ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS NÁUTICAS
Departamento De Navegação Marítima
Curso De Navegação Marítima
Segurança Marítima I
Turma: 2N23
SEGURANÇA MARÍTIMA
ACIDENTES E INCIDENTES
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)
TRABALHO NO CONVÉS
Docente: Msc C.B. Mapossa
Maputo, Agosto de 2024
ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS NÁUTICAS
Departamento De Navegação Marítima
Curso De Navegação Marítima
Segurança Marítima I
Turma: 2N23
SEGURANÇA MARÍTIMA
ACIDENTES E INCIDENTES
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)
TRABALHO NO CONVÉS
Discente:
Nchamo Ali Silaita
Trabalho de carácter
avaliativo referente a cadeira de
Segurança Marítima I orientado
pelo docente Msc. Mapossa.
Maputo, Agosto de 2024
1
RESUMO
Este trabalho explora a segurança marítima, abordando desde os conceitos fundamentais até as
práticas e regulamentações que garantem a proteção dos tripulantes, passageiros, e do meio
ambiente marinho. A análise inclui as principais causas de acidentes marítimos, como erro humano
e falhas técnicas, e destaca a importância da prevenção e mitigação de riscos a bordo dos navios.
Também são discutidas as medidas de segurança e as normas internacionais que visam reduzir a
ocorrência de incidentes e minimizar os impactos ambientais. O estudo enfatiza a necessidade
contínua de aprimorar as práticas de segurança, propondo melhorias com base em análises de
dados e regulamentações atuais.
Palavras-chave: Segurança Marítima, Acidentes Marítimos, Poluição Marítima.
Abstract
This paper examines maritime safety, covering essential concepts, practices, and regulations
designed to protect crew members, passengers, and the marine environment. The analysis includes
the primary causes of maritime accidents, such as human error and technical failures, emphasizing
the importance of risk prevention and mitigation on board ships. The study also discusses safety
measures and international standards aimed at reducing incidents and minimizing environmental
impact. The research underscores the ongoing need to enhance safety practices, proposing
improvements based on data analysis and current regulations.
Keywords: Maritime Safety, Maritime Accidents, Marine Pollution.
2
Índice
Segurança Marítima ........................................................................................................................ 1
Resumo............................................................................................................................................ 2
Introdução ....................................................................................................................................... 4
Justificativa ..................................................................................................................................... 4
Problematização .............................................................................................................................. 4
Objectivos ....................................................................................................................................... 5
Objectivo Geral ............................................................................................................................... 5
Objectivos Específicos .................................................................................................................... 5
Metodologia .................................................................................................................................... 5
Segurança Marítima ........................................................................................................................ 6
Conceito .......................................................................................................................................... 6
Segurança Marítima ........................................................................................................................ 6
Segurança Da Navegação ............................................................................................................... 6
Acidentes E Incidentes .................................................................................................................... 7
Estatísticas De Acidentes Marítimos .............................................................................................. 7
Acidente .......................................................................................................................................... 7
Principais Causas Dos Acidentes Marítimos .................................................................................. 7
Incidente .......................................................................................................................................... 9
Saúde, Higiene E Segurança No Trabalho ...................................................................................... 9
Acidentes De Trabalho ................................................................................................................. 10
Principais Causas Dos Acidentes De Trabalho No Mar ............................................................... 10
Poluição Marítima E Defesa Do Ambiente Marinho .................................................................... 10
Equipamento De Protecção Individual (EPI) .................................. Erro! Indicador não definido.
Utilização E Manutenção Do (Epi) ............................................................................................... 11
Conservação .................................................................................................................................. 12
Protecção Auditiva ........................................................................................................................ 12
Epi Para Proteção Do Tronco........................................................................................................ 13
Colete De Sinalização Refletivo ................................................................................................... 14
Segurança De Trabalho No Convés E Manuseamento De Objectos No Convés ......................... 15
ESCADAS.....................................................................................................................................16
Conclusão ...................................................................................................................................... 19
Referencias Bibliográficas ............................................................................................................ 20
3
INTRODUÇÃO
A segurança marítima é um pilar fundamental na operação de navios e na manutenção da
integridade do ambiente marinho, sendo uma área que abrange desde a protecção da vida humana
até a prevenção de desastres ambientais. Com o aumento exponencial das actividades marítimas e
a globalização do comércio, o transporte marítimo passou a ocupar um papel central na economia
mundial. No entanto, essa expansão trouxe consigo uma série de desafios, como o aumento dos
riscos de acidentes, incidentes e poluição ambiental. A natureza adversa dos ambientes marítimos,
combinada com a complexidade das operações a bordo, exige a implementação de medidas
rigorosas de segurança que garantam não só a segurança das tripulações e passageiros, mas
também a protecção do meio ambiente marinho contra os impactos negativos das actividades
humanas. Este trabalho tem como objectivo explorar as diversas dimensões da segurança
marítima, abordando desde conceitos fundamentais, como a definição de segurança e as suas
subdivisões, até a análise detalhada das causas mais comuns de acidentes marítimos.
Adicionalmente, o estudo examina as práticas preventivas e os equipamentos de protecção
individual que são essenciais para reduzir os riscos a bordo dos navios. A análise inclui também
uma discussão sobre as regulamentações internacionais vigentes, que desempenham um papel
crucial na promoção da segurança marítima global. Neste contexto, a segurança não é apenas uma
questão técnica, mas também uma responsabilidade ética e ambiental, que envolve a preservação
da vida humana e a defesa dos oceanos contra a degradação.
Justificativa
A justificativa para este estudo reside na necessidade de um entendimento profundo e actualizado
sobre as práticas de segurança marítima, dada a sua importância para a preservação da vida
humana, dos recursos materiais e do meio ambiente marinho. A segurança a bordo dos navios não
apenas protege os tripulantes e passageiros, mas também é crucial para a integridade das operações
logísticas globais. Além disso, com o crescente rigor das regulamentações internacionais, é
imperativo que as práticas de segurança sejam constantemente avaliadas e aprimoradas para
atender às exigências contemporâneas.
Problematização
Os acidentes marítimos continuam a ocorrer, muitas vezes devido a falhas humanas e técnicas.
Como garantir a segurança eficaz a bordo dos navios e minimizar os impactos negativos no meio
ambiente marinho?
4
OBJECTIVOS
Objectivo Geral
Avaliar as práticas de segurança marítima, com foco na prevenção de acidentes e na proteção
ambiental.
Objectivos Específicos
Compreender as principais causas de acidentes marítimos, identificando factores
contribuintes e padrões recorrentes;
Analisar as medidas preventivas adoptadas a bordo dos navios, avaliando sua eficácia em
mitigar riscos;
Sintetizar dados e informações de incidentes marítimos para gerar relatórios que auxiliem
na tomada de decisões sobre segurança a bordo.
METODOLOGIA
Com vista a consolidar o conhecimento, a metodologia utilizada baseou-se em uma revisão
bibliográfica de fontes renomadas na área de segurança marítima, incluindo manuais,
relatórios anuais da International Maritime Organization (IMO), e pesquisas em manuais de
apoio (Almeida, J. M. (2013)., Manual de Segurança no Trabalho a Bordo dos Navios , 1ª Ed
Outubro.), a pesquisa focou na análise de acidentes marítimos, suas causas, e as práticas de
prevenção atualmente adotadas, com o intuito de propor melhorias fundamentadas em
evidências e regulamentações internacionais.
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SEGURANÇA MARÍTIMA
Conceito
A segurança é um estado em que os riscos de danos físicos, financeiros ou emocionais são
minimizados ou eliminados através de processos de gestão, políticas, e tecnologias apropriadas"
(Smith & Brooks, 2012).
Segundo Almeida, (2013), Segurança é Ausência de riscos não aceitáveis.
Segurança Marítima
A segurança marítima, em sentido lato, define-se como sendo o conjunto de meios e acções para
evitar riscos que possam pôr em perigo a vida e a saúde da tripulação ou dos passageiros e,
subsidiariamente, os bens transportados pelo navio no meio marinho no qual se exerce a atividade,
(Almeida, 2013).
Para efeitos de estudo, organização, regulamentação e execução das várias tarefas que são
intrínsecas à segurança marítima, é usual subdividi-la em subtemas:
Segurança Da Navegação
Engloba as práticas correctas de exploração, governo e manobra dos navios;
Salvaguarda da vida humana e segurança das pessoas e bens a bordo – tem a ver com as
normas de construção e equipamento dos navios, com os métodos e técnicas de operação dos meios
disponíveis a bordo, com a organização da função da segurança interna do navio e com as técnicas
de sobrevivência;
Saúde, higiene e segurança no trabalho – cobre o conjunto de metodologias adequadas à
prevenção de acidentes de trabalho associados ao local de trabalho e ao processo produtivo, as
metodologias não médicas necessárias à prevenção das doenças profissionais e a vigilância médica
e controlo dos elementos físicos e mentais que possam afectar a saúde.
Defesa do meio marinho – compreende o conjunto de normas aplicáveis à construção e operação
dos navios tendentes a minimizar os riscos de poluição do ambiente marinho e os métodos e
técnicas aplicáveis em caso de necessidade de combater ou limitar os efeitos de um eventual acto
de poluição.
Protecção das pessoas e dos bens a bordo dos navios – determina as normas a observar a bordo
dos navios e nos portos, de modo a garantir a protecção de todos os que viajam por mar, em
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trabalho ou lazer, assim como minimizar os actos ilícitos praticados tanto sobre as pessoas como
com as mercadorias transportadas;
Qualquer destas subdivisões da segurança pretende minimizar o risco de ocorrência de acidentes,
qualquer que seja a sua natureza.
Acidentes e Incidentes
"Os acidentes e incidentes marítimos são variados e incluem colisões, avarias, incêndios, e
naufrágios, entre outros. A International Maritime Organization (IMO) e a European Maritime
Safety Agency (EMSA) fornecem dados detalhados sobre a frequência e as causas desses eventos"
(IMO, 2021; EMSA, 2020).
Estatísticas de Acidentes Marítimos
Segundo a International Maritime Organization (IMO), milhares de acidentes e incidentes
marítimos ocorrem anualmente. A European Maritime Safety Agency (EMSA) também publica
relatórios anuais detalhando o número de acidentes e suas causas. Por exemplo, o relatório da
EMSA de 2020 registrou:
Colisões: 500 incidentes
Avarias: 1.200 incidentes
Encerramentos: 400 incidentes
Incêndios e Explosões: 150 incidentes
Acidentes com Cargas: 300 incidentes
Acidentes com Tripulantes: 1.000 incidentes
Poluição Marítima: 250 incidentes
Naufrágios: 50 incidentes
Incidentes de Pirataria: 75 incidentes
Acidente
Define-se acidente como sendo um ou mais acontecimentos imprevistos, casuais ou não, que
resulta em ferimento, dano, estrago, prejuízo, avaria, ruína, etc.
Principais causas dos acidentes marítimos
De acordo com várias análises estatísticas, em particular as realizadas por companhias seguradoras
baseadas nas reclamações apresentadas, o erro humano sob várias formas, aparece em primeiro
lugar como uma das principais causas dos acidentes marítimos.
Por tipo de acidente, genericamente, pode dizer-se que as principais causas são:
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Fogo ou explosão:
Falta de vigia;
Falta de limpeza;
Desarrumação;
Erro humano;
Procedimentos desadequados;
Abalroamento:
Vigia deficiente ou inexistente;
Mau tempo;
Desrespeito pelas regras de navegação;
Avaria da máquina ou do leme;
Encalhe:
Mau tempo, nevoeiro, correntes inesperadas e rebentação;
Avaria na máquina ou no leme;
Cartas e publicações náuticas desactualizadas, inexistentes ou deficientemente
elaboradas;
Erros de navegação;
Erro humano.
Água aberta:
Objectos à deriva / vigia deficiente ou inexistente;
Baixios e rochas submersas;
Falhas estruturais ou mecânicas;
Ondulação e mau tempo;
Abalroamento;
Erro humano.
Soçobramento (virar)/Capsize
Pura perda de estabilidade;
Rebentamento de onda de grandes dimensões sobre o convés;
Ondas síncronas que causam grandes ângulos de balanço;
Efeitos de ressonância entre os ciclos das ondas e o balanço do navio “Broaching”, quando
há perda de controlo do governo por efeito de “surfing” na onda pelo navio;
Velocidade do navio igual à velocidade da onda quando a correr com o tempo;
Frequência de encontro entre as ondas igual à frequência natural de balanço do navio ou
ao dobro desta frequência.
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Avaria no leme:
Avaria mecânica, estrutural ou nos sistemas hidráulicos, eléctricos ou falhas de energia;
Mau tempo;
Encalhe / toque no fundo;
Objectos à deriva;
Erro humano.
INCIDENTE
Incidente – Acontecimento (anomalia ou ocorrência anormal súbita e imprevista) relacionado com
o trabalho que, não obstante a severidade, origina ou poderia originar dano para a saúde. Um
acidente não é simples obra do acaso, ou seja, acidentes podem ser previstos. Se podem ser
previstos, podem ser evitados!
Nada acontece por acaso, muito menos o que costumamos chamar de acidente. Todo o acidente
tem uma causa definida, por mais imprevisível que pareça ser.
Um acidente, em geral, é o resultado de uma combinação de factores, entre eles, falhas humanas
e/ou materiais. Os acidentes não escolhem hora nem lugar. Podem acontecer a qualquer momento.
Um acidente é o somatório de vários incidentes. Ao adoptarmos as providências necessárias para
prevenir e controlar os incidentes, estamos a cuidar da segurança física dos trabalhadores,
equipamentos, materiais e do ambiente.
A preocupação principal de todos os envolvidos na questão da prevenção de acidentes ou controle
de perdas deverá ser, primariamente, a eliminação ou o controle de todos os incidentes.
Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho
A exploração do navio compreende um conjunto de operações de ponte, máquina, equipamento,
casco, manobras diversas, movimentação de cargas ou operação de artes de pesca, que têm por
objectivo fazer com que a expedição marítima seja lucrativa e segura. Para tal o trabalho a bordo
deve organizar-se e realizar-se em condições de higiene, segurança e horário compatível, conforme
as disposições da OIT e o Regulamento de Higiene e Segurança do Trabalho a Bordo.
A verificação do cumprimento destas determinações compete às autoridades portuárias através do
Port State Control.
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Acidentes de Trabalho
Acidente de Trabalho é qualquer acidente que se verifique no local e no tempo de trabalho e
produza directa ou indirectamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte
redução na capacidade de trabalho ou de ganho ou a morte.
Para que haja um acidente de trabalho este tem de acontecer no local e no tempo de trabalho.
Principais causas dos acidentes de trabalho no mar
No mar, as principais causas de acidentes de trabalho, de acordo com algumas companhias
seguradoras, foram identificadas como tendo a ver com:
Insegurança do local de trabalho;
Posto de trabalho em movimento;
Complexidades das manobras;
Piso escorregadio;
Condições meteorológicas;
Má iluminação no trabalho nocturno;
Local de trabalho pouco espaçoso;
Elevado ruído e vibração;
Exigência de grandes esforços físicos e psíquicos;
Dureza do trabalho;
Horários de trabalho excessivos;
Quantidade de artes de pesca para operar ou de pescado para processar;
Higiene precária;
Poucas condições de habitabilidade a bordo (exemplo: falta instalações sanitárias em
embarcações de pesca);
Escassez de água doce;
Isolamento médico;
Dificuldades na prestação dos primeiros socorros;
Demora no socorro devido à distância;
Falta de Equipamentos de Segurança a Bordo
POLUIÇÃO MARÍTIMA E DEFESA DO AMBIENTE MARINHO
Poluição é a introdução directa ou indirecta, por acção humana, de substâncias ou de energia
(calor) na água e/ou no solo, susceptíveis de prejudicar a saúde humana ou a qualidade do ambiente
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e de causar a deterioração dos bens materiais, ou a deterioração ou entravés da fruição do ambiente
e na legitima utilização da água e do solo.
A Poluição marítima é resultante de todas as actividades nocivas ao ambiente praticadas no mar e
em terra.
Até à década de sessenta o principal objectivo da segurança era o de proteger os tripulantes e
passageiros dos acidentes que os perigos do mar causavam aos navios.
A partir do desastre do navio “Torrey Canyon”, a política de segurança para além do desígnio
anterior, passa também a ter como grande objectivo o de proteger os mares da agressividade
causada pelas actividades dos navios e dos erros dos seus tripulantes.
Na sequência deste acidente a IMO fez publicar várias convenções cujo objectivo principal é a
defesa do meio ambiente marinho, o combate poluidor, entre as quais se destacam a CLC 69, IOPC
Fund (Fundo 1971) ou Convenção de Bruxelas 1971, a Convenção de Londres 1972, a MARPOL
73/78 e a OPRC 90, para além de outras.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)
De acordo com Maia (2013) Equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo de uso
individual utilizado pelo empregado, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a
segurança e a saúde no trabalho. E cada equipamento tem a sua finalidade, e para sua conservação
é necessário ter um lugar específico para guardar e ser feita sua manutenção. A melhor forma de
evitar os acidentes de trabalho é a prevenção.
Utilização e manutenção do (EPI)
Um profissional de segurança deve se preocupar o com controle do uso adequado, da conservação
e manutenção dos equipamentos para garantir a eficiência e eficácia do seu uso.
Traz-se mais adiante alguns equipamentos:
Capacete: utilizado para proteção da cabeça do empregado contra agentes meteorológicos
(trabalho a céu aberto) e trabalho em local confinado, impactos provenientes de queda ou
projeção de objetos, queimaduras, choque elétrico e irradiação solar.
O capacete de segurança reduz os efeitos de impactos de objectos na cabeça e diminui a
possibilidades de ferimentos e é composto por casco e suspensão. O primeiro geralmente é
produzido em polietileno de alta densidade. Já a suspensão tem a carneira, em geral, de polietileno
de baixa densidade, e coroa do mesmo material ou tecido.
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Figura 1: capacete
Conservação
Limpá-lo mergulhando por 1 minuto num recipiente contendo água com
detergente ou sabão neutro;
O casco deve ser limpo com pano ou outro material que não provoque atrito,
evitando assim a retirada da protecção isolante de silicone (brilho), factor que
prejudica a rigidez dielétrica do mesmo;
Secar a sombra;
Evitar atrito nas partes externas, mal acondicionamento e contato com
substâncias químicas.
Protecção Auditiva
O cuidado e o uso de protectores audituvos no trabalho são indispensáveis para a manutenção
da saúde auditiva em ambientes com ruídos.
A protecção auditiva é necessária para proteger contra o nível de pressão sonora que ultrapassar
o limite recomendado. Portanto, o uso do protector auditivo deve ocorrer durante todo o período
de exposição do ruído.
Auscultador anti-ruído: é uma peça que se encosta no ouvido para proteger o ouvido do
ambiente com ruído considerável.
São vários tipos de peças que protegem os ouvidos do ambiente ruidoso e algumas destas são
encaixados nos capacetes de segurança e utiliza-se ao mesmo tempo.
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EPI Proteção Para Os Olhos E A Face
Óculos de protecção: é um instrumento com lentes para ver à distância ou auxiliar a visão e
protege-la de qualquer objecto que esteja para causar um perigo nos olhos.
Óculos: proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes, luminosidade intensa,
radiação ultravioleta, radiação infravermelha e contra respingos de produtos químicos.
Figura 2 : EPI para proteção olhos e face.
Conservação
Armazenar na embalagem adequada, protegido da ação direta de raios solares ou quaisquer
outras fontes de calor;
Substituir as espumas (internas) e almofadas (externas) das conchas, quando estiverem
sujas, endurecidas ou ressecadas;
Lavar com água e sabão neutro, exceto as espumas internas das conchas.
EPI Para Proteção Do Tronco
Fato-macaco: é roupa de trabalho com mangas e pernas compridas, utilizado para a protecção
da pele e dependendo do local e tipo de trabalho a exercer, existem vários tipos de fato-macaco
de feitio diversificado.
Macacão: para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra chamas, agentes
térmicos, respingos de produtos químicos, humidade proveniente de operações com uso de água,
choques elétricos.
Sempre que a exposição quer que seja ao sol, à tinta for potencialmente alta, devem ser usado o
fato-macaco de algodão no mínimo 60% de algodão, com mandas e pernas compridas.
Alternativamente, se a exposição à por exemplo pode se usar o tipo de fato-macacão descartáveis
apropriados.
.
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Colete De Sinalização Refletivo
Utilizado para sinalização do empregado facilitando a visualização de sua presença, quando em
trabalhos nas vias públicas.
Colete salva-vidas
Utilizado para proteção do empregado contra submersão, facilitando sua visualização.
Figura 3: coletes.
Quando sujo de barro limpar com pano humedecido com água e detergente neutro;
Quando sujo de graxa limpar com pano humedecido com álcool.
Conservação
Armazenar em saco plástico fechado, a fim de evitar que seja danificado;
Manter limpo, seco, e isento de óleo ou graxa;
Manter em local protegido da ação direta dos raios solares ou quaisquer outras fontes de
calor e de produtos químicos;
Manter em local com temperatura ambiente inferior a 40ºC;
Lavar em água corrente com sabão neutro, esfregando com espuma macia;
Armazenar em local ventilado, livre da ação dos raios solares ou quaisquer outras fontes de
calor;
Evitar contato com produtos químicos.
EPI Para Proteção Dos Membros Superiores E Inferiores.
Luva utilizada para protecção das mãos e punhos do empregado contra recipientes contendo
óleo, graxa, solvente e assacare-lo.
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Figura 4:. Luvas e calçados de protecção.
Calçado de proteção utilizado para proteção dos pés contra torção, escoriações, derrapagens e
humidade.
Conservação e Higienização:
Lavar com água;
Manter em local protegido da ação direta dos raios solares ou quaisquer outras fontes de
calor;
Secar a sombra;
Nunca molhar o forro.
Utilizado para proteção dos pés contra torção, escoriações, derrapagens e humidade;
Se molhado, secar a sombra;
Engraxar com pasta adequada para a conservação de couros.
Segurança de trabalho no convés e manuseamento de objectos no convés
Convés: pavimento principal do navio, que se estende de popa à proa e de um bordo a outro.
Equipamentos, instrumentos e ou objectos no convés
Tanques de carga, tubulações e válvulas dos sistemas de carga;
Instrumentos de medição como termómetros, manómetros e medidores de nível, guindaste,
para manobrarem os mangotes de carregamento e outros materiais até o limite de uma
tonelada;
No convés de castelo, está instalado o molinete, guincho horizontal, que é utilizado no
auxílio da manobra de amarração do navio ao cais ou a contrabordo de outro navio e
também para arriar e içar a âncora;
No convés do tombadilho, está o cabrestante, guincho vertical, utilizado nas manobras de
amarração.
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Manuseamento de objectos no convés
O convés é o local de trabalho dos marinheiros, que manuseiam os cabos de amarração do navio,
os equipamentos de combate a incêndio como: mangueiras, esguichos, canhões de água e de
espuma. Além disso, esses profissionais também trabalham na manutenção da embarcação, quando
a embarcação não está em operação. Esse trabalho inclui tratamento de ferrugem e limpeza,
prevenindo o desgaste da embarcação por conta da acção da maresia. Durante a permanência no
convés é obrigatório a utilização de EPI.
Principais factores de riscos:
Ressaltos no piso não sinalizados;
Área exposta à carga suspensas;
Tombamento ou deslizamento de cargas;
Aberturas em pisos ou quartéis sem protecção ou sinalização;
Iluminação inadequada;
Falta de limpeza ou derrame de materiais oleosos e escorregadios;
ESCADAS
As escadas são elementos estruturais que servem para unir, através degraus sucessivos, os
diferentes níveis de uma construção. (S/A 2001, p.1)
Escadas abordo do Navio
As escadas abordo do navio têm a função de facilitar ou permitir a locomoção dos Tripulantes e
ou passageiros ou ainda, qualquer pessoa abordo de um pavimento para outro. Na faina realizada
a bordo do navio tem sido necessário a utilização de escadas para auxilio, pois,
Elas são estruturais que servem para unir, através de degraus sucessivos, os diferentes níveis de
uma construção, assim como para se ter acesso a algumas áreas, é necessário o uso da mesma.
Tipos de escadas abordo e sua utilização
Segundo Maia (2013, p. 90) as escadas ou pranchas devem ser colocadas o mais perto possível das
acomodações da tripulação de forma a servirem como meio de fuga ou entrada de equipas de
socorro a bordo.
Escada de piloto
Maia (2013, p. 90) define escada de piloto como sendo a escada de cabo por onde o piloto entra
ou sai de bordo do navio com este a navegar. Diz ainda que esta é colocada na vertical junto ao
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costado e não pode ter mais do que 9 m. Esta é também chamada Escada Quebra Costas e quando
o navio se encontra fundeado ao largo ou em movimento, utilizada por pilotos de barra, guardas e
inspectores de alfândega.
Acesso
O acesso é efectuado por meio da escada de portaló ou um meio igualmente seguro.
Características da escada Piloto
Os degraus dessa escada devem ser de madeira rígida ou outro material com propriedades
equivalentes;
Não pode ter uma superfície escorregadia;
Os primeiros (4) quatro degraus inferiores devem ser feitos de borracha de superfície
resistente;
Os cabos laterais são feitos de Manila simples com pelo menos 60 mm;
Cada cabo deve sem emenda até o último degrau superior;
Travessas de madeira rijas;
O cabo dessa escada é feito de fibras de atacá (Musa textilis), estas fibras são mais leves e
mais flexíveis que linho;
Tem baixo peso, é resistente a água do mar, forte e durável.
Manutenção e Conservação da escada e o cabo da mesma
Deve ser limpa com água doce e conservada para que esteja em boas condições de uso em
segurança.
Figura 5: Escada de Piloto (Quebra-Costas)
Fonte: http://salvador-nautico.blogspot.com.escada-quebra-costas. Consultada aos
16.08.2024
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NB: Devem ser utilizadas escadas piloto em ambos bordos do navio, a colocação da mesma, assim
como o embarque e desembarque do piloto deve ser assistido pelo oficial responsável. Deve haver
à mão pronta para ser utilizada, uma bóia equipada com luz de auto-inflamação.
Escada de portaló
Maia (2013, p. 90) diz que esta é a escada do navio que pode ser descida junto ao costado até um
determinado nível e permitir a entrada de pessoas a bordo.
É uma escada que pode vir junta a escada de piloto e a mesma servir de escada de acesso ao navio.
Figura 6: Escada de Portaló de um Navio atracado e outro em Movimento
Fonte: http://salvador-nautico.blogspot.com.escada-portalo. Consultada aos
16.08.2024.
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CONCLUSÃO
A segurança marítima, embora tenha evoluído significativamente ao longo das décadas, permanece
um desafio contínuo e multifacetado. A pesquisa demonstrou que os acidentes marítimos, muitas
vezes resultantes de erros humanos e falhas técnicas, podem ser amplamente evitados através da
implementação de práticas de segurança mais rigorosas e do fortalecimento das regulamentações
internacionais. A complexidade das operações marítimas exige não apenas a adopção de
equipamentos adequados, mas também uma cultura de segurança que seja internalizada por todos
os envolvidos na indústria marítima.
A necessidade de prevenir acidentes e proteger o meio ambiente marinho não pode ser
subestimada, especialmente em um cenário onde os desastres marítimos podem ter consequências
catastróficas tanto para as vidas humanas quanto para a sustentabilidade dos oceanos. O estudo
conclui que a melhoria contínua das práticas de segurança, combinada com a educação e a
formação dos profissionais marítimos, é essencial para garantir a segurança no mar. Além disso, a
colaboração internacional e o cumprimento rigoroso das normas são fundamentais para minimizar
os riscos e assegurar que o transporte marítimo continue a ser um meio seguro e eficiente de
movimentação de bens e pessoas em escala global. Em suma, o fortalecimento da segurança
marítima é não apenas uma exigência operacional, mas uma responsabilidade colectiva que deve
ser encarada com seriedade e comprometimento por todos os actores da comunidade marítima.
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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Smith, C., & Brooks, D. (2012). Security Science: The Theory and Practice of Security.
Burlington, MA: Butterworth-Heinemann.
Almeida, J. M. (2013)., Manual de Segurança no Trabalho a Bordo dos Navios , 1ª Ed Outubro.
International Maritime Organization (IMO). (2021). Annual Report 2021. London: IMO
Publishing.
European Maritime Safety Agency (EMSA). (2020). Annual Overview of Marine Casualties and
Incidents 2020. Lisbon: EMSA.
Maia, J., Segurança marítima e portuária, S/ed, 2013, pp.90-92.
http://salvador-nautico.blogspot.com.escada-quebra-costas. Consultada aos 16.08.2024
http://salvador-nautico.blogspot.com.escada-portalo. Consultada aos 16.08.2024.
http://nautico.blogspot.com.escada-decordadeemergencia. Consultada aos 16.08.2025.
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