TRABALHO
DE
QUÍMICA
Tema: A vida e obra de Marie Curie
Nome:Gabriel Sarraccini Gonzaga Da Silva, Maria Clara
Pereira Milani, Heloísa de Oliveira Godoy
Escola: E.E. Dr. Clybas Pinto Ferraz
ONDE NASCEU?
Marie Curie nasceu em 7 de novembro de 1867, na
cidade de Varsóvia, na Polônia. Seu nome de batismo era
Maria Sklodovska, sobrenome herdado de seu pai, professor
de Matemática e Física, que se tornou diretor de uma escola
anos mais tarde. Sua mãe, também professora, somente teve
participação em sua educação até os 11 anos de idade,
quando então faleceu.
Nascida em um lar em que a ciência era o centro da família
SUA VIDA ANTES DE MUDAR PARA A
FRANÇA
Com 17 anos, Marie começou a trabalhar como governanta e professora para
pagar os estudos da irmã mais velha. Depois de formada em Medicina, a irmã
ajudou Marie a realizar seu sonho de estudar na Sorbonne.
Em 1891 Marie foi para Paris quando adotou a forma francesa para seu nome.
Para estudar na Sorbonne, Maria viveu em um sótão quase sem ar e com
pouco orçamento para as refeições. Nas horas vagas lavava frascos no
laboratório.
Vida na França
Marie enfrentou vários desafios para entrar no ensino superior. Apesar de
concluir o colegial cedo, a jovem não conseguiu estudar em sua cidade
natal, já que a Universidade de Varsóvia não aceitava mulheres.
Decidida a ir para a França, seguindo o caminho feito por sua irmã
Bronisława Duskła, Marie deu aulas particulares e foi governanta para
juntar dinheiro. Em 1891, a polonesa foi para Paris, ingressou
na Universidade de Sorbonne e mudou seu nome de Maria para Marie.
Marie formou-se em física, no ano de 1893, enquanto o diploma de
matemática veio em 1894. Em 1894, conheceu o professor de Física Pierre
Curie.
Sua vida acadêmica (estudos científicos)
Marie enfrentou vários desafios para entrar no ensino superior. Apesar de
concluir o colegial cedo, a jovem não conseguiu estudar em sua cidade
natal, já que a Universidade de Varsóvia não aceitava mulheres.
Decidida a ir para a França, seguindo o caminho feito por sua irmã
Bronisława Duskła, Marie deu aulas particulares e foi governanta para
juntar dinheiro. Em 1891, a polonesa foi para Paris, ingressou
na Universidade de Sorbonne e mudou seu nome de Maria para Marie.
Marie formou-se em fisica , no ano de 1893, enquanto o diploma de
matemática veio em 1894. Em 1894, conheceu o professor de Física Pierre
Curie.
Suas contribuições (descobertas) para ciência , Na
época que era viva e hoje?
Quando era viva
Marie Sklodowska Curie foi uma pioneira, tanto por sua coragem e
determinação, como por suas descobertas científicas. E foi
reconhecida por isso, apesar de todos os preconceitos de uma
sociedade machista e conservadora: ela não só foi a primeira mulher
a ganhar um Prêmio Nobel em Ciências, mas também a primeira
pessoa a receber duas vezes essa condecoração.
Se você já ouviu falar de radioatividade, deveria saber quem foi Marie
Sklodowska Curie. Nascida na Polônia em 1867, Marie estudou
química e física na França. Foi ela quem deu nome ao termo e
descobriu dois novos elementos químicos: o rádio e o polônio. Seu
primeiro Prêmio Nobel – pelas pesquisas sobre radiação, em
1903 – foi dividido com seu marido Pierre Curie e o físico Henri
Becquerel. O segundo, em química, em 1911, deveu-se à descoberta
do elemento rádio.
Importância hoje em dia
Os trabalhos científicos de Marie Curie sobre radioactividade e, em
particular, a descoberta e caracterização do rádio e do polónio, os
primeiros elementos radioactivos descobertos através das radiações,
deram início a uma nova época da química e da física nuclear e das
suas aplicações em medicina. A energia de Marie Curie na actividade
de investigação científica e o empenho que colocou na aplicação das
suas descobertas modificaram de forma significativa o tratamento de
doenças da pele e tumores, e deram início às disciplinas de
radioterapia e curieterapia (actual braquiterapia).
Marie Pierre Curie
Pierre e Marie Curie em 1895
Pierre e Marie casaram-se em 1895 e, assim, a cientista adotou o Curie
em seu nome, mas não aceitou abdicar de seu sobrenome polonês. Sua
assinatura passou a ser, então, Marie Skłodowska Curie.
Madame Curie, maneira como ficou conhecida, fazia seu doutorado (coisa
rara para mulheres da época) quando encontrou, nos estudos do
cientista Henri Becquerel sobre a radiação dos elementos tório e urânio,
sua área de pesquisa e tema para sua tese.
Seus estudos sobre as radiações produzidas pelo urânio começaram em
1897, época em que o elemento era conhecido como raios urânicos, na
Escola Municipal de Física e de Química Industriais de Paris. Marie foi
responsável por criar o termo radioatividade ao concluir que a radiação
emanava de dentro do átomo.
Em 1898, Pierre juntou-se à Marie nos estudos sobre radioatividade. Com
autorização da Escola de Física e Química, improvisaram um laboratório no
porão da instituição, local em que estudavam a pechblenda, minério rico
em urânio.
Em 1903, Marie Curie defendeu sua tese com o tema “Pesquisa de
substâncias radioativas”, trabalho que foi considerado pela banca como
a maior contribuição científica de uma tese de doutorado até então.
O ano de 1903 foi agitado para Marie Curie e rendeu-lhe o reconhecimento
pelos seus esforços. A parceria científica e acadêmica do casal Curie com
Becquerel rendeu ao trio o prêmio Nobel de Física, tornando a cientista
a primeira mulher a ser premiada com tal honraria. Também nessa
época, Madame Curie recebeu a Medalha Navy, honraria dada pela Real
Sociedade de Londres, desde 1877, pelo reconhecimento de descobertas
na Química, também sendo a primeira medalha a ser concedida para uma
pesquisadora do sexo feminino.
Marie e Pierre tiveram duas filhas, Irène e Eve. Irène Joliot-Curie seguiu os
passos dos pais na pesquisa sobre a radioatividade e conquistou para a
família Curie outro Nobel.
Filhas de Marie E Pierre Curie
Irène Joliot-Curie
Irène Joliot-Curie foi uma química francesa, filha de Marie Curie
e Pierre Curie e esposa de Frédéric Joliot-Curie. Irène e
Frédéric ganharam o Nobel de Química em 1935 pela
descoberta da radioatividade artificial. Isso tornou a família
Curie a maior ganhadora de prêmios Nobel até hoje.
Ève Curie
Ève Denise Curie Labouisse foi uma escritora, jornalista e
pianista francesa e americana. Ève Curie era a filha mais
nova de Marie Skłodowska-Curie e Pierre Curie.
Morte de Marie Curie
Após décadas de exposição à radiação em seu ambiente de trabalho,
Marie Curie morreu em 4 de julho de 1934, aos 66 anos, no sanatório de
Sancellemoz, na cidade de Passy, na França.
Há fontes de pesquisa que atribuem a causa da morte à leucemia,
enquanto outras falam de anemia aplástica. Ambas as doenças podem ser
adquiridas pela exposição prolongada às substâncias químicas e
elementos radioativos.
Marie está sepultada junto com o Pierre Curie em Paris. Mesmo após a
morte, Madame Curie quebrou tabus ao ser a primeira mulher enterrada no
Pantheon de Paris.
Morte de Pierre Curie
Em 1906, Marie enfrentou outra tragédia em sua vida: a
morte de seu marido. Pierre Curie morreu em Paris,
atropelado por uma charrete. Por esse motivo, o Nobel de
Química foi atribuído somente a Madame Curie, que
dedicou essa conquista e o restante de suas pesquisas ao
falecido parceiro de vida e da ciência.
Túmulo de Marie e Pierre Curie no Pantheon, em Paris. [6]
Descoberta do rádio e polônio
No período de pesquisas dos Curie sobre a radioatividade, eles
descobriram que dois elementos químicos tinham maior
radioatividade do que o urânio. Em 1898, Marie anunciou à
Academia Francesa de Ciências a descoberta do rádio e
do polônio (batizado em homenagem à Polônia).
A descoberta dos elementos rádio e polônio renderam à Marie Curie
o Nobel de Química, em 1911, o que a tornou a única pessoa no
mundo com dois Nobel em áreas científicas diferentes.
Apesar de serem os responsáveis pela descoberta dos elementos
rádio e polônio, Marie e Pierre não quiseram patentear o feito, para
que outros cientistas pudessem seguir as pesquisas sobre a
radioatividade.
Estátua de Marie Curie com o elemento polônio, em Varsóvia. [3]
Instituto do Rádio
O diretor do Instituto Pasteur, Émile Roux, propôs a criação do Instituto do
Rádio em 1909. O objetivo do ambiente era a pesquisa médica contra o
câncer e o tratamento oncológico pela radioterapia.
A construção do instituto começou em 1911 e terminou em 1914. O
“Institut du radium de Paris” foi inaugurado pouco antes do início
da Primeira Guerra Mundial e foi composto por dois laboratórios
complementares: Pavilhão Curie (Física e Química), dirigido por Marie, e o
Laboratório Pasteur (focado em radioterapia), sob direção de Claudius
Regaud.
Marie dedicou-se integralmente à Primeira Guerra Mundial com suas
máquinas de raios-x, apelidadas de Petites Curies (Pequenas Curies).
Somente em 1918 Curie teve a oportunidade de ocupar definitivamente seu
posto, levando sua filha Irène para ser assistente. Irène teve participação
fundamental no atendimento aos soldados em combate com o uso da
radiação e tinha grande interesse pela ciência.
O Instituto do Rádio foi o ambiente de pesquisa de Marie Curie até o fim de
sua carreira, em 1934. Já Irène Curie foi pesquisadora no local até 1935.
Atualmente, o pavilhão Curie do “Institut du radium de Paris” abriga o
Museu Curie.
Prêmio Nobel
Marie foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel, reconhecimento
pela sua contribuição nas pesquisas sobre radioatividade. O Nobel de
Física de 1903 foi dividido com Becquerel e com Pierre Curie.
Pioneira na ciência, Marie teve seu segundo Nobel em 1911, dessa vez em
Química, reconhecimento pela descoberta, isolamento e pesquisas sobre o
elemento rádio. A cientista foi a primeira pessoa a ganhar duas vezes o
prêmio e a única a ser premiada em áreas científicas diferentes (Física e
Química), já que Linus Pauling – que foi laureado com o Nobel duas vezes –
foi reconhecido na categoria científica somente em uma edição (Química,
em 1954), seguido pelo da Nobel da Paz, em 1962.
Com o Nobel de Irène Joliot-Curie, em 1935, a família Curie tornou-se a que
mais ganhou Prêmio Nobel até hoje.
Machismo na ciência
Majoritariamente masculina, a área da ciência era um ambiente hostil e
desafiador para Marie. Mesmo com reconhecimento em sua trajetória
científica, Curie perdeu por um voto a eleição para a Academia Francesa de
Ciências, resultado de uma campanha machista da época.
A Academia Francesa de Ciências só passou a aceitar mulheres em 1979, o
que mostra como Marie foi pioneira ao entrar para a pesquisa científica no
fim do século XIX e por suas conquistas. Madame Curie assumiu o desafio
de abrir espaço para outras mulheres, incluindo sua filha, mostrando a
força que a pesquisadora tinha.
Marie também tentou retornar à Polônia, já que pretendia levar seus
conhecimentos ao seu país natal, mas foi rejeitada pela universidade
apenas por ser mulher.
Em 1911, Marie foi a única mulher a participar do Congresso Solvay. A
primeira edição da reunião contou com a presença de físicos como Albert
Einstein, Max Planck e Ernest Rutherford.
Legado de Marie Curie
Raio-x na Primeira Guerra Mundial
Marie foi fundamental no tratamento dos soldados feridos na Primeira
Guerra Mundial. Curie percebeu que os raios X seriam importantes para
tratar ferimentos de balas e fraturas, por isso, colocou em prática um
serviço de radiografia móvel.
A cientista buscou ajuda de pessoas ricas e de laboratórios para auxílio
financeiro e equipamentos, além de treinar técnicos para o trabalho com
os aparelhos de raios-x. Curie conseguiu instalar 200 estações de
tratamento radiológico nas zonas de combate da França e Bélgica,
atendendo mais de 1 milhão de soldados durante a Primeira Guerra.
Radiação no tratamento do câncer
As descobertas de Marie Curie foram muito importantes no tratamento do
câncer. A cientista recolhia o gás que o elemento rádio emanava e enviava
o material para diversos hospitais pelo mundo para tratar tumores por
meio da irradiação.
Radioterapia no Brasil
Curie teve papel fundamental no início da radioterapia no Brasil. O uso
do rádio no tratamento oncológico foi pesquisado durante anos por alguns
médicos brasileiros e, em 1920, o médico Eduardo Borges Ribeiro da Costa
conheceu os métodos difundidos por Marie em uma viagem à Europa e,
retornando para Belo Horizonte, decidiu tomar uma atitude ao ver o
aumento dos casos de câncer na capital de Minas Gerais.
O médico Eduardo Borges era especialista em retirada de tumores com
bisturi e buscou adotar a radioterapia no tratamento do câncer. Criado em
1920, o Instituto do Radium de Belo Horizonte foi o primeiro hospital a usar
radioterapia no Brasil. A unidade hospitalar foi construída no fundo da
Faculdade de Medicina da Universidade de Belo Horizonte – atualmente
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Marie visitou o Brasil em agosto de 1926 para uma convenção em Belo
Horizonte, ocasião na qual a cientista conheceu o Instituto de Radium de
Belo Horizonte e doou duas agulhas de rádio voltadas para o tratamento
do câncer. Primeiro hospital especializado em radioterapia, o instituto
passou a receber pessoas de todo o Brasil.
O maior desafio da utilização da radioterapia era encontrar a dosagem
correta do elemento rádio para tratar os tumores, já que níveis elevados
poderiam ser prejudiciais para os pacientes. A visita de Marie ao Brasil
mudou esse cenário ao esclarecer as dúvidas sobre a prática no tratamento
oncológico.
O Instituto do Radium comprava rádio da França para a radioterapia e
contava com certificado de dosagem assinado por Marie Curie. Atualmente,
a instituição chama-se Hospital Borges da Costa e é um ambulatório para
pacientes com câncer.
Marie Curie e Irène em visita ao então Instituto do Radium, em Belo Horizonte (1926). [4
Irène Joliot-Curie
Primogênita de Marie Curie, Irène estudou na Universidade de Sorbonne e
foi enfermeira na Primeira Guerra Mundial, conflito em que sua mãe
trabalhou com o uso de aparelhos de raio-X para tratar soldados feridos.
Irène com os pais, Pierre e Marie Curie. [7]
Irène teve como tese de seu curso os raios alfa do polônio, elemento
descoberto por seus pais. A cientista foi pesquisadora do Laboratório Curie
de 1921 a 1935 e da Universidade de Paris e do Instituto do Rádio entre os
anos de 1937 e 1956. Além disso, foi Subsecretária de Estado para
Pesquisas Científicas em 1936 e tornou-se professora de Sorbonne em
1937.
Irène teve papel importante na resistência francesa contra os nazistas,
na Segunda Guerra Mundial, escondendo o princípio dos reatores
nucleares e protegendo cientistas. A cientista integrou também a Comissão
de Energia Atômica, o Comitê Nacional da União de Mulheres Francesas e o
Conselho Mundial da Paz.
A filha de Marie Curie foi casada com o físico Jean-Frédéric Joliot-Curie.
Assim como seus pais, Irène encontrou em seu marido um parceiro para a
carreira científica, sendo o casal Joliot-Curie responsável pela descoberta
da radioatividade artificial.
A descoberta da radioatividade artificial rendeu à Irène e Jean o Prêmio
Nobel de Química, em 1935. Em 1946, o casal entrou para a Comissão de
Energia Nuclear da França, onde permaneceram até 1950, saindo por
motivos ideológicos e políticos.
Irène e Frederic no laboratório do Instituto do Rádio. [8]
Assim como a mãe, a exposição prolongada à radioatividade debilitou o
organismo de Irène. A cientista morreu de leucemia em Paris, em março de
1956, aos 58 anos.
Netos de Marie Curie e a ciência
Irène Joliot-Curie deixou dois filhos, Helène e Pierre. Hélène Langevin-
Joliot é física nuclear e professora da Universidade de Paris,
enquanto Pierre Joliot é bioquímico do Centre National de la Recherche
Scientifique. Coincidentemente, Hélène também casou com um cientista, o
físico Michel Langevin, neto do também físico Paul Langevin, que teve uma
relação com Marie antes de Pierre.
Museus
Uma família dedicada à pesquisa e com grande contribuição para a ciência
é rica em material para ser exposto, por isso, há o Museu Curie (Musée
Curie), em Paris, no local onde funcionava o Instituto do Rádio, em que
Marie Curie trabalhava.
O acervo do Museu Curie é composto por objetos pessoais, materiais de
estudo e pesquisa, além do mobiliário utilizado por Marie Curie, Pierre
Curie, Irène e Frédéric Joliot-Curie. Quem chega a Paris pode visitar o local
gratuitamente, mas também é possível fazer uma visita virtual pela página
oficial do Musée Curie.
Mais modesto, o Maria Skłodowska-Curie Museum é uma opção para
conhecer um pouco mais sobre Marie Curie em sua cidade natal, Varsóvia,
na Polônia. As memórias estão presentes em uma casa que foi destruída
pela guerra e reconstruída para visitação. Informações sobre o museu
localizado em território polonês podem ser conferidas na página oficial.
Fontes Usadas:
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