sermão da Sexagésima, Pe. Antonio Vieira)
¹empeçado: com obstáculo, com empecilho. A expressão que traduz a ideia de rebuscamento no estilo é:

a.“púlpitos”
b.“semear”
c.“céu”
d.“xadrez de palavras”
e.“estrelas”

Questão 09 - (ESPM)
Quando jovem, Antônio Vieira acreditava nas palavras, especialmente nas que eram ditas com fé.
No entanto, todas as palavras que ele dissera, nos púlpitos, nas salas de aula, nas reuniões, nas
catequeses, nos corredores, nos ouvidos dos reis, clérigos, inquisidores, duques, marqueses,
ouvidores, governadores, ministros, presidentes, rainhas, príncipes, indígenas, desses milhões de
palavras ditas com esforço de pensamento, poucas - ou nenhuma delas - haviam surtido efeito. O
mundo continuava exatamente o de sempre. O homem, igual a si mesmo. Ana Miranda, BOCA DO
INFERNO "...milhões de palavras ditas com esforço de pensamento."
Essa passagem do texto faz referência a um traço da linguagem barroca presente na obra de Vieira;
trata-se do:

a. gongorismo, caracterizado pelo jogo de ideias.


b. cultismo, caracterizado pela exploração da sonoridade das palavras.
c. cultismo, caracterizado pelo conflito entre fé e razão.
d. conceptismo, caracterizado pelo vocabulário preciosista e pela exploração de aliterações.
e. conceptismo, caracterizado pela exploração das relações lógicas, da argumentação.

Questão 10 - (UFV)
Leia o soneto a seguir, de autoria de Gregório de Mattos:
Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
Da vossa piedade me despido,
Porque quanto mais tenho delinquido,

Vos tenho a perdoar mais empenhado.


Se basta a vos irar tanto pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido,
Que a mesma culpa, que vos há ofendido,

Vos tem para o perdão lisonjeado.


Se uma ovelha perdida, e já cobrada
Glória tal e prazer tão repentino vos deu,

Como afirmais na Sacra História:


Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, Cobrai-a, e não queiras,
Pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória.
(Cf. DIMAS, Antônio. "Seleção de textos, notas, estudos biográficos, histórico e crítico." 2a ed.
São Paulo: Nova Cultural, 1988. p. 141s)
Assinale a alternativa INCORRETA:

a. No jogo de antíteses, o poeta vê-se como culpado, mas também ovelha indispensável ao Pastor
Divino.
b. O argumento do poeta, arrependido, constrói-se pelo jogo de ideias, ou seja, o cultismo.
c. O poeta recorre ao texto bíblico para justificar, perante Deus, a necessidade de ser perdoado.
d. Segundo o poeta, o perdão de sua culpa favorecia a ambos: tanto ao culpado, quanto ao Pastor
Divino.
e. O poeta busca, em sua linguagem dualista, conciliar, poeticamente, fé e razão.

Questão 11 - (PUC)
Personagem frequente dos carros alegóricos, Dom Pedro surgia, nos anos 1880, ora como Pedro
Banana ou como Pedro Caju, numa alusão à sua falta de participação nos últimos anos do Império.
Mas é só com a queda da monarquia que se passa a eleger um rei do Carnaval. Com efeito, o rei
Momo é uma invenção recente, datada de 1933. No século XIX ele não era rei, mas um deus grego:
zombeteiro, pândego e amante da galhofa. Nos anos 30 vira Rei Momo e logo depois cidadão.
Novos tempos, novos termos. (SCHWARCZ, Lilian Mortiz. As barbas do Imperador: Dom Pedro
II , um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 281)
A crítica galhofeira a autoridades e a pessoas de prestígio foi uma arma contundente de que se valeu

a. o poeta barroco Gregório de Matos, em sua poesia satírica.


b. Claúdio Manuel da Costa, nas cartas que escreveu ao mandatário de Minas Gerais.
c. o poeta Carlos Drummond de Andrade, nos ácidos versos de Claro enigma.
d. Clarice Lispector, na prosa provocadora de A hora da estrela.
e. a geração de 45, reagindo contra os chamados “papas” do modernismo.

Questão 12 - (UEL)
O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII, momento em que os ideais da Reforma
entram em confronto com a Contrarreforma católica, ocasionando no plano das artes uma difícil
conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. A alternativa que contém os versos que
melhor expressam este conflito é:
a. Um paiá de Monal, bonzo bramá,
Primaz da Cafraria do Pegu,
Que sem ser do Pequim, por ser do Açu,
Quer ser filho do sol, nascendo cá. (Gregório de Matos)
b. Temerária, soberba, confiada,
Por altiva, por densa, por lustrosa,
A exaltação, a névoa, a mariposa,
Sobe ao sol, cobre o dia, a luz lhe enfada. (Botelho de Oliveira)
c. Fábio, que pouco entendes de finezas!
Quem faz só o que pode a pouco obriga:
Quem contra os impossíveis se afadiga.
A esse cede amor em mil ternezas. (Gregório de Matos)
d. Luzes qual sol entre astros brilhadores,
Se bem rei mais propício, e mais amado;
Que ele estrelas desterra em régio estado,
Em régio estado não desterras flores. (Botelho de Oliveira)
e. Pequei Senhor; mas não porque hei pecado,
Da vossa alta clemência me despido;
Porque quanto mais tenho delinquido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado. (Gregório de Matos)

Questão 13 - (ACAFE)
Assinale a alternativa correta sobre as diferentes fases e escolas da literatura brasileira.

a. Em alguns romances de José de Alencar, a exemplo de Iracema e O Guarani, o índio é idealizado,


tendo a natureza como o pano de fundo, da qual o índio é o herói épico. b. A poesia modernista,
sobretudo a da primeira fase (1922-1928), incentiva a pesquisa formal com base nas conquistas
parnasianas.
c. A afirmação a seguir se refere ao autor da obra O grande sertão: veredas: "Descendente de
senhores de engenho, o romancista soube fundir, numa linguagem de forte e poética oralidade, as
recordações da infância e da adolescência com o registro intenso da vida nordestina colhida por
dentro, através dos processos mentais de homens e mulheres que representam a gama étnica e social
da região".
d. O Realismo brasileiro caracteriza-se, na literatura e nas artes em geral, pela frequência das
antíteses e paradoxos, fugacidade do tempo e incerteza da vida, tendo como um dos seus
representantes o escritor Gregório de Matos – apelidado de “A Boca do Inferno”. Poeta lírico,
satírico, reflexivo, filosófico, sacro, obsceno, oscilou entre o sagrado e o profano.

Questão 14 – (UNIFESP)
Neste mundo é mais rico, o que mais rapa:
Quem mais limpo se faz, tem mais carepa:
Com sua língua ao nobre o vil decepa:
O Velhaco maior sempre tem capa.
(Gregório de Matos)
Nos versos, o eu lírico deixa evidente que:

a. uma pessoa se torna desprezível pela ação do nobre.


b .o honesto é quem mais aparenta ser desonesto.
c .geralmente a riqueza decorre de ações ilícitas.
d. as injúrias, em geral, eliminam as injustiças.
e. o vil e o rico são vítimas de severas injustiças.

Questão 15 - (UFMG)
Um dos recursos utilizados pelo padre Antônio Vieira em seus sermões consiste na “agudeza” –
maneira de conduzir o pensamento que aproxima objetos e/ou idéias distantes, diferentes, por meio
de um discurso artificioso, que se costuma chamar de “discurso engenhoso”.

Assinale a alternativa em que, no trecho transcrito do “Sermão da Sexagésima”, o autor utiliza esse
recurso.

a. Lede as histórias eclesiásticas, e achá-las-eis todas cheias deadmiráveis efeitos da pregação da


palavra de Deus. Tantos pecadores convertidos, tanta mudança de vida, tanta reformação de
costumes; os grandes desprezando as riquezas e vaidades do Mundo; os reis renunciando os cetros e
as coroas; as mocidades e as gentilezas metendo-se pelos desertos e pelas covas [...]
b. Miseráveis de nós, e miseráveis de nossos tempos, pois neles se veio a cumprir a profecia de S.
Paulo: [...] “Virá tempo, diz S. Paulo, em que os homens não sofrerão a doutrina sã.” [...] “Mas para
seu apetite terão grande número de pregadores feitos a montão e sem escolha, os quais não façam
mais que adular-lhes as orelhas.”
c. Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. [...] Que coisa
é a conversão de uma alma, senão entrar um homem dentro de si e ver-se a si mesmo? Para esta
vista são necessários olhos, é necessária luz e é necessário espelho. O pregador concorre com o
espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos,
que é o conhecimento.
d. Quando Davi saiu a campo com o gigante, ofereceu-lhe Saul as suas armas, mas ele não as quis
aceitar. Com as armas alheias ninguém pode vencer, ainda que seja Davi. As armas de Saul só
servem a Saul, e as de Davi a Davi, e mais aproveita um cajado e uma funda própria, que a espada e
a lança alheia.

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