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Filhos De Umbanda
21 de fevereiro de 2013 às 10:32 ·
** Abertura da gira **
**GIRA**
No sentido de trabalho, significa reunião de vários espíritos de uma mesma
categoria. As giras podem ser festivas, de trabalho, de treinamento, fechada
ou aberta.
Antes das giras propriamente ditas, deve ser feita uma “abertura dos
trabalhos” para que o ambiente seja devidamente preparado.
Aberta é uma gira onde se toca para duas ou mais categorias de espíritos.
Nela podem trabalhar, ao mesmo tempo, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças,
etc.
Fechada nessas giras trabalha-se com uma “linha” de cada vez.
Neste caso, chama-se uma única linha por vez, espera-se encerrar seu
trabalho, e só depois que ela tiver deixado a gira, chama-se outra linha.
Todos os médiuns trabalham com Caboclos, depois com Baianos, por
exemplo.
A gira de Crianças também é uma das giras difíceis de um terreiro. Após a
“abertura” normal da gira e com todos os fundamentos preparados para este
trabalho puxa-se a falange das crianças que, por acaso, não são malcriadas
apesar de serem alegres e brincalhonas. Muitos médiuns aproveitam-se de
tal situação e fazem arruaça, achando que com isso tornam autentica a sua
incorporação.
Os Erês ou Cosmes (homenagem a São Cosme , entidade protetora das
crianças segundo a Igreja Católica) podem brincar sem desrespeitar os
princípios espirituais. Essas entidades são a sublimação das forças cósmicas
e jamais devemos desafiá-las pensando que por “serem crianças” não tem
muita força. A devoção a essa vibração pode nos salvar de situações difíceis.
Deve-se, sempre após uma gira de Ibeijada, chamar outra entidade para
encerrar os trabalhos, pois as “crianças” limpam os consulentes e fazem os
trabalhos, mas não descarregam a negatividade.
A gira do Oriente deve começar a ser preparada uma semana antes do dia
propriamente dito. Ela deve ser aberta pelo Zelador com preces e, durante a
semana, devem ser invocadas todas as entidades que irão trabalhar,
mantendo-se iluminados os respectivos pontos de firmeza. No dia da gira só
deverão participar os médiuns que se mantiveram em harmonia com os
fundamentos do terreiro naquela semana. Nestas giras geralmente recebe-se
espíritos de muita sabedoria que vem a terra para nos ensinar ou passar
mensagens importantes. Não devemos confundir esta gira com a festa dos
ciganos. A gira do Oriente trabalha com os espíritos mentores de diversas
crenças e culturas orientais.
**GIRA BLOQUEADA**
Assim chamamos a dificuldade que o médium de incorporação parcial tem de
penetrar na faixa vibratória de certos consulentes. Quando isso ocorre o
médium não está, necessariamente, falhando ou sem a sua entidade.
Os motivos podem ser:
a) consulente carregado de energia negativa. O consulente fica envolvido
dentro de uma redoma.
b) consulente que procura o terreiro por simples curiosidade ou para testar
as entidades.
c) o consulente é médium ou mesmo Zelador. Já tem sua “coroa” feita e suas
próprias entidades fecham a sua faixa vibratória para resguardá-lo.
Nos casos “a” e “b” o médium não deve se deixar perturbar e também não
deve tentar romper o bloqueio, pois além de lhe causar grande perda de
ectoplasma isso pode fazer com que caia em descredito. O correto é
recomendar ao consulente uma limpeza espiritual através de banhos de
descarrego, imantações e preces e pedir-lhe que retorne para nova consulta.
É importante salientar que as giras de passe não são “consultório
sentimental” ou lugar de “conversa fiada, muito menos fábrica de milagres.
As pessoas devem ser orientadas para que não desgastem os médiuns
contando toda a sua vida. A entidade irá perguntar somente o necessário,
não ficará tentando fazer adivinhações.
O Consulente deve ser instruído a manter-se concentrado em seus objetivos
para que toda a força do terreiro seja empenhada em fazer a ciclagem
espiritual do mesmo. É desta forma que se consegue o que se procura e não
com trabalhos direcionados a terceiros. Ninguém tem o direito de interferir
no caminho espiritual de outra pessoa a não ser que esta peça. Não devemos
esquecer do “livre arbítrio” e principalmente de que “nos tornamos
responsáveis por tudo que cativamos”
No caso “c” deve-se somente saudar a “coroa” do consulente e realizar o
passe.
**PROCEDIMENTO DENTRO DA GIRA**
Após o devido preparo espiritual com banhos e imantações e depois de
receber as orientações preliminares (aulas) o médium deve seguir o seguinte
esquema dentro das giras:
Reflexão - o médium ao adentrar a gira deve refletir sobre sua vida nos dias
que antecederam ao trabalho, procurando observar seus pontos fracos, seus
erros e acertos. Deverá agradecer ao Pai Oxalá a chance de estar novamente
a seu serviço.
Concentração - após a reflexão, o médium deve se desligar de tudo que o
cerca. Deve fixar seu pensamento num ponto que lhe seja positivo, que lhe
cause bem estar, a fim de que sua mente fique livre para receber todas as
vibrações e de que seu corpo possa absorver completamente as imantações
do ambiente.
Desde a sua entrada no terreiro até o inicio da gira, o médium deve manter-
se em silencio absoluto, respirando pausadamente, aguardando a chegada
dos demais companheiros.
Quando o médium entra no terreiro ele pode tocar o chão com a mão direita
e em seguida benzer-se com o sinal da cruz, saudando as entidades da casa.
Não é obrigatório, se não vier do coração.
Após o início da gira chegará o momento de “bater cabeça”. O que isso
significa? Como fazê-lo?
Cada médium poderá ter seu “pano-de-cabeça”, o qual deverá ser estendido
no chão, diante do congá, e, ao som de cântico correspondente, deverá tocar
o chão, sobre o pano, com a testa (Salve meu Pai Oxalá). Depois deverá tocar
o chão com o lado direito da fronte saudando o Orixá masculino do terreiro
(quando já souber seu Pai de Cabeça, ele é quem deverá ser saudado). A
seguir deverá tocar o chão com o lado esquerdo da fronte saudando o Orixá
feminino do terreiro (quando já souber sua Mãe de Cabeça deverá saudá-la).
A seguir será feita a defumação do ambiente quando, então, os médiuns que
já usam as guias, deveram colocá-las no pescoço após imantá-las com a
defumação.
*DEFUMAÇÃO A produção de aroma se faz pela mistura e aquecimento de
várias ervas e essências e tem a finalidade de atrair vibrações e romper o
campo magnético do ambiente que será utilizado para os trabalhos.
A cada material cabe atrair um tipo de vibração: boa ou má. Por exemplo: as
ervas favorecem as boas vibrações e as espalham pelo ar, já o carvão atrai
as más vibrações, porém as retém. Esse carvão será deixado na tronqueira
até o final da gira e depois será jogado fora pois a negatividade já terá sido
absorvida pelos Exús.
**Considerações Gerais
Começamos com o terreiro. Na frente, no portão de entrada normalmente
tem uma pequena casa. Nós a chamamos de Tronqueira. Lá dentro tem uma
imagem do Sr. Tranca-Ruas, o poderoso Exú protetor do terreiro. É a nossa
guarda.
O Terreiro é dividido em duas partes: a da assistência e o terreiro onde se
desenvolve a “engira”. Daqui para a frente simplesmente “gira”. Em todo
terreiro costuma-se haver um quadrado ou um centro de vibração, onde está
enterrada a segurança de toda a casa. É um buraco que contém as armas do
Orixá Chefe. Dali, emanando todo o axé da casa. Cria-se, então, um campo
vibratório de muita força.
Hierarquia. Além do dirigente, existem as figuras da Mãe-Pequena e do Pai-
Pequeno. Após os capitães de terreiro e dos ogans (atabaqueiros). Todos os
membros da corrente devem prestar-lhes obediência e respeito e, ao entrar
no terreiro, devem reverenciar-lhes, ritual rigorosamente observado pela
religião umbandista. Todos carregam guias diferenciadas dos membros da
corrente.
O médium deve ter sempre a consciência de nunca comer carne no dia em
que irá trabalhar. Carne proveniente de animais de sangue quente podem
conter energias contrárias às necessidades do trabalho que será
desenvolvido. Além disso, o sangue contêm muita energia que, se usada por
espíritos de pouca ou nenhuma luz, pode atrapalhar consideravelmente o
bom andamento do trabalho.
A aflição e a agonia da morte, ficam impregnadas na carne e principalmente
no sangue, esta energia tem grande força cósmica e durante os trabalhos
mediúnicos pode ser transferida para o consulente ou trabalho, pelo médium
que comeu carne.
Como o texto fala logo acima, animais de sangue quente, ou seja: com a
exceção do peixe que é um alimento sagrado, todas as demais carnes devem
ser evitadas.
Principalmente nos trabalhos de cura, cuja fragilidade do consulente está no
seu ápice.
Como o dia de trabalho é sagrado, deve-se evitar a todo custo pensamentos
pecaminosos, xingamentos, sentimentos de ódio de maneira geral, sexo,
frequentar lugares que sugiram alguma ligação com energias que possam ser
prejudiciais ao trabalho.
Não lavar a cabeça mas sim o restante do corpo. Não deve também cortar
seu cabelo ou qualquer outra ação que envolva a manipulação de seu chakra
coronário. (a Coroa).
(Obs.: Banho de descarga com as ervas do seu Orixá).
Chegando no terreiro…
Saudar a(s) Tronqueira(s):
Saudar Seu Tranca Ruas.
Pedir proteção, pedir ajuda nos trabalhos.
Pedir para limpar seu corpo de larvas e miasmas astrais.
Pedir licença para entrar no terreiro. Considere sempre que o chão do terreiro
é um solo sagrado e é onde serão desenvolvidos todos os trabalhos. Portanto,
faz-se necessário pedir licença para pisá-lo.
Para pedir licença para pisar no terreiro deve-se tocar o chão com o dedo
médio, tocando-o 3 vezes, descrevendo um triângulo, (tríade Crianças,
Caboclos e Pretos-Velhos) e em seguida tocar a fronte, o lóbulo parietal e
lóbulo occipital (tríade matéria, mente e espírito) solicitando-lhes que nos
ajude a manter o fortalecimento e a harmonia destes planos.
As Crianças significam a infância, com sua pureza e inocência.
Os Caboclos significam a mocidade com sua energia.
Os Pretos Velhos significam a velhice com sua humildade e experiência.
Saudar Oxalá.
Saudar seu Orixá de cabeça. Se não souber ainda qual é seu Orixá de cabeça,
bastará saudar Oxalá.
Em terreiros que tenham Ogan deve-se saudar o Ogan Chefe. O Ogan é o
chefe dos atabaques.
Em terreiro que mantém hierarquia com capitães, deve-se cumprimentar os
Capitães do terreiro obedecendo a hierarquia entre eles, ou seja, o 1º capitão
a ser cumprimentado deve ser sempre o capitão mais novo a ocupar esta
posição, em seguida cumprimentar o segundo e assim consecutivamente até
o Capitão mais antigo do terreiro.
Cumprimentar o dirigente do terreiro.
Ao som do Hino da Umbanda, a corrente entra no terreiro, cantando alegres,
dispostos, de branco, com suas guias e banho de ervas previamente tomado.
Após, inicia-se a defumação em todos os presentes. Vale aqui dizer que todo
o ritual tem que, obrigatoriamente, ser feito com pontos cantados. Após a
defumação, vem o bate-cabeça, oportunidade dos membros da corrente. Os
que têm hierarquia já o fizeram no início. Em seguida a saudação aos Anjos
da Guarda. Louva-se aos Orixás e aos espíritos que trabalham através dos
cavalos (médiuns) no terreiro. Em seguida pede-se a proteção do Sr. Ogum
de Ronda. Saudação à Quimbanda e ao Sr. Tranca-Ruas não podem faltar.
Feito este ritual é que começam as incorporações.
#Elizangela
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