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Fisiopatologia e Tratamento de Viroses

SLAID FARMACIA

Enviado por

Alexandro Santo
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Fisiopatologia e

Farmacoterapia das
Doenças Infecciosas,
Imunes e Virais

Virologia

Profa. Ms. Flávia Lassie


• Unidade de Ensino: 4
• Competência da Unidade: Compreender a estrutura dos vírus, o
mecanismos de multiplicação viral, a toxicidade dos fármacos antivirais.
• Resumo: Características gerais dos vírus, farmacoterapia das infecções
virais e vacinas, fisiopatologia e diagnóstico laboratorial das viroses:
citomegalovírus, herpes vírus humano, rubéola, caxumba, sarampo,
mononucleose infecciosa, hepatites, influenza, papilomavírus humano.

• Palavras-chave: vírus, replicação viral, vacina, antivirais, diagnósticos


laboratorial das viroses.

• Título da Teleaula: Virologia

• Teleaula nº: 4
Contextualização
 Características gerais dos vírus;
 Farmacoterapia das infecções virais;
 Vacinas;
 Fisiopatologia e diagnóstico laboratorial das viroses:
 Citomegalovírus, Influenza, HPV;
 Herpes vírus humano;
 Rubéola, Caxumba, Sarampo;
 Mononucleose infecciosa;
 Hepatite A, B, C, D e E
Você é o RT do LAC do seu munícipio e está supervisionando um
estagiário. Antes de iniciar seu estágio, você solicitou a carteirinha
de vacinação e notou que ele ainda não havia tomado a vacina da
gripe e o encaminhou para o setor de vacinação. Um dia após
receber a vacina, seu estagiário começou a sentir febre, calafrios e
dor muscular

Oque você diria a ele? É possível que a


vacina da gripe cause a doença?
Vírus
e
Diagnóstico
laboratorial de
viroses
Vírus
Replicação viral

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/47/Basic_Scheme_of_Virus_en.svg

Fonte: ENGELKIRK, P.G. et al. Microbiologia para as ciências da saúde. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
Trato Trato Via Trato
respiratório Pele Sangue
gastrointestinal transplacentária genital

Transmissão Via Orofecal


vertical/
transplacentária

Via Respiratória
Transmissão sexual
Fonte: https://binged.it/2LY5zj0 Fonte: https://binged.it/2YmQFcE

Fonte: https://binged.it/2LWNPVa Fonte: https://binged.it/2LY7UdM


Resposta Imune Antiviral Bloquear a infecção e eliminar
as células infectadas
Imunidade Imunidade
Inata Adaptativa
LT CD4+  TH1 : Imunidade
mediada por células; morte de
células do hospedeiro infectada
por vírus ou bactéria
Produção de interferons
Ação de céls. NK

Ativação de fator de Expressão IFNs tipo 1 (INF α,


transcrição (IRFs) INF β)

Proteína Quinase- bloqueia a


transcrição e tradução viral ou
Rnase (degrada RNA viral)
 Produzem INF- γ  citocina ativa
Células natural killer (NK) macrófagos;
 Citocinas produzidas na imunidade inata
ativam: a inflamação (TNF, IL-1,
quimiocinas), céls. NK (IL-12) e os
macrófagos (INF- γ);

TNF Iniciação da produção de


citocinas.

IL-6 Produção de Ac pelos LB e induz


a proliferação de LT.

IL-8 Quimiotaxia dos neutrófilos,


ativação dos neutrófilos.
IL-12 Polarização de LT em LT aux.

Fonte: Adaptado de DELVES, P. J. et al. Fundamentos de imunologia. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018 (PÁG. 18)
Diferenciação das células TCD4+ em Células efetoras
Geradas IL-12 e Cél TH1
INF-y Citocinas características Ação sobre Macrófagos, células
LT CD4+ INF-y, IL-2 NK, células T CD8+,
Céls. B

Geradas IL-4 e Cél TH2


ausência de IL-12 Ação sobre
IL-4, IL-5, IL-13 Eosinófilos, céls. B

Cél TH17

IL- 17, IL-22


Neutrófilos, céls.
epiteliais
Células T citotóxicas CD8+
(CTLs)

APOPTOSE
Diagnóstico das viroses
 Detecção do Ag: IF, ELISA etc.
 Microscopia eletrônica: morfologia da partícula,
imunomicroscopia eletrônica
 Microscopia ótica: ECP, corpúsculo de inclusão
(estruturas que se formam no interior de células
infectadas, durante a multiplicação viral)
 Detecção do genoma viral: PCR (Reação em cadeia da
polimerase)
 Cultura celular: manutenção e na multiplicação in
vitro de células vivas;
Rubéola
 Togaviridae: Vírus da rubéola
 Transmissão: contato direto secreções das vias
aéreas superiores;
 Homem: único hospedeiro do vírus
 Sintomas: febre baixa, dor de cabeça, aumento dos Fonte: https://binged.it/2OD0kHs

gânglios linfáticos, vermelhidão ou inflamação nos


olhos e exantemas que inicialmente aparecem no
rosto e progridem para o resto do corpo;
 Produz sérios problemas congênitos em recém
nascidos de mães que contraem a doença durante a
gestação (1º Trimestre)
Diagnóstico Laboratorial

 Sorológico
 Objetivo principal: detecção da rubéola
congênita e pós-natal, controle de vacinação,
determinação da imunidade e investigações
epidemiológicas;
Fonte: http://bit.ly/3ppaqJ3
 Técnicas imunoenzimáticas,
imunofluorescência, aglutinação de partículas
de látex: detecção da reação entre Ac e
qualquer componente antigênico do vírus
IgM:

• 1º a ser formada
• Processos agudos

IgG:
• Permanece durante
longos períodos – Ig
de memória
• Relacionada com
proteção

Fonte:
https://binged.it/3rKdrp
Fonte: MELO, P. S.. Fisiopatologia e Farmacoterapia das doenças infecciosas, imunes e virais. 7
Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A, 2018.
Viroses Respiratórias
PATOGÊNESE DOS VÍRUS RESPIRATÓRIOS

Fonte: MELO, P. S.. Fisiopatologia e Farmacoterapia das doenças infecciosas, imunes e virais. Londrina: Editora e Distribuidora
Educacional S.A, 2018.
Sintomas viroses Respiratórias
Sintomas Gripe Resfriado
Febre > 38°C Comum Raro
Tosse produtiva Comum Raro
Tosse seca Comum Leve
Cefaléia Comum Raro
Mialgia Comum Comum
Fadiga e mal-estar Comum Raro
Obstrução nasal Às vezes Comum
Espirros Raro Comum
Dor de garganta Às vezes Comum
Dor torácica Comum Comum

Fonte: autora
Influenza
RNA

Envelope

 Vírus Influenza A, B e C
 C infecções respiratórias brandas
 A e B epidemias sazonais ; A pandemias Neuraminidase
 Influenza tipo A e B (Ortomyxovírus/RNA) Capsídeo

 Anualmente 2 subtipos de Influenza A e 1 subtipo de B estão


circulando concomitantemente;
 Proteínas de superfície: Hemaglutinina

Fonte: https://binged.it/3jStfDF
 Hemaglutinina (H1- H15): locais de ligação aos resíduos de
ácido siálico na mucosa da célula hospdeira (ligação do
vírus a cél. do hospdeiro);
 Neuraminidase (N1-N9) (glicoproteína do capsídeo):
promove a clivagem do ácido siálico da mucosa, permitindo
o acesso intracelular e sua liberação
 Caracterizam os subtipos: subtipos A: H1N1 e H3N2
circulam atualmente em humanos
Vírus Epstein-Barr (EBV)
 Agente da Mononucleose Infecciosa;
 Tropismo por LB e células da faringe e glândulas salivares;
 Proliferação e imortalização dos LB e ativação dos LTCD8;
 Doença sistêmica de adultos jovens (15 a 25 anos);
 Quadro clínico: febre, cefaleia, poliadenopatia, astenia, angina Fonte: http://binged.it/2NxbZrq
eritematosa, eritemato-exsudativa ou pseudomembranosa,
hepatomegalia (10%) e esplenomegalia (50%);
 Edema de úvula e palato são característicos da mononucleose;
 Involução de 1 a 3 meses;
 90% das pessoas já infectadas pelo EBV liberam o vírus na saliva
por toda a vida (latência);
 É muito mais frequente na infância e em universitários.
Diagnóstico
 Quadro clínico;
 EBV: pesquisa de Ac IgM ou IgG contra Ag do
capsídeo viral;
 Detecção de Ac IgM desde o início do quadro atingindo
seu pico entre 4 a 6 semanas; Fonte: https://bit.ly/2OL9h23

 Hemograma: Linfocitose (50%) com 10% ou mais de


atipia linfocitária;
Sarampo
 Doença altamente contagiosa- ocasionar
complicações graves com sequelas permanentes e
levar a óbito;
 Paramyxovirus: Vírus pleomórfico, envelopado,
RNA fita simples linear;
 Agentes mais importantes das infecções Fonte: https://binged.it/2OyMC8r

respiratórias de lactentes e crianças de pouca Fonte: https://binged.it/2OBRauZ

idade;
 90% das crianças até 15 anos de idade contraiam
sarampo antes da vacinação;
 Prevenção: Vacina tríplice viral (Sarampo,
Caxumba e Rubéola) aos 12 meses (1 dose
tríplice), 15 meses ( 1 dose tetra), pode ser adm
até os 23 meses e 29 dias de idade;
Caxumba
 Doença infecciosa comum na infância;
 Altamente contagiosa e a transmissão ocorre: contato direto
com secreções respiratórias oriundas de espirros e tosse;
 Período médio de incubação: 18 dias;
 Quadro clínico: sintoma inicial devido à infecção e inflamação Parotidite
das glândulas parótidas (papeira/ parotidite); Fonte: http://binged.it/3qq4W25

 Causa de esterilidade: devido a orquite bilateral;


 Vírus da caxumba geralmente não causa infecção persistente
crônica;
 Diagnóstico: Ac IgM específica para o vírus presente em
níveis detectáveis no início da doença e declina após 6
semanas e concomitante aumento de IgG que persiste por
toda a vida.
Sorologia Caxumba
 Tratamento: sintomático;
 Analgésicos, antipirético,
repouso e hidratação;
 Orquite: repouso,
analgésico e aplicação de
gelo no local.

Fonte: MELO, P. S.. Fisiopatologia e Farmacoterapia das doenças infecciosas, imunes e


virais. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A, 2018.
Hepatites

Papilomavírus humano
Hepadnaviridae
Hepatites virais
 Doenças provocadas por diferentes agentes etiológicos
com tropismo primário pelo tecido hepático;
 Vírus de DNA: dupla fita circular com a transcrição de um
RNA fita simples intermediário pela ação da transcriptase Fonte: BROOKS, G.F. et al. Microbiologia médica.
26.ed. Porto Alegre: AMGH, 2014 (pág. 410).
reversa;
 Nucleocapsídeo icosaédrico envelopado;
 Hepatite A(HAV), B (HBV), C (HCV), D (HDC), E (HED);
 Quadro clinico:
 Fase prodrômica ou pré-ictérica: gastro-intestinais
(anorexia, náuseas, vômitos, diarreia), febre, cefaleia,
adinamia, etc.)
 Fase ictérica: colúria, hipocolia fecal e icterícias
HEPATITE A
Contágio: Via fecal-oral água ou alimentos contaminados. Maioria das infecções sub-clínicas e não
diagnosticadas
Evolução: 99,5% para cura e 0,5% fulminante

IgG
ALT

IgM

Fonte: Manual diagnóstico hepatites virais MS disponível em: https://bit.ly/3rZut2u acesso fev.2022
HBsAg

HEPATITE B Ag de superfície – infecção


pelo HBV

Contágio: Injeções endovenosas, HBeAg


indica alta atividade replicativa
transfusões, relações sexuais, (cargas virais elevadas)

transmissão materno-infantil
Anti-HBe
Evolução: 90% para cura (4 a 6 Ac contra Ag “ e”- marcador
de bom prognóstico na
Anti-HBc
semanas) e 10% portadores crônicos detectável no soro, indicando contato hepatite aguda pelo HBV
(podendo evoluir para hepatite crônica e com o HBV
Anti-HBc IgM  marcador de infecção
cirrose hepática) recente (Hep. B aguda)
Anti-HBc IgG (ou total)  Ac IgG contra
HBsAg – indica contato com o vírus

Anti-HBs
Ac contra Ag de superfície do
HBV – imunidade contra o
HBV

Fonte: Hepatites virais: O Brasil está atento MS


disponível em: https://bit.ly/3archsW acesso fev.2022 Fonte: https://binged.it/2ZaCbug acesso fev. 2022
Testes sorológicos de Hepatite B

Fonte: https://bit.ly/3rZut2u
Maior responsável pelas hepatites pós-transfusionais
HEPATITE C Contágio: O mesmo do VHB
Evolução: Hepatite aguda e 75% casos – cronicidade

Fonte: Hepatites virais: O Brasil está atento MS disponível em:


https://bit.ly/3archsW acesso fev.2022
Papilomavírus humano (HPV) Baixo risco oncogênico (6,
11, 40, 42, 43, 44, 55)
 Vírus de DNA;
 Comumente manifesta-se de forma subclínica em homens e Alto risco oncogênico (16,
18, 31,33,35, 39, 45, 51,
mulheres; 52, 58 e 59 )
 Caracteriza-se por lesões múltiplas, localizadas ou difusas e
de tamanho variável (lesões cutâneas benignas  verrugas Provável alto risco
– condiloma acuminado); oncogênico (26, 53, 66,
67, 68, 70, 73 e 82 )
 Transmissão: contato direto com a pele ou mucosa
infectada durante relações sexuais;
 Vírus oncogênico infecta queratinócitos da pele ou mucosas;
 Risco de induzir câncer de colo de útero, pênis e ânus;
 Possui aproximadamente 70 subtipos diferentes podem
infectar a região genital;
HPV Coilócitos

 Diagnóstico: habitualmente clínico, mas pode ser


laboratorial pela pesquisa de HPV-DNA (testes
moleculares);
 Citopatológico (Papanicolau): características
morfológicas celulares patognomônicas da
infecção pelo HPV- presença de coilócitos; Fonte: http://bit.ly/3qBEanq

 A infecção persistente leva ao aparecimento das


lesões denominadas intraepiteliais escamosas
(LIE);
 LIE-BG (baixo grau) podem ocorrer com a
manifestação da 1ª infecção por HPV.
HPV
 Como a infecção pelo HPV ocorre até o
desenvolvimento da neoplasia invasiva???
1. Infecção do epitélio metaplásico da zona de
transformação por cepa oncogênica do vírus
2. Persistência da infecção
3. Progressão de um clone de células epiteliais infectadas
para uma lesão pré-cancerosa (displasia, neoplasia
intraepitelial);
4. Desenvolvimento de carcinoma com invasão da
membrana basal do epitélio.
Vacinas
e
Farmacoterapia das
infecções virais
Imunidade Passiva
Ocorre quando o indivíduo recebe anticorpos prontos e ativos,
mas, que foram produzidos por outro organismo:

Não ocorre:
 A estimulação do sistema imune;
 O contato com o antígeno;
Humoral  Sem memória imunológica LB/T.

Celular  Transferência de imunoglobulina


humana hiperimune
 Imunoglobulina humana combinada
 Soro (hiperimune) heterólogo

Fonte: adaptado de DELVES. P. et. al. Roitt – fundamentos da imunologia. 13 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.
Imunidade Ativa

Ocorre quando o sistema imune responde à investida de um patógeno por ambos mecanismos
de imunidade adaptativa, ou seja:

VACINAS
Linfócitos B de
Humoral memória
Produção de ambos
indica memória
imunológica para vida
Linfócitos T de ou durante longo
Celular memória período
VACINAS
 MICRORGANISMO ATENUADO: m.o • Deleção de genes que conferem virulência
enfraquecidos mas ainda capazes de se • Vírus: otimização de códons
replicar porém não causam a doença. • Estratégia que se aproxima da infecção
natural  IMUNOGÊNICA
BCG, vacina Sabin (gotinha), febre • RI CELULAR e HUMORAL
amarela e sarampo.

 MICRORGANISMO INATIVADO: m.o


 RI HUMORAL
mortos/inativados por processos químicos
(formaldeído e beta-propiolactona), ou físicos  Imunogênica
(radiação ultravioleta).
Gripe : 2 cepas Influenza tipo A (H1N1 e
H3N2) e 1 cepa Influenza tipo B.
Adjuvantes
Coronavac  vírus SARS-CoV2 inativado Doses-reforço
VACINAS
 PROTEÍNA RECOMBINANTE: escolha do
antígeno proteico mais imunogênico, seguido da • Pouco imunogênicas
transfecção de uma célula bacteriana ou fúngica • Adjuvantes e doses-reforço
• Induz fracamente a resposta TH1
com o gene que o codifica.
Vírus Hep.B : glicoproteína HBsAg

 VACINA DE SUBUNIDADES: Ag purificado de


m.o ou toxinas inativadas, adm. com adjuvantes
devido à baixa imunogenicidade
Vacina tríplice bacteriana: DTP
Vacina contra pneumococos e H. influenzae
VACINA GRIPE - INFLUENZA
 MICRORGANISMO INATIVADO: m.o mortos/inativados por processos químicos
(formaldeído e beta-propiolactona), ou físicos (radiação ultravioleta).
Gripe : 2 cepas Influenza tipo A (H1N1 e H3N2) e 1 cepa Influenza tipo B.

 Método seguro (podem ser aplicadas


inclusive em indivíduos
imunossuprimidos)
 Provável causa das reações
apresentadas inflamação estimulada
pela vacina, extremamente importante
para a geração de uma imunidade
protetora.
Farmacoterapia nas infecções virais
Toxicidade seletiva dos
 Os 1ºs fármacos antivirais eram baseados em análogos antivirais????
nucleosídicos atuavam no DNA viral mas tb no DNA O desenvolvimento de fármacos
celular do hospedeiro – Tóxico aos pacientes; evoluiu juntamente com o
conhecimento sobre os
 O avanço no conhecimento das diferenças entre o processos de biossíntese virais
metabolismo celular e o ciclo de replicação viral – que são específicos dos vírus e,
ACICLOVIR (não tóxico); dessa forma, servem como alvos
para as substâncias antivirais.
 Estudos das viroses que se concentram nas pesquisas
atuais: viroses respiratórias, doenças causadas por
herpes vírus e HIV.

 Inibidores específicos para um alvo molecular;


 Vacinas;
 Interferons e fármacos anti-inflamatórios
Alvos da terapia antiviral
1. Ciclo de replicação viral
2. Adsorção do vírus na célula
3. Penetração do vírus e desnudamento
4. Replicação dos componentes virais
5. Maturação, montagem e liberação do vírus
 Ação direta: virucidas ou com ação em etapas da replicação
viral;
 Ação indireta: estimulam o mecanismo de defesa do hospedeiro
(imunomoduladores);
 Busca de alternativas, com mecanismos de ação
complementares aos fármacos já existentes.
Antivirais
Etapa da replicação viral inibida Fármacos efetivos

Eventos precoces (entrada ou Amantadina, enfuvirtida


desnudamento do vírus)

Síntese de ácido nucleico por Aciclovir, ganciclovir


herpes-vírus

Síntese de ácidos nucleicos pelo Zidovudina, lamivudina, tenofovir, telbivudina


HIV
Liberação do vírus Influenza da Oseltamivir
célula infectada

Fonte: adaptado de MELO, P. S.. Fisiopatologia e Farmacoterapia das doenças infecciosas,


imunes e virais. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A, 2018.
Antivirais
Bloqueio da síntese de Fármacos antivirais
ácido nucleico viral
Inibição da DNA-polimerase 1. Inibidores nucleosídicos: aciclovir,
do herpes-vírus ganciclovir
2. Inibidores não nucleosídicos: foscarnet

Inibição da transcriptase 1. Inibidores nucleosídicos: zidovudina,


reversa do HIV lamivudina, abacavir, tenofovir
2. Inibidores não nucleosídicos: nevirapina,
delavirdina

Inibição da transcriptase Adefovir, entecavir, lamívudina, telbivudina


reversa do HBV

Fonte: adaptado de MELO, P. S.. Fisiopatologia e Farmacoterapia das doenças infecciosas,


imunes e virais. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A, 2018.
Antiretrovirais e inibidores de proteases no
tratamento do HIV
 Inibidores nucleosídeos de transcriptase
reversa- Inibem a síntese de DNA pela
transcriptase reversa: Zidovudina-azidovudina
(azidotimidina AZT);
 Inibidores da protease codificada pelo
HIV: azatanavir, indinavir  inibem a
produção de vírions infeciciosos;
 Não deve ser utilizada monoterapia: +
inibidores da transcriptase reversa.

Fonte: MELO, P. S.. Fisiopatologia e Farmacoterapia das doenças infecciosas, imunes e virais. Londrina: Editora e Distribuidora
Educacional S.A, 2018.
RECAPITULANDO.....
Recapitulando a aula
 Características gerais dos vírus;
 Farmacoterapia das infecções virais;
 Vacinas;
 Fisiopatologia e diagnóstico laboratorial das viroses:
 Influenza, HPV;
 Rubéola, Caxumba, Sarampo;
 Mononucleose infecciosa;
 Hepatite A, B, C, D e E

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