TEMA I – A QUALIDADE DE VIDA E A PRESERVAÇÃO DA
NATUREZA.
SUBTEMA: Introdução
Durante muitos anos, se verifica várias implicações ambientais a nível do
desenvolvimento humano, fruto da experiência acumulada a nível nacional e
internacional.
Em função destas consequências, é responsabilidade do estado definir políticas
ambientais que correspondem a uma nova tecnologia global e que tenham o objetivo de
assegurar permanentemente a melhoria da qualidade dos cidadãos.
No nosso país, este ponto encontra-se consagrado nos artigos Décimo Segundo,
número- 2 e 24, numero 1,2 e 3, da Lei Constitucional. Lei número 5/98 de 19 de Junho
de 1998. Lei de Bases do Ambiente.
1.1 – O PATRIMÔNIO LOCAL E A SUA CONSERVAÇÃO
1.1.1 – Noção de patrimônio
A palavra patrimônio deriva do Latim patrimônio que significa herança paterna,
propriedades, conjunto dos bens de família, etc. ( DICIONÁRIO INTEGRAL DA
LÍNGUA PORTUGUESA, 2010, p.1248).
1.1.1.1 – Conceitos de patrimônio
- É o conjunto de bens materiais ou imateriais e serve para a identidade da cultura de um
povo;
- É tudo aquilo que pode ser herdado e passado de geração em geração (António et al,
2011, p.93).
Exemplo: Museu das Forças Armadas em Luanda; Mbanza Congo, etc.
1.2 – Tipos de patrimônio
Existem dois tipos de patrimônio, a saber:
1.2.1 – Patrimônio cultural
É aquele que designa um bem com caraterísticas físicas, biológicas e geológicas
extraordinárias.
Exemplo: Os habitats de espécies de animais ou vegetais em risco e áreas de grande
valor; Quedas de Calandula; Palanca Negra Gigante, Welwitschia Mirabilis, etc.
1.2.2 – Patrimônio Cultural
É o conjunto de edifícios, monumentos, sítios de valor histórico, estético,
arqueológico, cientifico etnológico e antropológico.
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Exemplo: Museu Nacional de História em Luanda; Santuário da Mama Muxima, etc.
1.3 – Conservação do patrimônio
O patrimônio é uma riqueza da nossa cultura, daí que deve estar presente ao longo
da vida de todos os humanos, para que estes se lembrem de que a nossa Pátria reforçou
o mundo com valores físicos e estéticos fundamentais.
O patrimônio é um bem que merece ser conservado porque foi deixado pelos
nossos antepassados, pela sua beleza e importância estética, bem como pela qualidade
de vida que pode fornecer aos seres humanos.
As gerações que nos seguem têm o direito a usufruir de tudo que pudemos ter ao
longo da nossa vida, mas também têm o direito de conservar esta herança maravilhosa.
Os museus, os animais, as florestas, as barragens, os edifícios históricos devem ser
tratados com respeito e também devem ser renovados sem perder os padrões originais.
1.4 A QUALIDADE DE VIDA NA NOSSA SOCIEDADE
A qualidade de vida é um método utilizado para medir as condições de vida do ser
humano.
1.4.1 – Conceito de qualidade de vida
Qualidade de vida é a medição que envolve a qualificação do bem-estar físico,
mental, psicológico e emocional, bem como a socialização , a saúde, a educação,
situação econômica regularizada e outras circunstâncias fundamentais na vida do
Homem.
1.4.2 – Factores que contribuem na qualidade de vida
Os factores que contribuem na qualidade de vida são:
1.4.2.1 – Economia/ econômico
Envolve proporcionar mais empregos para a população e salários dignos para os
funcionários.
1.4.2.2 – Alimentação
Implica apoiar e incentivar a agricultura, a pesca, e a caça,etc.
1.4.2.3 – Educação
Envolve a construção de mais escolas, investimentos na formação e qualificação
de professores, com o intuito de educar ou formar plenamente a juventude.
1.4.2.4 – Saúde
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Significa que deve-se construir mais unidades hospitalar, investir mais na
formação e qualificação dos técnicos de saúde, etc.
1.4.2.5 – Melhoramento de estradas para passagem de bens e pessoas
Significa que as nossas estradas devem estar em condições plena, de modo a
facilitar a deslocação de bens e pessoas de lugar para outro.
O nosso pai encontra-se em constantes mudanças que, nos últimos anos, ganhou
novas orientações sociais e econômicas. O reconhecimento internacional que recebemos
cresceu devido ao poderio em riqueza natural e energética como o petróleo, o diamante,
etc.
1.5 - A CHUVA, SUA IMPORTÂNCIA E CONSEQUÊNCIA.
1.5.1 – Conceito de chuva
Chuva é um fenômeno por meio do qual ocorre a precipitação de agua em forma
de gotas que caem sobre a costa terrestre.
1.5.2 – Tipos de chuvas
Os tipos de chuvas que estudaremos são:
1.5.2.1 – Chuva Ácida
É aquela precipitação atmosférica cuja acidez seja substancialmente maior do
que o resultado da dissociação do dióxido de carbono.
A principal causa desta acidificação é a presença de gases, particularmente ricos
em enxofre e azoto, na atmosfera.
1.5.2.2 – Chuvas orográficas
É aquela que se originam a partir do contacto de uma massa única com uma área
de relevo mais elevado.
1.5.2.3 – Chuvas convectivas
São aquelas chuvas causadas pelo movimento de massas de ar mais quente que
sobem e condensam as gotículas de agua presentes nas nuvens, originando nuvens
carregadas que se revestem em chuva.
1.6 – Importância da chuva
As chuvas desempenham uma grande importância em toda atividade humana,
exercendo as seguintes funções essenciais:
- Purifica a natureza, amenizando a poeira e outras impurezas existentes;
- Aumenta o caudal dos rios, de onde se retira água para o consumo doméstico;
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- Serve para pastagem de gados;
- Usa-se nas máquinas e indústrias;
- Ajuda na irrigação na agricultura, etc.
1.7 – Consequências das chuvas
As consequências causadas pela chuva são:
- Inundações das cidades, provocando vários estragos;
- A desflorestação;
- Acidentes nas vias;
- Libertação de alguns metais tóxicos, acordando os vulcões (no caso das chuvas
acidas);
- Quedas de casas;
- Desabamento e deslizamento de terras, etc.
1.8 – O aquecimento Global
Este é provocado pela quantidade excessiva de radiação solar que a terra recebe.
A atmosfera terrestre absorve 91‰ deste calor, ao passo que os restantes 9‰ são
retirados para o espeço.
A conservação do gás carbônico surge da queima de combustíveis fósseis, que
diminui e dificulta o percentual de radiações que a terra reflecte para o espaço, o que
provoca aos poucos o aumento da temperatura média da superfície.
Alguns cientistas, afirmam que, o aquecimento global no planeta, a médio e
longo prazo, terá um carácter irreversível ( que só funciona num sentido, que não pode
voltar ao estado primitivo) devido à poluição atmosférica e aos seus efeitos. Logo,
devemos diminuir as emissões de gases que podem provocar o aquecimento.
1.9 – A POLUIÇÃO (O ENCONTRO COM A NATUREZA)
1.9.1 – Conceito de poluição
É a inserção directa ou indirecta de substancias (energia) no meio ambiente,
provocando feitos negativos no seu equilíbrio, causando, danos químicos, genéticos e
energéticos na saúde humana dos seres vivos e no ecossistema.
1.10 – Tipos de poluição
Existem quatro tipos de poluição que são:
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1.10.1 – Poluição sonora
É aquela provocada pelo som, ou seja, a compressão mecânica ou onda mecânica
que se propaga de forma circuncêntrica em meios que tenham massa e elasticidade,
sejam eles sólidos, líquidos ou gasosos.
As consequências da poluição sonora são: perda de memória, cansaço, dores de
cabeça, aumento de pressão arterial, stress, perda de audição, depressão, insônia, etc.
1.10.2- Poluição atmosférica
É a contaminação da atmosfera por meio de gases poluentes ou partículas
sólidas.
Exemplo: fumo dos automóveis, das indústrias, queimadas, etc.
Este tipo de poluição pode causar as seguintes doenças: infecções pulmonares,
asma, etc.
1.10.3 – Poluição do solo
É aquela realizada na camada superficial da terra, através de elementos químicos
estranhos no solo, como resíduos sólidos ou líquidos produzidos pelo homem.
1.10.3.1- Classificação da poluição do solo
A poluição do solo classifica-se em:
1.10.3.1.1 – Lixo urbano
É aquela que resulta da actividade doméstica e comercial dos indivíduos que
habitam nas cidades.
1.10.3.1.2 – Lixo rural
É aquele que resulta da contaminação do solo provocada pelo uso de substâncias
tóxicas no solo.
Exemplo: fertilizantes para o crescimento das plantas.
1.10.4 – Poluição hídrica
É a poluição da água, provocando vários danos graves na saúde humana.
Exemplo: os esgotos ( provocam doenças como febre tifóide, cólera, etc.).
Aterros sanitários: é uma das formas de depósito de lixo urbano sem qualquer
forma de tratamento ou reciclagem.
Obs. Os aterros sanitários devem ficar fora das localidades e com uma duração mínima
de dez nos para evitar a contaminação de doenças.
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1.11 – O PROBLEMA DA ÁGUA E ENERGIA
Aproximadamente 70‰ da terra encontra-se ocupada pela água. Este pode
apresentar-se de várias formas, a saber:
- Salgada ou doce;
- Pura ou mineralizada;
- Chuva ou vapor;
- Em gelo;
- Neve;
- Granizo, etc.
Para melhorar a produção, a distribuição ou abastecimento de agua potável a
toda população é necessário investir e desenvolver acções tais como:
- Construção de barragens;
- Construção de torneiras ou chafarizes em todas as áreas.
Estas medidas evitam que as famílias percorrem longas distancias para
procurarem este liquido e, consequentemente, a probabilidade de ter doenças como a
cólera seria mais diminuta.
A energia eléctrica é uma fonte secundária de energia, pois depende de uma
fonte primária como água, o carvão ou o petróleo.
A energia e agua são fontes que se interligam e constate-se que para produzir
energia são necessárias grandes quantidades de energia, bem como para o transporte de
água, são essenciais grandes quantidades de energia. Assim, se a água é escassa também
haverá falta de águas às populações.
Sem energia, a vida diária dos humanos seria muito mais complexa, até porque
esta actividade serve para realizar trabalhos:
- Luminosos: lâmpadas;
- Mecânicos: aspirador, ar condicionado, computados, etc.
A electricidade é um bem fundamental para o ser humano, mas deve ser
utilizada apenas quando necessária, pelo que devemos desligar sempre as lâmpadas
quando não são necessárias bem como diminuir o numero de electrodoméstico presentes
nas nossas casas.
1.12 – DESERTIFICAÇÃO E DESFLORESTAÇÃO
1.12.1 – Conceito de desertificação
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- É um fenômeno que consiste na mudança que conduz à criação do deserto;
- É um fenômeno que corresponde à transformação de uma área num deserto.
Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate a desertificação existe dois
factores que dão origem a este fenômeno que são:
- Variações climáticas;
- Actividade humana.
A desertificação acontece quando o solo de determinados lugares começa a ficar
cada vez mais estéril, o que significa que a terra perde os seus nutrientes e a capacidade
de fazer nascer qualquer tipo de vegetação.
1.12.2 - Consequências da desertificação
- Redução da produção de alimentos;
- Perda de algumas espécies;
- Desemprego;
- Pobreza;
- Perda da fertilidade do solo;
- Abandono das terras por parte da população (migração);
- Dificuldade de recuperar a área degradada;
- Diminuição dos recursos naturais (água, vegetação lenhosa), etc.
1.13 – DESFLORESTAÇÃO OU DESMATAMENTO
1.13.1 – Conceitos de desflorestação
- É o processo que consiste em cortar florestas ou vegetação numa determinada
área;
- É o processo através do qual se dá o desaparecimento da floresta, causada pela
actividade do homem.
Exemplo: abate excessivo de árvores, as queimadas excessivas.
1.13.2 – Consequências da desflorestação
- Aumenta o aquecimento global;
- Desaparecimento dos absorventes do dióxido de carbono, que ajuda na purificação do
ar, etc.
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Para se evitar a desflorestação é necessário:
- Investir na fiscalização das florestas para um melhor controlo de saúde da madeira;
- Licenciar empresas para o abate, para que se elimine o abate anártico de arvores;
- As empresas legalizadas devem replantar reflorestar, dez árvores mesmo quando
abatem uma só.
1.14 – O LIXO E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS
Em processos naturais não existe lixo, mas produtos inertes, pois este pode ser
reutilizado a partir da reciclagem desde que seja adequadamente tratado.
1.14.1 – Conceitos e lixo
- É todo material ou produto que se considera inútil, sem valor produzido pela
actividade humana e que se deseja eliminar;
- É todo material sólido, liquido ou gases considerados inúteis.
1.14.2 – Tipos de lixo
Os tipos de lixo que existe são:
1.14.2.1 – Lixo ou resíduos inorgânicos
É todo aquele material que não é de origem biológica, mas de origem da
natureza.
Exemplo: restos de metal, plástico, vidros, etc.
Este tipo de lixo é perigoso quando não são sujeitos a tratamento e, a sua
decomposição ou degradação é lenta.
1.14.2.2 – Lixo orgânico
É todo aquele material ou produto que se considera inútil e tem origem animal
ou vegetal.
Exemplo: restos de sementes, alimentos, madeiras que serão reutilizados na agricultura
como adubo.
1.15 - Consequências do lixo
Algumas consequências do lixo são:
- Poluição da natureza, provocando diversas doenças como a cólera, diarreias,
conjuntivite, etc;
- Transmissão com facilidade de uma grande quantidade de bactérias, fungos, vírus e
causadores de doenças, etc.
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Reciclagem é o reaproveitamento do material orgânico e inorgânico do lixo.
A reciclagem é o melhor método de tratamento do lixo porque diminui a
quantidade de lixo enviado para os aterros sanitários e tornou-se como fonte de renda e
emprego para a população e ajuda a combater a poluição.
O lixo hospitalar ou nuclear não pode ser reutilizados em nenhuma forma.
1.16 – ÊXODOS DEMOGRÁFICOS, CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS.
1.16.1 – Definição de termos e conceitos
A palavra êxodo surge do Latim exodu e do Grego éxodos, onde éixo significa
para fora e odós que significa caminho.
Êxodo ou emigração é a saída do país de um grande número de pessoas ou de
um povo.
Demografia deriva do Grego Demo que significa povo e grafia cujo significado
é estudo, ciência, tratado, etc.
Demografia é a ciência que estuda a dinâmica populacional humana e cujo
objeto compreende os estudos estatísticos, a estrutura e a distribuição das populações
humanas.
A demografia baseia-se nas características de uma determinada sociedade como,
por exemplo, a educação, a nacionalidade, a etnia, a religião, etc.
1.16.2 – Tipos de êxodo
Os tipos de êxodo que abordaremos são:
1.16.1 – Êxodo rural
É deslocação dos indivíduos do campo para a cidade, a procura de melhores
condições de vida para as suas famílias, libertando-se da miséria que vivem nos meios
interiores.
1.16.2.2 – Êxodo urbano
É a deslocação dos indivíduos da cidade para o meio interior, devido à falta de
qualidade de vida nas cidades e aos grandes custos inerentes nestas localidades.
O interior de Angola tem uma fraca densidade populacional devido ao êxodo
rural. A fome, a sede e as doenças ligadas à subnutrição fizeram com que grande parte
da população do interior procurasse melhores condições de vida nas localidades mais
desenvolvidas. No entanto, esta situação provoca a desertificação do interior do pais e,
por outro lado, o excesso de população nas cidades. Consequentemente, muitas pessoas
vão ficar desempregadas levando a marginalização de vários indivíduos.
1.16.2 – Causas da migração ou êxodo
As causas mais frequentes da migração são:
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- Guerra;
- Desejo de uma realização profissional e melhoria na formação do individuo;
- Violência;
- Perseguição politica e religiosa;
- Catástrofes naturais;
- Baixo nível de vida no interior do pais ( desemprego, salários baixos);
- Fuga a pobreza, etc.
1.17 - Consequências do êxodo
O êxodo rural e o consequente fluxo migratório têm varias consequências no
meio interior e nas grandes localidades, a saber:
1.17.1 – Consequências demográficas
a) No interior
- Diminuição da população absoluta;
- Diminuição da taxa de natalidade;
- Diminuição da taxa de crescimento natural;
- Aumento da taxa de mortalidade;
- Envelhecimento da população.
b) Nas cidades
- Aumento da população absoluta;
- Aumento da taxa de natalidade;
- Aumento da taxa de crescimento natural;
- Diminuição da taxa de mortalidade;
- Rejuvenescimento da população.
1.17.2 – consequências econômicas
a) No interior
- Diminuição da mão-de-obra em alguns sectores da atividade;
- Diminuição do desemprego;
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- Abandono dos campos agrícolas;
- Recepção de poupanças enviadas pelos emigrantes, consequentemente, a qualidade de
vida é melhor e o investimento pode resultar na modernização e desenvolvimento das
zonas rurais.
b) Nas cidades
- Aumento da mão-de-obra que se torn barata e exigente;
- Aumento do espirito empreendedor e inovador;
- Diminuição dos salários, devido ao aumento da população com idade para trabalhar.
1.17.3 – consequências sociais
Este tipo de consequências so se manifesta nas cidades e permitem o
enriquecimento cultural mas, por outro lado, reflectem o seguinte:
- Aumento da criminalidade;
- Aumento da intolerância;
- Aumento do racismo e da xenofobia (aversão às pessoas ou coisas estrangeiras);
- Conflitos sociais;
- A falta de habitação e o aumento dos bairros de lata;
- Dificuldades na integração dos imigrantes, sobretudo na língua e noutros termos
culturais diferentes.
1.18 – GLOBALIZAÇÃO
1.18.1 – Breve história da globalização
O termo globalização originou-se no período mercantilista, entre os séculos XIV
e XVIII, precisamente com a queda dos custos de transporte marítimo bem como com o
aumento da dificuldade das relações politicas europeias.
A globalização exerce um grande impacto em todas as áreas da sociedade,
principalmente no comercio internacional, na liberdade de modernização e de
movimentação, na comunicação, etc.
A globalização é um dos fenômenos mais importante na sociedade contemporânea, a
vida quotidiana é moldada por este conceito e realiza-se a homogeneização cultural,
procurando unir as diversas raças e povos.
1.18.2 – Conceitos de globalização
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- É um processo impulsionado pelo comércio e investimentos internacionais com
auxílio das tecnologias de informação;
- É um processo de interacção e integração entre os diferentes indivíduos, as
empresas e os governos das diferentes nações;
1.18.3 – Vantagens e desvantagens da globalização
1.18.3.1 – Vantagens da globalização
- Surgimento de novas tecnologias;
- Facilita a vida e a convivência entre os países;
- Os produtos importados são mais baratos e de melhor qualidade;
- Gera mais empregos, etc.
1.18.3.2 – Desvantagens da globalização
- Desigualdades sociais;
- Exploração da mão-de-obra barata;
- Desvalorização de muitas culturas, etc.
TEMA II – OS FINS E OS MEIOS: QUE ÉTICA PARA A VIDA HUMANA
2.1 – A descoberta da crítica: o universo dos valores
A descoberta da critica e o universo de valores é fundamental à temática da
evolução do mundo, pelo que se baseiam e enquadram numa evolução da esfera artística
da componente sociocultural.
Aprofundar os conhecimentos sobre o universo dos valores é descobrir as
ciências do saber ser e conhecer o Homem e, também, situá-lo no universo real da vida.
Neste sentido, existe uma serie de dificuldades na formação do intelecto do cidadão e o
mais importante não é apontar as diferenças, mas aprender a lidar com a realidade,
integrando as praticas que reflectem as atitudes da vida quotidiana.
No contexto educativo, a descoberta e o universo dos valores baseiam-se nos
grandes valores humanistas e certos projectos relacionam-se com a aprendizagem numa
perspectiva positiva em relação a várias experiências inseridas numa formação plural e
integradora.
O valor da história na descoberta do universo tem um papel fundamental na
formação dos indivíduos, no desenvolvimento do seu sistema e na forma como lhes
proporciona uma atitude crítica e curiosa em relação à pedagogia da descoberta.
Consequentemente, faz-se com que o individuo participe numa dinâmica entre teoria e a
prática, isto é, entre o mundo dos sonhos e o real.
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Túlia Machada refere que ″A história oferece um campo mais especifico para o
desenvolvimento intelecto a determinadas capacidades essenciais a formação de um
indivíduo que compreende a realidade social e participe das actividades na vida
colectiva. ″ e ″ Visa finalidades específicas, algumas das qualidades podem ser
alcançadas por outros ramos do saber pois constituem um campo mais englobante e
menos impessoal quer os outros sobre os ramos científicos ″.
″A diversidade cultural implica que cada grupo ou sociedade tenha a sua cultura
própria suportada em valores que assume como melhores ou mais importantes para cada
ser. Mas isso não significa que todos tenham de os assumir. Cada um decide o seu
caminho, feito através de escolhas individuais. Escolhemos o grupo em que queremos
participar ou pertencer, o clube desportivo, o partido politico, mas porque existe a
possibilidade de fazer opções, a individualidade de cada um fica assegurada, bem como
a existência da liberdade. ″
2.2 – OS VALORES NA VIDA HUMANA
Os valores na vida humana são comparados com os hábitos e costumes de um
determinado povo que devem ser salvaguardados de geração em geração pois são
comportamentos que um indivíduo deve acarretar no seu dia-a-dia.
Todos nós temos visões diferentes da vida, todavia temos que valorizar todos os
que nos rodeiam bem como as suas opiniões ou pensamentos. Portanto, os nossos
valores não são nem simples ideias que aprendemos ou adquirimos como um bem
material, mas que traduzem as nossas preferencias; são bens inesgotáveis que cada ser
humano tem como, por exemplo, a justiça, a liberdade, a generosidade, a verdade, etc.
Os valores na vida humana constroem-se com a convivência familiar, onde as
normas de boa convivência são passadas de geração em geração, cumprindo-se, assim,
todos os propósitos esperados.
2.1 – Conceitos de valores
É a qualidade essencial de um bem (serviço) para os que o possuem e utilizam;
- É aquilo que algum objeto vale;
- Razões que vêm a identificar ou justificar as acções, tornando-os preferíveis
em determinados indivíduos, em prol de outros.
2.2 – Classificação / tipos de valores
Existem vários valores, estes podem ser agrupados segundo à sua natureza:
2.2.1 – Valores estéticos
Referem-se à expressão.
Exemplo: belo, feio, esbelto, harmonia, etc.
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2.2.2 – Valores éticos
Referem-se às normas ou critérios de conduta que afectam todas as áreas da nossa
atividade.
Exemplo: a solidariedade, honestidade, verdade, bondade, lealdade, etc.
2.2.3 – Valores políticos
Refere-se à politica.
Exemplo: a justiça, cidadania, liberdade, igualdade, etc.
2.2.4 – Valores vitais
Referem-se à vida e a força.
2.2.5 – Valores religiosos
Referem-se à relação dos homens com a transcendência, ou seja, com a religião
( exemplo: pureza, perfeição, sagrado, santidade).
2.2.3 – ALGUNS SUPORTES ÉTICOS DA VIDA HUMANA
CONTEMPORÂNEA
Nos dias de hoje, os suportes éticos da vida contemporânea albergam a forma
como o ser humano é submetido a varias situações constrangedor e, em alguns casos, ao
risco de vida.
Os conflitos vivenciados e provocados pela Medicina são questões habituais nos
debates entre especialistas da área da vida humana. Alguns destes acreditam que a ética
contemporânea e moral são sinônimas, facto que não acontece pois as palavras não
possuem o mesmo significado.
Para Kose (2006), ética é a ciência que estuda a conduta humana;
Já Kundongende (2012), ética é o conjunto de norma aceite universalmente;
É um determinado numero de comportamentos morais que o indivíduo deve conter na
sua própria personalidade e que, consequentemente, o forma como um elemento com
princípios e hábitos íntegros.
Assim, os elementos que considerem éticos vivem conforme as leis e os deveres
vigentes numa determinada sociedade, partilham experiências e passam o testemunho às
gerações do futuro.
Verifica-se que o comportamento humano é influenciado pelos valores, crenças
e atitudes numa determinada etapa da vida. Os indivíduos não nascem com conjunto
PRONTUÁRIO DA DISCIPLINA DE FAI, ELABORADO PELO PROFESSOR:JOSÉ KILUANJE
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pré-determinado de atitudes; estas adquirem-se através da experiência e das interacções
directa e indirectas; a partir deste ponto, inicia-se a interacção com o mundo e com os
sistemas que fazem parte do comportamento, desenvolvendo a sua formação. O homem
será, futuramente, o que for trabalhando ao longo do tempo. O ambiente familiar, por
exemplo, fomenta, consideravelmente, o papel no contexto natural e cultural da pessoa.
Os meios de comunicação e as novas tecnologias difundiram novos processos
éticos e morais num mundo extremamente heterogêneo e complexo, perturbando, os
antigos esquemas de pensamento.
2.4 – CONFLITOS RELIGIOSOS
Antigamente, a religião era o ponto mais alto e a instituição onde os povos se
uniam para um propósito de fé e de união, tornando-os mais firmes e fortes e, através
destes factores, podiam encarar as dificuldades presentes no mundo.
Com o elevado conflito na religião, o ser humano não sabe como actuar perante
a sociedade e, por vezes, a guerra não está no que foi realizado, mas apenas no que
somos, ou seja, na nossa cor e na nossa raça.
O maior conflito religioso existente é entre os árabes e os judeus, este originou-
se a partir do livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão, onde os israelitas são
considerados elementos sem importância e não confiáveis, pelo que necessitam,
obrigatoriamente, de ficar sobre o domínio muçulmano.
2.4.1 – Conceitos de conflitos religiosos
São a guerras religiosas que prejudicam a união e a construção da mentalidade
dos povos e desencoraja a fé e as crenças de cada indivíduo;
- São as divergências existentes entre as várias seitas ou religiões.
As divisões entre os povos existem há muitos séculos e sempre foram causadas
por diferenças nas crenças e práticas religiosas. Estas são a origem de muitas das
tensões e dos conflitos actuais. ″ O comunismo, o fascismo, o socialismo e o
nacionalismo; todos eles encaram a religião como maior ameaça ao projecto que tinha
para criar novas sociedades, pois em muitos casos era ela um importante acessório do
regime que os revolucionários queriam derrubar. Em consequência, deu-se uma
investida sem procedentes contra edifícios religiosos padres e fieis″.
A Constituição Angolana no artigo 10 declara:
1. A República de Angola é um Estado laico, havendo separação entre o Estado e as
igrejas, nos termos da lei;
2. O Estado reconhece e respeita as diferentes confissões religiosas, as quais são livres
na organização e no exercício das suas actividades, desde que as mesmas se conformem
à Constituição e às leis da República de Angola;
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- O Estado protege as igrejas e as confissões religiosas, bem como os seus lugares e
objetos de culto, desde que não atentem contra a Constituição e a ordem publica e se
conformem com a Constituição e a lei.
2.5 – DELINQUÊNCIA JUVENIL
A família é a primeira instituição educativa para integração e educação de um
indivíduo. Porém desempenha um papel primordial na prevenção da delinquência;
assim sendo, se a família assume o papel principal, os programas de prevenção da
delinquência juvenil devem centrar-se nelas procurando programas terapêuticos
seleccinados ou aconselhamento familiar, orientando os jovens que se encontram
inclinado nesta prática e proporcionando apoio pedagógico de modo a minimizar o
índice de adolescentes delinquentes.
A educação é a parte integrante do processo educativo e o individuo, inserido na
sociedade, tem o direito de estudar para que possa ter valores, direitos e, também
deveres; o intuito é contribuir positivamente para o desenvolvimento do país. Ninguém
tem o direito de matar ou ameaçar a integridade física, psicológica de outro indivíduo.
A liberdade é um direito inalienável, pelo que qualquer acto de violência
promovido deve ser punido e, naturalmente, apresentar algumas consequências como a
perda do direito de liberdade, um cadastro inaceitável na sociedade, bem como a pena
de prisão. Portanto, o crime não compensaꞋ
2.5.1 – Conceito de delinquência Juvenil
É o acto de agressão física, provocada por adolescente, na fase da puberdade.
2.5.2 – Principais causas da delinquência juvenil
As principais causas da delinquência juvenil são:
- Falta de tratamento na etapa maternal;
- A separação dos pais;
- A falta de orientação familiar;
- A mera diversão dos adolescentes: roubam e matam para mostrarem aos amigos que
são fortes;
- A violência domestica: os filhos não se adaptam a realidade crescem desorientados e
com instintos violentos;
- As agressões que os vitimam em outras fases da vida: os traumas psicológicos
motivados por estas agressões criam desequilíbrios mentais e alteram os
comportamentos psicológicos, tornando os adolescentes agressivos;
PRONTUÁRIO DA DISCIPLINA DE FAI, ELABORADO PELO PROFESSOR:JOSÉ KILUANJE
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- A guerra que desestruturou as famílias, deixando-as sem orientações educativas para
conseguirem bens materiais ou apenas para conseguirem sobreviver, os jovens roubam e
matam;
- A influencia dos amigos, etc.
2.6 – AS DROGAS
2.6.1 – Definição de termos e conceitos
Este vocábulo surge do Francệs Drogue e do Neerlandệs Droog, que significa a
coisa seca, substância medicamentosa, narcótico, entorpecente ou estupefaciente, etc.
Droga é toda e qualquer substância natural ou sintética que, introduzida no
organismo, modifica as funções psíquicas e físicas.
2.6.2 – Tipos de drogas
As drogas podem ser:
2.6.2.1 – Drogas naturais
São aquelas obtidas através de determinadas plantas, animais e de alguns
minerais.
Exemplo: Liamba, maconha, ópio, psicocibina, etc
2.6.2.2 – Drogas semi-sintéticas
São aquelas obtidas a partir de drogas naturais com alterações químicas e,
posteriormente fabricadas em laboratórios.
Exemplo: cristais de haxixe, cocaína, crack, etc.
2.6.2.3 – Drogas sintéticas
São aquelas fabricadas em laboratórios.
Exemplo: quetamina, anfetamina, LSD 25, etc.
2.7 – Classificação das drogas
As drogas classificam-se em:
2.7.1 – Estimulantes
São aquelas que provocam o aumento da atividade pulmonar e diminuem a
fadiga.
Exemplo: crack, cocaína, cafeína, etc.
2.7.2 – Depressivas
PRONTUÁRIO DA DISCIPLINA DE FAI, ELABORADO PELO PROFESSOR:JOSÉ KILUANJE
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São aquelas que diminuem a atividade cerebral.
Exemplo: maconha, diluentes, ópio, álcool, etc.
2.7.3 – Perturbadoras
São aquelas que provocam a despersonalização.
Exemplo: ecstasy, LSD, etc.
2.7.4 – Drogas legais
São aquelas vendidas legalmente, controladas ou não.
Exemplo: medicamentos, dissolventes, colas, tira-nódoas, álcool, tabaco, etc.
2.7.5 – Drogas ilegais
São aquelas comercializadas ilegalmente.
Exemplo: cocaína, cannabis, maconha, drogas sintéticas, liamba, etc.
2.8 – Formas de absorção das drogas
As drogas podem ser absorvidas ou administradas de varias formas, tais como:
por via oral, injecção intravenosa ou aplicada por via rectal, inalação, etc.
2.9 – Factores que influencia um indivíduo ao consumo de drogas
Alguns factores que influenciam no uso das drogas são:
- Más companhias;
- Perda de um ente-querido;
- Falta de capacidade de se adaptar a um determinado meio;
- Desequilíbrio mental, etc.
2.10 – Consequências das drogas
As drogas prejudicam a saúde do Homem, provocando graveis consequências na
vida pessoal, mas também no meio onde se insere. Causa a diminuição da atividade
mental e viciam rapidamente. A cocaína, a heroína, o crack, a morfina são, entre outras,
as drogas mais perigosas e as mais viciantes e, muitas delas, provocam overdose ao
consumidor.
2.7 – A POLIGAMIA
2.7.1 – Breve aspecto histórico da poligamia
Em África a poligamia é comum e é característico de muitas culturas africanas.
PRONTUÁRIO DA DISCIPLINA DE FAI, ELABORADO PELO PROFESSOR:JOSÉ KILUANJE
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Durante a historia da humanidade, a poligamia já foi muito usada, tendo como
principal causa a diferença numérica entre homens e mulheres ocasionada pelas guerras.
Esta questão foi muito polemica a nível religioso.
Actualmente, mesmo em países onde é uma prática legal, está cair em desuso,
sendo usada somente em áreas de conflito.
2.7.2 – Conceito de poligamia e poliandria
Poligamia é a união conjugal ou reprodutiva de uma pessoa com duas ou mais
pessoas ao mesmo tempo.
Poliandria consiste numa mulher que vive casada com vários homens.
No entanto, não se deve confundir a poliandria com o ″ser amante″, que é comum nas
sociedades humanas, embora para muitos não é aceite.
2.7.3 – Causas da poligamia
Algumas causas da poligamia são:
- Êxodo rural ( a troca da cidade pelo campo ou a busca de melhor emprego em outros
países, deixando as aldeias com excesso de mulheres);
- Consequências das guerras em que os povos estiveram envolvidos e onde
participavam, principalmente, os homens; assim, muitas mulheres ficaram viúvas e os
filhos tornaram-se órfãos ( a forma de prestar assistência sem meios de sobrevivência
era o casamento);
- Causas económicas.
2.8 – A HOMOSSEXUALIDADE
Este vocábulo provm do grego homos que significa mesmo e do latim serus
que significa sexo.
Homossexualidade é à atracção ou comportamentos sexuais entre indivíduos do
mesmo sexo;
- Refere-se ao atributo, características ou qualidade de um ser, humano ou não, que
sente atracção física, afectivas por outro ser do mesmo sexo.
O termo homossexualidade se aplica para ambos os gêneros. Ainda assim, nas
mulheres é comum serem chamadas por lesbianismo e nos homens gay.
A homossexualidade é parte integrante das três categorias de orientação sexual,
junto com a bissexualidade ( estado de bissexual ou dois sexo) e a heterossexualidade
( atração ou desempenho sexual entre dois indivíduos de sexo diferente), sendo também
comum em muitas espécies de animais.
PRONTUÁRIO DA DISCIPLINA DE FAI, ELABORADO PELO PROFESSOR:JOSÉ KILUANJE
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Em alguns países, como , E.U.A , Brasil e Portugal , aceitam a união sexual
entre dois homens ou duas mulheres, todavia inda são grupos muito excluídos e
marginalizados nas sociedades actuais, sofrendo, muitas vezes, actos de exclusão e
violência.
2.9 – O DESCALABRO DO 11 DE SETEMBRO DE 2001
No dia 11/09/2001 os E.U.A foram submetido a um ataque terrorista,
coordenado pela Al-Qaeda. Nessa manhã, dezanove terroristas sequestraram quatro
aviões comerciais a jacto de passageiros e prosseguiram com o seu plano malévolo.
Dois dos aviões embateram contra as famosas torres gêmeas do World Trade
Center, em nova Iorque, e mataram não só todos os passageiros dos dois aviões, como
também muitos indivíduos que estavam a trabalhar nas torres gêmeas.
Houve um total de 2.996 mortos, incluindo os terroristas, 6.291 feridos, o
responsável deste ataque foi Al-Qaeda, planeado por Osma Bin Laden. Entre os mortos
encontravam-se cidadãos de mais de setenta países do Mundo.
Os ataques vividos nos E.U.A provocaram uma resposta por parte deste país que
lançou a guerra ao terror, os americanos invadiram o Afeganistao para derrubar os
Taliban, que abrigava os terroristas da Al-Qaeda.
2.10 – EUTANÁSIA
O termo deriva do Grego euthanasia que significa eu, bem + thánatos que
significa morte ( DICIONÁRIO INTEGRAL DA LINGUA PORTUGUESA,
2011,p.736).
Eutanásia é o acto de facultar a morte sem sofrimento a um indivíduo cujo
estado de doença é crônico e incurável e que está sujeito a um enorme sofrimento físico
e psíquico;
- É a prática pela qual se abrevia a vida de um doente incurável, de maneira
controlada e assistida por um especialista;
É o procedimento que antecipa a morte de um doente incurável, para lhe evitar o
prolongamento do sofrimento e da dor (id).
Distanásia: é o processo que defende a utilização de todos os meios e todas as
possibilidades para prolongar a vida de um ser humano, ainda que a cura não seja
passível e o sofrimento se torne penoso.
2.10.1 – Tipos de eutanásia
A eutanásia pode ser.
2.10.1.1 – Directa
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É aquela cujo objetivo é provocar diretamente a morte pondo fim ao sofrimento.
2.10.1.2 - Indirecta
É aquela cujo objetivo é aliviar a dor ou diminuir o estado de consciência do
doente pelo uso de narcóticos patentes sendo que estes vão apressar o processo de
morte.
A eutanásia pode ser ainda dividida em dois grupos, a saber:
- Eutanásia activa: é aquela em que o doente e o medico negociam para que se ponha
fim ao sofrimento e à vida do indivíduo;
- Eutanásia passiva: é aquela em que não se provoca deliberadamente a morte.
Neste tipo de eutanásia, com o decorrer do tempo e com a falta de cuidados
médicos, o doente acaba por falecer. Nesse grupo, cessam-se todas as acções que
tenham como intuito prolongar a vida do paciente/enfermo.
TEMA III – OS CONFLITOS NO MUNDO E OS DIREITOS HUMANOS
3.1 – Introdução
Os conflitos nascem em todos os sistemas sociais, pessoais e internacionais e são
um mal permanente no desenvolvimento das sociedades.
Este termo surge da discrepância de objetivos entre duas ou mais partes que não
contam com o mesmo mecanismo efectivo de coordenação ou mediação. As partes
mencionadas são o Estado ou, como se denomina no mundo contemporâneo, as
comunidades dentro dos Estados. Assim, quando as comunidades não resolvem as suas
discrepâncias, a guerra é um perigo iminente, afectando milhares de civis inocentes.
3.1.1 - Definição de termos e conceitos
A palavra conflito surge do latim conflictu que significa discussão, embate ou
luta, choque, oposição, desordem, momento critico, etc.
Conflito : é a existência de ideias, sentimentos, atitudes ou interesses
antagônicos e colidentes que se podem chocar ( KONRAD, LORENZ, apud, DIOGO,
2010).
- É uma situação em que dois ou mais objetivos, pertencentes a uma ou mais
pessoas, são mutuamente exclusivos, gerando atitudes de hostilidade (ALMEIDA,
2018).
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3.2 – OS VÁRIOS CONFLITOS A NÍVEL MUNDIAL
A Geografia dos conflitos exibe as varias áreas de tensão espalhadas pelo globo,
tendo como rivalidades étnicas, religiosas, nacionalistas e em alguns casos a disputa
entre estados ou mudanças de fronteiras.
A nível Mundial destacam-se os seguintes conflitos:
a) Geográficos
- África: na Nigéria, o conflito nasceu entre cristãos e mulçumanos, este país é o
principal exportador de petróleo em África, mas 112 milhões de pessoas vivem na
pobreza, as péssimas condições de vida causaram mais de 250 grupos étnicos e vários
conflitos religiosos;
- Colômbia: neste país existe uma guerra civil, grupos armados objectivaram a tomada
de poder, usando as forças Armadas Revolucionarias da Colômbia. Este conflito é o
mais duradouro e sangrento da América Latina;
- Conflito entre a Índia e o Paquistão: a Índia maioritariamente Hindu e o Paquistão
maioritariamente mulçumano disputam a região de Caxemira localizada no Norte da
Índia.
b) Econômicos
- A situação do petróleo no Mundo: quem dita o preço deste recurso.
c) Culturais
- A diversidade cultural ( católica e mulçumano);
- O Mundo parou porque uma mulher mulçumana ia ser apedrejada até a morte. Isto é
atentado aos direitos humanosꞋ Devemos canalizar as pessoas para a aceitação de todas
as culturas, desde que as mesmas não violem os Direitos do Homem;
- Muitas culturas não são aceites no mundo devido à sua educação.
d) Históricos: os conflitos ocorrem no mundo como resultado de um processo
histórico de ocupação e de invasão de territórios fora de um determinado país.
Os principais conflitos históricos:
- A ocupação da Polônia em 1935 pela Alemanha;
- A invasão da China pelo Japão em 1937;
- A Primeira Guerra Mundial que ocorreu entre 1914-1918: guerra entre a Tríplice
Entente ( Império Russo, Britânico e França) e E.U.A ( a partir de 1917) contra as
Potencias Centrais (Império Alemão, Austro-Húngaro e Turco-Otomano);
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- A Segunda Guerra Mundial que ocorreu entre 1935 -1945: foi o maior conflito da
historia da humanidade, com cem milhões de militares imobilizados, matando setenta
milhões de pessoas, os países envolvidos foram os Países Aliados ( União Soviética,
E.U.A, China, Brasil, França, Império Britânico, Polônia) e os Países do Eixo ( Itália,
Japão, Alemanha) ;
- O ataque de 11/09/2001 : causando um conflito até hoje entre o E.U.A e o Iraque.
- Ataque a Pearl Harbor: o Japão atacou a frota norte-americana, que se encontrava no
porto de Pearl Harbor, no Havaí, dando inicio à Guerra do Pacifico.
3.2.2 – Factores que conduzem a guerra numa sociedade segundo a Carnegie
Commssion on Preventing Deady Conflit
- Estado fraco, corrupto ou desintegrado;
- Depósitos de armas e munições;
- Alto índice de analfabetismo e de doenças;
- Falta de recursos vitais como água e terra própria para cultivo;
- Repentinas mudanças econômicas e políticas;
- Comunidades religiosas politicamente activas que promovem mensagens hostis e de
discórdia;
- Ameaça às relações regionais;
- Tratamento inadequado das diferenças religiosas, culturais ou étnicas;
- Regimes repressivos ou ilegítimos;
- Discriminação contra certos grupos sociais e étnicos;
- Legado político e econômico do colonialismo ou da Guerra Fria.
3.2.3 – Factores que contribuem para situações de conflitos a nível Mundial.
Anos últimos anos a crise alimentar tem aumentado e, aos poucos atinge milhões
de pessoas em todo o mundo, representando uma grande ameaça para todos. Com o
aumento do preço do petróleo, o preço dos produtos agrícolas ascendeu, trazendo graves
problemas às comunidades, em particular as mais vulneráveis.
Esta crise levou a revoltas alimentares de mais de trinta países até agora, sendo
que os casos mais preocupantes se encontram em África, na Ásia e no Médio Oriente. O
ciclone Nargis, que destruiu Myanmar, contribuiu para uma situação trágica, assim
como as secas e mudanças climáticas que reduziram o desenvolvimento agrícola.
3.2.4 – Soluções de negociações para situações de conflitos.
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As negociações de conflitos, são tratadas nas Instituiçoes Internacionais,
defendendo sempre os repectivos problemas. O ciclone Nargis, que destruiu a cidade de
Myanmar, fez com que as populações ficassem sem abrigos, alimentos, nesta situação
difícil, a Cruz Vermelha Internacional bem como outras organizações interviram
rapidamente.
Se um determinado país for tacado a O.N.U tem o dever de intervir e ajudar na
luta e na conservação da paz. Quando existia a guerra em Angola, a O.N.U apoio de
modo a se encontrar a paz. Por outro lado, os capacetes azuis se fizeram presentes nas
primeiras eleições livres (ganhas pelo M.P.L.A) que ocorreu em Angola.
3.2.5 – Instituições Internacionais dedicadas à manutenção de paz e do
desarmamento.
As Instituições Internacionais dedicadas à manutenção da paz e do
desarmamento associam-se ao Direito Nacional; são constituídas por estados e decorrem
através de conferências e relações de paz entre as varias nações.
As Instituições Internacionais que se dedicam na manutenção de paz e
desarmamento são:
a) - Organização da Unidade Africana (OUA)
- Em 1981 proclamou a carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos.
b) – Organização do Tratado do Atlântico do Norte (OTAN ou NATO)
- Defensora da segurança na Europa;
- É uma organização militar e um instrumento político;
- Vaclav Havel afirmou que a Aliança é, acima de tudo, um instrumento em prol da
Democracia;
- Defensora dos valores espirituais e políticos;
- É um pilar da segurança global;
- É a única organização com os meios e capacidade para intervir militarmente em
qualquer parte;
- O ataque de OTAN contra os Boémios, na Sérvia, serviu para a organização de bom
ambiente em prol da paz;
- Interfere sempre que necessário.
c) – Organização das Nações Unidas (ONU)
- É uma das mais conhecidas e importante organizações internacionais, pois visa a
manutenção da paz, o desarmamento e a cooperação entre os membros;
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- Possui 200 estados - membros;
- Abrange as áreas de segurança, saúde e economia.
3.3 – HISTÓRIA E DEFINIÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS
3.3.1 - História dos Direitos Humanos
Os filósofos e os juristas, ao longo dos anos trabalharam juntamente para que a
existência, a liberdade e a posse de bens pudessem ser direitos adquiridos por todos os
cidadãos. Hobbes, Locke e, mais tarde, Montesquieu, Voltaire e Rousseau
demonstraram que os direitos humanos criaram uma nova concepção de obediência,
limitando, desta maneira, o domínio do Estado.
A história aborda que o Cristianismo, na Idade Média, defende a igualdade de
todos os homens com a mesma dignidade. Por outro lado, os matemáticos cristãos
desenvolveram uma teoria acerca desta temática, denominada Teoria do Direito
Natural. Aqui se constatou que o Homem pertence a uma ordem social e jurídica justa,
não obstante à lei de Deus laica que era uma obrigação imposta por Reis, Príncipes e
Imperadores.
Na Idade Moderna, os nacionalistas pertencentes aos séculos XVII e XVIII,
recriaram o conceito de direito natural, suprimindo, então, o domínio de ordem divina.
Para estes homens, todos os humanos são naturalmente livres e, assim que se integram
na sociedade, não podem ser privados de qualquer direito. Desta forma, atentou-se na
protecção dos Direitos Humanos, inspirando o actual sistema internacional.
As várias noções foram evoluindo e reflectiram-se, inicialmente, em Inglaterra e
nos E.U.A. A Magna Carta de 1215 garantiu a luta contra a arbitrariedade da coroa e
influenciou diversos documentos como, o Acto Habeas Corpus (1679), a primeira
tentativa para impedir as prisões ilegais. A 4 Julho de 1776, e com base na Declaração
de Virginia, surge a Declaração Americana de Independência, onde nascem os direitos
naturais do ser humano que todos deveriam respeitar.
Em 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão é promulgada em
França e, ao longo dos séculos XIV e XV , as reivindicações a favor da liberdade
aumentaram, forçando a definição de direitos econômicos e sociais.
Ao longo dos anos houve uma grande evolução, mas entre 1945 e 1948, durante
a Guerra Mundial, as atrocidades foram tão cruéis que se criou a ONU, com o propósito
de estabelecer e manter a paz no mundo.
A Assembleia Geral da ONU no dia 10/12/1948 proclamou a Declaração dos
Direitos Humanos e estabeleceu a paz e o consenso entre os povos como um dos seus
objetivos principais.
3.3.2 – Definição dos Direitos Humanos
PRONTUÁRIO DA DISCIPLINA DE FAI, ELABORADO PELO PROFESSOR:JOSÉ KILUANJE
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Direito provém do latim directu/s que significa liberdade para todos, reto,
integro, justo, etc.
Direito: é o conjunto sistematizado de normas jurídicas assistidos de tutela
coercitiva;
- É o conjunto de leis e disposições legais que regulam as relações da sociedade;
- É o conjunto de leis, legislação, jurisprudência que regem uma nação.
De acordo com o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos do
Homem, ″Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.
Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espirito de
fraternidade″. Neste sentido, o indivíduo tem direito à liberdade de expressão, liberdade
de pensamento e igualdade perante a lei, ″os direitos humanos são as liberdades e os
direitos de todos os seres humanos″.
Obs: o/a professor/a deve orientar os estudantes a obterem a Declaração Universal dos
Direitos do Homem.
3.3.3 – Os direitos da mulher e a sua história
Nas diversas sociedades, inclusive nas ocidentais o papel da mulher estava
estagnado no tempo.
Apesar disso, realçam-se alguns nomes de mulheres ( a sul-africana Shamima
Shaikh, a porto-riquenha Luisa Capetillo, a egípcia Hoda Sharaawi e a inglesa Dora
Russel) que sempre defenderam os direitos e a liberdade da mulher na sociedade,
lutando contra a descriminação.
Nas guerras, os homens usando a sua superioridade física, criaram situações de
humilhação a mulher, batendo-lhes ou dirigindo-lhes palavras impróprias. Também, em
algumas regiões, existe o corte do clitóris; a mulher não tinha direito ao prazer na
relação sexual , apenas tinha a obrigação de procriar .
Hoje, na nossa sociedade, as mulheres participam activamente em todas as áreas
sócias, tendo os mesmos direitos que o homem. Este facto costa mesmo no protocolo a
carta Africana dos Direitos do Homem e dos povos, relativamente aos direitos da
Mulher Africana.
3.3.3.1 – PROTOCOLO Á CARTA AFRICANA DOS DIREITOS HOMEM E
DOS POVOS, RELATIVO AOS DIREITOS DA MULHER EM ÁFRICA.
Considerando que o artigo 66 da CADHP (Carta África dos Direitos do
Homem e dos Povos) prevê a adopção de protocolos ou acordos especiais, se forem
necessários, para completar as disposições da Carta Africana e que a Conferencia dos
Chefes de Estado e de Governo da Organização da Unidade Africana, reunida nas sua
31 Sessão Ordinária em Adis Abeba, Etiópia, em Junho de 1995, endossou, através da
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sua Resolução AHG/Res.240 (XXXI), a recomendação da Comissão Africana dos
Direitos do Homem e dos Povos no sentido de se elaborar um protocolo sobre os
Direitos da Mulher em África; Considerando igualmente que o artigo 2 da Carta
Africana dos Direitos do Homem e dos Povos estabelece o principio da não
discriminação com base na raça, na etnia, na cor, no sexo, na língua, na religião, na
opinião política ou qualquer outra, na origem nacional e social, na fortuna, no
nascimento ou em outra situação.
Considerando ainda que o artigo 18 da CADHP exorta os Estados Partes que
eliminem todas as formas de discriminação contra a mulher e assegurem a proteção dos
direitos da mulher, tal como estipulado em declarações e convenções internacionais.
Notando que o artigo 60 e 61 da CADHP reconhecem os instrumentos regionais
e internacionais relativos aos direitos humanos e às práticas africanas, em conformidade
às normas internacionais dos Direitos do Homem e dos Povos, como referencias
importantes para aplicação e a interpretação da Carta Africana; Evocando que os
direitos da mulher são reconhecidos e garantidos em todos os instrumentos
internacionais relativos aos Direitos Humanos, nomeadamente a Declaração Universal
dos Direitos Humanos. O pacto internacional relativo aos direitos civis e políticos,
assim como aos direitos econômicos, sociais e culturais, a Convenção sobre a
Eliminação de todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher e o seu protocolo
facultativo, outras convenções e pactos internacionais relativos aos direitos da mulher,
como sendo direitos humanos inalienáveis, interdependentes e indivisíveis.
Os direitos da mulher referem-se à liberdade que lhes é inerente. Geralmente são
ignorados/ilegais e suprimidos por leis ou costumes de uma determinada sociedade.
3.3.3.2 – Direitos fundamentais da mulher em toda sas sociedades
- Direito à vida;
- Direito à liberdade e à segurança pessoal;
- Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação;
- Direito à liberdade de pensamento;
- Direito à informação e à Educação;
- Direito à felicidade;
- Direito à saúde e à protecção;
- Direito a construir relacionamento conjugal e a planear a sua família;
- Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los;
- Direito aos benefícios do progresso cientifico;
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- Direito à liberdade de reunião e participação política;
- Direito a não ser submetida a torturas e maus-tratos.
De acordo com Paul Johnson, ″a raça humana tem estado a funcionar com a
metade da energia criativa ″, pelo que em cem anos o desperdício ou a não utilização do
talento feminino será considerado um erro serio e incompreensível.
As diferenças entre os sexos na sociedade são demasiadas profundas. As
mulheres são classificadas como sensíveis, emotivas, carinhosas, intuitivas, doces,
sedutoras, meigas, levianas, fracas, tentadoras dos homens, fadas do lar, vaidosas, belas,
frustradas, perversas, espertas, etc. Ao passo que os homens são designados com dureza,
agressividade, coragem, violência, amizade, liderança, resistência, competição, mas
também são passiveis e tentados ao pecado pelas mulheres, calmos, criativos, etc.
O peso dos poderes entre homens e mulheres é demasiado exacerbado (violento,
irritado, exasperado...) e, neste sentido, a Declaração Universal dos Direitos Humanos
trabalha com o intuito de igualar as oportunidades quer para o homem, assim como para
a mulher.
3.3.4 – Direitos fundamentais da criança
A criança é um ser ingênuo que devemos criar e educar, sem esquecer todos os
direitos que lhe são inerentes e fundamentais para o seu corercto desenvolvimento. Para
ter qualidade de vida, a criança necessita de amor, afecto para um crescimento
harmonioso.
Uma das responsabilidades da família para com a criança é a protecção,
proporcionar assistência a todos os níveis, desde alimentação adequada até aos cuidados
de saúde necessários e oportunos a cada etapa da vida.
O Mundo su direcionou os seus olhos para os direitos da criança depois da
Segunda Guerra Mundial, onde estas sofreram muitas atrocidades tais como violências e
enforcamentos. Em alguns locais do mundo, nos dias de hoje, existem maldades contra
estes seres que chegam a ser acusadas de feitiçarias e até mesmo são mortas pelos
próprios familiares. A pedofilia e o trabalho infantil continuam a ser comuns na
sociedade, apesar de que já se trabalha contra esse mal.
No desenvolvimento adequado da população infantil a sociedade desempenha
um papel fundamental, pois esta é o futuro da nossa nação. Neste sentido, em Angola,
todos aqueles que prejudicam o futuro da nação (as crianças), são punidos de acordo
com a lei.
Para se obter a Declaração dos Diretos da Criança, o conjunto de normas,
princípios e valores serviram de inspiração. Neste contexto, a criança não é só uma
extensão da sua família, mas membro duma sociedade, sendo ainda considerado ″o
futuro do amanhã. ″
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A 20/11/1959, a ONU elaborou a Declaração dos Direitos da Criança. Assim,
decidiu-se, por unanimidade, que todas as crianças tinham os seguintes direitos civis,
políticos, econômicos, sociais e culturais:
- A criança deve ter condições para desenvolver física, mental, moral, espiritual e
socialmente, com liberdade e dignidade;
- Toda a criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade e, tanto quanto possível,
o direito de conhecer os pais e de ser educada por eles;
- A criança tem direito à alimentação, lazer, moradia e serviços médicos adequados;
- A criança deve crescer amparada pelos pais e sob a sua responsabilidade, num
ambiente de afecto e de segurança;
- Uma criança que seja prejudicada física ou mentalmente deve receber tratamento,
educação e cuidados especiais;
- A criança tem direito à educação gratuita e obrigatória nas etapas elementares;
- A criança, em todas as circunstancias, deve estar entre os primeiros a receber proteção
e socorro;
- A criança deve ser protegida contra o abandono e a exploração. Não deverá trabalhar
antes de uma idade adequada;
- As crianças devem ser protegidas contra a prática de descriminação racional, religiosa
ou qualquer outra índole;
- A criança deve ser educada num espirito de compreensão, tolerância, amizade,
fraternidade e paz entre os povos.
3.4 – A CONSTITUIÇÃO DA REPÍBLICA DE ANGOLA
Constituição é um sistema de governação que estabelece regras e princípios de
uma entidade política autónoma.
Nos países, este termo refere-se especialmente à constituição nacional que define
princípios políticos fundamentais e estabelece a estrutura, os procedimentos, os poderes
e os deveres do governo.
Obs. Para este tema, os estudantes devem ter a CRA (Constituição da República de
Angola) para o estudo de alguns artigos.
3.5 – A DEMOCRACIA, DEINIÇÃO E HISTÓRIA.
3.5.1 – História da democracia
O governo democrático nasceu na Antiga Grecia, em Atenas, no século V a.C.;
neste tempo, o povo reunia-se em assembleia e votava, sempre que existia necessidade
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de tomar decisões em relação a algum assunto fulcral para a comunidade. Todos os
elementos tinham o direito e o dever de participar nas decisões das assembleias, pelo
que o papel que cada um assumia tinha uma importância preponderante para o futuro da
sociedade.
Embora esta realidade fosse desejada, só se concretizavam 10‰, sendo que
apenas alguns atenienses tinham direito ao voto: as mulheres, os escravos e os
estrangeiros não eram considerados cidadãos e eram totalmente excluídos das grandes
decisões. Na Roma também havia abuso de poder por parte dos monarcas e a
Democracia era apenas uma mera utopia que, na realidade, não existia.
Depois de Roma, entre os séculos XVII e XVIII, reapareceram as ideias
democráticas. O abuso de poder da monarquia levou os intelectuais a meditar sobre o
poder absoluto do governo. Os liberais lutaram contra a aristocracia da Idade Média,
onde o poder político e a propriedade eram hereditários, ou seja, eram herdados por
familiares.
O filósofo liberal, John Locke, distinguiu a esfera publica da esfera privada, bem
como a sociedade política e a sociedade civil. Segundo o seu pensamento, o poder
apenas é legitimo se a sua origem for parlamentar, o que significa que ninguém tem o
direito de ocupar um cargo político só porque nasceu numa família nobre.
Rousseau defendeu uma democracia aproximada com a da velha Grécia. Na
opinião deste, os governantes não são representantes do povo, mas seus agentes. Desta
forma, devem ser subordinados à soberania popular que toma decisões através de
assembleia e referendos.
3.5.2 – Definição de democracia
A palavra democracia deriva do grego demokratia / demos que significa povo.
Neste sentido, se pode dizer que democracia é um regime governamental, onde o povo
tem um poder soberano sobre o poder legislativo e executivo.
Democracia: é o governo do povo, pelo povo e para o povo, tendo como
objetivo generalizado fomentar os valores da tolerância, cooperação e compromisso;
- É um sistema político fundamentado no principio de que a autoridade emana
do povo e é exercida por ele ao investir o poder soberano através de eleições periódicas
e livres, e no princípio da divisão equitativa do poder ( DICIONÁRIO INTEGRAL,
2016, P.501).
PRONTUÁRIO DA DISCIPLINA DE FAI, ELABORADO PELO PROFESSOR:JOSÉ KILUANJE
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BIBLIOGRAFIA
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