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Classificação das Micoses Fúngicas

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MICOSES

PROF. EURÍPEDES R. BONIFÁCIO JR


Classificação
dos fungos
Classificação
dos fungos
 MICOSES SUPERFICIAIS
• Superfícies da pele e dos pelos;
• Limitadas ao extrato córneo;
• Contato direto;
• Não há disseminação;
• Não induz resposta imunológica;
• Elas não são destrutivas e são apenas de importância
estética;
• Pitiriase versicolor - caracterizada pela descoloração ou
despigmentação e descamação da pele.
Classificação
dos fungos
 MICOSES SUPERFICIAIS
• Tinea nigra se refere a manchas pigmentadas em
castanho ou negro localizadas principalmente nas palmas
das mãos;
• Piedra negra e piedra branca envolvem os pelos e são
caracterizadas por nódulos compostos por hifas que
envolvem as hastes dos pelos;
• Malassezia spp., Hortae werneckii, Piedraia hortae e
Trichosporon spp.
Classificação
dos fungos
 MICOSES CUTÂNEAS
• As micoses cutâneas são infecções da camada queratinizada
da pele, dos pelos, e das unhas;
• Prurido, descamação, cabelos quebradiços, manchas de
formato anelar na pele, bem como unhas espessadas e
opacas;
• Trichophytron, Epidermophyton e Microsporum;
• Dermatofitoses;
• A Tinea unguium se refere a infecções dos dedos dos pés
que envolvem estes agentes;
• Onicomicoses incluem infecções das unhas causadas pelos
dermatófitos e ainda por fungos não dermatófitos, como
Candida spp. e Aspergillus spp.
Classificação
dos fungos
 MICOSES SUBCUTÂNEAS
• Camadas mais profundas da pele, incluindo a córnea, os
músculos e o tecido conjuntivo;
• Formação de abscessos, úlceras que não cicatrizam, e
fístulas que drenam;
• As infecções podem ser causadas por fungos
filamentosos hialinos, tais como Acremonium spp. e
Fusarium spp., e por fungos pigmentados ou
dematiáceos, tais como Alternaria spp., Cladosporium
spp. e Exophiala spp. (feohifomicoses,
cromoblastomicoses)
Classificação
dos fungos
 MICOSES SISTÊMICAS
• As micoses endêmicas são infecções fúngicas causadas
pelos fungos dimórficos Histoplasma capsulatum,
Blastomyces dermatitidis, Coccidioides immitis,
Coccidioides posadasii, e Paracoccidioides brasiliensis
(patógenos clássicos);
• Dimorfismo térmico - (existem como leveduras ou
esférulas a 37°C, e como fungo filamentoso a 25°C);
• Todos estes agentes produzem uma infecção primária no
pulmão, com subsequente disseminação para outros
órgãos e tecidos.
Classificação
dos fungos
 MICOSES OPORTUNISTAS
• Estes organismos exibem uma virulência inerentemente
baixa ou limitada;
• Causam infecções em indivíduos que estejam debilitados,
imunossuprimidos ou que carreguem aparelhos protéticos
implantados ou cateteres vasculares;
• Os patógenos fúngicos oportunistas mais comuns são as
leveduras Candida spp. e Cryptococcus spp., o mofo
Aspergillus spp. e Pneumocystis jirovecii.
Micoses
superficiais
 PITIRÍASE VERSICOLOR
o As lesões da pitiríase versicolor são pequenas máculas
hipo ou hiperpigmentadas;
o A parte superior do tronco, braços, tórax, ombros, face e
pescoço é mais frequentemente envolvida, mas qualquer
parte do corpo pode ser afetada;
o Infecção assintomática da camada córnea com manchas
hipo ou hipercrômicas;
o Malassezia – levedura comensal;
o Fungos leveduriformes e lipofílicos;
Micoses
superficiais
 PITIRÍASE VERSICOLOR
 Malassezia furfur
• Ocorrência universal;
• Regiões de clima quente e úmido;
• Levedura lipofílica;
• Participa da flora normal da pele, podendo ser isolado em 90%
da população normal, sem sinais clínicos dessa afecção;
• Evidenciada geralmente após exposição solar;
• É um fungo lipofílico, portanto, seu cultivo requer substâncias
oleaginosas;
• Geralmente ao meio de cultivo é adicionado azeite de oliva
para melhor resultado do crescimento.
Micoses
superficiais
 PITIRÍASE VERSICOLOR
 Malassezia furfur
• Em meio de cultura, as colônias de Malassezia furfur são
de cor branca a creme, de aspecto cremoso e brilhoso.
Micoses
superficiais
 PITIRÍASE VERSICOLOR
 Malassezia furfur
• O diagnóstico laboratorial da pitiríase versicolor é feito
pela visualização direta dos elementos fúngicos (hifas
curtas e curvas e blastoconídios em cachos).
Micoses
superficiais
 PITIRÍASE VERSICOLOR
 Malassezia furfur
• Microbiota normal da pele e couro cabeludo (levedura);
• Patogênica – se transforma (filamentosa);

 Fatores:
 Internos – sudorese intensa, stress, fatores hereditários,
imunodepressão, ↑ secreção de ác. Graxos;
 Externos - ↑ temperatura e umidade, uso de cremes e
pouca higiene pessoal.
Micoses
superficiais
 PITIRÍASE VERSICOLOR
 Malassezia furfur
 Hipopigmentação (mancha clara):
• Ácido azeláico (patogenicidade)
i. Potente filtro solar (ultravioleta);
ii. Bloqueia a ação da tirosinase
 Lesões hipercromicas (raras):
• Espessamento da camada de queratina;
• Intenso infiltrado inflamatório celular estimulando
melanócitos.
Micoses
superficiais
 PITIRÍASE VERSICOLOR
 Malassezia furfur
Micoses
superficiais
 TINEA NIGRA
 Hortaea werneckii
• Fungos filamentosos que, quando em meio de cultura,
apresentam colônia úmida, brilhante e leveduriforme,
tornando-se filamentosa, aveludada e de coloração
verde-escura com o tempo;
• Essa micose é caracterizada por infecções
assintomáticas na sola do pé ou na palma da mão,
formando uma mancha escura fuliginosa;
• Manchas de nitrato de prata;
Micoses
superficiais
 TINEA NIGRA
 Hortaea werneckii
Micoses
superficiais
 TINEA NIGRA
 Hortaea werneckii
• O exame direto do raspado das lesões revela
imediatamente hifas mais ou menos escuras, septadas,
sinuosas. Pode-se observar, também, elementos
arredondados, gemulantes, tendo até 5 μm no maior
diâmetro.
Micoses
superficiais
 TINEA NIGRA
 Hortaea werneckii
 A cultura em meio de Sabouraud se faz com facilidade
onde as colônias aparecem, principalmente, como pontos
negros, brilhantes, como se fossem leveduras negras;
Micoses
superficiais
 PIEDRA BRANCA
 Trichosporon sp
• A piedra branca afeta os pelos da região inguinal e
axilas;
• O fungo fica ao redor da haste do pelo e forma um nódulo
branco e castanho ao longo do pelo;
• Os nódulos são moles e pastosos e podem ser facilmente
removidos deslocando-os, com o polegar e o dedo
indicador, em direção à ponta do pelo;
• A infecção não danifica a haste do pelo.
Micoses
superficiais
 PIEDRA BRANCA
 Trichosporon sp
• O diagnóstico das pedras micósicas é fácil. O exame
direto revela imediatamente o nódulo piédrico. No nódulo
de piedra branca com coloração clara;
Micoses
superficiais
 PIEDRA BRANCA
 Trichosporon sp
• Trichosporon spp. Formará colônias de coloração creme,
secas e enrugadas dentre de 48 a 72 horas de incubação
em temperatura ambiente;
• Colônia leveduriforme pregueada bege e reverso incolor;
Micoses
superficiais
 PIEDRA PRETA
 Piedraia hortae
• Fungo filamentoso pigmentado (castanho a negro-
avermelhado);
• As colônias são escuras, formadas por hifas unidas
contendo ascos que possuem ascósporos típicos,
fusiformes com filamento polar;
Micoses
superficiais
 PIEDRA PRETA
 Piedraia hortae
• O exame direto revela imediatamente o nódulo piédrico.
A pedra preta revela-se, além da coloração, pelo aspecto
microscópico do nódulo. Observando-se a presença de
espaços claros, que são lojas ascígeras (lóculos
ovalados), contendo esporos alongados, até oito para
cada loja.
Micoses
superficiais
 PIEDRA PRETA
 Piedraia hortae
• A cultura é fácil;
• Piedraia hortae cresce como uma colônia escura, preto-
esverdeada, podendo ser elevada ou achatada na parte
central;
• Colônia filamentosa elevada ou apiculada, de cor escura
e reverso preto.
Micoses
superficiais
 PIEDRA PRETA
 Piedraia hortae
• Em poucos dias, recobrem-se de hifas verdes-oliváceas;
• Fungo demácio isolado de lesão plantar superficial;
• É assintomática e geralmente envolve os pelos do couro
cabeludo.
• As piedras são infecções caracterizadas pela presença
de nódulos – trama de hifas irregulares – nos pelos,
podendo ser claros ou negros, de acordo com o agente
etiológico;
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
 Também conhecidas como dermatomicoses, são as
micoses causadas por dermatófitos, fungos filamentosos
que comprometem pele, pelos, unhas e mucosas;
 Lesões cutâneas com contornos arredondados;
 Fungo tem afinidade pela queratina (queratinase);
 Utiliza a queratina como fonte de nitrogênio;
 As lesões cutâneas geralmente ramificam; após sete
dias, iniciam uma reação cutânea com formação de
vesículas ao redor e, posteriormente, descamação e
bordas eritematosas de propagação radial.
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
 A infecção do pelo pode ser externa, classificada como
ectothrix, na qual o fungo fica circunscrito à bainha
externa;
 Interna, classificada como endothrix, na qual o fungo
destrói a bainha externa, proliferando no interior do pelo;
 Ela ainda ser caracterizada pelas duas fases, com
classificação endoectothrix;
 Os dermatófitos são taxonomicamente relacionados,
pertencentes aos gêneros Trichophyton, Microsporum,
Epidermophyton, Arthroderma e Candida.
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
 Microsporum – pele e pelo;
 Trichophyton – pele, unha e pelo;
 Epidermophyton – pele e unha.
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
• O padrão clássico das dermatofitoses é o padrão “ringworm”,
ou seja, um anel de escamação inflamatória com diminuição
da inflamação em direção ao centro da lesão;
• As tineas de áreas cobertas por pelos se paresentam, muitas
vezes, como manchas circulantes elevadas de alopecia com
eritema e escamações ou pápulas, pústulas e vesículas e
quérions mais difusamente espalhadas;
• Os pelos infectados com determinadas espécies de M. canis,
M. audouinii e T. schoenleinii, muitas vezes fluorescem em
tonalidade amareloverde quando expostas a lâmpada de
Wood.
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
• As dermatofitoses do pé e mão podem se tornar, muitas
vezes, complicadas por onicomicoses, em que a unha é
invadida e destruída por fungos;
• A infecção é usualmente crônica, e as unhas tornam-se
grossas, descoloridas, elevadas, friáveis e deformadas. T.
rubrum é o agente etiológico mais comum na maioria dos
países;
• Uma forma rapidamente progressiva de onicomicose que
se origina na borda proximal da unha e envolve a
superfície e a parte interna da unha é vista em paciente
com AIDS.
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
Micoses
cutâneas
 DERMATOFITOSES
Micoses
subcutâneas
 Micoses que comprometem a camada subcutânea da
pele na ocorrência de infecção por traumatismo com
material infectado;
 Curso clínico é crônico e insidioso; uma vez
estabelecido, as infecções são refratárias à maioria da
terapia antifúngica;
 Os agentes causais das micoses subcutâneas são
geralmente considerados com potencial patogênico baixo
e são comumente isolados do solo, de madeira, ou de
vegetação em decomposição;
 A exposição é geralmente ocupacional ou relacionada a
passatempos (p. ex., jardinagem, trabalho com madeira).
Micoses
subcutâneas
 ESPOROTRICOSE LINFOCUTÂNEA
 Sporothrix schenckii
• Fungo dimórfico ubiquitário no solo e na vegetação em
decomposição;
• Lesões nodulares e ulcerativas que se desenvolvem ao
longo dos linfáticos que drenam o sítio primário da
inoculação;
• Com o tempo, os nódulos podem se ulcerar e liberar pus;
• Clinicamente, estas lesões são nodulares, verrucoides e
ulcerativas e grosseiramente, podem lembrar um
processo maligno como carcinoma de células
escamosas.
Micoses
subcutâneas
 ESPOROTRICOSE LINFOCUTÂNEA
 Sporothrix schenckii
• No exame direto é dificilmente observável, tanto no
exame a fresco, como nos preparados corados pelo
Gram ou pelo Giemsa;
Micoses
subcutâneas
 ESPOROTRICOSE LINFOCUTÂNEA
 Sporothrix schenckii
• A contaminação dá-se por traumatismo com materiais
contaminados por Sporothrix schenckii ou por inalação de
propágulos do fungo, em caso de imunodeprimidos
• O Sporothrix schenckii é um fungo dimórfico, possui uma
colônia branca acinzentada que escurece com o tempo
da periferia para o centro;
• Apresenta células leveduriformes e/ou hifas septadas
com a formação de conídios isolados ou agrupados em
pétalas;
Micoses
subcutâneas
 ESPOROTRICOSE LINFOCUTÂNEA
 Sporothrix schenckii
Micoses
subcutâneas
 ESPOROTRICOSE LINFOCUTÂNEA
 Sporothrix schenckii
• Colônia filamentosa membranosa, de brilho nacarado,
cor escura na borda e reverso com pigmento escuro na
borda.;
• Cultura em ágar Mycosel de lesão nodular, com 7 dias
de incubação à temperatura ambiente, no qual o exame
direto foi negativo.
Micoses
subcutâneas
 ESPOROTRICOSE LINFOCUTÂNEA
 Sporothrix schenckii
• disposição dos conídios em forma de margarida,
implantados sobre pequenos conidióforos, que se
espalham abundantemente sobre as hifas ramificadas e
septadas do Sporothrix schenckii.
Micoses
subcutâneas
 CROMOBLASTOMICOSE
• Dermatite verrucosa cromoparasitária;
• Infecção de pele e tecidos principalmente dos membros
inferiores, podendo invadir a região linfática;
• Surgimento de nódulos cutâneos de desenvolvimento
lento que podem ou não ulcerar;
• Os organismos mais comumente associados com a
cromoblastomicose são fungos pigmentados (démaceos)
dos gêneros Fonsecaea, Cladosporium, Exophiala,
Cladophialophora, Rhinocladiella e Phialophora.
Micoses
subcutâneas
 CROMOBLASTOMICOSE
Micoses
subcutâneas
 CROMOBLASTOMICOSE
• No exame direto o parasito revela-se sob a forma
arredondada, com diâmetro em torno de 10 µm, tendo
uma coloração acastanhada que lhe é absolutamente
característica - corpo fumagóide;
Micoses
subcutâneas
 CROMOBLASTOMICOSE
• Colônia filamentosa algodonosa ou aveludada. De cor
escura (cinza, verde, preta tec.) no anverso e reverso
preto.
• Demácio agente de cromomicose e feohifomicose. No
caso de fungo demácio fica difícil dizer o nome do fungo,
só em algumas exceções. Na imagem a colônia é
Fonsecaea pedrosoi.
Micoses
sistêmicas
 São micoses profundas com comprometimento de
órgãos e vísceras;
 A infecção geralmente é proveniente da inalação de
propágulos;
 Quando é crônica, pode desencadear uma resposta
celular granulomatosa semelhante à tuberculose;
 Fungos dimórficos;
 Endêmicos;
 Muitas vezes, a infecção pode ser quiescente e reativar
somente quando o paciente se tornar imunossuprimido e
vivendo numa área onde o fungo não é endêmico.
Micoses
sistêmicas
 HISTOPLASMOSE

 FORMAS PULMONARES
 Primárias
• Grande número de casos de infecção primária passa
despercebido pelos doentes;
• São formas assintomáticas;
Micoses
sistêmicas
• Certo número de casos apresenta sintomatologia das
infecções respiratórias com tosse, pontadas, rouquidão e
sintomas gerais, como febre, suores noturnos, dores
musculares e articulares, mal-estar e perda de peso,
sintomatologia muito semelhante à da tuberculose.
• A gravidade destes sintomas depende da carga da
infecção. O complexo primário desenvolve-se sempre,
tanto nas formas assintomáticas como nas sintomáticas.

 Crônicas
• Cavitárias - As formas são próprias dos adultos.
Micoses
sistêmicas
• A forma cavitária é caracterizada por tosse com
expectoração, ocasionalmente hemoptóica, febre baixa;
• Pode representar a reativação de um foco primário,
residual, mas pode constituir a evolução ininterrupta de
uma lesão inicial;
• A lesão cavitária, em geral, coexiste com a forma
disseminada da doença.
 Nodulares
• Apresenta-se como um nódulo solitário, de mediana
densidade, bem delimitado;
• Em geral, situado na parte média ou inferior do pulmão.
Micoses
 Residuais
sistêmicas
• São constituídas pelas calcificações pulmonares;
• Estas calcificações também podem ser encontradas no baço e
no fígado, indicando que, mesmo após a disseminação
hematógena, há possibilidade de cura espontânea (Posada et
al. – 1968).

Os sintomas pulmonares podem ficar completamente


suplantados pelas manifestações hepatoesplênicas e supra-
renais, com febre, anemia, perda de peso e linfadenopatia
generalizada;
 No paciente de SIDA, observa-se disseminação para a região
cutânea da face, pescoço e tórax, lembrando molusco
contagioso.
Micoses
sistêmicas
Micoses
sistêmicas
 A histoplasmose é causada por duas variedades de
Histoplasma capsulatum: H. capsulatum var capsulatum e
H. capsulatum var duboissi;
 Colônia filamentosa branca com rachadura no centro e
reverso castanho. Histoplasma capsulatum. A colônia do
Histoplasma lembra o Paracoccidioides, diferindo pela
extensão da colônia maior no caso do Histoplasma.
Micoses
sistêmicas
 O fungo é dimórfico, isto é, apresenta fase miceliana na
temperatura ambiente e fase levediforme, quando
cultivado em meios ricos a 37º C;
 No primeiro isolamento, as colônias nunca aparecem
antes de 10 dias, apresentando um micélio, a princípio,
branco e sedoso;
 Conforme vai se tornando mais velha, a colônia toma
uma coloração mais escura, de superfície tanto mais
granulosa quanto mais velha a cultura, aspecto que
corresponde à intensa esporulação do fungo.
Micoses
sistêmicas
Micoses
sistêmicas
 PARACOCCIDIOIDOMICOSE
 Essa infecção é causada pela inalação de fragmentos do
Paracoccidioides brasiliensis, geralmente infectando o pulmão;
o fungo lesa o tecido, formando abcessos ou inflamações
granulomatosas com centros necróticos;
 No tecido infectado podemos observar células redondas
leveduriformes com brotamento, que podem formar uma
estrutura semelhante à “roda de leme”;
 A infecção pode ter longos períodos de incubação
assintomáticos;
 Quando cultivado, esse fungo apresenta crescimento de
colônias brancas lisas com o desenvolvimento de micélios
aéreos curtos. Conforme a variação da temperatura, pode-se
observar hifas septadas, c.onídios e clamidioconídios
Micoses
sistêmicas
 PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Micoses
sistêmicas
 PARACOCCIDIOIDOMICOSE
 A infecção pode se disseminar em sítios
extrapulmonares na ausência de diagnóstico e
tratamento;
 As localizações extrapulmonares proeminentes incluem
pele e mucosa, linfonodos, glândulas adrenais, fígado,
baço, sistema nervoso central e ossos;
 A lesões das mucosas são dolorosas e ulceradas e,
geralmente, estão confinadas a boca, lábios, gengivas e
palato. Maioria dos afetados são sexo masculino
Micoses
sistêmicas
 PARACOCCIDIOIDOMICOSE
 No exame direto observa-se estrutura arredondada com
parede birrefringente e multigemulação (orelha de
Mickey), além de estruturas com criptosporulação,
denominadas de roda de leme.
Micoses
sistêmicas
 PARACOCCIDIOIDOMICOSE
 O agente da micose é Paracoccidioides brasiliensis;
 Colônia filamentosa pregueada branca com rachadura
na superfície (lembrando pipoca estourada) e reverso
castanho. Paracoccidioides brasiliensis.
Micoses
oportunistas
 CANDIDOSE
 A candidíase é causada por fungos representantes do gênero
Candida spp. A C. albicans é o patógeno mais comum nas
infecções de mucosas e tecidos;
 Essa infecção pode acometer diversos órgãos e tecidos,
desenvolvendo micoses específicas conforme a região, como
estomatite (mucosa oral e gastroestomacal), balanite (glande),
candidíase vaginal (órgãos genitais), candidíase
cutaneomucosa (pele e mucosas) e candidíase sistêmica
(órgãos e sangue);
 O diagnóstico consiste no achado de células leveduriformes
em exame direto ou colorações diversas. Quando cultivada,
podemos observar colônias claras e cremosas.
Micoses
oportunistas
 CANDIDOSE
 A visualização de leveduras em brotamento e das
pseudohifas é suficiente para o diagnóstico.
Micoses
oportunistas
 CANDIDOSE
 Na descrição macroscópica da colônia de Candida não
utilizar o nome da espécie C. albicans, porque todas as
espécies apresentam o mesmo tipo de colônia.
 Em alguns momentos o aspecto da colônia pode
apresentar o centro cerebrifome ou pregueado.
 As leveduras desenvolvem-se bem no meio de
Sabouraud;
 Colônia leveduriforme lisa (glabra) branca ou bege e
reverso incolor.
Micoses
oportunistas
 CANDIDOSE
Micoses
oportunistas
 CANDIDOSE
 Candidíase sistêmica: Sinais de alerta:
1. Febre (síndrome de sepsis);
2. Erupção cutânea;
3. Mialgia;
4. Endoftalmite (uveite característica);
5. Hifa de Candida sp. em urina coletada por punção
suprapúbica;
6. Hemocultura seriada positiva;
1, 2, 3 e 4 em conjunto, confirmam o diagnóstico.
4 e 5, isoladamente, confirmam o diagnóstico.
Micoses
oportunistas
 CANDIDOSE
 Candidíase granulomatosa: Em casos raros, podemos
observar reação granulomatosa dos tecidos.

 Levedúrides: São manifestações à distância provocadas por


um foco de candidíase. Clinicamente são caracterizadas por:
a) ausência de leveduras na levedúride (lesões asséticas);
b) presença de um foco primitivo sético;
c) o paciente deve reagir à levedurina (extrato de cultura de
levedura);
d) curado o foco primário, desaparece a lesão secundária;

 As leveduras constituem, portanto, reação de


hipersensibilidade cutânea.
Micoses
oportunistas
 CANDIDOSE
Micoses
oportunistas
 CRIPTOCOCOSE
 A criptococose é causada pela inalação do fungo
Cryptococcus neoformans, encontrado nas fezes de
pombos;
 Pode se desenvolver em uma infecção subaguda ou
crônica, em que podemos observar células
leveduriformes capsuladas;
 A infecção inicial é no pulmão, podendo desenvolver-se
para sistêmica principalmente em indivíduos
imunodeprimidos;
 Sua característica encapsulada confere grande poder de
virulência e grande resistência a ambientes inóspitos.
Micoses
oportunistas
 CRIPTOCOCOSE
 O diagnóstico é feito por meio de exame direto do
material biológico (LCR, escarro, secreção) com a adição
de tinta da China ou nanquim;
 Visualizam-se células leveduriformes encapsuladas de
tamanho irregular, algumas com brotamento;
 Quando cultivado, o fungo apresenta crescimento rápido
de colônias cremosas, brilhantes e mucoides de cor clara
branca a marrom.
Micoses
oportunistas
 CRIPTOCOCOSE
Micoses
oportunistas
 CRIPTOCOCOSE
 O material a examinar é, geralmente, escarro, líquor ou
pus. O parasito é demonstrado sem artifício tintorial
algum, mas pode ser usada tinta nanquim, pura ou
diluída até um quinto, para evidenciar melhor a enorme
cápsula de aspecto gelatinoso do parasito.
Micoses
oportunistas
 CRIPTOCOCOSE
 No ágar Sabouraud – colônia leveduriformes mucoide,
cor branca a bege e reverso incolor. Diagnóstico:
Cryptococcus sp.;
 Na identificação da espécie se utiliza o meio de CGB,
proposto por Kwon-Chung & Bennett, 1992. Neste meio é
possível confirmar a espécie C. gattii que muda o pH do
meio e produz cor azulada no meio, já o C. neoformans
não altera a cor do meio. Diagnóstico: Cryptococcus gattii
– ocorre também em pacientes imunocompetentes.
Micoses
oportunistas
 CRIPTOCOCOSE
Micoses
oportunistas
 CRIPTOCOCOSE
 Na microscópio, Cryptococcus spp. É um organismo
leveduriforme, esférico a oval, encapsulado, com 2 a
20µm de diâmetro;
 Em geral, tubos germinativos, hifas e pseudo-hifas estão
ausentes no material clínico;
 Cryptococcus neoformans ou C. gattii. Presença de
estruturas arredondadas gemulantes com parede grossa
e cápsula, evidenciada com nanquim.
Micoses
oportunistas
 ASPERGILOSE
 A aspergilose é uma micose visceral, geralmente uma
infecção secundária causada pela inalação de propágulos
de Aspergillus spp., que acomete pulmão, ouvido,
sistema nervoso central, olhos e outros órgãos.
 A evolução dessa infecção pode causar o aspergiloma
intracavitário, também conhecido como bola fúngica;
 A aspergilose alérgica também pode ser desenvolvida por
causa de sua característica morfológica e tóxica;
 O diagnóstico consiste no achado de hifas septadas,
ramificadas, dicotômicas, irradiando de um ponto.
Quando cultivado, podemos observar o corpo de
frutificação, característica da espécie.
Micoses
oportunistas
 ASPERGILOSE
Micoses
oportunistas
 ASPERGILOSE
 O material patológico pode ser feito de: escarro,
cerumem do ouvido, exsudato ocular, pus de lesões
gomosas;
 Estes exames revelam apenas presença de hifas
septadas hialinas e ramificadas, sem que se possa
afirmar o gênero causador da micose.
Micoses
oportunistas
 ASPERGILOSE
 Colônia filamentosa granulosa preta ou castanho escuro
(lembra borra de café) e reverso de incolor a castanho.
Aspergillus niger
Micoses
oportunistas
 ASPERGILOSE
 Colônia filamentosa granulosa (representado pelos
conidióforos), cor verde e reverso de incolor a castanho.
Aspergillus flavus. As colônias dos aspergilos se
destacam pelo aspecto granuloso com vários tipos de
pigmentação na parte superior (preto, verde, castanho,
azulado etc.), característica de cada espécie.
Micoses
oportunistas
 ASPERGILOSE
 Colônia filamentosa finamente granulosa (lembrando
fuligem), cor cinza escuro e reverso de incolor a
castanho. Aspergillus fumigatus.
Micoses
oportunistas
 ZIGOMICOSE
 A lesão começa como nódulo indolor, que se desenvolve
entre o corium e a camada subcutânea do tecido
gorduroso, quando no tronco e membros;
 Na localização facial, na mucosa nasal e palato, o
desenvolvimento do tumor é na camada submucosa. Os
gânglios não são acometidos, bem como a camada
muscular e os vasos, e respondem bem ao tratamento
iodado.
Micoses
oportunistas
 ZIGOMICOSE
 Agente etiológico - Mucorales e Entomophthorales;
 Colônia filamentosa algodonosa, enchendo todo o
interior do tubo, cor branca a bege, com grãos
(esporângios) na parte superior e reverso incolor a
castanho. Rhizopus sp.
Micoses
oportunistas
 ZIGOMICOSE
 Ao microscópio, os zigomicetos são fungos filamentosos
com hifas cenocíticas largas, hialinas e esparsamente
septadas. Os esporos assexuais da ordem Mucorales
ficam dentro de um esporângio e são conhecidos como
esporangiosporos;
 O fungo que mais se isola em cultura é do gênero
Rhizopus.

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