Teoria Geral da
Execução
Prof. Msc. Yasmin Galende
[email protected]
Processo de Processo de
Conhecimento
Reconhecer um Execução
Direito. Garantir/Dar
Verificar se Eficácia a um
alguém possui Direito.
Direito a algo ou Cumprir o
confirmar esse Direito. que
Ex: Garantir
Direito. que
Ex: Sentença os Danos Morais
condena ao que o réu foi
pagamento de condenado a
danos morais pagar seja
efetivamente pago.
Cumprimento de Sentença x Ação de
Execução
Cumprimento de Sentença Ação de Execução
• Fase Processual • Ação Autônoma
• Título Executivo Judicial (515, • Título Executivo extrajudicial
CPC) (784, CPC)
• Intimação do réu • Citação do executado
• Defesa: impugnação • Defesa: embargos à execução
(cognição limitada) (cognição plena)
• Art. 771. Este Livro regula o
• Art. 513. O cumprimento da procedimento da execução
fundada em título extrajudicial, e
sentença será feito segundo suas disposições aplicam-se,
as regras deste Título, também, no que couber, aos
observando--se, no que procedimentos especiais de
execução, aos atos executivos
couber e conforme a realizados no procedimento de
Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo
cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos
previstos neste Título:
VI - a sentença penal condenatória transitada em
julgado;
VII - a sentença arbitral;
VIII - a sentença estrangeira homologada pelo Superior
Tribunal de Justiça;
IX - a decisão interlocutória estrangeira, após a
concessão do exequatur à carta rogatória pelo Superior
Tribunal de Justiça;
§ 1º Nos casos dos incisos VI a IX, o devedor será citado
Art. 525. (...) § 1º Na impugnação, o executado poderá
alegar:
I - falta ou nulidade da citação se, na fase de
conhecimento, o processo correu à revelia;
II - ilegitimidade de parte;
III - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da
obrigação;
IV - penhora incorreta ou avaliação errônea;
V - excesso de execução ou cumulação indevida de
execuções;
VI - incompetência absoluta ou relativa do juízo da
execução;
VII - qualquer causa modificativa ou extintiva da
Cumprimento de
Ação de execução
sentença
Trânsito em julgado
da sentença Título extrajudicial
(quantia certa)
Réu é intimado
Petição inicial
para pagar em 15
distribuída
dias
Transcurso do
Citação do
prazo sem
executado para
pagamento
pagar em 3 dias
voluntário
Impugnação em 15
dias Embargos em 15
(independente de dias ( juntada do
mandado de citação)
intimação)
Impugnação Embargos a Execução
Ação Cumprimento de sentença Execução de Título
Extrajudicial
Prazo 15 dias (art. 525, CPC) 15 dias (art. 915, CPC)
Obs. pode prazo em dobro Obs.: não pode prazo em
havendo litisconsortes com dobro havendo litisconsortes
diferentes advogados de com diferentes advogados de
escritórios diferentes (art. escritórios diferentes.
525, §3, CPC).
Contagem do prazo depois de transcorrido o juntada aos autos do
prazo de 15 dias para mandado de citação ou da
pagamento voluntário (arts. juntada do AR (arts. 915 e 231,
525 e 523, CPC) CPC)
Necessidade de não (art. 525, CPC) não (art. 914, CPC)
Penhora
Efeito Suspensivo Em regra, não (art. 525, §6, Em regra, não (art. 919, CPC)
CPC)
Para Concessão a) garantia do juízo pela a) garantia do juízo pela
penhora; penhora;
b) fundamentos relevantes b) verificados os requisitos
da impugnação; para a concessão da tutela
provisória.
c) prosseguimento da
execução for capaz de (art. 919, §1, CPC)
causar grave dano de difícil
ou incerta reparação
Autuação Nos mesmos autos do em apartado (art. 914, §1º,
cumprimento de sentença CPC)
(art. 525, caput e §10, CPC)
Princípios
• Princípio da menor onerosidade da execução (art. 805,
CPC)
• Quem promove a execução é o exequente
• Se alegar que o meio é gravoso, o executado é quem deverá
indicar outro meio de pagar
• Princípio da responsabilidade patrimonial (art. 789,
CPC)
• Afeta os bens presentes e futuros do devedor
• Primária ou secundária
• Princípio do exato adimplemento (arts. 497 e 498, CPC)
• A execução deve atingir única e exclusivamente o necessário
Princípios
• Princípio da autonomia
• Os atos realizados na fase de conhecimento
(reconhecimento do direito) são diversos dos realizados na
fase de execução (efetividade do direito reconhecido)
• Princípio da utilidade
• Não é justificável a expropriação patrimonial que não
culminar algum benefício ao credor. A execução não é meio
de vingança contra o devedor
• Princípios da cartularidade, da lealdade e boa-fé, do
desfecho único.
Em uma execução fundada em um título executivo
extrajudicial, o devedor foi citado para pagar ou
apresentar defesa em 15 dias úteis, contados da juntada
aos autos do mandado de citação cumprido. Constou
do mandado, ainda, a incidência de honorários
advocatícios de 10% sobre o valor devido em execução.
Nesse sentido, o juiz agiu de forma:
A) correta, devendo o executado apresentar a defesa em
embargos à execução;
B) correta, devendo o executado apresentar a defesa em
impugnação à execução;
C) incorreta, uma vez que os honorários advocatícios
são fixados na sentença do processo executivo;
D) incorreta, uma vez que os prazos de defesa e
pagamento se contam da data em que se realizou a
citação;
E) incorreta, uma vez que o prazo para pagamento é de
três dias, contados da data em que se realizou a citação.
Em uma execução fundada em um título executivo extrajudicial,
o devedor foi citado para pagar ou apresentar defesa em 15 dias
úteis, contados da juntada aos autos do mandado de citação
cumprido. Constou do mandado, ainda, a incidência de
honorários advocatícios de 10% sobre o valor devido em
execução.
Nesse sentido, o juiz agiu de forma:
A) correta, devendo o executado apresentar a defesa em
embargos à execução;
B) correta, devendo o executado apresentar a defesa em
impugnação à execução;
C) incorreta, uma vez que os honorários advocatícios são fixados
na sentença do processo executivo;
D) incorreta, uma vez que os prazos de defesa e pagamento se
contam da data em que se realizou a citação;
Acerca da execução no processo civil, julgue os itens a
seguir.
1. Dado que a o cumprimento de sentença parte da
certeza jurídica sobre a existência do direito
exequendo, não há que se falar em contraditório em
seu bojo;
2. Ainda que disponha de um título executivo
extrajudicial, o credor pode optar pela via da ação de
conhecimento;
3. De acordo com o Código de Processo Civil, os títulos
executivos extrajudiciais oriundos de país
estrangeiro não dependem de homologação para
serem executados;
4. Transcorrido o prazo de 15 dias sem o pagamento
Acerca da execução no processo civil, julgue os itens a
seguir.
1. Dado que a o cumprimento de sentença parte da
certeza jurídica sobre a existência do direito
exequendo, não há que se falar em contraditório em
seu bojo;
2. Ainda que disponha de um título executivo
extrajudicial, o credor pode optar pela via da ação de
conhecimento;
3. De acordo com o Código de Processo Civil, os títulos
executivos extrajudiciais oriundos de país
estrangeiro não dependem de homologação para
serem executados;
4. Transcorrido o prazo de 15 dias sem o pagamento
Títulos executivos judiciais
Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo
cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos
previstos neste Título:
I as decisões proferidas no processo civil que
reconheçam a exigibilidade de obrigação de pagar
quantia, de fazer, de não fazer ou de entregar coisa;
• Não necessariamente sentença e não necessariamente
condenatória
II a decisão homologatória de autocomposição judicial;
• Exemplo: art. 334, CPC.
III a decisão homologatória de autocomposição
extrajudicial de qualquer natureza;
Títulos executivos judiciais
Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo
cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos
previstos neste Título:
IV o formal e a certidão de partilha,
exclusivamente em relação ao inventariante, aos
herdeiros e aos sucessores a título singular ou
universal;
V o crédito de auxiliar da justiça, quando as
custas, emolumentos ou honorários tiverem sido
Títulos executivos judiciais
Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo
cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos
previstos neste Título:
VI – a sentença penal condenatória transitada
em julgado;
VII - a sentença arbitral;
VIII - a sentença estrangeira homologada pelo
Superior Tribunal de Justiça;
IX - a decisão interlocutória estrangeira, após a
concessão do exequatur à carta rogatória pelo
Títulos executivos extrajudiciais
Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais:
I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata,
a debênture e o cheque;
II - a escritura pública ou outro documento público
assinado pelo devedor;
III - o documento particular assinado pelo devedor e
por 2 (duas) testemunhas;
IV - o instrumento de transação referendado pelo
Ministério Público, pela Defensoria Pública, pela
Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores
ou por conciliador ou mediador credenciado por
Títulos executivos extrajudiciais
Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais:
V - o contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese
ou outro direito real de garantia e aquele garantido por
caução;
VI - o contrato de seguro de vida em caso de morte;
Atenção: contrato de abertura de conta bancária não é título
extrajudicial (súmula 233 e súmula 247 do STJ)
VII - o crédito decorrente de foro e laudêmio;
• Foro: pago anualmente pela posse de imóvel construído em
terreno alheio
• Laudêmio: porcentagem do valor da venda que o vendedor
deve repassar ao proprietário real do terreno
Títulos executivos extrajudiciais
Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais:
VIII - o crédito, documentalmente comprovado, decorrente
de aluguel de imóvel, bem como de encargos acessórios, tais
como taxas e despesas de condomínio;
Atenção: apenas se contratualmente o pagamento for transferido ao
inquilino
IX - a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
correspondente aos créditos inscritos na forma da lei;
X - o crédito referente às contribuições ordinárias ou
extraordinárias de condomínio edilício, previstas na
Títulos executivos extrajudiciais
Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais:
XI - a certidão expedida por serventia notarial ou de
registro relativa a valores de emolumentos e demais
despesas devidas pelos atos por ela praticados, fixados
nas tabelas estabelecidas em lei;
XI-A - o contrato de contragarantia ou qualquer outro
instrumento que materialize o direito de ressarcimento
da seguradora contra tomadores de seguro-garantia e
seus garantidores;
XII - todos os demais títulos aos quais, por disposição
expressa, a lei atribuir força executiva.
Títulos executivos extrajudiciais
Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais:
§ 1º A propositura de qualquer ação relativa a débito
constante de título executivo não inibe o credor de
promover-lhe a execução.
• Exemplo: ação declaratória negativa de débito.
§ 2º Os títulos executivos extrajudiciais oriundos de país
estrangeiro não dependem de homologação para serem
executados.
§ 3º O título estrangeiro só terá eficácia executiva
quando satisfeitos os requisitos de formação exigidos
pela lei do lugar de sua celebração e quando o Brasil for
Títulos executivos extrajudiciais
Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais:
§ 4º Nos títulos executivos constituídos ou atestados por
meio eletrônico, é admitida qualquer modalidade de
assinatura eletrônica prevista em lei, dispensada a
assinatura de testemunhas quando sua integridade for
conferida por provedor de assinatura.
Formação da execução
Obrigação de fazer, de não fazer, de pagar quantia ou de
dar coisa diversa de dinheiro
Partes na Execução
• Partes na Execução
- Exequente (credor) e Executado (devedor)
Exequente
Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-
á sempre em título de obrigação certa, líquida e exigível.
• Não há controvérsia sobre a existência da obrigação e sobre
seu conteúdo, extensão e qualidade / não há controvérsia
sobre o quantum debeatur / não há dúvida sobre a
impontualidade
Art. 786. A execução pode ser instaurada caso o devedor
não satisfaça a obrigação certa, líquida e exigível
consubstanciada em título executivo
Cumprimento de sentença
Art. 524. O requerimento previsto no art. 523
será instruído com demonstrativo
discriminado e atualizado do crédito, devendo
a petição conter:
I - o nome completo, o número de inscrição no
Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro
Nacional da Pessoa Jurídica do exequente e do
executado, observado o disposto no art. 319, §§
1º a 3º ;
II - o índice de correção monetária adotado;
III - os juros aplicados e as respectivas taxas;
IV - o termo inicial e o termo final dos juros e
da correção monetária utilizados;
V - a periodicidade da capitalização dos juros,
se for o caso;
VI - especificação dos eventuais descontos
obrigatórios realizados;
VII - indicação dos bens passíveis de penhora,
SELIC
Art. 406, CC. Quando não forem convencionados, ou quando o forem sem taxa
estipulada, ou quando provierem de determinação da lei, os juros serão fixados
de acordo com a taxa legal.
§ 1º A taxa legal corresponderá à taxa referencial do Sistema Especial de
Liquidação e de Custódia (Selic), deduzido o índice de atualização monetária
de que trata o parágrafo único do art. 389 deste Código.
O principal problema na adoção da Selic para corrigir dívidas civis está no fato
de ela incorporar juros moratórios e correção monetária, que possuem
marcos temporais distintos:
Súmula 54 do STJ. Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em
caso de responsabilidade extracontratual.
Súmula 362 do STJ. A correção monetária do valor da indenização do dano
moral incide desde a data do arbitramento.
Ação de execução
Art. 319. A petição inicial indicará:
I - o juízo a que é dirigida;
II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável,
a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no
Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o
domicílio e a residência do autor e do réu;
III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;
IV - o pedido com as suas especificações;
V - o valor da causa;
VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos
fatos alegados;
VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de
conciliação ou de mediação.
Competência na Execução
Competência no Cumprimento de Sentença (Título
Judicial)
Art. 516. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante:
I - os tribunais, nas causas de sua competência originária;
II - o juízo que decidiu a causa no primeiro grau de
jurisdição;
III - o juízo cível competente, quando se tratar de sentença
penal condenatória, de sentença arbitral, de sentença
estrangeira ou de acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo.
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o
exequente poderá optar pelo juízo do atual domicílio do
executado, pelo juízo do local onde se encontrem os bens
sujeitos à execução ou pelo juízo do local onde deva ser
executada a obrigação de fazer ou de não fazer, casos em
que a remessa dos autos do processo será solicitada ao juízo
de origem.
Execuçã
o
Causa de
Partes pedir
Pedido
Partes na Execução
Credor
Credor da obrigação
Sucessores – inter vivos ou mortis causa
Vítima de crime que deseje executar civilmente
sentença penal
O lesado individual em ação civil pública para defesa de
intereses individuais homogêneos
Legitimidade extraordinária: Ministério Público pode
executar as condenações em Ação Civil Pública
Sucessão do Exequente
Art. 778. Pode promover a execução forçada o credor a quem a lei
confere título executivo.
§ 1º Podem promover a execução forçada ou nela prosseguir, em
sucessão ao exequente originário:
I - o Ministério Público, nos casos previstos em lei;
II - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do credor, sempre que,
por morte deste, lhes for transmitido o direito resultante do título
executivo;
III - o cessionário, quando o direito resultante do título executivo lhe
for transferido por ato entre vivos;
IV - o sub-rogado, nos casos de sub-rogação legal ou convencional.
§ 2º A sucessão prevista no § 1º independe de consentimento do
executado.
Advogado e Sucumbência
Art. 23 da Lei n. 8.906/94 - Os honorários incluídos na condenação,
por arbitramento ou sucumbência, pertencem ao advogado, tendo
este direito autônomo para executar a sentença nesta parte, podendo
Cessão de Crédito
Art. 286, CC. O credor pode ceder o seu crédito, se a
isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a
convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da
cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé,
se não constar do instrumento da obrigação.
Partes na Execução
Devedor
Art. 779. A execução pode ser promovida contra:
I - o devedor, reconhecido como tal no título executivo;
II - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do devedor;
III - o novo devedor que assumiu, com o consentimento
do credor, a obrigação resultante do título executivo;
IV - o fiador do débito constante em título extrajudicial;
V - o responsável titular do bem vinculado por garantia
real ao pagamento do débito;
VI - o responsável tributário, assim definido em lei.
Responsabilidade Patrimonial
Art. 789. O devedor responde com todos os seus bens
presentes e futuros para o cumprimento de suas
obrigações, salvo as restrições estabelecidas em lei.
Restrições Patrimoniais:
Art. 832. Não estão sujeitos à execução os bens que a lei
considera impenhoráveis ou inalienáveis.
E que bens são esses? Rol do artigo 833.
Art. 833. São impenhoráveis:
I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à
execução;
II - os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a
residência do executado, salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem
as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida;
III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado,
salvo se de elevado valor;
IV - os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações,
os proventos de aposentadoria, as pensões, os pecúlios e os montepios,
bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e
destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os ganhos de
trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal, ressalvado
o § 2º ;
V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos
ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do
executado;
VI - o seguro de vida;
VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas
forem penhoradas;
VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que
trabalhada pela família;
IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para
aplicação compulsória em educação, saúde ou assistência social;
Casos em que terceiros
responderão
Art. 790. São sujeitos à execução os bens:
I - do sucessor a título singular, tratando-se de execução
fundada em direito real ou obrigação reipersecutória;
II - do sócio, nos termos da lei;
III - do devedor, ainda que em poder de terceiros;
IV - do cônjuge ou companheiro, nos casos em que seus
bens próprios ou de sua meação respondem pela dívida;
V - alienados ou gravados com ônus real em fraude à
execução;
VI - cuja alienação ou gravação com ônus real tenha sido
anulada em razão do reconhecimento, em ação autônoma,
de fraude contra credores;
VII - do responsável, nos casos de desconsideração da
personalidade jurídica.
Partes na Execução
• Litisconsórcio ativo, • Chamamento ao
passivo e misto processo
• Assistência
Causa de pedir
1. Existência de um direito à efetivação do direito de
prestação certo, líquido e exigível, que demanda ser
provada por meio da exibição de um títuço executivo
judicial ou extrajudicial
2. A falta de cumprimento por parte do devedor, que
cause lesão ao direito do credor
Art. 811, CPC. Quando a execução recair sobre coisa determinada
pelo gênero e pela quantidade, o executado será citado para
entregá-la individualizada, se lhe couber a escolha.
Pedido
Pedido
Art. 780, CPC. O exequente pode cumular várias
execuções, ainda que fundadas em títulos diferentes,
quando o executado for o mesmo e desde que para
todas elas seja competente o mesmo juízo e idêntico o
procedimento.
Citação de terceiro possuidor de bem penhorado: Art.
674, CPC. Quem, não sendo parte no processo, sofrer
constrição ou ameaça de constrição sobre bens que
possua ou sobre os quais tenha direito incompatível
com o ato constritivo, poderá requerer seu
desfazimento ou sua inibição por meio de embargos de
ADI 5941
12. In casu, o argumento da eventual possibilidade teórica de restrição
irrazoável da liberdade do cidadão, por meio da aplicação das medidas de
apreensão de carteira nacional de habilitação e/ou suspensão do direito de
dirigir, apreensão de passaporte, proibição de participação em concurso
público e proibição de participação em licitação pública, é imprestável a
sustentar, só por si, a inconstitucionalidade desses meios executivos, máxime
porque a sua adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito
apenas ficará clara à luz das peculiaridades e provas existentes nos autos.
13. A excessiva demora e ineficiência do cumprimento das decisões judiciais,
sob a perspectiva da análise econômica do direito, é um dos fatores integrantes
do processo decisório de escolha racional realizado pelo agente quando
deparado com os incentivos atinentes à propositura de uma ação, à
interposição de um recurso, à celebração de um acordo e à resistência a uma
execução. Num cenário de inefetividade generalizada das decisões judiciais, é
possível que o devedor não tenha incentivos para colaborar na relação
processual, mas, ao contrário, seja motivado a adotar medidas protelatórias,
contexto em que, longe de apresentar estímulos para a atuação proba, célere e
cooperativa das partes no processo, a legislação (e sua respectiva aplicação pelos
julgadores) estará promovendo incentivos perversos, com maiores payoffs
Suspensão e extinção
da execução
Suspensão I
Art. 313. Suspende-se o processo:
I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de
qualquer das partes, de seu representante legal ou de seu
procurador;
II - pela convenção das partes;
III - pela arguição de impedimento ou de suspeição; 144 e 145,
CPC
IV- pela admissão de incidente de resolução de demandas
repetitivas;
V - quando a sentença de mérito:
a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de
existência ou de inexistência de relação jurídica que constitua o
objeto principal de outro processo pendente;
b) tiver de ser proferida somente após a verificação de
Suspensão I
Art. 313. Suspende-se o processo:
VI - por motivo de força maior;
VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de
acidentes e fatos da navegação de competência do Tribunal
Marítimo;
VIII - nos demais casos que este Código regula.
IX - pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a advogada
responsável pelo processo constituir a única patrona da causa;
X - quando o advogado responsável pelo processo constituir o
único patrono da causa e tornar-se pai.
Suspensão I
Art. 315. Se o conhecimento do mérito depender de verificação
da existência de fato delituoso, o juiz pode determinar a
suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal.
§ 1º Se a ação penal não for proposta no prazo de 3 (três) meses,
contado da intimação do ato de suspensão, cessará o efeito desse,
incumbindo ao juiz cível examinar incidentemente a questão
prévia.
§ 2º Proposta a ação penal, o processo ficará suspenso pelo prazo
máximo de 1 (um) ano, ao final do qual aplicar-se-á o disposto na
parte final do § 1º.
Suspensão II
Suspensão III
Art. 921. Suspende-se a execução:
III - quando não for localizado o executado ou bens
penhoráveis;
§ 1º Na hipótese do inciso III, o juiz suspenderá a
execução pelo prazo de 1 (um) ano, durante o qual se
suspenderá a prescrição.
§ 2º Decorrido o prazo máximo de 1 (um) ano sem que
seja localizado o executado ou que sejam encontrados
bens penhoráveis, o juiz ordenará o arquivamento dos
autos.
§ 3º Os autos serão desarquivados para prosseguimento
da execução se a qualquer tempo forem encontrados
Suspensão III
§ 4º O termo inicial da prescrição no curso do
processo será a ciência da primeira tentativa infrutífera
de localização do devedor ou de bens penhoráveis, e
será suspensa, por uma única vez, pelo prazo máximo
previsto no § 1º deste artigo.
§ 4º-A A efetiva citação, intimação do devedor ou
constrição de bens penhoráveis interrompe o prazo de
prescrição, que não corre pelo tempo necessário à
citação e à intimação do devedor, bem como para as
formalidades da constrição patrimonial, se necessária,
desde que o credor cumpra os prazos previstos na lei
processual ou fixados pelo juiz.
§ 5º O juiz, depois de ouvidas as partes, no prazo de 15
(quinze) dias, poderá, de ofício, reconhecer a
Suspensão IV
Art. 921. Suspende-se a execução:
IV - se a alienação dos bens penhorados não se realizar
por falta de licitantes e o exequente, em 15 (quinze) dias,
não requerer a adjudicação nem indicar outros bens
penhoráveis;
Suspensão V
Outras hipóteses
Art. 922, CPC. Convindo as partes, o juiz declarará
suspensa a execução durante o prazo concedido pelo
exequente para que o executado cumpra
voluntariamente a obrigação.
Art. 923, CPC. Suspensa a execução, não serão
praticados atos processuais, podendo o juiz, entretanto,
salvo no caso de arguição de impedimento ou de
suspeição, ordenar providências urgentes.
Obs. Atos ineficazes /Nulos de pleno direito /Inexistentes
Extinção da execução
Art. 924. Extingue-se a execução quando: rol
exemplificativo
I - a petição inicial for indeferida; 330,CPC
II - a obrigação for satisfeita;
III - o executado obtiver, por qualquer outro meio, a
extinção total da dívida; novação, transação ou
compensação
IV - o exequente renunciar ao crédito;
V - ocorrer a prescrição intercorrente.
Art. 925. A extinção só produz efeito quando declarada
por sentença.
Desistência
Art. 775. O exequente tem o direito de desistir de toda a
execução ou de apenas alguma medida executiva.
Parágrafo único. Na desistência da execução, observar-
se-á o seguinte:
I - serão extintos a impugnação e os embargos que
versarem apenas sobre questões processuais, pagando o
exequente as custas processuais e os honorários
advocatícios;
II - nos demais casos, a extinção dependerá da
concordância do impugnante ou do embargante.
Improcedência da Execução
Art. 776. O exequente ressarcirá ao executado os
danos que este sofreu, quando a sentença,
transitada em julgado, declarar inexistente, no
todo ou em parte, a obrigação que ensejou a
execução.
OU SEJA, caso o Executado VENÇA a ação, se a
ação trouxe danos ao Executado, o Exequente
deverá ressarcir.
Liquidação de
sentença
Mecanismo que apura o quantum debeatur
da obrigação proveniente de qualquer
título executivo judicial
Liquidação
• Não há
rediscussã
o do
mérito
processual
• Por isso, o
pedido
deve ser
certo e
determina
Juizado especial – Lei 9099/1995
• Art. 14. § 2º É lícito formular pedido
genérico quando não for possível
determinar, desde logo, a extensão da
obrigação.
• Art. 38. (...) Parágrafo único. Não se
admitirá sentença condenatória por
quantia ilíquida, ainda que genérico o
pedido.
Momento da liquidação
• Art. 512. A liquidação poderá ser realizada na
pendência de recurso, processando-se em
autos apartados no juízo de origem,
cumprindo ao liquidante instruir o pedido
com cópias das peças processuais pertinentes.
• Caso na sentença haja uma parte líquida e
outra ilíquida, ao credor é lícito promover
simultaneamente a execução daquela e a
liquidação desta (art. 509, §1º, CPC).
Legitimados para a liquidação
• Art. 509. Quando a sentença condenar ao
pagamento de quantia ilíquida, proceder-se-á
à sua liquidação, a requerimento do credor ou
do devedor.
• § 2º Quando a apuração do valor depender
apenas de cálculo aritmético, o credor poderá
promover, desde logo, o cumprimento da
sentença.
Modalidades de liquidação
• Art. 509. Quando a sentença condenar ao
pagamento de quantia ilíquida, proceder-se-á
à sua liquidação, a requerimento do credor ou
do devedor:
• I - por arbitramento, quando determinado
pela sentença, convencionado pelas partes ou
exigido pela natureza do objeto da liquidação;
• Art. 510. Na liquidação por arbitramento, o
juiz intimará as partes para a apresentação de
pareceres ou documentos elucidativos, no
prazo que fixar, e, caso não possa decidir de
plano, nomeará perito, observando-se, no que
Modalidades de liquidação
• Art. 509. Quando a sentença condenar ao
pagamento de quantia ilíquida, proceder-se-á à
sua liquidação, a requerimento do credor ou do
devedor:
• II - pelo procedimento comum, quando houver
necessidade de alegar e provar fato novo.
• Art. 511. Na liquidação pelo procedimento comum,
o juiz determinará a intimação do requerido, na
pessoa de seu advogado ou da sociedade de
advogados a que estiver vinculado, para, querendo,
apresentar contestação no prazo de 15 (quinze)
dias, observando-se, a seguir, no que couber, o
disposto no Livro I da Parte Especial deste Código .
Liquidação da sentença penal
condenatória
Liquidação de processo coletivo