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O Corpo na Roma e Egito Antigos

como o corpo era visto

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Na Roma Antiga, o corpo desempenhou um papel central na

sociedade, refletindo e adaptando conceitos gregos sobre beleza e


saúde.

Os romanos integraram as ideias gregas que valorizavam a harmonia


entre corpo e mente, bem como a importância do exercício físico.
Essa influência grega se manifestou em práticas que exaltavam a
saúde física e a estética corporal, com destaque para o treinamento
regular e a valorização de um corpo bem definido.

Uso do Corpo:

Militarismo e Poder: O treinamento físico era fundamental para os


soldados romanos, que precisavam estar em excelente forma para
enfrentar os desafios das batalhas e manter a disciplina militar. Além
disso, os combates de gladiadores, com sua ênfase na força e
habilidade física, serviam como uma demonstração pública de poder
e domínio. Esses eventos não apenas entretinham a população, mas
também reforçavam a imagem de força e controle do império.

Status e Política: Um corpo saudável e robusto era considerado um


símbolo de poder e autoridade. Líderes políticos e figuras públicas
muitas vezes destacavam sua boa forma física como parte de sua
imagem de liderança e competência. O corpo forte e saudável era
visto como uma extensão do poder e da capacidade de governar,
reforçando a posição social e política de seus portadores.

Assim, a valorização do corpo na Roma Antiga não apenas refletia a


influência da cultura grega, mas também servia como uma
ferramenta para afirmar poder e status na sociedade romana.
*O Corpo no Egito Antigo*

No Egito Antigo, o corpo humano era considerado fundamental para a


vida após a morte. A crença na imortalidade influenciou
profundamente as práticas funerárias e a mumificação, que era um
processo ritualístico essencial. Os egípcios acreditavam que,
preservando o corpo, o espírito poderia continuar a existir no além.

A *mumificação* era um processo complexo que envolvia a remoção


de órgãos, desidratação do corpo e envoltório em faixas. Este
procedimento era realizado com grande cuidado e reverência,
refletindo a importância que os egípcios davam à preservação do
corpo para a vida eterna. O processo geralmente levava cerca de 70
dias para ser concluído.

Além da mumificação, os egípcios também possuíam práticas


médicas avançadas para a época. Eles acreditavam que doenças e
males poderiam ser causados por espíritos malignos, e utilizavam
rituais, feitiços e amuletos para proteger o corpo. A preocupação com
a aparência física e a higiene também era significativa, refletindo um
ideal de beleza que perdurou ao longo da historia.

*Uso do Corpo e Rituais Funerários*

No contexto do Egito Antigo, o *uso do corpo* estava intimamente


ligado a rituais funerários que refletiam a crença na vida após a
morte. Os egípcios acreditavam que o corpo precisava ser preservado
para que a alma pudesse continuar sua jornada no além. Isso levou
ao desenvolvimento de práticas como a *mumificação*, que era um
ritual complexo e sagrado, destinado a garantir a imortalidade do
falecido.

*Rituais funerários*
Os *rituais funerários* incluíam não apenas a mumificação, mas
também cerimônias elaboradas que envolviam oferendas, orações e a
utilização de insígnias e equipamentos rituais. Esses rituais eram
fundamentais para a transição do falecido para o mundo dos mortos,
estabelecendo uma conexão simbólica entre os vivos e os mortos.

*Trabalho e Construção*

O trabalho e a construção também desempenhavam um papel


significativo na cultura egípcia, especialmente em relação à
construção de tumbas e monumentos funerários. Os grandes projetos
de construção, como as pirâmides, exigiam uma enorme força de
trabalho e eram frequentemente realizados por trabalhadores que
eram bem tratados, ao contrário da ideia popular de que eram
escravos. Esses trabalhadores eram motivados por um senso de
dever religioso e pela crença de que estavam contribuindo para a
vida eterna dos faraós.

Além disso, a construção de tumbas e templos era vista como uma


forma de honrar os mortos e garantir que suas memórias
perdurassem. O corpo, portanto, não era apenas um objeto físico,
mas um elemento central na prática religiosa e nas atividades de
construção que moldavam a sociedade egípcia.

Sendo assim, o corpo no Egito Antigo era um símbolo de


continuidade e conexão com o divino, e os rituais funerários,
juntamente com o trabalho de construção, eram expressões dessa
profunda crença na vida após a morte.

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