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Aula 06 PARTÍCULAS MAGNÉTICAS

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Eng. Mário Bittencourt Q. de Almeida, Me.

Rio de Janeiro, 2024.

Ensaio por Partículas


Magnéticas

Prof. Mário Bittencourt

Sumário

1. Introdução
2. Princípio Básico do Método PM
3. Aplicação do Ensaio
4. Classificação do Ensaio
5. Vantagens e Limitações
6. Controle do Ensaio
7. Bibliografia

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Rio de Janeiro, 2024.

1) Introdução

⚫ O ensaio por Partículas Magnéticas (PM) decorre da


produção de campos magnéticos homogêneos em
forma de linhas de fluxo magnético em materiais
ferromagnéticos.

S N

1) Introdução

2
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1) Introdução

⚫ Se uma barra magnética com polos Norte e Sul é


quebrada em duas partes, duas outras barras
magnéticas deverão estar formadas, cada uma tendo
o seu Norte e Sul formados e este processo se
repetirá a cada quebra da barra.

S N S N

1) Introdução

⚫ Se uma barra sofre uma fratura, sem ser totalmente


quebrada, polos NORTE e SUL se formarão nas faces
opostas do local da fratura ou da trinca, como se
estivesse rompido completamente.

N S N S

N
S N S N S

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1) Introdução

⚫ A intensidade do campo magnético, nestes polos,


deverão ser diferentes, daquele ocorrido, quando a
barra se rompe completamente.

N S

1) Introdução

⚫ A intensidade do campo magnético nesses polos


está diretamente relacionada com:
- as dimensões físicas da trinca (profundidade,
largura e comprimento),
- características do material e
- a intensidade do campo magnético aplicado.

N S

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1) Introdução

⚫ O campo, no AR, formado acima das trincas ou


em outro tipo de descontinuidade, de uma peça
magnetizada é chamada de campo de fuga.
⚫ O fluxo entre dois pontos de diferentes
polaridades, formam um campo magnético sobre
a trinca. LINHAS DO CAMPO CAMPO DE
PARTÍCULAS MAGNÉTICAS
MAGNÉTICO FUGA
ACUMULADAS

CAMPO CAMPO
MAGNÉTICO MAGNÉTICO
S N
N S

TRINCA

1) Introdução
⚫ O campo de fuga comporta-
CAMPO DE FUGA E ACÚMULO
se com um pequeno imã DE PARTÍCULAS NA REGIÃO
DA DESCONTINUIDADE

(possui polos magnéticos). S N

⚫ Está região atrairá as


partículas magnéticas
formando um acúmulo
LINHAS DE CAMPO
destas sobre a MAGNÉTICO

descontinuidade.

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1) Introdução

⚫ No ensaio por partículas


magnéticas, ao aplicarmos um pó
ferromagnético sobre a peça em
teste, no local onde surgir um
campo de fuga, devido à
formação de um dipolo
magnético, ocorrerá o
agrupamento das partículas, ou
seja, as partículas se acumulam
em todo contorno de um campo
de fuga.

1) Introdução

⚫ Desta forma, poderíamos dizer que o ensaio por


partículas magnéticas é um “detector” de campos
de fuga, que são “evidenciados” pela presença de
acúmulos de partículas.

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2) Princípio Básico

⚫ Na região magnetizada da peça, as


descontinuidades existentes, ou seja a falta de
continuidade das propriedades magnéticas do
material, irão causar um campo de fuga do fluxo
magnético. ACUMULO DE PARTÍCULAS
NO CAMPO DE FUGA

PEÇA ENSAIADA DEFEITO

CAMPO MAGNÉTICO

2) Princípio Básico

⚫ Com a aplicação das partículas ferromagnéticas,


ocorrerá a aglomeração destas nos campos de fuga,
uma vez que serão por eles atraídas devido ao
surgimento de pólos magnéticos.

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2) Princípio Básico

(a) peça com trinca (b) aplicação do (c) aplicação das


superficial ou sub- campo magnético; partículas;
superficial;

(d) formação da (e) formação da indicação


indicação e inspeção e inspeção SEM o campo
COM campo magnético; magnético;

2) Princípio Básico

⚫ A aglomeração indicará o contorno do campo de fuga,


fornecendo a visualização do formato e da extensão
da descontinuidade.

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2) Princípio Básico

⚫ Resumindo, quando uma peça está magnetizada, as


descontinuidades situadas transversalmente a esse
campo magnético geram, em contato com partículas
ferromagnéticas finamente divididas, uma “imagem”.

2) Princípio Básico

⚫ Esta imagem constituída pelo alinhamento dessas


partículas sobre o local da(s) descontinuidade(s),
indica-nos sua localização, forma e tamanho.

TRINCAS DETECTADAS
COM PM VIA SECA

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3) Aplicação do Ensaio

⚫ O ensaio por partículas magnéticas é utilizado na


localização de descontinuidades superficiais
e sub-superficiais em materiais
ferromagnéticos.

⚫ Pode ser aplicado tanto em peças acabadas e


semi-acabadas e durante as etapas de
fabricação.

4) Classificação do Ensaio

A inspeção por partículas magnéticas pode ser classificada


quanto a:
⚫ técnica de magnetização
Método Circular - Técnica do Yoke
Método Multidirecional - Técnica dos Eletrodos
Método Longitudinal - Técnica da Bobina
Técnica do Contato Direto ou magnetização circular
⚫ forma de aplicação das partículas
⚫ tipo de partícula

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4.1.1) Técnica Magnetização


Yoke

⚫ ELETROÍMÃ

4.1.1) Técnica Magnetização


Yoke

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4.1.1) Técnica Magnetização


Yoke

⚫ Os Yokes são núcleos em forma de “U” com uma


bobina enrolada na sua base.
⚫ Podemos utilizar corrente
alternada ou contínua, porém é
mais usual o uso da
alternada, sendo gerado um
campo magnético longitudinal.

4.1.1) Técnica Magnetização


Yoke

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4.1.1) Técnica Magnetização


Yoke

4.1.1) Técnica Magnetização


Yoke

LINHAS DO CAMPO PARTÍCULAS


MAGNÉTICO MAGNÉTICAS

YOKE
S N

N S

TRINCA
LINHAS DE
FLUXO
MAGNÉTICO

SOLDA

DESCONTINUIDADE

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4.1.1) Técnica Magnetização


Yoke

1 1
2

4.1.1) Técnica Magnetização


Yoke

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4.1.1) Técnica Magnetização


Yoke

4.1.1) Técnica Magnetização


Yoke

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4.1.2) Técnica Magnetização


Eletrodos

⚫ Esta técnica consiste na injeção de corrente na peça


através de dois eletrodos alimentados, em geral, por
corrente contínua, provocando um campo magnético
circular.

4.1.2) Técnica Magnetização


Eletrodos

⚫ A intensidade da corrente
depende da distância entre os
eletrodos e da espessura da
peça.

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4.1.2) Técnica Magnetização


Eletrodos

4.1.2) Técnica Magnetização


Eletrodos

⚫ Trincas perpendiculares e ⚫ Trincas paralelas às


oblíquas às linhas de linhas de força NÃO
força SÃO detectadas. são detectadas.

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4.1.2) Técnica Magnetização


Eletrodos

ELETRODOS CORRENTE
ELÉTRICA

SOLDA LINHAS DE FORÇA

Trincas perpendiculares e oblíquas


às linhas de força são detectadas.
Trincas paralelas às linhas de
força NÃO são detectadas.

4.1.2) Técnica Magnetização


Eletrodos

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4.1.3) Técnica Magnetização


Bobina

⚫ Consiste na indução de um campo magnético


longitudinal na peça que será ensaiada.
⚫ A intensidade do campo necessário depende do
comprimento (L) e do diâmetro (D) da peça em teste.

4.1.3) Técnica Magnetização


Bobina

⚫ Nessa técnica a peça é colocada no interior de uma


bobina, ocorrendo um campo longitudinal na peça.
⚫ A bobina é formada por um enrolamento de fios
condutores da corrente elétrica alternada ou contínua,
que originam o campo magnético de intensidade que
dependerá da corrente elétrica que passa pela bobina e
o número de voltas que o enrolamento da bobina foi
formado ( amperes-volta).

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4.1.3) Técnica Magnetização


Bobina

4.1.3) Técnica Magnetização


Bobina

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4.1.3) Técnica Magnetização


Bobina

⚫ Unidade estacionária de inspeção por partículas


magnéticas via úmida de eixos de grande porte

4.1.3) Técnica Magnetização


Bobina

⚫ Ensaio de um
virabrequim pela
técnica da bobina.

⚫ Conjunto da Bobina e
sistema de spray de
água contendo pó
magnético.

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4.1.4) Técnica Magnetização


Contato Direto ou Circular

⚫ Neste método, que pode ser tanto por indução quanto


por passagem de corrente elétrica através da peça, as
linhas de força que formam o campo magnético circulam
através da peça em circuito fechado, não fazendo uma
“ponte” através do ar.
⚫ É usada para a detecção de descontinuidades
longitudinais.

4.1.4) Técnica Magnetização


Contato Direto ou Circular

⚫ A intensidade de corrente de magnetização deve


observar os valores mostrados na tabela abaixo:

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4.1.4) Técnica Magnetização


Contato Direto ou Circular

⚫ Durante a inspeção, as descontinuidades são


detectadas simultaneamente em toda a peça
numa direção aproximadamente perpendicular
às linhas de força do campo magnético formado.

4.1.4) Técnica Magnetização


Contato Direto ou Circular

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4.1.4) Técnica Magnetização


Contato Direto ou Circular

Filme, 2’57”

4.1.4) Técnica Magnetização


Contato Direto ou Circular

⚫ Durante a inspeção, as descontinuidades são


detectadas simultaneamente em toda a peça numa
direção aproximadamente perpendicular às linhas de
força do campo magnético formado.

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4.1.4) Técnica Magnetização


Contato Direto ou Circular

⚫ A esquerda pulverização do pó magnético seco num eixo


magnetizado por passagem de corrente elétrica.
⚫ Na foto direita posicionamento de barra para a técnica de
contato direto.

4) Classificação do Ensaio

A inspeção por partículas magnéticas pode ser classificada


quanto a:
⚫ técnica de magnetização
Técnica do Yoke ✓

Técnica dos Eletrodos


Técnica da Bobina
Técnica do Contato Direto ou magnetização circular ✓
⚫ forma de aplicação das partículas
⚫ tipo de partícula

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4.2) Aplicação – Via Seca

⚫ Neste caso é comum dizer que o veículo que sustenta


a partícula até a sua acomodação é o ar.
⚫ Na aplicação por via seca usamos aplicadores de pó
manuais ou bombas aspersoras que pulverizam as
partículas na região do ensaio, na forma de jato de pó.

4.2) Aplicação – Via Seca

⚫ As partículas para via seca devem ser guardadas em


lugares secos e ventilados para não se aglomerarem.
⚫ É muito importante que sejam de granulometria
adequada para serem aplicadas uniformemente
sobre a região a ser inspecionada.

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4.2) Aplicação – Via Seca

⚫ Via seca: quando é aplicado o pó seco sobre a peça;

4.2) Aplicação – Via Seca

⚫ Via seca: quando é aplicado o pó seco sobre a peça;

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4.2) Aplicação – Via Seca

4.2) Aplicação – Via Seca

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4.2) Aplicação – Via Seca

⚫ Trinca entre dois furos detectada com partículas


magnéticas via seca.

4.2) Aplicação – Via Seca

⚫ Foto da esquerda mostrando a peça antes da inspeção


por partículas e a foto da direita mostrando a trinca
originada do furo.

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4.2) Aplicação – Via Seca

⚫ Comparando com o método por via úmida, as partículas


por via seca são mais sensíveis na detecção de
descontinuidades próximas a superfície, mas não são
sensíveis para pequenas descontinuidades
superficiais.
⚫ Também, para uma mesma área ou região examinada,
o consumo é maior.
⚫ Por outro lado, é possível a reutilização das
partículas, caso o local de trabalho permita e que seja
isenta de contaminação.

4.2) Aplicação – Via Úmida

⚫ É método de ensaio pela qual as partículas


encontram-se em dispersão em um líquido,
denominado de veículo.

⚫ São utilizadas em suspensão com óleos minerais


de fina viscosidade, querosene ou água, com
aditivos que facilitam a umectação e a
dispersão das partículas no banho e incorporam
propriedades anti-oxidante e anti-espumante.

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4.2) Aplicação – Via Úmida

⚫ No método por via úmida as partículas possuem


granulometria muito fina, sendo possível
detectar descontinuidades muito pequenas,
como trincas de fadiga.

4.2) Aplicação – Via Úmida

⚫ Via úmida: quando as partículas são aplicadas numa


suspensão líquida.

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4.2) Aplicação – Via Úmida

4) Classificação do Ensaio

A inspeção por partículas magnéticas pode ser


classificada quanto a:
⚫ técnica de magnetização
Técnica do Yoke ✓

Técnica dos Eletrodos


Técnica da Bobina
⚫ forma de aplicação das partículas ✓
⚫ tipo de partícula

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4.3) Tipo de Partícula

As partículas magnéticas podem ser:


⚫ Coloridas ou visíveis: onde as cores mais usuais são o
branco, amarelo, vermelho, cinza e preto;
⚫ Fluorescentes: as indicações deverão ser observadas
com o auxílio de luz negra.

4.3) Tipo de Partícula

⚫ As partículas magnéticas são fornecidas em forma de


pós ou pastas;
⚫ A escolha da cor deverá recair sobre a que apresente o
melhor contraste com a superfície de ensaio.
⚫ Entretanto, se esta condição precisa ser melhorada,
utiliza-se uma tinta especial, denominada Contraste de
Fundo Branco.

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4.3) Tipo de Partícula

Coloridas

4.3) Tipo de Partícula

⚫ Colorida

Partículas magnéticas via


seca colorida - yoke
Partículas magnéticas via
úmida colorida - yoke

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4.3) Tipo de Partícula

⚫ Fluorescente

4.3) Tipo de Partícula

⚫ Luminária de luz negra portátil;

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4.3) Tipo de Partícula

⚫ Fluorescente

Trincas Detectadas com PM Fluorescente

4.3) Tipo de Partícula

⚫ Fluorescente

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4.3) Tipo de Partícula

⚫ Fluorescente

4.3) Tipo de Partícula

⚫ Fluorescente

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4.3) Tipo de Partícula

⚫ Fluorescente

4.3) Tipo de Partícula

Coloridas

Distensor

Fluorescentes

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4.3) Tipo de Partícula

4.3) Tipo de Partícula

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4.3) Tipo de Partícula

5) Vantagens do Ensaio

⚫ O resultado do ensaio é imediato;


⚫ Detecta descontinuidades sub-superficias;
⚫ Detecta descontinuidades que contenham óxidos e
impurezas no seu interior;
⚫ Pode ser aplicado a alta e baixa temperatura;
⚫ Alta sensibilidade;
⚫ Pode ser automatizado;
⚫ Rapidez de aplicação;

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5.1) Limitações do Ensaio

⚫ Limitado a materiais ferromagnéticos;


⚫ O campo magnético não intercepta descontinuidades
paralelas às suas linhas de força;
⚫ Muitas vezes é necessário desmagnetizar a peça;
⚫ A geometria da peça pode dificultar o exame;
⚫ Apresenta dificuldade no registro permanente dos
resultados.

Sopro magnético

FILME

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6) Controle do Ensaio

⚫ O Tubo de Decantação PM
é um acessório para medir
concentração do banho de
partículas magnéticas
visíveis.

6) Controle do Ensaio

⚫ A verificação da concentração é
realizada de acordo com a norma
ASTM E-709, usando-se um tubo
decantador padronizado
graduado, que tem a forma de
pêra.
⚫ São retirados da suspensão
pronta 100 ml, e aguarda-se 30
minutos, quando o veículo for
água.

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6) Controle do Ensaio

⚫ Os valores recomendados são de


1,2 a 2,4ml para a inspeção por via
úmida de partículas observadas sob
luz branca ou natural, e de 0,1 a
0,4ml para as fluorescentes, que são
observadas sob luz ultravioleta.
⚫ Tais limites de concentração
dependem da norma ou
especificação aplicável.

6) Controle do Ensaio

1,2 a 2,4 ml para as PM coloridas


0,1 a 0,4 ml para as PM fluorescentes

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6) Controle do Ensaio

⚫ Na figura abaixo observa-se que a intensidade de


campo é muito alta, próximo do pólo magnético, e as
limalhas de ferro não se fixam ou são afastadas, não
sendo possível nenhuma inspeção nesta região.

6) Controle do Ensaio

⚫ Em razão das limalhas de ferro não se fixarem


ou serem afastadas em função da intensidade
alta do campo magnético, seu valor é limitado
entre 17 a 65 A/cm para ensaio de PM.
⚫ Esta é a recomendação básica de algumas normas
e códigos, sendo que o Código ASME recomenda
de 24 A/cm até 48 A/cm.

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6) Controle do Ensaio

⚫ O Sistema Internacional de Unidades - SI define a


intensidade de campo magnético medido em A/m.
⚫ Que é a intensidade de um campo magnético uniforme,
criado por uma corrente elétrica invariável de 1 A , que
percorre um condutor retilíneo de comprimento infinito
e de área de seção transversal desprezível, em
qualquer ponto de uma superfície cilíndrica de diretriz
circular com 1 m de circunferência e que tem como
eixo o referido condutor.

6) Controle do Ensaio

⚫ Medidor típico de campo


magnético utilizando a
sonda de Hall.
⚫ Pode medir de 10 até 30.000
Gauss, muito útil para
verificação do valor do
campo magnético efetivo
na peça a ser inspecionada
por partículas magnéticas ou
ainda campos residuais.

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6) Controle do Ensaio

⚫ O Padrão Circular – Petrobras, também conhecido


como Pastilha Sensora ou Padrão Moeda, tem a
finalidade de verificação da eficiência e direção do
campo magnético aplicado.
⚫ Este padrão é constituído de
uma pastilha contendo uma
descontinuidade circular e
superficial centralizada no
corpo da pastilha.

6) Controle do Ensaio

⚫ Padrão Circular

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6) Controle do Ensaio

1. Posicione a moeda do padrão sobre a superfície na


área da peça a ser verificada.
2. Aplique o campo magnético na região da peça e ao
mesmo tempo aplique as partículas magnéticas,
inclusive sobre o padrão, método contínuo.
a. Se estiver utilizando partículas magnéticas via seca, retire o
excesso com pequenos golpes de ar sobre o padrão.

6) Controle do Ensaio

3. A descontinuidade circular será revelada.


a. Se estiver aplicando o campo magnético somente em um
sentido, haverá a formação de descontinuidades mais fortes
na seção perpendicular à direção do campo magnético na
região do circulo.
b. Neste caso repita a operação posicionando o aparelho
magnetizador em sentido perpendicular ao anterior.
Deverá haver a formação de descontinuidades mais fortes no
sentido perpendicular deste campo.

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6) Controle do Ensaio

4. A avaliação das descontinuidades formadas é a base


para a confirmação que as intensidade de campo
magnético aplicado aquela região são suficientemente
adequadas para a detecção de descontinuidades.
- Caso isto não ocorra é necessário mudar o posicionamento da
abertura das sapatas do Yoke, afim de conseguir uma intensidade
magnética na região de ensaio, mais adequada.
- Caso a magnetização esteja sendo feita com aparelhos/ máquinas
com regulagem de corrente elétrica é necessário regular a corrente
até que obtenha a melhor indicação formada na superfície do
padrão.

6) Controle do Ensaio

⚫ O Indicador de Fluxo Magnético, também


conhecido como Padrão CASTROL ou “Flexible
Laminated Strips”, tem a finalidade de verificação
da eficiência, intensidade e direção do campo
magnético aplicado.

⚫ Outra aplicação para este padrão também é a


verificação da eficiência do banho de partículas
magnéticas utilizado.

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6) Controle do Ensaio

⚫ O Bloco Padrão Castrol, é um padrão para verificação


da eficiência, intensidade e direção do campo
magnético.

6) Controle do Ensaio

⚫ Bloco Padrão Octogonal é um padrão para verificação


de eficiência e direção do campo magnético.

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6) Controle do Ensaio

⚫ O Padrão Octogonal é indicado para verificação da


intensidade e direção do(s) campos(s) magnético(s)
aplicado(s) na peça.
⚫ Posicione a moeda do padrão sobre a área da peça a
ser verificada.
a) Com a descontinuidade viradas pra baixo, haverá a simulação
de descontinuidades sub-surficiais.
b) Com as descontinuidades viradas para cima, haverá a
simulação de descontinuidades superficiais.

6) Controle do Ensaio

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6) Controle do Ensaio

6) Controle do Ensaio

⚫ O Padrão Levantamento de Massa 5,5 kg, é um


padrão para verificação de eficiência e força de
magnetização de Yoke CA.
⚫ É projetado especificamente para o Yokes de
corrente alternada (CA) e que atendem requisitos da
norma PETROBRAS N 1598.
⚫ Contém uma distribuição de peso equilibrada que
assegura resultados dos testes de levantamento de
massa seguros.

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6) Controle do Ensaio

⚫ Dimensões: 117 mm x 240 mm x 25 mm.


⚫ Material: Aço 1020.
⚫ Peso: 5,5 kg.

6) Controle do Ensaio

⚫ Instruções de uso:
⚫ O padrão levantamento de massa 5,5 kg é indicado
para verificação de eficiência e força de
magnetização de Yokes CA.
1. Posicione as sapatas (pernas) do Yoke sobre a face do
bloco de 117 x 240 mm. Com espaçamento máximo entre
centro das sapatas de 165 mm.
2. Acione o Yoke.
3. Com o Yoke acionado levante o padrão.

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6) Controle do Ensaio

⚫ Se o Yoke levantar o padrão, ele está apto para


uso.
⚫ Mas se não obter sucesso no levantamento da
massa verifique os seguintes parâmetros abaixo:
1. Certifique-se se a tensão de alimentação do Yoke está
dentro do especificado para o equimento.
2. Verifique se o Yoke está funcionando perfeitamente.

7) Bibliografia

⚫ FBTS, Curso de Inspetor de Soldagem - CIS, 3 ed., Rio de Janeiro, BR,


Publit Soluções Editoriais, 2016.
⚫ NORMA TÉCNICA PETROBRAS, Descontinuidades em Juntas Soldadas,
Fundidos, Forjados e Laminados. Norma N-1738 Rev. C, Rio de Janeiro,
BR, 2011.
⚫ PAIOLI, J. C., Método de Ensaio por Partículas Magnéticas (PM). SERV
END, São Paulo, SP, Brasil. Disponível em: http://www.servend.com.br.
Acesso em: 16 jan. 2015.
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