Minicurso de Circuitos Digitais Básico
Minicurso de Circuitos Digitais Básico
Curitiba 2011
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Sumário
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1. Sistemas de numeração
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unidades básicas, ou seja, o conjunto de algarismos de cada sistema e suas respectivas
equivalências.
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formam um hexadecimal como mostrado na tabela acima, diminuindo a quantidade de
algarismos.
Para tanto serão apresentados alguns procedimentos para as conversões dessas
bases, mas antes uma definição importante em binários, seus algarismos são chamados
também de dígito ou bits e sua estrutura representativa possui dois bits de destaque, o
mais extremo a esquerda chamado de Most Significant Bit (MSB) e o mais extremo a
direita ou Least Significant Bit (LSB). Segue a figura como exemplificação.
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Base binária ou hexadecimal para a base decimal é só realizar o procedimento
explicado anteriormente do deslocamento do dígito.
Exemplo:
111001010(2)
= 1𝑥𝑥28 + 1𝑥𝑥27 + 1𝑥𝑥26 + 0𝑥𝑥25 + 0𝑥𝑥24 + 1𝑥𝑥23 + 0𝑥𝑥22 + 1𝑥𝑥21 + 0𝑥𝑥20
= 256 + 128 + 64 + 0 + 0 + 8 + 0 + 2 + 0 = 458(10)
1𝐶𝐶𝐶𝐶(16)
= 1𝑥𝑥162 + 13𝑥𝑥161 + 10𝑥𝑥160 = 1𝑥𝑥256 + 12𝑥𝑥16 + 10
= 256 + 192 + 10 = 458(10)
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variação em decimal é de 0,5 ou 2-1, para dois dígitos temos uma variação de 0,25 ou 2-2,
para instrumentos de medição digital isso é importante, pois determina o “Incremento
Digital” ou “Resolução” do equipamento.
Dessa maneira quando representarmos um número decimal com parte
fracionária diferente da resolução do equipamento haverá um erro de truncamento, por
exemplo, o número 14,7 é convertido para binário na figura abaixo.
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Linhas Decimal Binário
0 0 0000
1 1 0001
2 2 0010
3 3 0011
4 4 0100
5 5 0101
6 6 0110
7 7 0111
8 -8 1000
9 -7 1001
10 -6 1010
11 -5 1011
12 -4 1100
13 -3 1101
14 -2 1110
15 -1 1111
Tabela 2 - Números binários SIGNED.
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Figura 8 - Exemplos de complemento de 2.
A adição de binários SIGNED pode ser tanto uma soma quanto uma subtração,
basta realizar a operação com número negativo. A figura a seguir mostra uma operação
com dois números positivos.
Repare que na última conta ocorreu overflow, devido a fato de o resultado ser
superior ao limite positivo do range (no caso 15(10)), por isso a importância de se
determinar o mesmo. Para realizar uma subtração faz-se o complemento de dois do
número e sua soma.
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Figura 11 - Subtração de números SIGNED.
3. Álgebra booleana
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esses dois parâmetros existem inúmeras possibilidades de aplicações práticas, para
resoluções de vários problemas como funcionamento de um cronometro regressivo
parando na contagem zero, funcionamento de um display, do circuito lógico de um
elevador, entre outros.
As variáveis booleanas true e false são determinadas na prática por níveis de
tensão, por exemplo, um componente que realiza operações booleanas tem como false
os valores “0V” à “1,5V” e para seu valor true “3,5V” à “5V”, o valores entre “1,5V” e
“3,5V” são considerados indeterminados e não devem ocorrer na prática, segue uma
figura com exemplo.
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como “A, B, C e D”, para um circuito com quatro variáveis por exemplo. No mesmo
instante as variáveis podem assumir valores contrários no circuito (já que são apenas
dois valores possíveis), por exemplo, se em um segmento, “A” apresenta o valor false e
em outro diferente pode ser true. Por isso os valores negados são representados com
uma barra acima da letra ou uma apostrofe após ela, dessa maneira, 𝐴𝐴′ , 𝐵𝐵 ′ , 𝐶𝐶 ′ 𝑒𝑒 𝐷𝐷′ ou
𝐴𝐴̅, 𝐵𝐵� , 𝐶𝐶̅ 𝑒𝑒 𝐷𝐷
�.
Mas porque utilizar essas variáveis? Na eletrônica temos os circuitos digitais
combinacionais, que se define pela combinação das operações lógicas básicas,
permitindo que as mesmas realizem uma tarefa complexa, gerando a partir dos dados de
entradas (variáveis A, B, C...) o resultado ou resultados desejados.
Exemplificando, imagine um sistema de segurança composto por um sensor de
presença e um alarme sonoro para uma loja, o sensor de presença possui duas
possibilidades que alguém está ou não no estabelecimento, caso afirmativo é ativado o
alarme, caso contrário, nada acontece. Portanto temos uma variável de entrada A que é
determinada pelo sensor e ela pode admitir apenas dois estados, verdadeiro ou falso,
também temos a variável de saída B que é ativar ou não a sirene. Abaixo segue um
diagrama de bloco representativo.
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Figura 16 - Diagrama de bloco de um sistema de segurança com circuito digital combinacional com
quatro variáveis.
Figura 17 - (a) Símbolo da porta NOT, o círculo após o triângulo representa a inversão. (b) Tabela-
verdade da operação NOT. (c) Formas de ondas.
5. Operação OR (OU)
A operação OR pode ter uma ou mais variáveis de entrada e apenas uma saída,
esta sendo igual à false apenas quando todas as entradas forem false, ou seja, basta uma
entrada ser true para que a saída também o seja. A operação utiliza o sinal “+” como
representação em expressões booleanas, lido como “ou”, assim “x = A + B”, deve ser
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lido como “x igual a A ou B”. Diferente da adição aritmética onde “1 + 1 = 2” a “soma
booleana” é “1 + 1 = 1”.
Figura 18 - (a) Símbolo da porta lógica OR, com duas entradas. (b) Tabela-verdade da operação
OR, com duas variáveis de entrada.
A operação AND pode ter uma ou mais variáveis de entrada e apenas uma
saída, esta sendo igual à true apenas quando todas as entradas forem true, ou seja, basta
uma entrada ser false para que a saída também o seja. A operação utiliza o sinal “.”
(ponto, vezes, multiplicação) como representação em expressões booleanas, lido como
“e”, assim “x = A.B”, deve ser lido como “x igual a A e B”.
Figura 19 - (a) Símbolo da porta AND, com duas entradas. (b) Tabela-verdade para a operação
AND.
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Identidades booleanas com essa operação.
• Ā.A = 0 (0.1 ou 1.0)
• A + Ā.B = A + B (“1 + 0B = 1, não importando B” ou “0 + 1B = B”)
• ABC = (AB)C = A(BC)
• AB = BA
• AA = A (0.0 ou 1.1)
• A1 = A (confira na tabela-verdade)
• A0 = 0
• A (B + C) = AB + AC
• A + AB = A (1 + B) = A
NOT OR AND
0=1 0+0=0 0.0 = 0
1=0 0+1=1 0.1 = 0
1+0=1 1.0 = 0
1+1=1 1.1 = 1
Tabela 4 - Resumo das operações booleanas.
7. Tabela-verdade
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Figura 20 - Circuito de acendimento da lâmpada.
A B x
0 (aberta) 0 (aberta) 0 (apagada)
0 1 0
1 0 0
1 (fechada) 1 (fechada) 1 (acesa)
Tabela 5 - Tabela-verdade referente à figura 16, entradas A e B, saída x.
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A B x y
0 0 0 0
0 1 1 0
1 0 0 1
1 1 1 1
Tabela 6 - Tabela-verdade para o exemplo do sistema de segurança.
Linhas A B C x
0 0 0 0 0
1 0 0 1 1
2 0 1 0 0
3 0 1 1 1
4 1 0 0 1
5 1 0 1 1
6 1 1 0 0
7 1 1 1 1
Tabela 7 - Tabela-verdade com três variáveis, A, B e C.
Linhas A B x
0 0 0 1
1 0 1 1
2 1 0 0
3 1 1 0
Tabela 8 - Tabela-verdade de duas variáveis de entrada A e B.
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Analisando a tabela-verdade vemos os resultados iguais à 1 são as duas
primeiras linhas, sabendo que a operação AND só resulta em 1 quando as duas variáveis
são 1 e que a operação OR (soma) só influência no resultado se alguma das variáveis for
1, obtemos todas as possibilidades possíveis fazendo a combinação das duas. A partir da
primeira linha com “A = B = 0”, para que o resultado x seja true fazemos A'B' = 1, pois
0'.0' = 1.1 = 1. Já na segunda linha “A = 0 e B = 1”, para que x seja true basta fazer o
negado de A com AND B ou A'B = 0'.1 = 1.1 = 1. Para as linhas cujo resultado é 0 não
é necessária aplicar essa lógica, visto que ela sai naturalmente, quando “A = 1 e B = 0”
se negarmos os dois e fazermos a operação AND o resultado será 0, isso já foi feito na
primeira linha, agora se negarmos apenas o A teremos “0.0 = 0”, ou seja, essa linha não
implica na lógica final. O mesmo ocorre para a última linha onde “A = B = 1”, se
negarmos os dois será “0.0 = 0”, se negarmos o A obtemos “0.1 = 0”, provando que
basta lidar com os resultados true. Logo a lógica final fica , abaixo
temos todas as combinações possíveis.
A B x
0 0 0' . 0 + 0' . 0' = 0 + 1 1
0 1 0' . 1 + 0' . 1' = 1 + 0 1
1 0 1' . 0 + 1' . 0' = 0 + 0 0
1 1 1' . 1 + 1' . 1' = 0 + 0 0
Tabela 9 - Expressão booleana que define todos os resultados possíveis.
A expressão obtida está correta, porém ela pode ser simplificada utilizando-se
das igualdades booleanas vistas anteriormente, assim:
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• A'B'C + A'BC + AB'C' + AB'C + ABC, retirar o C em evidencia
• C(A'B' + A'B + AB' + AB) + AB'C', retirar os A ou A' em evidencia
• C[A'(B' + B) + A(B' + B)] + AB'C', sabendo que B' + B = 1
• C(A' + A) + AB'C', visto na etapa acima A' + A = 1
• C + AB'C', pela propriedade mostrada anteriormente A + Ā.B = A + B
• C + AB', expressão simplificada
8. Mapas de Karnaugh
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Segue os exemplos de estruturas para mapas de Karnaugh com duas, três e
quatro, variáveis respectivamente. Dentro dos quadrados deve-se colocar o
resultado da combinação feita entre a linha e a coluna para a célula em
questão. No caso dos mapas abaixo foram colocadas justamente essas
combinações dentro das células.
B' B
A' A'B' A'B
0 1
A AB' AB
2 3
Mapa de Karnaugh duas variáveis.
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Linha A B C x
0 0 0 0 0
1 0 0 1 1 B'C' BC' BC B'C
2 0 1 0 0 A' 0 0 1 1
0 2 3 1
3 0 1 1 1
A 1 0 1 1
4 1 0 0 1 4 6 7 5
5 1 0 1 1
6 1 1 0 0
7 1 1 1 1
A 1 0 1 1
4 6 7 5
Tabela 11 - Agrupamentos do mapa de Karnaugh.
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B'C' BC' BC B'C
AB'C' + AB'C = A(B'C' + B'C) =
A' 0 0 1 1
0 2 3 1 A[B'(C + C')] = AB'
A 1 0 1 1 1º agrupamento
4 6 7 5
A 1 0 1 1
4 6 7 5 C(A'B + A'B' + AB + AB') =
C[A'(B + B') + A(B + B')] =
C(A + A') = C
2º agrupamento
A 0 x x 1 A 0 1 1 1
4 6 7 5 4 6 7 5
x = AC + B
Mapa de Karnaugh com saídas don’t care.
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Se no mapa acima os “x” fossem trocados por 0 teríamos x = A'BC' +
AB'C, sendo maior que o obtido trocando-se por 1.
Linhas A B C x y
0 0 0 0 0 0
1 0 0 1 1 0
2 0 1 0 0 1
3 0 1 1 1 1
4 1 0 0 1 1
5 1 0 1 0 1
6 1 1 0 0 1
7 1 1 1 0 1
Tabela 12 - Tabela-verdade do sistema de segurança do banco, com três variáveis.
A 1 0 0 0 A 1 1 1 1
4 6 7 5 4 6 7 5
Mapa para saída x. Mapa para saída y.
25
Figura 24 - Esquemático do circuito combinacional para o sistema de segurança.
Figura 25 - (a) Símbolo da porta XOR, com duas entradas. (b) Tabela-verdade para a operação
XOR.
26
Com a tabela-verdade da XOR podemos obter a expressão que a define com
um mapa de Karnaugh.
B' B
A' 0 1
0 1
A 1 0
2 3
Figura 26 - Mapa de Karnaugh para a porta XOR.
CIs digitais são dispositivos reais que realizam as mais variadas funções,
inclusive as operações booleanas básicas. Sua constituição interna possui combinação
de resistores, diodos e transistores em apenas um pequeno substrato de silício,
conhecido como chip ou circuito integrado. Este chip é extremamente pequeno e
delicado, tornando o manuseio muito complexo, assim os fabricantes os colocam em
protetores das mais diversas formas. Um dos encapsulamentos mais comuns é o DIP
(dual-in-line-package), fabricado em plástico ou cerâmico, este dispositivo possui duas
linhas de pinos paralelos, numerados no sentido anti-horário a partir do primeiro, que é
marcado com um pequeno ponto (alguns ainda possuem um pequeno chanfro). Pelo seu
formato e tamanho, este dispositivo é muito utilizado para testes na protoboard.
27
Figura 28 - Foto de um encapsulamento DIP.
28
resistores em série), a queda de tensão seria significativa podendo alterar o nível lógico
de saída ou torná-lo indeterminado. Segue a ilustração abaixo para melhor entendimento.
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Série CMOS Prefixo
CMOS com porta de metal 40
Porta de metal, compatível pino a pino com TTL 74C
Porta de silício, compatível pino a pino com TTL, alta velocidade 74HC
Porta de silício, alta velocidade, compatível pino a pino e eletricamente com
74HCT
TTL
CMOS de altíssimo desempenho, não é compatível pino a pino nem
74AC
eletricamente com TTL
CMOS de altíssimo desempenho, não é compatível pino a pino, mas é
74ACT
eletricamente compatível com TTL
Tabela 14 - Séries CMOS.
Fixaremos apenas nos grupos TTL Schottky de baixa potência (grupo LS) e na
CMOS de alta velocidade (grupo HC), pois essas duas são mais utilizadas no âmbito
didático. Apresentaremos a seguir as portas mais comuns que realizam as operações
booleanas básicas e algumas de suas combinações.
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Figura 32 - Parte de um datasheet do CI NOT 74HC04.
Nota-se que o CI 74HC04 pode realizar seis operações NOT, uma para cada
par de pinos, mas como é realizada essa operação, como um nível de alto de tensão vira
um nível baixo? Para saber isso é necessário visualizar internamente ao CI e também a
operação NOT é apenas matemática, na prática é necessário alimentar o dispositivo com
uma tensão adequada, pois é impraticável apenas aplicar uma tensão e na sua saída seu
valor for invertido (imagine aplicar uma tensão de 5 V em um fio e do outro lado obter
31
o ground). Para explicar o funcionamento da porta lógica NOT, será usada a figura a
seguir, apenas didática e extremamente simplificada.
32
ao resistor R2 ligado à alimentação. A figura a seguir ilustra as duas situações,
explicando o funcionamento prático da operação NOT, usando simulador Multisim.
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(retirado do Millman) apresenta uma porta NOT CMOS simples, seu funcionamento é o
mesmo que o explicado anteriormente e difere apenas na utilização de transistores de
efeito-de-campo, onde o principio de chaveamento é outro.
Com isso vemos que as diferenças entre os CIs TTL e CMOS, baseiam-se nos
princípios de funcionamento de seus transistores. As tabelas a seguir mostram as
vantagens e desvantagens dos CIs TTL e CMOS.
TTL
Vantagens Desvantagens
Eliminação de resistores de entrada Tamanho
Eliminação de rede de diodos Custo
Maior velocidade de comutação Baixa impedância de entrada
Maior imunidade a ruídos Diferença nas correntes de saída alta e baixa.
Fácil manuseio
Tabela 15 - Vantagens e desvantagens dos CIs TTL.
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CMOS
Vantagens Desvantagens
Fabricação simples e
Tempo de atraso de propagação
barata
Susceptibilidade a danos provocados por eletricidade
Não utiliza resistores
estática.
Alta impedância de Menor velocidade de operação em relação a outras famílias
entrada lógicas
Menor espaço ocupado
Tabela 16 - Vantagens e desvantagens de CIs CMOS.
Existem ainda portas OR com mais de uma entrada, por exemplo, a 74HC4075
de três entradas.
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Figura 38 - Parte do datasheet da 74HC4075.
Repare que essa porta possui uma configuração diferente dos pinos, a saída é
invertida em relação às outras portas vistas.
36
Figura 40 - Diagrama CI AND de duas entradas.
37
11.1 O Latch S/C
O Latch S/C é estruturado por duas portas NAND’s ou NOR’s, como nas
figuras abaixo. O latch formado por portas NAND’s é conhecido como ativo baixo e o
por NOR’s, como ativo alto.
38
11.2 O Latch Transparente
40
Figura 48 - Configuração do flip-flop tipo S/C.
No FF S/C, assim como no Latch S/C, havia uma condição dita proibida ou ambígua
que seria o comando de set de reset ao mesmo tempo (S = 1 e C = 1 para ativo alto e S =
0 e C = 0 para ativo baixo), o FF JK surgiu justamente para aprimorar este “defeito”.
41
Figura 50 - Configuração do flip-flop JK.
E sua Tabela-verdade é:
Existem mais dois tipos de FF’s, o Tipo D (“Data”) e o Tipo T (“Toggle”) que
são casos particulares do FF JK. No Tipo D, as entradas são negadas uma em relação a
outra ( J = K ), fazendo com que exista apenas uma entrada e esta seja transferida para a
saída a cada pulso de clock, é representado como:
42
Figura 53 - Simbolo do flip-flop JK.
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Apêndice A
1) Para facilitar altere a flag “117” da HP, → altere a flag “117” para
→ (OK)→ (OK).
2) No modo RPN digite o número que deseja converter na base decimal, vá ao
botão e no dígito “3” (verifique que está escrito “base” em laranja
acima desse número).
3) Selecione a base que deseja converter para hexadecimal, para
decimal, para octal e para binário. A base selecionada apresentará
uma indicação, neste caso está na base
binária.
4) Para converter basta ir em , note que o número convertido para a
nova base apresentara um formato diferente com # número (h –
hexadecimal; d – decimal; o – octal; b – binário), conforme as figuras a
seguir para o número 18 , , e .
5) A HP não converte números fracionários em binários, ela realiza um
arredondamento.
44
Anexo B
45
3) Se a soma for maior ou igual 16, subtrai 16 e transporte um carry 1 para
a posição do próximo dígito.
46
Anexo C
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Usando o ponto como referencia no ânodo comum liga-se o VCC (+5 V) no
pino central, os outros vão ao GND (0 V) para serem ativados.
Display de 7 segmentos catodo comum.
Catodo comum liga o GND (0 V) no pino central, os outros vão no VCC (+5
V) para serem ativados.
Pronto com o “datasheet” do display, passamos para o Multsim.
48
Na aba “Project View”, adicione um novo “Schematic” clicando com o botão
direito sobre o mesmo e indo em “Add file”, vá até o diretório do projeto e coloque um
nome no esquemático, o Multisim criará automaticamente o arquivo ao clicar em abrir.
Com o esquemático preparado começaremos a desenvolver o projeto.
Utilizaremos um display de ânodo comum, ou seja, é ativado quando o pino vai para 0,
faremos os números de zero a nove conforme a tabela-verdade abaixo. Nela a esquerda,
temos como irá aparentar o número no display e a direita os números das linhas.
3 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 0 3
4 0 1 0 0 1 0 0 1 1 0 0 4
5 0 1 0 1 0 1 0 0 1 0 0 5
6 0 1 1 0 0 1 0 0 0 0 0 6
7 0 1 1 1 0 0 0 1 1 1 1 7
8 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8
9 1 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 9
1 0 1 0 1 1 1 1 1 1 1 10
1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 11
1 1 0 0 1 1 1 1 1 1 1 12
1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 13
1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 14
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 15
Tabela-verdade para display de 7 segmentos ânodo comum, apresentando do zero ao nove.
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Mapa para o segmento a
C'D' C'D CD CD'
A'B' 0 1 0 0
0 1 3 2
A'B 1 0 0 0
4 5 7 6
AB 1 1 1 1
12 13 15 14
AB' 0 0 1 1
8 9 11 10
a = A'B'C'D + BC'D' + AB + AC
A'B 0 1 0 1
4 5 7 6
AB 1 1 1 1
12 13 15 14
AB' 0 0 1 1
8 9 11 10
b = BC'D + BCD' + AB + AC
A'B 0 0 0 0
4 5 7 6
AB 1 1 1 1
12 13 15 14
AB' 0 0 1 1
8 9 11 10
c = B'CD' + AB + AC
A'B 1 0 1 0
4 5 7 6
AB 1 1 1 1
12 13 15 14
AB' 0 0 1 1
8 9 11 10
d = A'B'C'D + BC'D' + BCD + AB + AC
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Mapa para o segmento e
C'D' C'D CD CD'
A'B' 0 1 1 0
0 1 3 2
A'B 1 1 1 0
4 5 7 6
AB 1 1 1 1
12 13 15 14
AB' 0 1 1 1
8 9 11 10
e = BC' + AC + D
A'B 0 0 1 0
4 5 7 6
AB 1 1 1 1
12 13 15 14
AB' 0 0 1 1
8 9 11 10
f = A'B'D + B'C + AB + CD
A'B 0 0 1 0
4 5 7 6
AB 1 1 1 1
12 13 15 14
AB' 0 0 1 1
8 9 11 10
g = A'B'C' + BCD + AB + AC
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Figura 62 - Janela do conversor lógico.
Ative as variáveis que serão utilizadas clicando sobre elas com o botão
esquerdo. No caso serão as variáveis A, B, C e D, após isso preencha as saídas da
tabela-verdade e clique no botão de simplificação da tabela para uma expressão
.
52
Figura 64 - Circuito gerado para o segmento a.
53
Figura 65 - Configurações das propriedades visuais.
54
Figura 67 - Cores já alteradas para o segmento a.
Repare que abrirá uma nova aba para a edição do segmento a. Outra maneira
de editar o sub-circuito é clicando duas vezes sobre o mesmo e indo em “Edit HB/SC”.
55
Figura 70 - Aba segmento “a”.
56
Coloque todas as conexões para as variáveis A, B, C, e D, para a saída coloque
uma conexão na saída da porta lógica OR. Mas antes inverta horizontalmente o conector
para facilitar a visualização.
Porém os nomes dos conectores estão confusos, para mudá-los clique duas
vezes sobre o conector, irá aparecer à seguinte janela.
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Uma mensagem de popup pedira se a alteração passe a impactar todos os
outros lugares onde foi utilizado o conector, no nosso caso isso não é necessário,
clicando em “não”.
Da maneira que se encontra o sub-circuito já está pronto para ser utilizado, mas
sua visualização não está muito boa, então iremos editar seu layout. Clique com o botão
direito sobre o ícone e vá em “Edit Symbol/Title Block”.
58
Figura 78 - Editar layout sub-circuito.
O Multisim abrirá a seguinte janela, nela você pode editar cores, tipos de fontes,
tipo das conexões, entre outros.
Iremos alterar os tipos dos pinos, para isso vá em “Shape” e coloque “Input
Wedge Pin” para os pinos de entrada A, B, C e D e “Output Wedge Pin”. Também
colocaremos a saída do lado direito do ícone, arrastando o label “Saída_a” para direita.
59
Figura 80 - Configurações dos pinos.
Para alterar isso clique com o botão direito do mouse sobre o ícone e vá em
“Properties”. Na aba “Display”, desmarque “Use Schematic Global Setting” e
desmarque “Show Footprint Pin Names”. Nessa aba você pode configurar as opções que
apareceram ou não no seu layout.
60
Figura 83 - Labels que serão apresentadas.
O mesmo procedimento será repetido para cada segmento, aqui será colocado
apenas como ficaram as configurações finais.
61
Figura 85 - Tabela-verdade para o segmento “b” e sua expressão booleana.
62
Figura 88 - Tabela-verdade para o segmento “c” e sua expressão booleana.
63
Figura 91 - Tabela-verdade para o segmento “d” e sua expressão booleana.
64
Figura 94 - Tabela-verdade para o segmento “e” e sua expressão booleana.
65
Figura 97 - Tabela-verdade para o segmento “f” e sua expressão booleana.
66
Figura 99 - Tabela-verdade para o segmento “g” e sua expressão booleana.
67
Figura 102 - Barra de componentes.
68
Figura 104 - Fonte de tensão continua.
69
botões. Dentro desse Family ainda estão outros dois tipos de botões muito utilizados o
PB_DPST equivalente a um push button , SPDT uma chave de dois estados.
70
Figura 108 - Propriedades da fonte de tensão continua.
Realize essa configuração para os botões restantes do dip, para facilitar copie e
cole o resistor que já foi colocado, para completar os que faltam. Finalizando essa parte
ficara parecida com a figura abaixo, repare que muitas ligações passam umas sobre as
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outras, apenas quando existe um nó (ponto) é que a linhas estão interligadas, ou seja, no
mesmo potencial. Feito isso temos nossas entradas A, B, C e D, adicione um texto para
identificá-las mais facilmente, indo a Place→Text.
Faça isso para todos os sub-circuitos. Para finalizar ligue as saídas dos sub-
circuitos aos segmentos correspondentes do display. Ligue também o VCC (alterando
seu valor para 5 V) no CA (common anode).
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Figura 112 - Ligações display.
Seu projeto está pronto, agora podemos simulá-lo clicando no botão que fica na
barra superior do programa.
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Figura 115 - Barra de tempo.
Para colocar uma ponta de prova, basta arrastá-la e solta-la sobre a conexão
que se deseja realizar a medição. Ao fazer isso ira aparecer um pequeno triângulo verde
sobre a conexão. Altere nas propriedades da prova, os valores que iram aparecer na
leitura para apenas a tensão instantânea.
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Figura 117 - Propriedades da ponta de prova, mostrar somenta a tensão.
Resultado do valor zero inserido na entrada, a ponta de prova está apenas sobre
o bit menos significativo, no caso o D. Repare que a tensão não chegou completamente
à zero, ficando em torno de alguns picos volts.
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Figura 119 - Resultado um.
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