Otimização da Produção em Fábrica de Doces
Otimização da Produção em Fábrica de Doces
Brasília, 2014
UNIVERSIDADE DE BRASILIA
FACULDADE DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
UNIVERSIDADE DE BRASILIA
Faculdade de Tecnologia
Departamento de Engenharia de Produção
PROJETO DE GRADUAÇÃO
POR,
Banca Examinadora
Brasília, 2014
3
RESUMO
O ramo de produção de eventos particulares grandes como festas de casamento e formaturas trabalha com
um grande número de incertezas, devido ao longo tempo de organizações prévio ao evento. As variações
que estão sujeitas a ocorrer fazem com que as empresas que prestam esses serviços estejam sempre
conectadas com o mercado a fim de entender suas demandas e prestar os serviços da melhor maneira
possível. A atenção aos seus próprios processos e a sua linha de produção devem ser redobradas, evitando
surpresas e custos elevados. O presente estudo apresenta e analisa o processo produtivo de uma fábrica de
doces finos, que atende a esse ramo de eventos. Visando a otimização dos processos produtivos, este
trabalho apresenta a caracterização da empresa, o mapeamento dos seus processos finalísticos e a
simulação dos mesmos, com foco na otimização e nas variáveis ótimas para o cenário proposto.
ABSTRACT
The business of producing large private events like wedding parties and proms works with a
large number of uncertainties due to the long time prior to the event organizations. Variations
which are subject to occur make that the companies which provide these services are always
connected with the market in order to understand their needs providing the services in the best
possible way. The attention to its own processes and its production line must be redoubled,
avoiding surprises and unnecessary costs. This study presents and analyzes the production
process of a factory of fine pastries, serving the events already mentioned. To optimize
production processes, this work presents the characteristics of the company, the mapping of
their main processes and the simulation of it, focusing on optimization and optimal variables for
the proposed scenario.
Sumário
1 INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 8
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO ............................................................................................... 8
1.2 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA ....................................................................................... 8
1.3 OBJETIVO DO PROJETO .............................................................................................. 9
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ..................................................................................... 10
2.1 ANÁLISE DA DEMANDA .......................................................................................... 10
2.2 CURVA ABC ................................................................................................................ 10
2.3 MAPEAMENTO DE PROCESSOS .............................................................................. 11
2.4 SIMULAÇÃO DE SISTEMAS ..................................................................................... 12
2.4.1 Software Arena ....................................................................................................... 13
2.5 PESQUISA OPERACIONAL ....................................................................................... 13
2.5.1 Otimização .............................................................................................................. 14
2.5.2 Solver ...................................................................................................................... 14
3 MERCADO .................................................................................................................. 16
3.1 O MERCADO DE EVENTOS....................................................................................... 16
3.2 O MERCADO DE CONFEITARIA .............................................................................. 16
4 METODOLOGIA ........................................................................................................ 18
4.1 CONTEXTUALIZAÇÃO ............................................................................................. 18
4.1.1 Caracterização da Empresa .................................................................................... 18
4.1.2 Funcionograma ....................................................................................................... 19
4.1.3 Layout de Produção ................................................................................................ 19
4.1.4 Fluxo de Informação ............................................................................................... 21
4.2 ANALISE DA DEMANDA .......................................................................................... 21
4.3 CURVA ABC ................................................................................................................ 22
4.4 MAPEAMENTO DOS PROCESSOS ........................................................................... 22
4.5 LEVANTAMENTO DE TEMPOS ................................................................................ 23
4.6 SIMULAÇÃO DE SISTEMAS ..................................................................................... 24
4.6.1 Módulo Entrada ...................................................................................................... 26
4.6.2 Módulo Assign ........................................................................................................ 29
4.6.3 Módulo Saída .......................................................................................................... 31
4.6.4 Módulo Entrada ...................................................................................................... 32
4.6.5 Módulo Atividade.................................................................................................... 33
4.6.6 Criação de Estações de Trabalho ............................................................................ 35
4.6.7 Módulo Sequência .................................................................................................. 36
4.6.8 Módulo Dispose ...................................................................................................... 37
4.7 OTIMIZAÇÃO .............................................................................................................. 38
4.7.1 Função Objetivo ...................................................................................................... 38
5 RESULTADOS ............................................................................................................ 40
5.1 ANÁLISE DA DEMANDA .......................................................................................... 40
5.2 DEFINIÇÃO DA CURVA ABC ................................................................................... 41
5.3 MAPEAMENTO DOS PROCESSOS ........................................................................... 41
5.4 LEVANTAMENTO DE TEMPOS ................................................................................ 42
5
Lista de Figuras
Figura 1 - Funcionograma da Empresa........................................................................... 19
Figura 2 - Layout de Produção ....................................................................................... 20
Figura 3 - Fluxograma de Produção ............................................................................... 21
Figura 4 - Módulos Processos Básicos e Transferências Avançadas ............................. 26
Figura 5 - Definição da Entrada ..................................................................................... 27
Figura 6 - Escolher Entidade .......................................................................................... 27
Figura 7 - Produção Departamento Casquinhas ............................................................. 29
Figura 8 - Módulo Assing ............................................................................................... 30
Figura 9 - Definição da Variável de Contagem .............................................................. 30
Figura 10 - Atributo Sequência ...................................................................................... 31
Figura 11 - Estação Saída ............................................................................................... 32
Figura 12 - Módulo Entrada ........................................................................................... 33
Figura 13 - Módulo Atividade ........................................................................................ 34
Figura 14 - Estações de Trabalho ................................................................................... 35
Figura 15 - Lista de Sequências ...................................................................................... 36
Figura 16 - Sequência Doce Cocada............................................................................... 37
Figura 17 - Sequência Doce Damasco Recheado ........................................................... 37
Figura 18 - Módulo Dispose ........................................................................................... 38
Figura 19 - Utilização das Massas Dep. Caramelo ......................................................... 45
Figura 20 - Utilização das Massas Dep. Trufas .............................................................. 45
Figura 21 - Tempo Ocupado Servidor Dep. Casquinha ................................................. 46
Figura 22 - Tempo Ocupado Servidor Dep. Trufas ........................................................ 46
Figura 23 - Resumo de Filas Dep. Caramelo.................................................................. 47
Figura 24 - Resumo de Filas Dep. 002 ........................................................................... 48
Figura 25 - Quantidade de Unidades em Espera Dep. 002 ............................................. 49
Lista de Tabelas
Tabela 1 - Classificação da Curva ABC ......................................................................... 11
Tabela 2 - Otimização dos Departamentos ..................................................................... 39
Tabela 3 - Distribuição dos Doces por Departamento .................................................... 40
Tabela 4 - Ficha de Cronometragem .............................................................................. 42
Tabela 5 - Tempos Totais de Produção .......................................................................... 43
Tabela 6 - Otimização um Operador Dep. Casquinha .................................................... 50
Tabela 7 - Dois Operadores Dep. Trufas ........................................................................ 51
Tabela 8 - Dois Operadores Dep. Casquinha ................................................................. 51
8
1 INTRODUÇÃO
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO
A atividade envolvendo buffets de eventos mostra-se cada vez mais exigente em relação à
qualidade dos serviços prestados, fazendo com que as fábricas de doces que abastecem esse
mercado deixem de ser prestadores de serviço para se tornarem peças chave na realização de
sonhos. A grande concorrência existente no setor e o aumento constante na qualidade dos
produtos oferecidos torna cada vez mais difícil a consolidação da atividade. A atual busca
constante por customizações traz a tona um novo tipo de consumidor, mais difícil de ser
agradado, entretanto mais fiel aos seus fornecedores. Em um ramo que conta principalmente
com a propaganda pessoal (um amigo indicando para outro) a satisfação do cliente se torna
ainda mais importante.
Esses detalhes e preocupações tornam as atividades desempenhadas por esse setor significativas
e complexas. Diante de tanta pressão são necessários cuidados redobrados com a qualidade dos
produtos. Saber as quantidades que se pode produzir e otimizar a produção de acordo com os
recursos existentes são a melhor forma de suprir as demandas e poder transmitir confiança para
seus clientes.
A grande antecedência com que são organizados os eventos no mercado de buffets muitas vezes
se torna a vilã das empresas. A dificuldade de realizar previsões e a grande flutuação nos
mercados fornecedores de produtos alimentícios, somados as sazonalidades referentes ao plantio
e colheita de frutas e as possíveis oscilações de preferência dos consumidores montam um
9
cenário complexo e até mesmo perigoso: como saber o que vai ser produzido? Como otimizar
meus recursos considerando a vasta margem de possibilidades do meu cliente?
As fábricas aumentam cada vez mais sua variedade de produtos a fim de satisfazer os anseios
dos clientes, uma vez que o consumidor não aceita mais produtos de prateleira, ele quer
imprimir a sua encomenda às suas próprias características. Entretanto, trabalhar com muitos
produtos customizados e muito diferentes pode não ser satisfatório para a empresa. É preciso
entender até onde o cliente deseja ir atrás das inovações e qual o nível de aceitação dos seus
produtos. É preciso que se entenda a que nível deve chegar a criação de novos produtos em
contraste com as pequenas alterações que podem ser feitas contando com os recursos já
existentes em função das personalizações.
O trabalho aqui apresentado visa analisar e entender os ambientes externos do ramo de atuação
da empresa, bem como o contexto interno produtivo da fábrica e as características gerais de seus
produtos, usando essas informações como insumo para um mapeamento seguido de simulação
das atividades de produção desempenhadas.
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Em um sistema produtivo, a quantidade de produtos fabricados por uma empresa, apresenta uma
grande barreira quando é necessária a análise individual dos mesmos pelo setor administrativo
da empresa, sendo necessário o agrupamento ou a priorização como forma de viabilizar o estudo
em nível de detalhamento desejado.
A análise da demanda mostra quais produtos são consumidos pelos clientes e, por sua vez, quais
devem receber uma maior atenção dos estudos. Além de conhecer os produtos principais da
empresa, a análise da demanda representa uma ferramenta gerencial, que mostra o padrão de
consumo e fornece uma visão geral de todo o andamento produtivo, possibilitando assim a
tomada de decisão com base na importância dos fatores (Pereira, 1999).
A classificação dos produtos pode ser feita em classes A, B e C. O primeiro grupo é composto
por apenas 20% dos produtos das empresa, entretanto, a venda desse grupo corresponde a cerca
de 80% da demanda final da organização. Esses produtos, são os responsáveis pelo “grosso” da
empresa, demandando atenção constante e controle minucioso (Lourenço e Castilho, ANO ). A
tabela 1 exemplifica a relação entre a quantidade e a participação dentro da produção dos itens,
seguindo como base a sua classificação.
11
• Definição dos limites e dos clientes dos processos, definição das principais
entradas e saídas e dos atores envolvidos no fluxo de trabalho;
• Entrevistas com os responsáveis pelas diferentes atividades relacionadas com
cada etapa dos processos e o estudo da viabilidade da documentação disponível;
• Criação do modelo com base nas informações levantadas passo a passo e
revisadas seguindo a lógica do ciclo “autor-leitor” (considerando como leitor,
12
qualquer pessoa que vá ter acesso ao processo, seja ele interno ao processo ou
não).
O mapeamento de processos pode ser usado para diversos fins dentro de uma organização, seja
para entender melhor o fluxo de trabalho, ou para definir e padronizar atividades a fim de acabar
com variações e inconsistências nos produtos, seja para enxergar gargalos produtivos ou
minimizar custos e perdas nos processos. Sua análise também pode ser feita visando a
simplificação dos processos e a melhoria no desempenho dos mesmos, evitando falhas na
integração e comunicação entre eles (Villela, 2000).
A utilização de técnicas de simulação foi pouco difundida durante muitos anos, devido a
dificuldade de acesso aos computadores capazes de realizar as operações. Quanto mais a
indústria de computadores evolui, mais a capacidade e a precisão dos softwares evolui com ela.
A tecnologia utilizada atualmente, assim como a evolução na interface dos equipamentos
permite que mais usuários sejam capazes de realizar as atividades, assim como existem
diferentes tipos de softwares indicados para diferentes atividades (Bergues, 2000).
13
Sua simulação é baseada na abordagem por processos, onde cada atividade do processo
(representada por módulos) possui suas características e propriedades definidas de acordo com a
situação real. As regras e as interações são criadas para traduzir da melhor forma as relações
entre postos de trabalhos existentes e as entidades representam os objetos que estão transitando
por essas estações de trabalho que definem o fluxo (Prado, 1999).
O Software Arena é muito utilizado para simulações pela sua facilidade de interpretação. Por
apresentar o fluxograma detalhado na tela, contando ainda com opções de animação, a
simulação fica muito visual e de fácil entendimento. Esse fator intuitivo e visual faz do Arena
uma grande ferramenta, com muitas aplicações em trabalhos de consultoria.
2.5.1 Otimização
Otimização, segundo o Cambridge Academic Content Dictionary, é o ato de se tornar algo tão
bom quanto é possível, ou seja, transformar ou alterar alguma realidade de forma a se extrair
dela os melhores resultados que poderiam ser alcançados com aquele cenário. Nesse contexto, é
muito comum o trabalho de simulação vinculado à otimização.
A otimização trata normalmente de problemas matemáticos lineares, não lineares e mistos; cada
um deles apresenta um estrutura matemática diferente, o que torna a utilização de softwares de
simulação trabalho não tão simples. Deve-se ter de forma clara e explicita quais os fatores estão
sendo otimizados e quais as restrições previstas para o sistema, a fim de deixar a formulação
matemática o mais completa possível.
Além disso, a otimização via simulação adiciona uma complicação uma vez que a performance
de um design particular não pode ser avaliado com precisão, seu resultado deve ser estimado,
fator que não possibilita a definição exata da melhor alternativa para o problema. Para eliminar
esse detalhe a simulação deve ser rodada inúmeras vezes, com tempos altos de replicação, para
que o resultado não tenha variações significativas (Banks, 2000).
2.5.2 Solver
O Solver é uma ferramenta, presente no programa Microsoft Excel, responsável pela otimização
de problemas matemáticos apresentados. O objetivo dessa ferramenta é analisar a situação
apresentada nas tabelas que apresentam a situação e alcançar o melhor valor para uma
determinada expressão, que é chamada de “função Objetivo”.
Para que isso aconteça, o sistema varia os valores das células definidas como variáveis –
chamadas de células ajustáveis – até que o melhor valor seja encontrado. Os dados atribuídos
para essas células deve estar de acordo com a situação apresentada e respeitar as restrições
propostas pelo usuário, que indica os valores máximos e mínimos para determinadas variáveis,
por exemplo.
O resultado deve seguir uma ordem lógica e representar de forma coerente o problema, com
base nas restrições apresentadas e nos valores inseridos em cada requisito. O Solver trabalha
15
com equações lineares e não lineares e sua interface de fácil utilização permite que a ferramenta
seja intuitiva e amplamente utilizada.
16
3 MERCADO
A crescente procura pela realização desse tipo de evento torna ainda mais difícil a procura pelos
prestadores de serviço e aumenta significativamente a demanda em alguns setores. Reportagem
realizada pelo jornal Correio Brasiliense no ano de 2011, mostra um aumento de 3,8% na
quantidade de casamentos realizados por ano na capital federal. Esse aumento corresponde a
16.312 casamentos realizados no distrito federal no ano de 2011, valor que alcança uma média
de 44 casamentos por dia.
Além da grande procura pelo setor, é indiscutível a questão da qualidade associada ao serviço
prestado. Assim como o mercado é caracterizado pelo crescimento da demanda, a procura pelo
serviço é entendida com maior seriedade, devido aos inúmeros sites de reclamações referentes
às empresas. As análises das qualidades desses eventos, antes passadas de boca em boca por
amigos e familiares, passam a ser medidas e expostas em redes mundiais, que avaliam e
mostram onde os clientes foram lesados e em quem se deve confiar, deixando o mercado ainda
mais difícil e competitivo.
Assim como o mercado de eventos, o de confeitaria apresenta grande crescimento nos últimos
anos. Segundo reportagem do site de notícias [Link], lojas especializadas nesse ramo
podem receber mais de 300 pessoas por dia, em um mercado que cresce mais que 11% ao ano e
seu faturamento mensal pode chegar a R$ 400 mil reais. Muitas dessas lojas acabam optando
por serviços de degustação serviço que tem grande aceitação além de ajudar as empresas a
venderem os produtos que melhor se encaixam no planejamento de produção.
As quantidades e variedades de doces e enfeites para festas também chamam atenção. O número
de estabelecimentos que trabalha com os chamados “doces Gourmet” tem crescido e se
difundido, trabalhando não somente com grandes festas, mas também produzindo para datas
comemorativas como dia dos namorados e dia das mães. Esse setor tem crescido em grande
parte devido a utilização em massa de mídias sociais, que também contribuem para a
popularização do setor de festas.
18
4 METODOLOGIA
4.1 CONTEXTUALIZAÇÃO
A empresa é dividida em sete setores com funções, maquinários e funcionários distintos, cada
um dos setores funcionando como uma célula de produção a parte, sendo que em um desses
setores são produzidos os insumos para os setores seguintes, ou seja, a massa do doce que virá a
dar origem aos pequenos docinhos. Nos setores subsequentes, todas as atividades
desempenhadas têm como saída o produto final.
Os dados levantados são referentes às ordens de serviço (encomendas) semanais de cada cliente
da fábrica em um ano inteiro de atuação, bem como às eventuais alterações realizadas por eles.
Os processos de fabricação de cada um dos produtos (doces) foi levantado in loco e validado
pelos donos do processo. Todos os demais dados utilizados no trabalho foram coletados
pessoalmente e validados dentro da instituição.
19
4.1.2 Funcionograma
A fábrica funciona seis dias por semana, com jornada diária de oito horas; exceto aos sábados,
quando funciona com horário reduzido, apenas para fechamento da produção (acabamento e
embalagem) quando necessário e entregas. As encomendas são feitas em um dos três pontos de
vendas: Asa Norte, Lago Sul e Taguatinga; entretanto a produção se concentra na unidade da
Asa Norte. Ao todo a empresa conta com mais de 60 funcionários, envolvidos na gerencia geral
da organização e nas gerencias financeiras, de atendimento e de produção, assim como está
representado na figura 1.
Na semana que antecede o evento os pedidos agendados são impressos e distribuídos de acordo
com sua área de produção. Cabe ao responsável por cada área definir as ordens de produção e as
quantidades a serem produzidas. Essa logística é definida com base nas datas de realização do
evento e nas quantidades a serem produzidas. No dia que a encomenda deve ser entregue, os
pedidos são montados, respeitando os requisitos de personalização para as cores das embalagens
e são enviados para a entrega.
Esses dados foram separados respeitando o setor correspondente a produção daquele produto e
agrupados de acordo com suas semelhanças. Dessa forma, foi obtida uma lista com os doces
demandados de cada setor e a quantidade anual de saída de cada um.
A empresa conta ao todo com mais de 400 opções diferentes de produtos e cada um deles possui
o seu próprio processo de produção e critérios de acabamento. Entretanto alguns deles ainda
podem ser customizados de acordo com o gosto ou restrições do cliente. As customizações não
geram grandes alterações no processo produtivo, permitindo o agrupamento desses doces aos
demais. As embalagens, que são feitas de acordo com o tema e as cores da decoração da festa,
são terceirizadas e não alteram ou interferem no produto final.
Ao analisar a demanda, constatou-se que apesar dos setores terem uma participação muito
semelhante em relação as ordens de serviço, a distribuição dos produtos não era homogênea, ou
seja, alguns dos produtos de determinados departamentos tinham uma saída maior que os
demais.
Os doces classificados como A representavam cerca de 20% do total das opções referentes ao
setor. Sua produção anual, entretanto, corresponde a mais de 70% de toda a produção do setor.
Sendo assim, foi feita a priorização pelos produtos classificados em A para o estudo, resultando
em 42 doces a serem analisados, mapeados e simulados.
de cada setor, foi necessária uma análise individual e setorizada. O levantamento do processo
foi feito em nível de tarefa e procedimento para cada doce.
Seguindo os passos propostos na metodologia, foram definidos os limites para cada um dos
processos, assim como quem seriam os clientes e quais entradas e saídas eram identificadas em
cada atividade. Os responsáveis pelas áreas, os agentes de cada atividade, foram entrevistados e
os procedimentos (descritos formalmente ou não) foram analisados. Em posse dessas
informações, foi feita uma análise crítica a fim de se capturar os detalhes em cada interação e,
por fim, foi criado o modelo (Biazzo, 2000).
A análise dos processos dos departamentos, entretanto, mostrou que a divisão por setores foi
feita respeitando a semelhança entre as atividades dos mesmos, fator que ajudou no
entendimento da produção e possibilitou a criação de sub processos dentro dos processos
existentes. Essa semelhança será essencial para a criação dos postos de trabalho dentro da
simulação. Esses mapeamentos foram então submetidos a avaliação de cada um dos
responsáveis pelos setores, que apontaram as alterações necessárias e validaram o mapeamento
final.
O planejamento dos processos leva em conta não somente a utilização de recursos e a definição
das atividades, mas também o tempo levado para isso. Para definir e estudar a fundo as
interações dos tempos na produção Taylor (Taylor,1990) desenvolveu o estudo do tempo-
padrão para a realização de atividades, assim como Gilbreth trabalhou com o estudo dos
movimentos, de forma a melhorar a forma de produção e os métodos de trabalho (Gilbreths,
1997).
Posteriormente, esses dois estudos foram executados em conjunto, dando origem aos e estudos
de movimentos e tempos, que seriam definidos por um conjunto de atividades (Barnes, 1977):
As operações realizadas dentro da empresa já obedeciam aos dois primeiros passos e, de certa
forma, atendiam ao quarto critério, uma vez que as melhores práticas eram passadas de
funcionário para funcionário. O foco dessa etapa foi então o levantamento do tempo-padrão para
as atividades.
Para isso, foi utilizado o princípio da cronometragem, onde um único cronometrista, usando o
mesmo aparelho, cronometrou os tempos de operação para cada um das tarefas levantadas no
fluxo de processo. Para cada atividade foram levantados 10 tempos, quando os operadores
desempenhavam a atividade de forma padronizada. Quando a atividade fosse interrompida por
algum fator externo, esse tempo deveria ser descartado. Ao final, encontra-se a média dos
tempos para definir o tempo-padrão (Soares, Jardim, Lemos; 2009).
O modelo a ser criado deve apresentar todas as características reais da produção, bem como
lógicas de apresentação e distribuição, operadores e tempos reais distribuídos em seus setores
específicos. Com base nas informações retiradas dessa modelagem, é possível encontrar dados
concretos a respeito da fábrica e compreender o impacto das ações que podem vir a ser tomadas,
sem que seja necessário reproduzir tal atividade na prática.
Antes de iniciar a simulação, algumas informações precisam estar bem definidas. Primeiro, é
importante entender que apesar da similaridade dos doces, cada um ainda apresenta
características próprias, como peso e tempo de preparo. Para isso é necessário certificar-se de
que os doces terão seus tempos de preparo individuais e suas quantidades produzidas
condizentes com a realidade.
25
Em segundo lugar, apesar de doces em um mesmo setor serem semelhantes, vários deles serão
feitos de sabores diferentes, ou seja, a massa que dará origem a cada doce pode ter sabores e
tempos de preparo diferenciados em um mesmo setor. Finalmente, lembrar para os devidos fins
que os tempos estão em função de lotes de 10 unidades de doce, que devem ser sempre
trabalhados em sequência.
A simulação a ser trabalhada será feita com o software Arena, podendo-se trabalhar com
módulos de diferentes tipos e com funções distintas para criar com maior precisão a situação
problema a ser retratada. Esses módulos estão divididos em módulos de processos básicos, que
são usados para criar as estações de trabalho, definir as entidades e os atributos e módulos de
transferência avançada, que apresenta opções de remanejamento, sem necessidade da utilização
das setas. O Arena apresenta ainda uma aba referente aos relatórios que podem ser gerados.
Todos os passos que serão apresentados a seguir foram feitos para todos os doces de cada um
dos departamento, salvo alguma exceção a ser explicada separadamente. Na Figura 4 são
apresentados os módulos de processos básicos e de transferência avançados que serão utilizados
para as simulações.
26
Como pode-se observar na Figura 5, o módulo Entrada apresenta várias informações a serem
preenchidas de acordo com a forma de chegada das entidades no sistema. A primeira variável a
ser preenchida é o nome do módulo, o nome que ficará exposto na sua caixinha correspondente.
Em “Entity Type”, mostrado na Figura 6, deve-se indicar o tipo de entidade, ou seja, com qual
massa esse doce em questão será produzido. Como pode-se observar nas Figuras 5 e 6, o doce
“Cocada” é feito com a Massa de coco.
28
Em seguida são definidas as lógicas matemáticas para a chegada da massa do doce. Nesse caso,
devem ser completadas as informações com o tipo de chegada, que para essa fábrica observou-
se que obedece uma distribuição exponencial. Em seguida indica-se o tempo entre uma chegada
e outra, o tempo que demora para que a massa seja produzida.
A entrada deve ser diferente para cada um dos doces do departamento, uma vez que cada um
obedece a sua própria regra de criação. Esse procedimento é repetido para todos os doces e em
todos os setores da fábrica, cada um respeitando sua individualidade.
A variável “TOTAL_Cocada”, que pode ser observada na Figura 9, indica ao final da simulação
quantos doces do tipo Cocada foram produzidos, ou seja, quantos desse tipo passaram pelo
sistema. Isso acontece pois é inserida um fórmula que acrescenta uma unidade toda vez que
algum desses doces passa pelo sistema.
Conforme podemos observar o preenchimento do módulo na Figura 11, para essa simulação não
existe tempo de espera nem necessidade de nenhum meio de transporte, o servidor que busca a
massa. A conexão é feita pela rota e demora 20 segundos para ser levada entre um ponto e
outro (entre o departamento das Panelas e o departamento que irá transformar a massa em doce).
A conexão pode ser feita indicando o nome da próxima estação para qual a entidade deve
seguir. Nesse caso, foi definido que o caminho será indicado pela sequência.
informações devem ser apresentadas na lógica do módulo. Para a presente simulação, esses
campos não foram utilizados.
A lógica da ação nesse módulo indica como essa atividade chega para o operador realizá-la:
Cada estação poderá ser percorrida por qualquer um dos doces que entrar no sistema. A figura
acima, mostra o exemplo da primeira estação pela qual todos os doces passam, a atividade de
bolear. Uma vez que todos os doces passam por ela, a prioridade do operador deve ser média em
relação a cada uma das entidades, uma vez que ele não tem preferência por trabalhar com
nenhum doce específico.
Em seguida devem ser especificadas as regras da atividade em si, o que se chama de “Delay”.
Nesse ponto, devem ser definidas as lógicas que indicam a distribuição da atividade, como por
exemplo se ela corresponde a uma distribuição triangular (quando o tempo apresenta mínimo,
35
A regra utilizada para esse projeto segue uma expressão definida como tempo de atendimento.
Este tempo de atendimento poderia ser expresso no campo indicado na janela do módulo,
entretanto como haverá a passagem de diversos doces, cada um com seu tamanho e seu tempo
de atendimento, essa expressão será definida juntamente com a indicação das sequências.
Cada doce deve ter sua ordem de atividades definida, as estações ordenadas e os tempos para as
atividades de acordo com a sua realidade. Pode-se observar na Figura 16 as estações ordenadas,
lógica de cada passo – que nessa simulação será definido como o atributo previamente definido
– e por fim o tempo trabalhado desse atributo.
37
Conforme evidenciado pelas Figuras 16 e 17, cada doce apresentará sua própria sequência, e seu
tempo de atividades. Alguns doces, por serem feitos com massas de consistência similares, ou
por apresentarem tamanhos e características compatíveis, podem apresentar tempos de
atendimento iguais. Nos demais casos, esses tempos serão únicos.
4.7 OTIMIZAÇÃO
A programação linear é o ramo da pesquisa operacional mais utilizado para a resolução de
problemas utilizando otimização, ela funciona variando e distribuindo os recursos apresentados
de forma linear e eficiente para que os melhores resultados possam ser alcançados. Esses
recursos normalmente estão vinculados a uma certa restrição, ou seja, algum valor ou expressão
que restringe a variação, apresentando faixas de possibilidade.
A otimização deverá ser feita caso exista a possibilidade de melhora no panorama apresentado
pela simulação. Com a otimização pretendemos maximizar esse ambiente produtivo de forma a
melhor utilizar os recursos apresentados. A intenção da otimização é entender quais mudanças
se fariam necessárias no ambiente da fábrica para que a demanda histórica máxima de cada
produto pudesse ser alcançada em uma mesma semana.
As restrições para esse problema se concentram nas quantidades mínimas e máximas a serem
produzidas pelo setor, a fim de suprir a demanda, conforme restrições (2) e (3). Além disso, o
39
tempo de produção deve respeitar a quantidade de horas referente às jornadas de trabalho dos
funcionários da empresa, conforme restrição (4).
Maximizar
!
𝑓 𝑥 (1)
!!!
sujeito a:
5 RESULTADOS
A análise das 52 semanas do ano de 2012, apresentada no anexo I deste documento, resultou no
agrupamento dos doces e sua contagem de demanda anual. Pode-se perceber na Tabela 3 que as
ordens de serviço apresentavam uma distribuição praticamente uniforme dos doces, exceto por
um novo setor da fábrica, que ainda apresentava poucas opções de produtos.
A partir dessa análise pode-se perceber que alguns doces, apesar de terem sido encomendados
no ano anterior tinham procura baixa, comparada aos demais produtos. Enquanto esses doces
haviam sido encomendados por apenas uma ou duas pessoas (valores entra 10 e 30 doces
produzidos em um ano), outros deles estavam presentes em pelo menos 90% dos pedidos (mais
de 80 mil pedidos em um ano).
A parcela de doces que correspondia à grande parte dos pedidos durante todo o ano, somava
apenas 20% das opções de produção de produtos da empresa. Entretanto, a quantidade de doces
produzidos dentro dos 20% das opções representava mais de 80% do total de doces produzidos
pela empresa no ano. Diante disso, ficou claro a necessidade de se trabalhar com algum tipo de
priorização.
41
Com a utilização da curva ABC pode-se então criar a priorização necessária para o andamento
do trabalho. Esses gráficos, entretanto, mostravam um cenário fixo correspondente a uma
análise quantitativa dos elementos produzidos no período em questão. Esses dados passaram
então por uma validação, mediante análise qualitativa dos responsáveis pelas áreas, que
apontaram alterações (doces que apareciam na faixa A, mas que atualmente não tinham a
demanda tão elevada) e confirmaram o resto dos produtos priorizados, apresentados no anexo
III deste documento.
Foram tomadas as devidas precauções para que nenhuma alteração fosse feita no processo em
detrimento da observação, assim como indicado nos trabalhos de estudo do movimento de
Gilbreth. Os processos mapeados foram então submetidos a aprovação dos líderes de setor para
as devidas validações. Os mapeamentos realizados podem ser observados a partir do Anexo IV
deste documento. (Gilbreths, 1997).
Com a observação foi possível entender as divisões departamentais referentes à produção, uma
vez que determinados departamentos, em sua maioria, apresentavam sub-processos produtivos
semelhantes, que diferiam dos demais processos de outros departamentos, como exemplo pode
ser citado o departamento Caramelos, que trabalha com doces que em sua maioria são banhados
e envoltos em camadas de caramelo líquido. Os setores que não trabalhavam com processos
semelhantes contavam com produtos especiais e diferenciados, fator que justifica sua separação
dos demais.
42
Departamento 002
Resfriar a massa
Separar as cerejas
Enrolar cereja na massa
Bolear o doce
Banhar chocolate branco
Finalizar
Embalar
Fonte: Elaboração da autora
43
Além disso, algumas mudanças estruturais estavam sendo feitas na fábrica, visando acompanhar
o mercado e atender com excelência às demandas dos clientes. Com isso, doces que antes eram
produzidos por determinados setores estavam sendo alterados, mudados de departamento ou até
mesmo saindo da carta de produtos da empresa.
A simulação trabalha com atividades e tempo muito bem definidos, para que possam retratar a
realidade. Dessa forma, não foi possível trabalhar com os departamentos que apresentavam
tamanho grau de individualidade, nem mesmo com os doces que estavam passando por
reformulações e que não tinham sua atividade bem padronizada.
O departamento 002 apresentou resultados diferentes, porém com interpretações que seguem o
mesmo raciocínio. A média do tempo de espera para as estações foram os mais altos de todos os
departamentos, entretanto, o número de unidades em espera continuavam muito baixos. Esses
resultados espelham as atividades do setor, que são mais complexas e demoradas do que as
demais e apresentam maiores processos diferenciados. Os resultados podem ser observados nas
Figuras 24 e 25.
48
5.6 OTIMIZAÇÃO
A simulação trabalhou em cima de uma semana mínima, o que mostra que com a atual
distribuição o máximo de doces a ser produzido dificilmente atingiria o total esperado para
semanas com maiores demandas.
Diante desse panorama é possível utilizar a programação linear para que os recursos sejam
redistribuídos e atinjam melhores resultados de desempenho e capacidade. A função objetivo
utilizada visa a otimização da produção para números variados de operadores, sendo possível
representar o panorama geral da fábrica e a necessidade de redimensionamento para atender as
demandas.
sistema utilizando apenas um operador, a quantidade de horas trabalhadas deve somar 2400
minutos, uma vez que as jornadas na fábrica são de 8 horas e se repetem 5 vezes por semana.
Observando a Tabela 6, pode-se notar que mesmo o total produzido tendo aumentado em quase
2 mil unidades, o máximo ainda está longe de ser alcançado por esse departamento, pois a
produção nesse caso atinge apenas 17% do máximo esperado. Esses resultados mostram a
ineficiência dos setores e justificam os atrasos e erros que ocorrem frequentemente nesse ramo.
A solução encontrada para esse caso se apresenta mais consistente do que a anterior, pois o
departamento de Trufas consegue atingir uma produção de mais de 21 mil unidades, o que
corresponde a 92% do máximo esperado, como pode ser observado na Tabela 7. O desempenho
no departamento de Caramelos também foi satisfatório, apresentando 81% do máximo (ver
Anexo XVIII) . Entretanto, os demais departamentos continuaram apresentando valores muito
baixos, o departamento crítico da simulação – das Casquinhas – apresentou rendimento inferior
a 40%.
51
6 CONCLUSÃO
A análise dos dados facilitou o entendimento do processo de negócio, fator determinante para as
demais ações. As priorizações encontradas e expostas ao longo do trabalho trouxeram uma nova
visão, mais focada e determinística, que foi capaz de conduzir o estudo, possibilitando a
continuidade com qualidade, uma vez que os dimensionamentos devem seguir de acordo com a
realidade da empresa, para resultar em uma simulação. Além dos ganhos específicos e
diretamente ligados a utilização da metodologia, as análises realizadas trazem panoramas
específicos e os resultados se mostram satisfatórios e condizentes com os objetivos.
A necessidade de realocação de pessoal deve ser vista como forma de otimizar os recursos da
empresa, distribuindo de forma uniforme e mais eficiente o trabalho a ser realizado, uma vez
que não há grande diferença na realização das atividades devido a especialização dos
funcionários. Entretanto a alteração errônea dos funcionários pode piorar ainda mais o
andamento da produção.
A simulação e a otimização são peças chaves no dimensionamento das organizações, uma vez
que apresentam insumos que podem indicar aos gestores onde eles devem alocar seus recursos
diante de situações reais apresentadas no dia-a-dia da fábrica.
53
7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BANKS, J., J. S. Carson, B. L. Nelson, D. M. Nicol. 2000. Discrete Event Systems Simulation,
3rd ed. Prentice Hall, Englewood Cliffs, NJ.
BIAZZO, S., Approaches to business process analysis: a review. Business Process Management
Journal, Vol.6 N°2, 2000.
GILBRETH, F. W. & GILBRETH L. M. Applied Motion Study. New York: Sturgis and
Walton. p. 27, 29. 1917.
HILLER, Frederick F., LIEBERMAN, Gerald J.. Operations Research, 2ª ed.. San Francisco:
Holden-Day, 1974.
Kelton D, Sadowski R, and Sturrock D. Simulation with Arena 3rd ed. 2004. McGraw-Hill
Higher Education, Massachusetts, USA.
KETTINGER, William, TENG, James T. C., GUHA, Subashish. Business process change: a
study of methodologies, techniques, and tools. MIS Quarterly. USA, v.21, n. 1, p. 55-80, march,
1997.
Departamento CARAMELOS
DOCE QUANTIDADE
Sucrilhos 34248
Doce de leite com lasca de amêndoas 23036
Cajuzinho 12336
Sucri de coco 12070
Olho de sogra no açúcar 11359
Olho de sogra caramelado 8951
Noiva no palito 7704
Bala coco 6493
Nozes no foundant 4971
Brigadeiro chique 4370
Sucri de limão 2140
Brigadeiro com hostia 2058
Sucrilhos dourado 1875
Abacaxi no fondant 1811
Uva no fondant 1795
Beijinho 1435
Brigadeiro crocante 1165
Passas ao rum 1102
Crocantino de limão 908
Sucri dourado 895
Ameixa recheada 865
Camafeu 756
Casais de noivinhos no palito 746
Cocada no fondant 735
Ameixa caramelizada 731
Bombom de abacaxi 670
Copo de floresta negra 518
Bombom de uva com fondant 485
Olho de sogra com chocolate 470
Bala de coco caramelizada 320
Nozes caramelado redondo 310
Tartelede de mix de castanha 297
Bombom de amendoim 280
Crocantino de menta 263
Sucrilhos de brigadeiro 255
Bombom amendoim 240
Bombom de coco no fondant 240
56
DEPARTAMENTO 02
DOCE QUANTIDADE
Bombom de nozes 87798
Cereja cabo 51215
Cocada chocolate preto 44630
Chocope 36857
Damasco recheado 27510
Beijinho 23175
Brigadeiro branco com amêndoas 21145
Bombocado de brownie 14443
Due 13414
Brigadeiro com pistache 9528
Doce de leite ninho 5700
Cocada (choc. Branco) 4652
Chocobol dourado 3784
Tamara recheada 3020
Chocobol 2734
Doce de leite com castanha 1900
Bombom de nozes com pimenta em cima 1853
Brigadeiro branco de pistache 1510
Beijinho de coco no açúcar refinado 1490
57
Departamento DO CHEFE
DOCE QUANTIDADE
Torre de macadamia 940
Macarrom 780
Quindim 734
Cup cake médio de chocolate 450
Cup cake médio 380
Cup cake grande 100
Halewa 100
Bouchee de janduia 79
Mini cup cake 69
Cup cake medio com trufa 67
Mini x-cake 50
Quindim de damasco 50
Cup cakes médio mb-brigadeiro 47
Cup cakes médio-mp-trufado 46
Cup cake infantil 40
Cup cake massa preta 40
Jarinha de damasco 40
Mini trufa de menta 30
Cup cake pequeno 20
Cup cake médio com chantilly 15
Doce diet 12
Mono 11
Bombom de café 5
Departamento TRUFAS
DOCE QUANTIDADE
Trufa de maracujá 62199
60
Trufa limão 80
Trufa de tangerina 75
Trufa de morango 50
Departamento CASQUINHA
DOCE QUANTIDADE
Tartelete de avela 73909
Caixa de frutas vermelhas 57320
Tartelete de phisales 42169
Tartelete de cereja 18488
Disco de menta 23349
Tartelete de maracujá 15280
Bolinho brownie 14279
Cone trufado 13794
Concha de coco 13324
Carmen miranda 9590
Tartelete limão 8465
Nozes elegantes 7610
Box de nutela 6570
Copo de brigadeiro 5835
Copo de morango 5005
Tartelete de mirtilo 3668
Copo de frutas vermelhas 3450
Copo capuccino 3350
Cestinha marrom 2950
Xícara de café 2790
Copo de maracuja 2375
Tartelete framboesa 1596
Tartelete de amora 1250
Tartelete de morango 1190
Alpino 1165
Copo de menta 1160
Pirulito personalizado 780
Tartelete de pistache 480
Copo de limão 475
Copo de café 320
0
5000
10000
15000
20000
25000
0
10000
20000
30000
40000
50000
60000
70000
0
20000
40000
60000
80000
100000
DOCE DE LEITE
TRUFA DE BOMBOM DE
OLHO DE SOGRA
MISTO C/ SUCRI DE DOCE DAMASCO
TRUFA DE SUCRI DE COCO BEIJINHO
CASADINHO OLHO DE SOGRA
CEREJA CABO
TRUFA MISTA BRIGADEIRO
BRIGADEIRO DOCE DE LEITE
MISTO C/
ABACAXI NO COCADA
COPO ROMEU BEIJINHO CHOCOBOL
TRUFA DE PASSAS AO RUM
BRIGADEIRO
TRUFA DE SUCRI DOURADO
CAMAFEU CEREJA CABO
PASTEL DE
COCADA NO LARAJINHA
QUADRADO DE
BOMBOM DE CHOCOPE
NAPOLITANO
BOMBOM DE
BRIGADEIRO BOMBOM DE
BALA DE COCO
DOCE DE LEITE TARTELEDE DE BRIGADEIRO
TRUFA DE PISTACHE NO
FONDANT DE
TRUFA DE UVA PISTACHE BOMBOM DE
TRUFA DE BOMBOM DE BOMBOM DE
TRUFA DE FONDANT DE BRIGADEIRO
BRIGADEIRO
TRUFA LIMÃO ANEL DE
FONDANT DE
TRUFA DE OLHO DE SOGRA NOZES CHOC
ANEXO II: Curva ABC da Demanda de Doces por Departamentos
62
0
200
400
600
800
1000
0
2000
4000
6000
8000
10000
0
20000
40000
60000
80000
100000
TORRE DE COPO ROMEU
MACARROM TARTELETE DE
QUINDIM BRIGADEIRO
MACARRON
CUP CAKE COPO DE
CUP CAKE FLOR DE
HALEWA TORTINHA DE
BOUCHEE DE FLOR DE
BRIGADEIRO
CUP CAKE Bouche de
MINI X-CAKE QUINDIM DE
QUINDIM DE BRIGADEIRO
CUP CAKES CHEESE CAKE
CUP CAKES BRIGADEIRO
CUP CAKE TAÇA DE
CUP CAKE CORAÇÃO DE
JARINHA DE
MINI TRUFA DE QUINDIM DE
CUP CAKE CORAÇÃO DE
CUP CAKE MINI
DOCE DIET DOCES FINOS
MONO MINI CHEESE
BOMBOM DE ROSAS DE
63
64
Macarron 496
Cheese cake de amora 479
• Doce Sucrilhos
67
• Cajuzinho
69
• Sucri de coco
71
• Bala de coco
72
• Nozes no Fondant
73
• Noiva no Palito
74
• Brigadeiro Chique
75
• Bombom de Nozes
76
• Cereja Cabo
77
• Cocada
78
• Damasco Recheado
79
• Chocope
80
• Beijinho
82
• Chocope Dourado
83
• Due
84
• Bombocado de Brownie
85
• Flor de Avelã
86
• Cupcake Pequeno
88
• Cupcake Médio
90
• Torre de Macadamia
91
• Quindim
92
• Macarron
95
• Cheesecake de Amora
97
• Flor de Goiabada
98
• Sushi de Chocolate
99
• Trufa Tradicional
100
• Trufa de Maracujá
101
• Casadinho Crocante
103
• Trufa de Limão
104
• Brigadeiro
105
• Casadinho Crocante
106
• Palha Italiana
107
• Trufa Mista
108
• Tartelete de Avelã
109
• Tartelete de Phisales
111
• Tartelete de Cereja
112
• Disco de Menta
113
• Tartelete de Maracujá
114
Entity
Time
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Entity
Time
Number In
Value
Number Out
Value
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Entity
Other
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Queue
Time
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Resource
Usage
Scheduled Utilization
Value
Operador 1 0.02210737
Operador 1 213.00
ANEXO XV – Relatórios Dep. 002
123
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Entity
Time
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Entity
Other
Number In
Value
Number Out
Value
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Queue
Time
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Resource
Usage
Scheduled Utilization
Value
Esteira 0.02559444
Operador 1 0.1263
127
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Resource
Usage
6
Total Number Seized
Value
Esteira 62.0000
Operador 1 469.00
ANEXO XVI – Relatórios Trufas
128
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Entity
Time
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Entity
Time
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Entity
Other
Number In
Value
Number Out
Value
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Queue
Time
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Resource
Usage
Scheduled Utilization
Value
Esteira 0.3275
Operador 1 0.03792124
133
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Resource
Usage
Esteira 87.0000
Operador 1 455.00
:
ANEXO XVI – Relatórios Casquinha
134
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Entity
Time
Number In
Value
Casquinha 0.00
Forminha 62.0000
135
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Entity
Other
Number Out
Value
Casquinha 0.00
Forminha 62.0000
Queue
Time
PROJETO DE GRADUAÇÃO
Resource
Usage
Scheduled Utilization
Value
Operador 1 0.2217
Operador 1
138