Legislação Empresarial
Slide 05 – Direito Civil.
Direito Civil
• O direito civil é o ramo do direito privado em que se encontram
as normas que regulam a relação entre particulares,
concentrando praticamente todos os principais institutos sociais,
como o contrato, as obrigações, a propriedade, os bens e as
pessoas.
• O Código Civil promulgado em 2002 classificou os temas inerentes
ao direito civil da seguinte forma:
• uma parte geral que trouxe o regulamento sobre pessoas, bens, fatos; e
• uma parte especial tratando das obrigações dos contratos, das empresas,
dos direitos reais, da sucessão e do direito de família.
Das Pessoas
• Personalidade Jurídica
• aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações.
• Pessoa Física x Pessoa Jurídica
Pessoa Física
• A pessoa física ou natural é sujeito de direitos e obrigações, e
para ser considerada como tanto, basta que ela exista. Existindo,
todo homem e toda mulher é dotado de personalidade, isto é,
tem aptidão para figurar em uma relação jurídica, e pode adquirir
direitos e contrair obrigações.
Pessoa Física
• Antes do nascimento, não há personalidade, mas a lei, todavia,
resguarda direitos para os seres de vida intrauterina se estes
vierem a nascer com vida.
• Dessa forma, o direito brasileiro protege os direitos do chamado
nascituro, o ser concebido, ainda não nascido e com vida
intrauterina.
Capacidade Jurídica
• Como vimos, a pessoa ao nascer adquire personalidade jurídica
podendo ser sujeito de uma relação jurídica, no entanto ela não
pode realizar pessoalmente os atos.
• O exercício dos atos civis pela própria pessoa só será possível
quando ela adquirir a plenitude de consciência e de vontade,
conferindo a ela a capacidade jurídica plena.
Capacidade Jurídica
• A capacidade jurídica é a medida da personalidade e é graduada
conforme o grau de desenvolvimento de consciência que pode
variar ou pela idade ou pelo desenvolvimento mental da pessoa.
• A capacidade plena civil (maioridade civil) de acordo com o
Código Civil de 2002 foi equiparada à maioridade penal e
acontece aos 18 anos completos, antes era aos 21 anos.
Capacidade Jurídica
• Dessa forma, há pessoas que são considerados por lei,
absolutamente ou relativamente incapazes.
• A incapacidade é a restrição legal ao exercício de atos da vida
civil. A pessoa pode ser privada totalmente ou parcialmente, de
modo a proteger o incapaz de uma deficiência juridicamente
apreciável. Tanto a incapacidade absoluta quanto a relativa são
supridas pela representação e pela assistência, respectivamente.
Capacidade Jurídica
• O incapaz absoluto, no entanto, não participa do ato jurídico,
sendo praticado somente pelo representante ou tutor.
• Enquanto que na assistência, ele é quem pratica o ato, com o
acompanhamento de quem o tutela, no caso, o curador.
Capacidade Jurídica
• Para definir são adotados os critérios etário e de vontade. Nesse
sentido dispõe os artigos 3º e 4º:
• Art. 3 o São ABSOLUTAMENTE INCAPAZES de exercer pessoalmente
os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos.
Capacidade Jurídica
• Art. 4 o São INCAPAZES, RELATIVAMENTE a certos atos ou à maneira
de os exercer:
• I – os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
• II – os ébrios habituais e os viciados em tóxico;
• III – aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem
exprimir sua vontade;
• IV – Os pródigos. – Nesse caso, podem praticar, validamente e sem
assistência atos que não envolvam a administração direta de seus bens.
• Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por
legislação especial.
Capacidade Jurídica
• Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando
a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida
civil.
Capacidade Jurídica
• É possível antecipar a plenitude da capacidade para os
relativamente incapazes. A esta antecipação da plenitude civil o
direito denomina de emancipação. Com a emancipação, ocorre a
aquisição da plenitude da capacidade antes dos 18 anos,
habilitando o indivíduo para todos os atos da vida civil.
Capacidade Jurídica
• Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a
pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.
• Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
• I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante
instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por
sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;
• II - pelo casamento;
• III - pelo exercício de emprego público efetivo;
• IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;
• V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de
emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos
tenha economia própria.
Capacidade Jurídica
• Com base no artigo 5Q supramencionado a emancipação pode ser
classificada em três tipos:
• Voluntária - concedida pelos pais (art. 5Q parágrafo único, inciso I, 1 parte
do Código Civil).
• Judicial - por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 16 anos
completos (art. 5Q parágrafo único, inciso I, 2 parte do Código Civil).
• Legal (demais incisos do art. 5Q parágrafo único) que se dá pelo casamento,
pelo exercício de emprego público efetivo, pela formatura em grau
superior e pelo estabelecimento civil ou comercial com economia própria
do indivíduo.
Domicílio
• A pessoa física ou natural deve ser localizada para que possa
responder sobre os atos praticados, a este local onde vai ser
localizada denominamos de domicílio, que pode ser conceituado
como sede jurídica da pessoa, onde ela se presume presente para
efeitos de direito.
• É o lugar pré-fixado pela lei onde a pessoa presumivelmente se
encontra. É o local onde a pessoa fixa a sua residência com ânimo
definitivo, transformando-o em centro da sua vida jurídica.
Domicílio
• O conceito de residência está inserido dentro do conceito de
domicílio, a residência é uma situação de fato, já o domicílio é a
reunião deste fato com a vontade da pessoa física indicar aquele
local com domicílio definitivo.
Domicílio
• No entanto, existem pessoas em que essa determinação do domicílio
apresenta certas peculiaridades, cabendo ao direito fixar as regras para o seu
reconhecimento, vejamos:
• Pessoas com várias residências onde alternativamente vivam ou com vários centros de
ocupação habitual, o domicílio é qualquer um deles;
• Pessoas sem residência habitual, nem ponto central de negócios (Ex.: circenses) o
domicílio é o lugar onde for encontrado;
• dos incapazes, o domicílio é o dos seus representantes;
• da mulher casada e do homem casado, o domicílio do marido ou da mulher;
• do funcionário público, o lugar onde exerce suas funções, não temporárias;
• do militar, o do lugar onde serve;
• dos oficiais e tripulantes da marinha mercante, o do lugar onde o navio está
matriculado;
• do preso, o do lugar onde cumpre a sentença;
• das pessoas jurídicas, a sede ou a filial, para os atos al praticados.
Extinção da Personalidade Jurídica
• A extinção da personalidade jurídica ocorre com a morte real ou física.
• Quando a morte acontece por causas naturais e o corpo está presente
para exames para indicar a morte, a situação tramita com certa
tranquilidade, no entanto, em diversas situações isto não ocorre, razão
pela qual algumas situações são reguladas diferentemente pelo direito.
• Morte violenta - é exigido um exame de necropsia para determinar as suas causas.
• Morte presumida - nos casos em que não for localizado o corpo, o Código Civil
traz um regulamento próprio, ocorre quando há indícios veementes da morte
(morte presumida sem declaração de ausência) ou a pessoa desaparece do seu
domicílio ou deixa de dar notícias por longo período de tempo (morte presumida
com declaração de ausência). A morte presumida, sem decretação de ausência,
pode ocorrer quando for extremamente provável a morte de quem estava em
perigo de vida ou se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não
for encontrado até dois anos após o término da guerra.
Extinção da Personalidade Jurídica
• A existência da pessoa natural termina com a morte e diversas consequências
resultam desse fato:
• a extinção do poder familiar,
• a dissolução do casamento,
• extinção dos contratos pessoais
• e, principalmente, a extinção das obrigações.
Pessoa Jurídica
• As pessoas jurídicas são criadas através do ato constitutivo, que pode ser o contrato
social ou o estatuto social.
• O contrato social é usado para empresas e parcerias simples. Advogados o criam e ele
possui regras específicas, sendo mais simples do que o estatuto social.
• O estatuto social é um documento usado para criar fundações e associações. É mais
detalhado e envolve mais passos para ser criado. Ele ajuda a definir as regras internas da
organização que está sendo criada e possibilita a realização de reuniões e votações entre
os membros.
• É essencial notar que a pessoa jurídica só se torna reconhecida legalmente após seu
registro em cartório.
Sociedade não personificada
• Uma sociedade não personificada ocorre quando, ao criar uma pessoa jurídica,
não foram seguidos todos os passos necessários. Dessa forma, ela não adquiriu
personalidade jurídica e não é reconhecida perante a lei. Quando ocorre a
“não personificação “, a pessoa jurídica continua tendo obrigações legais, mas
não possui acesso à proteção da lei, como a separação financeira das pessoas
que a criaram.
• Exemplo: Dois amigos decidem abrir um bar. Entretanto, eles não seguem todas as
regras, como o registro em cartório. Embora ainda tenham que pagar imposto
sobre seus lucros, a lei não daria amparo para a separação financeira dos sócios.
• As companhias com personalidade própria, como as sociedades anônimas (S.A.
), têm um aspecto mais formal e institucional. Isso significa que elas são
tratadas como entidades separadas das pessoas que as possuem ou
administram.
Administração da Pessoa Jurídica
• A administração de uma pessoa jurídica pode ser realizada por um sócio ou
até por alguém que não esteja entre os proprietários, conforme o Artigo 997
do Código Civil. Essa pessoa deve agir dentro dos limites de suas
responsabilidades administrativas.
• O Artigo 48 desta lei trata da administração coletiva. As decisões são tomadas
seguindo o que a maioria decide, mas é permitido questionar decisões
contrárias à lei em um período de até três anos.
• Quando não há gestão adequada, a lei também tem uma regra para isso.
Neste caso, de acordo com o Artigo 49 do Código Civil, uma administração
temporária é nomeada, e um juiz pode designar alguém para gerir o negócio.
Responsabilidade da pessoa jurídica
• A Constituição prevê dois tipos de responsabilidade:
a) Do Governo (União, Estados, Municípios etc.) ao prestar serviços públicos,
baseada em nexo de causa e efeito;
b) Da pessoa que causa o dano, perante a Administração ou empregador, baseada
em culpa ou intenção.
Responsabilidade da pessoa jurídica
• Responsabilidade civil é quando um dano ocorre a bens de outra pessoa por
culpa, intenção ou ações simples, e isso deve ser reparado.
• A responsabilidade civil busca corrigir danos, restaurando o equilíbrio na
sociedade. Isso cria segurança para as pessoas.
Responsabilidade da pessoa jurídica
• Quando falamos da responsabilidade dos sócios em uma empresa, é como
amigos em um projeto. Se algo der errado, eles compartilham a
responsabilidade. Isso é a responsabilidade compartilhada (solidária).
• Olhando para fora da empresa, quando a empresa deve algo, a
responsabilidade dos sócios é diferente. A empresa paga primeiro. Só os sócios
ajudam se a empresa não puder pagar. Isso é a responsabilidade secundária
(subsidiária).
• A empresa age dentro e fora. Lida com o governo e outras empresas.
Internamente, com pessoas no negócio, como os sócios. Funciona dentro e
fora, cada um com suas regras.
Responsabilidade da pessoa jurídica
• A pessoa jurídica de direito público, por exemplo, um órgão do governo,
segue o princípio de que o Estado é responsável pelos danos causados por suas
ações.
• Há também situações em que os representantes do governo causam prejuízos,
e a entidade é responsável por corrigi-los. Isso inclui casos em que registros
inadequados ou incorretos feitos por seus representantes têm resultados
negativos.
Extinção da pessoa jurídica
• Existem algumas maneiras de extinguir uma pessoa jurídica.
• A primeira é a forma convencional, quando seus membros concordam em encerrá-
la.
• Já a administrativa ocorre quando uma empresa não cumpre sua finalidade e
necessita de aprovação do governo para operar. Nesse caso, o governo pode
encerrar a empresa.
• Outra maneira é a extinção judicial, que ocorre quando os sócios não concordam
sobre encerrar ou não a empresa. Com isto, é apresentada uma ação legal para
que a companhia seja dissolvida.
• Também existe a extinção natural, que acontece quando todos os membros da
empresa falecem.
Extinção da pessoa jurídica
• E quais são os procedimentos para extinção? Esses procedimentos variam de
acordo com o caso.
• Uma empresa só pode ser fechada depois de pagar todas as dívidas que têm
com as instituições a quem deve dinheiro. No direito, essas pessoas são
denominadas credores.
• Após quitar todas as dívidas, cria-se um documento chamado “distrato”, que é
registrado em um cartório ou junta comercial para oficializar o cancelamento
do registro da empresa.
Atividades de Fixação
Atividades de Fixação
1. Defina o que é o Direito Civil.
2. Disserte sobre o que é uma pessoa física e uma pessoa jurídica.
3. Relate o que é capacidade jurídica, esclarecendo em que
condições as pessoas podem ser consideradas parcial ou
totalmente incapazes, e como as pessoas podem ser
emancipadas.
4. Defina domicílio e qual a diferença dela para residência.
5. Esclareça o que é e em que situação se considera findada a
personalidade de uma pessoa física e das pessoas jurídicas.
Por hoje, é só.