Aula 1 O - ATLS
domingo, 18 de fevereiro de 2024 11:37
Distribuição trimodal das mortes
Morte no trauma ocorre em 3 picos
O ATLS é usado no segundo pico.
Politraumatizado: lesões em 2 ou + sistemas com pelo menos uma dessas lesões apresentando risco
vital para o paciente.
Preparação
• Fase pré-hospitalar (PHTLS na cena, equipe já comunica o hospital para receber o paciente)
• Fase hospitalar (ATLS)
Triagem
• Múltiplas vítimas (serviço consegue atender todos) X vítimas em massa (sem suporte para
atender todos)
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E REANIMAÇÃO SIMULTÂNEA
A: vias aéreas e restrição do movimento da coluna
B: ventilação e respiração
C: circulação com controle de hemorragia
D: Disfunção, avaliação do estado neurológico
E: Exposição / controle do ambiente: despir completamente o doente, prevenindo a hipotermia
Avaliação do ABCD em 10 segundos.
A - vias aéreas e restrição do movimento da coluna
1º - estabilizar coluna cervical
Padrão ouro: colar cervical rígido, coxins laterais e prancha rígida. Na falta, estabilização manual
2º - Avaliação: QUAL SEU NOME?
3º - Risco iminente de obstrução: trauma penetrante no pescoço, lesão química ou térmica na boca,
enfisema SC extenso no pescoço, trauma maxilofacial complexo, sangramento ativo na VA.
Queda da base da língua
• Chin-lift: usada caso não haja risco de lesão de CC
• Jaw-Thrust: manobra de escolha caso exista possibilidade de lesão de CC.
• Cânula de guedel.
Via aérea artificial
Medida que garante oxigenação e ventilação do paciente crítico:
• Definitiva (balonete insuflado dentro da traqueia)
○ Intubação orotraqueal, traqueostomia, cricotireoidostomia cirúrgica
• Temporária
○ Crico por punção, máscara laríngea, combitubo
• Indicações: Apneia, Glasgow ≤ 8, proteção de VA, comprometimento iminente da VA,
incapacidade de manter oxigenação por máscara.
SEQUÊNCIA RÁPIDA PARA IOT – SEMPRE considerar paciente de estômago cheio
1. Preparar plano B: preparar material para via aérea cirúrgica (máscara laríngea ou
cricotireoidostomia).
2. Forte de aspiração e oxigênio
3. Pré-oxigenar a 100% durante 5 minutos
4. Manobra de Sellick (compressão leve na cricoide para alinhar)
5. Sedativo: Etomidato 0,3mg/kg
6. Relaxante: Succinilcolina 1-2mg/kg - máx. 100mg
7. IOT
8. Confirmar IOT e insuflar cuff
9. Liberar pressão de cricoide
10. Ventilar
VIA AÉREA DIFÍCIL - LEMON
L: Look externally – observar externamente, barba, obesidade, dentes
E: Evaluate the 3 – 3 – 2 rule – 3 dedos 3 dedos 2
M: Mallampati – Prevê grau de obstrução de variação do palato para intubar.
O: Obstruction
N: Neck Mobility
Mallampati – classes 1 a 4
Via aérea difícil
Alternativas: videolaringoscopia, combitubo, máscara laríngea, introdutor traqueal de Eschmann
(Bougie), máscara laríngea, crico cirúrgica, traqueostomia.
Cricotireoidostomia por PUNÇÃO - só serve por aproximadamente 45 mins.
Cricotireoidostomia CIRÚRGICA - PODE MANTER ATÉ 3 DIAS e depois traqueo SN
TRAQUEOSTOMIA - É MAIS DIFÍCIL E DEMORADA, mas é utilizada
B - RESPIRAÇÃO
PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO - DIAGNÓSTICO É CLÍNICO
PACIENTE pode APRESENTAR: turgência jugular, hipotensão, ausculta abolida.
Tratamento: FAZ toracocentese de alívio com Jelco 14 no 5º EIC na linha HC.
PNEUMOTÓRAX ABERTO
HEMOTÓRAX MACIÇO
C - CIRCULAÇÃO E CONTROLE DA HEMORRAGIA
CLASSIFICAÇÃO DE CHOQUE
PERDEU ATÉ 750ML – FC < 100
PERDEU DE 750-1500ML – FC > 100
PERDEU DE 1500-2000ML – FC > 120 ANSIOSO E CONFUSO- TRANSFUNDIR
PERDEU DE >2000ML – FC > 140 CONFUSO E LETÁRGICO - TRANSFUNDIR
REPOSIÇÃO VOLÊMICA
Obs.: no ATLS, a prioridade é o acesso PERIFÉRICO.
REPOSIÇÃO VOLÊMICA
TRANSFUSÃO MACIÇA
Ácido tranexâmico - TRANSAMIN – evita sangramento excessivo
D - DISFUNÇÃO NEUROLÓGICA
Escala de Glasgow, avaliação pupilar e observar movimentos ativos das extremidades
AO4 RV5 RM6
Reflexos pupilaras, subtrai 0 -1 ou –2...
E - EXPOSIÇÃO E CONTROLE DO AMBIENTE
Despir o paciente da cabeça aos pés.
Controle do ambiente: administrar solução aquecida, desligar ar condicionado.
MEDIDAS AUXILIARES AO ATENCIMENTO INICIAL
LAVADO PERITONEAL DIAGNÓSTICO
FAST
Avaliação secundária