IDADE MÉDIA
PROF. NATÁLIA
ÍNDICE
01 ALTA IDADE MÉDIA 02 BAIXA IDADE MÉDIA
– Os Reinos Germânicos – Crise do feudalismo.
– O Reino Cristão dos Francos – As cruzadas e a expansão das sociedades cristãs.
– A Igreja e o Sacro Império – O ressurgimento urbano na Europa.
– O Sistema Feudal – O renascimento comercial europeu.
– O Império Bizantino – A formação das monarquias nacionais europeias.
– A cultura medieval.
– Os Árabes e o Islamismo
– Peste Negra.
Idade Média
Alta Idade Média
•ATUALMENTE OS HISTORIADORES, QUESTIONAM ESSA VISÃO NEGATIVA
DOS HUMANISTAS.
•O HISTORIADOR FRANCÊS JACQUES LE GOFF, PROPÓS UMA NOVA
PERIODIZAÇÃO PARA A IDADE MÉDIA , A “LONGA IDADE MÉDIA”. PARA
ELE OS ASPECTOS QUE CARACTERIZAM ESSA “LONGA IDADE MÉDIA” SÃO;
•HEGEMONIA DO CRISTIANISMO ( CRENÇA NA LUTA ENTRE DEUS E O
DIABO).
• A EXISTÊNCIA DE 3 GRUPOS ; SACERDOTES, GUERREIROS E CAMPONESES).
• DIVISÃO EM DUAS; ALTA IDADE MÉDIA E BAIXA IDADE MÉDIA.
AS MIGRAÇÕES E INVASÕES
BÁRBARAS;
GERMÂNICOS:
Os povos germanos se instalaram nas terras antes pertencentes ao Império Romano do
Ocidente e fundaram vários reinos independentes entre eles;
REINOS GERMÂNICOS:
•O Reino dos Anglo-Saxões, o Reino dos Suevos, o Reino dos Visigodos, o Reino da
Burgúndia, o Reino Ostrogodo, o Reino Vândalo e o Reino Franco.
REINOS GERMÂNICOS:
BÁRBAROS
"A palavra bárbaro surgiu no idioma grego para referir-se a
todos os povos que não falavam o idioma grego e não
partilhavam da mesma cultura e forma de organização social e
política dos gregos." FRANCOS
"Os germânicos, em geral, eram seminômades e viviam do
pastoreio e agricultura, praticando também o comércio VISIGODOS
vendendo escravizados, âmbar e outros tipos de mercadoria
e adquirindo objetos como vidro e metais, por exemplo. Os
germânicos tinham uma organização tribal e patriarcal que
VÂNDALOS
determinava que o líder seria o chefe militar, o guerreiro mais
poderoso HÉRULOS
OS FRANCOS;
•A ALIANÇA DOS REIS FRANCOS COM A IGREJA
CATÓLICA.
•DINASTIA MEROVÍGIA
•DINASTIA CAROLÍNGIA.
DINASTIA MEROVÍNGIA E
CAROLÍNGIA
CAROLÍNGIA
MEROVIGIA •O papa Zacarias interessado no poderio dos
Francos, reconheceu Pepino como rei, em
CLÓVIS É O PRIMEIRO DA DINASTIA (481- troca pediu ajuda militar para contra os
511); bizantinos e os lombardos
•Conquistou terras dos burgúndios e dos Visigodos,
para contar com a força dos burgúndios casou-se • 756 pepino dou doaram parte das terras
com Clotilde. conquistadas a Igreja. ( Patrimônio de São
Pedro).
•O sucesso do expansionismo franco, está ligado á
aliança do rei Clóvis com a Igreja cristã. Em 496 A DINASTIA CAROLÍNGIA, é em
ele se converte ao cristianismo. homenagem a Carlos,
O principal representante foi Carlos Magno.
• Os reis indolentes prefeito do palácio;
Carlos Martel
• 732, Pepino o breve deu um golpe no rei e
VASSALAGEM
CARLOS MAGNO, DURANTE A EXPANSÃO MILITAR, ADOTOU UM
ANTIGO COSTUME GERMÂNICO DE DOAR TERRAS AOS NOBRES QUE
LUTAVAM COM ELE.
EM TROCA , ESSES NOBRES TORNA-SE SEUS VASSALOS, ISTO É SE
LIGAVAM A ELE POR LAÇOS DE DEPENDENCIA E FIDELIDADE.
ESSA RELAÇÃO ENTRE NOBRES RECEBE O NOME DE VASSALAGEM;
PARA MELHOR ADMINISTRAR, CARLOS MAGNO DIVIDIU AS
PROVÍNCIAS EM;
DUCADO, MARCA E CONDADO.
RENASCIMENTO
CAROLÍNGIO;
CARLOS MAGNO VALORIZOU A EDUCAÇÃO E O
CONHECIMENTO;
•ESCOLA DOS CONVENTOS
•ESCOLA NO PALÁCIO
REUNIU EM SUA CORTE ESTUDIOSOS DE DIFERENTES
PARTES DA EUROPA.
MONGE COPISTAS.
TRATADO DE VERDUM 843;
ACORDO DE PAZ, DIVIDIU O IMPÉRIO CAROLÍNGIO EM
TRÊS PARTES.
O NASCIMENTO DO
OCIDENTE MEDIEVAL;
Segundo o Historiador brasileiro Hilário franco Jr., o
Ocidente Medieval nasceu da conjunção de três fatores
que se influenciaram mutuamente ao longo dos séculos;
heranças romanas, as heranças germânicas e o
cristianismo.
Colonato
Comitatus
Cristianismo
FEUDALISMO
•A economia feudal era agrária e de
subsistência.
•A sociedade feudal era estamental, e só
existiam o clero (responsável pela parte
religiosa e com muitos privilégios e influência);
a nobreza (reis com pouco poder e senhores
feudais); e os servos (trabalhadores que
podiam usufruir da terra dos senhores, desde
que pagando impostos e prestando serviços),
com pouca mobilidade social.
•A concessão das terras no feudalismo se dava
do rei para os senhores, dos senhores para
outros com menor poder (cavaleiros) e depois
para os servos, que pagavam altos impostos e
tinham obrigações com seu senhorio.
FEUDALISMO
•SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO ECONÔMICA, SOCIAL E
POLÍTICA BASEADO NOS LAÇOS DE FIDELIDADE E
DEPENDÊNCIA ENTRE SUSERANO E VASSALO.
• FEUDO palavra germânica que significa “bem de
importância”.
•As relações de suserania e vassalagem, ocorria durante uma
cerimônia chamada de Homenagem;
• O poder político FRAGMENTADO
•Características do sistema feudal; produção voltada para
subsistência e forte cristianismo.
É UMA SOCIEDADE ESTAMENTAL, COM RÍGIDA
DIVISÃO SOCIAL;
BAIXA IDADE MÉDIA
A crise do feudalismo Renascimento urbano
As Cruzadas Peste negra
Renascimento comercial
•A crise do feudalismo teve relação com as Cruzadas, que abriram caminhos
para o comércio; com a Peste Negra; e com posterior crescimento demográfico e
surgimento da burguesia, uma nova classe social que promoveu uma revolução,
acabando com o feudalismo e com a Idade Média e inaugurando o renascimento
e a Idade Moderna.
A imagem mostra dois homens frente a frente: um que quer servir e o outro que aceita, ou deseja, ser chefe. O primeiro une
as mãos e, assim juntas, coloca-as nas mãos do segundo.
BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. Lisboa: Edições 70, 1982, p.170. Adaptado.
As afirmações a seguir sobre o sistema de vassalagem vigente na sociedade feudal da Europa Ocidental estão corretas, à exceção
de uma. Assinale-a.
A) Refere-se a uma modalidade de relação política regional, pautada no assujeitamento de homens não livres pela nobreza.
B) Caracteriza-se por instaurar vínculos pessoais de dependência e proteção entre indivíduos econômica e politicamente influentes.
C) Relaciona-se ao rito da investidura quando, após o juramento de lealdade, o vassalo recebe um objeto que simboliza o acesso a
terras.
D) Trata-se de vínculos recíprocos e desiguais estabelecidos em uma cerimônia de homenagem, na qual um homem se coloca
simbolicamente a serviço de outro.
E) Trata-se do estabelecimento voluntário de relações político-militares complementares e assimétricas entre membros da nobreza.
Considerando a historiografia existente sobre a História Medieval, a sociedade era
estamental, ou seja, a posição de cada indivíduo na sociedade era determinada pelo
nascimento ou pela função que exercia, sendo também denominada sociedade de “ordens”
e sendo dividida em:
A) Clientes – nobreza – clero.
B) Escravos – nobreza – sacerdotes.
C) Servos – militares – clero.
D) Plebeus – militares – sacerdotes.
E) Servos – clero – nobreza.
03. No sistema feudal, havia duas tradições possíveis dentro da organização estrutural de um
feudo. Essas tradições eram o comitatus e o colonatus. Sobre o colonato, é correto dizer que:
A )O proprietário de terras mantinha seus colonos escravizados, em troca de toda produção.
B) O senhor feudal tinha uma relação de parceria com os colonos, e a produção era dividida
em partes iguais.
C) O proprietário de terras doava aos seus colonos boa parte da produção para que o
trabalho fosse sempre constante.
D) O senhor feudal concedia trabalho e segurança aos seus colonos, em troca de parte de
toda a produção.
04. Considere o texto:
...A Igreja era a maior detentora de terras naquela sociedade essencialmente agrária. Portanto, destacava-se no jogo
de concessão e recepção de feudos. Ela controlava as manifestações mais íntimas da vida dos indivíduos: sua
consciência através da confissão, sua vida sexual através do casamento, seu tempo através do calendário litúrgico,
seu conhecimento através do controle sobre as artes, as festas, o pensamento, seu domínio sobre a própria vida e a
própria morte através dos sacramentos (...)
(FRANCO JR, Hilário. A Idade Média e o nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 1986, p. 71).
Segundo o texto acima, a Igreja, na Idade Média,
A) condenava a exploração das terras como forma de acumulação de riqueza, e os desníveis sociais na relação
entre senhor e servos.
B) impedia a constituição de uma hierarquia social e política baseada na relação vassálica, e o controle das terras
pelos camponeses.
C) legitimava as relações horizontais sacralizando o contrato feudo-vassálico, e as relações verticais justificando a
dependência servil.
D) justificava a existência de uma sociedade dividida em três ordens, e o domínio da vida e das relações culturais e
artísticas pela nobreza.
E) estimulava o fortalecimento das relações de servidão ao conceder feudos, e a subordinação da sociedade às
autoridades religiosas.
05. No período da Idade Média, as composições das classes sociais ganharam a força dos
comerciantes e da própria Igreja, preocupados em como criar as bases concretas para
desenvolver a economia para além da produção baseada na terra, o que não significava
abandoná-la. É nesse período que a Igreja Católica propõe a realização do movimento
denominado
A) Reforma.
B) Cruzadas.
C)Pastorais.
D) Opus Dei.
E) Contrarreforma
•
.
6. Leia a afirmação com atenção.
Organizado sob a lógica servil e obediência religiosa, o sistema de classe
da sociedade feudal era marcado pela subordinação em troca de alimento
e abrigo. O argumento de segurança e proteção por parte dos senhores
feudais tinha como objetivo justificar o(a)
A) relação de dependência entre servo e senhor.
B) posição do clero em detrimento da nobreza.
C) capacidade de trabalho do servo.
D) predestinação.
E) regime de trocas entre feudos.
07. Relacione a coluna 1 com a coluna 2:
Coluna 1
(1)Alta Idade Média.
(2)Baixa Idade Média.
Coluna 2
(__) Surgimento das cidades e fortalecimento do comércio.
(__) Ruralização da Europa.
(__) Guerra dos Cem Anos.
(__) Criação das Universidades.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
A) 2, 1, 1, 1.
B) 2, 1, 2, 1.
C) 2, 1, 2, 2.
D) 2, 2, 1, 1.
E) 1, 2, 2, 2.
O historiador medieval permanece ainda, quanto aos fatos, dependente da tradição, não
dispondo de armas eficientes para a crítica dessa tradição. Assim, coloca-se no mesmo plano
que Tito Lívio, conservando quer a sua fraqueza quer a sua força. Não dispõe de meios para
estudar a evolução das tradições que chegaram até ele ou para decompô-las nos seus
diversos componentes. A saída crítica é puramente pessoal, não científica, não sistemática,
arrastando-o frequentemente para aquilo que nos parece uma tola credulidade. A seu crédito,
porém, há a registrar o fato de patentear muitas vezes um notável valor estilístico e forças
imaginativa. (COLLINGWOOD, R. G. A ideia de História. Lisboa: Presença, 1981. p. 73)
A escrita da história na Idade Média se vincula a uma concepção de mundo medieval em que
se destaca o/a:
A) antropocentrismo.
B) teleologismo cristão.
C) materialismo filosófico.
D) relativismo.
E) alteridade.
09. O reino Franco possui uma longa história de disputas e conflitos. O
rei Clóvis (481-511) estabeleceu a capital do seu reino em Lutécia, que,
posteriormente, daria origem à cidade de Paris. Em suas vitórias
militares Clóvis derrotou e conquistou territórios dos visigodos e
burgúndios, além disso, a aliança de Clóvis com a igreja cristã auxiliou a
manutenção e aceitação de seu domínio. A descrição se refere ao início
da dinastia:
A) Carolíngia.
B) Habsburgos.
C) Luxemburgos.
D) Stuarts.
E) Merovíngia.
Uma professora da escola básica pretende discutir com seus alunos o papel da mulher no período medieval. Para trabalhar a temática, a professora
apresentou para a turma um poema redigido no século XII por Bemard de Morlas, um monge de Cluny (ordem religiosa surgida na cidade francesa
de Cluny e vinculada a Ordem de São Bento). Avalie a seguir o poema utilizado pela professora.
A mulher ignóbil, a mulher pérfida, a mulher vil Macula o que é puro, rumina coisas ímpias, estraga as ações. A mulher é fera, seus pecados são
como a areia. Não vou entretanto caluniar as boas a quem devo abençoar. Toda mulher se regozija de pensar no pecado e de vivê-lo. Nenhuma,
por certo, é boa, se acontece no entanto que alguma seja boa. A mulher boa é coisa má, e quase não há nenhuma boa. A mulher é coisa má, coisa
malmente carnal, carne toda inteira. Dedicada a perder, e nascida para enganar, perita em enganar. Abismo inaudito, a pior das víboras, bela
podridão.
MORLAS, Bernad de. Apud DELUMEAU, Jean. História do medo no ocidente 1300-1800: uma cidade sitiada. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p.485-486.
Após ler o documento com a turma, a professora deve demonstrar que, na Idade Média, em geral,
A) a mulher era vista como a encarnação da Eva, a pecadora, que carregava o pecado original em razão da fraqueza da mulher.
B) as mulheres reagiram à implementação do cristianismo e, por isso, a Igreja as associou ao demônio e as combateu nos cultos religiosos.
C) as mulheres se sentiam agentes do satanás e, nessa condição, se consideravam associadas à depravação sexual e à bruxaria.
D) a mulher diabolizada era parte da representação contraditória sobre o sexo feminino, que oscilava entre a atração e a repulsa, a admiração e a
hostilidade.
11. O processo de gestação do Feudalismo foi bastante longo, remontando à crise
romana do século III, passando pela constituição dos reinos germânicos nos séculos
V – VI e pelos problemas do Império Carolíngio no século IX, para finalmente se
concluir em fins desse século ou princípios do X.” (Júnior, Hilário Franco. O
Feudalismo. São Paulo: Editora Brasiliense. 1983.)
Mediante o excerto, são algumas características fundamentais do Feudalismo:
A) O humanismo, o antropocentrismo e o racionalismo.
B) A ruralização da sociedade, o desenvolvimento das relações de dependências
sociais e a ‘clerização’ da sociedade.
C) As primeiras grandes navegações, o poder centrado na figura do rei e a reforma
religiosa.
D) O desenvolvimento inicial da vida urbana, o surgimento de religiões politeístas e a
criação de leis.
E) Consolidação do capitalismo, desenvolvimento industrial e a separação dos
poderes do Estado das religiões.