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UNIVERSIDADE UNOPAR

SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA


LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

MARIA LEONOR BALDRIGUES

A INCLUSÃO DE CRIANÇAS AUTISTAS NA EDUCAÇÃO


INFANTIL

Cidade
2020
Cidade
2020
Cidade

Mogi Guaçu - SP
2023
MARIA LEONOR BALDRIGUES

A INCLUSÃO DE CRIANÇAS AUTISTAS NA EDUCAÇÃO


INFANTIL

Projeto Educativo apresentado à Unopar como


requisito parcial à conclusão do Curso de
Pedagogia

Docente supervisor: Prof. Ana Maria Martins

Mogi Guaçu - SP
2023
INTRODUÇÃO

O presente artigo visa buscar e apontar por meio de referenciais teóricos,


reflexões e estudos que se refere ao autismo. Houve muitas mudanças ao decorrer
desses anos e os professores, instituições escolares enfrentam um desafio para
atender as crianças na educação infantil que foram diagnosticadas com transtorno
global do desenvolvimento, também conhecido como transtorno do espectro autista
(TEA).

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Consiste em compreender a importância da


atuação dos professores para transformar uma escola inclusiva.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 visam entender o conceito de autismo e seu contexto histórico, como as


crianças autistas são recebidas na educação infantil e como é a preparação
dos docentes e da escola para a inclusão desses alunos com necessidades
especiais.
 troquem experiências, informação e preparação para atendê-los e reconhecê-
lo como um cidadão de direito.
PROBLEMATIZAÇÃO

Os professores e instituições escolares enfrentam um desafio de atender as


crianças na educação infantil que foram diagnosticadas com transtorno global do
desenvolvimento, também conhecido como transtorno do espectro autista (TEA). Os
diagnósticos de autismo estão cada vez mais presentes em nossa sociedade. Com
objetivo de refletir e ampliar as discussões que corresponde ao tema do autismo, foi
utilizado como procedimento de investigação uma pesquisa de campo, qualitativa,
na qual realizei entrevista como coleta de dados. A fundamentação teórica baseia-se
em Gentil e Namiuti (2015), Pereira et. al. (2015), Wellichan e Faleiro (2017) e
Bastos (2019). Nesse artigo reflexivo e investigativo, o problema para obter o
resultado é: qual a importância da atuação docente nas instituições escolares que
visam a inclusão de alunos autista? O objetivo geral consiste em compreender a
importância da atuação dos professores para transformar uma escola inclusiva. Os
objetivos específicos visam entender o conceito de autismo e seu contexto histórico,
como as crianças autistas são recebidas na educação infantil e como é a preparação
dos docentes e da escola para a inclusão desses alunos com necessidades
especiais. Conclui-se que o autismo é um transtorno neurológico que causam
prejuízos na comunicação, interação e aprendizagem. O professor possui um papel
importante para incluir esses alunos, é preciso enfatizar assuntos sobre o autismo,
possibilitar práticas pedagógicas que adote a inclusão, que esses alunos consigam
desenvolver sua aprendizagem e viver coletivamente com os outros.

REFERENCIAL TEÓRICO

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), mais conhecido como autismo,


agrupa desordens do desenvolvimento neurológico, sendo suas causas
desconhecidas. Essas desordens podem apresentar antes dos três anos de idade,
entre o nascimento ou o início da infância. Existem estudos que definem o autismo
como uma doença, na qual é “caracterizado por um desenvolvimento intelectual
alterado que afeta também a capacidade de socialização” (GENTIL e NAMIUTI,
2015, p.179). Sendo assim, os autores Gentil e Namiuti (2015), enfatizam que o
autismo é uma anomalia, problemas neurológicos que prejudica na comunicação,
comportamento e o relacionamento com outras pessoas. Diante disso, Pereira et. al.
(2015), critica os estudos que apontam TEA como doença, pois, é fundamental que
paradigmas se quebrem e trata como um transtorno que se manifesta na infância e
percorre até sua vida adulta.
Nesse sentido, Bastos (2019, p .16), explica que o autismo é “considerado
como um transtorno do neurodesenvolvimento com repercussões neuropsiquiátricas,
implicando em prejuízos na comunicação e interação social e padrões restritivos e
repetitivos de comportamento, interesses ou atividades”. Esse termo, segunda a
autora é a partir da publicação do Manual Diagnóstico e Estatísticos dos Transtornos
Mentais, na qual o autismo passou a integrar junto com à síndrome de Asperger e
Transtorno Invasivo do Desenvolvimento não especificado, denominado como
Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Para caracterizar o TEA, Wellichan e Faleiro (2017), apontam que é
classificado em três graus: leve, moderado e severo. Os autores já conceituaram o
autismo de acordo com a etimologia dele:

[...] autismo vem da palavra de origem grega “autos” cujo significado é


“próprio ou de si mesmo”, sendo caracterizado como um distúrbio
neurológico que surge a inda na infância, causando atrasos no
desenvolvimento (na aprendizagem e na interação social) d a criança.
(WELLICHAN e FALEIRO, 2017, p.75)

Desse modo, ao tratar sobre origem, vale ressaltar que o autismo teve uma
história, permeado de lutas e movimento que buscavam garantir os direitos. Essas
lutas visavam compreender as causas e discutir como minimizar os prejuízos que
apresentam. Pois, historicamente os autistas só contavam com uma educação
assistencialista ou por meio de caridade e hoje é preciso enaltecer que o autista tem
o mesmo direito de todos e todas, bem como aqueles com necessidades especiais.
No que se refere compreender como as crianças com autismo são recebidas
nas escolas, é necessário entender como é apresentado o diagnóstico referido as
elas. Para caracterizar, cita-se o Manual Diagnóstico dos Transtornos Mentais V, na
qual apontam que “esses sintomas devem estar presentes desde o início da
infância”. (BASTOS, 2019, p.16). A autora refere que esses sintomas apresentam no
momento que se percebe que o funcionamento do al uno está limitado, não se
relaciona com outros e faz ações repetitivas.
Para compreender melhor, Gentil e Namiuti (20 15), caracteriza que um aluno
autista pode apresentar dificuldades na sua comunicação, interpretação de
linguagem, a falta de compreensão da entonação de voz, e o mais conhecido como
isolamento social e sua repetição de atividades.
Os autores, Wellichan e Faleiro (2017), afirmam por meio de seus estudos
que o autismo pode ser detectado logo nos primeiros meses de vida. Nesse sentido,
é importante destacar que os pais ou familiares observem o comportamento e o
desenvolvimento das crianças. Existem hipóteses de estudiosos, de acordo com
Gentil e Namiuti (2015), que o autismo está presente na gravidez, no momento em
que a mãe se desconecta com feto, no sentimento de angústia, dúvida, rejeição e
situações dramáticas.
Contudo, compreende-se que a criança que possui o TEA, tem seu
comportamento prejudicado e os sinais podem ser notados em bebê com pouco
meses de vida. Não existe um diagnóstico preciso, pois as características se
apresentam em formas diferentes. Assim, é caracterizado de forma leve, moderada
ou severa. As crianças que possuem um nível leve de transtorno conseguem
estudar e se relacionar com outras pessoas. As moderadas, já são dependentes
para desenvolver suas funções e ações. Os autismos graves são necessários o
acompanhamento especializado contínuo, por toda a vida.
Para as crianças autista fazer parte da escola e ter uma vid a escolar, não é
fácil, devido suas dificuldades de comunicação e interação com outras pessoas e
crianças. Os autores Wellichan e Faleiro (2017) diante essa afirmação, especifica
que para a escola é um desafio, pois é preciso de regularizações necessárias ao
cumprimento do direito da criança autista. E, “em termos de formação profissional,
há uma questão da convivência com os colegas que precisa ser trabalhada de forma
esclarecedora, para que episódios de exclusão possam ser evitados”.
Diante disso, a Educação Infantil é a primeira etapa escolar da criança, que
possui suas necessidades de preparação para receber alunos diversos. É nessa
fase escolar que começa o processo de inclusão ou exclusão. Para evitar a
exclusão, é necessário a organização da escola e preparação dos professores para
receber os alunos.
Para que a escola possa ser considerada inclusiva de fato, é preciso que
receba e acolha os alunos independentemente de suas condições de
qualquer ordem que sejam, tendo como objetivo básico desenvolver uma
pedagogia que seja capaz de educar e incluir todos aqueles que
apresentem dificuldades, sejam elas educacionais, temporárias ou
permanentes. (WELLICHAN e FALEIRO, 2017, p.78).
Tendo em vista as afirmações dos autores, vale ressaltar que como direito
instituída na Constituição de 1988, fica esclarecido que a educação é considerada
para todos e todas. E a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) que apontam a
primeira etapa da educação básica no Art. 29 e Art. 30, em destaque referente a
inserção de crianças diagnosticada com autismo ou demais transtorno em creches e
pré-escola. E, em 2012, na Lei 12.764 aprovado para os casos comprovados de
autismo, possuem o direito de um acompanhante especializado.
Além disso, enfatiza-se que escola ao se recusar de matricular esses alunos,
serão multados.
Diante disso, a escola deve receber os alunos de acordo da legislação,
garantindo o ambiente e preparando para tais atividades pedagógicas que visa o
desenvolvimento dos alunos autistas bem como outros alunos matriculados no
ensino regular. Além disso, não deve apenas cumprir as leis apenas por
cumprimentos de mera regra, e sim, pela humanidade, refletindo no bem de todos e
todas. Assim, é essencial a discussão da preparação dos docentes e da escola para
atender e refletir as prioridades para ação pedagógica para os autistas.
Entende-se que o papel do professor não é apenas transmitir conhecimento e
sim, além de ensinar é preciso refletir as prioridades em sua atuação e obter
habilidades que colaboram para o progresso dos alunos.
Nos últimos anos, a Educação Inclusiva, vem se modificando e buscando
melhorias para atender todos e todas independente de suas diferenças biológicas,
psicológicas e sociocultural. Pois, por meio de instrumentos legais e movimentos
sociais, a educação inclusiva avançou nos últimos anos, com mudanças e
transformações nas organizações e funcionamento nas escolas brasileiras.
Porém, para alcançar essas mudanças, a Educação Inclusiva, enfrentou
barreiras durante seu processo histórico no âmbito nacional. Pois, “as pessoas com
deficiência foram excluídas e deixadas a margem pela sociedade por não se
adequarem ao princípio de normalidade construção socialmente. (SALOMÃO;
JESUS; PALACIOS, 2017, p.1)
Assim, no decorrer da história, as pessoas com algum tipo de deficiência
eram marginalizadas pela sociedade, por meio de proibição, e não aceita como
cidadão comum que transitava em ambientes sociais.
Os autores destacam que eles não poderiam frequentar espaços sociais que
transmitiam conhecimento, isto é, a escola.
Entende-se que a inclusão, é um termo que representa um processo que
possibilita a participação de todos os indivíduos de maneira igualitária. Assim, Costa
e Silva (2018, p.751), denomina-se em um processo que renova os princípios
democráticos, promovendo a participação social plena de todos os seres humanos.
No entanto, os autores referem-se “a todos os esforços no sentido da garantia
da partição máxima de qualquer cidadão, em qualquer arena da sociedade em que
vivia, à qual tem direito, e sobre qual ele tem deveres”.
Além disso Beauclair (2007 apud. Picciano, 2015, p.1), afirmam “que a
inclusão é o movimento humano de celebrar a diversidade, envolvendo o sentimento
de pertencer, de fazer parte de, é a valorização da diferença e a busca de uma
cidadania ativa construtora de qualidade de vida para todos”. Sendo assim, entende-
se que esse movimento, é um meio de possibilitar a todos a participação da
sociedade em um todo.
Diante esses aspectos, para ampliar o conceito de inclusão, reflete-se a
inclusão escolar. Nesse sentido, Blanco et al. (2018), em consideração que a
concepção visa a educação uns direitos de todos, por meio de respeito a diferença
humana e na valorização das singularidades do indivíduo, afirmam que:
A observância do princípio da igualdade de direitos, pressupõe que a
educação não pode ser realizada em espaços segregados, e orienta que
todos os alunos tenham acesso pleno e condições de permanência na
escola, com vista ao desenvolvimento pessoal e o preparo para exercício da
cidadania (BLANCO et al.2018, p. 5)

Dessa forma, entende-se que a inclusão e educação inclusiva é um processo,


onde inclui-se todos os seres, independentemente de suas diferenças humanas,
possibilita a eles um espaço democrático e aberta as diferenças. Na instituição
escolar, os indivíduos seguem seu percurso de aprendizagem com suas diferenças
e particularidades. Nesse sentido, de acordo com Picciano (2015), a educação
inclusiva visa a garantia a todos os indivíduos oportunidades educativas,
proporcionando um ambiente na qual promove o desenvolvimento integral de todos
e todas, com as potencialidades, e também mobilizar uma sociedade democrática.
Entretanto, esse processo ocorre-se quando um determinado aluno, ingressa
na sala de aula, “sem promover mudanças no modo de pensar dos outros
envolvidos (SALOMÃO; JESUS; PALACIOS, 2017, p.12)”. Isto é, um aluno
deficiente se matricula em uma escola e na sala de aula, os professores e alunos
devem tratar de forma igualitária sem discriminação.
Pois, historicamente, os deficientes e os alunos com necessidades
educacionais, sofreram e enfrentaram lutas e movimentos sociais para que o
processo de inclusão efetive. Nesse sentido, é necessária uma preparação para o
processo de inclusão e não exclusão. Para uma reflexão, no próximo tópico é
tratado alguns pontos históricos que Educação Inclusiva enfrentou ao longo dos
anos.
Assim, houve o crescimento de médicos interessados a estudarem os casos e
associarem a essas doenças. Pois, estudos confirmaram que deficiência não é
doença, e que uma pessoa deficiente não é contagiosa e não se deve prejudicar a
convivência com outras pessoas.
No final do século XIX, houve o movimento escola novista, na qual ficou
marcado e de maneira positiva para os alunos com deficiência. Vale ressaltar que o
movimento “se caracterizou por buscar superar o tradicionalismo educacional que
não eram adequadas as transformações sociais que estavam correndo na época”
(SALOMÃO; JESUS; PALACIOS, 2017, p.4). Dessa maneira, as reformas
pedagógicas que ocorreu nos estados brasileiros, repensava por meio da psicologia
da educação e criaram um teste de inteligência para detectar os deficientes
intelectuais. Os resultados dos testes, promoveu a preocupação com a situação, e
denominaram de “anormalidade da inteligência”. Assim, houve a criação de escolas
especiais comunitária e escolas públicas, com objetivo de atender indivíduos com
variados graus de deficiência. O atendimento dos indivíduos nessas escolas
especiais, eram por meio de critérios pedagógicos.
A partir do contexto histórico citado, houve o crescimento de indivíduos com
necessidades educacionais, pois:
As mudanças no panorama educacional acompanharam as transformações
políticas, sociais e econômicas nacional, de modo que no período do Estado
Novo (1937 – 1945) tem-se o desenvolvimento do ensino primário e
secundário, o crescimento das escolas técnicas, a reorganização de
algumas escolas de magistério, dentre outras mudanças favoráveis. Com
relação a educação especial, contata-se que o número de classes especiais
nas escolas regulares públicas emergiu consideravelmente, juntamente com
a quantidade de estabelecimentos em instituições especializadas de cunho
privado (SALOMÃO; JESUS; PALACIOS, 2017, p.5).

Desse modo, houve adoção de uma nova constituição, destacando uma


sociedade liberal e democrática. Nesse sentido, expande as instituições de
educação especial para pessoas com deficiente intelectual. Em 1954, teve o
surgimento da Associação de Pais e Amigos dos Excecionais – conhecido como
APAE, no Rio de Janeiro, como o objetivo de prestar assistência médico-terapêutica.
E, nos anos seguintes foram realizadas várias campanhas pelo Ministério da
Educação, a partir de 1958, tais como: Campanha para Educação do Surdo
Brasileiro (CESB), Campanha Nacional de Educação e Reabilitação dos Deficitários
Visuais (CNERDV) e Campanha Nacional de Educação do Deficiente Mental
(CADEME).

MÉTODO

O presente estudo é bibliográfico pautado por meio de artigos científicos de


autores que discutem e estudam o assunto a ser abordado. O objetivo é aprofundar
sobre a temática, com revisões de produções científicas que estão presentes nos
bancos de dados no Google Acadêmico, Portal Periódico da CAPES (Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e na Biblioteca Digital Brasileira
de Teses e Dissertações (BDTD).
Em respostas dessas pesquisas, selecionei autores que trataram sobre o
tema recentemente. Assim, embasa as ideias de Gentil e Namiuti (2015), Pereira
[Link] (2015), Wellichan e Faleiro (2017) e Bastos (2019). Os autores contribuíram
para definição de conceitos e ideias relevantes para a compreensão da atuação
atual do professor diante alunos com diagnóstico do Transtorno Espectro Autista
(TEA).
A pesquisa de campo, foi utilizado na abordagem qualitativa, na escola
pública de Educação Infantil do município no qual representa este projeto
acadêmico.
Quanto aos instrumentos de coleta de dados, foi realizado entrevista com 2
(dois) professores com seis (6) questões abertas, visando compreender como
desenvolvem seus trabalhos com as crianças autistas e todo o restante da turma,
para tornarem a sala de aula um ambiente agradável, saudável e respeitoso.
Pode-se definir questionário como a técnica de investigação composta por um
conjunto de questão que sã o submetidas as pessoas com propósito de obter
informações sobre conhecimentos, crenças, sentimentos, valores, interesses,
expectativas, aspirações, temores, comportamento presente ou passado etc. (GIL,
2008, p.121)
Antes de ser entregue os questionários para as professoras, foi agendado um
horário com a diretora e solicitado uma autorização para aplicar os questionários.
Após o apoio da mesma, foram entregues 2 (dois) questionários para as
professoras participante da pesquisa, na qual se encontra com aluno autista na sala
de aula do Maternal I e Pré I.
Foi definido limite de uma semana para entrega das questões respondias, na
qual as professoras entregaram dentro de três (3) dias. Para preservação de suas
identidades, na qual Gil (2 010) cita que é obrigação moral de pesquisadores, foi
empregado como P1 (Professora 1) e P2 (Professora 2).
Utilizei os métodos científicos, sistematizado e planejado, com objetivo de
tornar essa investigação válida. O objeto de pesquisa auxiliou para responder a
problemática, e, para tal resultado, foi analisado as respostas das professoras
juntamente com os referenciais teóricos citados. Isto é, foram confrontados os dados
obtidos da fundamentação teórica com o resultado da entrevista.

CRONOGRAMA

Etapas do Projeto Período


1. Planejamento Início do semestre
2. Execução Durante o semestre
3. Avaliação Todo o semestre

RECURSOS

A escolha por este tipo de pesquisa se deu porque entendemos que a


pesquisa qualitativa exploratória está mais relacionada no levantamento de dados
sobre as motivações ou dificuldades de um grupo, como é o caso dos professores e
não tem intenção de obter números como resultados. Para isso, buscaremos
compreender e interpretar determinados comportamentos, que iremos acompanhar
no cotidiano da escola, além de também coletar a opinião dos docentes a partir de
um questionário elaborado para ser instrumento complementar das observações.
Nosso objetivo é criar uma base de conhecimentos a respeito do assunto, ou
seja, da inclusão dos estudantes com TEA na rede regular de ensino, considerando
o papel dos professores como essencial nesse processo.

AVALIAÇÃO

Diante o exposto, percebe-se que as professoras buscam sempre meios de


compreender e inserir o aluno autista na vida escolar, tornando-se em um ambiente
familiar, respeitoso na qual possibilita que o aluno desenvolva as aprendizagens.
Dessa forma, cabe o professor se preparar e refletir os recursos, trabalhar em
equipe para propor uma escola inclusiva e não exclusiva para os alunos com
necessidades educacionais.
Em geral, o autismo não pode ser apontado como uma doença e sim como
um transtorno neurológico que causam prejuízos na comunicação, interação e
aprendizagem. Nesse sentido, houve avanços em todas as áreas, seja no científico,
na pedagogia, psicologia e no legislativo. Os profissionais ainda buscam melhoria
nas condições e na educação de qualidade que visa para todos com necessidades
educacionais.
A pesquisa contribuiu integralmente para minha formação, e percebe-se que
os desafios ainda são presentes, e existe uma expectativa diante o progresso que
houve recentemente com a Lei sancionada pelo presidente atual.
Os professores devem se preparar e especializar para buscar meios e
subsídios que visam atender e receber o aluno com TEA na instituição escolar.
Dessa forma, para garantir a permanência desses alunos é necessário propor
um ambiente escolar receptivo e preparado para atividades pedagógicas que
compreendem o andamento do desenvolvimento dos alunos autista. Ao mesmo
tempo, é necessário propor atividades que contribui para a interação e inserção do
mesmo na sociedade como qualquer cidadão.
Sendo assim, vale ressaltar que a preparação docente é imprescindível nos
cursos de formação e especialização. Além disso os professores e toda equipe
deverão ser unidos para lidar e moldar as crianças juntamente com seus familiares.
Contudo, essa união é crucial para refletir, discutir métodos e estratégias para
inclusão de todas e todos os alunos, pois juntos possibilita o desenvolvimento pleno
dos autista.
REFERÊNCIAS

BASTOS. Rosangela Porfírio. Ações, relações e sentidos produzidos pela


comunidade escolar sobre o processo de inclusão da criança com TEA. Dissertação.
Universidade Federal do Amazonas, no Programa de Pós-Graduação em Psicologia.
Manaus/AM. 2019. 154f

BRASIL. Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do


Espectro Autista. Lei n° 12.764, 27 de dezembro, de 2012. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 30 de abr. 2023

BRASIL. Lei nº 13.861, de 18 de julho de 2019. Disponível em: <


[Link] >. Acesso
em: 30 de [Link] 2023

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 . Estabelece as Diretrizes e


Bases da Educação Nacional. Disponível em: < [Link] Acesso
=em: 28 de abr. de 2023

GENTIL, Késia Priscila Gomes. NAMIUTI, Aline Pavan Sarilho. Autismo na


Educação Infantil. Revista Uniara. Volume 18, nº 2. P.176-185. Dez. 2015

GIL, A. C. Método e técnicas de pesquisa social . 6ª. ed. São Paulo: Atlas S.A, 2008.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa . 5ed.São Paulo. Atlas,
2010.

PEREIRA, Amanda [Link] S; BARBOSA, Marily O.; SILVA, Glorismar G. da


S.;ORLANDO, Rosimeire M. Transtorno do Espectro Autista (TEA): definição,
características e atendimento educacional. Educação, Batatais, v. 5, n. 2, p. 191-
212, 2015

WELLICHAN, Danielle da. S.; FALEIRO, Renata M.C.; A inclusão de alunos autistas
na educação infantil. Pedagogia em Ação, Belo Horizonte, v. 9, n. 2, p.74-84, 2017.

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