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Prótese parcial

removível-PPR
Curso Técnico em Prótese dentária

TEXTO DE APOIO-ALUNO
2

AVISOS LEGAIS DE REDISTRIBUIÇÃO


Você não pode copiar, recortar, redistribuir, compartilhar ou explorar comercialmente
qualquer parte deste documento sem a permissão expressa do autor.
Devido a questões contratuais que envolvem terceiros para as quais as campanhas, textos,
slides, vídeos e imagens foram criados, desenvolvidos e divulgados.
AUTORIA:
ESTAÇÃO ENSINO SOCIEDADE EDUCACIONAL LTDA

Texto de Apoio PPR Estação Ensino Sociedade Educacional LTDA


3

Sumário
INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................... 4
CLASSIFICAÇÃO DE KENNEDY .................................................................................................................. 6
PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS DAS PPR ..................................................................................................... 7
ELEMENTOS CONSTITUINTES DAS PPR ................................................................................................... 8
PLANEJAMENTO .................................................................................................................................... 21
CONFECÇÃO DA ARMAÇÃO METÁLICA ................................................................................................. 26
PROVA EM MODELO/BOCA E RELAÇÕES INTERMAXILARES ................................................................. 31
DENTE E GENGIVA ARTIFICIAL: SELEÇÃO E MONTAGEM ...................................................................... 31
ACRILIZAÇÃO DA PPR ............................................................................................................................ 32
REFERÊNCIAS ......................................................................................................................................... 35

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INTRODUÇÃO
As Próteses Parciais Removíveis (PPR) são próteses dentárias que têm a finalidade de substituir,
funcional e esteticamente, os dentes naturais ausentes em pacientes parcialmente dentados,
e que podem ser removidas e posicionadas na boca, sempre que necessário, sem causar danos
à sua estrutura ou aos elementos biológicos com os quais se relacionam diretamente, os dentes
pilares e o rebordo residual.
Essas próteses, quando instaladas na arcada dentária, apresentam-se retidas, estabilizadas e
relativamente imobilizadas. A relação bio-protética que se estabelece entre os elementos
metálicos da prótese e os dentes permite, além dessa condição de retenção e de estabilidade
funcional, a sua remoção e posicionamento sempre que o paciente assim o desejar. A partir
das vias de transmissão da força mastigatória, as PPR podem ser classificadas em PPR
dentossuportada e PPR dentomucosuportada:
• PPR dentosuportada: é assim classificada quando a força mastigatória, que incide sobre os
dentes artificiais, é transmitida ao osso alveolar apenas através dos dentes remanescentes.
Essa transmissão é realizada pelas fibras do ligamento periodontal desses elementos,
sendo absorvida pelo osso alveolar através de estímulos de tração considerados
biologicamente saudáveis para a manutenção de sua integridade biológica.
A mucosa que reveste o espaço protético, intercalada entre os dentes remanescentes, não
recebe força alguma, apresentando-se apenas justaposta em relação à superfície basal da
sela. Os dentes remanescentes selecionados como elementos de suporte são
denominados ‘dentes pilares’.
• PPR dentomucosuportada: é assim classificada quando a força mastigatória que incide sore
os dentes artificiais é transmitida ao osso alveolar, tanto pelos dentes pilares quanto pela
mucosa que reveste o rebordo residual. A transmissão das forças mastigatórias ao osso
alveolar se realiza através de dois elementos com características biológicas diferentes, as
fibras do ligamento periodontal dos dentes pilares, que transmitem forças de tração ao
osso alveolar, e o tecido mucoso, na região edêntula, que transfere força compressiva ao
osso alveolar residual.
Embora nas PPR dentomucosuportadas parte das forças mastigatórias sejam absorvidas e
eliminadas pela ação de resiliência e amortização da mucosa, uma grande quantidade
dessa força acaba sendo transmitida ao osso alveolar residual sob a forma de compressão.
Essa ação compressiva é considerada biologicamente desestimulante à manutenção da
integridade óssea e, quando não controlada, pode acelerar o processo de reabsorção
biológica do osso alveolar residual.
As PPR dentomucosuportadas são também denominadas PPR com extremidade livre, uni
ou bilaterais. São unilaterais quando se relacionam com arcadas que não apresentam
dente pilar posterior em somente um dos lados da arcada dentária, e bilaterais quando
recuperam arcadas com ausência de dentes pilares posteriores em ambos os lados da
arcada dentária.
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Um detalhe importante a ser salientado é que as PPR não devem gerar forças laterais aos
dentes pilares. De fato, os pilares devem ter sua condição de equilíbrio mantida ou
melhorada através do uso dessas próteses.

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CLASSIFICAÇÃO DE KENNEDY
A Classificação de Kennedy distribui os pacientes edêntulos parciais em quatro classes
fundamentais. Essa classificação nos ajuda a estabelecer regras de planejamento e de desenho
possuindo assim, função didática, e serve com meio de comunicação entre os profissionais. A
Classificação de Kennedy define as arcadas dentárias em Classe I, II, III e IV, sendo que as três
primeiras admitem modificações, como mostra o esquema a seguir:

Para facilitar o emprego da classificação de Kennedy:


1. A classificação será feita após as extrações dentárias.
2. Se o terceiro molar estiver ausente, seu espaço não entrará na classificação.
3. Se houver um terceiro molar e ele puder ser utilizado como suporte, deverá ser
incluído na classificação.
4. Se o segundo molar estiver ausente e não se tencionar substitui-lo, não será
considerado na classificação.
5. As áreas posteriores regem a classificação.
6. As outras áreas desdentadas, que são secundárias, dão origem às modificações ou
subclasses.
7. A extensão das subclasses não interessa, apenas o número destas áreas.
8. Não há modificações na classe IV, pois, se houver área posterior, será ela que regerá a
classificação conforme a regra número 5.

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PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS DAS PPR


Uma PPR em função deve respeitar os três princípios biomecânicos seguintes:
• Retenção: é a resistência às forças que atuam sobre uma prótese no sentido cérvico-
oclusal (↑), durante a mastigação de alimentos pegajosos.
• Suporte: é a resistência às forças que atuam sobre uma prótese no sentido ocluso-cervical
(↓), durante a mastigação de alimentos duros.
• Estabilidade: é a resistência às forças que atuam sobre uma prótese no plano horizontal
(⇆), decorrentes de contatos oclusais em planos inclinados.
Durante a mastigação, a inserção ou remoção, a PPR e as selas sofrem dois tipos de
movimentos: rotação e translação. A rotação é o movimento de um copo em torno do seu
eixo, a translação é o movimento de deslizamento de todas as partes de um corpo.

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ELEMENTOS CONSTITUINTES DAS PPR


As PPR são basicamente constituídas de: retentor (apoio oclusal, grampos e corpo), sela, dentes
artificiais e conectores (maiores e menores). Esses dois movimentos podem ocorrer
simultaneamente, em três planos (horizontal, frontal e sagital) e, o planejamento adequado,
visa impedir esses movimentos.

RETENTORES
São elementos mecânicos relacionados aos dentes pilares, projetados para conferir a condição
de suporte, retenção e estabilidade para a PPR, impedindo que ela se desloque verticalmente
e lateralmente durante as atividades funcionais habituais executadas pelo paciente. Para que
os retentores cumpram sua função, devem ser planejados quanto aos tipos empregados e sua
distribuição ao longo da arcada dentária. São classificados em ‘diretos’ e ‘indiretos’, a depender
da localização dos dentes pilares na arcada dentária com os quais se relacionam:
• Retentores diretos: são os retentores programados para os dentes pilares situados
imediatamente ao lado dos espaços protéticos (espaços edêntulos). Sua função principal
é conferir retenção e suporte para as PPR, além de agirem como estabilizadores das PPR e
dos próprios dentes suporte.
• Retentores indiretos: são também chamados de ‘estabilizadores’, sendo os retentores
destinados aos dentes pilares localizados à distância do espaço protético. Sua principal
função é estabilizar a próteses, além de agirem como auxiliares na sua retenção.
Os retentores, tanto os diretos quanto os indiretos, podem ser do tipo ‘intracoronário’
(retentores com encaixe) e ‘extracoronário’’ (retentores com grampos), dependendo da
situação dos componentes desse elemento em relação à coroa dos dentes pilares:

Retentores intracoronários
Podem estabelecer uma condição de perfeita justaposição entre seus componentes (encaixe
de precisão/ attachments) ou apenas um encaixe de menor exatidão (fresados ou de
semiprecisão). Os retentores de precisão/attachments são fabricados industrialmente, sendo
constituídos de um sistema macho-fêmea, em que normalmente a parte fêmea é posicionada

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internamente no bloco metálico que restaura o dente pilar e o componente macho se situa
soldado na PPR. Esse tipo de retentor dispensa o uso de grampos, característica positiva do
ponto de vista estético, além de apresentarem grande justeza entre suas partes.
Os retentores intracoronários de semiprecisão/ fresados, são confeccionados pelo protético,
em laboratório, apresentando menor justeza entre macho e fêmea, e a retenção, na maioria
das vezes, é obtida por meio de grampos localizados na face lingual/palatina dos dentes pilares.

Retentores extracoronários
São mais simples, econômicos e, quando indicados e executados de forma correta, cumprem
perfeitamente as funções programadas para a PPR (suporte, retenção e estabilidade). Se
situam externamente em relação ao dente pilar e utilizam, como meio de retenção e
estabilização, elementos metálicos denominados ‘grampos’, relacionados às suas superfícies
vestibular e lingual. A retenção é determinada pela elasticidade do grampo de retenção que,
após transpor a linha de maior convexidade do dente pilar (equador protético*), se instala
sobre sua região retenção retentiva (cervical). Quando a prótese se encontra assentada na
arcada dentária, o grampo de retenção relaciona-se passivamente com o dente pilar, isso é,
apresenta uma situação de contato, sem desenvolver forças laterais sobre esse elemento.
Os retentores extracoronários são constituídos por três elementos distintos: apoio oclusal,
grampos (de retenção e oposição) e corpo.
- Apoio:
O apoio (oclusal) é o elemento do retentor que determina a condição de suporte dentário para
a PPR; relaciona-se normalmente com a região das cristas marginais da superfície oclusal dos
dentes posteriores e com áreas linguais, palatinas ou proximais das superfícies incisais dos
dentes anteriores.

- Grampos:
Os grampos são elementos mecânicos do retentor que conferem estabilidade e retenção à
prótese. São divididos em: ponta ativa, corpo e braço de oposição, sendo que o apoio oclusal
também se localiza ligado a ele. Embora os grampos sejam classificados como retentores, por
sua importância e diversidade, serão abordados em uma sessão separada.

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-Nichos
Os nichos, embora não sejam parte dos retentores, são cavidades, ou áreas em forma de sulcos,
que têm por finalidade principal alojar os apoios oclusais. Devem ser realizados,
preferencialmente, em materiais restauradores, mas podem também ser confeccionados na
superfície dentária, a nível de esmalte.
Para o preparo do nicho, deve-se brocas cilíndricas ou tronco-cônicas (já proporcionam a
expulsividade necessária), com extremidade reta, para criar uma parede pulpar plana e
perpendicular ao longo eixo do dente. Quando o dente estiver inclinado, a parede pulpar ficará
perpendicular ao seu longo eixo, e não ao eixo de inserção da PPR.
(*o equador do dente é a linha imaginária correspondente à maior circunferência da coroa. O
equador anatômico do dente é o maior contorno de cada dente, considerado individualmente.
Já o equador protético, é o equador em relação a todos os dentes, considerando um mesmo
eixo de inserção e as diferentes inclinações entre si).

APOIOS
Os apoios são os elementos da PPR que se apoiam sobre uma superfície dentária para
proporcionar, principalmente, suporte vertical a essa PPR. Eles impedem que a prótese se
desloque no sentido ocluso-gengival. Devem proporcionar também uma transmissão das forças
oclusais aos dentes pilares de uma forma paralela ao longo eixo dos dentes. Podemos ter apoios
diretos (quando adjacentes ao espaço protético) ou indiretos (distantes do espaço protético,
normalmente para proporcionar retenção indireta ou estabilidade).
Os apoios podem ser determinados sobre esmalte sadio, restaurações fundidas, restaurações
de amálgama ou mesmo sobre restaurações de resina composta, desde que as superfícies
tenham sido preparadas para tal fim. A topografia de qualquer tipo de apoio deve ser tal que
restaure a anatomia do dente preparado. Não devemos planejar apoios sobre superfícies
dentárias não preparadas, por razões bastante simples:
- Sem o preparo do dente, a espessura do apoio provavelmente trará interferência oclusal.
- Sem o preparo do dente, a PPR irá se apoiar sobre um plano inclinado, transmitindo forças
não axiais ao dente, levando a trauma e mobilidade desse pilar.

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Funções dos apoios: suporte vertical (sentido ocluso-gengival); transmissão axial de forças aos
pilares; restabelecer o plano oclusal (em dentes inclinados ou em infra oclusão); participar na
retenção indireta e estabilidade; estabilização horizontal (encaixes); impedir a extrusão de
dentes sem antagonista.
Tipos de apoios
• Apoio Oclusal: localizado em pré-molares e molares, na superfície próximo-oclusal. Possuem
forma triangular arredondada (forma de colher), com o vértice voltado para o centro do
dente. O apoio deve ter espessura suficiente para não se deformar sob as cargas
mastigatórias, o que significa, para Cr-Co, 1,5 mm como ideal e 1 mm no mínimo. De
extensão, em geral, 1/3 da distância mesio-distal e 1/3 da distância vestíbulo-lingual do
dente.
Alguns autores recomendam que o apoio se estenda até o centro do dente para uma maior
incidência de forças axiais. Em dentes inclinados, recomenda-se uma extensão maior para
melhor distribuição das cargas no sentido axial. Podemos também em dentes inclinados ou
em infra oclusão, reconstituir a anatomia oclusal do dente pilar, para que este venha a
contatar com o antagonista.
Fica claro que quanto maior a extensão do apoio, melhor a distribuição de forças, porém
devemos pensar sempre em preservação da estrutura dentária, e procuramos utilizar,
sempre que indicado, a extensão de 1/3 da distância M-D e V-L. A maioria dos autores
recomenda essa extensão quando o dente esteja hígido e em posição normal. Se temos um
pilar inclinado, ou com restaurações, ou mesmo uma coroa a ser realizada sobre o dente,
vamos procurar aumentar a extensão desse apoio.
• Apoio Incisal: localizados nos ângulos próximo-incisais dos dentes anteriores. Tem forma de
V em uma vista próxima, estendendo-se de vestibular para lingual. Os apoios incisais são
anti-estéticos, e localizam-se mais afastados do fulcro do dente, aumentando o braço de
alavanca. Além disso, têm um conector menor mais alongado, o que diminui a rigidez e
aumenta o índice de fratura. Utilizando-se de resinas compostas de última geração podemos
aumentar o cíngulo dos dentes anteriores (quando necessário) para determinar uma área
apropriada para um apoio lingual, o que faz com que os apoios incisais sejam pouco
utilizados. No entanto, em PPRs chamadas “periodontais”, que objetivam esplintar todos os
dentes, o único apoio que consegue realmente “abraçar” os dentes anteriores é o incisal, já
que o apoio lingual não impede a movimentação do dente para vestibular.
• Apoio lingual ou de cíngulo: localizados nas superfícies linguais ou palatinas de incisivos e
caninos. Se confeccionado no meio do cíngulo, terá a forma de meia-lua; se feito em um
canino pré-molarizado na região proximal, terá aspecto semelhante a um apoio oclusal.
Deve ter espessura de 1 mm e extensão de 1mm em direção ao centro do dente. O apoio
lingual é mais estético e proporciona transmissão de forças mais próximas do fulcro do
dente, em relação ao apoio incisal.

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GRAMPOS
Os grampos são os elementos diretamente responsáveis pela retenção da prótese. São
circunferenciais, apresentando uma parte inicial mais rígida e uma final, elástica (esta última é
a parte ativa do grampo, que passa pelo equador do dente e se acomoda mais próximo à
gengiva). A medida ideal do grampo prevê que ele seja afilado, meia-cana, adelgaçando-se
suavemente até atingir a metade da sua espessura inicial, na área da ponta ativa.
Sem dificultar a remoção voluntária da prótese, os grampos devem ser suficientemente
retentivos para que a prótese nãos seja deslocada por esforços funcionais normais. A indicação
do tipo de grampo a ser utilizado depende do tamanho e da localização dos espaços
desdentados, do grau de inclinação dos dentes suporte e da retenção disponível. O volume dos
freios labiais, a estética e o conforto do paciente, são igualmente determinantes, desde que a
funcionalidade da prótese não seja comprometida.
• Grampos circunferenciais:
Grampo circunferencial de Ackers ou ‘GCA’: indicado para molares, pré-molares e
eventualmente caninos (nos casos de Classe III de Kennedy). O braço de oposição, rígido, é
indicado para todos os tipos de grampos e não deve invadir a área retentiva. Ele segue a linha
do equador sem nunca ultrapassá-la.

Grampo de ação posterior (Back-action ou Nally & Mantinet): o nome ‘ação posterior’ vem do
fato que esse tipo de grampo dá uma certa flexibilidade, uma ‘ação’ nas selas posteriores,
através do conector maior (veja a seguir). Dentre os grampos circunferenciais, este é o mais
indicado para extremidades livres (Classes I e II de Keennedy).

Grampo MD (Mesial-Distal) ou Equipoise: sobre caninos ou pré-molares, é o grampo mais


discreto dentre os circunferenciais. É indicado para classe III ou IV de Kennedy, o grampo MD
precisa de uma retenção distal suficiente, não podendo ser indicado numa extremidade livre.

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Grampo Geminado (Ackers duplo ou Bonwill): pode ser considerado como uma combinação
de dois grampos circunferenciais de Ackers, com a particularidade de criar uma retenção
anterior e outra posterior.

Grampoo de Ney nº1: possui uma retenção vestibular e outra lingual.

• Grampos a barra (por ação de ponta):


Grampo de Roach (T): indicado para pré-molares na Classe III de Kennedy. Roach idealizou
cinco formas básicas de grampos a barra, dando-lhes nomes de acordo cm a forma: T,U,L,I,C.

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Grampo RPI ou API (Apoio, placa proximal, grampo em forma de I): é o grampo de barra mais
indicado para casos de extremidade livre. Devido a seus três componentes, ele dá uma certa
flexibilidade nas selas através do conector maior, função similar ao grampo de ação posterior.

Grampo de Ney nº2: pode ser comparado a um grampo de Roach T lingual e outro vestibular
sobre molar. É indicado sobre molares isolados e coroas clínicas curtas em desdentados da
Classe IV de Kennedy.

• Grampos diversos:
Grampo de contenção (unhas-de-gato): têm como função principal a estabilização de dentes
com mobilidade.

Grampo contínuo de Kennedy: indicado sobre o cíngulo dos dentes anteriores. Na Classe I ou
II de Kennedy, e como contenção de dentes com mobilidade. Outra função ´´e atuar como
retentor indireto, impedindo o deslocamento cérvico-oclusal da prótese causado por
alimentos pegajosos.

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CONECTORES
São barras metálicas rígidas que unem bilateralmente os retentores e as selas entre si. Eles têm
por função determinar que as condições de suporte, retenção e estabilidade da prótese sejam
plenamente desenvolvidas por esses elementos. São divididos em dois grupos: conectores
maiores e conectores menores.
Praticamente todas as estruturas metálicas de PPR são obtidas a partir de uma liga de cobalto-
cromo (Co-Cr). A popularidade das ligas de Cr-Co foi atribuída a sua baixa densidade (peso),
alto modulo de elasticidade (rigidez), baixo custo do material e resistência ao manchamento.
Hoje as ligas mais comuns contem de 60% a 63% de Co, de 29% para 31,5% de Cr e de 5% a 6%
de Mo, balanceados com Si, Mn, Fe, N e C. Relata-se a adição de quantidades controladas de
nitrogênio (<0,5%) para melhorar as propriedades físicas. O titânio também é usado como
material para estrutura metálica de PPR; porém, dificuldades de produção continuam a impedir
seu uso generalizado.

Conector maior
Também denominado barra tangencial, apresenta-se como uma barra metálica rígida que une,
através dos conectores menores, os retentores e a sela bilateralmente. Nas próteses inferiores,
é também chamado de barra lingual e, nas superiores, de barra palatina. A grade metálica,
executada para receber a sela nos casos inferiores, também apresenta essa função de conectar
os retentores rigidamente entre si.
Os conectores maiores devem ser desenhados e localizados com as seguintes diretrizes em
mente:
1. Devem estar livres de tecidos moveis.
2. Qualquer choque com os tecidos gengivais deve ser evitado.
3. Proeminências ósseas e de tecido mole devem ser evitadas durante a inserção e remoção.
4. Deve ser feito um alívio para prevenir o seu assentamento em áreas de possível interferência,
como um tórus inoperável ou uma junção palatina mediana elevada.
5. Conectores maiores devem ser situados ou aliviados de maneira a evitar choques com os
tecidos quando da rotação funcional da base da prótese numa extremidade livre. O alívio

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adequado sob o conector maior evita a necessidade de um ajuste posteriormente a ocorrência


de injúria aos tecidos.
As margens dos conectores maiores adjacentes aos tecidos gengivais devem ser localizadas a
uma distância tal que evite qualquer tipo de impacto. Para conseguir isto, é recomendável que
a borda superior de uma barra lingual esteja a pelo menos 4 mm abaixo da margem gengival.
A barra lingual (inferior) em forma de meia pêra pode ser diminuída na espessura, mas deverá
ser aumentada em altura para ter a rigidez adequada.
A seguir, estão representados diferentes tipos de conectores maiores, superiores e inferiores.

• Superior

Placa palatina simples: indicada para


desdentados Classe III ou IV de Kennedy.

Placa palatina ampla: mais estendida que


a placa palatina simples, indicada para
desdentados Classe I e II de Kennedy,
quando a prótese é
dentomucossuportada (maior suporte
pela mucosa).

Placa palatina em forma de U: indicada


para desdentados de todas as Classes, na
presença de tórus palatino ou palato
muito profundo.

Barra palatina: grande risco de quebra,


não sendo assim muito recomendada.

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Placa palatina unilateral: não possui


estabilidade, tem pouca retenção e é fácil
de engolir. Realizada somente sob
exigência do dentista e paciente.

Placa palatina chapeada: muito usadas


para conter dentes com mobilidade,
quando a prótese estiver na sua posição de
assentamento final.

Barra combinada antero-posterior: pode


ser indicada para qualquer Classe de
Kennedy

• Inferior

Barra lingual simples: indicada para todos


os desdentados de todas as Classes de
Kennedy

Barra lingual simples com grampo


contínuo de Kennedy: além de ser um
excelente estabilizador, o grampo
contínuo de Kennedy serve de reforço
para uma barra lingual estreita.

Barra lingual chapeada ou laminar:


utilizada como estabilizador de dentes
anteriores com problemas periodontais e
dá rigidez ao conector maior quando há
pouca altura disponível, devido a um tórus
ou freio lingual alto.

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Barra lingual unilateral: não possui


estabilidade, tem pouca retenção e é fácil
de engolir. Realizada somente sob
exigência do dentista e paciente.

Conector maior dentário ou de cíngulo:


solução para freio lingual alto, presença
de tórus lingual ou pouca altura. Indicado
para desdentados Classe III de Kennedy,
próteses dentossuportadas.
Contraindicado sobre dentes com
mobilidade.

Conector maior labial: pouco encontrado,


sendo indicado na presença de dentes
muito inclinados lingualmente,
especialmente pré-molares inferiores
linguovertidos.

Conectores menores
Os conectores menores são aqueles componentes que funcionam como ligação entre o
conector maior ou a base da PPR e as demais partes da prótese, tais como grampos, retentores
indiretos, apoios oclusais e apoios de cíngulo. Em muitos casos, o conector menor pode ser
continuo com outras partes da prótese. Além de unir as partes da prótese, o conector menor
serve ainda a dois outros fins:
1. Transferir forças funcionais aos dentes pilares. Esta é uma função prótese-pilar dos
conectores menores. As forças oclusais aplicadas sobre os dentes artificiais são transferidas por
meio da base para os tecidos do rebordo residual subjacente se esta base é essencialmente
mucossuportada. As forças oclusais aplicadas aos dentes artificiais são também transferidas
para os dentes pilares por meio dos apoios oclusais. São os conectores menores originados do
conector maior rígido que fazem possível esta transferência de forças funcionais por todo o
arco dentário.
2. Transferir o efeito dos retentores, apoios e componentes de estabilização para o resto da
prótese. Esta é uma função pilar-prótese do conector menor. As forças aplicadas em uma
região da prótese podem sofrer reação por outros componentes da prótese situados em outra
região e posicionados para esta função. Um componente de estabilização num dos lados do
arco pode ser adicionado para resistir a forças horizontais originadas do lado oposto. Isto é

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possível somente por causa do efeito de transferência do conector menor, que sustenta este
componente de estabilização e a rigidez do conector maior.

SELA/BASE PROTÉTICA
É o elemento da PPR proposto para preencher os espaços protéticos, unir os dentes artificiais
entre si e à grade retentiva da armação metálica. Ela pode ou não apresentar a função de
transmitir a força mastigatória ao rebordo residual.
Nas PPR dentossuportadas, a sela deve justapor-se perfeitamente ao rebordo residual e
satisfazer aos requisitos de conforto, estética e fonética almejados pelo paciente. Não tem a
função de transmitir a força mastigatória à mucosa de revestimento do rebordo residual.
Nas PPR dentomucossuportadas, além dos requisitos de conforto, estética e fonética, a sela
apresenta como principal função transmitir grande parte da força mastigatória, que incide
sobre os dentes artificiais, à mucosa de revestimento do rebordo residual.
Através dos anos sempre se buscou um material que melhor preenchesse os requisitos para
uma base protética. Dentre os materiais utilizados ao longo deste século, como Vulcanite (uma
borracha endurecida), e metal, o que se destacou e é utilizado até hoje é a resina acrílica,
praticamente em 100% das PPRs. Apesar de algumas deficiências, como a baixa
condutibilidade térmica e certa porosidade, que facilita acúmulo de microorganismos e
cálculo, as bases em resina acrílica apresentam como principais vantagens: leveza; estética,
inclusive com caracterizações de matiz e forma da gengiva; permitem ajustes e
reembasamentos; fácil confecção; bom contato funcional com os tecidos (adaptação)
Um espaço mínimo de 0,5 mm deverá ser deixado sob as redes metálicas, para que a resina
tenha uma resistência adequada. Na presença de implantes, ou no planejamento de futura
colocação de implantes, será deixado um espaço maior, de 2 a 3 mm, embaixo das retenções.
A junção entre metal e resina deve ser muito bem definida (linha de acabamento, de término),
tanto na superfície interna quando na superfície externa da prótese

DENTES ARTIFICIAIS
São os elementos da PPR que substituem estética e funcionalmente os dentes naturais
ausentes. Podem ser pré-fabricados e adquiridos no comércio em vários formatos, tamanhos
e cores, ou ser executados no próprio laboratório pelo protético. Podem ser confeccionados
de diferentes, sendo fixados à grade retentiva da armação metálica com resina acrílica
formadora de sela.
Também os dentes artificiais são, quase que por unanimidade, dentes de resina. Os dentes em
porcelana, apesar de mais resistentes ao desgaste e à pigmentação, possuem as seguintes
desvantagens: são mais pesados; provocam ruídos quando entram em contato com
antagonistas; são difíceis de se fixar à resina acrílica da base; possuem técnica de confecção e
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ajuste mais complicado. Existem praticamente duas qualidades diferentes de dentes artificiais
em resina: dentes de resina acrílica tradicional ou comum (ex. Biotone, da Dentron); dentes
em resina tipo isosite (ex. Vivodent, da Ivoclar), que são mais resistentes e mais estéticos,
porém com custo mais alto.
Para manter a anatomia oclusal e consequentemente a função mastigatória por um período
maior podemos executar oclusais metálicas sobre os dentes de acrílico. A oclusal metálica pode
ter também a função de manutenção da dimensão vertical de oclusão, nos casos em que os
dentes naturais do paciente não proporcionam essa condição. As oclusais metálicas, no
entanto, tendem a transmitir mais força mastigatória ao rebordo, o que deve ser levado em
consideração em casos de extremos livres.

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PLANEJAMENTO
Planejamento é definido como procedimento de coleta de dados precisos e abrangentes,
visando informar o estado de saúde bucal dos pacientes. Através de informações obtidas,
torna-se possível diagnosticar os problemas e elaborar o plano de tratamento a fim de se obter
um melhor prognóstico.
O preparo da boca é fundamental para um tratamento em PPR bem-sucedido. A preparação
da boca, talvez mais que qualquer outro fator, contribui para a filosofia de que a prótese
prescrita não só deve repor o que está faltando, mas também deve preservar os tecidos e
estruturas remanescentes que irão aprimorar a prótese. Em geral, o preparo da boca inclui
procedimentos em quatro categorias: preparo cirúrgico, condicionamento de tecidos
injuriados e irritados, preparo periodontal e preparo dos dentes pilares. Os objetivos dos
procedimentos envolvidos em todas as quatro áreas são de retornar a boca a melhor saúde
possível e eliminar qualquer condição que possa ser prejudicial ao sucesso da prótese parcial
removível.

DELINEAMENTO
O delineamento em PPR objetiva determinar o eixo de inserção e remoção adequado da
prótese (a direção em que a PPR se desloca, desde o ponto de primeiro contato de suas partes
com os dentes pilares, até a posição total de repouso), a verificação do posicionamento
adequado dos constituintes da PPR, por meio do traçado da linha do equador protético. Ainda,
permite a análise do contorno dos tecidos moles e duros, prevenindo a ocorrência de lesões.
Assim são as principais funções do delineador:
- Determinar o eixo de inserção mais favorável para a PPR (funcional e estético);
- Demarcar os equadores protéticos dos dentes pilares;
- Localizar e medir as zonas retentivas dos dentes.

Componentes do delineador
É um aparelho composto por uma plataforma horizontal ligada à três hastes: uma haste
horizontal ou transversal móvel, uma haste vertical fixa e uma haste vertical móvel. Além disso,
há a mesa analisadora, que se constitui da base ou plataforma e a platina, e há o mandril e
pontas acessórias que serão adaptadas a este.
- Basse do delineador: tem superfície plana e suporta as demais estruturas do delineador;
- Mesa porta modelos: é onde o modelo é fixado. Tem conexão universal com a base,
permitindo movimentação livre em todos os ângulos;
- Base de platina: serve como alicerce para a mesa porta modelos e possui uma trava para fixar
o modelo na posição desejada;
- Junta universal: une a mesa porta modelo à base de platina;
- Haste vertical fixa: serve de apoio para a haste horizontal e é soldada de forma rígida na base
do delineador;

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- Haste horizontal: articula-se com a haste vertical fixa, mas realiza apenas movimentos de
rotação e horizontalmente;
- Haste vertical móvel: é fixa no plano horizontal, mas permite movimentos de elevação e
abaixamento das pontas acessórias;
- Mandril: tem como função acoplar as pontas de trabalho;
Suporte de caneta: serve para fixar a peça reta e manter seu paralelismo

Pontas acessórias:

-Pontas analisadoras: determinam a


trajetória de inserção, responsáveis por
determinar o paralelismo relativo entre
as superfícies.
- Ponta protetora do grafite: prendem o
grafite, quando este contorna a
superfície dos dentes. Dessa maneira
determina-se o equador protético de
cada dente segundo o eixo de inserção
que foi determinado.
- Pontas calibradoras: medem ou
determinam a quantidade de retenção
obtida pelo grampo em determinada
área do dente. Pode ser de 0,25, 0,50 e
0,75 mm, mas usualmente a retenção
de 0,25 mm é utilizada.
- Pontas recortadoras (facas para
recorte): são utilizadas principalmente
para o planejamento de planos-guia e
nos recortes de cera.

Técnicas de delineamento do desenho de estudo


• Método de Roach ou dos ‘Três Pontos’
Três pontos são marcados sobre o modelo, formando entre eles um plano. Arco dental
superior: fossetas mesiais dos primeiros molares direitos e esquerdos e entre os incisivos
centrais na região palatina. Arco dental inferior: fossetas mesiais dos primeiros molares
(direito e esquerdo) e na superfície incisal entre os incisivos centrais. A trajetória de inserção
será perpendicular a esse plano criado. Caso um dente esteja ausente, deve ser substituído
por um rolete de cera.

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• Método das bissetrizes ou Técnica de Roth


É um método mais fácil de ser realizado. Leva em consideração o grau de inclinação dos longos
eixos dos dentes suporte. Na base do modelo, traçam-se linhas paralelas ao longo do eixo dos
dentes suporte no sentido mesio-distal, obtendo-se as bissetrizes dessas linhas.

• Método seletivo de Applegate ou das Tentativas


É o método mais científico e baseia-se em quatro requisitos: (1) equilíbrio das retenções, (2)
planos guia, (3) trajetória de inserção com o mínimo de interferências, (4) estética
(principalmente em anteriores). O melhor posicionamento será aquele que proporcionar
maiores vantagens de paralelismo, maior retenção, melhor estética e menor interferência com
o rebordo. É necessário equilibrar da melhor forma possível a altura do equador protético em
todos os dentes presentes no arco. Seu passo a passo:
1. Selecionar uma trajetória de inserção com o mínimo de interferências e o mínimo de
ângulos mortos e proporcionar planos guia efetivos na estabilização do dente e da
prótese;
2. Fixar trajetória de inserção: cimentar uma haste metálica no modelo para reposicionar
o modelo quando necessário;
3. Marcar o equador protético.
4. Equilibrar bilateralmente as retenções (realizar desgastes e acréscimos onde for
necessário);
5. Mapear os preparos a serem realizados nos dentes pilares.

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Os princípios básicos para determinar o sucesso da PPR, que devem sempre ser lembrados,
são: Suporte; Retenção; Estabilidade; Estética. Fundamentando-se nos princípios básicos, o
planejamento (desenho) da PPR deve seguir sempre a seguinte sequência: Apoios; Grampos;
Conectores maiores e menores; Sela (base).
Regras para localizar os apoios:
• Todo dente adjacente ao espaço protético deve receber um apoio (apoio direto).
• Todo dente que receber grampos, deve receber apoio.
• O número mínimo de apoios para qualquer caso deve ser 3. Assim determinamos um
plano de estabilização. Quanto maior a área do plano determinado, maior a
estabilidade da PPR.
• A partir da determinação dos apoios diretos (adjacentes ao espaço protético),
devemos estabelecer qual o eixo de rotação possível da PPR, e buscar apoio(s) na área
perpendicular ao eixo determinado (apoio indireto).
Localizados os apoios, vamos determinar então os grampos. Para isso, deve-se seguir as
seguintes regras:
• Todo dente adjacente ao espaço protético deve receber retenção.
• Salvo algumas exceções, todo dente que recebe apoio, deve receber grampos.
• O tipo do retentor usado será determinado pela forma do dente, quantidade de
retenção necessária e estética, bem como pelo fato da prótese ser dentossuportada
ou não.
• PPRs com extremo livre devem ter um conector maior o mais rígido possível (na maxila
usar o conector conjugado, por exemplo, e na mandíbula observar a espessura
necessária).
• Em pacientes com assoalho bucal raso, substituir a barra lingual pela placa lingual.
• PPRs com extremo livre superior devem sempre utilizar como suporte adicional o
conector palatino, para obter apoio sobre osso basal.
Na sequência, basta ligar os componentes entre si através dos conectores menores,
observando que:

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• Para proporcionar conforto ao paciente, os conectores menores devem partir do apoio


em direção à estrutura da PPR , seguindo a seguinte ordem preferencial: 1° em direção
à sela ; 2° em direção ao conector maior passando pela proximal; 3° em direção ao
conector maior passando pelo centro do dente.
• A passagem de conector menor pelo centro do dente é necessária na presença de
diastemas de dentes anteriores, devido à possível visualização do conector menor caso
esse passasse por proximal.

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O técnico deve obter o máximo de informações possíveis do caso clínico, que, somadas à sua
experiência laboratorial, resultarão no sucesso do trabalho. Para isso, é necessário o envio ao
laboratório:
• Modelo de estudo delineado e com o desenho da futura armação da PPR. Obtido com a
utilização de moldeira de estoque perfurada, hidrocolóide irreversível e gesso de boa
qualidade. A moldeira deve ser individualizada com cera nas regiões de fundo de saco e,
nos casos de extremidade livre também na região desdentada, com godiva, cera ou silicona
pesada para que a moldagem com hidrocolóide tenha maior fidelidade.
• Placa-guia de transferência da trajetória de inserção. Par tal, utiliza-se três superfícies
(pontos), sendo uma anterior e duas posteriores. Estas superfícies podem ser as incisais e
oclusais (não modificadas durante o preparo de boca) e/ou anatômicas (região da
tuberosidade maxilar ou retromolar nos casos de extremidade livre das classes I e II de
Kennedy). Selecionar uma placa acrílica rígida, de tamanho suficiente para envolver os três
pontos pré-selecionados. Esses pontos são isolados e aplica-se com pincel uma pequena
quantidade de resina quimicamente ativada para logo em seguida se adaptar a placa
acrílica. Após a polimerização desses pontos, fixa-se, com o auxílio do delineador, uma
haste metálica à placa acrílica. Todo este conjunto é removido do modelo de estudo e
adaptado ao modelo de trabalho
• Modelo antagonista, que serve para o técnico analisar a relação entre dentes, espaços
protéticos e a oclusão do paciente, montando o caso em articulador.
• Guia de orientação do trabalho laboratorial preenchida pelo dentista. Modelo de trabalho
em gesso pedra tipo IV, com base alta e plana, recortado e livre de bolhas.

CONFECÇÃO DA ARMAÇÃO METÁLICA


Os procedimentos laboratoriais para a construção da armação da PPR podem ser divididos em:
verificação dos modelos, análises do modelo no delineador (delineamento), preparo do modelo
de trabalho (alívio com cera), duplicação do modelo, obtenção do modelo em revestimento
(refratário), tratamento da superfície do modelo refratário, enceramento da armação,
verificação e aprovação do enceramento pelo profissional, inclusão do enceramento no cilindro
de fundição, desinclusão , acabamento e polimento.

1. Verificação do modelo de trabalho


O estado do modelo de trabalho é o primeiro passo a ser analisado no laboratório. A falta de
cuidados na embalagem e fraturas durante o transporte podem comprometer o serviço.
2. Análise do modelo no delineador (delineamento)

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Após a verificação dos modelos, o técnico confere (ou realiza) o delineamento, utilizando-se da
placa de transferência da TI para o posicionamento do modelo na platina, checando se é viável
ou não a execução da peça de acordo com o desenho planejado. Não havendo divergência de
informações, o técnico passa a definir as regiões retentivas e expulsivas do caso e, assim, as
áreas de alívio.

3. Preparo do modelo de trabalho (alívio com cera)


O alívio consiste na eliminação de todas as retenções e interferências existentes no modelo
com cera 7 (rosa). Todas as estruturas localizadas abaixo do equador protético devem ser
aliviadas (as ameias, os ângulos cervicais dos dentes e as interferências dos rebordos
alveolares/). Também são aliviadas as regiões correspondentes à sela da PPR. As áreas
destinadas aos terminais retentivos dos braços de retenção não terão alívio (áreas abaixo do
equador protético que são demarcadas com o auxílio da ponta calibradora do delineador, para
Co-Cr, de 0,25mm). Os modelos superiores na região dos conectores maiores não devem sofrer
nenhuma espécie de alívio para que este fique o mais adaptado possível ao palato do paciente.
A quantidade de alívio para os conectores maiores inferiores deve ser de 1,0 a 2,0 mm.

4. Duplicação do modelo e obtenção do modelo em revestimento (refratário)


A duplicação do modelo de trabalho é necessária para se obter um único modelo sobre o qual
será realizado o enceramento da armação e, diretamente sobre ele também a fundição. Para
isso, é necessário que este modelo seja confeccionado em material que reproduza fielmente
todos os detalhes existentes no modelo de trabalho e que, ao mesmo tempo, seja resistente e
possa suportar altas temperaturas quando do momento da fundição, sem sofrer alterações de
estrutura ou forma.
Após a realização do alívio, o modelo de trabalho deve ser hidratado em água por 30minutos à
50ºC. A duplicação é feita com hidrocolóide reversível (ágar). O ágar é fracionado em pequenas
porções e aquecido em banho-maria, até atingir o estado líquido, o que ocorre em torno de
100ºC. Enquanto é realizado seu aquecimento, o modelo de trabalho aliviado é fixado com
massa de vidraceiro ou com o próprio hidrocolóide na mufla apropriada, para este
procedimento. Realiza-se então o mesmo procedimento de vedação com a contra-mufla.
Quando atingir a temperatura de aproximadamente 50ºC, o ágar deve ser derramado
lentamente para o interior da mufla através do orifício existente na parte superior. O conjunto
deve ser resfriado em água corrente por 40 minutos.
Para remover o modelo da moldagem de ágar, quebra-se o selamento existente entre a mufla
e a contra-mufla e, com o auxílio de uma pinça, remove-se cuidadosamente o modelo, obtendo
assim o negativo do modelo de trabalho, que deverá ser preenchido com um revestimento de
alta fusão.
A mistura do revestimento deve ser revertida na moldagem/duplicação, aguardando-se a presa
do material (aproximadamente 40min). Retira-se o modelo de revestimento da mufla e leva-se
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ao forno a 240º C por 40min para tratamento endurecedor. Para o modelo ficar mais resistente
e o enceramento aderir mais facilmente, deve dado o banho de cera (parafina ou cera de
abelhas aquecida). O modelo deve ficar no forno para desidratar à 250ºC; após seu
resfriamento à 40ºC, imergimos na cera derretida com uma espumadeira.

5. Enceramento da armação
Após o tratamento da superfície, o modelo refratário está pronto para ser encerado. De posse
do modelo de estudo desenhado, e com as informações enviadas pelo profissional o técnico
passará para o modelo refratário, com o auxílio de um lápis, as principais informações, tais
como , a largura e a distância da gengiva marginal com o conector maior, apoios, desenho dos
retentores, localização e forma da sela.
Existem no mercado ceras pré fabricadas com formas e dimensões dos conectores maiores
inferiores, conectores menores, braços de retenção e fios finos para a sela. A maioria dos
técnicos inicia a escultura pelo conector maior. Após o enceramento da armação,
recomendam-se que o profissional verifique a prova e o trabalho realizado, antes da fundição,
para que qualquer modificação possa ser ainda feita.

6. Verificação e aprovação do enceramento pelo profissional.


Deve-se verificar, no enceramento da armação, a simetria e a uniformidade de espessura de
todos os elementos constituintes solicitados.

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7. Inclusão do enceramento
Inicialmente, canais de alimentação são colocados sobre o enceramento. Antes da inclusão
propriamente dita podemos passar um anti-bolhas e, posteriormente, um pré-revestimento
sobre o enceramento e canais de alimentação, evitando a formação de rebarbas na armação,
o que facilita o acabamento. Confecciona-se um cilindro de papelão que é fixado ao bordo do
modelo refratário com cera. Para um cilindro, usaremos duas medidas de 200g de
revestimento. Mistura-se o pó ao líquido durante 60 segundos em espatulador à vácuo ou
manual, vertendo o revestimento no cilindro até 1mm abaixo da borda do cone de alimentação
para fundição. O tempo de presa é 40 minutos. Passado esse tempo, remove-se o cilindro de
papelão obtendo-se um corpo cilíndrico de base plana em revestimento refratário contendo,
em seu interior, o enceramento da armação.

8. Fundição
A fase de pré-aquecimento tem a finalidade de evaporar a cera e eliminar a umidade do cilindro
refratário, evitando que partículas residuais de carvão obstruam a fundição. O tempo e a
elevação da temperatura do forno são críticos porque devem estar diretamente relacionados
à expansão e a contração do metal utilizado na fundição. As recomendações dos fabricantes
devem ser sempre observadas. Alguns fornos possuem regulador automático de temperatura.
Coloca-se o cilindro no forno programado para 2 ciclos. O primeiro, até 250ºC por 1 hora e o
segundo ciclo, de 250º C a 1050º C durante 1 hora e 30 minutos. Deve-se também evitar um
resfriamento brusco do cilindro, mantendo-o à uma temperatura média de 430ºC por mais 20
minutos. Retira-se o anel do forno quando é atingida a temperatura ideal de fusão da liga e
segue-se a centrifugação e a injeção do metal no cilindro.

9. Desinclusão
Após o resfriamento completo do cilindro e da, a armação deve ser separada do revestimento
com extremo cuidado. Forças excessivas podem distorcer a armação, principalmente nas
regiões mais delgadas.

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10. Acabamento e polimento


Após removida do cilindro refratário, a peça fundida deve ser jateada com óxido de alumínio
de 100 e 125 micras a 80 libras de pressão para eliminação de partículas de revestimento unidas
ao botão de fundição. A seguir são cortados os condutos de alimentação e inicia-se o processo
de polimento.

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PROVA EM MODELO/BOCA E RELAÇÕES INTERMAXILARES


Quando os procedimentos laboratoriais forem corretamente executados, a armação se
adaptará corretamente na boca. A trama metálica das selas metaloplásticas deve estar
ligeiramente afastada da fibromucosa para que haja espaço para a colocação da cera, que
deverá envolvê-la. Este espaço é obtido por meio de alívio, realizado sobre o modelo de
trabalho, antes da duplicação
Na presença de alguma resistência, devemos analisar o que impede o assentamento final. Esta
interferência em geral ocorre na região dos apoios e retentores ou na região dos conectores
menores, quando estes exercem pressão sobre os espaços interproximais dos dentes de
suporte, devido a um alívio incorreto no modelo de trabalho. Podemos visualizar possíveis
interferências pintando a armação metálica com evidenciadores, como pastas e “sprays”
indicadores de pressão, corretivos usados em datilografia, etc.
Após a prova da armação, deve-se confeccionar uma base de resina acrílica na região onde,
posteriormente, serão montados os dentes (área chapeável). Após o ajuste dessa base acrílica
na boca, confecciona-se os roletes de cera. Os roletes de cera devem ter como características:
forma e volume que não interfiram com a língua e bochecha do paciente (zona neutra), altura
suficiente para registrar apenas as pontas das cúspides dos dentes antagonistas e proporcionar
o correto registro das linhas de orientação (linha mediana, linha canina e linha alta do sorriso).

DENTE E GENGIVA ARTIFICIAL: SELEÇÃO E MONTAGEM


Com relação a forma, altura, largura e escolha da cor, devemos buscar dentes que se
harmonizem com o tipo físico do paciente. Quando o paciente possuir os incisivos centrais
remanescentes, pode-se tomá-los como referência. Quando o paciente não possuir os seis
dentes anteriores, toma-se a largura dos seis dentes antagonistas e observamos na escala do
fabricante o tamanho dos dentes necessários para uma montagem correta.
A tomada de cor dos dentes e da gengiva deve ser efetuada à luz do dia, com o paciente de
frente para o profissional, sem nenhuma sombra. De posse da escala de cor de dentes artificiais,
selecionamos aquela mais adequada, verificando a tonalidade dos dentes naturais. Para a

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tomada da cor gengival deve-se basear pela região próxima do vermelhão do lábio,
selecionando a cor da escala que mais se aproxima do real. A escala utilizada deve ser anotada
e reportada ao laboratório.
A montagem de dentes deve objetivar tanto a estética como a função, estando em harmonia
com lábios, língua e bochechas, independentemente da posição ocupada pela mandíbula.
Existem normas para a sequência da montagem que serão adaptadas a cada situação. O técnico
em prótese irá realizar a ceroplastia reproduzindo o volume e a escultura, semelhante a
escolhida na escala gengival. Para cada cor de pigmento na resina, existe a correspondente em
cera, que são aplicadas na mesma disposição da escala. Desta forma podemos conferir na boca,
se a caracterização gengival escolhida é a ideal. Após a montagem, nova prova em boca deve
ser realizada.

ACRILIZAÇÃO DA PPR
Inicialmente deve-se fixar com cera a PPR no modelo de trabalho, para que não haja perigo de
movimentação durante a inclusão. O recipiente metálico para tal, denominado mufla, possui
três partes: base, contramufla e tampa, que deverão estar perfeitamente adaptadas entre si.
Os dentes do modelo são recortados de modo que fiquem expulsivos, facilitando a inclusão e
desinclusão. Verificamos se o modelo com a prótese é compatível com a área interna da mufla,
tomando também o cuidado de isolar os grampos da PPR com fita crepe e as partes internas
da mufla com uma discreta camada de vaselina em pasta.
Manipula-se o gesso comum, vertendo até ocupar a metade da área interna da base da mufla,
centralizando o modelo. Isso feito, retira-se a contramufla e completa-se a base da mufla com
gesso até a borda do modelo, tendo o devido cuidado para não invadir a cera e os grampos. O
gesso comum deve ficar bem liso e sem retenções. Nas regiões onde o modelo e os grampos
oferecem retenções, para maior segurança, recomenda-se recobrir a área com uma leve
camada de cera fundida, o que facilitará em muito a demuflagem, sem o perigo de fratura.

• Confecção da muralha de silicona ou gesso

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A finalidade dessa muralha é proteger os dentes de possíveis deslocamentos no ato da


prensagem. A silicona ou gesso pedra devem ser aplicados aos dentes de forma que estes sejam
recobertos por vestibular e lingual; e parcialmente na oclusal, deixando apenas as pontas das
cúspides e as incisais visíveis.
Com gesso pedra recobre-se a muralha, aumentando sua resistência, evitando assim alteração
na posição dos dentes no momento da prensagem. Após a confecção da muralha, adapta-se a
contramufla sobre a base, completando-a com uma mistura em partes iguais de gesso comum
e gesso pedra, tampando-a a seguir. Nessa fase deve-se colocar um peso sobre a mufla ou usar
prensa hidráulica, observando a adaptação das bordas metálicas e o extravasamento do gesso,
indicando que o espaço interno foi preenchido corretamente. Se aguarda, no mínimo, uma
hora para a presa do gesso e remoção da cera.

• Demuflagem para remoção da cera

A Demuflagem será feita deixando a mufla por 5 minutos em água fervente, sendo aberta para
a remoção da cera. Após retirar todo resíduo com algodão embebido em removedor, a peça é
isolada ainda quente. Quando o isolamento estiver seco, devemos fazer retenções com broca
esférica nº 3 para melhorar a fixação dos dentes ao acrílico da base da prótese.

• Preparo e prensagem da resina acrílica - Sistema de caracterização

Existem várias técnicas de prensagem e caracterização gengival. Para conseguir os efeitos na


caracterização da gengiva, deverão ser aplicadas três camadas de resina na vestibular da
prótese, de acordo com a indicação da escala e a correspondente folha do livreto de orientação.
A quantidade de resina é proporcional à espessura vestibular da prótese. A deposição do pó é
feita a partir da linha mediana até a região posterior.
Terminada a terceira camada, deve-se umedecer e pulverizar com polímero correspondente a
nuvem final ou a cor de maior predominância, evitando o ressecamento da resina, enquanto
se trabalha no outro hemiarco. Ainda nessa fase, coloca-se um papel celofane sobre a camada
pulverizada fechando a mufla para a verificação da vestibular da prótese. Ao abrir a mufla,
verificar se houve, ou não, o toque do modelo na camada de resina. Caso ocorra, essa irá se
movimentar. Retirar então o excesso e pulveriza-se nova nuvem de pó. Após a aplicação das
três camadas, observamos então sem resina, a metade da cervical interna dos dentes.
Manipulamos a resina incolor que ao atingir a fase pegajosa é transportada para a contramufla.
Fechar a mufla e colocar entre placas de polimerização Getom R (com quatro parafusos),
aguardando a fase plástica, que é a adequada para a prensagem. Com discreto aperto, avalia-
se o excesso que sai de dentro da mufla, apertando entre os dedos, verificando se este não
adere (fase plástica da resina). Todo o conjunto é então levado à prensa hidráulica para a
prensagem lenta e definitiva com pressão constante de 1250kgf para total escoamento da
resina sem danificação da mufla. Após 12 horas, com uma chave sextavada, aperta-se os quatro
parafusos das placas metálicas e, só depois, se afrouxa a prensa hidráulica. Isso confere a
certeza de que a mufla não sofrerá expansão de polimerização.

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• Desmuflagem da prótese polimerizada e acabamento

A desmuflagem é feita retirando-se primeiro a tampa da mufla. Em seguida removemos a


contramufla e com tesoura para gesso e martelo com cabeça plástica removemos o gesso de
preenchimento até atingirmos a muralha que é removida em seguida. Iniciamos agora a parte
mais delicada da desinclusão. Se algum resíduo permanecer aderido, a prótese poderá ser
mergulhada em uma solução de citrato de sódio à 15% por 2 horas.
O acabamento deverá ser iniciado desgastando-se com brocas as rebarbas nas bordas da
prótese. Com mandril e tiras de lixa fina (120 e 180grana) toda prótese é aliviada removendo
as asperezas que, muitas vezes, são deixadas pelas micro porosidades do gesso.
A seguir, polimos a prótese tomando cuidado de isolarmos os grampos com fita crepe,
sequencialmente com: roda de flanela com pedra pomes, escova nº10 com pedra pomes e para
o brilho final, roda de camurça com pasta universal no sentido horizontal e vertical
alternadamente. Após o polimento, a prótese é lavada com sabão neutro e água corrente para
remoção dos resíduos de pedra pomes que tenham, porventura, ficado nas papilas
interdentais. Finalizando, a peça é seca e sobre sua superfície é aplicada uma leve camada de
vaselina líquida. Sua finalidade é de proteger a prótese do ressecamento até que chegue o
momento da instalação na boca do paciente. Caso não seja aplicada a vaselina, devemos
conservá-la imersa em água.

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REFERÊNCIAS
CARR, Alan B.; T BROWN, David; COOPER, Sandra E. McCracken Prótese parcial removível.
Elsevier Health Sciences, 2012.
DI FIORE, Sérgio R.; DI FIORE, Marco Antônio; DI FIORE, A. P. Atlas de Prótese Parcial Removível:
princípios biomecânicos, bioprotéticos e de oclusão. São Paulo: Santos, 2010.
HIDALGO, Beatriz Gualdiano et al. Sequência laboratorial para a confecção de prótese parcial
removível: parte I: do modelo de estudo à inclusão da escultura. Rev. Odontol. Araçatuba
(Online), p. 45-49, 2013.
HIDALGO, Beatriz Gualdiano et al. Sequência laboratorial para a confecção de prótese parcial
removível: parte II: da fundição ao polimento final. Rev. Odontol. Araçatuba (Online), p. 50-56,
2013.
KAISER, Frank. Prótese Parcial Removível. Editora Mayo, Paraná, v. 3, 2002.

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