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DPOC: Guia Completo para Profissionais

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DPOC MD VI - Pneumologia

 Asma e DPOC
 A presença de hiper-reatividade brônquica
na DPOC é frequentemente encontrada,
 É uma doença prevenível e tratável.
sendo denominada por alguns “bronquite
 É caracterizada por sintomas respiratórios
asmática obstrutiva crônica”.
persistentes e limitação ao fluxo aéreo, que é
devido a alterações nas vias aéreas e nos alvéolos
causadas por exposição significativas a
partículas e gases nocivos. Além isso,
exacerbações e comorbidades contribuem para a
gravidade nos pacientes individualmente.
 É uma inflamação SISTÊMICA, não só
respiratória!
 É uma doença crônica, que tem momentos de
agudização (exacerbação)  Gera agravamento da
doença e aumento da morbimortalidade.  Outros fatores de risco: Pode explicar a

 Sua incidência/prevalência está aumentando. ocorrência de DPOC em não tabagistas.

 É caracteristicamente uma doença de adultos  Tabagismo passivo;

mais velhos, manifestando-se na quinta ou sexta  Poluição atmosférica (fogão à lenha);

décadas de vida.  Exposição ocupacional a poeiras

 O tabagismo é sem dúvida o principal fator de orgânicas;

risco para a DPOC.  Fumaças e vapores;


As substâncias do tabaco causam uma A quantificação do  Baixo nível socioeconômico.
série de alterações nas vias aéreas: (1) tabagismo é dada pela
estimulam a produção de muco e a “carga tabágica”. Esta é  Deficiência de alfa-1-antitripsina
hipertrofia das glândulas calculada multiplicando-se a
submucosas; (2) reduzem ou quantidade de maços
 Cursa frequentemente com enfisema
bloqueiam o movimento ciliar das consumidos por dia pelo pulmonar isolado em crianças ou
células epiteliais; (3) ativam número de anos de
macrófagos alveolares a secretar tabagismo. Por exemplo, um adolescentes.
fatores quimiotáticos (especialmente paciente que fumou dois
o IL-8) que estimulam o maços por dia por 30 anos,  A ausência da ação desta enzima deixa
recrutamento alveolar de possui uma carga tabágica de
neutrófilos; (4) ativam neutrófilos, 60 maços/ano. livre a elastase neutrofílica que vai
que passam a produzir mais enzimas
proteolíticas, como a elastase; (5)
degradando paulatinamente o
inibem a atividade da α-1- parênquima pulmonar.
antitripsina, enzima inibidora
fisiológica da elastase.  Quando pesquisar essa deficiência?
 Enfisema em jovens (< 45 anos).
 Forte história familiar de
enfisema ou hepatopatia.
 Enfisema predominante em bases
pulmonares.

Bianca G. B. Santos | 1
DPOC MD VI - Pneumologia

 Doença hepática associada principalmente nas vias aéreas


inexplicada. proximais.
 Enfisema em não tabagistas ou  Redução do lúmen das vias
com pequena carga tabágica. aéreas distais devido ao
espessamento da parede brônquica
por edema e fibrose (bronquiolite

 Interação entre os fatores genéticos e obliterante).

ambientais. A predisposição genética é percebida  Enfisema Pulmonar


pelo fato de que "apenas" 10% a 20% dos  Alargamento dos espaços aéreos
tabagistas desenvolvem a DPOC. distais aos bronquíolos
(bronquíolos respiratórios),
decorrente da destruição
progressiva dos septos alveolares.
 A centroacinar é a mais comum e
é a forma relacionada ao
tabagismo.
 O segundo tipo patológico é o
enfisema panacinar, típico da
deficiência de α-1-antitripsina.
 O enfisema causa obstrução
crônica das vias aéreas distais pelo
fato de haver perda no tecido
elástico de sustentação da
parede brônquica, o que permite
a redução do seu lúmen,
principalmente na fase
expiratória.

 A maioria dos pacientes com DPOC apresenta dois


componentes da coença:
 Bronquite Obstrutiva Crônica
 Hipertrofia e hiperplasia das
glândulas submucosas secretoras
de muco associadas a um
aumento no número de células
caliciformes da mucosa (daí o
estado hipersecretor), presentes
Bianca G. B. Santos | 2
DPOC MD VI - Pneumologia

Apresentando dispneia do
tipo expiratória

 Clínico (“sopradores”), mas sem


Como diferenciar da dispneia da
 História IC? Perguntar se tem DPN, se a sinais de cor pulmonale e
reposta for sim, é sinal de ICE!
 Tosse hipoxemia significativa.
Se mudar a
característica da  Dispnéia PROGRESSIVA
tosse, pensar em
exacerbação da  Ortopneia
doença ou até
CA de pulmão.  Sibilos

Bronquite crônica  Tabagismo


é definida como a
entidade clínica na  Exposição ambiental
qual o paciente
apresenta tosse  Fenótipos de DPOC
produtiva
(geralmente  Exacerbador Frequente
matinal) por mais
de três meses  Caquexia Pulmonar
consecutivos de
um ano e há mais  Respondedores a
de dois anos.
corticoide inalado.
 Declinadores rápido do  Blue Bloaters: Estereótipo do

VEF1 bronquítico grave. Estes pacientes

 Enfisema Pulmonar possuem um distúrbio mais grave

 Exame Físico da troca gasosa do que o

 Normal/Quase enfisematoso puro, apresentando-


se com hipoxemia significativa,
 Hiperinsuflação (“tórax em tonel”)
manifesta como cianose. A
 a fase expiratória está
hipoxemia leva ao cor pulmonale
desproporcionalmente prolongada
e, portanto, ao quadro de
em relação à fase inspiratória  O
insuficiência ventricular direita e
esforço é maior na expiração.
congestão sistêmica.
 MV diminuído
 Sinais de cor pulmonale
 Disfunção do ventrículo
direito consequente a um
distúrbio pulmonar.
 O principal mecanismo é a
hipóxia crônica  HAP.
 Esteriótipos
 Pink Puffers: são os
“sopradores róseos”. Este
é o estereótipo do
enfisematoso.
Bianca G. B. Santos | 3
DPOC MD VI - Pneumologia

 Exame de Imagem: RX de Tórax


 Excluir, ou definir, outras condições
diferenciais ou associadas.  Sistema de Classificação GOLD: Conjuga dados
 Não exclui a presença de doença. como a intensidade dos sintomas e o grau de
 Não define gravidade da doença. obstrução das VA, com o risco de exacerbações
e a presença de Comorbidades, fornecendo uma
visão mais “integrada” do verdadeiro impacto que
a doença exerce na qualidade de vida de cada
paciente.
 O objetivo final é permitir a montagem racional
de uma estratégia terapêutica individualizada.
 Elementos
- ↑ EIC e retificação
das cúpulas  Intensidade dos sintomas
diafragmáticas:
Hiperinsuflação
 MRC: Avaliação da dispneia
- Tórax em tonel.

 Espirometria

Utilizamos como critério diagnóstico para DPOC  CAT: Qualidade de vida e


uma relação VEF1/CVF inferior a 70% do
previsto, sem alteração significativa após a sintomas.
prova broncodilatadora (achado que revela a
existência de uma obstrução “fixa” das vias
aéreas).
 Espirometria pós-broncodilatador é
necessário para o diagnóstico e
classificação da DPOC;
 Não se mantém como um ponto
importante no prognóstico e tratamento
não-farmacológico;
 Relação VEF1/CVF (Índice de Tiffenau)
extremos de idade (usar o previsto para <
45 anos).

Bianca G. B. Santos | 4
DPOC MD VI - Pneumologia

 Grau de Obstrução das VA  CLASSIFICAÇÃO ATUAL: GOLD 2017  Tratamento


 O grau de limitação ao fluxo aéreo se baseia nisso!
é objetivamente quantificado pela  A função pulmonar foi separada das
queda do VEF1 em relação ao classificações clínicas e associada ao
previsto. diagnóstico e prognóstico. Os grupos
ABCD agora se baseiam nos sintomas do
paciente e no histórico de exacerbações.
 Etapa 1- A gravidade está baseada no
grau de obstrução da espirometria.
Utilizada escala de GOLD 1 a 4.
 Etapa 2: Recomenda-se dois escores de
sintomas (MRC e CAT) e histórico de
exarcebações (incluindo hospitalizações)
 Avaliação do risco de exacerbações A, B, C e D.
 O maior fator de risco para  O escore ganhador é quem tem
exacerbações futuras da DPOC é a maior valor.
história de exacerbações prévias,
particularmente quando estas
motivaram uma internação
hospitalar.

 Grupo A: Pouco
sintomático e exacerba
pouco.
 Grupo B: Muito
Como evitar exacerbações?
Vacinar contra influenza, sintomático e exacerba
pneumococos, PARAR com o
pouco.
cigarro e fazer exercícios.
 Grupo C: Pouco sintoma e
 Presença de Comorbidades
exacerba muito  Mais
 A importância de considerar as
difícil de tratar por conta
comorbidades existentes reside no
da adesão.
fato de que às vezes elas podem
 Grupo D: Muito sintoma e
modificar a conduta terapêutica,
exacerba muito.
tornando-a mais complexa e/ou
limitada.
Bianca G. B. Santos | 5
DPOC MD VI - Pneumologia

 Pacientes do Grupo A devem ser tratados com


broncodilatador de curta ou longa-ação  Se for
necessário!

 Pacientes Grupo B com sintomas persistentes


devem passar para o tratamento combinado
 Legenda de Medicamentos
LABA/LAMA.
 SABA – Beta-agonista de curta duração
 A escolha do broncodilatador (LABA ou
 Fenoterol = Berotec
LAMA) nos pacientes com menos
 Salbutamol = Aerolin
sintomas depende da percepção do
 Terbutalino
paciente com relação ao alívio dos
 SAMA – Anti-colinérgico de curta
sintomas.
duração
 Pacientes com sintomas persistentes
 Brometo de Ipatropio
podem fazer uso de combinação
 LABA – Beta-Agonista de longa duração
LABA/LAMA.
 Formoterol
 Pacientes com muita falta de ar podem
 Salmeterol iniciar já com a combinação
 Indacaterol LABA/LAMA.
 LAMA- Anti-colinérgico de longa duração
 Brometo de Tiotrópio
 ICS – Corticosteroides inalatórios.
 Budesonida
 Fluticasona
 Betametasona
 PDE-4 inib.- Inibidores fosfodiasterase 4
 Roflumilaste

Todos esses medicamentos servem para


asma, MENOS o PDE-4, que no seu lugar
entra inibidor de leucotrienos.

Bianca G. B. Santos | 6
DPOC MD VI - Pneumologia

 Paciente do Grupo C  Ação prolongada – bambuterol-


 Pacientes com exacerbações persistentes  Xantinas  Péssimos broncodilatadores;
podem se beneficiar da adição de LABA mais usados para melhorar o trabalho do
ou do uso da combinação LABA/CI1. diafragma.
 LABA/LAMA é a escolha preferencial  Aminofilina
devido ao risco de pneumonia associado  Teofilina de liberação lenta
1.
ao uso de CI  Bamifilina
 Tripla terapia não é recomendada 1.
 Oxigenoterapia na DPOC estável: Só usar quando
tiver com hipóxia (PaO2  55 mmHg SpO2 % 
88%).
 A administração de oxigênio (> 15 horas
por dia) aumenta a sobrevida
 É para deixar sempre numa saturação 90-
 Paciente do Grupo D
92%, nunca mais que isso!

 Respiratórias: infecções, poluentes, pneumotórax,


TEP, depressão respiratória (álcool ou drogas),
CA.
 Não respiratórias: IC, cardiopatia isquêmica,
Não é como ATB e sim
como anti-inflamatório. infecções em outros sítios, RGE, colapso vertebral,
Também vai reduzir o pool
desnutrição, miopatia, pânico.
de bactérias.
Ansiolíticos NÃO podem ser usados

 Conduta na DPOC Estável: Não-farmacolágica por portadores de DPOC, pois irá


deprimir a respiração!

 20-40 mg de prednisona por 5 dias  Corticoide


oral para momento de exacerbações.

 Broncodilatadores Orais: NÃO É A VIA


INDICADA (efeito sistêmico)! MELHOR
INALATÓRIO.
 Β-adrenérgicos:
 Ação curta – salbutamol,
terbutalino, fenoterol

Bianca G. B. Santos | 7
DPOC MD VI - Pneumologia

 Pacientes que apresentam exacerbação da DPOC, 1. Medcurso 2018 – Volume 1


com sinais clínicos de infecção das vias aéreas 2. Slides da professora Dr. Eliauria
(aumento do volume e mudança da cor da 3. Anotações por Bianca Santos
expectoração e/ou febre) podem se beneficiar do
tratamento antibiótico.

 Pacientes com DPOC tem risco aumentado de:


 Doenças Cardiovasculares
 Osteoporose
 Infecções Respiratórias
 Ansiedade e Depressão
 Diabetes
 Câncer de Pulmão
 Estas comorbidades podem influenciar
mortalidade e hospitalizações e deveriam ser
investigadas rotineiramente e tratadas
apropriadamente.

Bianca G. B. Santos | 8

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