UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
CURSO: ENGENHARIA FLORESTAL
FRUTICULTURA DE ESPÉCIS NATIVAS E
EXÓTICAS
Professores responsáveis:
Renato Trevisan - Politécnico Bloco F sala 221 B
Vanderlei Both - Departamento Fitotecnia sala 28
Objetivos
Conhecer os principais fatores relacionados com
os aspectos fisiológicos e de produção das principais
fruteiras e nativas e ‘uma exótica’.
UNIDADE 1– INTRODUÇÃO À FRUTICULTURA
– Situação da fruticultura mundial
– Importância da Fruticultura
– Classificação das plantas frutíferas
– Tipos de pomares
– Principais problemas com a Fruticultura (nativas)
UNIDADE 2 – PRODUÇÃO DE MUDAS E INSTALAÇÃO
– Conceito
– Escolha do local
– Mercado e infra-estrutura
– Formação da muda
UNIDADE 3 – PODA DAS PLANTAS FRUTÍFERAS (NATIVAS)
– Introdução
– Conceitos
– Princípios básicos para a poda das plantas
– Objetivos, fundamentos e modalidade de podas
– Época, intensidade e instrumentos de poda
UNIDADE 4 – PRINCIPAIS PRAGAS E DOENÇAS EM PLANTAS
FRUTÍFERAS (NATIVAS)
– Introdução
– Pragas e doenças de maior importância nas
espécies estudadas.
UNIDADE 5 – CULTIVO E MANEJO DE FRUTÍFERAS NATIVAS E
EXÓTICAS DE INTERESSE REGIONAL
– Jabuticabeira, guabirobeira, cerejeira-do-rio-
grande, butiazeiro, goiaba serrana, araçazeiro,
araticum, uvaieira, guabiju, araucária angustifólia
e oliveira
AVALIAÇÕES
• Serão realizadas duas avaliações:
Primeira: 14 de maio
Segunda: 25 de junho
Notas/2
Média final
Programação/aulas e viagens técnicas
• março: 3 encontros;
abril: 5 encontros ;
(09 – São Francisco de Assis );
16 – Visita Viveiro Boca do Monte (manhã)
• maio: 4 encontros;
07 – Fepagro Santa Maria (tarde)
25/05 – Parque Witeck –
28/05 – AFUBRA – Rio Pardo, RS
• junho: 4 encontros ; (10 a 14 – Semana acadêmica)
04 - Olivas do Sul – Cachoeira do Sul, RS
11- Visita a um produtor, Santa Maria, RS
julho: Exames
Fruticultura de espécies nativas e
exóticas
Planeta fruta
Estima-se que no mundo sejam produzidas cerca de
800 milhões de toneladas de frutas, em área
aproximada de 61,4 milhões de hectares (FAO 2012).
Brasil 2,6 milhões de hectares (IBRAF, 2017)
Três países respondem pela oferta
de quase 50% da produção
mundial de frutas
China com 227,5 milhões de toneladas
Índia com 72,5 milhões de toneladas
Brasil com 42 milhões de toneladas
Estados Unidos, Turquia, Indonésia, México,
Irã, Filipinas e Espanha.
Representam 17,5% do total produzido
“Em média, 90% das frutas colhidas no mundo são consumidas no
país de origem. Apenas 10% é negociado no mercado internacional”
A FRUTICULTURA Panorama geral do setor
Favorecido pela extensão territorial,
pela posição geográfica, pelo solo e
pelas condições climáticas, o Brasil
produz frutas tropicais, subtropicais e
temperadas.
• Isso contribui então para que receba o título de
terceiro maior produtor de frutas do mundo, com
um total anual aproximado de mais de 42 milhões
de toneladas produzidas.
• Apesar de estar entre os maiores produtores, o país
exporta pouco mais de 3% de tudo o que produz.
Isso é pouco, mas demonstra que o setor tem alto
potencial de crescimento
O setor emprega 5,6 milhões de pessoas, ou seja, 27%
da mão de obra agrícola.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf ),
para cada US$ 10 mil investidos na fruticultura
tecnificada, são gerados, em média, três empregos
diretos permanentes e dois indiretos.
PRODUÇÃO DE FRUTAS NO BRASIL
O Brasil é reconhecido pela grande variedade
de frutas produzidas em todas as regiões do país,
tanto advindas de lavouras permanentes, como de
temporárias – o que potencializa ainda mais as
oportunidades para os pequenos negócios.
2017
Estimativa 43,5 milhões de ton
44,8,5 milhões de ton 2016 Abaixo
2018 Estimativa de aumento de 5%
45,6 milhões de ton
2016, 22 espécies de frutas, resultaram em 38,8 milhões/ton
SALADA DE FRUTAS Produção brasileira de frutas
frescas – 2016
Anuário Brasileiro da Fruticultura 2018
RIO GRANDE DO SUL
É o maior produtor nacional de uva, pêssego, figo,
pera, nectarina, kiwi, amora, mirtilo e azeitonas .
Tem expressiva participação no mercado de ameixa,
maçã, morango, caqui, citros para mesa, banana e
abacaxi
Aproximadamente 40 mil fruticultores 138 mil ha
com 35 espécies frutícolas, para fins comerciais.
A produção estimada do Rio Grande do Sul é de
2,5 milhões de toneladas.
EMATER, RS (2019)23
Noroeste – 22.836 ha Nordeste – 61.723 ha
Laranja – 10.115 ha Uva – 38.223 ha
Mesorregiões do RS Uva – 5.315 ha Maçã – 15.356 ha
Fonte: FEE 2018 Pêssego – 1.567 ha Pêssego – 3.376 ha Centro oriental – 9.497 ha
Fundação Economia Estatística Banana – 377 ha Laranja – 2.053 ha
Figo – 491 ha Caqui – 1.352 ha Laranja – 2.013 ha
Caqui – 341 ha Figo – 271 ha Uva – 1.268 ha
Centro ocidental – 4.109 ha Pêssego – 327 ha
Maçã – 87 ha Banana – 61 ha
Laranja – 1.254 ha Goiaba – 66 ha Goiaba – 52 ha Banana – 223 ha
Uva – 798 ha Melancia – 1.615 ha Melancia – 90 ha Figo – 100 ha
Pêssego – 245 ha Nogueira – 548 ha Nogueira – 321 ha Caqui – 98 ha
Banana – 65 ha Oliveira – 0 ha Oliveira – 0 ha Goiaba – 92 ha
Figo – 59 ha Batata doce – 2.314 ha Batata doce – 568 ha Maçã – 02 ha
Caqui – 29 ha Melancia – 2.515 ha
Goiaba – 17 ha Nogueira – 859 ha
Maçã – 0 ha Oliveira – 20 ha
Melancia – 1.081 ha Batata doce – 1.980 ha
Nogueira – 58 ha
Oliveira – 08 ha Metropolitana – 30.867 ha
Batata doce – 495 ha
Banana – 11.124 ha
Laranja – 6.354 ha
Sudoeste – 5.280 ha Uva – 1.450 ha
Pêssego – 480 ha
Uva – 1.256 ha Pêssego – 6.280 ha Figo – 355 ha
Laranja – 1.120 ha Laranja – 1.486 ha Caqui – 211 ha
Pêssego – 167 ha Uva – 862 ha Goiaba – 194 ha
Maçã – 01 ha Figo – 283 ha Maçã – 47 ha
Goiaba – 0 ha Maçã – 99 ha Melancia – 5.299 ha
Figo – 0 ha Caqui – 27 ha Nogueira – 321 ha
Caqui – 0 ha Goiaba – 23 ha Oliveira – 03 ha
Banana – 0 ha Banana – 02 ha Batata doce – 5.029 ha
Melancia – 2.315 ha Melancia – 4.786 ha
Nogueira – 14 ha Nogueira – 14 ha
Oliveira – 64 ha Sudeste - 15.926 ha Oliveira – 270 ha
Batata doce – 343 ha Batata doce – 1.794 ha
Oliveira
Rio Grande do Sul
é líder nacional segundo a
Secretaria da Agricultura do RS na
produção de azeitona.
A produção em 2018 foi de
aproximadamente 60 mil litros de
azeite de oliva. A área cultivada
de oliveiras aumentou neste ano
cerca de 30%, chegando a
aproximadamente 4500 hectares
em todo o estado.
(Fabricio 2018)
Nogueira pecã
O Rio Grande do Sul detém
cerca de 49% da produção de
noz-pecã em torno de 3,4
mil/há; 925 produtores.
Cachoeira do sul se destaca
com 870ha com 79
produtores
Jornal do Comércio, 2017
Emater-RS, 2017
• O setor frutícola, por ser complexo, há muitos fatores
que influenciam o seu comportamento. Entre eles, há
dois que devem ser monitorados e observados com
cautela
DESPERDÍCIO
CONSUMO
Uma em cada nove pessoas têm fome no
mundo, e, por outro lado, 1/3 da comida produzida é
desperdiçada.
A produção de comida anual nos 47 países da
África subsaariana (237 milhões de toneladas)
equivale ao desperdício de comida dos países ricos
(222 milhões de toneladas), segundo dados de 2011
da Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação (FAO)
O Brasil desperdiça cerca de 30% das frutas que
produz e somente 24,1% dos brasileiros ingerem a
quantidade mínima de frutas e hortaliças recomendada
pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de
400g diários (SEBRAE, 2018)
DESPERDÍCIO
Aproximadamente, 625 mil caminhões de frutas, legumes e verduras
(comida) são jogados anualmente no lixo todo ano pelos brasileiros.
São produtos bons para o consumo, que acabam descartados porque têm
pequenas imperfeições.
Pela estimativa da Embrapa, a perda de hortaliças é maior ainda.
“Para uma salada de 2 quilos chegar à mesa de uma família brasileira,
por exemplo, tem outra de 700 gramas que vai direto para o lixo”.
Estamos muito longe do índice que especialistas consideram aceitável,
de até 5% de desperdício.
“É gasto água, recursos
hídricos, e no final das
contas, parte desses
recursos hídricos foi em
vão, porque o produto
não vai ser comercializado
ou não vai ser consumido,
vai ser jogado no lixo”.
PERFIL DO CONSUMIDOR Brasileiro, europeu e
americano (Sebrae, 2018)
PERFIL DO CONSUMIDOR Brasileiro, europeu e
americano (Sebrae, 2018)
• A maior parte da população não consome a
quantidade mínima recomendada (400g/dia).
• Mulheres consomem maior quantidade média de
frutas.
• Crianças e idosos consomem mais frutas do que
adolescentes e adultos.
• Quanto maior a renda, maior o consumo de frutas.
• Quanto maior a renda, maior o consumo de frutas.
• Quanto mais alto o nível de formação educacional,
maior o consumo de frutas.
• Em geral, as frutas são consumidas como sobremesa.
Consumo, mundial, Per-Capita de frutas (FAO, 2017)
37
No Brasil, a população adulta vem apresentando um
aumento na prevalência de excesso de peso, importante
nos últimos 30 anos.
A cada cinco brasileiros, um está obeso. Mais da metade da
população está acima do peso. O país que até pouco tempo lutava
para combater a fome e a desnutrição, agora precisa conter a
obesidade.
38
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indica
que 53% da população brasileira têm sobrepeso ou algum grau de
obesidade.
Macrotendências de consumo no mundo
(Sebrae, 2018)
A falta de tempo nas cidades
demanda alimentação mais ágil
e prática, assim, o comércio
tende a investir cada vez mais na
conveniência.
Exemplo é a venda de frutas
descascadas, cortadas e
embaladas, prontas para o
consumo.
Os consumidores, principalmente no exterior, estão cada
vez mais atentos ao modo como os alimentos são produzidos.
Diante disso, as certificações de Boas Práticas Agrícolas, produção
orgânica, feiras, sustentabilidade, entre outras, estão cada vez
mais valorizadas no mercado, agregando valor ao produto e
melhorando a qualidade de vida do produtor.
• Também estão optando cada vez mais por consumir frutas in
natura em vez de sucos ou outras formas de processamento.
“E as nativas?”
Nativas
• Dentre as 20 frutas mais • Uma hipótese para o baixo
consumidas no Brasil, consumo de frutas nativas é o
algumas são nativas: fato da agricultura
estrangeira ter avançado
mais que a agricultura
Abacaxi, brasileira, fazendo com que o
Goiaba, cultivo gerasse frutas mais
fortes e de rápido
Maracujá, crescimento. Enquanto isso,
Açaí e as frutas nativas brasileiras
Cajú. permaneceram selvagens no
ambiente
• AÇAÍ (Euterpe oleracea)
Fruta da vez, com alto suprimento de vitaminas e minerais e, em
especial, considerada excelente energético, colhido no Norte,
“abriu ótimas alternativas de comercialização no País e no
exterior”,
No período 2014 e de 2015, as exportações
paraenses apresentaram tendência de crescimento,
atingindo respectivos R$ 64,6 milhões e R$ 93,7
milhões.
Estados Unidos (55,77%), Japão (14,24%) e
Austrália (10,24%) foram os principais compradores em
2016.
• Goiaba (Psidium guajava L.)
O estado de SP é o maior
produtor do Brasil. São cerca de
150 mil toneladas por ano, o
que representa 40% da
produção nacional.
Área plantada com a fruta no
estado de São Paulo cresceu
11% em um ano.
“Uma caixa de goiaba equivale, em preço,
30% a mais do que uma caixa de laranja.
Fora que a produtividade de um pé de
goiaba é quatro vezes maior do que a de
um pé de laranja”
• Abacaxi (Ananas comosus (L.) Merril.
Em Terra de Areia, no litoral norte gaúcho, estão 270 do
total de 300 hectares de abacaxi cultivados no RS.
• Maracujá (Passiflora edulis Sims)
Cultivado em todos os estados e no Distrito Federal.
Em 2015, de acordo com dados do IBGE (2016), foi cultivado
em 50.837 ha, e sua produção total alcançou 694.539 t.
Bahia (42,8%), Ceará (13,4%), Espírito Santo (5,4%),
Minas Gerais (5,4%) e Pará (4,8%).
Caju Anacardium occidentale
Frutíferas Nativas: Possibilidade de
geração de renda conciliada à conservação
da biodiversidade?
• Vale ressaltar que há uma variedade enorme de
frutos brasileiros ainda pouco conhecidos.
Dentre eles, a goiaba serrana, a jabuticabeira
que são representantes famosos de uma grande
família, as Myrtáceas. Dela também fazem parte a
pitanga, o araçá e a uvaia, que também são
populares. Há ainda o cambuçá, a guabiroba, a
grumixama, o cambuci e o guabijú, bem menos
conhecidos.
No Rio Grande do Sul, existe uma
riqueza de espécies nativas, que
historicamente foram negligenciadas ou
pouco utilizadas.
Frutas como jabuticaba, butiá, guabiroba, guabiju,
araçá, feijoa, pitanga, entre outras, fazem parte da
cultura local.
produtos derivados é
restrita, principalmente
pela baixa oferta nos
mercados
Consumidor acaba levando espécies exóticas, consideradas
mais produtivas pelos produtores e que são facilmente encontradas
em locais de comercialização de alimentos e demandam de
produtos químicos no processo de produção.
As frutíferas nativas do Sul do Brasil possuem grande
potencial de exploração in natura e industrial, mas praticamente
inexistem pomares comerciais destas espécies.
Mesmo a jabuticabeira, que é muito lembrada pela
população, não é produzida em pomares comerciais no Estado,
restringindo-se ao extrativismo e comercialização de forma
desorganizada, principalmente nas margens de estradas.
Experiências
Centro Tecnologias Alternativas e Populares (Cetap), ONG
em Passo Fundo (RS), identificaram a possibilidade de geração de
renda para os agricultores familiares ecologistas, situados em oito
regiões do estado do Rio Grande do Sul, por meio da coleta de
frutas
Esses produtores utilizam sistemas de produção de base ecológica
em pequenas áreas de terra, com mão de obra familiar, além de frutas
nativas, produzem hortaliças, feijão, milho, mel, queijo artesanal, as quais
são utilizadas para consumo próprio e o excedente comercializado em
feiras.
Essa ONG iniciou o trabalho de assessoria técnica, buscando aliar
a produção das frutas nativas com a conservação da biodiversidade local.
Surgindo então o empreendimento “Encontro de Sabores”
A possibilidade da venda aos consumidores, se deu por meio de
divulgação através de aulas de gastronomia, partir das polpas de
frutas nativas (amora, araçá, butiá, goiaba, guabiroba, jabuticaba,
uvaia, açaí-juçara) ou pinhão.
Frutas Nativas são destaque em projetos de
sustentabilidade da biodiversidade no RS
Rota dos Butiazais e Cadeia Solidária das Frutas Nativas
Esse projetos, envolvem várias organizações e municípios de
diferentes regiões do Estado. Embrapa conduz ações junto a
agricultores assentados e manejadores da cultura do butiá.
A Rota dos Butiazais
Butiá foi selecionado como uma das plantas do futuro
pelo projeto do Ministério do Meio Ambiente, que busca
estabelecer políticas públicas de promoção do uso sustentável da
biodiversidade.
Esta seleção reforça a ideia da formação da Rota dos
Butiazais, que envolve os governos municipais de Giruá, Santa
Vitória do Palmar e Tapes, onde busca reunir numa rede
municípios, ONGs, agricultores, artesãos e empreendedores para
a conservação e uso sustentável dos butiazais e a sua integração
com setores de gastronomia, artesanato, cultura e turismo.
A Cadeia Solidária das Frutas Nativas
Presente em municípios dos Territórios Rurais Campos de
Cima da Serra, Litoral, Missões, Produção e Nordeste, envolve
também empreendimentos urbanos de processamento e
comercialização localizados em Passo Fundo, Caxias do Sul, Porto
Alegre e Litoral Norte.
As frutas que ganham destaque neste projeto são sete
espécies nativas - guabiroba, butiá, araçá, jabuticaba, goiaba,
banana e juçara (açaí gaúcho) - disponíveis em escala comercial
em mais de 25 tipos de produtos (polpa, picolé, sorvete, bolos,
salgados, sucos).
As espécies nativas podem também desempenhar
papel fundamental para o enfrentamento das
consequências decorrentes das mudanças do clima.
Por serem produto de um longo processo de
seleção natural, essas espécies podem apresentar genes
de resistência às alterações climáticas, como elevações
de temperatura, secas e inundações.
O uso dessas espécies poderá, por exemplo, ser
estratégico para a produção de alimentos, uma vez que
poderão ser utilizadas diretamente ou como fonte de
variação genética para o melhoramento das plantas
cultivadas que não se adaptarem às alterações climáticas
(Coratin et all 2011).
Associação dos Agricultores Ecologistas de
Ipê e Antônio Prado (AECIA)
http://www.aecia.com.br
http://familiabelle.blogspot.com.br/p/regiao-de-antonio-prado-rs.html
Principais frutas nativas cultivadas
no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul ainda estão restritas a cultivos em
pequenas propriedades.
Em Bento Gonçalves e Antônio Prado, existem plantios
da goiaba serrana e araçá, por exemplo.
A Embrapa de Pelotas também está com projetos e
quintais de frutas nativas e, ao mesmo tempo, fazendo
pesquisa em relação a algumas espécies de araçá,
pitanga e butiá. Mas o RS ainda não tem plantios
comerciais.
Araçá - PSIDIUM CATTLEIANUM
Saiu do Brasil, foi para
a Austrália e Estados
Unidos e outras partes do
mundo
Licopeno e pode ser considerado um alimentos funcional, pois tem
elementos antioxidantes e flavonoides.
Goiabeira serrana (Acca sellowiana)
internacionalmente feijoa
que ganhou o mundo
Austrália
Estados Unidos Nova Zelândia
França
Japão
Uruguai Argentina
É uma planta de região de clima subtropical e temperado
EPAGRI realiza dia de campo sobre a goiabeira serrana, São
Joaquim, em 2018 Simpósio.
Araçá - PSIDIUM CATTLEIANUM
Saiu do Brasil, foi para
a Austrália e Estados
Unidos e outras partes do
mundo
Licopeno e pode ser considerado um alimentos funcional, pois tem
elementos antioxidantes e flavonoides.
Jabuticaba
Plinia cauliflora
Às vezes, pode custar até R$20,00 ou mais. No entanto, a
produção maior que é vendida aqui no Rio Grande do Sul vem de
São Paulo.
Pitanga
Eugenia uniflora
Encontra-se disseminada, praticamente, por todo o território
nacional.
O RS tem um potencial, mas voltado principalmente para a
pequena propriedade, porque as frutas nativas requerem
uma atenção mais intensa do que atividades agrícolas que
necessitam de maquinaria
Açaí
Fruto típico da Amazônia faz muito sucesso e ganha reforço
para atender à demanda, que vem crescendo em nível nacional e
internacional.
EVENTOS
Com enfoque nas fruteiras nativas e na
sustentabilidade, aconteceu em São Luís, no Maranhão
24º Congresso Brasileiro de Fruticultura.
Principais problemas com a
fruticultura
• A produção de mudas de
qualidade, principalmente no que
se refere a falta do controle do
material utilizado e fiscalização
dos produtores, comerciantes,
transportadores, entre outros...
• A comercialização é uma • Falta de informação e
etapa muito pouco organização do produtores,
eficiente, ocorrendo principalmente dos
muitas perdas até pequenos;
chegarem ao consumidor; • Baixa renda da população, o
que faz o consumidor
• Falta de transporte, consumir menos;
armazenamento, • Manejo inadequado do solo
assistência técnica e e da planta;
linhas de crédito • Alto custo de implantação
compatíveis
O CLIMA
ASPECTOS GERAIS DO CLIMA
Não altera com frequência. As medições do
CLIMA clima são feitas em média a cada 30 anos.
Pode alterar a qualquer momento, no mesmo
dia e local pode ocorrer varias alterações do
TEMPO
tempo como, chuva, sol, frio, calor.
www.portaldovestibulando.com
ELEMENTOS DO CLIMA
• TEMPERATURA
• PRECIPITAÇÃO
• PRESSÃO
ATMOSFÉRICA
• VENTO
As características do clima interferem no cotidiano
das pessoas e no desempenho das atividades
econômicas.
Classificação da plantas frutíferas
Quanto ao clima
Frutíferas de clima temperado
• Hábito caducifólio;
• Um único surto de crescimento;
• Necessidade de frio com temperaturas
menor ou igual 7,2Cº para superação do
estádio de repouso vegetativo;
• Maior resistência as baixas
temperaturas;
• Necessidade de temperatura média
anual de 5 e 15°C para crescimento e
desenvolvimento.
Dormência
• Espécies frutíferas • A dormência passa por três
caducifólias apresentam um etapas:
período de dormência Paradormência,
hibernal, com suspensão
Endodormência e
temporária do crescimento
Ecodormência (LANG et al., 1987)
das plantas.
Paradormência
• A ausência de desenvolvimento das gemas
resulta da influência de outro órgão da planta,
como a dominância apical.
Endodormência
• A inibição da brotação é causada por eventos
bioquímicos e fisiológicos no meristema ou
tecidos próximos, pela percepção de um estímulo
ambiental, normalmente por baixas
temperaturas, fotoperíodo ou ambos.
• Este tipo de dormência pode ter duração e
intensidade (profundidade) distintas, sendo
superado pelo acúmulo de horas de frio no
período de outono-inverno, variando entre
espécies e cultivares.
• Em pomares, o não suprimento da necessidade de frio
durante a endodormência pode ocasionar sérios
problemas fenológicos, como brotação e floração
insuficientes ou desuniformes das plantas;
• Uma má brotação ou brotação desuniforme pode
comprometer tanto a produção quanto a distribuição dos
ramos nas plantas frutíferas, assim como a floração
desuniforme pode acarretar prejuízos à polinização,
reduzindo a produção.
Ecodormência
• Após a superação da endodormência, a
brotação das gemas depende das condições de
temperatura e disponibilidade hídrica, no
estado denominado de ecodormência.
As principais plantas frutíferas de clima
temperado são:
Pessegueiro,
pereira,
videira,
ameixeira,
marmeleiro,
kiwi,
cerejeira,
nogueira pecã...
Essa situação
Situação ainda é real?
Atual PR
Horas de frio
(<7,2ºC) SC
- 0 horas
- 0 – 50
- 50 – 100
- 100 – 150
- 150 – 200
- 200 – 250 RS
- 250 – 300
- 300 – 350
- 350 – 400
- 400 – 450 Horas de frio 101 - 150 351 - 400 601 - 650
- 450 – 500
Valores 151 - 200 401 - 450 651 - 700
- 500 – 550
- 550 – 600
0
0,001 - 50
50,1 - 100
201 - 250
251 - 300
301 - 350
451 - 500
501 - 550
551 - 600
701 - 750
751 - 800
801 - 836 ¯
Fonte: Lab. Agrometeorologia da Embrapa Clima Temperado (2007)
Ou já será
Situação esta?
Atual+1ºC
Horas de frio
(<7,2ºC)
- 0 horas
- 0 – 50
- 50 – 100
- 100 – 150
- 150 – 200
- 200 – 250
- 250 – 300
- 300 – 350
- 350 – 400
- 400 – 450 Horas de frio +1ºC 101 - 150 351 - 400 601 - 650
- 450 – 500 Valores 151 - 200 401 - 450 651 - 700
- 500 – 550
- 550 – 600
0
0,001 - 50
50,1 - 100
201 - 250
251 - 300
301 - 350
451 - 500
501 - 550
551 - 600
701 - 750
751 - 800
801 - 836 ¯
Fonte: Lab. Agrometeorologia da Embrapa Clima Temperado (2007)
Em algumas
Situação décadas?!
Atual+3ºC
Horas de frio
(<7,2ºC)
- 0 horas
- 0 – 50
- 50 – 100
- 100 – 150
- 150 – 200
- 200 – 250
- 250 – 300
- 300 – 350
- 350 – 400
- 400 – 450
¯
- 450 – 500 Horas de frio + 3ºC 0,001 - 50 151 - 200 301 - 350 451 - 836
Valores 50,1 - 100 201 - 250 351 - 400
0 101 - 150 251 - 300 401 - 450
Fonte: Lab. Agrometeorologia da Embrapa Clima Temperado (2007)
Situação No final do
século, se
Atual nada for
+5,8ºC feito?!
Horas de frio
(<7,2ºC)
- 0 horas
- 0 – 50
- 50 – 100
- 100 – 150
- 150 – 200
- 200 – 250
- 250 – 300
¯
Horas de frio + 5,8ºC 0,001 - 50 151 - 200 301 - 350
Valores 50,1 - 100 201 - 250 351 - 836
0 101 - 150 251 - 300
Fonte: Lab. Agrometeorologia da Embrapa Clima Temperado (2007)
• O RS responde por aproximadamente 49,3%
do total de frutas de clima temperado
produzido no País, seguido de SC (23,2 %), SP
(10,3 %) e Pr. (6,2 %) (FACHINELLO et al., 2011).
•
• O Estado é responsável por 47% da produção
nacional de maçãs, enquanto a de pêssegos
representa 60% e a de uvas 58,5% (IBGE, 2016).
Frutíferas de clima subtropical
Nem sempre apresentam hábito caducifólio
Mais de um surto de crescimento
Menor resistência a baixas temperaturas
Necessidade de temperatura média anual de 15 a 22 ºC
As principais frutíferas de clima subtropical são:
Cítros, abacate, caqui, jabuticaba, nêspera...
Nativas?
Frutíferas de clima tropical
Podem apresentar mais do que um surto de crescimento
Apresentam folhas persistentes
Não toleram baixas temperaturas
Necessidade de temperatura média anual de 22 a 30 ºC
As principais frutíferas de clima tropical são:
Bananeira, cajuzeiro, abacaxizeiro, mamoeiro, mangueira,
maracujazeiro, coqueiro da bahia...
Nativas???
Classificação da plantas frutíferas
Quanto ao hábito de crescimento
a) Arbóreas: apresentam grande porte e tronco lenhoso.
Exemplos: mangueira, abacateiro, nespereira, jaqueira e nogueira
pecã.
b) Arbustivas: apresentam porte médio e caule menos
resistente.
Exemplos: figueira, amoreira, mamoeiro e romãnzeira.
c) Trepadeiras: apresentam caule sarmentoso e provido de
gavinhas.
Exemplos: videira, maracujazeiro e kiwi.
d) Herbáceas: apresentam porte baixo, rasteiras .
Exemplos: bananeira, morangueiro e abacaxizeiro
Tipos de pomares
A principal forma utilizada para classificar os pomares é quanto
à finalidade a que se destinam, sendo assim...
a) Pomares domésticos ou caseiros:
São aqueles pomares que se caracterizam por
apresentarem um grande nº de espécies e cultivares. Não
apresentam fins lucrativos e servem como complemento alimentar
da família
b) Pomares comerciais:
São aqueles formados por um pequeno nº de espécies e
cultivares, há um escalonamento da produção, sendo que esta pode ser
destinada à industrialização ou ao consumo in natura.
c) Pomares experimentais:
São aqueles que apresentam um grande nº de espécies e
cultivares. Tem como objetivo observar o crescimento e
desenvolvimento das plantas como um todo e servem de base para o
desenvolvimento de trabalhos de pesquisa.
d) Pomares didáticos:
São aqueles que apresentam um grande nº de espécies e
variedades, Tem como objetivo observar o crescimento e
desenvolvimento das plantas como um todo e servem de base para o
desenvolvimento de trabalhos deonde são executadas as práticas
corretas e incorretas, pois o fim único é o aprendizado.