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Trabalho, Energia e Potência na Física

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neves.henrique
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Tópicos abordados

  • forças variáveis,
  • velocidade,
  • unidades de medida,
  • energia mecânica,
  • trabalho em queda livre,
  • Joule,
  • deformação,
  • trabalho,
  • teorema trabalho-energia,
  • trabalho em resistência
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  • velocidade,
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  • trabalho em queda livre,
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  • deformação,
  • trabalho,
  • teorema trabalho-energia,
  • trabalho em resistência

UNIDADE A

Trabalho e energia

Introdução
Nesta unidade vamos trabalhar as definições de trabalho, energia cinética e
Potência. A unidade tem uma proposta para a solução dos problemas já
estudados através da mecânica Newtoniana. Esta construção é uma nova
forma de ver e resolver os mesmos problemas de modo menos trabalhoso e,
também, de melhor entendimento pelos alunos. É indispensável a utilização de
um livro texto para a complementação do aprendizado.

Objetivos:
 Definir trabalho;
 Definir energia cinética;
 Definir potência;
 Resolver problemas usando estas definições.

1. Trabalho

A definição da grandeza física trabalho é o passo inicial da construção de uma


nova formatação para a resolução dos problemas que poderiam ser resolvidos
através das Leis de Newton.

1.1. Trabalho de forças constantes

Se sobre uma partícula atua uma força F (vetor) e que a mesma se desloque d
(vetor) na mesma direção e sentido de F, tem-se por definição uma quantidade
de trabalho sobre a partícula calculada por:

Onde, F é o módulo da força F e d o módulo do deslocamento da partícula d.


O diagrama da situação descrita para a definição anterior é mostrado na figura
A.1. a seguir:
Outras forças podem atuar sobre a partícula, podendo ou não realizar trabalho.
O trabalho que cada força realiza é calculado separadamente e o trabalho total
é a soma dos trabalhos realizados individualmente.

Para uma situação em que F não tem a mesma direção de do deslocamento d,


conforme a figura A.2 tem-se:

Onde, F é o módulo da força F, d o módulo do deslocamento d e o co-


seno do ângulo formado entre a força F e o deslocamento d.

Se elevarmos um corpo de massa m a uma altura h, teremos um trabalho


positivo, mas se baixarmos o corpo de massa m da mesma altura h teremos
um trabalho negativo sobre ele, isto porque, embora as grandezas F e d sejam
usadas em módulo, o ângulo entre elas é de 180o e o cos 180o = -1.

Para uma situação em que F é perpendicular ao deslocamento d, conforme a


figura A.3., tem-se:

Pois nesta situação temos o seguinte desenvolvimento para a equação anterior


O trabalho é uma grandeza escalar, embora as grandezas força e
deslocamento sejam vetoriais. Com isso as relações acima podem ser usadas
de forma compactada através da relação:

Unidade

A unidade no Sistema Internacional para a grandeza trabalho é o Joule (J) que


é o produto Newton. metro (Nm). Outra unidade conveniente para trabalharmos
com partículas sub-atômicas é o elétron-Volt (eV), onde a relação com o Joule
é feita através da relação 1eV = 1,6 10-19 J.

1.2. Trabalho de forças variáveis

Vamos considerar nesta seção que tanto a força que atua sobre a partícula
quanto o seu deslocamento tem a mesma direção e que a intensidade da força
não seja constante, mas tenha uma relação com o deslocamento. Neste caso
usamos a relação em uma só dimensão:

Trabalho realizado por uma mola

A figura A.4. mostra uma mola relaxada


Na figura A.5. a mola aparece esticada por sua extremidade

Na figura A.6. a mola aparece comprimida por sua extremidade

Para uma mola de constante elástica K a força exercida pela mola é


proporcional a sua deformação x através da relação:

A unidade no Sistema Internacional da constante elástica K é dada em


Newton/metro (N/m). Quanto mais resistente for a mola maior será o seu
coeficiente de elasticidade K. Para calcular o trabalho realizado pela mola de
um estado inicial xi ao estado final xf, faremos as seguintes operações:
Se a mola estiver no estado inicial xi = 0, e for esticada ou comprimida teremos:

Esta expressão dá o trabalho realizado pela mola sobre o agente que a


comprime ou estica a mola.

2. Energia Cinética

Vendo um corpo se movimentar, sem dúvida alguma, sabemos que foi


realizado trabalho para estabelecer este movimento. A massa do corpo
também deve ser observada nesta avaliação, porque um determinado
trabalho provoca uma velocidade maior em um corpo de massa menor e uma
velocidade menor em um corpo de massa maior.

A propriedade deste corpo em movimento chama-se de energia cinética deste


corpo. A energia cinética é definida através da seguinte relação:

A energia cinética é uma grandeza escalar e a sua unidade no sistema


internacional é o Joule (J) mesma unidade do trabalho.

3. Teorema do trabalho-energia
Quando a energia cinética de um corpo varia de um estado inicial K i para um
estado final Kf, o trabalho que deve ter sido realizado sobre a partícula é dada
por:

A expressão representa o teorema trabalho-energia que pode ser assim


enunciado:

- A variação da energia cinética de uma partícula é igual ao trabalho total


realizado sobre a partícula por todas as forças que atuam sobre ela.

O enunciado acima não é um teorema novo e independente da mecânica


clássica ele pode ser deduzido diretamente da segunda lei de Newton, como
mostraremos a seguir:

Observe que aqui será preciso mudar os limites de integração em função da


nova variável; no lugar de xi teremos vi e no lugar de xf teremos vf.

Exemplos de aplicações do teorema trabalho-energia serão mostradas a


seguir:
Exemplo 1. Uma partícula em queda livre, figura A.7.

Neste caso, o trabalho realizado pela força peso (mg) sobre a partícula de
massa (m) é positivo, aumenta a velocidade e existe um aumento na energia
cinética.

Exemplo 2. Uma partícula lançada para cima, figura A.8.

Neste caso, o trabalho realizado pela força peso (mg) sobre a partícula de
massa (m) é negativo, diminui a velocidade e existe uma redução na energia
cinética.

Exemplo 3. Uma partícula é abandonada de grande altura, e caindo em um


meio resistente atinja velocidade constante, figura A.9.
Neste caso, o trabalho realizado pela força peso (mg) sobre a partícula de
massa (m) é anulado pelo trabalho realizado pela força resistente (D) do meio,
a velocidade se mantém constante e a energia cinética também.

Exemplo 4. Uma partícula em Movimento Circular Uniforme (MCU), figura A.10.

Neste caso, o trabalho realizado pela força centrípeta (F) é nulo por que o
deslocamento da partícula é perpendicular a mesma, a velocidade é constante
em módulo e a energia cinética também se mantém constante.

4. Potência

A potência representa a taxa de realização de trabalho. Se uma quantidade de


trabalho (W) é realizada em um intervalo de tempo t, a potência média neste
intervalo de temo é dada por:
A potência instantânea (P) é a taxa de instantânea de realização de trabalho e
é expressa através da relação:

A unidade no Sistema Internacional para a potência é o Watt (W) que é obtido


do Joule/segundo (J/s). Com bastante freqüência o Horse-power (hp) e o
cavalo-vapor (cv) são empregados para expressar potência de máquinas e
suas relações com o Watt são mostradas a seguir:

1 hp = 746 W

1 cv= 735 W

Podemos expressar a potência liberada através da força aplicada e da


velocidade trabalhando a relação como mostrado a seguir:

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