Ciências Da Natureza: Movimento Do Aprender
Ciências Da Natureza: Movimento Do Aprender
do aprender
CIÊNCIAS DA FU
NDAMENT
NATUREZA
A
L
º
ENSIN
ano
Movimento
do aprender
CIÊNCIAS
DAMENTAL
N
U
8 º
F
ENSINO
ano
Serviço Social da Indústria – SESI
Departamento Regional de São Paulo
Presidente
Josué Christiano Gomes da Silva
Superintendente do SESI-SP
Alexandre Ribeiro Meyer Pflug
Diretoria Corporativa SESI-SP e SENAI-SP
Marta Alves Petti
Gerência Executiva de Educação
Roberto Xavier Augusto Filho
Gerência de Educação Básica
Ivy Daniele Gavazzi Sandim
Editora SESI-SP
Ciências : Ensino Fundamental : 8o ano / Editora SESI-SP. – 2. ed. – São
Paulo : SESI-SP editora, 2023.
280 p. : il. color. – (Movimento aprender. Ensino Fundamental ; 8).
Inclui bibliografias.
ISBN 978-65-5938-385-6
1. Ciências 2. Ensino Fundamental 3. Estudo e Ensino I. Título. II. Série.
CDD: 372.307
CIÊNCIAS
DAMENTAL
N
U
8 º
F
ENSINO
ano
2a edição
1a reimpressão
São Paulo, 2024
Av. Paulista, 1.313, 6o andar
01311-923 – São Paulo – SP
editora@[Link]
[Link]
Os boxes que integram o material oferecem diversas ferramentas para acompanhar você
nesse percurso de descobertas e novos aprendizados, como o Roda de conversa, que
propõe debates para contextualizar as informações apresentadas; o Você sabia?, que
traz curiosidades a respeito do tema trabalhado; o Conecte-se, que amplia o escopo
dos objetos tratados com uma abordagem multimídia; e o Saiba mais, que disponibiliza
conteúdo extra para complementar seu conhecimento. Em Ciências, o boxe Ciência e
tecnologia demonstra as aplicações dos aprendizados teóricos. Já o boxe Sociedade e
ambiente apresenta debates sobre a questão ambiental e seu impacto na vida contem-
porânea.
Bons estudos!
SUMÁRIO
CAPÍTULOS
1 ELETRICIDADE
NO DIA A DIA / 10
2 REAÇÕES
QUÍMICAS / 26
3 SOM / 46
4 HIDROSTÁTICA / 62
6 ENERGIA / 96
7 EVOLUÇÃO DA VIDA
NA TERRA / 116
8 DIVERSIDADE
DA VIDA / 152
9 FISIOLOGIA ANIMAL
COMPARADA / 178
10 TEMPO E
CLIMA / 200
11 GESTAÇÃO:
VIDA E SAÚDE / 220
12 FORÇA E
INÉRCIA / 242
13 RECURSOS
NATURAIS / 258
REFERÊNCIAS / 280
CONHEÇA SEU LIVRO
Elaborado com atividades desafiadoras que favorecem as vivências práticas e uma apren-
dizagem significativa, o Movimento do aprender está organizado de forma a provocar
o diálogo, a reflexão, o debate e a exposição de diferentes pontos de vista. O conteúdo
presente ao longo do livro o auxiliará em seus estudos.
Construindo
conhecimentos: seção
inicial e contínua, contempla
todo o conteúdo e todas as
atividades de cada capítulo.
Roda de conversa:
propõe momentos de
diálogo para levantar seus
conhecimentos prévios.
Atenção!: explica ou
sistematiza um conceito
explorado no capítulo.
Conecte-se: sugere
outras ferramentas para
apropriação e prática dos
conteúdos trabalhados.
1 ELETRICIDADE
NO DIA A DIA
gwmullis/Getty Images
RODA DE CONVERSA
• Em sua opinião, como a energia elétrica é distribuída aos cômodos das residências?
• O que acontece quando falta energia em sua casa ou em seu bairro? O que os adultos
fazem para resolver a situação?
• Se não tivéssemos acesso à energia elétrica, como acha que seria a nossa vida?
• Será que nosso corpo também necessita de eletricidade para funcionar, como alguns
equipamentos que conhecemos?
11
1 Observe a sua residência com atenção e responda às questões a seguir.
Arte/Partners
Fase
Tomada Retorno
Ilustração de um circuito elétrico simples.
a) b) c) d)
Arte/Partners
e) f) g) h)
ATENÇÃO
GRANDEZAS FÍSICAS
A grandeza física pode ser definida como o ato de se medir utilizando um número
e uma unidade de medida que forneça informações numéricas e até mesmo geométri-
cas dos fenômenos da natureza. O tempo, a temperatura, a velocidade, a aceleração e
a força são alguns exemplos de grandeza física. A tensão elétrica, a corrente elétrica
e a resistência elétrica são exemplos de grandezas no ramo da eletricidade.
Tensão
A tensão elétrica é definida pela diferença de potencial entre dois pontos. Por
meio dela, temos a movimentação ordenada das cargas elétricas que estão livres
em um meio condutor. Essa grandeza seria análoga ao desnível entre a torneira da
cozinha e o reservatório de água de uma residência. Quanto maior a altura do reser-
vatório, maior será a pressão com que a água sairá pela torneira. Na tensão elétrica,
a unidade de medida é o volt (V).
3 Uma pilha transforma energia química em energia elétrica, que pode ser usada em
um circuito como fonte de energia para vários componentes. Vamos investigar agora
como algumas pilhas podem ser ligadas entre si para fornecer energia a um circuito.
Registre suas observações no caderno.
Materiais
• 3 pilhas
• 2 lâmpadas de 2,2 a 3 volts
• 2 soquetes para as lâmpadas
• fios de cobre de 1 mm com 20 cm de comprimento e as extremidades desencapadas
Arte/Partners
Responda no caderno.
Arte/Partners
6 Calculadora a limão? Vamos experimentar como isso funciona!
Materiais
• 2 limões grandes
• 5 fios de cobre de 1 mm, com 10 cm de comprimento e as extremidades desenca-
padas
• 6 garras
• calculadora simples que possa ser desmontada
• 2 moedas de cobre (de 1 ou 5 centavos) bem limpas
• 2 pregos médios novos
• estilete
Arte/Partners
ATENÇÃO!
7 Podemos imaginar que o corpo humano é um circuito elétrico movido pela eletrici-
dade. Elétrons circulam constantemente pelo nosso sistema nervoso. É por causa de
impulsos elétricos que enxergamos o mundo que nos cerca. A luz refletida por um
objeto chega aos nossos olhos e forma na retina uma imagem invertida desse objeto.
Arte/Partners
cristalino
retina
• Reúna-se com alguns colegas e façam uma pesquisa sobre quais sentidos, além
da visão, produzem impulsos elétricos no corpo humano. Organize as informações
obtidas em uma apresentação multimídia.
VOCÊ SABIA?
Antagain/Getty Images
PORAQUÊ
O peixe-elétrico da Amazônia, que pode chegar a
dois metros de comprimento, é conhecido popular-
mente como poraquê.
O nome poraquê, na língua tupi, significa “o que co-
loca para dormir”. Na verdade, esse peixe não poderia
ter nome melhor. Graças à presença de células mus-
culares especializadas, chamadas de eletrócitos, seu
corpo é capaz de produzir energia elétrica e captá-la.
Essas células encontram-se na cauda do animal, que Poraquê (Electrophorus electricus) é
corresponde a 90% do seu corpo. um peixe-elétrico amazônico.
A diferença entre uma célula muscular normal e um eletrócito é que, enquanto a pri-
meira se contrai ao receber um estímulo nervoso, a segunda é adaptada para transfor-
mar o estímulo em eletricidade. Isso acontece por meio da entrada e saída de partícu-
las, com cargas elétricas positivas e negativas, nas células. Segundo diversos estudos,
esse peixe é capaz de produzir até 1 500 volts.
O poraquê pode ser comparado a uma pilha, já que a parte da frente de seu corpo
tem carga positiva, enquanto a ponta de sua cauda é de carga negativa. Por isso, se uma
pessoa pegar na cabeça e na extremidade final de seu corpo ao mesmo tempo, o choque
terá o poder de “fritar” a vítima em questão de segundos.
Fonte: APRILE, Mariana. Poraquê: Como vive o peixe-elétrico da Amazônia. UOL Educação. [Adaptado].
Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em: 18 jan. 2022.
b. Quais são as ações que vocês acreditam que possam ser tomadas para diminuir esses
acidentes?
d. Façam uma campanha para prevenir que animais domésticos e silvestres sejam
vítimas de choques elétricos. Vocês podem preparar cartazes chamando a atenção
das pessoas para o problema e sugerir ações concretas que possam ser adotadas.
Renewer/Istock
No caso dos equipamentos para tratamento,
o desfibrilador é um dos mais conhecidos e é utili-
zado quando o coração apresenta contrações fora
de ritmo ou sofre uma parada. O objetivo do des-
fibrilador é retomar os sinais elétricos do coração
para que ele volte a pulsar corretamente. Para
isso é aplicado um impulso elétrico diretamente
no coração por meio de dois eletrodos.
Desfibrilador cardíaco.
Desfibrilador cardíaco
O marca-passo é outro aparelho que funciona como um gerador de impulso elétrico
para corrigir os batimentos, quando o paciente começa a ter problemas dessa ordem.
Quando o coração não funciona com o batimento correto ou sofre pequenas paradas, o
marca-passo gera um sinal elétrico dentro do corpo, também aplicado diretamente no
coração, e garante seu batimento correto.
chombosan/Istock
DieterMeyrl/Istock
StockLapse/Getty Images
A barragem de Belo Monte foi responsável por bloquear o Rio Xingu, importante afluente
do Amazonas. Seu reservatório inundou 518 quilômetros quadrados, deslocou mais de 20 000
pessoas e causou danos extensos a um ecossistema de rio que contém mais de 500 espécies
de peixes, boa parte deles não encontrada em nenhum outro lugar. Além disso, o ciclo sazonal
natural do Xingu inclui um período longo de baixa vazão que impossibilita Belo Monte de
utilizar muitas de suas turbinas durante grande parte do ano.
Ecossistemas fluviais transformados em reservatórios prejudicam a diversidade aquática.
As barragens aprisionam sedimentos ricos em nutrientes que seriam naturalmente transpor-
tados pelo fluxo das águas e bloqueiam as migrações anuais de peixes. Essas consequências
geradas pela construção de barragens hidrelétricas merecem e devem ser debatidas pela
sociedade, especialistas e autoridades públicas.
Livros
Eletricidade chocante
Autor: Nick Arnold
Divulgação
Editora: Melhoramentos
Este livro apresenta a eletricidade de maneira divertida. Nele você
poderá aprender mais sobre a eletricidade, o que ela é e como é
produzida. Também traz descobertas feitas por vários cientistas e
curiosidades, como por que a eletricidade sustenta os batimentos
do coração e como as enguias conseguem dar choque.
Divulgação
Instalação elétrica: Investigando e aprendendo
Autores: Aurélio Gonçalves Filho e Elisabeth Barolli
Editora: Scipione
Este livro aborda a eletricidade prática, como instalação elétrica residencial.
O QUE APRENDI
REAÇÕES QUÍMICAS
Tomwang112/Istock
hadynyah/Istock
Drazen Zigic/Shutterstock
RODA DE CONVERSA
• As imagens estão mostrando o início das várias reações químicas e bioquímicas respon-
sáveis por energias junto à alimentação. Você, quando se alimenta, consegue sentir as
reações químicas?
• Você já ouviu falar que os sabores das frutas podem ser associados a funções inorgâni-
cas e orgânicas estudadas pela Química?
• Como podemos identificar se um produto é ácido?
• Nas situações apresentadas nas imagens, existe a presença de diversas cores, assim
como nos alimentos. Por que isso ocorre?
27
1 Você já imaginou o que ocorre com o alimento depois de ser ingerido? Nesta pro-
posta, você vai observar e compreender fenômenos semelhantes aos dos alimentos
quando estão em nosso corpo.
Reúnam-se em grupos para fazer alguns experimentos e analisem o que pode influen-
ciar uma reação química.
Materiais
Arte/Partners
e quente)
• 9 comprimidos de ácido acetilsalicílico ou sal
de frutas (efervescentes)
• 1 almofariz e 1 pistilo (ou material semelhan-
te para trituração)
• 9 béqueres de 150 mℓ (ou copo semelhante)
• 1 cronômetro
Procedimento
Números Conteúdo
1, 2 e 3 30 mℓ de água em temperatura ambiente
Agora vocês farão a contagem do tempo que os materiais levam para se dissolver. Façam
a preparação dos materiais de acordo com a tabela a seguir e terminem seu preenchimento.
30 mℓ de água em
1 1 comprimido inteiro
temperatura ambiente
60 mℓ de água quente
4 1 comprimido inteiro
(não precisa ser fervente)
90 mℓ de água em
7 1 comprimido inteiro
temperatura ambiente
Com base em suas observações, converse com seu grupo e, na sequência, faça o que se pede.
a. Quais fatores influenciaram o tempo de dissolução do comprimido efervescente?
Arte/Partners
Materiais
• água oxigenada 10 vol.
• 2 tubos de ensaio
• 1 suporte para tubos de ensaio
• 1 pinça ou espátula
• 1 pedaço de uma batata
Procedimento
• Coloque 1/5 de água oxigenada em dois tubos de ensaio.
• Em um dos tubos, acrescente o pedaço da batata.
3 Você viu que existem substâncias capazes de modificar as velocidades das reações
químicas. Essas substâncias são mais comuns do que se imagina, pois estão em pro-
dutos do nosso cotidiano e no nosso organismo. Em casa, observe sua rotina familiar
e traga anotados em seu caderno alguns exemplos de substâncias desse tipo, bem
como sua utilização.
VOCÊ SABIA?
Fica cada vez mais evidente que é necessário conhecermos a natureza das substâncias
que utilizamos. Chegou o momento de investigar outras características de algumas dessas
substâncias. Para isso, veja a atividade a seguir.
4 Reúnam-se em grupos e tragam alguns materiais para serem testados: sucos de frutas
(natural, de caixinha ou em pó), refrigerantes, leite, produtos de limpeza diversos (de-
tergente, sabão líquido e sabão em pó diluído em água, por exemplo) e produtos de
cuidado corporal (como xampu, sabonete líquido, condicionador e hidratante).
a. Uma solução de repolho roxo pode ser utilizada para testar a natureza das subs-
tâncias. Observem a demonstração feita pelo professor e construam uma tabela
de acordo com o modelo proposto. Caso o espaço não seja suficiente para as
anotações, use o caderno, e não o livro.
Substância Cor
Arte/Partners
• Numere os tubos de ensaio ou copos.
• Anote as amostras, organizando-as
a partir dos números de identificação
dos tubos ou copos e deixe um espaço
para registrar as cores em seu caderno.
• Coloque ¼ de água em todos os tu-
bos de ensaio ou copos.
• Coloque cada uma das amostras nos
tubos de ensaio ou copos. Atenção à
organização e à sequência: respeite suas anotações.
• Deixe a água diluir as amostras; no casos de amostras sólidas, mexa os tubos
ou copos.
• Pingue 1 ou 2 gotas do indicador de pH nos líquidos diluídos, observe as cores e
anote na sua organização inicial.
• Se for utilizar as fitas de medição de pH, use uma pipeta de Pasteur ou um conta-gotas.
c. Com base nos experimentos feitos até agora, classifique os materiais que você
trouxe como ácidos, neutros ou básicos. Que tal compartilhar o conhecimento
adquirido desafiando uma pessoa de sua família que você acredita poder fazer o
maior número de acertos? O professor informará quando será a apuração. Para
ser uma competição justa, respeite a confiabilidade dos dados!
ATENÇÃO!
ESCALA DE PH
Para determinar quão ácida ou básica é uma substância, utiliza-se a escala de
pH (sigla para potencial hidrogeniônico ou de hidrogênio). Essa escala varia de 0
a 14. Os valores abaixo de 7 indicam que uma substância é ácida; assim, quanto
menor o valor, mais ácida ela é. Os valores próximos de 7 são encontrados em
substâncias neutras. Já os valores acima de 7 são os de substâncias básicas; quanto
maior o valor, mais básica ela é.
Existem aparelhos específicos para a medição do pH em laboratórios, que são
utilizados quando há necessidade de uma determinação mais precisa. Outra forma
de medir o pH é utilizando fitas que possuem substâncias que indicam o valor por
meio de uma escala de cores. Ainda é possível fazer uma estimativa desse valor
com o suco de repolho roxo (utilizado na atividade 4).
Escala de pH
ácido bicarbonato solução de água
vinagre café água de sódio amônia sanitária
limpador
bateria limão tomate leite sangue antiácido sabão de ralo
Arte/Partners
Ácido Neutro Alcalino
6 Nos últimos anos, o feijão, alimento muito consumido no Brasil, está entre os cinco
grãos mais produzidos no país: são, em média, 3 milhões de toneladas por ano.
Para isso, o cultivo do feijão exige cuidados especiais quanto ao solo, especialmente
no que diz respeito ao pH, que deve estar, preferencialmente, entre 5,8 e 6,2.
Nesse caso, a determinação do pH do solo é um dos fatores que afeta seu cultivo, já
que, em alguns locais do Brasil, o valor do pH do solo pode ser inferior a 4,5, impe-
dindo a possibilidade do cultivo.
a. O pH do solo está diretamente ligado às propriedades ácidas ou à alcalinidade
do seu cultivo. No parágrafo acima foi citada a leguminosa feijão. Com base na
informação, pesquise o preparo de uma área para o plantio de um fruto, legume,
hortaliça ou grão de sua preferência. Para tanto, faça buscas em livros disponíveis
na biblioteca de sua escola e/ou em sites acadêmicos.
7 Até agora, as características vistas neste capítulo foram todas observáveis, mas elas
também envolvem modificações na natureza das substâncias. Ou seja, é possível
observar o resultado de uma reação química, como a decomposição da água oxige-
nada, mas essas alterações ocorrem em nível molecular, em uma escala muito menor
do que observamos.
b. Represente, agora, essa mesma reação química por meio de esquema ou desenho.
Entre o final do século XIX e o início do século XX, a ideia de átomo foi bastante modifica-
da. Isso aconteceu principalmente em razão do surgimento de novos modelos fundamenta-
dos em experimentos mais sofisticados. Afinal, a ciência e o pensamento evoluem conforme
o tempo passa.
Mesmo que nos dias de hoje o átomo de Dalton não tenha mais validade científica, ele
sempre será considerado um importante ponto de partida no campo da estrutura atômica.
b. Dalton foi mais longe em sua teoria e até desenhou alguns átomos personalizados
para alguns elementos químicos conhecidos em sua época. Pesquise, em livros
disponíveis na biblioteca de sua escola ou em sites acadêmicos confiáveis, como
eram esses desenhos e reproduza-os no quadro a seguir.
A humanidade sempre questionou a matéria e suas propriedades, seja ela gasosa, como fez
Joseph Priestley, ou radioativa, como fez Marie Curie.
Mas como entender, descrever e mostrar o que não pode ser visto a olho nu? Os modelos
atômicos são as representações daquilo que há de mais conclusivo a respeito dos átomos.
Eles são modelos de postulados e experimentos que podem ser reproduzidos utilizando
equipamentos e reagentes corretos. Dessa forma, foram mundialmente aceitos pela comuni-
dade cientifica.
Veja a imagem ao lado. Você já viu alguma imagem
semelhante? Provavelmente, sim. Ela é uma referência
muito comum quando o assunto é química ou átomo, mas
Boris25/Istock
será que o átomo é realmente assim?
A partir de agora, veja um breve panorama dos modelos
atômicos já feitos ao longo da história da ciência.
1. Modelo de Dalton
2. Modelo de Thomson
A natureza elétrica da matéria já era bem conhecida. Há 2 500 anos, na Grécia antiga,
o filósofo Tales de Mileto já havia mostrado que, quando atritamos âmbar com um pedaço
de lã, ele passa a atrair objetos leves. O modelo atômico de Dalton, porém, não explicava
esse fato. Como a matéria neutra podia ficar elétrica?
Assim, em 1897, o físico inglês Joseph John Thomson (1856-1940), pesquisador dos raios
catódicos, passou a trabalhar com as ampolas de Crookes, ou seja, um tubo onde gases eram
submetidos a voltagens elevadíssimas, produzindo raios catódicos. Quando se colocava um
3. Modelo de Rutherford
4. Modelo de Rutherford-Bohr
Já o físico dinamarquês Niels Bohr (1885-1962), por meio do estudo dos espectros eletro-
magnéticos dos elementos, adicionou algumas observações ao modelo de Rutherford.
Por essa razão, o seu modelo passou a ser conhecido como modelo atômico de Rutherford-
-Bohr, pois se baseava na teoria de Max Planck e no modelo de Rutherford.
5. Modelo de Schrödinger
O físico austríaco Erwin Rudolf Josef Alexander Schrödinger, que estudou a mecânica
quântica, conseguiu, por meio de cálculos, representar a equação de Schrödinger.
Motivado pelo princípio da incerteza de Werner Heisenberg, apresentou um modelo com
orbitais tridimensionais para cada subnível de energia na eletrosfera. Essa apresentação
trouxe compreensão aos modelos anteriores e possibilitou explicar fenômenos como a
hibridização em átomos de carbono, além de determinar as geometrias moleculares. Para
Schrödinger, os orbitais se assemelham a nuvens eletrônicas e, desde 1926, é considerado
o modelo vigente.
Observe as imagens.
Arte/Partners
ModeloModelo
Modelo
Modelo atômico
atômico
atômico
atômico
Modelo atômico Modelo Modelo
Modelo
Modelo atômico
atômico
atômico
atômico
Modelo atômico Modelo
Modelo
Modelo
Modelo atômico
atômico
atômico
atômico
Modelo atômico
de dede
de Dalton
Dalton
deDalton
Dalton (1803)
(1803)
Dalton (1803)
(1803)
(1803) dede
de Thomson
Thomson
deThomson
de Thomson (1897)
(1897)
Thomson (1897) de
(1897)
(1897) dede Rutherford
Rutherford
deRutherford
Rutherford
de (1911)
(1911)
(1911)
(1911)
Rutherford (1911)
elétron elétron
elétron
elétron
elétron nêutron
nêutron
nêutron
nêutron próton
próton
nêutron próton
próton
próton
núcleo núcleo
núcleo
núcleo
núcleo núcleo
núcleo núcleo
núcleo
núcleo
Modelo
Modelo
Modelo
Modelo atômico
atômico
atômico
atômico
Modelo atômico Modelo
Modelo
Modelo
Modelo atômico
atômico
atômico
atômico
Modelo atômico
de dede
Bohr
de Bohr
Bohr
deBohr (1913)(1913)
(1913)
(1913)
Bohr (1913) de dede Schrödinger
Schrödinger
deSchrödinger
Schrödinger
de (1926)(1926)
(1926)
(1926)
Schrödinger (1926)
a. No final do século XIX e no início do século XX, a ideia de átomo foi bastante
modificada e questionada. Por que isso acontecia?
c. Durante a leitura, a palavra “postulado” foi citada mais de uma vez. Pesquise,
em sites científicos e confiáveis, o que o termo significa para o meio científico
e encontre outros postulados importantes para a história das ciências.
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
SOCIEDADE E AMBIENTE
SAIBA MAIS
Divulgação
Livro
Química em casa
Autor: Breno Pannia Espósito
Editora: Atual
De modo claro e objetivo, este livro procura levar os leitores a refletir sobre a presença
da Química em nosso dia a dia. Para tanto, a obra relata fatos muitas vezes curiosos,
sempre procurando relacionar essa ciência com higiene, beleza, moda, alimentação,
enfim, com boa parte do mundo que nos cerca.
Site
Conhecer química: uma arma contra o coronavírus
O museu de Ciências e Tecnologia da PUC-RS desenvolveu um conteúdo sobre como a
química é uma importante aliada para combater o coronavírus. Para acessar as infor-
mações, consulte o professor.
O QUE APRENDI
Elabore uma montagem que represente os diversos modelos de átomos estudados neste
capítulo. Utilize materiais diversos (isopor, massa de modelar, argila, entre outros).
SOM
Westend61/Getty Images
CONSTRUINDO CONHECIMENTOS
47
1 Perceber os sons é importante para os seres vivos. Essa habilidade pode ajudá-los a se
proteger de algum perigo ou a localizar seu alimento, por exemplo. No nosso caso,
quais são os sons que percebemos no nosso dia a dia e como os interpretamos ou os
utilizamos? Vamos investigar!
• Utilize um aparelho (pode ser um celular) para gravar os sons que fazem parte de
seu cotidiano e dos diferentes ambientes que estão à sua volta. Pode ser na escola,
em sua casa, em parques, festas ou mesmo no trajeto que você faz para ir da sua
casa até a escola. Em seguida, peça aos colegas para ouvirem com atenção os sons
que você gravou e tentarem identificá-los, preenchendo a tabela a seguir.
2 O texto e o gráfico a seguir informam que os seres humanos e alguns animais perce-
bem os sons de maneiras diferentes. Leia-os com a orientação do professor.
A frequência ou altura é uma grandeza medida em hertz (Hz), que indica o número
de oscilações por segundo efetuadas pelas partículas de um meio pelo qual o som se
propaga. Observe o gráfico a seguir, em que as faixas coloridas representam as fre-
quências que podem ser ouvidas pelos seres humanos e por alguns animais.
Arte/Partners
Som • Capítulo 3 49
b. Em que consiste a ecolocalização?
d. Que tipo de som é emitido durante um terremoto? Quais dos animais do gráfico
são capazes de ouvi-lo?
f. Disserte, no seu caderno, sobre a importância do som para os seres vivos citados
no texto, no gráfico e na sua pesquisa. Seu texto deve conter título e ter de 10 a
15 linhas.
3 Por meio da emissão e percepção dos sons, os animais podem, entre outras coisas, se
comunicar, fugir de predadores, encontrar alimentos e parceiros para a reprodução ou
localizar-se em seu habitat.
b. Pesquisem como esses animais fazem uso dos sons. Vocês deverão procurar infor-
mações sobre como eles se comunicam. É importante verificar se essas espécies pos-
suem mais de uma forma de vocalização. Nesses casos, indiquem a função delas.
Verifiquem também qual a vantagem adaptativa da produção do som em cada caso.
VOCÊ CONHECE A AVE QUE EMITE O SOM MAIS ALTO ENTRE TODOS
OS ANIMAIS?
O impressionante canto dessa ave possui um alcance
YES BRASIL/Istock
maior do que a turbina de um avião a jato! Esse animal
de apenas 30 centímetros habita o Brasil. É a Arapon-
ga-da-Amazônia (Procnias albus), espécie que pode ser
encontrada na região Amazônica e na Mata Atlântica.
A razão de conseguir emitir o som mais alto entre os
animais já medido pela ciência tem relação com as suas
características físicas.
O som emitido pela Araponga-da-Amazônia tem um
objetivo especial: cortejar a fêmea de perto, no ouvido.
Ela pousa ao lado do macho e ele emite esse som no ou-
vido dela. Geralmente, os animais diminuem o volume
para esse tipo de comunicação próxima. Mas esse pás-
saro faz diferente. O som dessa “paquera”, que chega a
medir 125 decibéis, entrou para o Guinness Book, o Livro Ave araponga pousada em um
dos Recordes, como o maior canto entre os pássaros. galho.
4 Nesta atividade, que será realizada em grupo, vocês farão uma pesquisa sobre o
uso de fones de ouvido. Entrevistem ao menos quatro pessoas diferentes, que po-
dem ser familiares ou de seu convívio. Expliquem que a entrevista é para um tra-
balho escolar e perguntem a elas se poderiam participar. Informem também que o
nome delas não será divulgado. Atribuam nomes fictícios ou as identifiquem por
“Pessoa A”, “Pessoa B” etc. Levem para cada entrevista uma folha com as questões
devidamente anotadas.
A. Idade:_______________ anos.
B. Gênero: _______________.
E. Profissão: _______________.
Som • Capítulo 3 51
Se a resposta for sim, faça as perguntas que se seguem. Se a resposta for não, encerre
a entrevista.
G. Você costuma usar fones de ouvido quantos dias por semana? ______________.
H. Você costuma usar fones de ouvido durante quantas horas por dia, em média?
___________________.
b. Calcule a média de dias por semana e a quantidade média de horas por dia que
os entrevistados usam fones de ouvido.
Som • Capítulo 3 53
f. Todos os dados devem ser apresentados para os demais grupos e discutidos. Há
semelhanças nos resultados que cada grupo obteve? Se sim, quais?
ATENÇÃO!
vladans/Istock
correm o risco de perda auditiva
simplesmente fazendo o que real-
mente gostam de fazer muito – ou
seja, ouvindo música regularmen-
te através dos fones de ouvido”, co-
mentou Shelly Chadha, do Progra-
ma de Prevenção a Surdez e Perda
Auditiva da OMS, em entrevista
coletiva. [...]
Nível recomendado
Segundo a OMS, quanto mais alto o volume, menor é o tempo que a pessoa pode
utilizar os fones de ouvido com segurança. Ao diminuir o volume, é possível conti-
nuar fazendo uso do dispositivo sem prejudicar a audição. Se o nível de som ficar
abaixo dos 80 decibéis, é possível ouvir música em segurança por até 40 horas por
semana. No caso de crianças, o índice cai para 75 decibéis. O volume ideal para
os fones de ouvido é menos de 60% da capacidade máxima de áudio. Além disso,
o aparelho deve estar ajustado e, se possível, ter cancelamento de ruído, como os
fones que cobrem toda a orelha do usuário.
Fonte: FONES de ouvido: 1 bilhão de jovens estão com a audição ameaçada, diz OMS. Veja, 12 fev. 2019. Disponível em:
[Link] Acesso em: 18 jan. 2022
Intensidade,
Fonte
em dB (NPS*)
90 Caminhão, a 1 m
70 Barulho de tráfego, a 5 m
50 Restaurante silencioso
10 Respiração humana, a 3 m
Som • Capítulo 3 55
Tabela de Nível de Ruído, da NR-15
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos
a. Quais profissionais devem ter uma carga horária de trabalho menor do que 5 ho-
ras diárias para não correrem risco de ter problemas auditivos?
b. Quais profissionais podem ter uma carga horária de trabalho maior do que 5 ho-
ras diárias sem correrem risco de ter problemas auditivos?
c. Faça uma pesquisa sobre os efeitos causados pela poluição sonora à saúde e os
métodos utilizados para prevenir suas consequências. Organize uma discussão
expondo os resultados para a turma.
ATENÇÃO!
Som • Capítulo 3 57
No âmbito industrial, o ruído emitido, além da perda orgânica da audição, provoca
uma grande variedade de males à saúde dos trabalhadores, como dores de cabeça,
náuseas, efeitos psicológicos, aumento de acidentes e até redução de produtividade.
Ziviani/Istock
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o limite tolerável ao ouvido
humano é de 65 decibéis. Acima disso, nosso organismo sofre estresse, que é capaz
de aumentar o risco de doenças. Com ruídos acima de 85 decibéis, o risco de com-
prometimento auditivo aumenta consideravelmente.
Essa situação pode ser reverti-
Kerkez/Istock
da aplicando-se as tecnologias de
controle de ruído existentes, que
envolvem o desenvolvimento de
produtos específicos, recursos para
identificação e análise das fontes
de ruído, previsão da redução de
ruídos através de programas de si-
mulação e desenvolvimento de má-
Trabalhador em uma indústria utilizando protetor
auricular. quinas menos ruidosas.
6 Você sabe qual é a intensidade das ondas sonoras a que você está exposto na sua
casa, nas ruas e em locais de lazer? Vamos descobrir! Use aplicativos de smartphones
e tablets para medir a intensidade sonora em decibéis (dB). Você pode voltar aos lo-
cais mencionados na atividade 1. Com as informações coletadas, preencha a tabela.
Registre também o tempo máximo que uma pessoa pode ficar exposta a essas intensi-
dades sonoras de forma a não haver risco de problemas auditivos. Você também pode
consultar as tabelas da atividade 5 para complementar suas respostas.
CONECTE-SE
Som • Capítulo 3 59
O “som das ondas do mar” que
vasilkovaya/Istock
você ouve quando encosta seu ou-
vido em uma concha é produzido
por ressonância. O ruído do som
do ar do lado de fora da concha
é uma mistura de ondas sonoras
com quase todas as frequências
audíveis, forçando a oscilação do
interior da concha. A concha fun-
ciona como um órgão, contendo
um conjunto de frequências natu-
rais, portanto o ar no interior da
concha oscila com mais intensida-
de nessas frequências, produzindo
o som que você ouve.
Fonte: FRANCO, Deborah S. Se quiser saber mais sobre ressonância. Física e Cidadania. [Adaptado].
Disponível em: [Link]
Acesso em: 19 jan. 2022.
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Divulgação
Livro
O livro da música
Autor: Arthur Nestrovski
Editora: Companhia das Letrinhas
Este livro traz textos sobre a profissão do músico e uma grande
quantidade de explicações e casos curiosos sobre as palavras e
o universo musical: o que é uma orquestra, quem foi Mozart,
como se toca fagote e muito mais!
O título ganhou o selo Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil
e Juvenil – FNLIJ 2000, categoria informativo.
Site
O QUE APRENDI
Esta atividade é para ser feita em grupos e consiste na produção de um texto jornalístico
sobre os efeitos da poluição sonora. Os grupos podem escolher diferentes mídias para publi-
car o texto: rádio, TV, jornais ou internet.
A reportagem deve abordar o que é a poluição sonora e como ela pode ser prevenida.
Os grupos podem utilizar diferentes sons para ilustrar seus argumentos e suas descobertas.
O texto deve ser fundamentado em dados produzidos por pesquisas feitas por órgãos con-
fiáveis. Depois, deverá ser divulgado para a classe e avaliado por todos. O que for considerado
melhor poderá ser copiado e distribuído para todas as classes da escola.
Som • Capítulo 3 61
4
CAPÍTULO
HIDROSTÁTICA
antikainen/Getty Images
CONSTRUINDO CONHECIMENTOS
Brunomartinsimagens/Getty Images
ArLawKa AungTun/Getty Images
RODA DE CONVERSA
63
1 Quantos furos você precisa fazer em uma lata de azeite ou de leite condensado para
usá-los na culinária? Por quê?
Vamos investigar esse fenômeno. Para isso, traga o material destacado para a sala de
aula e siga as orientações do professor.
Materiais
Arte/Partners
• balde com água
• funil
• garrafa PET grande com tampa
• parafuso grande e fino
(ou objeto perfurante)
• palitos de dente
• forma de pizza grande
Procedimento
• Com o auxílio do parafuso, faça um furo na lateral da garrafa, a uma altura aproxi-
mada de 10 cm a partir da base, e encaixe um palito para tampá-lo.
• Repita esse procedimento fazendo outros dois furos na garrafa, alinhados vertical-
mente, a uma altura aproximada entre 15 cm e 20 cm.
• Utilizando o funil, encha completamente a garrafa com água e tampe-a.
• Coloque a garrafa na borda da forma de pizza.
a. Explique o que você observa sobre o fluxo de água no furo superior quando reti-
ramos o palito. Por que isso acontece?
• Abra a tampa da garrafa por alguns segundos, observe o furo superior e feche a
tampa novamente.
b. Explique o que acontece com o fluxo de água no furo superior quando abrimos
a tampa.
d. Teste suas hipóteses: retire o palito da parte inferior, observe e registre. Abra por
alguns segundos a tampa da garrafa, observe e registre. Suas hipóteses estavam
corretas? Explique nas linhas seguintes.
• Retire a tampa da garrafa e observe o fluxo de água nos furos superior e inferior.
f. Teste suas hipóteses: retire o palito intermediário, observe e registre. Suas hipóteses
estavam corretas? Não se esqueça de conferir o desenho, corrigindo-o, se necessário.
Hidrostática • Capítulo 4 65
2 Você sabe como funciona a caixa-d’água utilizada em casas e prédios? Qual a posição
que ela deve ocupar? Por quê? Esta atividade vai ajudá-lo a responder a essas pergun-
tas! Registre as respostas em seu caderno.
Materiais
Arte/Partners
• 1 tesoura
• 1 garrafa PET de 2 litros com tampa
• 1 garrafa PET de 600 mℓ com tampa
• 60 cm de mangueira de aquário
• massa de modelar
• água
Procedimento
• Corte o fundo de cada uma das garrafas.
• Faça um furo na tampa da garrafa de 2 litros. Encaixe
Arte/Partners
uma das extremidades da mangueira nesse furo e vede
com a massa de modelar.
• Repita o procedimento anterior com a tampa da
garrafa de 600 mℓ.
• Encaixe os gargalos de cada uma das garrafas em
sua tampa.
a. Se a garrafa maior (2 ℓ) estiver em uma posição mais baixa que a garrafa menor
(600 mℓ), o que você acha que acontecerá se colocarmos água dentro da garrafa
de 2 litros? Registre sua hipótese no caderno, fazendo um desenho para ilustrar
sua opinião.
b. Teste sua hipótese: deixe a garrafa maior (2 ℓ) em uma posição mais baixa que a gar-
rafa menor (600 mℓ) e, então, coloque água no interior da maior. O que aconteceu?
c. Se as duas garrafas estiverem na mesma altura, o que você acha que acontecerá
com a água se a colocarmos dentro da garrafa maior (2 ℓ)?
e. Se a garrafa maior (2 ℓ) estiver em uma posição mais alta que a garrafa menor (600 mℓ),
o que você acha que acontecerá se colocarmos água dentro da garrafa maior (2 ℓ)?
f. Teste suas hipóteses: coloque a garrafa maior (2 ℓ) em uma posição mais alta que
a garrafa menor (600 mℓ), e então coloque água no interior da garrafa maior. O
que aconteceu?
g. Explique o que você observou sobre a água contida nas garrafas durante a reali-
zação da atividade.
Hidrostática • Capítulo 4 67
• Acesse o Limpeza de caixa-d’água, site da Sabesp, e veja com sua família os pro-
cedimentos para realizar a limpeza de uma caixa-d’água. Pergunte para os seus
responsáveis como é feita essa limpeza na sua casa. Caso você more em aparta-
mento, verifique com sua família como é feita essa limpeza no prédio. Anote no seu
caderno os procedimentos deles e as diferenças que vocês observaram com relação
às orientações da Sabesp. Na sala de aula, apresente seus registros aos colegas.
Arte/Partners
vaso
sifão
b. O que você pode observar sobre a água dentro da bacia do vaso e do sifão?
4 Observe atentamente a figura, que ilustra o esquema hidráulico de uma casa, e responda,
em seu caderno, ao que se pede.
Arte/Partners
a. Quais peças hidráulicas estão localizadas nos pontos mais baixos e mais altos da
casa? Justifique sua resposta.
b. A caixa-d’água pode ser instalada no chão? Por quê?
c. Descreva como a água chega até a caixa-d’água nas casas e nos edifícios.
d. Por que o tanque, a pia, o lavatório, a caixa de descarga, o chuveiro e a caixa-
-d’água precisam seguir um padrão de altura para funcionarem adequadamente?
e. É possível a utilização da água da caixa-d’água para lavar alguma parte ou algum
aparelho da casa situados acima do telhado? Justifique sua resposta.
f. A caixa-d’água deve ser completamente vedada? Por quê?
g. Que dispositivo regula a entrada de água na caixa-d’água? Se ocorrer uma falha
nesse dispositivo, o que impede a ocorrência de um alagamento?
h. Pesquise a importância dos dispositivos economizadores em uma instalação hi-
dráulica. Socialize as informações com a turma.
Hidrostática • Capítulo 4 69
ATENÇÃO!
A MÁQUINA DE CAFÉ
A máquina de café, usada em muitas padarias para preparar o cafezinho, utiliza
o sistema de vasos que se comunicam pela base.
Como o café está em equilíbrio e a pressão atmosférica que é exercida na super-
fície do café é a mesma tanto dentro quanto na parte externa da máquina, os vasos
funcionam como “vasos comunicantes”, e a altura dos dois lados (fora e dentro da
máquina) é sempre a mesma.
Assim, é possível saber a quantidade de café existente no interior da máquina,
sem precisar olhar para dentro dela. O interessante é que, independentemente da for-
ma que esses dois vasos tenham, suas colunas de líquido estarão na mesma altura.
Arte/Partners
Arte/Partners
1,0 m
redutor
2,0 m
fita vedadora
espalhador
Disserte, em seu caderno, sobre a utilidade das informações fornecidas pelo fabricante.
Arte/Partners
Hidrostática • Capítulo 4 71
a. O que significam os campos “leitura atual” e “leitura anterior”? Como esses va-
lores podem ser obtidos?
b. Qual o consumo de água registrado na sua conta?
c. Esse consumo ocorreu em quantos dias?
d. Sabendo-se que 1 m³ é igual a 1 000 litros, qual o consumo médio para sua resi-
dência em litros?
e. Quantas pessoas habitam a sua residência? Qual é o consumo médio diário de
cada pessoa em litros?
f. Como se obtém a média de consumo em m³?
g. Qual o custo de 1 m³ de água?
h. Qual o nome do medidor de vazão de água? Onde ele fica localizado em sua
residência? Qual a medida do volume total de água consumido na residência do
medidor da foto? Em valores atuais, qual seria o custo de toda essa água?
Arte/Partners
VOCÊ SABIA?
Hidrostática • Capítulo 4 73
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
ENERGIA HIDRÁULICA
kunchit2512/Getty Images
A energia hidráulica nada mais é do que a energia que existe na água e que pode ser
utilizada para movimentar máquinas. Desse modo, esse tipo de energia é convertido
em energia mecânica. Para tanto, é importante que haja determinadas condições da
vazão da água e da altura de sua queda.
Vazão
É a relação do volume de água medido em litros ou metros cúbicos pelo tempo (em
segundos, minutos ou horas) necessário para encher um reservatório, que pode ser,
por exemplo, tanque, tambor ou caixa-d’água.
Carneiro hidráulico
O carneiro hidráulico é uma máquina que serve para bombear pequenas quantida-
des de água. Para tanto, a própria queda-d’água é utilizada como energia. É capaz de
aproveitar o efeito que decorre da interrupção rápida do movimento da água, em uma
dada direção. Essa interrupção faz com que haja um aumento da pressão dentro da
máquina suficiente para conseguir abrir a válvula de recalque, que transporta parte da
água por uma mangueira até um reservatório localizado acima do carneiro hidráulico.
FooTToo/Getty Images
vio do fluxo de água local, que é levado
até a roda. Para esse desvio ser feito,
alguns materiais podem ser utilizados,
como tubo de PVC, calha de madeira,
chapas de aço galvanizado, com altura
de 10 cm a 20 cm do topo da roda, para
que a água, ao cair sobre as pás, possi-
bilite seu giro. Apesar de sua velocidade
de rotação ser muito baixa, de 1 a 40 gi-
ros por minuto, pode ser utilizada para
bombear água a um reservatório, movi-
mentar moinhos, serrarias e gerar eletri-
Moinho.
cidade (100 a 3 000 Watts).
Turbinas hidráulicas
Uma central hidrelétrica é uma
ffaber53/Getty Images
Hidrostática • Capítulo 4 75
SOCIEDADE E AMBIENTE
urbazon/Istock
humano e possui características específicas que a tornam
especial. As suas densidades no estado sólido e no estado
líquido, por exemplo, apresentam valores e comportamen-
tos distintos entre si.
A densidade seria uma grandeza que mensura a relação
entre a massa e o volume de uma substância. Como na
água essas densidades são diferentes, o congelamento dos rios e dos mares não é total.
Arte/Partners
RomoloTavani/Istock
A camada de gelo formada na superfície é menos densa que a água líquida encontrada
abaixo dessa superfície. Esse bloqueio gera um isolamento térmico que mantém a água no
estado líquido, garantindo a vida marinha nesses ambientes.
SAIBA MAIS
Livro
Água – precisamos falar sobre isso
Divulgação
O QUE APRENDI
Faça uma pesquisa sobre os hábitos de utilização da água na vida semanal da sua famí-
lia. Nesse levantamento, procure informações de cada membro da família sobre o tempo de
banho, a quantidade de água bebida, se a torneira é fechada ou não enquanto escovam os
dentes e lavam o rosto. Também investigue os hábitos de uso da água em atividades domésti-
cas, como lavar roupa e cozinhar. Se possível, estime a quantidade de água utilizada em cada
uma dessas atividades.
Organize os dados coletados em uma tabelas e interprete-os. Escreva um artigo sobre essa
pesquisa e proponha a publicação. Exemplo de apresentação da tabela:
Consumo total de água Consumo diário de Divida a quantidade
Quantidade de
durante um dia por toda água de cada diária em litros por
membros da família
a família membro da família atividade (semana)
Liste as atividades e as
Soma das quantidades Divida o consumo total
estimativas de consumo
Número de pessoas que de água usadas por pela quantidade de
de água. Por exemplo:
moram com você toda a família em suas pessoas que moram
Banho: 20 minutos =
atividades cotidianas com você
180 litros
Você pode usar os dados disponíveis na tabela a seguir para fazer essa estimativa.
Atividade Gasto (aproximado)
Banho de ducha 15 minutos – 135 litros
Banho de chuveiro elétrico 15 minutos – 45 litros
Escovar os dentes 5 minutos (torneira meio aberta) – 12 litros
Lavar o rosto 1 minuto (torneira meio aberta) – 2,5 litros
Bacia sanitária 10 a 14 litros a cada 6 segundos
Lavar louça 15 minutos (torneira meio aberta) – 117 litros
Lavar a roupa (tanque) 15 minutos (torneira meio aberta) – 279 litros
Lavar a roupa (máquina) Capacidade 5 kg – 135 litros
Lavar a calçada ou quintal 15 minutos (torneira meio aberta) – 279 litros
Lavar o carro 30 minutos (torneira pouco aberta) – 216 litros
Lavar o carro 30 minutos (torneira meio aberta) – 560 litros
Fonte: DICAS de economia. Sabesp. [Adaptado].
Disponível em: [Link] Acesso em: 24 jan. 2022.
Hidrostática • Capítulo 4 77
CAPÍTULO
Colombo/Getty Images
CONSTRUINDO CONHECIMENTOS
RODA DE CONVERSA
• Por que não devemos olhar diretamente para o Sol ou para as lâmpadas?
• De que cor é a luz do Sol?
• Por que, em dias de calor, aconselha-se o uso de roupas claras?
• É possível enxergar em situações com pouca luz?
• Em sua opinião, qual a importância da luz em nossas vidas?
79
Frequência
Você já ouviu falar em frequência de uma onda? Ela é o número de oscilações executadas
pela fonte que produz a onda em cada segundo. A frequência é medida em hertz (Hz).
Veja um exemplo na figura a seguir. Na onda são realizados três ciclos; em outras palavras,
a onda se repete três vezes durante um segundo. Portanto, a frequência é de 3 Hz.
A
Ciclo 1 Ciclo 2 Ciclo 3 (...)
= 3 Hz
t (s)
Arte/Partners
1s
Ondas sonoras
O som é uma onda mecânica, o que significa que ela se propaga através de um meio
material. Ela também é uma onda longitudinal, isto é, as moléculas do meio oscilam
paralelamente à direção de propagação da onda em torno de uma posição de equilí-
brio. As moléculas chocam-se entre si para transmitir a perturbação e retornam à sua
posição original quando a perturbação termina. O som é uma propagação de energia
em um meio material sem transporte de matéria.
Esse tipo de onda é caracterizado pelo timbre, pela altura e pela intensidade.
O timbre nos permite distinguir os sons provenientes de diferentes tipos de fonte,
mesmo que toquem a mesma nota ao mesmo tempo. As diferenças nos timbres ocor-
rem porque ondas sonoras têm formatos diferentes.
Piano
Arte/Partners
Clarineta
Arte/Partners
Arte/Partners
Arte/Partners
do
ho
o
ja
el
el
a
an
et
ar
m
rd
ul
ar
il
ol
am
r
an
az
ve
ve
al
vi
baixa alta
frequência frequência
Arte/Partners
ondas micro- radiação radiação
de rádio -ondas infravermelha ultravioleta raios X raios Y
• Com base nas informações disponíveis nos dois textos que você acabou de ler, com-
plete a tabela a seguir, que o ajudará a perceber as semelhanças e diferenças entre
as ondas sonoras e luminosas.
Sonora Luminosa
Tipo de onda
Como se propaga?
Como se forma?
Propriedades
Como a onda é
classificada com base
em sua frequência?
ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO
Há na natureza o espectro eletromagnético, que é a união das ondas eletromag-
néticas presentes em alguns ambientes. Nesse conjunto, existem as ondas de rádio,
as micro-ondas, o infravermelho, a luz visível, os raios ultravioleta, os raios X e os
raios gama.
A luz visível, o forno de micro-ondas e a luz emitida pelo Sol são exemplos de
ondas eletromagnéticas presentes no espectro eletromagnético. Uma onda eletro-
magnética é a união dos campos elétrico e magnético transportando energia ao se
propagar pelo vácuo. A frequência, o comprimento de onda e a amplitude são algu-
mas particularidades presentes nas ondas eletromagnéticas.
O ser humano enxerga a região do espectro magnético chamada de luz visível.
Quando visualizamos um objeto, estamos enxergando a luz refletida por ele vinda
de uma fonte luminosa como o Sol ou uma lâmpada. As demais faixas do espectro
eletromagnético não são captadas pela nossa visão.
2 Qual a cor da luz branca? Podemos descobrir por meio de um experimento simples.
AS CORES DO ARCO-ÍRIS
Materiais
• bandeja de alumínio ou plástico
• espelho pequeno
• água
• ambiente iluminado por luz solar
Arte/Partners
a. Entre os diversos tipos de radiação que chegam à Terra provenientes do Sol, qual
pode causar ameaça para as formas de vida do nosso planeta? Por que isso ocorre?
b. O que é o ozônio?
b. Preparem um pôster e apresentem o seu trabalho para a turma. Converse com seu
professor para definir o formato do pôster, a quantidade de integrantes do grupo,
o tempo e o local de apresentação.
5 Os óculos de visão noturna permitem que uma pessoa enxergue em ambientes com
pouca luz. Nesta atividade, você vai construir óculos de visão noturna com materiais
que fazem parte de nosso dia a dia.
Materiais
• bicarbonato de sódio
• pasta de dente com peróxido e carbonato de sódio (pastas que prometem clarear
os dentes com seu uso)
• pincel
• 1 colher de chá
• 1 colher de sopa
• recipiente
• água morna
• óculos de sol (que não serão reutilizados)
• controle remoto
6 Conforme as orientações passadas pelo seu professor, reúna-se com alguns colegas
e façam uma pesquisa sobre o funcionamento de um dos equipamentos sugeridos:
controle remoto, forno de micro-ondas, telefone celular, aparelho de raio X, radar e
roteador de rede sem fio. Cada grupo ficará com um tema e fornecerá para a turma
um fôlder explicando o funcionamento dessa tecnologia. Converse com seu professor
para definir o formato do fôlder, a quantidade de integrantes do grupo, o tempo e o
local de apresentação.
VOCÊ SABIA?
Materiais
• papel-filtro
• 1 tesoura de pontas arredondadas
• canetas coloridas hidrográficas
• fita adesiva ou fita-crepe
• álcool
• copo plástico ou béquer
• lanterna
• retângulos de papel-celofane azul e vermelho com aproximadamente 14 cm de lado
Cubra a lâmpada da lanterna com o celofane azul, fixando-o com a fita adesiva. Ilu-
mine cada uma das tiras de papel-filtro com a luz da lanterna.
Materiais
• 1 folha de lixa para madeira de cor preta
• 1 pote fundo de tamanho médio
• água
• base para unhas incolor
• tesoura de pontas arredondadas
Procedimento
• Corte a lixa em um quadrado com aproximadamente 5 cm de lado.
• Coloque água no pote.
• Coloque a lixa dentro da água, mantendo-a no fundo do pote.
• Coloque uma gota de base para unha na água, logo acima da lixa.
• Retire a folha de lixa da água com cuidado, de maneira que a gota da base fique
sobre sua superfície.
• Deixe secar.
CONECTE-SE
SAIBA MAIS
Filme
Cidade das sombras
Divulgação
O QUE APRENDI
ENERGIA
SolStock/Getty Images
RODA DE CONVERSA
• O que o homem da imagem que abre o capítulo está fazendo e como é possível saltar
tão alto?
• Por que a maioria das pessoas sente fome após praticar esportes?
• Em sua opinião, de onde vêm as energias que usamos na Terra?
• Podemos aumentar ou diminuir as energias?
97
1 Leia o texto a seguir e responda ao que se pede.
a. De acordo com Albert Einstein, energia e massa são “dois lados da mesma moe-
da” e, dessa forma, a massa não é perdida, mas transformada em energia. Procure
um exemplo de uma reação química em que ocorre essa transformação de massa
em energia. Não se esqueça de mencionar qual a forma de energia produzida.
A LATINHA MÁGICA
Materiais
• 1 lata vazia de leite em pó (ou achocolatado) com tampa
• 1 elástico
• 2 palitos de dente
• 1 parafuso
• 1 prego
• 1 martelo
Arte/Partners
Procedimento
• O professor vai fazer com o prego e o martelo um furo no centro da tampa e no
fundo da lata, de modo que o elástico possa passar por eles.
• Após isso, amarre o parafuso no meio do elástico, fazendo um nó, passe uma das
extremidades do elástico pelo buraco no fundo da lata e fixe-a com um palito.
• Passe a outra extremidade do elástico por dentro da tampa, fixe-a com o outro pa-
lito e tampe a lata.
• Faça a lata rolar em um piso plano por alguns metros.
Energia • Capítulo 6 99
b. Como você pode explicar cientificamente o que observou?
ATENÇÃO!
Energias mecânicas
Você já ouviu falar em energias mecânicas? Elas são a soma da energia cinética
(relacionada ao movimento dos corpos) com a energia potencial (capacidade de
armazenar energia).
Quando um sistema mecânico não transforma nenhuma parte das energias
mecânicas em outro tipo de energia (sonora, térmica, luminosa), esse sistema é
dito conservativo e a soma das energias (cinética e potencial) apresenta sempre
o mesmo valor. Isso quer dizer que a energia potencial pode ser transformada em
energia cinética, e esta pode, novamente, ser totalmente transformada em ener-
gia potencial.
Energia térmica
A lenha e o carvão são exemplos de recursos naturais. A queima ou a combustão
de materiais como esses gera calor, que é uma das formas de a energia se manifes-
tar. Essa manifestação é chamada de energia térmica.
Energia radiante
É a energia emitida por radiações eletromagnéticas. As ondas de rádio e de
televisão, os raios X, as micro-ondas, bem como a luz e o calor do Sol, são exemplos
desse tipo de energia.
Energia química
É a energia liberada ou formada em uma reação química, como acontece nas
pilhas e baterias, quando oxidam os metais em suas partes internas, ou em uma
pessoa praticando esporte, consumindo a energia da sua alimentação e hidratação.
Energia nuclear
Também chamada de energia atômica, ocorre quando o núcleo de um átomo
pesado, como o de urânio, é dividido e parte da energia que ligava seus elementos
é liberada em forma de calor.
Energia elástica
Sim, existe a energia elástica! Ela acontece quando um material é esticado de
ponta a ponta, deformando-se, mas que, apesar disso, consegue voltar à forma
inicial quando é solto.
Energia sonora
A energia sonora se manifesta quando o som passa por um objeto ou corpo e
suas ondas fazem vibrar a matéria, podendo danificá-la, quebrá-la (cristal que-
brando com um grito, por exemplo) ou estourar os tímpanos por uma bomba ou
música muito alta. A energia sonora é uma das energias com menos potencial de
força, mas atua, com facilidade, no ar e na água.
Energia oceânica
Também chamada de energia das ondas, é obtida graças ao movimento gerado
pelas marés. É uma energia renovável e possui grande potencial para o futuro.
Mecânica Térmica
Arte/Partners
Sonora Nuclear Gravitacional
Química Potencial
luoman/Istock
Kat72/Istock
1 2 3 4
NiPlot/Istock
thebroker/Istock
GOLFX/Istock
5 6 7 8
Route55/Istock
WestLight/Istock
zoranm/Istock
b. Quais fontes de energia são utilizadas e convertidas em cada uma das figuras?
Syda Productions/Shutterstock
a. Qual tipo de alimentação seria recomendado para pessoas que realizam atividades
que exigem muita energia?
c. Você já acordou faminto? Já ouviu dizer que dormir emagrece? Por quê?
6 Observe com atenção cada uma das situações apresentadas e identifique quais são as
transformações de energia envolvidas em cada uma das imagens. Indique também a
origem dessas formas de energia existentes.
a.
photo75/Getty Images
JoeGough/Istock
c.
ollo/Getty Images
SUPREEYA-ANON/Shutterstock duha127/Istock
Arte/Partners
Energia • Capítulo 6
107
g.
New Africa/Shutterstock
h.
Andrey Burmakin/Shutterstock
Energias renováveis
Hídrica, solar, eólica, biomassa, geotérmica e oceânica.
Ao compararmos as energias, você pôde perceber que há mais energias renováveis,
e isso é muito bom!
A maioria dessas fontes enérgicas é convertida em energia elétrica. Cada residên-
cia, comunidade e cidade têm suas particularidades para o seu uso, entretanto todos
devemos usá-la de modo sustentável.
A aquisição em grande escala de energia elétrica é feita pelas usinas e indústrias.
Contudo, a perda de energia elétrica em grande proporção ocorre em razão do con-
sumo inapropriado feito nas residências e nos estabelecimentos públicos e privados.
• Pensando que sua família e escola provavelmente não otimizam o uso de energia
elétrica, escreva um texto de um parágrafo com argumentos capazes de sensibili-
zá-los a respeito da necessidade de praticar a mudança de hábitos a curto prazo.
ATENÇÃO!
Energia em transformação
Nos exemplos citados anteriormente,
podemos perceber também uma das ca-
racterísticas mais importantes da ener-
gia: o fato de ela se conservar, ou seja,
durante os processos, ela pode adquirir
diversas formas, mas a sua quantidade
total ainda permanece constante.
Outra característica da transforma-
ção da energia é que nem sempre ela se
transforma em outro tipo de energia útil.
É o que acontece com o calor gerado na
combustão, que se dissipa no motor do carro, ou o produzido pelo nosso próprio
organismo, que é simplesmente liberado para o meio externo.
Podemos compreender a energia como algo que pode modificar a matéria e
transformá-la nas mais diversas formas. Essas transformações ocorrem devido à
ação das interações fundamentais da natureza, como a força gravitacional (que
nos mantém presos sobre a superfície da Terra e faz com que as galáxias se movam
através do espaço), a força eletromagnética (responsável pelas interações entre os
átomos e moléculas, bem como pela existência da luz), a força nuclear forte (que
confere estabilidade ao núcleo atômico) e a força nuclear fraca (que controla pro-
cessos de decaimento radioativo).
Todos os processos conhecidos são controlados por essas forças, que levam a
energia neles armazenada a se transformar. A fotossíntese, por exemplo, é condu-
zida pela força eletromagnética.
Diante da variedade de formas que a energia pode assumir, podemos chegar a
uma simples conclusão sobre sua definição. Embora esse termo que tanto utiliza-
mos tenha diferentes significados, em sua essência ele indica sempre a mesma
coisa: um processo de transformação.
Fonte: OLIVEIRA, Adilson. A energia em nossas vidas. Ciência Hoje. Disponível em: [Link]
-nossas-vidas/. Acesso em: 2 fev. 2022.
9 Agora você será um(a) detetive. Sua missão é descobrir o custo da eletricidade que
chega às residências e à escola. Para isso, você precisará de uma conta de luz. Peça um
exemplar a um adulto, não precisa ser necessariamente a conta da sua casa. Depois,
você vai anotar todas as informações que considerar importantes. Na sequência, crie
estratégias para a diminuição do consumo e depois apresente-as para o adulto respon-
sável pela conta; interessante anotar os argumentos dele, após sua apresentação.
CONECTE-SE
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
mpalis/Istock
ENERGIA EÓLICA
A energia eólica é obtida pelo movimento do ar.
Ela é uma excelente fonte energética por uma série
de motivos: é abundante, renovável, é possível ser
encontrada em todos os lugares do planeta e é uma
energia limpa.
Os mecanismos básicos de um moinho de vento,
inventado na Pérsia, no século V, ainda são os mes-
mos: o vento atinge uma hélice que, quando se mo-
vimenta, gira um eixo que impulsiona um gerador
de eletricidade.
As estações do ano ditam a quantidade de energia
disponível no vento. Além delas, a hora do dia e as ca-
racterísticas geográficas da região também interferem
na quantidade de energia eólica. Aerogeradores.
Outros fatores que influenciam a quantidade desse tipo de energia têm a ver com a
região em que ela é captada, as características desse local, o desempenho, a altura de ope-
ração e o espaçamento horizontal dos sistemas de conversão de energia eólica instalados.
O modelo das hélices de uma turbina de vento é aerodinâmico, o que o torna mais efi-
ciente do que as lâminas dos antigos moinhos. As hélices têm o formato de asas de avião
e, quando estão em movimento, ativam um eixo que está ligado à caixa de mudança.
Por meio de uma série de engrenagens, a velocidade do eixo de rotação aumenta.
O eixo de rotação está conectado ao gerador de eletricidade, que, com a rotação em
alta velocidade, gera energia.
Livro
A eletricidade
Autores: C. Vance Cast, Sue Wilkinson, Simone Kubric
Editora: Callis
Muitas coisas divertidas e úteis para as nossas vidas precisam de eletricidade para
funcionar: computadores, lâmpadas, torradeiras e telefones, por exemplo. Como a
eletricidade chega até esses objetos? Como ela é produzida? Como flui pelos cabos até
atingir nossas casas? Eugênio, um menino muito esperto, explica questões sobre o
aproveitamento dos recursos naturais, sua transformação pelo homem e também as
consequências que afetam o meio ambiente.
Sites
Abcdenergia
Navegue por dicas e curiosidades sobre energia que podem contribuir para que você
conheça um pouco mais sobre o que está por trás de um interruptor, de um fogão aceso
ou de um carro se deslocando, entre outras questões do dia a dia!
Peça o acesso ao professor.
a. Na tabela, acrescente três tecnologias que você utiliza no seu dia a dia,
mencionando qual é a fonte que elas utilizam e os benefícios do seu uso na
vida cotidiana.
Celular
mixetto/Getty Images
7 EVOLUÇÃO DA
VIDA NA TERRA
Nasa/ GSFC
CONSTRUINDO CONHECIMENTOS
117
1 Leia os textos a seguir.
Cosmologia
Nosso planeta está rodeado de inúmeros corpos celestes. Já reparou, ao observar o
céu em uma noite escura, na quantidade de pequenos pontos luminosos? São as estre-
las. Elas nos inspiram, nos trazem beleza e, principalmente, curiosidade.
O ser humano, desde a Pré-História, tem interesse pelo céu. Nos tempos primór-
dios, os povos primitivos ficavam intrigados e, muitas vezes, amedrontados com os
fenômenos que viam, como os cometas e os eclipses lunares e solares.
Os filósofos da Antiguidade voltavam boa parte de suas atenções aos objetos ce-
lestes. Todos, de uma maneira ou de outra, procuraram descrever o que era tudo
aquilo que envolvia o nosso planeta durante a noite e desaparecia durante o dia.
Por que isso ocorria?
StockTrek/Getty Images
Muitas perguntas foram feitas. Como o espaço havia surgido? Ele se prolongava
sem fim ou acabava em algum lugar?
Com o surgimento do telescópio, os pensadores puderam perceber que o espaço
continha muito mais corpos do que aqueles visíveis a olho nu, o que, sem dúvida,
causou uma grande mudança na maneira de pensar o cosmos.
Mais questionamentos surgiram quando os observadores descobriram os aglome-
rados de estrelas, as nebulosas gasosas e outras galáxias diferentes e distantes da
nossa. E continuam surgindo perguntas a cada nova descoberta. O Universo, tema
inesgotável de estudo, sempre despertará nossa curiosidade!
ilbusca/Getty Images
da origem e da composição do
Universo, desde o século passado
tem contado com vários fatores
que contribuem para o seu de-
senvolvimento.
As observações do céu estão
cada vez mais numerosas e pre
cisas. Essa evolução tem sido,
em parte, proporcionada pela ra-
dioastronomia e pela inserção de Fotografia de um astrônomo em um observatório.
telescópios no Espaço, livres de influência da atmosfera terrestre.
Em 1912, o estadunidense Vesto Slipher (1875-1969) foi o primeiro astrônomo a
observar o deslocamento de nebulosas espirais e elípticas. Com isso, ele pôde deter-
minar a velocidade radial de uma galáxia. Por causa dessa movimentação, ele descon-
fiou que essas nebulosas não fossem membros fixos da Via Láctea. Eram as primeiras
evidências de que o Universo estava se expandindo.
2 O Universo está parado? Para responder a essa pergunta, faça o experimento proposto
na atividade.
Materiais
• balão de aniversário
• fita métrica
• caneta porosa
Arte/Partners
Circunferência do Universo
d. Observe o balão esvaziar lentamente. O que você pode concluir sobre as distân-
cias entre as galáxias tanto num passado quanto num futuro distante?
e. Discuta suas respostas com seu grupo e registre no caderno as conclusões a que
chegaram.
3 Leia o texto a seguir, que trata de algumas crenças sobre a origem do Universo.
a. Discuta com seus colegas os possíveis motivos para que diversos povos buscassem
explicações para a origem do Universo.
ATENÇÃO!
pixelparticle/Istock
tistas acreditavam que o Universo
era estático e eterno. Mas quando,
em 1916, Albert Einstein publicou
a teoria da relatividade, na qual
afirmava que o Universo estaria se
expandindo, novas ideias surgiram
no mundo científico. Com a ajuda
de telescópios, vários cientistas
do mundo iniciaram pesquisas em
busca da verificação dessa teoria.
Até 1923, a ideia de que o Universo se restringia à Via Láctea caiu por terra quan-
do o astrônomo Edwin Hubble conseguiu mostrar que uma das estrelas que ele
sistematicamente observava se encontrava fora dos domínios de nossa galáxia,
expandindo, assim, as dimensões de nosso Universo, tornando-o um lugar bem
maior. Inicialmente essa ideia teve muita resistência na comunidade científica,
especialmente dos defensores da ideia do Universo estático e eterno.
Poucos anos depois, em 1929, Hubble mostrou que as galáxias se afastam umas
das outras com velocidades proporcionais à sua distância e, medindo suas distân-
cias, verificou que, quanto mais distante, maior era sua velocidade de afastamento.
Verificou, também, que a luz proveniente de galáxias distantes sofre um tipo de des-
vio quando o observador e a fonte luminosa estão se afastando, e a velocidade com
que a galáxia está se afastando da Terra pode ser calculada pelo desvio observado. Tal
descoberta foi a primeira evidência de que o Universo estava se expandindo.
5 Você sabia que os continentes continuam se movimentando? Para fazer uma com-
paração, as placas tectônicas se movem na mesma velocidade com que crescem as
nossas unhas! Em média, elas se movem dez centímetros por ano. Isso é algo sur-
preendente! Saiba mais no texto a seguir e responda às questões.
Pangeia – O supercontinente
Na década de 1950, os cientistas comprovaram que há 230 milhões de anos todos
os continentes formavam um grande bloco de massa, ou seja, eles estavam unidos.
Além da semelhança entre as linhas litorâneas, fósseis de plantas e animais idênticos
na costa do Brasil e na costa da África e evidências de glaciação no sul da África, na
Índia e no oeste da Austrália deixaram clara a existência de um supercontinente cha-
mado Pangeia, rodeado por um superoceano chamado Pantalassa.
Há 200 milhões de anos, a Pangeia começou a se fragmentar devido ao movimento
das placas tectônicas. Inicialmente, fragmentou-se em dois grandes blocos: a Laurásia,
no hemisfério norte, um superbloco continental que atualmente compreende América
do Norte e Europa, e a Gondwana, no hemisfério sul, que hoje compreende América do
Sul, África, Austrália e Ásia. Por volta de 65 milhões de anos atrás, a Gondwana come-
çou a se fragmentar, e a América do Sul e a África se separaram devido ao movimento
Cenário atual
Todas as placas tectônicas estão em movimento atualmente. A prova disso são os
terremotos, maremotos e tsunamis que ocorreram recentemente. Cada placa se move
com uma velocidade e em uma direção, visto que elas apresentam densidades e tama-
nho diferentes. A média de deslocamento é de 10,1 cm/ano, mas em algumas partes
da placa de Nazca (colada aos Andes), por exemplo, a velocidade chega a 18,3 cm/ano.
A placa Dorsal do Sudeste Indiano, em compensação, move-se a 1,3 cm/ano.
A origem da vida
Esta é uma das questões que sempre preocupou a humanidade. Como a vida sur-
giu? Há várias explicações construídas ao longo do tempo, pelas diferentes civiliza-
ções humanas, as quais foram influenciadas pelas religiões, pelas mitologias e pela
ciência praticada em diferentes épocas do passado.
São exemplos de explicações conhecidas sobre a origem da vida:
• Criacionismo: se apoia na narrativa bíblica de que o homem foi concebido de-
pois que Deus criou o céu, a terra e todos os outros seres vivos que existem. É
uma explicação de natureza religiosa, não científica.
• Panspermia: teoria que defende a ideia de que a Terra foi povoada por seres
vivos simples ou elementos precursores da vida que vieram de outros planetas,
trazidos com meteoritos e poeira cósmica. Essa teoria ganhou mais força quan-
do foram descobertas substâncias orgânicas provenientes de outros locais do
espaço, como o álcool e alguns aminoácidos, e quando, na década de 1980, foi
encontrado um meteorito na Antártida que continha um material que poderia
ser um fóssil de bactéria.
• Geração espontânea (ou abiogênese): durante muito tempo, acreditou-se que
os seres vivos eram gerados espontaneamente da matéria bruta e de organis-
mos mortos, graças à existência de algum princípio vital capaz de transformar a
matéria inanimada em vida. Acreditava-se que sapos, por exemplo, surgiam da
lama dos brejos.
Em 1668, enquanto estudava a decomposição de corpos, Francesco Redi elaborou
uma experiência simples, mas muito importante, que ajudou a contestar a abiogênese.
• Origem da vida pela evolução química: hipótese científica mais aceita atual-
mente. Na década de 1920, Aleksander Oparin e John Haldane propuseram, em
pesquisas independentes entre si, que a vida teria surgido na Terra a partir das
moléculas orgânicas que foram produzidas durante a reação química entre as
moléculas inorgânicas presentes na atmosfera e nos mares primitivos.
• Escreva qual foi a conclusão de Redi sobre o seu experimento. As larvas e as moscas
do frasco 3 surgiram por geração espontânea, graças à transformação da carne?
Como elas foram geradas?
Experimento de Pasteur
Apesar de o experimento de Redi ter enfraquecido os argumentos dos defensores
da geração espontânea, essa teoria voltou a surgir com força quando os microrga-
nismos foram descobertos. Muitos acreditavam que esses seres invisíveis a olho nu,
tão simples, só podiam surgir espontaneamente em decorrência da transformação da
matéria bruta e que eles não surgiam pela reprodução de organismos preexistentes,
como no caso dos animais e das plantas.
Louis Pasteur, um microbiologista francês, conseguiu realizar um experimento em
meados do século XIX que ajudou a abalar definitivamente a crença na geração es-
pontânea.
Pasteur colocou um caldo nutritivo em balões de vidro. O gargalo de cada um foi
alongado e curvado com o auxílio do fogo.
O caldo nutritivo foi fervido para eliminar qualquer tipo de contaminação. Durante
a fervura, o vapor quente liberado do caldo saía pelo gargalo curvo, chamado de pes-
coço de cisne.
Os balões com pescoço de cisne ficaram por muito tempo em seu laboratório sem
contaminação. O caldo nutritivo só apresentava sinais de contaminação e decomposi-
ção quando o gargalo era quebrado e o ar do ambiente entrava em contato direto com
a solução, sem passar pelo gargalo curvo.
b. O que Pasteur foi capaz de concluir com o seu experimento quando ele quebrou
o pescoço de cisne e ocorreu contaminação do caldo nutritivo?
Arte/Partners
aquecimento da água.
Miller manteve esse sistema
operando continuamente por
uma semana. Após esse tem-
po, ele observou que a água do
reservatório continha aminoá-
cidos e outras substâncias quí-
micas mais simples, que não
estavam presentes no início do
experimento.
Hoje se sabe que os gases presentes na atmosfera eram bem diferentes dos propos-
tos por Oparin e utilizados por Miller. Mesmo assim, o seu experimento mostrou que,
nas condições da Terra primitiva, era possível ocorrer a formação de aminoácidos,
moléculas essenciais à vida.
• organismos autótrofos, como plantas, algas e algumas bactérias, que são capa-
zes de produzir as substâncias orgânicas (alimento) de que necessitam para so-
breviver a partir de substâncias inorgânicas;
• organismos heterótrofos, como animais, fungos, protozoários e muitas bactérias,
que utilizam as substâncias orgânicas (alimento) produzidas por outro ser vivo.
Diante disso, surgem perguntas: como será que os primeiros seres vivos eram?
Seriam eles autótrofos ou heterótrofos?
O processo mais comum de produção de substâncias orgânicas pelos organismos
autótrofos é a fotossíntese. Nesse processo, complexo do ponto de vista bioquímico, as
células clorofiladas das plantas são capazes de captar a energia do Sol e usá-la para a
produção de uma substância orgânica, a glicose (um açúcar), e de um gás, o oxigênio.
Energia do Sol
Gás carbônico + Água Glicose + Gás oxigênio
Clorofila
Energia
Energia
Depende de
Complexidade Substâncias Substâncias
atmosfera rica em
bioquímica usadas produzidas
gás oxigênio?
Fotossíntese
Fermentação
Respiração
( ) autótrofos fotossintetizantes.
( ) heterótrofos respiradores.
( ) heterótrofos fermentadores.
8 Leia o texto.
Arte/Partners
Períodos Épocas
Jurássico
Fósseis: registros que ajudam a contar a história dos seres vivos na Terra
Fósseis são registros muito importantes deixados por seres vivos que já existiram.
Eles trazem marcas fundamentais para entendermos o passado. Que marcas são es-
sas? Podem ser vestígios, como pegadas e excrementos, ou partes mais resistentes
dos corpos – caso da maioria dos fósseis encontrados –, como ossos, dentes, conchas,
carapaças e sementes, já que tendem a durar mais por serem mais resistentes.
Minakryn Ruslan/Istock
Insetos fossilizados em resina (âmbar).
Como ocorre a fossilização? Para ela acontecer, muitos fatores entram em cena. O
primeiro deles tem a ver com a decomposição do organismo, que não pode ocorrer de
forma completa. O que fica do organismo geralmente é preservado em rochas, sedi-
mentos, resina de plantas e até em gelo.
Fatores como a erosão, as mudanças de temperatura e pressão e os elementos quí-
micos do local também são variantes capazes de afetar, alterar, distorcer ou dissolver
os materiais que podem se transformar em fósseis.
kvkirillov/Istock
alice-photo/Istock
A idade mínima para um material ser considerado fóssil é de pelo menos 11 mil
anos. Porém, para os arqueólogos, profissionais que estudam a cultura dos povos an-
tigos, materiais com idades mais recentes do que a estipulada também são conside-
rados fósseis.
• O texto cita dois tipos de cientistas que trabalham bastante com fósseis: o paleontó-
logo e o arqueólogo. Muita gente confunde o trabalho deles e não sabe direito qual
é o objeto de pesquisa de cada um. Analise, a partir da descrição da formação e da
linha de pesquisa de dois pesquisadores brasileiros, qual é a profissão de cada um.
Gonzalo Buzonni/Shutrerstock
Alexander Kellner iniciou sua atividade científica em 1981, enquanto ainda era es-
tudante de graduação do curso de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), dedicando-se ao estudo de vertebrados fósseis, particularmente dos répteis
encontrados no Cretáceo, no Brasil. Em 1991, concluiu o curso de mestrado na UFRJ
e, em 1996, o curso de doutorado (PhD) na Columbia University (Nova York), em pro-
grama conjunto com o American Museum of Natural History (AMNH). Ingressou no
Museu Nacional (UFRJ) em 1997, onde se dedica à pesquisa de vertebrados fósseis,
Dinoton/Shutterstock
Fóssil de crocodilo que viveu há 160 milhões de anos.
Causas da extinção
O conceito de extinção é o desaparecimento de todos os indivíduos de determinada
espécie. É difícil entender o que leva uma espécie a desaparecer por completo, porém
esse é um processo fundamental da vida na Terra.
Eventos sucessivos de extinção e especiação (surgimento de novas espécies) sem-
pre ocorreram por milhões de anos, criando e moldando a biodiversidade que existe
atualmente no planeta. Entretanto, as causas do desaparecimento de uma espécie
não são fáceis de serem entendidas e, muitas vezes, ocorrem de forma muito lenta,
compatíveis com o tempo geológico.
A extinção de uma espécie pode ocorrer de duas maneiras. A primeira está relacio-
nada a causas naturais, como a extinção que decorre de eventos de grandes propor-
ções, como glaciação, vulcanismo e queda de meteoros, ou devido aos preceitos dos
mecanismos de seleção natural, que é quando determinados organismos apresentam
desvantagens para sobreviver no ambiente.
A segunda maneira é conhecida como extinção artificial. Ela está relacionada ao
modo como o ser humano interfere na natureza. São exemplos de causas da extinção
artificial a prática de caça predatória de animais específicos, a destruição de ambien-
tes naturais e a introdução de espécies exóticas em áreas indevidas; todas essas prá-
ticas alteram o habitat de diversas espécies.
Ocorrência Diversidade
Período geológico (milhões de extinta Possível causa
anos atrás) (em %)
Mudança climática
245 96 global induzida por
um possível bólido
65 76 Colisão de meteorito
Arte/Partners
Art Images/Colaborador
é a de que a biodiversidade é resultado de um longo
processo de evolução biológica. Todos os organismos
que existem atualmente e os que já se extinguiram
têm ancestrais comuns e descendem daquele pri-
meiro ser vivo que surgiu há mais de 3,4 bilhões de
anos. Em outras palavras, todos têm algum grau de
parentesco evolutivo.
Se hoje aceitamos facilmente que, ao longo do
tempo geológico, os organismos se modificam e ori-
ginam novas espécies, no passado esse não era o
Jean-Baptiste Lamarck.
pensamento predominante. Até meados do século
XVIII, predominava uma corrente de pensamento conhecida como Fixismo, defensora
da ideia de que as características dos seres vivos eram imutáveis desde o momento de
sua criação por obra divina. O estudo dos fósseis e as evidências geológicas de que a
Terra sofreu mudanças no decorrer do tempo foram importantes e ajudaram a propa-
gar a ideia de que os organismos se transformam e se adaptam ao ambiente ao longo
do tempo, ou seja, que eles evoluem.
Em 1809, o naturalista Jean-Baptiste Lamarck publicou um livro, no qual expôs as
suas ideias a respeito do mecanismo de evolução. Para ele, o ambiente cria nos seres
uma necessidade de adaptação. O uso ou desuso de determinados órgãos por parte
do indivíduo fará com que estes se desenvolvam ou se atrofiem, dando origem a uma
mikroman6/Getty Images
GlobalP/Istock
Pata de galinha. A pata do animal pato é ligada por
membranas.
A teoria de Lamarck se apoia em dois pressupostos fundamentais:
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Você conhece alguém que utiliza um marca-passo cardíaco, câmera de vídeo digital,
Playstation, GPS, cartucho de impressora, celular e notebook?
Provavelmente sim, correto? Mais provável ainda é que todos os equipamentos cita-
dos tenham algo em comum: o coltan.
O coltan é feito de uma mistura entre a columbita e a tantalita, dois minerais de
elevada resistência térmica e eletromagnética, de onde são extraídos os metais nióbio
e tântalo.
Para você ter noção, esses resistentes metais são muito requisitados e compõem tu-
bos transportadores de água e de petróleo, aviões a jato, parafusos e próteses humanas.
Diante dos impactos negativos causados pela extração feita de forma intensa e ir-
responsável, é importante que as pessoas tentem comprar eletrodomésticos portáteis
com mais responsabilidade, pois, caso contrário, estaremos contribuindo para que
animais sejam extintos e pessoas sejam exploradas.
Pitris/Istock
SAIBA MAIS
Livros
Divulgação
A reunião dos planetas
Autor: Marcelo R. L. Oliveira
Editora: Companhia das Letras
Esta narrativa traz ao leitor informações sobre astronomia, mitologia
grega, política e preservação ambiental, isso tudo sem deixar de man-
ter todas as características de uma boa história!
Divulgação
Editora: Publifolha
Com ilustrações que facilitam a compreensão, este livro explica as prin-
cipais teorias sobre o passado e o futuro do nosso Universo, desde o Big
Bang, a formação das galáxias, das estrelas e dos planetas, o surgimento
da vida e até o que os cientistas pensam que está por vir no futuro.
Série
Astronomia em doses
Museu de Astronomia e Ciências Afins
Esta é uma série do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). Os episódios mos-
tram o cotidiano de uma família que adora conversar sobre estrelas, planetas e outros
objetos celestes.
Durante o papo entre os familiares, muitas dúvidas surgem, e é nesse momento que to-
dos sentem a necessidade de se conectar com o MAST para esclarecê-las. Se você quiser
assisti-la, peça o acesso para o professor.
O QUE APRENDI
• Elabore uma história em quadrinhos sobre a história do planeta Terra, desde a sua ori-
gem até os dias atuais, representando os principais eventos de cada Era.
• Na produção dos quadrinhos, você pode misturar recursos (fotografias ou desenhos
feitos por você, imagens encontradas em livros, revistas ou internet, por exemplo) e usar
sua criatividade à vontade.
• Depois de prontas, as histórias em quadrinhos serão expostas para a apreciação de todos.
DA VIDA
DIVERSIDADE
macroworld/Getty Images
RODA DE CONVERSA
• Em quantos grupos diferentes você conseguiria separar os organismos que estão retra-
tados nestas páginas? Quais seriam eles?
• Quais critérios você utilizou para fazer essa separação?
• Quais outros organismos você citaria, mas que não foram contemplados nas imagens?
• Por que é importante classificar os organismos?
• Em que outras situações do seu dia a dia você utiliza algum tipo de classificação?
153
1 Reúna-se com mais três colegas. Verifiquem a lista de organismos a seguir.
a. Observe as imagens:
Kurit afshen/Shutterstock
Cobra.
Rã.
Kleber Cordeiro/Shutterstock
Caatinga.
a. Por que uma das personagens diz que está vendo o esqueleto da outra personagem?
manfredxy/Istock
dos, voos em marcha a ré e súbitas mudan-
ças de direção. Alguns deles, como é o caso
dos besouros, nem poderiam voar, segun-
do as teorias aerodinâmicas conhecidas
até o momento. Mas o fato é que voam, e
com isso demonstram que os especialis-
tas em aerodinâmica ainda têm muito que
aprender. Entretanto, se essas equações
não explicam o voo do besouro, determi-
nam muito bem a capacidade de sustenta-
ção das asas rígidas dos aeroplanos.
[...]
SEGREDOS DE MOLUSCOS
As conchas dos moluscos são excepcio-
Viacheslav Voloshyn/Getty Images
a. Existem dois tipos que esqueleto de sustentação presentes nos animais, o endoes-
queleto e o exoesqueleto. Pesquise o que caracteriza cada um deles e anote em
seu caderno as informações encontradas.
Equilíbrio. [...] Diz-se que o animal está em equilíbrio quando a linha de gra-
vitação (perpendicular baixada do centro de gravidade) cai dentro do plano de
sustentação, tanto estando ele em repouso como em marcha. Em caso contrário,
o equilíbrio ficou instável ou se rompeu. O centro de gravidade não é um ponto fixo,
imutável, mas varia segundo o animal esteja em movimento ou em estação. Quanto
mais próximo do solo, porém, estiver o centro de gravidade e quanto mais larga for a
base de sustentação, maior será a estabilidade de equilíbrio.
[...]
Fonte: EQUILÍBRIO. In: SOUZA, Julio Seabra Inglez (coord.). Enciclopédia agrícola brasileira. São Paulo: Edusp, 2000. v. 3. p. 68.
slowmotiongli/Istock
Esqueleto de mamífero. Esqueleto de ave.
3drenderings/Istock
3drenderings/Istock
Esqueleto de réptil.
Arte/Partners
Arte/Partners
tubo digestório bactérias mu-
tualistas que fazem a digestão
dessa celulose por eles. É o caso
da vaca, por
exemplo, que é chamada de
ruminante. Os ruminantes têm
estômago composto, formado por Percurso do alimento no estômago composto de um ruminante.
quatro cavidades.
No estômago desses animais, o alimento faz um caminho complexo: é misturado a
bactérias, volta à boca sendo novamente triturado, passa por uma câmara de fermen-
tação e, finalmente, vai para uma câmara onde é digerido pelo suco gástrico.
a. Suponha que você tente alimentar um animal carnívoro (um gato, por exemplo)
somente com vegetais. Mesmo que você consiga que ele ingira o alimento, o ani-
mal sobreviveria com essa alimentação por muito tempo? Por quê?
b. Suponha que exista uma espécie onívora (que come vegetais e animais) em uma
determinada área. Suponha também que dentro dessa população alguns indiví-
duos tenham o intestino mais curto e outros, o intestino mais longo. Agora, ima-
gine que a maioria dos animais que servem de alimento a essa espécie suma da
área. Quais indivíduos sobreviverão mais facilmente: os de intestino mais curto ou
os de intestino mais longo? Por quê?
d. Finalizando nossa história, após algumas gerações dessa espécie imaginária terem
passado pela falta de alimentos de origem animal, como seria o comprimento do
intestino da população? Por quê?
Imagine esta situação: em um grande campo natural vive uma espécie de inseto que
se locomove somente andando (não voa). Essa espécie possui uma população que
pode variar de coloração, com cores como o verde e o amarelo, entre outras. Tudo vai
bem com essa população, até que...
Um belo dia chegam tratores, caminhões e um monte de outras máquinas e começam
a escavar um imenso sistema de canais, por onde será desviado um rio da região.
E assim, em alguns meses, a área original é dividida em duas partes por canais cheios
de água. Para entender como ficou dividida a área, veja o esquema a seguir.
Arte/Partners
Área original (esquerda) e áreas separadas depois da construção dos canais (direita).
a. Qual das variedades de insetos (de cor verde ou amarela) seria menos vista pelos
predadores na área 2? Explique.
b. Quem é menos visto pelos predadores tem maior chance de sobrevivência, e, por-
tanto, tem maior chance de se reproduzir e de deixar mais descendentes. Sendo
assim, quais são as cores esperadas dos insetos na área 2? Justifique sua resposta.
Arte/Partners
Suponha agora que um novo predador se instale na área 3 e que consiga loca-
lizar os nossos insetos. Os únicos insetos que conseguem sobreviver adequa-
damente nessa área são os que possuem uma grossa carapaça na superfície do
corpo. Como serão os insetos dessa área 3 em relação à cor e à presença ou
não da carapaça?
Característica: Característica:
Área 1
Espécie:
Área 2
Espécie:
Área e
Espécie:
c. Ainda em relação ao seu cladograma, qual das espécies possui características mais
primitivas, isto é, menos transformadas?
VOCÊ SABIA?
O JOGO DA VIDA
Introdução
Os organismos podem se reproduzir seguindo dois padrões distintos. Podem fazer
reprodução assexuada, em que um indivíduo sozinho dá origem a outros, com des-
cendentes iguais a ele. Ou, ainda, podem fazer a reprodução sexuada, quando dois
indivíduos unem seu material genético, dando origem a descendentes diferentes dos
pais. Se a reprodução assexuada traz como vantagem a velocidade com que a popu-
lação aumenta de tamanho, a reprodução sexuada é vantajosa do ponto de vista da
variabilidade, pois entre indivíduos diferentes pode existir algum que sobreviva me-
lhor no ambiente.
Esta atividade, que deverá ser realizada em duplas, simula uma disputa entre duas
espécies que se reproduzem diferentemente.
Material
• 2 baralhos
Procedimento
• O objetivo do jogo é deixar o maior número de descendentes ao final de dez rodadas.
• Como preparação para o jogo, sorteia-se quem representará a reprodução assexua-
da e quem representará a espécie que reproduzirá sexuadamente. É importante que
as cartas estejam bem embaralhadas.
• A cada rodada há um ciclo de reprodução e de “catástrofe”, quando as cartas do
naipe sorteado são retiradas do jogo (“morrem”).
• Inicia-se o jogo distribuindo-se duas cartas para cada jogador, deixando-as abertas na
mesa. Caso o jogador que representa a reprodução assexuada receba cartas de dois
naipes diferentes, deverá escolher um deles para representá-lo, mantendo a outra carta
virada para baixo.
• Inicia-se a rodada com o ciclo de reprodução, que tem a seguinte regra: o jogador
que representa a reprodução assexuada receberá uma nova carta para cada uma
que possuir. Assim, no ciclo de reprodução da primeira rodada, receberá duas novas
cartas. Para não haver confusão, recomenda-se deixar as cartas recebidas viradas
para baixo, pois consideraremos que são todas do mesmo naipe da carta virada ini-
cialmente. O jogador que representa a reprodução sexuada, por outro lado, recebe-
rá uma nova carta para cada duas que possuir. Assim, no primeiro ciclo reprodutivo
receberá uma nova carta.
• Feita a reprodução, segue-se o ciclo da “catástrofe”, quando se retira uma carta do
baralho que irá “matar” todas as que forem do mesmo naipe. As cartas eliminadas
devem ser retiradas do baralho. Obviamente, se a carta sorteada for do mesmo
naipe da espécie que se reproduz assexuadamente, ele estará fora dessa rodada.
Terminada a “catástrofe”, inicia-se um novo ciclo de reprodução.
10
Total
Fazendo uma analogia com os processos de reprodução, por que existe essa regra?
e. Qual das espécies deixa um maior número de descendentes por rodada concluída
quando não é eliminada?
CONECTE-SE
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Prostock-studio/Shutterstock
3. Teremos menos pelos
A espécie humana já perdeu a maior parte do pelo de seu corpo. Se o ritmo evolutivo for
esse, então é bem possível que, ao longo do tempo, os seres humanos se tornem carecas.
Cheroyut Jankitrattanapokkin/EyeEm/ Getty Images
5. Crânios menores
Muitos cientistas afirmam que o crânio humano está no limite de seu tamanho e deverá
continuar como é ou até mesmo diminuir. Isso significa que uma cabeça maior dificultaria
o nascimento, de modo a trazer possibilidade de ferir ou até mesmo causar morte à mãe
durante o parto.
SAIBA MAIS
Livros
Vida na terra
Divulgação
Autora: Rosicler Martins Rodrigues
Editora: Moderna
Numa linguagem acessível, a autora aborda variados temas relacio-
nados à natureza e aos problemas ambientais. Assim, a evolução da
vida na Terra e a interferência do homem na natureza fazem parte
do panorama traçado na obra.
Divulgação
O QUE APRENDI
• Construa um texto explicando o que você entende por evolução e quais os mecanismos
que levam à formação de novas espécies.
9 FISIOLOGIA ANIMAL
COMPARADA
Berenika_L/Getty Imagest
CONSTRUINDO CONHECIMENTOS
RODA DE CONVERSA
O reino animal é formado por uma grande diversidade de organismos. Já foram cataloga-
das pelos cientistas mais de 1,3 milhão de espécies diferentes de animais. Por fazerem parte
do mesmo reino, todos apresentam uma série de características em comum. Mas também
apresentam diferenças que são usadas para agrupar os animais em categorias diferentes (filos
e classes, por exemplo).
Antes de começarmos a estudar como os animais realizam algumas de suas funções vitais,
vamos recordar quais são os principais filos do reino animal e os seus principais representantes.
Arte/Partners
179
Filo Exemplos
Poríferos ou Espongiários Esponja-do-mar
Cnidários ou Celenterados Água-viva, coral, hidra, anêmona-do-mar
Platelmintos Tênia, planária, esquistossomo
Arte/Partners
_____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________
Arte/Partners
• A esponja-do-mar tem boca? Como ela captura os alimentos e onde ocorre a sua
digestão?
Matauw/Getty Images
• Pesquise e explique de que forma as aranhas se alimentam.
VOCÊ SABIA?
SOLENÓGLIFA
(soleno = canal, gliphé = sulco)
Arte/Partners
Arte/Partners
da boca possui um par ou mais de dentes alongados e com sulcos,
por onde escorre veneno. Devido à posição de suas presas, aciden-
tes com humanos podem ter consequências leves, moderadas ou
graves (raramente observadas). Espécies da família Colubridae
apresentam essa forma de dentição, como as cobras-cipó (Oxybelis
fulgidus) e as falsas corais (Erythrolamprus aesculapii).
ÁGLIFA
(a = ausência, gliphé = sulco)
Dentes fixos ao maxilar, todos iguais, pequenos e ma-
ciços. Não possui presas inoculadoras de veneno. Serpen-
Arte/Partners
b. O ser humano é considerado onívoro. Isso significa que nossa dieta inclui alimen-
tos de origem animal e os de origem vegetal. Faça uma pesquisa e explique se o
nosso aproveitamento dos vegetais é tão grande quanto o dos ruminantes.
a. A atividade prática a seguir, que será feita em grupo, tem o objetivo de simular
o que ocorre na moela de uma ave granívora e compará-la com o estômago de
um mamífero.
Materiais
• 2 balões de borracha (usados em festa infantil)
• 2 a 3 copos de água de torneira
Arte/Partners
• seringa vazia, pisseta ou frasco plástico
com bico fino que possa ser usado para
colocar água nos balões
• 1 colher de chá de cascalhos pequenos
(usados em floricultura)
• 1 colher de sopa de sementes de feijão
cru, que devem ser deixadas de molho
por cerca de 2 horas na água
• tesoura
• bandeja
Procedimento
b. O que você notou em relação aos grãos de feijão que estavam no interior da
“moela” e do “estômago humano”? Explique a razão dessa diferença.
c. Agora você pode responder: qual é a função da moela na digestão das aves?
d. Qual é a função dos músculos fortes desse órgão e das pedrinhas contidas no seu
interior? Nos humanos, que órgão desempenha essa função?
Arte/Partners
As traqueias dos insetos diferem da pele (tegumento), das brânquias e dos pul-
mões porque são órgãos que levam o gás oxigênio do ambiente diretamente para as
células do corpo por meio de pequenos tubos, que também conduzem o gás carbônico
que será eliminado para o meio.
Os demais órgãos realizam as trocas entre o ambiente e o sangue, que é o responsável
pelo transporte de oxigênio e gás carbônico. Para essas trocas ocorrerem, a superfície
dos pulmões, das brânquias e da pele precisa ter algumas características adaptativas.
• Faça uma pesquisa para responder: quais são as características que um órgão preci-
sa apresentar para ser capaz de realizar trocas gasosas? Preencha o quadro com as
informações que encontrar.
Tegumento
(pele)
Brânquia
Pulmões
5 Minhocas, sapos, rãs e pererecas são animais capazes de realizar respiração cutânea,
ou seja, através da pele. Essa forma de respiração possibilita a esses animais fazerem
trocas gasosas com o ar da atmosfera, por isso conseguem viver em meio terrestre.
Mas, por outro lado, esse tipo de respiração impõe algumas limitações quanto ao tipo
de meio terrestre em que vivem. Analise as informações do quadro preenchido na
atividade anterior e responda:
• Que desvantagem esse tipo de órgão respiratório impõe aos animais com relação
aos lugares onde podem viver?
Arte/Partners
7 Nos animais vertebrados (peixes cartilaginosos, peixes ósseos, anfíbios, répteis, aves e
mamíferos), o sistema de transporte de substâncias é chamado de sistema cardiovas-
cular. Eles apresentam muitas características em comum: um líquido circulante, cha-
mado de sangue, com elementos figurados (hemácias, leucócitos, plaquetas) especia-
lizados em realizar diferentes funções; um órgão musculoso (coração), que bombeia o
sangue; e uma rede de vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares). As ilustrações a
seguir mostram a circulação em anfíbios, peixes ósseos e aves.
Arte/Partners
Arte/Partners
Peixes ósseos e
cartilaginosos
Anfíbios e répteis
Aves e mamíferos
b. Quando o sangue passa uma vez pelo coração para completar o ciclo “corpo – ór-
gão respiratório – corpo”, dizemos que a circulação é simples; quando passa duas
vezes, a circulação é dupla. Quando ocorre circulação dupla, se houver mistura de
sangue arterial e venoso no coração, dizemos que a circulação é incompleta; se
não houver mistura, a circulação é completa. Discutam qual a possível vantagem
da circulação dupla e completa sobre a circulação dupla e incompleta. Depois,
socializem suas hipóteses com os outros grupos.
c. Pesquisem a relação existente entre o tipo de circulação dupla dos animais ver-
tebrados e o fato de eles serem endotermos ou ectotermos. Elaborem um cartaz
para apresentar para a turma.
Mamíferos Ureia
Rins de um porco.
Como os porcos têm a fisiologia mais parecida com a dos humanos, eles são consi-
derados uma opção promissora como doadores, além de terem reprodução fácil, pe-
ríodo de gravidez curto e ninhadas numerosas. No entanto, os suínos são diferentes
dos humanos em aspectos imunológicos e, por isso, houve a necessidade de modifi-
car os genes dos animais para evitar uma rejeição aguda nos xenotransplantes [...].
[...]
Fonte: BOEHM, Camila. Pesquisadores da USP planejam testes para usar rim suíno em humanos. Agência Brasil.
Disponível em: [Link]
planejam-testes-para-usar-rim-suino-em-humanos. Acesso em: 4 mar. 2022.
Livros
Criaturas noturnas: os animais que vivem na escuridão dos
biomas brasileiros
Autor: Guilherme Domenichelli
Editora: Panda Books
Este livro apresenta diversos animais de hábitos noturnos que vivem
itora
nos biomas brasileiros. Nele você poderá conhecer várias espécies,
nda Books Ed
como o sapo-pipa, da Amazônia; o escorpião, da Caatinga; o logo-gua-
rá e o tatu-canastra, do Cerrado; suçuarana, do Pantanal. Além disso,
Reprodução/Pa
você vai saber mais sobre animais que facilmente encontramos nas
cidades, como o gato e a lagartixa. Embarque nessa expedição notur-
na e descubra a importância dessas espécies para a natureza!
Museus
Museu Biológico
Ele conta com uma exposição zoológica viva e permanente. Serpentes, aranhas e escor-
piões podem ser vistos em recintos que recriam seu habitat natural. Outros animais como
lagartos, peixes e insetos também fazem parte da exposição.
No Museu Biológico, grande parte dos animais são representantes da fauna brasileira e a
exposição tem como objetivo apresentar animais vistos comumente como “assustadores”
ou “nojentos” em seu contexto ambiental natural, ressaltando a importância dos dife-
rentes organismos na manutenção dos ecossistemas. Além disso, painéis e placas trazem
informações específicas sobre veneno e acidentes ocasionados por estes animais. O museu
está situado na cidade de São Paulo, no Instituto Butantan.
Museu da Amazônia
O site do museu conta com muitas informações, vídeos e galerias. Basta explorá-lo
para conhecer mais sobre o instituto e o que ele traz de tão valioso! Para acessá-lo,
solicite ao professor.
Pense em uma refeição com arroz, feijão e bife. As moléculas de amido e proteínas
presentes nesses alimentos serão digeridas pelas enzimas produzidas pelas glândulas
salivares, pelo estômago, pâncreas e intestino delgado. Os produtos finais da digestão
completa desses alimentos são a glicose e os aminoácidos, respectivamente, que serão
absorvidos pela parede do intestino delgado, alcançando a circulação sanguínea.
O sangue transportará a glicose e os aminoácidos em direção ao fígado. Na medida em
que ele circula por esse órgão, parte da glicose e dos aminoácidos vai sendo removida do san-
gue, e a ureia e o gás carbônico produzidos vão passando para o sangue. Note que o sangue,
ao circular pelos órgãos, deixa algumas substâncias e recolhe outras.
Do fígado, o sangue seguirá em direção à veia cava, para o lado direito do coração e de-
pois para os pulmões.
Nos pulmões, ocorrerá a hematose, ou seja, o sangue ficará progressivamente mais arterial
(rico em gás oxigênio) e menos venoso. Daí ele seguirá novamente para o coração, dessa vez
para o lado esquerdo, de onde será bombeado para o corpo.
O sangue que irá em direção aos sistemas do corpo está rico em gás oxigênio e ureia,
mas um pouco mais pobre em glicose e aminoácidos do que quando passou pelo intes-
tino delgado.
A ureia será removida do sangue quando ele chegar aos rins.
A circulação em todos os vertebrados, o que nos inclui, é fechada, portanto o sangue está
continuamente recolhendo substâncias e deixando outras, na medida em que passa pelos
diferentes órgãos do corpo.
• Em grupos, construam um infográfico colorido e didático em um cartaz, esquemati-
zando a circulação do sangue pelos sistemas digestório, cardiovascular, respiratório
e excretório. O que o sangue deixa e o que ele recolhe durante a passagem por
esses órgãos?
10 TEMPO E CLIMA
A3pfamily/Shutterstock
CONSTRUINDO CONHECIMENTOS
Sirisak_baokaew/Shutterstock
RODA DE CONVERSA
• Há diferenças entre tempo e clima? O que você sabe sobre esse assunto?
• Você conhece ou se preocupa com técnicas de previsões do tempo? Se sim, com qual(is)?
• O que precisamos observar para prever o tempo? Cite algumas possibilidades.
• Por que as pessoas procuram prever o tempo? Você reconhece alguma utilidade nessa
prática?
201
1 Analise a imagem.
Arte/Partners
c. Suponha que você esteja em um local sem acesso à internet, rádio, televisão ou
qualquer outra fonte de informações sobre a previsão do tempo. Seria possível
obter informações que permitissem prever as condições do tempo?
d. Entreviste pessoas que não tenham muita experiência com recursos informativos
sobre a previsão do tempo ou que vivam em áreas rurais e não utilizam recursos
digitais para saber a previsão do tempo. Procure descobrir quais são os indícios
que elas utilizam para prever o tempo. Registre, em seu caderno, as informações
coletadas e compartilhe com seus colegas o resultado da entrevista. Lembre-se de
que deve haver dados importantes sobre o entrevistado, como o nome, a idade,
onde mora ou já morou.
ATENÇÃO!
CLIMA
O Brasil é um país com grande diversidade climática. Em alguns lugares faz frio
e em outros, calor, mas, em geral, nosso clima é quente em quase todo o território.
Há três tipos de clima no país: equatorial, tropical e temperado. O clima equa-
torial abrange boa parte do país, englobando principalmente a região da Floresta
Amazônica, onde chove quase diariamente e faz muito calor. Já o clima tropical
varia de acordo com a região, mas também é quente e com chuvas menos regulares.
O Sul do Brasil é a região mais fria do país. Nela predomina o clima temperado,
que, no inverno, pode atingir temperaturas inferiores a zero grau, com ocorrência
de neve.
Atualmente vários fatores têm colaborado para as mudanças climáticas em nos-
so país e no mundo. A emissão de gases de efeito estufa por queima de combustí-
veis fósseis (dos automóveis, das indústrias, usinas termoelétricas), queimadas,
desmatamento e decomposição de lixo vem alterando o clima em nosso planeta e
causando o aquecimento global.
Partners
Fonte: Clima. Conheça o Brasil. IBGE Educa.
Disponível em: [Link] Acesso em:14 fev. 2022.
[...]
Uma estação meteorológica automática (EMA) coleta as informações meteorológicas
representativas da área em que está localizada. Ela faz isso de minuto em minuto e, a
cada hora, esses dados são disponibilizados para que possam ser transmitidos – por
telefonia celular ou por satélite – para o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET),
situado em Brasília.
As informações meteorológicas coletadas são temperatura, umidade, pressão atmos-
férica, precipitação, direção e velocidade dos ventos e radiação solar.
Os dados registrados podem ser acessados de forma gratuita e em tempo real. Para
isso, basta acessar o seguinte site [Link]
• Faça uma pesquisa para descobrir quais são os instrumentos utilizados em uma estação
meteorológica. A respeito desses instrumentos, explique seu princípio de funcionamento
e como são utilizados para prever o tempo. Registre as informações no caderno.
PREVISÃO DO TEMPO
Saiba os passos para a elaboração da previsão do tempo
A previsão do tempo está baseada,
Matauw/Shutterstock
Agricultura
Marinha
Aeronáutica
Pesca
Turismo
Arte/Partners
• recipiente cilíndrico transparente de
base plana
• garrafa PET com diâmetro igual ao
do recipiente transparente
• régua de plástico maleável ou papel
milimetrado
• cola
• estilete
Procedimento
• Corte a garrafa de plástico em toda a sua volta na extremidade superior, de modo
a fazer um funil. O diâmetro maior do funil deve ser igual ao diâmetro do fundo do
recipiente, no qual será coletada a água da chuva.
• Cole a régua de plástico ou o papel milimetrado verticalmente, por fora do recipien-
te (você pode também fazer as marcações métricas com uma caneta).
• Caso não esteja chovendo, faça duas simulações de chuva com mangueira ou rega-
dor: simule pouca e muita chuva.
• Faça a leitura, em cada simulação, da altura da coluna de água no interior do reci-
piente e registre-a em seu caderno.
VOCÊ SABIA?
EL NIÑO E LA NIÑA
Você provavelmente já ouviu esses termos em algum noticiário, não é mesmo? Eles
têm total relação com o clima, mas o que, de fato, significam?
Tanto o El Niño quanto o La Niña são expressões de língua espanhola que signifi-
cam, respectivamente, “o menino” e “a menina”. Eles são empregados para designar
algumas anomalias climáticas que acontecem no planeta.
Alguns pescadores peruanos perceberam que o aquecimento das águas do oceano
acontecia sempre na época do Natal. Por essa razão, eles escolheram esse nome em
referência ao Menino Jesus (Niño Jesus, em espanhol).
Resumindo, o El Niño é uma anomalia climática causada pelo aquecimento das
águas do Oceano Pacífico na região próxima ao Peru. Ele acontece, em média, duas
vezes a cada dez anos e dura 18 meses.
São muitas as consequências desse fenômeno. Ele altera a vida marinha no Oceano
Pacífico, provoca o aumento das chuvas na América do Sul e em parte dos Estados
Unidos, favorece a intensificação das secas no Nordeste do Brasil, além de fazer com
que ocorram fortes tempestades no meio do Oceano Pacífico, por exemplo.
Quando o El Niño acaba, geralmente surge logo em seguida a La Niña. O nome do
fenômeno é no feminino exatamente por ser o contrário do El Niño.
O La Niña também é uma anomalia climática, caracterizada por provocar o efeito
contrário do El Niño, ou seja, ela acontece porque as águas dos oceanos que estão mais
ao fundo (e mais frias) vão para a superfície e esfriam aquilo que o El Niño tinha es-
quentado. Costuma durar cerca de nove meses.
Quais são os efeitos do La Niña? Vários, entre eles: o Centro-Oeste do Brasil fica
mais frio durante um rápido período; chove em grandes proporções na região nordes-
tina brasileira; o verão fica mais frio; o Paraguai passa a ter clima seco; na Austrália,
as temperaturas se elevam e aumentam as chuvas no Caribe.
Tanto o El Niño quanto o La Niña provocam sérias consequências ao redor do mun-
do. Seus efeitos vão além dos aspectos climáticos, pois causam impacto também na
economia, já que, se chove demais ou de menos em determinada região, a agricultura
acaba sendo prejudicada.
Umidade relativa do ar
A umidade relativa do ar é um dos indicadores utilizados na meteorologia para sa-
ber como o tempo se comportará. O higrômetro é o nome do instrumento utilizado para
medir a umidade relativa do ar. As previsões do tempo, que diariamente aparecem nos
telejornais, por exemplo, são feitas com base, entre outros indicadores, na umidade re-
lativa do ar.
Ela é a relação entre a quantidade de água existente no ar (umidade absoluta) e a
quantidade máxima que poderia haver na mesma temperatura (ponto de saturação).
Essa umidade presente no ar é decorrente de uma das fases do ciclo hidrológico, o pro-
cesso de evaporação da água, ou seja, o vapor-d’água sobe para a atmosfera e se acumula
em forma de nuvens, porém uma parte desse vapor passa a compor o ar que circula na
atmosfera.
Apesar disso, o ar possui um limite até o qual ele absorve a água (ponto de satura-
ção). Abaixo do ponto de saturação, há o ponto de orvalho, que é quando a umidade se
acumula sob a forma de pequenas gotas ou neblina, e, acima dele, a água se precipita na
forma de chuva.
A umidade relativa do ar sempre varia. A temperatura, a presença ou não de florestas
ou vegetação, rios e mares são alguns dos fatores que determinam como vai se dar a
umidade.
É importante que a umidade do ar seja equilibrada, pois, caso contrário, pode ser
prejudicial. Quando está muito baixa, menos de 30%, colabora para a ocorrência de aler-
gias, asma, sinusite e outro tipos de doença. Já quando é muito alta, facilita a prolifera-
ção de fungos, mofos, ácaros e bolores.
a. Apesar de não ser facilmente visível, a umidade presente no ar pode ser detectada
facilmente. Uma situação corriqueira é aquela em que colocamos uma garrafa
de refrigerante gelada sobre a mesa e observamos que ela fica cheia de gotículas
de água em sua superfície (muitas vezes as pessoas dizem que a garrafa “sua”).
Sabendo que essa formação de gotículas de água tem relação com a umidade do
ar e com a temperatura, elabore uma explicação para esse fenômeno.
Arte/Partners
Materiais
• fio de cabelo • borrifador com água
• lápis • pedaço de cartolina
• fita adesiva • secador de cabelo
• elástico de borracha • canudo de refrigerante
Procedimento
• Usando a fita adesiva, prenda um fio de cabelo à ponta de um lápis.
• Prenda a outra ponta do fio de cabelo a um elástico de borracha, desses de prender
cédulas, e prenda a tira na outra ponta do lápis.
• Dobre um canudo de refrigerante em ângulo reto e coloque-o sob o elástico
de borracha.
Arte/Partners
Arte/Partners
do “pescoço” dela.
• Cubra a boca do vidro com
a bexiga, mantendo-a bem
esticada, amarrando-a
firmemente com o
barbante, de modo a vedar
o vidro completamente.
• Para melhorar a fixação,
pode-se passar uma fita
adesiva sobre o barbante.
• Com a fita adesiva, fixe o canudo de refrigerante no centro da superfície da bexiga.
• O conjunto deve então ser colocado ao lado de uma escala graduada, como mos-
trado na figura.
• Deixe seu barômetro em um lugar com sombra, na sala de aula ou em casa, e obser-
ve a escala durante alguns dias ensolarados e chuvosos. Registre suas observações
no caderno.
8 As nuvens não são todas iguais. Existem diferentes tipos que podem ser classificados
segundo sua forma e a altura em que se encontram. Veja a classificação utilizada in-
ternacionalmente para identificar os tipos de nuvens.
Família de
Tipo de nuvem Características
nuvens e altura
Nuvens finas, delicadas, fibrosas, formadas de
Cirrus (Ci)
cristais de gelo.
Fonte: GRIMM, Alice Marlene. Classificação de nuvens. In: GRIMM, Alice Marlene. Meteorologia Básica – Notas de Aula. Curitiba: UFPR, 1999.
Disponível em: [Link] Acesso em: 11 fev. 2022.
Arte/Partners
Classificação de nuvens.
Material
• 1 copo de plástico duro
• 4 palitos para churrasquinho
• 4 potinhos plásticos
• 2 tiras de caixa de papelão
• 1 lápis com borracha
• 1 corpo de caneta marcadora
• 1 alfinete de marcar mapas
• 1 recipiente com areia ou terra
• 1 grampeador
Arte/Partners
Arte/Partners
Utilize potinhos vazios de queijo cremoso ou de iogur-
te pequenos. Nesse caso, será necessário cortar as abas
dos potinhos.
Arte/Partners
2º Passo
Arte/Partners
3º Passo
Coloque os palitos de churrasco dentro das tiras. Você
deve inserir cada um dos quatro palitos em cada braço
da cruz, cortando a sobra do palito.
Arte/Partners
4º Passo
Grampeie um potinho em cada extremidade da cruz.
Atenção para que as bocas dos potinhos fiquem viradas
para o fundo do potinho seguinte.
5º Passo Arte/Partners
6º Passo
Passe um pouco de cola em volta do alfinete pelo lado
de baixo da cruz.
Arte/Partners
Prenda o lápis na cruz, inserindo o alfinete na borra-
cha do lápis, e aguarde a cola secar um pouco. Se for
necessário, passe um pouco mais de cola em volta da
borracha.
Arte/Partners
8º Passo
Segure o corpo da caneta marcadora no centro
do copo plástico, com a parte mais larga para cima.
Preencha o copo de areia em torno do corpo da
caneta.
Arte/Partners
9º Passo
Depois que a cola tiver secado, coloque o lápis dentro do
corpo da caneta. A cruz deve girar tendo o lápis como
eixo livre no corpo da caneta.
Arte/Partners
Seu anemômetro está pronto! Para funcionar bem, você
deve colocar o anemômetro em um lugar alto e livre
de obstáculos ao vento – como no alto de um muro de
jardim.
[...] O Reino Unido irá sediar a conferência climática da ONU COP26, onde o mundo se
reunirá para acordar ações mais ambiciosas. O novo supercomputador também fortalecerá os
recursos de supercomputação e tecnologia de dados do Reino Unido, impulsionando a inova-
ção e aumentando as habilidades de classe mundial em supercomputação, ciência de dados,
aprendizado de máquina e inteligência artificial.
O Met Office está na vanguarda da supercomputação, usando sua tecnologia atual para
impulsionar os avanços nas previsões meteorológicas. Como resultado, previsões meteoroló-
gicas detalhadas para o Reino Unido agora ocorrem a cada hora e não mais a cada 3 horas,
fornecendo atualizações cruciais e oportunas quando o tempo extremo se aproxima.
O benefício disso foi sentido recentemente: as grandes tempestades Ciara e Dennis
foram previstas com 5 dias de antecedência, permitindo que os conselhos locais e serviços
de emergência preparassem e instigassem planos de resiliência. Da mesma forma,
a Agência do Meio Ambiente usou as mais recentes projeções climáticas do Met Office no
Reino Unido, definindo possíveis cenários futuros de inundações e como o financiamento
pode ser melhor alocado.
Fonte: MOURA, Davi. Inglaterra: bilhões em meteorologia para desenvolver supercomputador. Meteored, 22 fev. 2020. [Adaptado]
Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em: 23 fev. 2022.
Livro
Os senhores do clima
Autor: Tim Flannery
Editora: Record
Divulgação
Mudanças climáticas estão ocorrendo no mundo todo, mas elas
realmente são uma ameaça? Neste livro, Tim Flannery trata da
urgente necessidade de discutir as consequências da mudança cli-
mática global, que vem arruinando o planeta e colocando em risco
a sobrevivência dos seres vivos. O autor apresenta fatos, analisa
implicações, desmistifica ideias e exemplifica como as mudanças
climáticas já afetam a Terra.
Site
Calculadora de carbono
Esta calculadora propõe uma forma simples e inovadora para estimar a parcela de
responsabilidade de cada pessoa brasileira nas emissões do país, sendo de finalidade
exclusivamente didática. Para fazer uso dela, solicite o acesso ao professor.
O QUE APRENDI
Prepare uma pesquisa que relacione o surgimento da previsão do tempo a dois importan-
tes fatores:
• O desenvolvimento dos instrumentos utilizados na meteorologia.
• Eventos catastróficos que poderiam ser evitados e que serviram de estímulo para a
criação de serviços meteorológicos.
Expresse sua opinião com a produção de um texto argumentativo com as seguintes pro-
blemáticas: a sociedade que habita as grandes cidades precisa se preocupar com o clima, com
o tempo e com as chuvas? Seria possível prevenir ou sanar os problemas climáticos e não ter
mais com o que se preocupar?
NataliaDeriabina/Istock
vgajic/Getty Images
CONSTRUINDO CONHECIMENTOS
RODA DE CONVERSA
221
1 Você sabe quais são as principais mudanças no organismo da mulher grávida e as
etapas dos desenvolvimentos embrionário e fetal?
Nesta atividade, que será realizada em grupos, você e seus colegas farão uma pesqui-
sa sobre as mudanças no organismo da mulher grávida e as principais características
do desenvolvimento embrionário ou fetal em determinado período da gravidez, in-
cluindo os cuidados que devem ser dispensados em cada trimestre.
As informações coletadas deverão ser usadas na elaboração de um seminário para a
turma. Preparem cartazes com ilustrações mostrando as transformações do embrião
ou feto semana a semana. Elaborem também um resumo do seu trabalho para os co-
legas de sua turma, que poderá ser disponibilizado para todos na internet.
O seu professor estabelecerá as regras para a formação dos grupos, a seleção do tema
e a apresentação do seminário e do resumo.
A formação da placenta
A fertilização ocorre até 48 horas depois que um óvulo é liberado do ovário em
direção a uma das tubas uterinas. A partir daí, o óvulo fecundado (zigoto) passa a se
dividir repetidamente, ao mesmo tempo em que se desloca da tuba uterina em direção
ao útero.
Cerca de cinco a oito dias depois terá se formado um blastocisto, que parece uma
“esfera oca”, formada por uma camada de células externas e uma pequena massa
celular interna mergulhada por um líquido (veja a figura).
A massa celular interna do blastocisto vai dar origem ao embrião, enquanto as cé-
lulas da parede do blastocisto vão participar da formação da placenta, do córion e do
âmnio, entre outras estruturas.
A placenta é uma estrutura que apresenta células provenientes da parede do blas-
tocisto e da parede do útero. À medida que ela se desenvolve, são formadas dobras que
se prolongam para o interior da parede do útero. Nessa região, formam-se muitos va-
sos sanguíneos de origem materna e de origem embrionária. Apesar de ficarem muito
próximos, não chega a ocorrer mistura entre os sangues da mãe e do filho, embora
eles possam realizar trocas.
O córion é a mais externa das membranas que rodeiam o embrião; a mais interna
se chama âmnio e delimita a bolsa amniótica. Essa bolsa é preenchida pelo líquido
amniótico, no qual o embrião fica imerso.
O cordão umbilical é uma estrutura que liga o feto à placenta, que se forma por
volta da quinta semana de gravidez. Dentro do cordão há três vasos sanguíneos (duas
artérias e uma veia) separados por um material gelatinoso. Ele chega a medir cerca de
55 cm e tem diâmetro entre 1 cm e 2 cm.
a. Com base na leitura do texto e das imagens, registre suas hipóteses sobre as fun-
ções que você acha que são desempenhadas pela placenta, pelo cordão umbilical
e pelo líquido amniótico.
• Com base na leitura dos textos, debata com seus colegas os cuidados que a gestan-
te deve ter em relação às diversas substâncias que ela ingere. Em seguida, elaborem,
em grupos, folhetos explicativos sobre o tema. Vocês podem elencar o que deve ser
evitado e o que é bom ser ingerido pela gestante.
Esta atividade será feita em grupos. Você e seus colegas vão entrevistar de duas a cinco
mulheres que estão no final da gravidez ou que tiveram filhos recentemente (até três
anos atrás), seguindo este roteiro de perguntas.
c. Por que é importante diagnosticar doenças logo nos primeiros dias de vida do bebê?
6 Leia, a seguir, o trecho de um texto que aborda como a gestação de qualidade está
atrelada à alimentação saudável.
Dasha Petrenko/Shutterstock
• Faça uma pesquisa sobre hábitos saudáveis de alimentação de uma gestante e elabore
um texto informativo sobre esses hábitos. Socialize os textos com os colegas, trocando-os
para leitura, conforme orientação do seu professor.
kate_sept2004/Getty Images
O leite materno protege de infecções
como diarreia, pneumonia e otite. Previ-
ne algumas doenças futuras como asma,
diabetes e obesidade. Favorece o desen-
volvimento físico, cognitivo e emocional.
O esforço que a criança faz para sugar o
leite do peito da mãe é um exercício im-
portante para a boca e para os músculos
do rosto e irá repercutir positivamente
na respiração, mastigação, deglutição,
articulação da fala e no alinhamento
dos dentes.
Porque é econômico
O leite materno é gratuito, produzido pela mãe para ser oferecido ao seu filho. As
fórmulas infantis industrializadas têm custo e podem comprometer boa parte do orça-
mento familiar. Além disso, não amamentar pode gerar gastos extras no futuro, já que
a criança não amamentada adoece mais.
c. Pesquise e registre em seu caderno quais são as campanhas voltadas para a impor-
tância da amamentação em nosso país.
8 O acompanhamento pré-natal da mulher que está grávida é fundamental para que ela
e o feto se mantenham saudáveis.
Entre os problemas mais comuns que afetam as gestantes podem ser citados o incha-
ço, as dores lombares, abdominais e laterais, a prisão de ventre, o enjoo, as manchas
na pele, as varizes e a hemorroida, a azia e o refluxo gastroesofágico, os corrimentos,
as cáries, a anemia e as infecções do trato urinário. Todos eles podem ser tratados com
medicação e/ou mudanças de alguns hábitos.
Há, no entanto, algumas doenças que precisam ser acompanhadas de perto pelo
médico porque podem causar a morte da mulher e do feto. Nessa categoria estão as
doenças metabólicas, como a pré-eclâmpsia e o diabetes gestacional.
Nesta atividade, você vai fazer uma pesquisa sobre as causas, os sintomas, as conse-
quências e o tratamento:
• da pré-eclâmpsia e do diabetes gestacional;
• de dois dos problemas mais comuns que acometem as gestantes, citados no início
do texto.
ATENÇÃO!
Social
Trabalhistas
Os direitos trabalhistas das gestantes regulamentam sua relação com o patrão ou com a
empresa na qual ela está empregada, garantindo a proteção do emprego. Enquanto estiver
grávida, é assegurada à mulher estabilidade no emprego, o que significa que ela não pode ser
dispensada do trabalho (art. 391 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo
Decreto – Lei nº- 5.452, de 1º de maio de 1943).
A gestante tem o direito de ser dispensada do horário de trabalho para a realização de,
no mínimo, seis consultas médicas e demais exames complementares. Também tem o direito de
mudar de função ou setor no seu trabalho e ser recolocada na mesma função ao término da
licença (Lei nº- 9.799, de 26 de maio de 1999, incluída na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho).
Assistencial
A gestante tem o direito de conhecer antecipadamente o hospital onde será realizado seu
parto (Lei nº- 11.634, de 27 de dezembro de 2007). No momento do trabalho de parto, parto
e pós-parto, a gestante tem direito a um acompanhante: companheiro, mãe, irmã, amiga ou
outra pessoa (Portaria nº- 2.418, de 2 de dezembro de 2005).
Educacional
Familiar
A mulher tem o direito de ser dispensada do trabalho duas vezes ao dia, por pelo menos
30 minutos, para amamentar, até o bebê completar seis meses (art. 396 da Consolidação das
Leis do Trabalho).
É admissível que os intervalos sejam unidos, para que a mulher que esteja amamentando
possa chegar uma hora mais tarde ou sair uma hora mais cedo. (art. 396 da CLT).
Fonte: DIREITOS da gestante e da puérpera. Governo de São Paulo. Disponível em: [Link]
perfil/profissional-da-saude/grupo-tecnico-de-acoes-estrategicas-gtae/saude-da-mulher/
atencao-a-gestante-e-a-puerpera-no-sus-sp/documento-da-linha-de
cuidado-da-gestante-e-da-puerpera/anexos/direitos_da_
gestante_e_da_puerpera.pdf. Acesso em: 10 maio 2022.
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Livros
Divulgação
de maternar
Autores: Deh Bastos, Glaucia Batista, Ligia Moreiras, Marcela
Tiboni, Mariana Camardelli e Annie Baracat
Editora: Fontanar
Este livro, que traz o relato de seis diferentes mulheres, mostra e
celebra a pluralidade do modo de exercer a maternidade.
Menina mãe
Divulgação
Filmes
Divulgação
Direção: Jason Reitman
Estados Unidos, 2007
De modo leve, simples e divertido, este filme aborda a gravidez
na adolescência e outros temas importantes, como as relações
familiares, a adoção e os conflitos da juventude.
Para assistir ao curta, solicite ao seu professor.
O QUE APRENDI
Com base nas informações acima, escreva em seu caderno um texto de no mínimo 20 linhas
sobre os impactos de uma gestação na adolescência e como preveni-la. Para tanto, pesquise
dados e conteúdos a respeito do tema.
12
FORÇA E INÉRCIA
• Como o foguete da imagem conseguiu subir mesmo com tanto peso em sua estrutura?
• Como conseguir ganhar na brincadeira do cabo de guerra vista na imagem?
• Pensando nas imagens apresentadas, o que mantém um corpo em movimento?
243
1 Leia o texto a seguir.
sak/Istock
Ni
ge
CopterAnan
lS
tri
maogg/Istock
pe
/Is
to
ck
Procedimento
• Tampe o copo com a carta de baralho.
• Coloque a moeda no centro da carta de baralho.
• Em pé, segure o copo firmemente com uma das mãos.
• Bata, rapidamente, com os dedos da outra mão na extremidade da carta, paralela-
mente ao plano da boca do copo, tomando cuidado para que ele não se movimente.
Com essa batida, a carta deve ser empurrada para fora do copo.
b. A que conclusões você chegou com esse experimento? Faça esse registro em
seu caderno.
• bexiga de aniversário
• barbante
• fita adesiva
• cola para cortiça ou plástico
• prego
• Faça um furo com um prego no meio da rolha de cortiça, de modo que o ar possa
passar livremente por ele.
• Cole a rolha no orifício do CD, de maneira que ela fique bem rente à sua superfície.
• Adapte a bexiga vazia na parte superior da rolha.
• Coloque o conjunto sobre uma superfície bastante lisa (uma mesa, por exemplo) e
dê alguns leves toques com os dedos no CD para colocá-lo em movimento.
• Encha a bexiga e, sem deixar o ar escapar, adapte-a na parte superior da rolha.
• Coloque o conjunto sobre uma superfície bastante lisa e solte-o a seguir, liberando
a passagem de ar.
• Enquanto o ar escapa da bexiga, dê alguns leves toques com os dedos no CD para
colocá-lo em movimento.
Em seu caderno, descreva o que aconteceu com o conjunto antes e depois de encher
a bexiga. Em seguida, explique as suas observações.
Materiais
Arte/Partners
• 1 recipiente transparente com tampa
• 1 rolha de cortiça
• 15 cm de barbante
• cola de silicone
• 1 carrinho (que deve suportar o recipiente)
Procedimento
• Faça um furo na rolha, passe uma das extremidades do barbante pelo furo e dê um nó.
• Cole a outra extremidade do barbante na parte de dentro da tampa e espere secar.
• Encha o recipiente com água, coloque a rolha e o barbante e tampe bem.
• Vire o recipiente de cabeça para baixo e verifique se a rolha fica completamente
mergulhada na água, sem bolhas de ar na tampa ou nas paredes do recipiente. Faça
alguns ajustes, se necessário.
• Coloque o recipiente em cima do carrinho e puxe-o com um barbante. Se necessá-
rio, fixe o recipiente no carrinho.
• Observe atentamente a rolha quando o carrinho começa a se mover.
• Coloque o carrinho em movimento e depois freie-o usando as mãos.
• Observe atentamente a rolha quando o carrinho começa a frear.
b. A que conclusões você chegou sobre o sentido de aplicação das forças e o sentido
da variação da velocidade? Registre-as no caderno.
VOCÊ SABIA?
FORÇA
O conceito de força na Física está relacionado ao ato de alterar o estado em que um
corpo se encontra, seja em repouso ou em movimento. Essa força está presente em nosso
cotidiano. Quando empurramos ou puxamos uma cadeira, por exemplo, aplicamos uma
força para que ela entre em movimento. Força elétrica, força magnética, força de atrito,
força peso, força centrífuga e força centrípeta são exemplos de outros tipos de força
usados na Física. A força também pode ser classificada como uma grandeza vetorial,
possuindo as seguintes características:
Arte/Partners
3 O que ocorre quando um corpo aplica uma força sobre outro corpo? Para responder,
faça o experimento proposto.
Arte/Partners
CORPOS INTERAGINDO I
Materiais
• carrinho de plástico pequeno e leve
• bexiga
• canudo
• fita adesiva
Procedimento
• Encaixe uma das extremidades do canudo na bexiga vazia, prendendo-a firmemen-
te com fita adesiva.
• Usando a fita adesiva, fixe o canudo na parte de cima do carrinho, com a outra
extremidade apontando para a traseira.
• Encha a bexiga através do canudo e tampe para o ar não escapar.
• Coloque o conjunto sobre uma superfície lisa e plana, libere a passagem do ar e
observe.
CORPOS INTERAGINDO II
Arte/Partners
Materiais
4 Que outras forças atuam sobre os corpos? Para responder, faça os experimentos
a seguir.
Arte/Partners
PARTE I
Materiais
• mola flexível
• barbante
• suporte universal com garra
• tesoura
• borracha escolar
Procedimento
• Fixe na garra do suporte uma das extremidades da mola, e na outra extremidade
aplique uma pequena força.
a. Registre suas observações no caderno.
• Pegue um pedaço de barbante de 10 cm e amarre uma extremidade na borracha
escolar e a outra na mola.
b. Registre suas observações no caderno e explique o que ocorreu.
c. Compare a força exercida pela borracha na mola com a força exercida pela mola
na borracha e explique.
• Corte o barbante.
PARTE II
Procedimento
PARTE III
Procedimento
g. Descreva e registre em seu caderno o que você observou e explique quem (ou o
que) está exercendo força sobre a borracha enquanto ela cai.
Materiais
• 1 folha de caderno
• 1 caderno
Procedimento
• Amasse a folha de papel, formando uma bolinha.
• Segure a bola de papel em uma das mãos e o caderno na outra.
a. Se você soltar esses dois objetos de uma mesma altura, ao mesmo tempo, qual
você acha que vai cair mais rapidamente? Por quê?
• Faça o teste: solte a bola de papel e o caderno de uma mesma altura ao mesmo
tempo.
b. Qual objeto atingiu o chão primeiro? Por quê?
A ação da força da gravidade é responsável, entre outras coisas, pela queda dos objetos
na superfície da Terra e por manter os planetas em órbita em torno do Sol.
Reúna-se com alguns colegas e façam uma pesquisa sobre essa força, quais são os fato-
res importantes para a sua ação e como ela se manifesta em outros planetas. Preparem
um pôster e apresentem o trabalho para a turma.
DINAMÔMETRO
sommernambuler/Shutterstockv
O dinamômetro é um dispositivo usado para medir
a intensidade da força que atua sobre um determina-
do corpo. Seu nome tem origem nas palavras gregas
dynamis (que significa “força”) e metron (que significa
“medida”).
Em uma das extremidades do dinamômetro há um
gancho que é preso a uma mola. Quando o gancho é fixa-
do em um corpo, a mola é deformada. Essa deformação é
proporcional à intensidade da força aplicada a esse corpo
e pode ser lida numa escala de graduação em sua estrutu-
ra. A unidade de medida usada é o Newton (N), que, equi-
valente à força, transmite uma aceleração de um metro
por segundo a um corpo com massa de um quilograma.
CONECTE-SE
Arte/Partners
MARÉS
O fenômeno das marés é decorrente das mudanças periódicas do nível das águas
dos oceanos e é ocasionado pela atração gravitacional exercida pela Lua e pelo Sol so-
bre elas. É o efeito da Lua sobre as marés que mais prepondera, já que ela, em relação
ao Sol, está mais próxima da Terra.
Essa mudança acontece a cada seis horas. Ao longo do dia, o nível da água sobe e
desce duas vezes. O nível mais alto da maré é chamado de preamar, já o mais baixo é
denominado maré baixa.
Essa mudança diária que acontece no nível das águas tem uma razão: a Terra gira
em torno de seu próprio eixo em 24 horas. Assim, em um único dia, qualquer lugar
da superfície terrestre terá diferentes posições em relação à Lua. As marés altas são
produzidas quando esse local está alinhado com a Lua. Já as marés baixas estão rela-
cionadas às posições intermediárias.
Arte/Partners
Já ouviu falar em maremotriz? É a energia das marés obtida por meio do aproveita- Arte/Partners
Livros
Newton e o triunfo do mecanicismo
Autores: Marco Braga, Jairo Freitas, Andréia Guerra e José
Divulgação
Cláudio Reis
Editora: Atual
Como o conhecimento científico foi construído? Este livro discute
a relação entre as ideias defendidas por Newton sobre as leis do
movimento e da gravitação universal e o estabelecimento da visão
mecanicista da Ciência, à luz de todo o contexto da época.
Site
O QUE APRENDI
13 RECURSOS NATURAIS
shaifulzamri/Getty Images
SUNG YOON JO/Getty Images
RODA DE CONVERSA
259
1 Entreviste pessoas de sua casa e auxiliares de limpeza (inclusive da escola) e pesquise
o que preferem usar na lavagem de utensílios de cozinha, roupas e pisos: sabão em
barra, em pó e/ou detergente? Por quê? Caso eles não comentem sobre a espuma,
pergunte se ela é considerada, na opinião deles, um indício de limpeza.
b. Entre os produtos citados, qual faz mais espuma: detergente, sabão em barra ou
em pó? Isso é importante na escolha do produto? Explique.
Experimento
Arte/Partners
Materiais
• vinagre branco
• solução de bicarbonato de sódio (5 g dis-
solvidos em 100 mℓ de água)
• amostras de sabão de diferentes marcas
(aproximadamente 1 g de cada em 10 mℓ
de água)
• amostras de detergente de diferentes marcas (aproximadamente 1 mℓ em 10 mℓ
de água)
• cronômetro ou relógio com marcação de segundos
• tubos de ensaio grandes
• 1 régua
• caneta para marcação em vidro
Procedimento
• Preparadas as soluções das amostras de sabões e detergentes, espere que toda a
espuma inicial tenha sido desfeita.
• Identifique os tubos. Em cada um será investigado um produto escolhido por meio
da formação de espuma, observando-se a altura que a coluna de espuma atinge,
bem como seu tempo de duração.
c. Em qual sistema a espuma dura mais tempo: sem ou com detergente? Qual pro-
duto, sabão ou detergente, apresentou espuma de maior altura e/ou pelo maior
tempo médio?
Poder de fazer
Produto Matéria-prima No ambiente
espuma
2 Forme um grupo para simulação de um debate sobre a utilização de uma nova subs-
tância na composição e na fabricação de um detergente. Cada componente do grupo
representará um membro da sociedade – o prefeito, o dono da fábrica, uma dona de
casa, um ambientalista.
DETERGENTES
[...]
As descargas indiscriminadas de detergentes nas águas levam à formação de es-
pumas, como ocorre no Rio Tietê ao longo das cidades de Santana do Parnaíba, Salto
e Pirapora do Bom Jesus. Um dos casos mais críticos de formação de espumas, talvez
no mundo inteiro, ocorre no município de Pirapora do Bom Jesus, no estado de São
Paulo, que se localiza às margens do Rio Tietê, à jusante da região metropolitana de
São Paulo, e recebe seus esgotos em grande parte sem tratamento. A existência de cor-
redeiras leva ao desprendimento de espumas que formam continuamente camadas de
pelo menos 50 cm sobre o leito do rio. Sob a ação dos ventos, a espuma, contaminada
biologicamente, se espalha sobre a cidade, impregnando-se na superfície do solo e dos
materiais, tornando-os oleosos. Há registros de toda a superfície das ruas centrais da
cidade encobertas pela espuma.
Além disso, os detergentes podem exercer efeitos tóxicos sobre os ecossistemas
aquáticos (sabe-se que exercem efeito tóxico sobre o zooplâncton, predador natural das
algas). Os testes de toxicidade têm sido mais bem desenvolvidos, e há certa tendência
em passarem a ser mais utilizados nos programas de controle de poluição.
Fonte: GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Cetesb. Mortandade dos peixes. Detergentes.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 1º abr. 2022.
3 Faça a leitura do gráfico a seguir, que trata do ciclo do gás carbono na atmosfera ao
longo das décadas de 1975 a 2020, medido no Observatório de Mauna Loa, no Havaí.
Na sequência, faça o que se pede.
Arte/Partners
a. A respeito do planeta, entre os anos de 1975 e 2020, o que esse gráfico permite
afirmar?
c. Como você pôde perceber pela leitura do segundo texto, há estudos importantes fo-
cados na questão ambiental. Escreva, em seu caderno, outras alternativas capazes de
reverter ou amenizar o efeito estufa. Para isso, faça uma pesquisa a respeito das ino-
vações científicas e o que está sendo considerado para reduzir o impacto da emissão
de gás carbônico. Anote as informações que você avaliar mais interessantes.
ATENÇÃO!
Extração de madeira.
Alexpunker/Istock
questrar” o carbono dos oceanos e da
atmosfera, os mangues são uma ver-
dadeira poupança ecológica dos países
onde eles estão. Por isso, surgiu o con-
ceito de “carbono azul”, criado pelos
ambientes costeiros.
A carcinicultura pode ocasionar, em
tais locais, redução de áreas de proteção
e de berçários de espécies autóctones/
nativas, risco de alteração de refúgios de
espécies migratórias, risco de alteração
de refúgios de aves migratórias, risco de Carcinicultura próxima ao oceano, em Java,
introdução de espécies exóticas, impacto na Indonésia.
sobre os aquíferos, entre outros.
De modo geral, a atividade de recursos naturais é constituída pelos seguintes
subgrupos:
Manejo em
ecossistemas Atividade de manejo de fauna exótica e criadouro de fauna silvestre
terrestres
Aquicultura Manejo de recursos aquáticos vivos
POLUIÇÃO DO SOLO
O solo atua frequentemente como um “filtro”, tendo a capacidade de depuração e
imobilizando grande parte das impurezas nele depositadas. No entanto, essa capacida-
de é limitada, podendo ocorrer alteração da qualidade do solo, devido ao efeito cumu-
lativo da deposição de poluentes atmosféricos, à aplicação de defensivos agrícolas e
fertilizantes, e à deposição de resíduos sólidos industriais, urbanos, materiais tóxicos
e radioativos.
O tema poluição do solo vem, cada vez mais, se tornando motivo de preocupação
para a sociedade e para as autoridades, devido não só aos aspectos de proteção à saúde
pública e ao meio ambiente, mas também pela publicidade dada aos relatos de episó-
dios críticos de poluição por todo o mundo.
Apesar dessa realidade,
Tuayai/Istock
a poluição do solo ainda não
foi plenamente discutida e
ainda não existe um consen-
so entre os pesquisadores de
quais seriam as melhores for-
mas de abordagem da ques-
tão. Além das dificuldades
técnicas, a questão política se
reveste de grande importân-
cia, pois, se não for adequa-
damente conduzido, o con- Efeitos da deposição inadequada de produtos químicos e
metais pesados no solo.
trole da poluição ficará muito
prejudicado e terá consequências irreversíveis para a ciclagem de nutrientes (ciclo do
carbono, nitrogênio, fósforo) na natureza e o ciclo da água, prejudicando a produção de
alimentos de origem vegetal e animal.
Historicamente, o solo tem sido utilizado por gerações como receptor de substâncias
resultantes da atividade humana. Com o aparecimento dos processos de transforma-
ção em grande escala a partir da Revolução Industrial, a liberação descontrolada de
poluentes para o ambiente e sua consequente acumulação no solo e nos sedimentos
sofreu uma mudança drástica de forma e de intensidade, explicada pelo uso intensivo
dos recursos naturais e dos resíduos gerados pelo aumento das atividades urbanas,
industriais e agrícolas.
Essa utilização do solo como receptor de poluentes pode se dar localmente por um
depósito de resíduos; por uma área de estocagem ou processamento de produtos quí-
micos; por disposição de resíduos e efluentes, por algum vazamento ou derramamento;
b. Em grupos, façam uma lista de possíveis fontes poluidoras do solo que podem ser
encontradas perto de sua escola. Compartilhem a lista produzida por seu grupo
com a turma e construam uma lista geral com todas as possíveis fontes poluidoras
apontadas.
c. Faça uma pesquisa para descobrir quais são os possíveis destinos dados aos resí-
duos sólidos (lixos doméstico e industrial). Quais desses destinos são mais adequa-
dos ambientalmente? Justifique sua resposta.
VOCÊ SABIA?
Poluentes atmosféricos
Os poluentes atmosféricos são algumas das substâncias presentes no ar que
respiramos. Esses poluentes, que estão presentes principalmente em cidades mais
industrializadas, podem ser originados de atividades naturais ou antrópicas e são
classificados em dois tipos.
Poluentes primários são lançados diretamente pelas fontes de emissão, como
o dióxido de enxofre (SO2), o ácido sulfídrico (H2S), os óxidos de nitrogênio (NOx),
a amônia (NH3), o monóxido de carbono (CO), o dióxido de carbono (CO2), o metano
(CH4), a fuligem e os aldeídos.
Poluentes secundários são formados na atmosfera por meio de reações químicas
entre os poluentes primários, com destaque para o peróxido de hidrogênio (H2O2),
o ácido sulfúrico (H2SO4), o ácido nítrico (HNO3), o trióxido de enxofre (SO3), os nitra-
tos (NO-3), os sulfatos (SO4-2) e o ozônio (O3).
7 Os gráficos a seguir, baseados em uma pesquisa feita pelo Ibope, em 2018, apre-
sentam dados sobre o nível da população brasileira em relação à questão ambiental.
Observe-os e faça o que se pede.
b. Segundo um dos gráficos, 39% dos brasileiros não separam o lixo orgânico do
reciclável. Qual o impacto desse comportamento para o meio ambiente?
c. A pesquisa aponta que 81% da população do país sabe pouco ou nada sobre coo-
perativas de reciclagem. Faça uma pesquisa a respeito dessas instituições, sobre
sua importância socioambiental e todos os dados que achar pertinentes. Em seu
caderno, escreva um texto com essas informações como se você fosse instruir al-
guém que desconhece a existência dessas cooperativas. Não se esqueça de anotar
também as fontes consultadas.
8 Qual é o melhor destino para o lixo orgânico? Para responder a essa pergunta, faça o
experimento a seguir.
Arte/Partners
Materiais
• 3 garrafas PET transparentes
• terra
• água
• lixo orgânico
9 O Brasil produz 4 mil toneladas de lixo eletrônico por hora. Esses materiais, quando des-
cartados no lixo comum, podem provocar sérias contaminações ambientais por causa
dos metais usados na sua fabricação. Leia o texto e depois responda às perguntas.
Descarte
O descarte incorreto de lixo eletrônico é considerado um problema, pois os compo-
nentes químicos podem ser prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana.
c. Caso o descarte não ocorra de maneira adequada, como você argumentaria para
convencer seus familiares a descartar o lixo eletrônico da maneira mais correta possível?
Além do lixo eletrônico, assunto muito amplo que merece toda a atenção das autoridades
e da sociedade civil, há outro ponto fundamental que diz respeito à saúde e ao meio ambien-
te: o saneamento básico.
VOCÊ SABIA?
Marcus Lindstrom/Istock
De acordo com pesquisa
realizada pela Confedera-
ção Nacional da Indústria
(CNI), [...] toda a popula-
ção do país só será atendi-
da com água encanada em
2043 e com acesso à rede de
esgoto somente em 2054.
[...]
Ampliar o atendimento
dos serviços de água e sa-
neamento representa ga- Local sem saneamento básico. Atualmente, apenas 53% da
população brasileira têm acesso a redes de coleta de esgoto.
nhos diretos em termos de
saúde, tais como: queda da mortalidade infantil, redução da incidência de doenças de
veiculação hídrica (diarreia, vômitos) e, como consequência, diminuição dos custos
com saúde (menor volume de gastos com médicos, internações e medicamentos).
[...]
Atualmente, mais de um bilhão de pessoas no mundo não possuem acesso a ba-
nheiro. A consequência da falta de saneamento acarreta em cerca de um milhão de
mortes por ano em todo o mundo, vítimas de doenças relacionadas com o contato
direto a fezes humanas ou esgoto a céu aberto.
A disponibilidade adequada de água e a coleta e tratamento de esgoto também têm
papel fundamental na redução de diarreias, prematuridade e doenças causadas pelo
mosquito Aedes aegypti.
Além dos benefícios para a saúde da população, a disponibilidade de saneamento
em uma rua ou região agrega valor aos imóveis de até 20%, impulsionado pela percep-
ção de melhoria da qualidade de vida.
[...]
Fonte: ENTENDA a realidade do saneamento básico no Brasil. CNI/Agência de Notícias da Indústria.
Disponível em: [Link] Acesso em: 4 abr. 2022.
FJAH/Shutterstock
tilizar tudo o que for possível
é umas das atitudes mais im-
portantes para quem pretende
construir um futuro sustentável.
Outra atitude fundamental
é buscar fontes de energia lim-
pas e renováveis, que diminuam
nossa dependência atual e mini-
mizem os impactos ambientais
dos combustíveis fósseis.
Agora imagine um projeto de pesquisa que una essas duas frentes de atuação e ainda
resolva um problemão de uma parcela considerável da população brasileira, impactada dire-
tamente pela alta no preço dos combustíveis.
Essa é a história do fogão solar criado pelo engenheiro Mário César de Oliveira Spinelli,
sob orientação do professor Luiz Guilherme Meira de Souza, nos laboratórios da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Produzida a partir de resíduos como chapas de madeira, metal e espelhos, a invenção é
capaz de transformar os potentes raios de sol do Nordeste em calor suficiente para cozinhar
e assar alimentos.
Testado pelos pesquisadores, o fogão teve uma excelente performance e assou um bolo
em apenas 20 minutos a mais do que nos fornos convencionais. Isso com custo zero de gás
ou energia, sempre bom destacar.
Avaliado em aproximadamente R$ 150, segundo Spinelli, o fogão solar é uma excelente
ideia e pode indicar um caminho para superar a crise que vem levando milhões de brasileiros
de volta aos tempos do fogão de lenha.
A equipe envolvida busca agora fontes de financiamento e o apoio de governos e organi-
zações para aprofundar as pesquisas e viabilizar o projeto em larga escala.
Fonte: PRODUZIDO com sucata, fogão solar brasileiro dispensa botijão. Recicla Sampa.
Disponível em: [Link] Fonte do estudo sobre o
fogão solar: [Link] Acessos em: 6 abr. 2022.
Livro
Divulgação
Na escola, todos concordam que uma empresa grande pode ajudar
muito o desenvolvimento de uma pequena cidade, trazendo empre-
gos e benefícios. Mas, apesar disso, também todos concordam que
a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente não podem
ficar em segundo plano. Será que é possível conciliar tudo isso?
É exatamente essa a ideia central deste livro, afinal de contas,
o desenvolvimento sustentável é um tema atual e urgente.
Vídeo
O QUE APRENDI
• “Pensar globalmente, agir localmente.” Essa frase tem sido muito utilizada para deixar
clara uma preocupação cada vez mais presente: como cada um de nós pode contribuir
para diminuir o impacto humano no ambiente? A maior parte do impacto sobre a natu-
reza é causada por nós, cidadãos comuns do planeta.
• Você entendeu durante esta unidade a importância da prática da regra dos 3 Rs?
A regra dos 3 Rs significa: Reduzir; Reutilizar e Reciclar. Cada um de nós é responsável
pela emissão de uma parcela de CO2 e outros gases poluentes enviados para a atmos-
fera, pois consumimos produtos industrializados e usamos carros ou ônibus para nos
locomovermos.
Escreva, em seu caderno, uma lista de comportamentos que podem colaborar para que
você, como cidadão, possa fazer a sua parte em prol do meio ambiente. Não se esqueça de
colocar essas atitudes em prática!
ento Movimento
Movim do aprender
7o ANO • Movim
9o ANO • Movimento
6o ANO
do aprender
DAMENTA
S DA NCIAS DCIÊNCIAS
A
UN L
CIÊNCIATURCEIÊ
M
NDA ENTA
6
F
A ATUREºZA DA
ENSINO
FU
• Movim
Z CºIÊ
NATUREZANNCIAS DA 7
L
O
NDAMENT
ENSIN
NA N FU A
8
ento do apr
ano
L
º
ATUREZ
ENSIN
NDAMEN
A
ento
FU T
ano O
9º AL
do aprende
N
do apre
ENSI
ano
ender | CIÊNC
nder |
ano
r | CIÊNCIAS DA
CIÊNCIA
IAS DA
S DA NA
NATUREZA
NAT
TUREZA
UREZA
ISBN 978-65-5938-385-6