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Culto Tradicional Yorùbá: Práticas e Ensinamentos

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Ẹ̀ sìn Ìbílẹ̀ Yorùbá (Cultos Tradicionais Yorùbá) ou Ẹ̀ sìn ìbílẹ̀ Òrìsà (Culto ou Religião Tradicional

dos Òrìsà). Ìṣẹ̀ṣe Làgbá (Atividade dos Mais Antigos. Esta não é exatamente uma religião, mas

enormes junções de culturas, tradições e costumes. Jung diria que o Isese Lagba é o

inconsciente coletivo do Yorubano). O Ẹ̀ sìn ìbílẹ̀ Òrìsà está contido no Ìṣẹ̀ṣe Làgbá. Este é tudo

aquilo que se recebe de informações, aprendizados, conhecimentos desde que nasce, através

dos antigos, dos mais velhos. É tudo o que se cultua e vive dentro das culturas Yorubanas

desde que nasce, inclusive, hoje, em algumas linhagens familiares, são incluídos até “resquicios

liturgicos” vindos de outras religiôes, como o Judaísmo, Islamismo, Catolicismo e o

Protestantismo, sobretudo as duas primeiras, pois essas liturgias estão muito intrínsecas ao

cotidiano dos povos Yorùbá), mesmo que apenas no cotidiano, nas vestimentas. Essas Liturgias

e culturas ancestrais são praticadas desde os primórdios da Terra, iniciadas em Ìlé-Ìfẹ̀, há

milênios. Na África os cultos são separados por linhagens familiares. Têm como base litúrgica a

ancestralidade, mas cultuam também as divindades que nunca reencarnaram, as

Vibrações-Cósmicas que ajudam o homem desde há milhares de anos. Chamados de

Òrìsà-Primordiais (Àrá Òrún - Povo do Céu). Eles cultuam os ancestrais divinizados: Egúngún

(Ancestrais Masculinos coletivos, de linhagens familiares) e Àgàn ou Èdún ou Ìjímèré, e Òrò

(Ancestres Primordiais), estes são os Àrá Àiyé Mímò (Povo Sagrado da Terra), juntos com os

Ègbé Òrún (as Comunidades do Céu. Ancestrais Individuais. Presentes quando nosso Òrí

escolhe o Òdú de Nascimento).

O Ẹ̀ sìn ìbílẹ̀ Òrìsà e o Ìṣẹ̀ṣe Làgbá possuem ensinamentos, práticas e rituais que organizam a

estrutura das sociedades nigerianas, permitindo também, concepções próprias a respeito de

Deus, do Universo em geral, políticas e éticas sociais, coletivas e individuais. Porém, mesmo

dentro de uma mesma comunidade, cidade ou estado, podem existir pequenas divergências em

relação às concepções a respeito do sagrado. É uma tradição religiosa que, muito pouco, foi

influenciada pelas religiões surgidas, como o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, entre

outras. Pelo contrário, assim como no Brasil, muitos cristãos e mulçumanos vão à procura de

sacerdotes da Religião Tradicional Yorùbá para se tratarem com os Bàbáláwò (Ìyánífá), por

exemplo. É um culto que além de praticado na Nigéria, muito vem sendo praticado e difundido

em países das Américas dos Sul e do Norte, e Europa.

A maior autoridade mundial sacerdotal desta religião e cultura, hoje, é o Bàbá Awóyẹmí (Àdìsá

Mọ́kọranwálé Awóreni), da cidade de Ilé Ifẹ̀ na Nigéria, que além de Àràbà Àgbáyé (Líder

espiritual e politico de todos os Sacerdotes de Ọ̀rúnmìlà), detém o título de Olú Ìṣẹ̀ṣe Àgbáyé
(Senhor desta Religião e Culturas no Mundo). Sua pessoa para os seguidores desta religião,

equivale ao Papa para os católicos. É um representante de Ọ̀rúnmìlà sobre a Terra e é

considerado um descendente consanguíneo desta divindade. Guarda segredos incalculáveis da

humanidade. É também uma autoridade política na Nigéria. O mesmo esteve no Brasil em

Setembro de 2009.

O Bàbáláwò (ou Ìyánífá) é o sacerdote na tradição religiosa dos Yorùbá, pois Ìfá é o

começo, meio e fim de tudo. Sem Ìfá não há nada. Mesmo uma Ìyálòrìsà ou

Bàbàlòrìsà, um Bàbà Òjé, um Bàbà Ègbé, enfim, para serem ou fazerem, precisam

de Ìfá. E só quem consulta Ìfá é o Bàbàláwò ou a Ìyánífá. Sem Ìfá não há

completude, não caminho.

O Bàbáláwò é um estudioso e praticante da filosofia, cultura e religião Ìfá, uma das

mais antigas tradições religiosas dos povos Yorùbá da África Ocidental. Tais

filosofias religiosas foram implantadas por Nimrod/Òdùdúwà e Sétìlú ou

Àgbónnírègún, seu sumo-sacerdote, há 6/8 mil anos. Nimrod foi um dos

fundadores-primordiais da cultura, filosofia e liturgia Yorùbá (Ẹ̀ sìn ìbílẹ̀ Òrìsà e Ìṣẹ̀ṣe

Làgbá), e fundador de Ìlê-Ìfé (berço da civilização yorubana).

Ìfá é um sistema divinatório, mas também é filosofia e cultura (Cuja divindade que o

governa é Òrúnmìlà) que se baseia nos ensinamentos e nas tradições transmitidas

pelos oráculos divinos: Ìkín e Ọ̀ pẹ̀ lẹ̀ . A filosofia Ìfá tem como essência a cultura, a

história, liturgia e religião, filosofia, medicina natural (sobretudo a fitoterápica),

ciência e divinação.

O Òwó Ẹyọ Mẹ́rìndílógún, “Jogo de 16 búzios”, no Brasil é uma coisa e na Nigéria é

outra. Por exemplo, aqui se joga no Òpón Ìfá ou peneira (Urupema), lá nunca se usa

Òpón Ìfá para este oraculo, apenas pano branco, esteira e prato branco. A ordem de

caída e os Òdù são diferentes, sobretudo, do Ọ̀ pẹ̀ lẹ̀ e dos Ìkín. No Òwó Mẹ́rìndílógún

abre com Òkànràn e fecha com Òdù Mẹ́rìndílógún (16) (aqui no Brasil Àláàfìá) ou

Òpírà (0). No Ìkín e Ọ̀ pẹ̀ lẹ̀ abre com Ògbé Méjì / Èjíògbé e fecha com Òfúnsé. No

Mẹ́rìndílógún não fala Ìfá, mas os 16 Òdù Àgbà, os Òrìsà, e tem como dona Òsùn e
dono Èsù. O Òdù Ògbé Sá diz que Òrúnmìlà deu este oráculo para Òsùn. Na África,

uma pessoa ao ser iniciada recebe imediatamente este oráculo, pois, ela precisará

conversar com seus Òrìsà. Aqui no Brasil isso virou “marmotagem”. Pois só quem

tem 7 anos de “feitura” (“arriados”) pode usar este oráculo. Sendo que na África, a

matriz, o Oceano de onde saiu o Pote de Água chamado Candomblé (Religião Afro

Brasileira diaspórica. Que há mais de 100 anos tem influência massiva e poderosa

na política brasileira, desde a Administração Direta e Indireta, e percola por todo o

seu Sistema Infraestrutural e seus Órgãos) não existem “obrigações de 3, 5, 7, 14 e

21”. Lá se inicia uma vez, sendo que, se for indicado pelo Òdù da pessoa e por Ìfá,

a pessoa pode se iniciar para vários Òrìsà.

A posição do Bàbáláwò ou Ìyánífá na sociedade Yorùbá é enraizada na herança


cultural e espiritual daquele povo, remontando a tempos antigos. Eles são
considerados guardiões do conhecimento sagrado e dos ensinamentos transmitidos
oralmente ao longo das gerações. Como me ensinam, além de meu Òlúwò
Ìfágbáìyín, também alguns nativos amigos e amigas, Ìdòsù ou Èlégún Àdégòkè
Ìníòlúwà, de Òyó; Àpená Bàbà Ògbóní Ìfákólàdé Ìfásàkín, de Ìbàdàn; enfim, nativos
de Ìlòbú e Lagos, “as mulheres Yorubanas optam muito pouco por serem Ìyánífá,
pois, estas preferem ser mães. Sendo assim, elas não querem passar grande parte
da vida se dedicando a Ìfá, mas em engravidar e cuidar do filho ou filha”. Pois,
segundo elas, são duas coisas desonrosas para uma mulher Yorùbá que preza por
sua honra e cultura: não serem mães e trair seus maridos.

O Bàbáláwò desempenha um papel fundamental no Ìṣẹ̀ṣe Làgbá. Ele é responsável


por interpretar os ensinamentos de Ìfá, aconselhar a comunidade em questões
espirituais e oferecer orientação sobre assuntos importantes da vida pessoal e
coletiva, familiar..

O Bàbáláwò utiliza técnicas divinatórias de interpretação dos versos de Ìfá para


oferecer orientação e aconselhamento em diversas áreas da vida, incluindo política,
saúde, finanças, relacionamentos e decisões importantes.

Além de suas funções como sacerdote e conselheiro espiritual, o Bàbáláwò também


é frequentemente procurado como curandeiro e mediador em disputas familiares ou
comunitárias, devido à sua reputação de sabedoria e integridade.
Sua posição na sociedade Ògbóní, ou Sociedade dos Sábios, é de grande
importância, e ele desempenha um papel vital na preservação e transmissão do
conhecimento sagrado. Somente um Òlúwò (Senhor foi Sagrado/Segredo) pode ser
Chefe desta Sociedade. Ele carrega o Sàkí (Uma estola sagrada que o distingue
como detentor de grande honra e respeito.

Rituais de Iniciação:
● Ìsèfá: O ritual de Ìsèfá, em algumas famílias Yorubanas, sobretudo as famílias
Àgbóòlá (a qual pertenço), na família Àyélágbòlá de Ìbàdàn, é o primeiro
passo na jornada de uma pessoa que foi indicada por Ìfá e Òdù e que
escolher ser um Bàbàláwò. Durante este ritual, o candidato recebe seus
primeiros Oríkì, seu nome litúrgico, Ìdéfá ou Ìfá ẹgba (pulseira de Ìfá), seu
Ọ̀ pẹ̀ lẹ̀ Kàrágbá (de estudos) e começa a aprender sobre os princípios básicos
da religião Ìfá (quando indicado Ìtélòdù, por Òdù e Ìfá). O Ìsèfá dá celeridade
no processo de preparação para se tornar um Bàbàláwò. Há famílias que não
fazem este ritual, vão direto para o Ìtèfá e Ìtèlòdù (quando indicado pelo
Ọ̀ pẹ̀ lẹ̀ ).

● Ìtèfá é o ritual de iniciação para se tornar um Bàbáláwò. Quando indicado


pelo Ọ̀ pẹ̀ lẹ̀ apenas esse ritual, o Áàwó ainda pode incorporar, mas, não pode
iniciar outro Bàbàláwò e nem pode iniciar outros Òrìsà a não ser para os que
ele foi iniciado. Durante este ritual, o candidato passa por um período de
aprendizado intensivo, no qual recebe instruções sobre os Òdù, ou versos
sagrados de Ìfá, e aprende a interpretar e aplicar esses ensinamentos em
sua vida e na vida das pessoas e da comunidade. Recebe o Òpón Ìfá
(tabuleiro de adivinhação), que só deveria ser usado por um Bàbàláwò ou
Ìyánífá; o Ìròké Ifá ou Ìrúfá; o Òpá Òsún; Ìkín Ìfá; Ọ̀ pẹ̀ lẹ̀ Ìfá; Ìrúkéré (usado
para abençoar e espantar moscas que tentam pousar no Òpón - estas são
Èwó de alguns Òdù). Enfim, esses instrumentos são fundamentais para as
práticas cotidianas de um Bàbàláwò e para a comunicação deste com os
oráculos divinos de Ìfá. Nenhum ritual faz do filho ou filha bons sacerdotes,
bons Omo Òrìsà, Ìdósù, Àgbórìsà, Èléègún, enfim. O que nos torna bons são
os estudos, dedicação, seriedade, comprometimento. O caráter não
adquirimos em nenhum ritual, mas com a nossa vontade. Se já temos,
devemos manter. Nenhum ritual ou elemento litúrgico transforma o nosso
caráter, mas nossa dedicação, estudos, seriedade, paciência,
auto-avaliação… precisamos querer para sermos de fato.
● Ìtélòdù: O reconhecimento do filho (Bàbàláwò) por sua mãe (Ìyá Òdù), é o
reencontro. No ritual de Ìtélòdù, o Bàbáláwò recebe o Ìgbá Òdù,
assentamento de Ìyá Òdù (único assentamento que a Ìyánífá não recebe). Ìyá
Òdù é a divindade que lhe permite, dentre outras coisas, fazer ritualísticas de
iniciação para qualquer Òrìsà.

O Bàbáláwò - Òlúwò (líder supremo de Ìfá) desempenha um papel crucial na


sociedade Ògbóní, que é composta por sacerdotes, sábios e líderes espirituais, tais
como Àláàfìn ou Òbá ou Óòní, Àràgbà, o Àwìsè, o Àgbóngbón, Àpèná, Òlúbádàn
(em Ìbàdàn), Bálógún, Àjàgúnná, Àsìpá, Àró, Lìsá, Èkéjì, Lìkà, Àbíyè, Àdàgbà,
dentre outros.

A sociedade Ògbóní tem suas raízes na antiga cidade de Ìlé-Ìfẹ̀, considerada o


berço da civilização Yorùbá. Tem como Òrìsà principais Èdán e Ònílè. A sociedade
Ògbóní desempenha um papel fundamental na preservação e transmissão das
tradições religiosas e culturais dos povos Yorùbá. Seus membros são reconhecidos
como guardiões do conhecimento sagrado e conselheiros espirituais, cuja sabedoria
e orientação são fundamentais para o bem-estar e a coesão da comunidade. Além
disso, a sociedade Ògbóní desempenha um papel importante na manutenção da
ordem social e na resolução de disputas dentro da sociedade Yorùbá.

O Bàbáláwò desempenha um papel vital na sociedade Yorùbá (e deveria ser assim


em qualquer sociedade que ele estiver), servindo como guardião do conhecimento
sagrado, conselheiro espiritual e mediador com o divino. Seu papel é essencial para
a preservação e transmissão das tradições culturais, éticas e religiosas dos povos
Yorùbás, e sua importância no Ìṣẹ̀ṣe Làgbá e também no Ẹ̀ sìn ìbílẹ̀ Òrìsà é inestimável.
Como intérpretes dos ensinamentos de Ìfá, os Bàbáláwò desempenham um papel
crucial na orientação espiritual e moral da comunidade, contribuindo para o
bem-estar e a coesão social.

Ìfá não é números; não se resume à numerologia. Òdù não se resumem a números. São
filosofias e conceitos morais, éticos, tribais, culturais e litúrgicos. Assim como nós também
não somos nossos números de CPF, CNH e RG. E todos esses conceitos estão nos versos
decÌfá, chamados Òdù, e que precisam ser estudados, entendidos e memorizados, por isso
leva-se, pelo menos, 5 anos de estudos (em nossa família), mesmo com toda a tecnologia
que aceleram os processos de ensino.

Ìfá sou eu, você, todos. Ìfá é o mundo, o ecossistema. É o início e o fim de tudo. Ìfá é o
mapa e o caminho. É uma filosofia que transcende fronteiras geográficas e étnicas, sendo
conhecido por diversos nomes em muitos lugares não somente da África nigeriana. Ìfá é a
ponte que conecta e unifica todos os aspectos da cultura, tradição e liturgia religiosas
globais. É o orador de todos os dialetos (Èláàsòdé). Ìfá é tudo o que Òlóòrún cria e ensina,
ontem, hoje e amanhã.

UMA REFLEXÃO:

Daqui a 100 anos, 500 anos… como estarão os sacerdotes e religiões?


O homem já terá ido a Marte; os carros não estarão mais no chão; o Chat GPT e LaMDA
estarão ainda mais inteligentes, pois o homem terá os ensinado tudo. A Inteligência Artificial
já terá substituído todos os profissionais de todas as profissões. O homem já estará
viajando próximo da velocidade da luz (pois Einstein nos provou que toda massa que viaja
nesta velocidade se transforma em energia, o que torna impossível manter um corpo
humano). Enfim. Sendo assim, como estarão os sacerdotes (todos)? A humanidade
acreditará em “Livros Sagrados”? “Conchas, Favas e Cascas Sagradas”? O homem
acreditará que eflúvios sanguíneos propiciaram evolução espiritual e melhora material?
Aliás, este ato não será proibido por lei?... Se nós, os religiosos e sacerdotes, não nos
preocuparmos em solucionar estas dúvidas, não haverá religião. Sobretudo as tribais. Furar
bolhas, inovar, é inerente às humanidades e planetas. Pois a Espiritualidade Suprema
ordenada por Deus assim o quer. Essa é a lei. Esse é o objetivo, pois, se não, nada faria
sentido. Deus não seria Onisciente. A criação não faria sentido. Devemos acabar com as
culturas e liturgias? NÃO! Mas evoluí-las. As religiões do futuro serão apenas aquelas que
tratarem e praticarem a moral e o intelecto de forma totalitária. Sem brechas ou “desculpas
litúrgicas”. Serão aquelas que estiverem em consonância com as ideologias de preservação
moral, intelectual e ambiental, aguardem. Isso já está bem próximo. Se assim não for,
sacerdotes, Livros Sagrados etc. Serão substituídos pela A I. Hoje, já se pode programar a
cor do cabelo, olhos, nível de inteligência, cor da pelo etc. De uma criança que ainda nem
nasceu. Imagine daqui a 100 anos. Isso nenhum Livro Sagrado ou Filosofia Litúrgica é
capaz de fazer.
Acredite, como Antropólogo, afirmo que não foi se fechando nos primitivismos que ajudou
às culturas evoluírem, mas ao contrário, as exterminaram. Fazer o Èsín Ìbílè Òrìsà,
Catolicismo, Protestantismo, sobreviverem por mais 100 anos é quase impossível, se não
mudarem. E o primeiro passo é exterminar o fanatismo, a prepotência e a ganância, que
destroem qualquer cultura.
Em meu livro, que será lançado este ano, proponho ideias, debates para tentarmos chegar
a uma solução. E só conseguiremos juntos. Unidos. E essa consonância deve estar em
sintonia com as evoluções morais, intelectuais, políticas, sociais e tecnológicas, pois senão,
não haverá mais religião. É um livro único.

Àbóòrú Àbóyé Àbósísè


Texto: Bàbà Húnkwetòjò Ìfáníyí Àjòbí Àgbóòlà.

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