Resumo de Caprinocultura e Ovinocultura
Resumo de Caprinocultura e Ovinocultura
Caprinocultura e
Ovinocultura
BETIM
1º SEMESTRE/2022
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Sumário
2. SUSTENTABILIDADE .......................................................................................4
5. PROLIFICIDADE ..............................................................................................12
8. CÁLCULOS ........................................................................................................21
9. RAÇAS CAPRINAS ...........................................................................................25
10. A LÃ E SUA PRODUÇÃO.................................................................................30
11. NUTRIÇÃO E MANEJO ALIMENTAR DE CAPRINOS ................................34
12. MANEJO REPRODUTIVO DE OVINOS ........................................................39
Principais diferenças:
Caprinos: são representados pelo bode (reprodutor) e pela cabra (matriz), podendo ser exóticos ou nacionais.
Os machos dessa espécie possuem as glândulas de Schietzel (shieti) que se localizam nos cornos desses
animais e os caracterizam com um odor forte. Por isso, os machos devem ficar a um quilômetro de distância
do local de ordenha e do laticínio para evitar que os derivados lácteos se “contaminem” com o cheiro, tornando
o produto de sabor desagradável.
Ovinos: são representados pelo carneiro (reprodutor), ovelha (matriz) e cordeiro (filhote). Podendo ser animais
lanados (com presença de lã) ou deslanados.
Caprino e ovino produzem leite, porém naturalmente é se ouvido falar mais no leite de cabra. O leite de ovelha
é usado, entretanto ela produz pouco leite, sendo esse leite extremamente nutritivo, sendo reservado para fazer
leite, iogurte, queijo, e assim agregando valor.
Os animais atingem a maturidade sexual com 2 anos de idade. Os animais de maior qualidade são abatidos
com até 6 meses de vida.
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Sustentabilidade é um triangulo que tem que ter um pilar ambiental, social e econômico. Viabilidade ambiental
é não prejudicar o meio ambiente, mas não tem como fazer isso, então tem que mitigar os impactos ambientais
no ambiente. Sustentabilidade e produção sustentável estão ligadas e são necessárias para que tenha mercado
e produto regulamentado no mercado.
Raças que produzem em ambientes estressante (em termos de temperatura, alimentação, etc) têm menor
produção; enquanto isso, em locais com maior tecnologia, como o uso de genética, adubação e fertilidade de
solo, a produtividade tende a se maximizar.
Queimadas;
Manejo incorreto das pastagens;
Presença de plantas invasoras;
Presença de pragas como cupins e formigas.
Sistema Extensivo: baixa tecnologia, menor produtividade, raças menos exigentes; Sistema Intensivo: alta
tecnologia, melhor solo e forragem, maior produtividade, raças exóticas (mais exigentes).
A alimentação está relacionada ao peso vivo do animal. Sendo que um ovino possui o consumo de matéria
seca (CMS) pelo PV de 4-5%. Assim, fazendo a comparação entre a alimentação de uma vaca e de um ovino,
temos:
Vaca pesando 60 Kg com CMS PV de 2,5% vai alimentar-se de 15 Kg de MS. Enquanto isso, um
ovino pesando 50 Kg com o CMS PV de 5% vai se alimentar-se de 2,5 Kg de MS. A ovelha come
menos pois pesa menos e a vaca come mais pois pesa mais.
Menor peso > menor quantidade de comida > menor quantidade de água > menor território necessário > menor
espaço de tempo para produzir por hectare.
Qual a relação da sustentabilidade com a produção de ovinos e caprinos? Por serem pequenos ruminantes, eles
precisam de menor espaço para a produção de alimentos para eles, menor demanda de terra e menor demanda
de agua, proporcionando a produção animal que é carne, leite e lã. Integração lavoura pecuária (ILP) é um
exemplo de sustentabilidade da produção de ovinos e caprinos. A ILP proporciona uma maior sustentabilidade
na criação dos ovinos e caprinos.
O peso está relacionado com consumo. Animal mais pesado tem consumo maior e seu consumo de matéria
seca é em relação ao peso. O peso está relacionado com consumo voluntario, o animal mais pesado tem que
consumir mais para manter a carcaça e o animal com peso mais leve tem que consumir menos para manter a
carcaça.
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Quais são os principais gases estufas emitidos pela agropecuária que está diretamente ligado com a medicina
veterinária? Metano, CO2 e oxido nitroso. O animal que está a pasto emite mais metano por que uma dieta
mais rica em fibra vai estimular mais a produção de acetato que estimula a produção de metano. Do que o
confinado, pois ele utiliza mais a rota do propionato que vai ser mais eficiente e produzir menos metano,
energeticamente sendo mais eficiente.
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RAÇAS PARA lã
Merino Australiano: São ovinos especialistas na produção de lã. Introduzidos na Austrália em 1794 a partir
da África do sul.
Características:
Velo denso e uniforme por todo o corpo com lã muito branca e de extrema suavidade ao tato, resistente.
Peso do velo de 7-10kg nos borregos, 9-19kg nos carneiros e 3,5-4,5kg nas ovelhas.
Comprimento de 7-13 cm e 12 a 23 micras de diâmetro.
Suarda abundante
Peso do macho é de 90kg e o peso da fêmea é de 55kg.
Prolificidade de 125-150%.
Muito boa em produção de lã de boa qualidade, mas é exigente. É a melhor.
Provável formação racial (25% Merino Espanhol + 40% Vermont + 30% Negretti e Electoral +
5% Rambouillet).
Uma raça mista não consegue ter excelência em nenhuma especialidade, se adequando ao sistema extensivo
de produção.
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Corriedale: surgiu na Nova Zelândia. É o cruzamento de fêmea merino com macho Lincoln. Após, ocorre o
cruzamento consanguíneo.
Cabeça larga e chata, com grande topete, garupa arredondada ampla e bem harmoniosa com o lombo.
Seu melhoramento iniciou com cruzamento com Leicester e posterior pressão de seleção.
Produz bastante lã, mas de baixa qualidade, não aguenta processamento.
Produção de lã: velo por todo o corpo, lã grossa e de maior comprimento dentre as raças mistas.
Peso do velo: carneiros: 15 a 20kg, rebanho geral 5-6 Kg.
Mechas em cachos pontudos de cor creme claro e amarelo ceroso.
Produção de carne: machos até 120kg e fêmeas: 100-120 kg. Cordeiros com 4 meses tem 35 kg.
Melhor para produção de carne do que para lã.
Ovelhas muito proliferas e de boa habilidade materna.
Animais compactos, retilíneos e atarracados. Animais atarracados dão mais rendimento de carcaça.
Peso: carneiro 100-110kg; ovelhas: 60-65kg; cordeiros: 20-30kg com 3 meses, aos 6 meses atingem
40-45kg.
Ovelhas proliferas com boa habilidade materna.
Animal muito precoce, vende mais rápido, fatura mais, baixo custo se tiver alta eficiência de produção.
Se tem custo menor de produção de carne, fatura mais.
Até os 6 meses o animal tem carne nobre.
Produz carne fina e saborosa de 1ª qualidade.
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Exigente em termo nutritivo, necessitando de boas pastagens e com aguadas bem distribuídas (não
suportam caminhadas longas).
Machos muito usados em outros rebanhos.
Entrou na formação da maioria das raças de corte.
Algumas categorias vão para a pastagem e algumas vão para o confinamento.
Texel- características:
Ossatura forte. Corpo harmonioso. Focinho escuro. Membros, cabeça e nuca cobertos de pelos finos.
Hampshire Down- surgiu na Inglaterra, a partir de cruzamentos entre Wiltshire x Berkshire Knots e seus
produtos com Southdown.
Dorper: Tem origem no departamento do sul da África onde pegou animais resistentes a zona árida, animais
que reproduzem e criem filhotes de modo aceitável, borregos com bom desenvolvimento, boa produção
leiteira com alto teor de gordura, leve cobertura de lã para proteger da radiação solar, e alta fertilidade e
habilidade materna.
Raça de corte mais utilizada no Brasil, pelas características e pelo potencial de entrega.
Essencialmente produtor de carne;
Animal robusto;
Machos apresentam peso quando adultos de 90 a 130kg de PV e as fêmeas chegam 90-100kg de PV;
cordeiros atingem 35 a 40kg aos 3 ou 4 meses (demonstrando precocidade), apresentando carcaça com
16 a 20kg, com 54% do PV em carne.
Boa Prolificidade.
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Pelagem vermelha ou branca com manchas vermelhas; deslanados; cauda com extremidade branca;
pele escura e casco preto; tórax profundo e costelas pouco arqueada; linha dorsal cortante; ventre pouco
desenvolvido. Pernalta. Muito rustica.
Porte médio e pouca lã; cauda gorda (rica em lipídeo); reserva para escassez.
Carne saborosa;
Peso: macho 40-60kg;
Produz ótima pelica (pele);
Apresenta menor mortalidade dentre os deslanados.
Karakul- características:
Porte médio; membros finos, pretos e compridos; cara preta e bem estreita; macho armado (chifre) e
fêmea mocha.
Baixa produção leiteira.
Raças de leite
Bergamácia- características:
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Lacaune- características:
Cruzamento industrial
É pegar uma raça extremamente especializada com todas as características de precocidade, de rendimento de
carcaça, animal retilíneo; animal atarracado; animal com rusticidade e cruzar com um animal adaptado as
condições brasileiras para ter um F1. Esse F1 resultado de cruzamento industrial vai ter rusticidade e
qualidade. Cruzamento mais comum no brasil é de Dorper com santa Inês.
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Se trata do quanto de carne rende o animal depois de abatido, ou seja, tira-se o peso de vísceras e estruturas
não comestíveis e pesa-se a carcaça. Entende-se por carcaça, o animal abatido, sangrado, esfolado, eviscerado,
desprovido da cabeça, patas, rabada, glândula mamaria (fêmea), verga, exceto suas raízes, e testículos
(macho). O rendimento da carcaça é a relação entre o peso do animal a ser abatido (vivo) e o peso da carcaça
expresso em porcentagem.
RC altíssimo – 60%;
RC muito bom – 55%;
RC bom – 50%;
RC baixo – 40%.
Fatores para ter um bom RC: genética (raças mais compactas rendem mais do que as raças mais pernaltas);
nutrição e manejo.
A melhor carne é a do cordeiro mamão, pois é a mais macia; quando o animal vai envelhecendo, sua carne se
torna mais firme e forte, tendo maiores chances de ter ranço. Para levar o animal ao abate ele deve pesar no
mínimo 30/35 Kg. No sistema de produção deve-se fazer reposição de 20% das matrizes, e quando a ovelha
não emprenha ela é descartada; as matrizes geralmente ficam no sistema de 4 a 5 anos.
Se trata de quanta gordura deposita na carcaça. A gordura tem como função manter a carne úmida,
proporcionando maior suculência, maciez e sabor naquela carne. A gordura é depositada no animal a partir da
maior ingestão de carboidratos solúveis, amido principalmente; pode ser feito na fase final do animal, com a
suplementação de farelo de milho.
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Habilidade materna está relacionado com proteção e produção de leite, isso é bom pois reduz o índice de
mortalidade e potencializa a desmama do cordeiro mais pesado. Está diretamente relacionado com a
sobrevivência do filhote e seu alto desempenho em termo de ganho de peso e peso a desmama.
A Prolificidade é um fator genético, sendo que quanto maior a prolificidade, maior é a chance de o animal dar
parto duplo ou triplo. Sendo assim, a prolificidade é a frequência de partos gemelares (gêmeos). Quanto mais
filhotes a matriz tem por parto, maior é sua prolificidade, e mais chance ela tem de permanecer no sistema de
produção.
Dentro de uma estação de reprodução é quase impossível ter 100% de índice de gestação nas fêmeas
protocoladas; 80 a 90% de fêmeas prenhas é um excelente número. Animais com má nutrição e doenças têm
baixa taxa de ovulação, o fator idade também interfere.
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Sustentabilidade é produzir mitigando os impactos ambientais nos recursos naturais (água, solo, vegetação e
ar) considerando as gerações futuras.
Qual a relação da sustentabilidade com a produção de ovinos e caprinos? Por serem pequenos ruminantes, eles
precisam de menor espaço para a produção de alimentos para eles, menor demanda de terra e menor demanda
de agua, proporcionando a produção animal que é carne, leite e lã. A Integração lavoura pecuária (ILP) é um
exemplo de sustentabilidade da produção de ovinos e caprinos.
A relação da ILP com a sustentabilidade é a recuperação do solo. O calcário e adubo entram através da lavoura,
em que se começa a trabalhar o solo (nutrindo). O NPK (nitrogênio, fosforo e potássio) é utilizado para
melhorar o solo, nutrindo-o e o recuperando. A agricultura entra melhorando e nutrindo para tornar o solo
mais produtivo.
Sistema Intensivo: mais tecnologia no sistema, operação, pastagem, volumoso e raça. Uma raça melhor é
colocada no sistema intensivo para o potencial genético se expressar. Por exemplo, para dar um cordeiro mais
precoce, é necessário de genética, nutrição e ambiente adequado.
ILP requer um sistema intensivo de produção, na qual pega um solo de baixa produtividade e fertilidade e
transforma o solo em um solo de maior fertilidade.
Tem como trabalhar o animal a pasto de forma intensiva? Sim, além de trazer fertilidade para o solo, traz um
manejo adequado para a forragem, que vai para um sistema de alta tecnologia, rotacionando e suplementando
esse animal nutricionalmente.
A ILP vai recuperar áreas degradadas com ciclos de agricultura e pecuária. Pega um solo de baixa fertilidade
e baixa produtividade e coloca uma forragem de baixa produtividade e depois coloca de alta. O sistema com
solo de baixa produtividade e de baixa fertilidade, desencadeia uma forragem de baixa produtividade e de
baixa qualidade, consequentemente o sistema de produção animal vai desenvolver um animal de baixa
produtividade e qualidade, pois a forragem não oferece isso, já que o solo não oferece. Dentro do sistema de
produção animal, tem que integrar solo, forragem e animal.
Fotosensibilidade: causada por Braquiária na alimentação de ovinos. Causa uma “dermatite” nos animais.
Devido a isso, ovinos não podem se alimentar de Braquiárias. As forragens para ovinos e caprinos do sistema
intensivo (alta tecnologia) são o Tifton, Massai e Aruana. Se entra com Tifton e com nutrição em um sistema,
vai aumentar a produção, a qualidade e a lotação animal, dessa forma irá aumentar no final a produção animal.
No pasto degradado se tem 0,5 UA/ha/ano. No sistema extensivo tem 1,0 Ua/ha/ano. No sistema intensivo
tem 5,0 Ua/ha/ano, podendo chegar 5UA/ha/ano. Quando se coloca tecnologia tem que se saber qual a % da
produtividade, por exemplo, se saiu de uma área degradada (0,5 Ua/ha/ano) e passou para um sistema intensivo
(5,0Ua/ha/ano), faz o seguinte cálculo:
5,0 UA/ ha - 0,5 UA/ha = 4,5 > 4,5 / 0,5 = 9 > 9 x 100 = 90%
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Para trabalhar com a gramínea, tem que adubar pois só assim para ela absorver os nutrientes. A lavoura pode
produzir tanto gramínea (milho, arroz, trigo, sorgo) quanto leguminosa (soja, feijão). O ideal é plantar a
leguminosa pois vai melhorar a fixação biológica do nitrogênio (FBN). A raiz da leguminosa é pivotante, ela
cresce e aprofunda mais, isso é bom pois descompacta o solo, filtra mais a agua, começando a ficar mais firme
no solo. A leguminosa tem Rhyzobium (bactéria) na raiz que ajuda na fixação biológica do nitrogênio (FBN).
Existem três pilares da sustentabilidade, sendo a viabilidade social (S), viabilidade ambiental (A) e viabilidade
econômica (E). A viabilidade econômica é não tomar prejuízo (é o lucro).
Sustentabilidade ambiental: preparação da base produtiva para a certificação dos seus produtos.
O manejo da área (solo) com agricultura pode proporcionar a recuperação de áreas degradadas repondo
nutrientes ao solo (NPK) aumentando a produtividade e intensificando o sistema de produção.
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Eficiência reprodutiva é um somatório de fertilidade, prolificidade, sobrevivência dos cordeiros, pois tem
grande dependência genética e também sofre efeito na nutrição. Consanguinidade diminui a eficiência
reprodutiva prejudicando a produção de carne.
Fases de produção:
O GMD (ganho médio diário) sempre será melhor no confinamento que na pastagem.
O maior peso ao nascer está relacionado com maior viabilidade de campo, melhorando o desempenho
subsequente que é o GPD/GND (ganho de peso diário). E pode estipular a época da desmama. No Brasil um
bom GPD é de 130 (baixa tecnologia) a 250 (alta tecnologia), na Europa é de 350 g.
EC: escore corporal // CC; condição corporal. CC e EC estão correlacionados com a nutrição animal.
RC (rendimento de carcaça) varia de 40 a 60%. 40% é ruim, 50% é um médio/bom, 60% é muito bom.
Portanto, quanto maior o RC, mais carne para vender e mais lucro o produtor vai ter. O rendimento de carcaça
é diferente do acabamento de carcaça.
Como melhorar o RC de 40 para 60%? Genética, a primeira coisa é pegar um animal com genética melhorada
para acabamento de carcaça, sendo elas as raças South Down, Ille de France, Dorper. Não adianta ter genética
e errar no manejo, não tem como trabalhar a melhor genética se errar o manejo.
Conhecer a faixa etária onde ocorre o maior crescimento pode programar um sistema de terminação de
cordeiros melhor. No Brasil é de 2 a 5 meses, para as raças inglesas é de 70 a 90 dias. O tipo de parto influencia
no GPD, gêmeos tem velocidade de ganho inferior aos de parto simples. O sexo influencia no GPD (ganho de
peso diário), pois o desempenho dos machos é melhor que o das fêmeas. Tem que considerar o plano
nutricional, pois se sabe que se o animal nasceu em parto gemelar é necessário aumentar o suporte do animal
para compensar o que ele perdeu em comparação ao parto simples.
Na estrutura de comercialização deve-se trabalhar para evitar a sazonalidade de produção, como também
diminuir a oferta de carcaça heterogênea, ao qual deve sempre manter um padrão de animal. Isso é feito com
genética melhoradora e estação de monta, que deixa os animais mais homogêneos. Heterogêneo é quando
cada hora você entrega animais com diferentes RC (despadronização).
Peso do abate: para algumas raças o rendimento de carcaça pode aumentar o peso próximo aos 50 kg, por
outro lado há sempre a tendência de maior acumulo de gordura, principalmente ao avançar da idade, no dorso
do animal.
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Observa-se que animais com menor GPD e crescimento lento, tem mais gordura na perna e no lombo. Pode
considerar como satisfatório um peso de abate de 20 kg de PV com animais de 90 dias, e para cordeiros de 40
kg para animais com mais de um ano. Um bom rendimento de carcaça deve estar próximo ao 50%.
Classificação de carcaça:
Cordeiro mamão é o animal até os 6 meses macho castrado e fêmeas com dente de leite;
Borrego é 1,5 a 2 anos macho e fêmea com no máximo 2 pinças;
Capão é ovelhas com segunda dentição completa e carneiro macho não castrado considerando a queda
das pinças na segunda dentição.
A conformação de carcaça varia de macho, macho castrado e fêmea. A carcaça da fêmea não é muito boa,
mas precisa ser abatida. São elas: convexa, subconvexa, retilínea, subcôncava, côncava e destinada a
fabricação ou industrialização.
Medida de gordura:
O local de deposição de gordura é em cima do dorso lombar. Classificação superior de carcaça, são animais
com alto desenvolvimento de massa muscular, perfil de pena convexo, gordura branca, gordura superficial
com distribuição uniforme, gordura intramuscular abundante e bem distribuída, musculatura de cor rosa pálida
em cordeiro, e vermelho escura em adultos.
Gordura intramuscular é o marmoreio, e quanto mais carne tem melhor, pois vai dar sabor, suculência e
maciez. Esse marmoreio se faz melhor através do cruzamento industrial com alto grau de heterose. Exemplo
de um cruzamento industrial com alto grau de heterose? DORPER.
Quando trabalha com animais a pasto, não quer dizer que está trabalhando em um sistema extensivo. Pode ser
trabalhado a pasto de forma intensiva. O fato de intensificar o pasto quer dizer que se que adubar, manejar e
irrigar, tendo uma área que vai produzir mais alimento, podendo então colocar mais animais e assim
intensificando. Mas isso não se compara a animais confinados, pois os confinados têm um ganho muito maior
do que o intensivo a pasto, pois o gasto de energia do animal é muito menor e a dieta é mais balanceada e
trabalhada para o ganho de peso dos animais.
Exigência de água por categoria: ovelhas prenhas e em lactação- no terço inicial 4 a 5 litros, e 20 litros para o
final da gestação; cordeiros e borregos- 3 a 5 litros por dia.
Ovinos em pastejo têm exigência maior do que ovinos em confinamento, pois eles andam e tem maior gasto
para fazer a manutenção. A categoria que é importante estabilizar o escore de forma que essa categoria nem
perde nem ganha é a matriz. Na ovinocultura, a categoria que é mais comum trabalhar para pasto é a matriz,
pois ela precisa manter um escore favorável para sua produção e reprodução.
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Categorias:
A alta prolificidade está relacionada diretamente com um bom nível nutricional que vai refletir no escore dos
animais e vai dar maior prolificidade que é a quantidade maior de partos gemelares. Isso é bom parar saber
identificar uma maior quantidade de cordeiro no sistema, pois a prolificidade aumenta a quantidade em número
de crias.
Um bom nível nutricional intrauterino resulta em maior peso ao nascer, diminuindo a taxa de mortalidade, e
aumentando o maior peso na desmama. O cordeiro irá ser desmamado mais pesado se a fêmea tiver habilidade
materna para poder dar leite e ter uma taxa de sobrevivência maior e ir mais pesado para o confinamento.
Quando está em um confinamento e quer uma engorda tem que ter mais alimento concentrado do que alimento
volumoso, a qual a dieta vai ficar mais barata (70% C e 30% V ou 80% C e 20%V).
Matriz geralmente não se é colocada em confinamento, devido à idade e as questões imunológicas, já que as
condições sanitárias triplicam por misturar animais jovens com animais velhos.
Quando está trabalhando com a cria utiliza-se pastagens. A cria não precisa de ir para o confinamento, pois é
caro para o que ela irá oferecer, que é a gestação e amamentação.
Não se consegue ter acabamento de carcaça com 4-10 mm em pastagem. O problema de trabalhar engorda em
pastagem é o AC que irá ser alto e perder RC.
Desafio sanitário na pastagem: parasitas que se desenvolvem pelas condições propicias para sua proliferação.
Pastejo horário: não deixar a cria e a recria de manhã até de tarde, para diminuir o contato da mãe e do filhote
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com o parasita. No horário de 11-13h que o sol está alto, vai deixar o animal pastejar pois vai diminuir a
capacidade do parasita, já que eles preferem umidade, sombra.
Animais que nasceram de parto duplo ou triplo devem ficar separados dos animais que nasceram de parto
simples, devido ao manejo que cada um desses animais teve e a exigência que fizeram da mãe.
Melhora o manejo reprodutivo (deixando a ovelha longe do cordeiro, ela fica estressada e libera
hormônio que antecipa o cio)
Aleitamento artificial é a mesma coisa de fornecimento de sucedâneos.
Alimentação de cordeiros:
O aleitamento artificial é utilizado os sucedâneos, é recomendado quando as ovelhas têm produção de leite
pequena ou quando o cordeiro é órfão ou foi rejeitado. Tem que melhorar o manejo reprodutivo ou trabalhar
o sucedâneo nos rebanhos elites.
O problema de manter um cordeiro com uma ovelha que tem pouca produção de leite é que ele não vai ganhar
o peso esperado da desmama e consequentemente vai ficar um animal mais baixo, mais caro, baixo
acabamento de carcaça e baixo desempenho de produção, pois faltou leite na fase inicial.
Creep feed> alimentação só de cordeiros que estão em aleitamento (0-3 meses). O cordeiro está junto com a
mãe, mas apenas ele come. Isso é bom, pois vai aumentar o peso da desmama do animal, a mãe recupera o
score corporal mais rápido e entra no ciclo reprodutivo mais rápido.
Ração proteica > filhote mamando > diminui exigência de leite diante a matriz > matriz menos exigida >
transforma em gordura > recupera o score mais rápido > entra no cio mais rápido.
A ração do cordeiro (Creep feed) tem que ser mais proteica do que energética, pois o animal está ganhando
massa muscular, já que ainda está novinho, assim tem que ser mais proteica, na qual essa ração é mais cara.
Para investir tem que fazer análise financeira, para saber se vai ter retorno financeiro (se vai diminuir intervalo
entre partos e se o cordeiro está ganhando peso).
Problema sério que tem se evidenciado em várias regiões do Brasil com cordeiros é o emprego de misturas
minerais ou concentrados para vacas leiteiras: consequência é UROLITIASE (pedra nos rins que pode levar
o animal a morte). A solução é evitar excessos de concentrados e usar sal adequado (Ca: P). Deve ocorrer o
balanceamento da concentração de cálcio e fosforo para diminuir a incidência de Urolitiase. Outro ponto é
que não se deve dar ração de vaca para ovinos pois pode dar Urolitiase, já que nessas raçoes tem alto índice
de fosforo e cálcio.
Outro ponto a se preocupar na nutrição de ovinos é que tem que tomar cuidado com a quantidade de cobre,
para não chegar no nível máximo.
Na fase de transição deve se tomar cuidado, pois vai ter altos teores de alimentos concentrados em relação a
alimentos volumosos.
Alimentação de borregas;
Alimentação na puberdade consiste em uma mistura múltipla e concentrada, sendo que o manejo de pastagem
vai influenciar bastante no ganho de peso do animal para que ele entre no ciclo reprodutivo.
Fêmeas obesas ou muito magras vão ocorrer de ter perda de fertilidade, em que os números do tamanho de
crias vão ser afetados. Ocorre principalmente em função da questão da falta de suplementação ou pastagem
inadequada para as fêmeas.
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O ganho de peso diário de 200g de Sullfolk e cruzas diminui a produção de leite. Quando a borrega de Sullfolk
(+ rusticidade) começou a ganhar 200 g, a produção de leite caiu, pois foi dada muita ração. Depois que deu
problema na produção de leite, desencadeia problema na desmama do cordeiro, portanto, causa uma desmama
mais leve em função da nutrição inadequada da borrega.
Flushing: suplementação energética dada para as fêmeas antes da estação de monta e depois da estação. Para
ter produção de gordura e assim aumentar a fertilidade e a prolificidade. Tem que ser animais que tenha boa
prolificidade e genética para isso, se não ocorre o gasto de dinheiro à toa. É uma suplementação com farelo
de milho, pois é altamente energético. Só vai suplementar as fêmeas mais magras.
Animais com score 0 são animais caquéticos, quase mortos. Animais com score 1, é possível palpar os ossos.
Score 2 é possível sentir os ossos com camada de musculo por cima. Esses três scores não dão reprodução,
não tem prolificidade. O que dá prolificidade é de score de 2,5-3
Prolificidade é diferente de fertilidade, em que a fertilidade é se a fêmea pode gerar partos e a prolificidade é
se o animal é capaz de dar partos gemelares. Isso é bom quando se está em um sistema com tecnologia, para
poder fornecer nutrição para o animal, pois caso ao contrario pode ocorrer desses animais morrerem. Estação
de monta: score de 2,5 a 3 (matriz antes da reprodução).
Parto gemelar: tem que ter score 4. Não pode se preocupar apenas no final e sim durante todo o processo. Essa
nutrição é importante para o filhote e para a mãe, sendo que para o filhote é importante para não nascer magro
e para a mãe para que não tenha problema com toxemia.
Para parto que seja único (sem ser gemelar) tem que ter um score de 2 a 3,5. Tem que ter nutrição também,
pois pode ocorrer de ter toxemia também.
A matriz que fica vazia não compensa ficar no sistema, o que compensa é matriz que fica gestante. Para as
vazias o recomendado é o descarte, então vai para o abate. O preço da carcaça dessas ovelhas é diferente.
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Cordeiro desmamados:
1. Peso fina do cordeiro x rendimento de carcaça = carcaça
2. Carcaça X preço de venda
3. Quantidade de animais x preço total
Ovelha vazias:
1. Peso da ovelha X rendimento de carcaça da ovelha
2. Carcaça x preço
3. Número de ovelhas x preço total da carcaça
4. Faturamento total: ovelhas vazias + cordeiros desmamados
DADOS:
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B) Qual o faturamento com a venda de cordeiro? Quantos animais serão abatidos e qual
faturamento total?
Peso fina do cordeiro x rendimento de carcaça = carcaça
40 Kg X 40% = 16 Kg
Carcaça x preço
16 Kg x 16,00 = 256,00
Número de ovelhas x preço total da carcaça
320 ovelhas x 256,00 = 81.920,00
Faturamento total: ovelhas vazias + cordeiros desmamados
Faturamento total: 109.106,76 + 81.920,00 = 191.026,76
C) Quais os piores índices zootécnicos e como resolver para que possam melhorar?
Estratégia para melhoria: fazer flushing, a qual irá colocar suplantação energética para a ovelha conseguir
peso e chegar a um score de 2,5 a 3. Além disso, é bom se ter um reprodutor Dorper para melhorar o RC e a
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% de fertilidade, e esse animal precisa de um exame andrológico para se ter uma boa motilidade e
turbilhamento (precisa chegar ao destino e com rapidez).
Para resolver o problema da PD (peso da desmama) e mortalidade > após o termino do período de monta (após
45 dias) > vai separar o lote animais com parto simples e com parto gemelar através do ultrassom > melhor
manejo para partos gemelares (score de 4- 4,5) e para partos simples (5,0).
Peso a desmama aumentando irá diminuir a taxa de mortalidade, pois melhora seu índice corporal e sua
nutrição. Além disso tem que se ter bom manejo sanitário e bom manejo de dejetos (urina e fezes).
Tem que convergir ambiente, nutrição e manejo sanitário para que ocorra a diminuição da taxa de mortalidade.
Uma boa nutrição aumenta o GMD. Colocando o Dorper aumenta o rendimento de carcaça. Para melhorar o
GMD tem que ter uma nutrição balanceada entre energético e concentrado, não podendo ter dieta bovina.
DADOS:
CC; 3,0
800 ovelhas
Fertilização: 95%
Prolificidade: 130%
Mortalidade: 10%
PN (peso ao nascimento): 3,7 Kg (está baixo)
PD (peso a desmama): 14 Kg
GMD: 300g
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B) Qual o faturamento com a venda de cordeiro? Quantos animais serão abatidos e qual
faturamento total?
Cordeiro:
43,4 Kg x 52% = 22,56 Kg
Ovelha:
50 Kg X 40% = 20 Kg
20 Kg x 16,00 = 320
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Bom vigor
Feminilidade
Ligação harmoniosa de úbere (dá suporte ao úbere para o processo de leite e não ficar caindo, e assim
evitar ter problemas com mastite) - As cabras possuem apenas dois úberes.
Angulosos e descarnados
Ventre profundo
Garupa ampla
Formato cunha
Membros bem aprumados.
É melhor ter um animal menos produtivo com boa ligação harmoniosa do úbere, pois é melhor ter menor
quantidade de leite com boa qualidade do que caprinos com muito leite, mas que podem ter alta recorrência
de mastite, CCS, CBT, escoriações, etc (devido ao maior contato com ambientes contaminados).
Ordenha mecânica: é importante trabalhar uma boa ligação harmoniosa para se implantar a ordenha mecânica.
Para evitar consanguinidade é melhor tirar o macho do sistema do que a fêmea, pois ela ainda vai estar muito
nova, não sendo vantajoso.
É muito comum trabalhar com o piso ripado para raças de leite caprinas, para que a urina e as fezes não fiquem
paradas, diminuído problemas sanitários. O casqueamento tem que sempre ser olhado (casco pode nascer de
forma irregular). O cimento é mais barato que o piso ripado, por isso é o mais utilizado nos capris. O piso
ripado é importante também para o manejo sanitário, em questão de separar os animais (jovens com jovens,
velhos com velhos).
Bodil: lugar onde fica os bodes. Os bodes têm que ficar longe da sala de ordenha, para não ocorrer
contaminação do leite e por conta do odor hircino. Os bodes só servem para reprodução. O gosto forte do leite
é devido ao odor hircino, em que alguns produtores deixam o bode perto da fêmea para estimular o cio da
fêmea através do odor hircino.
Como vai resolver a questão do cio se o macho fica longe: investir nos fatores para o cio (luminosidade, score
corporal, nutrição, fotoperiodo), além de levar a fêmea para o Bodil quando estiver próximo ao cio.
Raça Saanen
Pelagem; animais com pelos curtos brancos e creme, predominamente lisas e bem implantadas, mucosa rósea
(pequenas pintas). A altura dos machos é de 80-90 cm e da fêmea 70-83 cm. A cabeça é leve, com perfil
retilíneo e côncavo, orelhas pequenas á médias e eretas, com presença de brincos.
Características zootécnicas: produção de leite variando entre 520 a 920 Kg/lactação (250 a 302 dias). O peso
dos machos é de 70-90 Kg e da fêmea é de 45-60 Kg.
É uma das raças mais produtivas da caprinocultura. É um animal muito exigente em manejo sanitário,
reprodução, nutrição, exigindo bons cuidados.
Tem que ficar pelo menos uns 45 dias seca para poder parir. Não pode deixar parir em lactação, pois se não
vai ter nascimento de filhote “fraco”, a fêmea ficará “acabada”.
Raça TOGGENBURG
Possuem a pelagem castanho claro ou baio claro, com duas bandas que vão deste as orelhas, passando pelos
olhos até os ângulos dos lábios. Os pelos sãos curtos a compridos com mucosas acinzentadas. A altura do
macho é de 75-780 cm e da fêmea é de 70-80 cm. Possuem o dorso e o lombo fortes, pescoço destacado,
delgado, membros delicados e fortes, extremamente brancos. A cabeças é alongada e forte, com orelhas
médias um pouco levantadas e dirigidas para frente.
Características zootécnicas: tem uma produção de leite de 700 Kg/lactação (276 dias). O peso do macho é de
60-70 Kg e da fêmea é de 45-50 Kg. É comum dos filhotes/parto apresentarem crescimento precoce.
Raça ALPINA
É a linhagem alemã mais robusta, sendo mais importante cabra leiteira na Europa.
A pelagem vai do pardo claro até vermelho escura (queimado) com faixa preta no dorso, membros e cabeça
mais escuros (queimados). Pelos curtos e brilhantes. Preto é desclassificante. Pele e mucosa escuras.
Características zootécnicas: tem uma produção leiteira de 550-5600 Kg/lactação – atingindo a média de 2,5
Kg/dia (máximo de 8 Kg). O peso dos machos é de 70-90 Kg e das fêmeas é de 50-65 Kg.
Pode criar no sistema extensivo por ser mais rústica? não é recomendado, pois é um animal de exigência
alimentar alta para produção de alta escala. Se colocar em sistema de baixa tecnologia, vai diminuir a
produção.
Tem ligação bem harmoniosa. Normalmente a Saanen supera a Alpina, mas sempre tem que levar em conta
que o melhoramento não é 100%.
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Raça MURCIANA
Pelagem: pelos curtos, de cor castanho avermelhado a preto, a pele é fina e na primeira casa será rósea,
enquanto no segundo será preta. A altura do macho é de 77 cm e da fêmea de 70 cm. A cabeça é pequena,
descarnada e fina, com formato triangular, perfil retilineo a sub-côncavo, chanfro retilineo e fronte
ligeiralmente côncavo. Machos têm pescoço potente.
Caracteristicas zootecnicas: a produção de leite varia entre 500 e 600 Kg/lactação (300 dias). O peso dos
macho é de 70 Kg e das fêmeas é de 50 Kg.
É uma raça da região nordeste, a qual possui alta rusticidade devido ao ambiente em que se adapta.
Raça BOER
Em relaçao aos caprinos ele é o melhor, mas em relaçao aos ovinos o melhor é o Dorper, pois produz melhor
quantidade de carne. Sendo assim, é melhor produzir carne ovina que caprina, com a raça Dorper.
Pelagem: pelos vermelhos da carcaça, orelhas e pescoço, com o restante do corpo coberto por pelos brancos.
Sua pele é pigmentada em todo corpo. A altura acima de 60 cm nas fêmeas e 75 cm nos machos. A cabeça é
forte, com olhos castanhos, chanfro levemente convexo . Chifres fortes e de comrprimento moderado,
curvando-se gradualmente para tras e para os lados. Orelhas largas, comprimento médio e pendulares.
Caracteristicas zootecnicas: possuem rendimento de carcaça entre 48 a 60% (jovens e adultos). Adultos
ultrapassam 100 Kg de peso vivo.
Raça Bhuj
A altura do macho é de 70-100 cm e da fêmea é de 60 a 75 cm. O corpo: dorso comprido, largo e reto; lombo
comprido e largo em harmonia com a garupa; garupa larga e comprida; ancas largas. Membros longos e
aprumados. A cabeça é considerada pequena e de perfil ultra convexo; orelhas largas, pendentes e chitadas;
chifres curtos e voltados para tras (leve espiral)
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Raça ANGLO-NUBIANA
A cabeça é pequena e bem delineada. As orelhas médias a grandes, espalmadas e pendentes, com perfil
concvexo.
Caracteristicas zootecnicas: a produçaõ leiteira é de 2-4 Kg/dia. O peso dos machos é de 70-95 Kg e das
fêmeas é de 40-60 Kg. É uma raça produtora de pele de boa qualidade.
Raça mambriana
É uma raça originaria da Síria e da Palestina, sendo resistente então a seca. No Brasil existem poucos
exemplares puros. A sua pelagem é negra brilhante com manchas avermelhadas na cabeça, apresentadndo
algumas variações acizentadas, pardacentes, brancas ou mesmo malhadas. Pelos curtos na parte anterior do
corpo e longos no posterior. A altura dos machos é de 70-90 cm e das fêmeas é de 60-75 cm. A cabeça é de
perfil covexo, com orelhas longas, peendentes e espalmadas, os chifres são longos (quando presentes) de
forma espiralada.
Caracteristicas zootecnicas: a produção leiteira é em media de 2-4 Kg/dia. O peso do macho é de 70-90 Kg e
fêmeas de 60-85 Kg. É uma raça produtora de carne e de pele de boa qualidade.
Caracteristicas gerais:
Raças nativas
Baixo rendimento de carcaça
Ossatura forte
Pequeno tamanho
Baixa prolificidade
Raça moxotô
Pelagem: cor baia e suas tonalidades, até a lavado; linha dorso-lombar com faixa preta (terço médio pescoço
à cauda). Pelos pretos na região do ventre, nas faces internas dos membros, região perineal, úbere e canela.
Linhas pretas nas faces laterais na maxila e linhas que saem da inserção dos chifres indo a nuca. A altura dos
machos é de 72 cm e das fêmeas de 62 cm. A cabeça possui perfil reto, chanfro seco e com bordas retilíneas
quando visto frontalmente; presença ou não de brincos. Mocho desclassifica.
Características zootécnicas: a produção de leite é muito baixa (0,3 – 0,4 Kg/dia). O peso dos machos é acima
de 36 Kg e da fêmea de 30-34 Kg. Partos duplos em 40% dos casos, pele preta e fina.
Raça Canindé
Esss raças produtoras de pele são excelentes. A pele da caninde é melhor que a da moxoto.
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A pelagem é castanho escura a preta por todo o corpo, exceto no ventre: o perineo tem pelos curtos e finos. A
altura dos machos é de 60 cm e das fêmeas é de 50 cm.
Caracteristicas zootecnicas: a pele é de excelente qualidade (fina e resistente ). O peso dos aniamis machos é
acima de 40 e das fêmeas é de 25 a 30 Kg.
Raça marota
Pelagem: pelos curtos e brancos, pele clara (pigmentada) e maior pigmentação na cauda e face interna das
orelhas. A altura é acima de 50 cm. A cabeça é ligeralmente grande e vigorosa. Os chiferes desenvolvidos e
divergentes deste a base, para cima, para tras e para fora. Orelhas pequenas e com pontas arredondadas.
Caracteristicas zootecnicas: o peso é acima de 35 Kg e a pele é macia e flexivel.
Raça repartida
A cabeça é ligeiramente grande e vigorosa. Os chifres desenvolvidos e divergentes deste a base, para cima,
para trás e para fora. Orelhas pequenas e com pontas arredondadas. Animal leve, pequeno, adaptável ao bioma
da caatinga. Não vai variar em questão a peso e nem sobre qualidade da pele.
Raça angorá
A pelagem é geralmente branca com nuanças amarelo-prateado; pelos longos, finos e sedosos por todo o
corpo. O animal é pequeno, cabeça fina, perfil reto e com topete na frente.
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Com a lã tem que trabalhar a questão de qualidade e quantidade. Os aspectos de raça e idade vão influenciar
diretamente. É o macho reprodutor que produz mais. É a raça Lincoln que está nas raças mistas. Quem produz
mais em questão de quantidade é o carneiro.
A finura, resistência e a fiabilidade é que vai receber melhor para o beneficiamento. Lã grossa não é boa para
o comercio.
É utilizado 1 para 50 matriz, pois se não vai ter briga, além disso a ovelha irá ter novas proles mesmo não
produzindo tanto igual o macho. Tem que ter maior quantidade de matriz para produção de mais proles, se
não tiver a matriz não vai ter produção.
Para produzir lã a quantidade de enxofre tem que ser maior que de outras categorias, pois está diretamente
relacionada com a produção da lã.
A fibra da lã
Interna (cortícula): formada por células fusiformes alongadas que dão resistências à lã.
Externa (cutícula): camada de queratina revestida de escamas.
A lã deve ser amedulada para ter melhor qualidade, no entanto podem aparecer fibras semi-medulada (medula
interrompida) ou mesmo meduladas no velo (tecido de qualidade inferior, cor desuniforme, é defeito
hereditário grave).
A alimentação e a sanidade são fundamentais para que se tenha produtividade da quantidade e qualidade da
lã. Sendo que é necessário que a lã seja amedulada (resistente) para ter melhor qualidade.
A lã amendular é aquela que apresenta maior resistência e assim uma melhor qualidade do tecido, já a lã que
é medular, é aquela que é mais frágil, menos resistente, sendo o tecido de pior qualidade.
Quando se trabalha com lã precisa fazer uma suplementação especial de enxofre, pois é o enxofre que confere
a resistência e elasticidade da lã.
O custo de produção de lã é alto, e para sua produção se leva em conta localidade e o melhor meio de produção
para a região.
O brilho da lã é função das escamas presentes na cutícula. Sendo que um grande número de escamas oferece
um brilho para a lã menor e uma menor quantidade de escamas oferece um maior brilho para a lã.
Lã fina tem grande número de escamas dando menor brilho.
Lã grossa tem pequenos números de escamas e seu brilho é menor.
Tosquia: é a retirada periódica de lã (ciclo de 1 ano), somente raças com lãs longas podem ser tosquiadas 2
vezes 2 vezes aio ano.
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Tosquia
É a retirada periódica de lã (ciclo d 1 ano), somente raças com lãs longas podem ser tosquiadas 2 vezes ao
ano. Normalmente feita por equipe especializada. Geralmente é e feita na época de outubro a dezembro (época
de chuva). Feita em piso cimentado e/ou com gradil de proteção.
Maturação de sementes que podem aderir a lã é um fator determinante da época de tosquia. Outro fator
determinante da época de beneficiamento.
Deve separar os tipos de lãs em sacos devidamente identificados (125 a 180 Kg). Só tosquiar após secagem
do carvalho. Animais mais velhos apresentam lã mais fina (quanto mais velho o animal melhor a qualidade
da lã). Vai separar a lã por categoria e pela parte tosquiada.
Propriedades da lã
Finura (diâmetro ou espessura): diâmetro médio varia com a idade e região do corpo, sendo mais fina nas
cruzes > paleta> costela > lombo> anca > quarto.
Sexo: ovelhas > capões > carneiros
Uniformidade do diâmetro fino característica de raças puras.
Quanto mais amerinada (mais sangue de merino) for o animal melhor será a qualidade da lã. Raças puras tem
melhores lãs.
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Excesso umidade : fungos destroem a lã. Jamais deixar atingir 40% de água.
O excesso de água confere aspecto carbonizada.
Suarda: produto de glandulas sudoriparas e sebaceas. Lubrifuca e protege as fibras contra feltragem.
Brilho: é função das escamas em refletir a luz.
Cor: pode ser branca (após lavada), amarelada ou deoendendo do local onde se cria o animal (negra, marrom,
cinza, vermelha, rosada).
Acapachada: entrelaçamento de lã, ocorre geralmente no cruzamento de raças de lã grossa e de lã fina (Lincoln
com merino por exemplo).
3. Falta de resistência
Constrição da fibra promove o rompimento ao ser tracionada. Pode ser causada por irregularidade na nutrição
dos folículos, infecções (febres e metrites), carência alimentar. O que vai detonar a falta de resistência é a
infecções e nutrição. Medular: causa baixa resistência
4. Manchada (apresentando cor anormal)
Lanaurina (pigmento amarelo da Suarda), velos com excesso de Suarda, alta umidade e calor, lã azul ou verdes
devido a bactérias (raro) ou resíduos de remédios. Uso de tintas inadequadas.
Categorias de lãs
Velo, borrego, garreio, retosa, pelego, desborde, capacho, campo, preta ou moura, resíduos de lã. As 5
primeiras são as melhores. O que diferencia a categoria da lã é a sua qualidade. Essa qualidade está relacionada
com a parte do corpo do animal.
Quanto à qualidade estas classes ainda são subdivididas em: supra, especial, boa, corrente, mista.
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Supra: possui qualidade em grau máximo. Ovinos de lata pureza racial. Provenientes de velos peso médio
elevado.
Especial: procedente de rebanhos com grande pureza racial. Mechas de comprimento e coloração normal.
Finura relativa ao comprimento.
Boa: menor uniformidade, comprimento não inferior a ½ do normal da raça. Coloração irregular. Boa
suavidade.
Corrente: velos de baixo peso, mechas com metade do comprimento normal, grande desuniformidade de fibras
de resistência.
Mista: lã de animais velos e doentes, refugos (lãs sem nenhuma qualidade e sem resistência), fibras muito
desuniformes, verminoses causam esse tipo de lã.
Pode-se ter uma lã Merino supra, merino especial, merino boa, merina corrente, merino mista, dependendo do
manejo desse animal. Pode ter uma lã merina mista quanto tem algum problema como está infectado com
verminose, doente, problema nutricional, problema de manejo, etc.
Um animal de lã grossa (Lincoln) não pode nunca se tornar lã fina.
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O problema de colocar Tifton em pastejo rotacionado é que pode causar verminoses, ao qual mesmo que seja
feito o pastejo horário não é o ideal, pois o tempo que o animal irá ficar é pequeno, sendo produtivo apenas
para ovinos de corte, que vai produzir leite apenas para o cordeiro. Tifton vai ser bom para pastejo rotacionado
na primavera-verão por causa do sol, luminosidade e chuva.
Considerações gerais:
Ruminantes têm dieta baseada em forrageiras;
Necessidades de mineralização e suplementação;
Categorias e tipo de animal;
Exigências nutricionais dos animais (categoria, tipos ou raças; método para estimar exigências;
formulação de dietas).
Caprinos usam do ramoneio para o pastejo, que é um habito de pastejo arbustivos, sendo craques em se
alimentar de arvores e pequenos arbustos, que são interessantes pois são leguminosas. Eles conseguem
capturar muito mais alimento que os bovinos e os ovinos, sendo vantajoso pois eles são mais seletivos.
No confinamento, o ramoneio não é vantajoso, pois ele vai selecionar, tendo que tomar cuidado com partículas
pequenas, não podendo colocar a mesma silagem que para bovinos, pois o alimento tem que ser bem
processado, e no caso dos bovinos, se processar muito pode causar acidose nesses animais, tendo que colocar
fibra leitosa. Para a cabra leiteira não precisa fazer isso, pois o tamanho dela é menor e a demanda dela é
menor, sendo o uso do bicarbonato suficiente para tamponar (neutralização do pH para deixar mais alto).
Dieta rica em concentrado > dieta acida > pode causar acidose no animal > precisa do bicabornato para
neutralizar.
Fibra maior e grão mais processado (automotriz) – a cabra leiteira vai selecionar, causando acidose rumenal,
causando problemas. As cabras selecionam os grãos menores para ingerir.
Caprino é mais seletivo que ovino que é meais seletivo que bovino.
Dependendo da dieta pode fazer com 60%V e 40%C, 50%V e 50%C ou mesmo 40%V e 50%C. É proibido
colocar feno para cabras em lactação.
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Alguns capris deixa as fêmeas em lactação fazer um lanche nos piquetes de Tifton de 30 minutos, o qual o
animal vai ingerir fibra, podendo se despreocupar com o uso de bicarbonato. O principal problema é achar
uma área boa e questão de sanidade animal, por isso alguns produtores preferem usar o bicarbonato.
Seletividade: depende de aspectos como tipo de pastagem e qualidade das pastagens.
Fornecimento no cocho:
Inteiro versus picado
Feno em fenis
Concentrado + volumoso: separar na administração
Cochos devem ser enchidas três vezes por dia (ideal) colocando-se maiores quantidades para permitir
seleção.
Automaticamente o animal vai selecionar o alimento do cocho, se o animal estiver comendo tudo que estiver
no cocho é por que está com fome e está gostoso. Por isso deve colocar mais vezes durante o dia (3 vezes) e
não apenas 1, para que o animal possa selecionar. Três vezes é o mais recomendado pois o animal vai
selecionar de forma igualitária a quantidade de matéria volumosa e concentrada. Se não tiver como fazer 3
pode fazer duas, que é a média.
Observa-se que nas secas eleva-se o número de espécies pastoreadas.
Agua: caprinos nativos dos trópicos úmidos necessitam 0,680 litros de água/dia, sendo que 80% do consumo
é diurno. Agua x MS: correlação direta, se o animal ingerir pouca agua irá diminuir o consumo de alimento
na mesma proporção.
É necessário ter água para matar a sede e para a produção. A cabra necessita de agua para ruminação, se a
agua estiver suja ela não irá consumir, diminuindo a ruminação.
Cabras leiteiras: 0,146 L/Kg0,75 para mantença e 1,430 L de água/litro de leite produzido/dia.
Respeitadas tais recomendações, cabras com 70 Kg de PV e produzindo 3,5 litros de leite ao dia necessitam
de 8, 54 L de agua/dia (aproximadamente).
Animais em pastejo tem exigências aumentadas pelo maior gasto de mantença. Em pastagens piores exige-se
mais seleção: podem compensar para ganhar peso mas demoram mais. Ex: taxas lotações e ganhos.
Por que o preço da silagem subiu o preço drasticamente? Pois a demanda de milho aumentou em rede mundial,
estamos em um cenário de guerra entre um dos países que mais produz milho (ucrânia) e aumentou a demanda
de equipamentos e insumos (petróleo, etc).
O melhor alimento para fazer substituição do leite para o cordeiro é o leite de vaca.
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Rebanho de corte: podem adotar manejo de mamada (2 ou mais por dia). Emprego de “amas de leite” (em
emergências). Creep feed para comerciais a partir de 20 dias de idade > bons resultados práticos: observar
aspectos técnicos da implantação.
Problema sérios que tem sido evidenciado em várias regiões do Brasil com cabritos é o emprego de dietas
com altos teores de concentrados para rebanhos de elite, e como consequência a ocorrência de Urolitiase.
Mesmo em rebanhos comerciais pode ocorrer, pois na fase de transição há altos teores de concentrados em
relação a volumosos > cuidados.
Alimentação na recria
Um bom volumoso deve ser fornecido: na pratica usa-se feno (alto custo).
Concentrados: em média entre 300 e 400g/cab/dia (com 14 a 16% PB).
Mistura mineral sempre disponível (cuidado com os machos: Ca e P)
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Fase de grande exigência: balanço negativo no início da lactação. Mobiliza reservas corporais.
Cabras leiteiras 2,75 a 3,0 logo após o parto, manter até 2,0 após 45 dias de lactação, ao final da lactação 2,5
a 2,75.
Manejo alimentar pré e pós-parto é importante para manter tal condição corporal. Para cabras de corte pode-
se proceder o manejo de mamada.
Manejo de mamada: separar as matrizes dos filhotes, vai ativar hormônio nas fêmeas, vai estressar, vai entrar
no CIO mais rápido.
Sub pastejo: muito alimento e pouco animal > baixa lotação ofertando mais alimento > favorece o animal >
perde produtividade por área > faz para 100 e disponibiliza para 70 (exemplo)
Super pastejo: muito animal e pouco alimento > não favorece ninguém > todos saem prejudicados
Nas áreas rurais o que mais se tem é o super pastejo, pois não sabe manejar e fazer a lotação correta, só
querendo fazer o número de animais ficar maior.
Amplitude ótima: equilíbrio > forragem e animais em equilíbrio > vai ter maior produtividade/ha
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Matriz > sub pastejo > pois quer favorecer o animal para colocar o score de 2,5-3,0, colocando o animal já na
estação de monta.
Categorias e pastejo:
Sub pastejo: matriz (multípara e primípara), reprodutor (na estação de monta)
Amplitude ótima: recria e engorda. Não pode colocar matriz pois ela possui uma exigência maior para
entrar em reprodução de novo, além de ter o risco de brigar entre si.
Super pastejo: nenhum
Áreas de boas pastagens ou confinados e com mineralização adequada, e nas secas receberem
suplementação concentrada quando necessário.
Evitar excesso de concentrados
O volumoso é maior porção da dieta dos animais de sistemas de produção, trabalhando-se a favor da
qualidade do volumoso produzido na fazenda, além de diminuir em muito o índice de sobras, tem-se
menor gasto com suplementos para balancear as rações.
Volumosos para caprinos: Cynodon e silagem de milho são os melhores para os caprinos (volumoso).
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Puberdade:
Fêmea: raças mais precoces > 4 a 6 meses.
Mais comum > 7 a 10 meses (estacionalidade)
Raças corte > 9 a 10 meses.
Raças aptidão mista > 18 a 22 meses.
O animal exigente vai dar precocidade (desenvolvimento rápido). Para entregar precocidade deve ter genética
(por exemplo no caso do Dorper e Saanen), manejo, sanidade. O manejo e a sanidade envolvem as instalações
onde os animais vão ficar a maior parte do tempo.
Os ovinos não vão sentir a questão do fotoperiodo (tempo de luz durante o dia) > exceto as raças inglesas
(South Dow, Sullfolk). Com essas raças não vai se entrar, pois as outras raças não vão ter esse problema.
As raças caprinas vão sofrer o efeito do fotoperiodo, sendo assim a raça sanem tem efeito do fotoperiodo, mas
é a raça mais utilizada na caprinocultura leiteira. Assim, tem que se preocupar com a questão da luz; outro
ponto é que tem que trabalhar a estação de monta mais de uma vez durante o ano (duas vezes) para ter produção
de leite, isso ocorre através de tratamento com luz.
Reprodução:
Ovinos > não sofre fotoperiodo > tem precocidade dependendo da raça que colocar (Dorper) > pode ter
inseminação artificial > o sêmen tem que ser fresco/ resfriado >
Caprinos> sofre fotoperiodo > tem precocidade dependendo da raça que colocar (Saanen) > pode ter
inseminação artificial > o sêmen pode ser congelado >
Cordeiro mamão (até 6 meses) > cordeiro/ cordeira (até 1 ano) >
Não deve colocar cordeiro para a reprodução, só quando for borrega (> 1,5 ano) pois não vai ter as estruturas
todas formadas, podendo ter problemas de parto, falha no desenvolvimento > aumenta mortalidade.
Borregas de corte ou lanígeras entram para reprodução geralmente após 18 meses, apresentando peso vivo de
40-45 Kg (65 a 75% PV adulto). Assim, 40-45 Kg é o peso ideal que se deve colocar o animal para a
reprodução.
Trabalhos mostram que após 40 Kg de PV cada ganho 5 Kg no peso representam elevação de 6% na fertilidade.
Para a fêmea entrar na reprodução tem que ter peso e estrutura (idade), pois se pode colocar bastante
concentrado para o animal comer e engradar, mesmo estando jovem, o que não é ideal.
Para melhorar a reprodução do rebanho deve olhar estrutura e manejo.
As flutuações nutricionais pré púbere antecipam ou retardam o início da vida reprodutiva, juntamente com
raça e estação do ano: via de regra estas últimas irão influir no peso e idade á puberdade.
O ciclo estral da ovelha dura em média 17 dias e a ocorrência do CIO dura 24-42h, sendo que o momento da
ovulação ocorre 25-30h após o início do CIO. Os 25-30h está dentro dos 24-42h, que vai ser a ovulação da
fêmea, tendo que colocar o macho junto com a fêmea nesse momento.
Existem três tipos de monta:
Natural (a hora que o macho quiser montar)
Monta dirigida (escolhe o macho que vai subir na fêmea)
Monta por inseminação
A monta natural usa mais machos, a monta dirigida demanda mais de mão de obra.
Na monta natural tem que ter 1 macho reprodutor para cada 50 fêmea (só pode colocar se tiver exame
andrológico). Na monta dirigida precisa de menos machos pois o animal não vai ter trabalho nenhum, apenas
vai estar esperando a fêmea pronta (pode colocar umas 5 fêmeas por vez para o macho).
Rufião: macho indicador – vai indicar qual fêmea está pronta para a monta, mas não vai conseguir montar
pois sofreu cirurgia para não conseguir (não é castrado). Possui sal marcador, deixando assim a fêmea
marcada, podendo levar ela para o macho reprodutor escolhido.
Se o cruzamento for terminal (mata macho e fêmea) pode usar South Dow, Sullfolk pois não vai deixar a
fêmea, não tendo problema com fotoperiodo, pois a fêmea será morta com 6 meses não se preocupando com
reprodução, apenas se preocupando com produção.
200 = vai ter reposição (reter 200 fêmeas cordeiras para substituir das que nascerem das ovelhas gestantes) –
essas 200 ovelhas serão levadas para abate pois deu apenas gasto e prejuízo.
Cruzamento terminal: não tem problema entrar com raça inglesa, pois as fêmeas e os machos vão para o abate.
Só vai usar o macho inglês, a fêmea não pode.
Indução de CIOS:
Hormonal: usado nas esponjas vaginais por 14 dias, quando se aplica 400-800 UI de PMSG.
Programa de Luz: geralmente para as poliestrias estacionais, um fotoperiodo de 12 a 18 horas pode induzir ao
CIO.
Duração: 30-35 dias
Submeter os carneiros ao programa justamente com as ovelhas.
Presença do macho: pode desencadear o cio 16 a 18h após permanência no piquete ao lado.
Período de aleitamento e descanso sexual: são importantes no aparecimento do CIO, porém existe estudos que
não considera o feito do primeiro como algo constante.
Detecção de CIO
Usar rufiões de preferência vasectomizados, com esponja marcadora em cores diferentes para cada ordem de
detecção (primeira detecção ou repasse).
Identificação do muco (coloração, consistência e quantidade): no início é claro como clara do ovo e
gradativamente torna-se turvo, abundante e de maior consistência no meio do CIO, estando receptiva ao
macho. No final torna-se mais opaco e pegajoso.
Há edema e hiperemia vulvar visíveis. Sem alterações psíquicas das outras fêmeas.
Vantagem de ter estação de monta: a maior uniformidade dos cordeiros, possibilita uso mais racional das
pastagens, racionaliza o tempo de controle do rebanho e da mão de obra.
Desvantagens de não ter a estação de monta: os cordeiros vão ficar desuniformes (cada cordeiro vai nascer
em uma época do ano), as pastagens serão utilizadas de forma inadequada, vai ter despadronização das
carcaças (os pesos dos animais vão ser diferentes pois vão ter peso a desmama diferentes), a taxa de
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mortalidade vai aumentar (peso a desmama diminui, nutrição da fêmea é pior), a mão de obra será maior para
que consiga trabalhar e manejar cada animal em épocas diferentes.
Estação de monta: são de 2 meses (60 dias), dependendo do local, estado, época, raça, objetivos.
Estação de monta
Qual a melhor época? A EM deve corresponder ao período de maior atividade sexual das ovelhas e melhor
produção de sêmen dos carneiros. Considerar, inicialmente, as diferenças na atividade sexual entre raças e as
diversidades ambientais.
O nascimento dos cordeiros deverá coincidir com um clima ideal para a sobrevivência destes, aí considera-se
a disponibilidade de pastagens suficientes para assegurar boa lactação de suas mães, bem como evitar
nascimento em estações muito frias (RS, SC e PR) ou com alta infestação parasitaria.
EM for em novembro-dezembro as ovelhas estarão em boas pastagens e a estação de parição se dará no outono.
Quando a EM for de março-abril a EP será em agosto-setembro, onde s recém-nascidos não terão o frio e suas
mães desporão de forragens melhores (melhor amamentação).
Observa-se uma tendência mais acentuada de melhor desempenho reprodutivo e produtivo nas estações de
outono, com rapidez no aparecimento dos cios, melhor taxa ao desmame (sinalamento) e melhor taxa de
natalidade.
Para os nascimentos ocorridos na primavera (tardios), não houve tempo hábil para abate na época de maior
demanda, já os nascidos no inverno tiveram menor incidência de bicheiras, mas as noites frias e chuvosas
contribuíram para elevar mortalidade (solução para Uruguai (confinar filhotes).
Ripado: vantagens (manejo sanitario, controle de fezes e urina), desvantagens (ripamento de casco).
Normalmente a caprinocultura leiteira que depende de um numero menor de animal é normal estabelecer o
uso de piso de madeira ripado. Para a caprinocultura que demanda de alto número de animais é normal se ter
piso de concreto.
Piso de concreto: vantagens (mais barato para grandes quantidades de animais), desvantagens (desafio
sanitário maior, tendo grande incidência de pneumonia e doenças respiratórias devido a concentração de ureia
presente na urina dos animais que vão estar no chão).
Tem que separar os animais por lotes (animais mais velhos dos animais mais jovens) para diminuir a
mortalidade.
Monta natural: Usar de 2 a 3% de carneiros/ovelhas (1:33 – 1:50) sempre com idade adequada, lembrando
que carneiros jovens têm menor desempenho e sêmen de pior qualidade fecundante que os adultos.
Desvantagens: exige maior número de carneiros; dificulta e retarda o MGA pois não se tem controle das
cobrições; não permite o controle da fertilidade de machos e fêmeas no caso destas últimas quando se observa
a falha reprodutiva (não prenhes) a estação de monta já terminou.
Pode-se optar por deixar as fêmeas junto aos carneiros somente à noite, quando são recolhidos.
Monta controlada ou dirigida: os rufiões com marcadores com rebanho à noite, as ovelhas marcadas irão para
o piquete dos reprodutores pela manhã. Após cobertas e devidamente tomadas as anotações com a
identificação da semana da cobertura (1º, 2º, etc), são colocadas em outro piquete separado para verificar se
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retornam ao CIO (2-3 dias). Isto facilita identificar eventuais problemas com os machos e/ou fêmeas. Este é
um dos manejos mais adotados na região Sul do Brasil.
Vantagem: permite controle reprodutivo mais eficaz por observar o desempenho de machos e fêmeas. Uso
mais racional dos carneiros (0,8 a 2% de machos). Possibilita um melhoramento genético mais rápido. Usa
rufiões para detecção dos CIOS (2% a 3% de rufiões).
Cascarreio: diminuir problemas sanitários e melhorar as características dos cordeiros.
Desmama precoce: pode desenvolver mastite na fêmea, o recomendado é de 3 meses.
Inseminação artificial: tais erros podem ser devido a:
Falha no mecanismo de transporte do espermatozoide congelado através de cérvice.
Reduzida longevidade numa alta produção
Choque de temperatura da faixa de 0ºC. Assim, o sêmen deve ser colhido na propriedade e diluído ou
transportado resfriado por uma distância relativamente pequena, exigindo um esquema muito bem
montado.
Estação de nascimento
30 dias antes de seu início deve realizar a vacina triplica (gangrena, enterotoxina e carbúnculo).
Nos 2 últimos meses deve ter cuidado com a alimentação das ovelhas prenhas.
Muito cuidado com a toxemia da gestação que acomete ovelhas subnutridas ou mal alimentadas,
principalmente quando possuem fetos gêmeos devido a este aumento nas exigências nutricionais.
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ANOTAÇÕES
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