NÓS USADOS EM CIRURGIA
Nó simples Uma passada simples
Nó Duas passadas simples, uma normal e Usado sobre nó de
quadrado uma invertida cirurgião para finaliza-lo
com segurança.
Geralmente 2 deste em
fios multifilamentares e 3
em fios monofilamentares
Nó de Uma passada dubla sobreposta por uma Sempre utilizado no início
cirurgião passada simples invertida das suturas cirúrgicas.
Nó corrediço Resulta da falta de tensão uniforme em NÓ NÃO RECOMENDADO.
ambas as pontas ou a tensão aplicada Pode ser utilizado em
somente sobre uma delas por vezes suturas de difícil acesso,
resulta em nó corrediço sempre sobreposto por
um nó quadrado.
Nó Triplo ou Resulta da falta de inversão de direção NÓ ERRADO – NÃO DEVE
nó cego das pontas no momento da aplicação SER UTILIZADO EM
das passadas sucessivas simples. SUTURAS
PRINCIPAIS SUTURAS
CIRÚRGICAS
SUTURAS INTERROMPIDAS DE
APOSIÇÃO
Padrão - Fácil de executar. Pele, fáscia muscular, trato
Interrompid - Fechamento seguro. gastrintestinal,anostomoses
o Simples - Tensão igual em toda a (vasos, ureter, uretra, etc.)
(PIS) ferida. Pode causar inversão
de bordas se o nó for
excessivamente apertado
- 2 a 3 mm distantes da
borda.
Sultan ou Mais resistente em relação Pele, fáscia muscular
Ponto em X ao ponto simples
ou em Cruz interrompido. Eversão
menor da pele em
comparação com o ponto
simples interrompido (se
não apertar).
- São aposicionais e podem
aliviar a baixa tensão
moderada através de uma
incisão.
- Menos material que PIS
com + segurança que
contínua simples.
Swift ou Aplicação na vertical ou na Aposição da pele (nós
Sutura horizontal. sepultados)
intradérmica
interrompid
a simples ou
subcuticular
ou Padrão
interrompid
o simples
invertido
Gambee - Introduzir como PIS através - Simples interrompido Aposição do intestino
da muscular, e da mucosa modificado. Impede eversão delgado
para o lúmen, retorna do da mucosa.
lúmen através da mucosa - Reduz a inversão da
até a muscular, cruzar a mucosa e podem reduzir a
incisão e reintroduzir na drenagem de material do
muscular, continuada pela lúmen do intestino para o
mucosa até o lúmen. Então exterior.
reintroduzida pela mucosa e
pela camada muscular para
sair da superfície serosa e
atar.
Longe – Pode causar eversão (tensão Pele e fáscia
Perto – demasiada). Diminui a
Perto – tensão sobre as bordas da
Longe (LPPL) ferida
Longe – Pode causar eversão (tensão Pele e fáscia
Longe – demasiada) Diminui a
Perto – tensão sobre as bordas da
Perto (LLPP) ferida
SUTURAS INTERROMPIDAS DE EVERSÃO
Colchoeiro - Inserção da agulha de 8 a Sutura de eversão mas pode Pele, mucosa oral e fáscia.
Vertical ou 10 mm a partir da borda de causar somente aposição se
Donat ou “U um lado da incisão, bem aplicada.
em pé” atravessa linha de incisão e - São mais fortes que as
sai em distância igual (lado suturas de colchoeiro
oposto). Inverter agulha e horizontais.
inserir através da pele em - Permitem melhor irrigação
mesmo lado, saindo no da pele e incisão.
oposto a 4 mm da borda da - Pode ser reforçado por
pele. stent.
Colchoeiro - Inserção da agulha no lado - Pode produzir isquemia se
Vertical, distante da incisão, for muito apertado. Pode Pele, tecido subcutâneo e
Wolf ou “U passando-a pela incisão e ser contínuo. Produz fáscia.
deitado” saindo no lado proximal, eversão e é usada em áreas
avança por 6 a 8 mm ao de tensão.
longo da incisão e é - Pode ser reforçado por
reintroduzida através pele stent.
no lado proximal. Atravessa
a incisão, saindo da pele no
lado distante ( 4 a 5 mm).
SUTURAS INTERROMPIDAS DE INVERSÃO
Lembert - Penetra na serosa e Sutura não contaminante. Suturas de vísceras ocas.
muscular Imbricação de fáscia
- 8 a 10 mm da borda da
incisão e sai perto da
margem do mesmo lado.
Passar sobre a incisão e
penetrar 3 a 4 mm da
incisão e sair de 8 a 10 mm.
Halsted - Variação de lembert - Sutura pouco utilizada. Imbricação de fáscia.
associada a Wolf. - Fornece exata
aproximação do tecido.
SUTURAS CONTÍNUAS DE
APOSIÇÃO
Padrão - Inicia e finaliza com PIS. - Padrão rápido e - Subcutâneo, fechamento
Contínuo - Inserção da agulha através econômico. de linha alba (abdominal),
Simples do tecido em um lado de - Demasiada força causa vesícula urinária, estômago
uma incisão ou ferida, inversão do tecido. e intestino delgado (pouco
passando-a para o lado - Aposição máxima do tecido indicados, efeito bolsa de
oposto e atando (2 - 3 mm - relativamente seguras tabaco).
da borda) - impedindo
- extravasamento de fluido e
ar em comparação com uma
série de suturas
interrompidas simples
Padrão - Inicia e finaliza com swift - Com Swift - para suturas Fechamento da pele com
contínuo ou PIS. absorvíveis (quando usado fio não
intradérmico - A – passada vertical - Com PIS - suturas que serão absorvível) ou sem (para
ou agulha penetra removidas. fios absorvíveis) retirada de
Subcuticular perpendicularmente à borda - Aposição e estética fio de sutura.
contínuo da pele. excelentes se aplicada
- B – passada horizontal - corretamente.
agulha penetra - Usada no lugar de sutura
paralelamente à borda da dérmica
pele
Sutura - Inicia e finaliza com swift Eliminar o espaço morto e Redução de espaço morto e
contínua de ou PIS com sepultamento de proporcionar alguma tensão na linha de sutura.
subcutâneo. nó. aposição de pele, de modo
que uma menor tensão, ou
seja, associada a sutura de
pele.
Entrelaçado - Iniciada e finalizada com - Proporciona maior
de Ford (ou PIS. estabilidade que um padrão
somente contínuo simples no caso de
ford), uma ruptura parcial ao
Festonado longo da linha
ou reverdin.
SUTURAS CONTÍNUAS DE
EVERSÃO
Colchoeiro Iniciada e finalizada com PIS. Sutura de tensão. Iniciada e Pele, tecido subcutâneo e
horizontal finalizada com PIS. fáscia.
Contínuo
SUTURAS CONTÍNUAS DE
INVERSÃO
Cushing - Iniciada e finalizada com Sutura não contaminante. Suturas de vísceras ocas,
Lembert. ex.: vesícula urinária,
- Penetrando somente estômago.
serosa e muscular.
Connell - Penetra serosa, muscular e Sutura contaminante. Suturas de vísceras ocas,
mucosa do órgão. ex.: vesícula urinária,
- Iniciada e finalizada com estômago.
PIS.
Lembert Iniciada e finalizada com Sutura não contaminante. Sutura de vísceras ocas, Ex.:
Contínuo Lembert. vesícula urinária, estômago.
Penetrando somente serosa
e muscular.
Bolsa de Lembert aplicado de Sutura de coto de órgãos
Tabaco maneira circular. tubulares. Redução
temporária do orifício
anal para evitar a
contaminação fecal
durante a cirurgia e tratar
prolapso retal
PRINCIPAIS LIGADURAS
Ligadura Iniciar com nó quadrado ou Em pedículos, utilizar Vasos únicos ou pedículos
Simples de cirurgião (peferir) e transfixante associada traz vasculares muito
continuar com 2 a 3 laçadas. mais segurança pequenos.
Pode ser realizada de forma
dupla para trazer mais
segurança realizando
primeiramente um nó,
cruzar os fios e passar
novamente pelo pedículo e
realizar novo nó de cirurgião
com laçadas acima.
Ligadura Transfixa-se o tecido, cruza Grandes vasos isolados
transfixante as pontas e realiza nós do (principalmente artérias)
de Halsted lado contrário ao e pedículos pequenos.
cruzamento. Nó de cirurgião Pode ser associada a
mais 4 a 5 laçadas.
ligadura simples.
Ligadura Transfixa-se o tecido Grandes vasos isolados e
transfixante realizando um nó simples ou pedículos pequenos e
Modificada duplo, cruzar as pontas e médios. Associada a
realiza nós do lado contrário ligadura simples.
ao cruzamento. Nó de
cirurgião mais 4 a 5 laçadas.
Métodos de Três pinçamentos com pinça Pedículos de tamanho
três Pinças hemostática de Crile, kelly grande.
ou Halsted (conforme
tamanho do pedículo).
Da porção mais distal a
proximal:
1ª pinça – Previne retorno
sanguíneo.
2ª – Pinça de segurança.
3ª – Pinça de esmagamento
(onde se realiza a ligadura).
Método de Segue paços da técnica Pedículos de tamanho
três pinças comum, porém realiza-se grande que necessitem
dividir e primeiro ligaduras simples maior segurança.
conquistar em porções menores do
tecido e posteriormente
outra ligadura sobre as
primeiras.
Ligadura de Da esquerda para a direita Ligar vasos sangrantes
tecido ou (imagem superior): dentro de tecidos.
nós de 1 – Ligadura cruzada.
bastão 2 – Ligadura simples.
3 – Ligadura de colchoeiro
Imagem inferior:
1 – Nó de bastão.
BIBLIOGRAFIA:
FOSSUM, Theresa Welch (Org.). Cirurgia de pequenos animais. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, c2015. xx, 1619 p.
MANN, Fred Anthony. Fundamentos de cirurgia em pequenos animais. Rio de Janeiro Roca 2014 1 recurso online.
SLATTER, Douglas. Manual de cirurgia de pequenos animais.3 ed. Barueri, SP: Manole, 2007. 2 v.